Se, para os ocidentais, comer um prato de lentilha ou doze uvas na passagem do ano atrai felicidade, para os japoneses a tradição é outra. Na manhã da próxima terça-feira, dia 1º, famílias nipônicas farão a primeira refeição do ano e, nela, estará o moti. O alimento é um bolinho branco, feito apenas com arroz.
“É quase obrigatório para uma família japonesa consumir o moti nesse dia”, afirma o nissei Fernando Masayuki Kanazawa. Em 1967, seus pais, Eiko e Hidetaka, inauguraram a loja de doces japoneses Kanazawa, que continua até hoje no mesmo endereço no bairro da Liberdade. Desde a inauguração, vendem o moti na região. O maior volume de vendas é no final de dezembro. Fernando estima que a procura pelo bolinho aumente mais de dez vezes nessa época.
Não é com qualquer arroz branco que se faz moti. “O arroz comum viraria uma pasta quando amassado”, afirma Kanazawa. Para o bolinho, é usado o mochigome, arroz glutinoso, que permite que a massa seja moldada em diversos formatos. O mais tradicional, que é vendido na loja, é redondo, mas existe também o moti quadrado, consumido na região de Tóquio. Por R$ 8, o cliente leva um pacote de 500g, o suficiente para quatro pessoas.
A tradição afirma que comer o bolinho no primeiro dia de janeiro garante felicidade para o resto do ano. Kanazawa tem uma versão mais poética. “Os grãos de arroz ficam separados, mas se juntam no moti”, afirma. “Por isso, ele é consumido nas ocasiões em que pessoas queridas se unem.” O moti pode ser consumido sozinho, mas também faz parte de uma tradicional receita de ano-novo, a ‘ozoni’, uma sopa feita de caldo de peixe, algas marinhas e o bolinho de arroz.
Serviço:
R. Galvão Bueno, 379, Liberdade, 3207-1801
(Com colaboração de Míriam Castro e foto de André Lessa/Estadão)
O padre Mário Geremia é gaúcho, mas boa parte de seu trabalho é feita em espanhol. Ele celebra uma missa de Natal latina na Paróquia Nossa Senhora da Paz, igreja dedicada aos imigrantes da cidade. Toda em espanhol, a missa latina leva este nome porque é dedicada a todos os imigrantes latino-americanos – a maioria é formada por paraguaios e bolivianos, mas São Paulo também tem grupos de peruanos, colombianos e chilenos. “As diferenças culturais entre esses povos são muito grandes”, afirma o sacerdote. “Mas todos se unem sob a mesma fé, o mesmo Deus.”
A missa latina acontece desde 1997 nesta paróquia, sempre no último domingo de cada mês. Também há festas para santos padroeiros dos países americanos. Em agosto, por exemplo, a homenageada foi Nossa Senhora de Copacabana, padroeira da Bolívia. No mês de dezembro, as festanças de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira mexicana, e da paraguaia Virgem de Caacupé trouxeram mais de 3 mil pessoas à igreja, no bairro do Glicério.
A Paróquia Nossa Senhora da Paz foi fundada em 1942 e contava com um centro de atendimento às famílias de italianos em São Paulo. Duas décadas depois, o Centro da Paz já estava aberto a novos habitantes de diversas origens: coreanos, latinos, africanos e migrantes nordestinos. A paróquia faz parte da chamada Missão Scalabriniana, fundada em 1887 pelo Beato Dom João Batista Scalabrini (1839 – 1905). Ela tem como lema o trecho bíblico “Eu era estrangeiro e vocês me acolheram” (Mt 25,35).
Também será feita uma missa para os imigrantes haitianos, em francês. Veja um roteiro com missas de Natal em outros idiomas:
Missa latina
30/12, às 12h
Igreja Nossa Senhora da Paz.
R. do Glicério, 225, Liberdade, 3207-7709
Missa em francês (haitianos)
23/12, às 11h
Igreja Nossa Senhora da Paz.
