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Curiocidade

Em 26 de setembro de 1960, aconteceu o primeiro debate político televisionado dos Estados Unidos. O candidato republicano Richard Nixon, voltando de  uma recente hospitalização, estava magro e pálido. Vestiu um terno que tinha a mesma cor do fundo do estúdio e se recusou a passar maquiagem. Seu rival, John Kennedy, foi vestido elegantemente e aproveitou ao máximo as câmeras. Há quem diga que o resultado da eleição presidencial americana foi definido nesse debate.

Isso jamais aconteceria nos dias de hoje. Os candidatos estão cercados de assessores para zelar pelas roupas que vestem.  ”Personal stylists”  fazem parte de todas as equipes na campanha eleitoral. Na semana passada, a Editora Senac lançou o livro Guia de estilo para candidatos ao poder – e para quem já chegou lá. O projeto é uma parceria entre o os jornalistas Sergio Kobayashi e Luci Molina, e a consultora de estilo Milla Mathias.

Quem teve a ideia foi Milla. “Já estudava a comunicação política por meio da roupa, mas percebi que não havia nenhum livro sobre isso no Brasil”, afirma. Para escrever o livro, ela procurou Kobayashi, que assessora campanhas eleitorais desde 1982. Kobayashi tabalhou para vários candidatos do PSDB, como Fernando Henrique Cardoso e José Serra. Ele também participou da campanha de Gilberto Kassab à Prefeitura. em 2008. Kobayashi  indicou a jornalista Luci Molina, que fez a pesquisa histórica para o volume. Luci  já tinha escrito o livro Lila Covas – histórias e receitas de uma vida, sobre a ex-primeira-dama Lila Covas, além de ter sido assessora de comunicação do governo Mário Covas.

Para Kobayashi,  estilo não escolhe ideologia. “Todo candidato é vaidoso, não importa de que partido seja”, afirma. “Na hora de concorrer, todos vão usar recursos que melhorem sua imagem para o eleitorado”. A assessoria de estilo ganha maior importância quando o político está gravando o horário eleitoral gratuito, mas a recomendação é que o candidato siga as dicas o tempo todo.

O pior erro que pode ser cometido por um político, de acordo com Milla Mathias, é tentar parecer o que não é. “É muito estranho ver o Tiririca de terno”, diz. Depois de eleito, o deputado precisa  seguir o dress code da Câmara. Porém, para Milla, poderia adaptar o look. “Como ele é uma pessoa que deveria passar leveza, poderia tentar transmitir isto para o visual”.

A pedido do Blog do Curiocidade, Milla Mathias comentou o visual dos principais pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo em 2012:

José Serra (PSDB)

“A imagem dele já está desgastada pela longa carreira política. O candidato poderia usar cores mais vivas, que o deixariam com um aspecto mais contente”.

Fernando Haddad (PT)

“Por ser jovem, Haddad deveria descontrair um pouco mais o visual, diminuindo os tons escuros. Um blazer mais claro daria mais leveza”.

Gabriel Chalita (PMDB)

“Este candidato usa muito azul-marinho. Apesar de a cor ser mais leve do que o preto, ainda é muito sóbria. Cinza médio ou cinza claro seriam mais adequados”.

Netinho de Paula (PCdoB)

“Netinho já se identifica com o público por ser cantor e apresentador de TV. Para ele, o ideal é usar blazer, camisa e calça social. Um costume com gravata ficaria artificial demais”.

Soninha Francine (PPS)

“Desde a época de apresentadora de televisão, Soninha mudou muito o visual. Mesmo assim, a roupa dela ainda não passa a impressão de uma política séria. Em política, é possível descontrair a vestimenta, mas não muito”.

Celso Russomanno (PRB)

“O candidato é elegante e fica natural com costumes. Por isto, raramente usa outra coisa”.

Paulinho da Força (PDT)

“Ele deveria usar camisas e costumes com colarinhos e lapelas mais estreitos. As peças que ele usa costumam deixá-lo sem pescoço. Por ser sindicalista, Paulinho poderia usar cores mais claras nos costumes e investir na combinação de calça, camisa e blazer”.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Poderia até ser uma boa desculpa para as onicófagas. Mas, não!, as unhas de caviar – novidade que acaba de desembarcar em São Paulo – não são comestíveis. Elas nem são feitas com ovas de peixe de verdade. Levam esse nome por causa de sua aparência, que é semelhante à do alimento. A tendência começou na França e na Inglaterra. No nail bar Cosmopolish, em Pinheiros, é possível pintar as unhas no estilo.

