FUI conhecer o restaurante Chili’s Grill & Bar, empreendimento que tem Chitãozinho e Xororó como sócios e que foi inaugurado em 21 de setembro passado. O restaurante segue a mesma linha de casas que vêm fazendo sucesso na cidade, como Outback e Applebee’s. Engraçado é que o pioneiro no Brasil, o TGI Friday’s, encerrou suas atividades no país no final do ano passado. O lugar agrada basicamente o público jovem, mais preocupado em curtir o ambiente e menos exigente com a comida.
A rede Chili’s foi fundada em 1975 em Dallas, no Texas. Já são 1.700 unidades espalhadas por 32 países. No Brasil, o conceito tex-mex recebeu algumas adaptações. A picanha e a caipirinha entraram no cardápio. Como entrada, escolhi o Classic Nachos (R$ 27,90)

Pedi também o Mushroom Burguer (R$ 24,90), que veio acompanhado de fritas. O sanduíche – com 200 gramas de carne – provou que tamanho não é documento. Embora bastante grande, o sabor da carne estava um tanto insosso. Passou também do ponto. Impossível de comer com as mãos. Também não aprovei o pão.
Para acompanhar o sanduíche, fiquei com vontade de uma porção pequena de salada caesar. Não havia porção de salada na lista de acompanhamentos. Tive que pedir uma meia salada que acabou sendo grande demais (R$ 15,90). Fica a sugestão para servirem a metade da meia.
A meia porção de Baby Back Ribs (costela de porco), acompanhada de espiga de milho e fritas, custa R$ 29,90. O gosto é bom, mas ficou devendo um pouco mais de carne. A do Outback ainda ganha.
O serviço é atencioso. Há também menu kids, com pratos que variam de R$ 17,50 a R$ 20,50. Os refrigerantes podem ser pedidos no sistema de refil (R$ 5,85). O menu de sobremesas é reduzido. São quatro doces e a salada de frutas. Escolhi a Chocolate Chip Paradise Pie (R$ 17) e me dei bem. A torta tem camadas de chocolate, nozes e coco, e vem coberta de sorvete de creme e caldas quentes de chocolate e caramelo. Uma delícia!
Serviço
Av. Sabiá, 430, Moema, 5051-1645.
Duas hamburguerias com propostas bem parecidas abriram suas portas nos Jardins. Elas se apresentam como “gourmets”, funcionam até o começo da madrugada, cobram caríssimo por seus sanduíches – e são lugares que jamais voltarei.
O Chez Burger, na Alameda Lorena, funciona a menos de 20 metros de distância da Rockets e a 200 metros da Achapa, na Mello Alves, duas hamburguerias clássicas da cidade. De fora, vendo a varanda, a hamburgueria parece ser um local bem agradável. Mas, no salão interno, a sensação é outra. Os móveis são feios e as cadeiras, baixas e desconfortáveis. Tudo parece improvisado. O balcão em que os pedidos são retirados é tão alto que os garçons precisam ficar na ponta dos pés. Chega a ser hilário.
O cardápio já vem com os sanduíches sugeridos pelo chef. É impossível, por exemplo, pedir um cheeseburguer. Ou melhor, a garçonete explicou que eu poderia pedir o sanduíche mais caro do cardápio e ela mandaria tirar tudo até ficar só o pão, a carne e o queijo – mas cobraria o preço cheio.
Não achei uma boa ideia. Escolhi o “Burger Salada” (R$ 25) e foi um desastre. O pão soft roll é grande e massudo demais (foto abaixo). Como o cardápio diz que “servimos nosso hambúrguer suculento” e eu gosto da carne rosada, pedi o meu no tal ponto da casa. A carne veio praticamente crua. O chapeiro não estava num bom dia. Não adiantou explicar que eu pedi hambúrguer, não steak tartare.
Não fiquei para a sobremesa.
Ontem, visitei a segunda casa, a Frank Phillips, na Peixoto Gomide com a mesma Lorena. A lanchonete teve preocupação com a decoração. Mas só. O cardápio é pequeno e pretensioso – e os preços chegam a ser extorsivos. Os sanduíches estão na casa dos 30 reais. Pedi um cheeseburguer para meu filho pequeno. Não havia. Quer dizer, a casa só trabalha com os hambúrgueres que estão no cardápio. Como havia outras crianças no salão, seguiu-se o seguinte diálogo com o garçom:
- O que o senhor sugere para ele?
- O senhor pode pedir um Cadillac e eu peço para tirar os ingredientes!
Detalhe: a mesma tática mesquinha e suicida do Chez Burger.