R. do Glicério, 225, Liberdade, 3207-7709
Missa em japonês
23/12, às 10h15
Paróquia São Francisco de Assis
R. Borges Lagoa, 1.209, V. Mariana, 5576-7960
(Com colaboração de Míriam Castro)
Para quem acredita na teoria dos maias, o mundo acaba semana que vem. Para todos os outros, a data apocalíptica (21/12/2012) é motivo de piadas, especulações e – por que não? – festas temáticas. O Blog do Curiocidade foi atrás dos eventos curiosos que celebrarão a data na cidade e encontrou uma banda paulistana que adotou o fim do mundo como tema de um CD inteirinho. Desde 2010, o grupo Meia Dúzia de 3 ou 4 vem contando a saga do fim do mundo por meio de suas canções. O resultado vai ser apresentado ao público no dia 18 de dezembro – três dias antes do apocalipse – na Festa (Oficial) do Fim do Mundo, no Centro Cultural Rio Verde, espaço localizado na Vila Madalena.

Da esquerda para a direita: Thiago Melo, Sérgio Wontroba, Mike Reuben, Melina Mulazani, Daniel Carezzato, Marcos Mesquita.
A banda começou em 2003 como um duo: Thiago Melo (violão/sax) e Marcos Mesquita (baixo). Com o tempo, novos instrumentos foram sendo adicionados ao som. Hoje, o núcleo oficial do Meia Dúzia é composto por sete pessoas, apesar de o grupo já ter subido no palco com até 11 integrantes. O nome foi escolhido por Marcos. É uma expressão que era usada por dona Itália, bedel da escola dele, quando dava bronca nas crianças. “Ela costumava dizer: ‘Tem uma meia dúzia de três ou quatro alunos fazendo baderna’…”, lembra o músico.
A ideia do tema apocalíptico surgiu em 2010. A banda se comprometeu a lançar uma música com videoclipe a cada dois meses. “O objetivo foi fazer um retrato da condição em que nosso planeta se encontrava”, conta Thiago Melo. As letras complexas e sarcásticas, que tratam de temas como política, ecologia e relações conturbadas, chamam a atenção. “Pesinho na consciência”, por exemplo, fala sobre o problema ecológico. A letra da música é cheia de provocação: “Ai meu deus eu quero ficar rico / E o capitalismo ajuda a destruir o meu planeta”. “Nós fazemos crônicas musicais, é a maneira Meia Dúzia de compor”, diz Marcos Mesquita. O trabalho diferenciado rendeu parcerias em todas as faixas: Tom Zé e André Abujamra são nomes que aparecem no projeto.
Em dezembro do ano passado, as 11 faixas de “O Fim Está Próspero” já estavam prontas e, desde então, disponíveis na internet. A última delas, “365 bons motivos para o mundo acabar”, tem mais de 65 co-autores! Quem assina a faixa são internautas que contaram para a banda suas maiores angústias pré-apocalípticas. “Nós só amarramos os assuntos em blocos e formamos as estrofes”, conta Marcos. O ano de 2012 foi reservado para a produção do disco físico. Para aquecer o público, a banda lançou, em outubro, uma música bônus, “Não vou estar podendo”.
As curiosidades não param por aí. A banda, que é totalmente independente, bancou por conta própria a gravação das músicas e videoclipes, o que totalizou um gasto de R$ 36.658,00. Para ajudar nos custos do show de lançamento, o Meia Dúzia resolveu recorrer ao crowdfunding. O projeto foi inserido na plataforma online Catarse, onde os próprios fãs financiam o artista. Para atrair a atenção do público, o Meia Dúzia gravou um vídeo simulando o sequestro de André Abujamra, parceiro da banda e diretor do show de lançamento:
Se o projeto conseguir o financiamento de 12 mil reais até o dia da festa (18), a banda promete libertar Abujamra. Para cada valor doado ao resgate, há uma recompensa. Algumas são bem criativas: quem contribuir com 200 reais leva uma consulta astral com André Abujamra, além de ingressos da festa, CD, DVD e fotos autografadas. E se o mundo não acabar depois do lançamento do CD, o Meia Dúzia já tem três ou quatro projetos em mente. “Creio que, no ano que vem, a banda se envolva com a criação de trilhas infantis”, adianta Thiago. “Sem mais trabalhos temáticos, por enquanto” – garante Marcos. “Dá muito trabalho”.