Foi a marca britânica Ciaté a responsável por disseminar a moda das unhas caviar. Ela lançou bolinhas que podiam ser aplicadas sobre o esmalte, gerando um efeito tridimensional. A manicure Jack Cardoso, uma das proprietárias do Cosmopolish, adaptou a tecnologia para as mãos brasileiras. No salão, ela usa bolinhas coloridas compradas em lojas especializadas em nail art.

Para fazer as unhas caviar, é preciso passar nas unhas uma camada de esmalte comum. Depois, com a pintura ainda úmida, são aplicadas com cuidado as bolinhas. O momento crucial é o de ajeitar as esferas sobre as unhas. “É aí que está o segredo das unhas caviar”, garante Jack. Por cima de tudo, vai um top coat – esmalte para garantir uma cobertura resistente.

Jack diz que as bolinhas não saem facilmente das unhas. “Nas minhas mãos, duram de quatro a cinco dias”, afirma. Por enquanto, o “caviar” só está disponível nas cores prata, ouro, roxo, vermelho e verde. A manicure ainda não as encontrou na versão preta, a mais pedida. No entanto, descobriu que aplicar o esmalte negro sobre bolas prateadas garante o mesmo efeito.

Para pintar as mãos no novo estilo, o serviço tem mesmo preço de caviar. A cliente precisa desembolsar R$ 50.

Serviço:
Rua dos Pinheiros, 365, Pinheiros
Tel. 3892-1910
Segunda a sexta, das 12h às 21h

(Com colaboração de Míriam Castro e imagem de divulgação)

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Nascida no Alto da Lapa em 1965, Priscila Callegari trabalhou por 30 anos com design e arquitetura promocional. Entre seus clientes, estavam marcas como Hering, PUC e Kipling. Em 2007, a paulistana decidiu deixar para trás a carreira de sucesso e criar sua própria grife de sapatos: a Ciao Mao, que inaugurou há cinco meses uma segunda unidade, no Shopping Pátio Higienópolis. “Muitas das empresas que eu atendia eram relacionadas ao mundo da moda, então convivo com o universo há décadas”, conta a designer.

Os sapatos de Priscila têm línguas removíveis, solado de borracha reciclada e tiras coloridas que podem ser trocadas e mudar totalmente o calçado. “Gosto de fazer meus sapatos diferentes. Cada um tem diversas possibilidades de transformação”.

Para confeccionar os primeiros sapatos da loja, a proprietária foi atrás de diversas fabricantes paulistanas, mas nenhuma aceitou o projeto: “Para criar sapatos como os atuais, era preciso ousar e ter conhecimento técnico”, diz Priscila. Então, ela fez uma parceria com o Senai de Franca, a capital paulista dos calçados. Lá, foram confeccionadas as versões-piloto que já tinham sido idealizadas para a Ciao Mao.

Mesmo no que chama de “outra vida” (a época em que a Ciao Mao não existia), Priscila gostava de pesquisar calçados enquanto viajava à Europa e à Ásia. Nos países nórdicos, percebeu que sapatos eram itens de sobrevivência. “Os europeus pensam muito antes de comprá-los e prezam a qualidade”, diz a designer. “No Brasil, a compra é muitas vezes impulsiva”.

O nome da marca surgiu durante uma viagem à China, cuja população tem uma relação ambígua com os pés. “Os chineses possuem técnicas de massagem pelos pés que beneficiam o corpo inteiro”, conta Priscila. “Ao mesmo tempo, no entanto, existe uma cultura de obrigar garotas a vestir sapatos apertados”. Descendente de italianos, a designer misturou o cumprimento ciao com a palavra Mao, que, em sua opinião, caracteriza o Oriente.

Uma rua sem saída em Pinheiros foi sede da primeira loja da marca. Agora, a casa na Rua Itamirindiba só funciona como escritório. Lojas, mesmo, são a unidade dos Jardins e a filial no Shopping Pátio Higienópolis, aberta no fim de novembro do ano passado. O novo local tem piso feito de borracha reciclada, assim como os calçados de Priscila. Os modelos, que custam entre R$ 200,00 e R$ 800,00, são limitados e não seguem coleção. “Como meus sapatos são feitos com materiais duráveis precisam ser adequados para qualquer temporada”, afirma Priscila.