- E eu vou pagar 27 reais por um cheeseburger?
- Sim, senhor. Eu só consigo comandar desse jeito. Não dá para cobrar menos.
- Mas, se eu quiser pedir um Cadillac com queijo duplo, você consegue me cobrar a mais? – eu quis saber.
- Para mais, eu consigo! – respondeu ele.
- Ah, para mais, dá para mudar, para menos não?
- É que a casa está trabalhando com uma proposta diferenciada das outras lanchonetes – tentou explicar.
“Proposta diferenciada” é, na verdade, uma tentativa de imitar o P.J. Clarke’s. Imitação mal feita, diga-se, pois o P.J. tem menu para crianças.
O garçom ainda fez mais uma tentativa:
- O senhor pode pedir para seu filho esses mini hambúrgueres – disse ele, apontando para o prato que custava 36 reais.
Sem opção, levantamos e fomos embora. Se uma lanchonete não consegue servir um cheeseburguer por um preço honesto, não deveria nem estar aberta. Fomos para a Achapa. Comemos muito bem. E, a julgar pelos comentários que li sobre a tal Frank Phillips no foursquare, acho que fiz uma excelente troca.
Atualizado em 04 de abril de 2012: Agradeço a propaganda que a Frank Phillips tem feito deste blog. Dá para ver pela quantidade de defensores da casa nos comentários. Mas a casa manda avisar que mudou o cardápio. Pelo visto meu comentário não estava tão errado assim.
Fui conhecer o restaurante italiano Mangiare, inaugurado há apenas duas semanas, na Vila Leopoldina. O lugar foi construído num galpão todo remodelado, onde funcionava uma oficina de tratores. O salão é amplo, moderno, dividido por um bonito bar. Tem capacidade para 150 pessoas.
De cara, os clientes são recebidos com jarrinhas de água (com ou sem gás) que não custam nada. Só uma gentileza. Para começar, as toalhinhas de papel trazem uma lista de antepastos e o garçom vai fazendo xis nos disponíveis no dia. As porções variam de R$ 25 (um tipo) a R$ 66 (quatro tipos). Como couvert, o Mangiare apresenta uma travessa com pães feitos na própria casa. Só que ela custa 9 reais por pessoa sentada na mesa. Melhor resistir e ir direto para uma entrada, como os bolinhos de risoto com presunto.
O cardápio de primavera (sim, haverá um por estação) é enxuto, simples, sem mistérios. Há saladas e 11 tipos de pizzas (também servidas na hora do almoço!!!) com as bordas grossas. A pizza de mussarela é a mais barata (R$ 27).
São dois tipos de molhos para a massa maltagliatti (mal cortada), a única oferecida no cardápio: bolonhesa ou alfredo com abobrinha. Ela vem servida numa charmosa panelinha de ferro (R$ 32).
De todo o modo, o carro-chefe da casa é a bisteca à fiorentina. Numa das paredes do banheiro masculino, por sinal, está descrito como ela é preparada. A bisteca sai por R$ 120 e, segundo o cardápio, serve duas pessoas. Não é bem assim. A bisteca é mesmo uma delícia, mas para sustentar dois adultos precisaria vir acompanhada de uma ou duas guarnições. Na foto, parece que a porção é gigante. Mas, tirando o osso e a gordura, ela já diminui bem. Os acompanhamentos são cobrados à parte, o que encarece demais o valor do prato.
O atendimento é extremamente gentil, embora eu tenha me sentido esquecido pelos garçons algumas vezes durante a refeição. A impressão é que existe um contingente pequeno para atender tantas mesas.
Para a sobremesa, a sugestão é o tiramisu (R$ 15). O cliente é quem determina o tamanho da porção. Interessante, mas preferi arriscar a degustação do trio de chocolate: brigadeiro, musse e bolo de xícara (R$ 15). A musse é espetacular. Da próxima vez, peço apenas uma porção inteira dela.
A casa tem cardápios especiais de vinhos (peça para conhecer a adega, que fica na entrada) e cervejas artesanais (30 rótulos).
O Mangiare montou também um pequeno empório. A variedade de produtos ainda é pequena. Há chocolates da marca Amma e café Astro. É na prateleira de doces que aparecem algumas curiosidades, como o doce de manga em lata. Mas quem domina o pedaço é mesmo o umbu. Estão à venda umbu em calda, doce de umbu e geleia de umbu, da marca Gravetero, do sertão baiano.
Serviço:
Mangiare
Avenida Imperatriz Leopoldina, 681, Vila Leopoldina, 3034-5074
Terça a domingo, 12h/16h e 20h/24h
2013
2012
2011