A Festa (Oficial) do Fim do Mundo
Centro Cultural Rio Verde
Rua Belmiro Braga, 119, Vila Madalena
18/12/2012 a partir das 21h
R$ 20,00
(com colaboração de Júlia Bezerra e foto de Enoá)
Vestidos acinturados, espartilhos, saias rodadas, blazers, chapéus e chá. No próximo domingo (2), fãs da moda vitoriana se reúnem para um chá das 5 no Café Girondino, na região central. Para participar, é preciso estar vestido a caráter.
Rommel Werneck, responsável pelo encontro, é formado em Letras e conheceu a moda vitoriana quando mantinha um blog de poesia retrô. Ao descobrir que havia um encontro entre os admiradores desta época em Curitiba, decidiu entrar em contato. “Percebi que seria possível fazer algo assim em São Paulo”, afirma.
Werneck criou uma comunidade no Orkut em julho de 2010, mas a primeira reunião dos fãs foi realizada apenas um ano depois, já que o fundador preferiu começar os encontros no inverno – as roupas do estilo costumam ser quentes. “Agora, há encontros em todas as épocas do ano”, conta. “Mas quando não havia o hábito, pensei que um encontro no verão poderia afastar quem não estivesse familiarizado.”
O termo ‘era vitoriana’ corresponde ao período de governo da rainha Vitória sobre o Reino Unido, de 1837 a 1901. Durante este período histórico, a industrialização britânica se consolidava, assegurando o domínio cultural e político dos ingleses sobre outros povos. Não é à toa que até hoje há influências destas vestimentas na moda mundial.
Por mais que seja um encontro de moda vitoriana, são aceitas roupas de outras épocas. “Eu, por exemplo, sou admirador da Renascença”, diz Werneck. “Os trajes costumam ir da Idade Média até a época do naufrágio do Titanic, nos anos 1910.” O chá das 5 começa antes das 17h. Das 13h às 15h, já devidamente caracterizados, os participantes farão um passeio fotográfico pelo centro da cidade e só então irão para o restaurante.
Serviço:
Chá das 5 na República Velha
02/12, a partir das 13h
Ponto de encontro: Largo S. Bento.
picnic_sp at yahoo.com.br
(Com colaboração de Míriam Castro e foto de divulgação)
Desde criança, Maurício Tomaselli é apaixonado por cavalos. Em 1989, um amigo contou que tinha uma carruagem antiga, precisando de reparos, que seria usada na decoração de um bar que estava para ser inaugurado. “Comprei o veículo na hora e o enviei para restauração”, conta. Amigos começaram a pedir a carruagem de Tomaselli emprestada para eventos e festas. Percebendo a oportunidade, o empresário criou a Carruagens Tomaselli.
Ao lado da casa de Tomaselli, num condomínio em Santo Amaro, ficam dois caminhões, a coleção de nove carruagens e quatro cavalos – os quatro cavalos são portugues, pois, segundo Tomaselli, são mais dóceis e imponentes. Para conduzir noivas, debutantes e aniversariantes, é usado um animal por vez. E ele também passa por um “dia de noiva”. Uma graxa especial é passada nos cascos para que fiquem brilhantes. A crina é trançada com fitas coloridas e os pelos recebem purpurina.