Serviço:
Ciao Mao – Jardins
R. Melo Alves, 368, Jardins, 2478-8953

Ciao Mao – Shopping Pátio Higienópolis
Av. Higienópolis, 618, Piso Vilaboim, loja 4006B, 3823-2411

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Marcita Amores, uma das proprietárias da loja À Dor Amores, desenha e fabrica peças íntimas artesanais. Em meio à Galeria Ouro Velho, na Rua Augusta, estão dispostas a calcinhas de cintura alta, sutiãs ao estilo da década de 1950 e meias-calças diferenciadas.

A grife foi batizada com um sobrenome trazido do exterior pelo pai de Marcita, o argentino Marco Amores Ferrari. Ele fazia uma viagem de carro à Venezuela e atravessou o Pará. Lá, no Carnaval, conheceu Margarida. “Nunca mais se largaram”, conta Márcia Margarita, a Marcita, primeira criança do casamento. Por sinal, todas a filhas ganharam o mesmo nome: Márcia Verônica, a Verônica, e Márcia Camila, a Camila.

Marcita cresceu no ateliê da mãe, que é modista. Sempre pôde mexer nas máquinas e nos tecidos. Aos 13 anos, fez sua primeira calcinha. Não percebeu que já era estilista até suas amigas, que cursavam a faculdade de Moda, a procurarem para tirar dúvidas sobre design. “Reparei que era a única coisa que eu sabia fazer”, confessa. “É algo natural”.

Quando a marca foi criada, em 2002, a família procurou costureiras para concretizar suas ideias de “uma marca de lingerie para que as mulheres se sintam rainhas”, mas não encontrou nenhuma que se adequasse. Assim, as peças são costuradas pelas próprias donas. Marcita, Verônica e Margarida produzem em média 100 peças por mês.

Calcinha fetiche

Alguns dos modelos são produzidos ininterruptamente desde que a À Dor Amores começou, como a calcinha fetiche – com amarrações laterais, R$ 75,00 – e a calcinha diva – de cintura alta, R$ 150,00. Outras peças são incorporadas sem datas pré-estabelecidas. “Não gostamos da ideia de ter que criar por temporada”, diz Marcita. “Criamos quando achamos que devemos usar algo novo”.

Elas também fazem modelitos sob encomenda. Os principais pedidos são de clientes mais cheinhas, que não encontram tamanhos adequados na loja. Também há mulheres que procuram a loja na Rua Augusta para pedir uma roupa íntima exclusiva, mas nem adianta entregar croquis prontos para Marcita: “Somos estilistas, não fazemos nada com desenhos alheios”. A cliente deve contar o que quer e deixar que a família Amores desenvolva a solução.

À Dor Amores
R. Augusta, 1.371, Galeria Ouro Velho, loja 111, 3266-7964

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Quer algo mais ousado e requintado que uma simples calcinha nova para festejar a chegada do Ano Novo? A estilista Leandra Rios, mais conhecida como Madame Sher, criou a coleção Beautiful Darlings, uma linha de corsets inspirada em 17 divas do cinema, como Doris Day e Greta Garbo. “Eu quis fazer uma coleção romântica e que fosse, ao mesmo tempo, glamurosa e admitisse sensualidade”, explica ela, que abriu o ateliê em 2004.

Sher vestindo modelo inspirado na atriz Sophia Loren'

Sher trabalhou nove meses na coleção. Cada corset ganhou uma musa inspiradora. Alguns trazem referências a filmes, como o modelo inspirado em Audrey Hepburn, estrela de Bonequinha de Luxo. “Seu lendário tubinho básico mostrou que, muitas vezes, menos é mais”, aponta a estilista. “Mas a maioria dos modelos é mais conceitual. Pensei na imagem que cada atriz passava”. Entre as inspiradoras dos modelos mais sensuais estão Elizabeth Taylor, Sophia Loren e Brigitte Bardot. Já os modelos angelicais remetem a atrizes como Ursula Thiess e Francesca Bertini.