Para não estragar tamanha produção, o limite de distância que a carruagem pode andar é de 2 quilômetros. Se a festa, o evento ou a igreja for perto, a carruagem apanha a contratante em casa. Em outras situações, carruagem e cavalo são levados de caminhão até perto do local. “Assim, na chegada da carruagem, tudo estará perfeito”, afirma Tomaselli. No caso de festas dentro da cidade de São Paulo, não há motivos para se preocupar com a sujeira que os cavalos podem deixar no asfalto. Eles usam um fraldão, espécie de lona que fica entre o corpo e a cauda do animal.
Entre os modelos de veículos, há uma versão fechada, uma conversível e até uma imitação de biga romana. Em festas de debutantes, uma das carruagens mais pedidas é a réplica da usada no filme “Cinderela”, dos Estúdios Disney. O aluguel, por uma noite, sai a partir de R$ 1.500, dependendo do modelo da carruagem e da distância da festa.
Serviço:
5517-6660
(Com colaboração de Míriam Castro)
O Dia do Miojo é comemorado em 25 de agosto, data em que o taiwanês naturalizado japonês Momofuku Ando criou o macarrão instantâneo, em 1958. Não é a primeira vez que falamos desta data no Blog do Curiocidade. No ano passado, três chefs de restaurantes paulistanos criaram versões gourmet do macarrão. Agora, será lançado um livro com diferentes modos de preparo do prato.
‘Meu Miojo – Receitas e Histórias’ (R$ 39,90) reúne depoimentos de 14 chefs, como Carla Pernambuco (Carlota), Erick Jacquin (La Brasserie Erick Jacquin), Morena Leite (Capim Santo) e Flávia Mariotto (Mercearia do Conde). Eles contam sobre sua relação com o Nissin Lámen, conhecido no Brasil como “miojo” desde que começou a ser produzido, em 1965. Cada chef recebeu o desafio de criar uma variante gastronômica inusitada do alimento. O livro apresenta receitas como ‘Miojo ao burro e sálvia’ e ‘Miojo caramelizado com laranja e foie gras’.
A ideia da publicação partiu da agência F/Nazca em parceria com a Nissin. São apenas quatro mil exemplares, que serão lançados no dia 25/8, às 12h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. O valor arrecadado com direitos autorais será doado à ONG Banco de Alimentos.
Você é do tipo que acha miojo uma comida sem graça? Então veja a receita criada por Flávia Mariotto, da Mercearia do Conde. Com certeza, o macarrão vai ficar mais saboroso. Só há um problema: o preparo vai demorar mais de três minutos.
Miojo Mix com Chèvre, Rúcula, Gengibre, Maçã e Crocante de Presunto Cru
Ingredientes:
1/2 dente de alho picado cortado em lâminas
1/2 colher (chá) de gengibre cortado em laminas
1 colher (sopa) de azeite extra virgem
1 pacote de Nissin Miojo
1/2 maçã fuji cortada em palitos
10 folhas de rúcula picadas
60g de queijo de cabra frescal
1/2 colher (chá) de raspas de limão
30g de presunto cru crocante
Modo de Fazer:
Para fazer o presunto cru crocante, coloque as fatias cortadas em tiras em uma forma, leve ao forno à temperatura de 90°C durante aproximadamente 20 minutos até ficar crocante. Aqueça a frigideira, doure o alho e o gengibre no azeite. Junte o miojo já cozido, a maçã (reserve um pouco da maçã para enfeitar) e a rúcula. Coloque as maçãs, o queijo, as raspas de limão e o presunto cru. Sirva a seguir.
(Com colaboração de Míriam Castro e fotos de divulgação)
Hoje, 13 de agosto, é Dia Mundial do Canhoto. A data, que é comemorada desde 1992 no Reino Unido, surgiu para celebrar a “sinistralidade” e conscientizar a população em geral das vantagens e desvantagens de ser canhoto.