A estilista usando o corset que homenageia Norma Shearer

Sher conta que, por causa do apelo mais romântico da nova coleção, a marca passou a atrair um novo público: meninas de 15 a 18 anos. “O público mais jovem dificilmente consome esse tipo de peça”, diz. “Mas, nessa coleção, as meninas aderiram bem”. Como são feitos manualmente, os corsets não saem barato. Cada um custa, em média, R$ 4.500. Veja as as fotos de alguns modelos:

Audrey Hepburn:

Brigitte Bardot:

Doris Day:

Elizabeth Taylor:

Greta Barbo:

Francesca Ursula

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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Não é preciso ser um ilustrador profissional – alguma experiência na área é suficiente – nem ter ferramentas requintadas para participar do workshop Ilustre Moda, que será realizado nos próximos dias 3 e 4 pela artista Fernanda Guedes. Requisitada por revistas, editoras e agências de publicidade desde a década de 1990, ela ensinará truques de desenho de moda, que incluem o uso de materiais simples, como canetas e lápis de cor.

Fernanda explica que ilustração de moda não é apenas fazer croquis: “Enquanto o croqui é um desenho técnico, focado na confecção de uma peça, os desenhos de moda não costumam ter aplicação diretamente editorial”, diz. O uso costuma ser no meio editorial e de propaganda. “Tem marcas que preferem usar desenhos a fotos com modelos nos catálogos”.

No workshop, Fernanda irá ensinar os alunos a procurar referências de moda de rua em sites, livros e revistas. “É importante montar um lookbook como fonte de inspiração”, garante a ilustradora. Quem fizer o workshop também receberá dicas para melhorar seus desenhos e terá a oportunidade de ver Fernanda em ação, criando ilustrações com base em seu processo criativo.

O computador não entra nesse curso. Fernanda prefere usar a máquina apenas para escanear suas produções. Ela conta que usa o meio eletrônico mais como um acessório para pesquisa do que como uma ferramenta de edição. “Por mais que eu prefira dar um tom ‘analógico’ ao meu trabalho, uso a internet para buscar inspirações”, afirma.

São apenas vinte vagas na turma. O workshop custa 450 reais e as inscrições podem ser feitas no site do Pto de Contato.

Serviço:
Rua Augusta, 2690, 3º andar (Galeria Ouro Fino), 2626-0860

(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de divulgação/Fernanda Guedes)

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O Día de los Muertos é uma celebração popular mexicana que coincide com a data católica Dia de Finados (2/11). Mas por lá o feriado não é apenas para lembrar os parentes mortos. É para festejar. Há músicas e oferendas com as comidas preferidas dos homenageados. Essa festa também está sendo comemorada em São Paulo:

Memorial da America Latina
No Pavilhão da Criatividade, foi montado um altar em homenagem à artista mexicana Frida Khalo (1907-1954), com flores e caveiras de papel machê.  Fernando De La Torre, responsável pela montagem,  foi até o México buscar caveiras de açúcar para incluir na oferenda. A “exposição” vai até o dia 27.
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, 3823-4600.

Obá
O restaurante mexicano está preparando, pela sétima vez, uma comemoração especial. Até o próximo domingo, o cardápio terá pratos típicos da festa como o Legendário Mole Negro de Pavo (R$ 46), carne de peru com molho à base de chocolate e pimenta, e o Pan de Muerto (R$ 14), pão doce decorado com caveiras de açúcar. Os homenageados serão a cantora Amy Winehouse (1983 – 2011) e o empresário Steve Jobs (1955 – 2011). “A crença é que, no Día de los Muertos, a fronteira entre a vida e a morte fica mais tênue”, diz Delgado. “Então, como os mortos podem voltar,  preparamos uma festa”.  A decoração terá cerca de 100 caveiras coloridas.
R.Dr. Melo Alves, 205, Jd. Paulista, 3086-4774.

Hugo Delgado, do Obá: 100 caveiras na decoração (Foto: Andre Lessa/AE)

La Mexicana
O menu, disponível somente no dia 2, terá  tamales, uma espécie de “pamonha mexicana”, (R$ 6) e o atole, bebida feita de milho (R$ 6). Já é o quinto ano consecutivo que a casa celebra a data. O comediante Ramón Valdés Castillo (1923-1988), que fez  o papel de Seu Madruga no seriado Chaves, esteve entre os homenageados. Este ano, a oferenda será para o comediante mexicano Gaspar Henaine (1926 – 2011), o Capulina. “Vamos ter decoração com papel picado e flores”, avisa a mexicana Antonieta Pozas, proprietária do restaurante.
R. Min. Jesuíno Cardoso, 513, Itaim-Bibi, 3045-1383.

Antonieta Pozas, do La Mexicana: tamales e atoles (Foto: Werther Santana/AE)

Casa dos Cariris
A chef Lourdes Hernandez e seu marido, o artista plástico Felipe Ehrenberg, prepararam juntos um altar para homenagear amigos falecidos este ano. O tema da oferenda será o romance “Os passos perdidos”, do escritor cubano Alejo Carpentier (1904-1980). “Muitos de nossos amigos do México morreram nos últimos 14 meses”, diz Lourdes. “Esse livro, de alguma forma, é essa busca que a gente tem pelo passado”. Para a festa do Día de los Muertos, a casa do bairro do Sumaré já está lotada. Lourdes preparou 9 tipos de tamales. Entre eles, o Mucbi pollos (com carne de frango e de porco), servido apenas no Día de los Muertos. Quem quiser conhecer a casa nos outros dias precisa  fazer reserva pelo e-mail guisandera@gmail.com.

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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O Ateliê de Máscaras, especializado na venda e na locação de máscaras venezianas, mudou-se  há três meses para a rua Oscar Freire, em Pinheiros. A loja já existe há 25 anos, e ficava antes na Avenida Engenheiro Caetano Álvares. A proprietária é a artista plástica Regina Maria Martini Oliveira, 52 anos, que teve a ideia depois de fazer uma viagem para Veneza, na Itália. “Fiz um curso em uma loja de máscaras, voltei para São Paulo e comecei a pesquisar”, conta. Começou produzindo apenas máscaras para decoração, e depois passou a fazer peças para figurino. Regina importa alguns modelos de Veneza, e outros são feitos por ela com a ajuda de sua filha, a designer Ariane, 27 anos,  sócia do Ateliê.

São cerca de 400 modelos diferentes, com preços que variam entre R$ 3,90 e R$ 1.500. Há modelos com plumas, pérolas, tecido, metal e até cristais. Os principais clientes são  programas de televisão, peças de teatro e produções publicitárias. Entre as pessoas físicas, o maior movimento, acredite, não acontece na época do Carnaval. “No Carnaval, o pessoal gosta mais de roupas leves, fantasias”, diz Regina. “O meu forte é o baile de máscaras. Agosto, por exemplo, é uma época boa. No frio, as pessoas se animam para usar máscaras. Também temos muito movimento no final do ano, por causa das  festas corporativas”.

Regina conta que as máscaras também viraram moda nos casamentos. “Começaram a aparecer bailes de máscaras em algumas novelas e o pessoal começou a fazer”, explica. Os noivos escolhem máscaras de luxo combinando com seus trajes – a noiva pode levar pedaços do tecido do vestido para fazer a máscara. Os convidados recebem  máscaras mais simples.

O Ateliê também aluga uma gôndola veneziana de 3 metros que pode servir de enfeite ou até de mesa.

Serviço:

R. Oscar Freire, 2.220, Pinheiros, 2959-8666.

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Por que uma fábrica de camisas fundada em 1957 passou a ser tão comentada de um ano para cá? Grande parte desse sucesso se deve ao surgimento da linha Dudalina Feminina, em junho de 2010. Até então, a Dudalina só tinha marcas de camisas masculinas (Dudalina, Individual e Base). Hoje, as camisas femininas já respondem por 15% do faturamento da empresa, previsto para fechar 2011 em R$ 250 milhões. “A gente aprendeu a trabalhar com o mercado feminino, que é muito diferente do masculino”, explica Sônia Regina Hess de Souza, presidente da empresa desde 2003. “É um mercado que responde bem mais rápido”. É por esse motivo que a Dudalina Feminina lança quatro coleções por ano contra três das marcas de camisas masculinas.

Esse sucesso instantâneo teve ainda a ajuda de algumas celebridades, como as apresentadoras Fátima Bernardes e Ana Paula Padrão, que apareceram com as camisas da marca na TV. “É um trabalho feito por nossa assessoria de imprensa”, conta Sônia. “Mandamos as camisas e elas usam se gostarem”.