O Left-Handers Club, organização que promove as comemorações britânicas, sugere que os canhotos comemorem seus dias criando “zonas de esquerda” – um ambiente de sua casa ou local de trabalho em que todos sejam proibidos de usar a mão direita por um dia. A tarefa mais óbvia é escrever, mas qualquer atividade – cortar pão, abrir latas ou usar tesouras – pode se tornar um pesadelo quando se usa a mão inadequada.
É raro encontrar produtos para canhotos em São Paulo. Na verdade, isto é uma uma regra para o mundo inteiro. A primeira loja especializada em utensílios para canhotos foi inaugurada em 1968 em Londres. No entanto, por dificuldades financeiras, a Anything Left-Handed fechou a loja física em 2006. As vendas continuam apenas pela internet.
Em São Paulo, os canhotos chegaram a ter uma associação. Como mostra esta notícia do Acervo do Estadão, a Abracan (Associação Brasileira dos Canhotos) foi fundada em 15 de abril de 1980. As únicas informações disponíveis sobre a organização são o antigo endereço (R. Bela Cintra, 867) e o nome da primeira presidente (Cecília de Oliveira).
O Blog do Curiocidade encontrou alguns produtos que foram desenvolvidos por canhotos. Se conhecer outros, ajude-nos a ampliar esse roteiro:
Colher para crianças
Para evitar derramamentos, é normal que colheres infantis sejam curvadas para o lado do rosto da criança. Desta maneira, fica mais fácil levar a comida à boca. No entanto, isto só atrapalha os pequenos canhotos. A colher de aprendizado da Avent! resolve este problema, já que tem o cabo flexível: pode ser curvada para o lado de preferência da criança. Baby Stuff. R. Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 481, Itaim Bibi, 3044-1466.
Faca para sashimi
As facas usadas no corte de filés de peixe para o sashimi têm, tradicionalmente, o fio de corte em apenas um lado. Isto é um martírio para os sushimen canhotos, que precisam cortar “ao contrário”. Por sorte, existem facas especialmente para eles, como esta à venda na Doural Presentes (R$ 698). R. 25 de Março, 595, Centro, 3328-6228.
Instrumentos musicais
Especializada em instrumentos musicais, a Playtech também pensa nos canhotos fãs de rock. Baixos, guitarras e violões são vendidos em versão “espelhada”, para quem prefere segurar o braço de madeira usando a mão direita. Também estão à venda um pedal de bateria exclusivo para quem tem mais “destreza” com o pé esquerdo e um afinador acoplável à guitarra cujo visor é reversível – desta maneira, os canhotos não precisam ver a tela de ponta-cabeça. Playtech. R. Teodoro Sampaio, 912, Pinheiros, 3088-0006.
Tesouras
A tesoura Freestyle , da Mundial, é diferente das outras. Ganhadora de três prêmios de design de 2009, ela pode ser usada por canhotos. Com oito polegadas, a tesoura para costura profissional Mundial Creative tem também uma versão para canhotos. O corte tem fio serrilhado. Preços sob consulta. Mundial. 0800-5412-595
(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de divulgação e do Acervo Estadão)
Neste final de semana, comemora-se o Ano Novo na Tailândia, país que tem um calendário lunar. Para os tailandeses, estamos chegando ao ano 2555 da Era Budista. Quatro restaurantes paulistanos resolveram comemorar a virada com cardápios especiais.
Na Tailândia, o Songkran (festival de comemoração do ano novo) é feriado. A comemoração mais tradicional acontece na cidade de Chiang Mai. Habitantes e turistas vão às ruas para uma competição de jatos d’água, que simbolizam purificação. É comum a visita a templos budistas e a realização de faxinas.
O cardápio especial será servido a partir de amanhã (12) e vai até o dia 22. Cada um dos restaurantes criou uma homenagem diferente. Veja os destaques de cada menu:
Hitam
O menu degustação para duas pessoas sai por R$ 98. Os visitantes podem aproveitar criações como o kratong-tong – trio de cestinhas crocantes assadas com cogumelos, palmito pupunha e frango com especiarias. R. Áurea, 333, Vila Mariana, 5082-4589.
Nama Baru
São três cardápios especiais para o ano novo, todos com entrada, prato principal e sobremesa. Na primeira opção (R$ 59), a estrela é o arroz jasmim frito com coxa de pato, molho pequim e rambutã, uma fruta tailandesa que lembra um pouco a aparência de uma lichia. Av. Pompéia, 1.277, Perdizes, 2548-2749
Namga
O negócio nasceu como o delivery Tele Thai, cresceu e virou restaurante. Também serve um menu degustação (R$ 130 por pessoa). Logo na entrada, o cliente já experimenta os popia tót, rolinhos primavera à moda tailandesa, com recheio de moyashi, hortelã e harussame (macarrão à base de arroz). R. Apiacás, 92, Perdizes, 3676-1774.
Obá
Apesar de não servir apenas comida tailandesa, o Obá resolveu investir na comemoração. Para isso, trouxe de lá a chef Yui Sriyabhaya, que criou um cardápio com nam prik ong (R$ 24), um dip de porco moído, tomate e pimentas servido com torresminhos e vegetais crus, e gaeng kieo waan neua (R$ 51), um curry verde extremamente picante. R. Dr. Melo Alves, 205, Jardins, 3086-4774
(Com colaboração de Míriam Castro)
Ao patrocinar um time de futebol ou uma escola de samba, as empresas costumam medir o sucesso do investimento pelo número de vezes que sua marca é exposta em jornais, revistas, sites e emissoras de TV. Há até assessorias contratadas para fazer a contagem dessas aparições. Aí os patrocinadores contabilizam quanto custaria para pagar pelo mesmo espaço. Portanto, quanto mais aparecer a marca, melhor. Pois a Transitions foi a marca que mais apareceu no episódio da apuração dos votos na tarde de ontem no Sambódromo. Mas a empresa só tinha motivos para lamentar.
“Na ótica do meu Império, o foco é você!” – binóculos, lentes, toda tecnologia que ajuda a melhorar a visão foi o enredo da Império de Casa Verde no Carnaval 2012 patrocinado pela empresa de lentes para óculos. Faltava o anúncio das notas de apenas dois jurados no quesito Comissão de Frente, o último de todos. Naquele instante, o palanque foi invadido por Tiago Ciro Tadeu Faria, que se apresentou como diretor da Império de Casa Verde (para evitar uma punição, a escola nega que ele seja diretor, embora o invasor tivesse acompanhado toda a apuração na mesa reservada à diretoria). Alucinado, Tiago arrancou o envelope das mãos do apresentador do evento, rasgou-o, jogou tudo num banheiro químico e fugiu. Filmado fazendo isso e, depois, quando foi levado por uma viatura da polícia, Faria usava uma camiseta da escola que tinha bem visível a marca Transitions. A lamentável cena foi repetida centenas de vezes e estampou as manchetes dos jornais de hoje.
Foi a primeira vez que a Transitions patrocinou uma escola de samba – e, pelo visto, a última também. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, o objetivo era alertar a população para a necessidade de uma visão saudável e homenagear os profissionais do mercado óptico. Para isso, foram prestadas ações sociais na comunidade da Casa Verde, como exames oftalmológicos e distribuição de óculos gratuitamente. Em pronunciamento oficial, a Transitions Optical lamentou a confusão da tarde de ontem: “Tal fato nada tem a ver com o patrocínio e seus objetivos. Esperamos que o Carnaval da cidade seja novamente a celebração de uma festa popular”. Ponto final.
Com a invasão, integrantes de outras escolas começaram a se exaltar e tomaram parte na confusão. Torcedores da Gaviões da Fiel foram acusados de, na saída do sambódromo, incendiar um carro alegórico da Pérola Negra. Caue Santos Pereira, integrante da torcida organizada, foi preso. As camisas da Gaviões, cujo enredo homenageava o ex-presidente Lula, não tinham marcas de patrocinadores.