Ana Paula Padrão, do Jornal da Record (Foto: Reprodução)

 

Fátima Bernardes, apresentadora do Jornal Nacional (Foto: Reprodução)

 

Quando a marca Dudalina passou a ser objeto de desejo das executivas paulistanas, lojas começaram a aparecer pela cidade. A primeira foi inaugurada no bairro do Paraíso no ano passado. Das 13 unidades espalhadas pelo país, seis ficam na capital paulista. A 14ª será inaugurada nesta terça-feira no Shopping Vila Olímpia. Em outubro, o Center Norte também ganhará a sua.

O nome Dudalina foi sugestão de um primo do casal Rodolfo Francisco de Souza Filho (mais conhecido como “Duda”) e Adelina Clara Hess de Souza. A junção dos apelidos do casal serviu para batizar a fábrica de camisas.

Duda e Adelina, fundadores da empresa (Foto: Divulgação)

 

Duda (1921-1996) e Lina (1926-2008) se conheceram em 1945, na cidade de Luis Alves (SC). A fábrica de camisas nasceu de uma trapalhada de Duda. Em 1954, ele viajou para São Paulo para comprar alguns produtos que abasteceriam o estoque da venda da família. Não resistiu à oferta “irrecusável” de um comerciante árabe da 25 de Março, e comprou um lote exagerado de tecido. O produto encalhou nas prateleiras. Lina, que entendia de corte e costura, teve a ideia de transformar tudo em camisas, como conta a presidente Sônia Regina, a 6ª dos 16 filhos que o casal teve. “Ela contratou duas costureiras para ajudá-la. Como as camisas venderam bem na loja, ela alugou uma casa na mesma rua onde morávamos e abriu a fábrica”. Em 1969, quando nasceu o sétimo filho do casal (que planejava ter 20 no total!), a família se mudou para Blumenau (SC) e a fábrica foi transferida. O negócio cresceu e, hoje, a Dudalina tem cinco fábricas (duas em Blumenau, Luis Alves e Presidente Getúlio, em Santa Catarina, e outra em Terra Boa, no Paraná).

Sônia, filha de Duda e Lina, é a presidente da empresa (Foto: Divulgação)

Os 16 filhos de Duda e Lina são acionistas da empresa. No entanto, apenas dois irmãos trabalham na Dudalina: Sônia, como presidente, e Rui Hess de Souza, diretor de varejo. A empresa tem 1.670 funcionários, sendo 1.200 mulheres.

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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A Mattel anunciou nesta semana o lançamento da “Museum Collection”, um trio de bonecas Barbie inspiradas em obras de Leonardo da Vinci, Van Gogh e Gustav Klimt. A coleção faz parte da linha Barbie Collectors, voltada para o público adulto que coleciona a boneca. As Barbies especiais só chegam às prateleiras das lojas de São Paulo  em agosto, mas já estão dando o que falar na cidade. A mais comentada foi a Barbie Mona Lisa. A pintura do rosto da boneca foi feita pelo pintor Ei Fong. Já a roupa foi desenvolvida pela designer Linda Kyaw. O Blog do Curiocidade conversou por e-mail com Linda sobre as diferenças da Mona Lisa original e a de brinquedo.

Você se preocupou em retratar a imagem da Mona Lisa com exatidão?
Nós respeitamos a sensibilidade da obra de arte original e sabemos que a genialidade da Mona Lisa nunca poderá ser copiada. Essa Barbie é uma homenagem inspirada na Mona Lisa, e empresta elementos da peça original para se transformar em uma boneca.

Um de seus maiores desafios foi desenhar o vestido inteiro, já que todo mundo conhece a Mona Lisa apenas da cintura para cima. Mas a roupa da boneca não é a mesma da pintura. As mangas da Mona Lisa original, por exemplo, não são estampadas. Qual foi a razão das mudanças?
A versão Mona Lisa da Barbie possui maior liberdade de expressão justamente por ser uma homenagem, e não uma cópia exata. Os tons verdes usados no cenário da pintura original inspiraram a cor das mangas e do corpete usado pela boneca. O dourado da pintura também está presente nas mangas e no vestido. Nada pode substituir a Mona Lisa, assim como nada pode substituir a Barbie.

A Barbie Mona Lisa tem as unhas pintadas de rosa. Já a Mona Lisa de Da Vinci, pintada em 1503, não usa pintura nas unhas. Outra adaptação?
As unhas da Barbie são pink e combinam com seus lábios – uma característica da maioria das nossas bonecas. A intenção era manter a paleta de cores suaves e em harmonia com o resto da boneca.

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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