Outra escola que teve membros na confusão foi a Vai-Vai. Campeã no ano passado, a escola do Bixiga ficou com o terceiro lugar na competição. Entre os invasores da área reservada para a leitura da nota dos jurados, havia pessoas com camisas da Vai-Vai, que teve o enredo deste ano, “Mulheres que Brilham”, patrocinado pela Bombril. O diretor de marketing da empresa, Marcos Scaldelai, disse que lamenta o tumulto de ontem: “É muito triste o que aconteceu”, afirma. “Mas nada abalará o trabalho de quem luta pelo crescimento do Carnaval de São Paulo. Estamos muito felizes com a parceria com a Vai-Vai e todos os resultados”.
(Com reportagem de Míriam Castro)
O Día de los Muertos é uma celebração popular mexicana que coincide com a data católica Dia de Finados (2/11). Mas por lá o feriado não é apenas para lembrar os parentes mortos. É para festejar. Há músicas e oferendas com as comidas preferidas dos homenageados. Essa festa também está sendo comemorada em São Paulo:
Memorial da America Latina
No Pavilhão da Criatividade, foi montado um altar em homenagem à artista mexicana Frida Khalo (1907-1954), com flores e caveiras de papel machê. Fernando De La Torre, responsável pela montagem, foi até o México buscar caveiras de açúcar para incluir na oferenda. A “exposição” vai até o dia 27.
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, 3823-4600.
Obá
O restaurante mexicano está preparando, pela sétima vez, uma comemoração especial. Até o próximo domingo, o cardápio terá pratos típicos da festa como o Legendário Mole Negro de Pavo (R$ 46), carne de peru com molho à base de chocolate e pimenta, e o Pan de Muerto (R$ 14), pão doce decorado com caveiras de açúcar. Os homenageados serão a cantora Amy Winehouse (1983 – 2011) e o empresário Steve Jobs (1955 – 2011). “A crença é que, no Día de los Muertos, a fronteira entre a vida e a morte fica mais tênue”, diz Delgado. “Então, como os mortos podem voltar, preparamos uma festa”. A decoração terá cerca de 100 caveiras coloridas.
R.Dr. Melo Alves, 205, Jd. Paulista, 3086-4774.
La Mexicana
O menu, disponível somente no dia 2, terá tamales, uma espécie de “pamonha mexicana”, (R$ 6) e o atole, bebida feita de milho (R$ 6). Já é o quinto ano consecutivo que a casa celebra a data. O comediante Ramón Valdés Castillo (1923-1988), que fez o papel de Seu Madruga no seriado Chaves, esteve entre os homenageados. Este ano, a oferenda será para o comediante mexicano Gaspar Henaine (1926 – 2011), o Capulina. “Vamos ter decoração com papel picado e flores”, avisa a mexicana Antonieta Pozas, proprietária do restaurante.
R. Min. Jesuíno Cardoso, 513, Itaim-Bibi, 3045-1383.
Casa dos Cariris
A chef Lourdes Hernandez e seu marido, o artista plástico Felipe Ehrenberg, prepararam juntos um altar para homenagear amigos falecidos este ano. O tema da oferenda será o romance “Os passos perdidos”, do escritor cubano Alejo Carpentier (1904-1980). “Muitos de nossos amigos do México morreram nos últimos 14 meses”, diz Lourdes. “Esse livro, de alguma forma, é essa busca que a gente tem pelo passado”. Para a festa do Día de los Muertos, a casa do bairro do Sumaré já está lotada. Lourdes preparou 9 tipos de tamales. Entre eles, o Mucbi pollos (com carne de frango e de porco), servido apenas no Día de los Muertos. Quem quiser conhecer a casa nos outros dias precisa fazer reserva pelo e-mail guisandera@gmail.com.
(Com colaboração de Karina Trevizan)
2013
2012
2011