Não existe muita informação disponível sobre Cassel Hibbs, mas seu nome está gravado na história. A americana é conhecida por ser a primeira mulher no mundo a projetar um avião. O American Flea Ship, criado em 1934, faz parte do acervo do Museu da TAM – Asas de um Sonho, em São Carlos (SP). Só que a aeronave histórica foi emprestada para o museu Catavento, na região central de São Paulo.
O triplano – nome dado às aeronaves com três plataformas de sustentação – é todo vermelho. Isto é uma referência aos aviões do modelo Fokker, usados pelo alemão Manfred von Richtofen, piloto que ficou conhecido como “Barão Vermelho”, durante a Primeira Guerra Mundial.
De número de série PP-TKX, o American Flea Ship era um avião ideal para o uso de mulheres, já que o peso máximo do piloto deveria ser de 80 quilos. Depois da criação do modelo inicial por Cassel Hibbs, a americana Lilian Holden desenvolveu uma versão kit, que poderia ser montada na casa dos estadunidenses durante a Segunda Guerra Mundial.
Foram vendidos 120 unidades do American Flea Ship na década de 1930, mas restam apenas 13 no mundo. O avião que está exposto no Catavento ficou desmontado por quatro décadas na cidade de Itu (SP), mas ainda está em condições de voar. Ainda não está definido por quanto tempo ela ficará em exposição no Catavento. Então, se quiser vê-lo, é bom ir voando!
Serviço:
Catavento
Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/nº, Centro, 3315-0051
9h/17h (fecha 2ª).
R$ 6
(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de divulgação)
A exposição Let’s Rock, que fica em cartaz até o dia 27 de maio na Oca, tem um andar inteiro dedicado a fotos históricas do rock n’roll, com destaque para as do americano Bob Gruen. O artista já clicou bandas como Ramones e The Clash, além de ter fotografado John Lennon dois dias antes de sua morte. Na imagem, de 1980, o ídolo usa uma camiseta branca com a estampa “New York City” em preto.
Pois a réplica dessa camiseta está disponível para venda na loja que fica na saída da exposição. São réplicas de seis camisetas vestidas por astros do rock nas fotos para Gruen. Todas elas trazem na etiqueta a reprodução da imagem original. “As camisetas são licenciadas e foram trazidas a São Paulo pelo próprio Bob Gruen, que as vende também nos Estados Unidos”, conta Sandra Kempenich, sócia da It’s Only Rock ‘n’ Roll, loja da Vila Madalena que vende produtos para amantes do rock e que é responsável pelo espaço de vendas na Oca.
Fabricadas no Brasil por um braço da empresa Worn Free, as peças custam R$99. Além das duas estampas de Lennon nas fotos acima, há outros quatro modelos, como um usado por Joe Strummer, vocalista da banda The Clash.
Serviço:
Oca – Let’s Rock
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 3 do Parque do Ibirapuera
3629-1014
10h/22h (fecha 2ª)
Até 27/5
(Com colaboração de Míriam Castro)
Acontece neste sábado (31) o I Encontro de Colecionadores de Objetos de Futebol, no Museu do Futebol. Trata-se do pontapé inicial para a inauguração do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB), uma grande biblioteca e um completíssimo acervo de arquivos futebolísticos, prometido para abrir as portas ao público ainda este ano.
O evento do sábado começa pela manhã, com a palestra “Preserve seu Acervo”, às 10h. Teresa Toledo de Paula, pesquisadora do Museu Paulista da USP, é uma das palestrantes, e promete dar dicas para os colecionadores preservarem melhor suas camisas. “O segredo para conservar têxteis é não deixar que eles recebam luz”, adianta Teresa, que pretende ensinar o público a guardar, manusear e expor a coleção. O Museu do Futebol também prepara para o evento o lançamento da cartilha “Preserve seu Acervo”, com dicas para os colecionadores. Os livros, por exemplo, devem ser guardados em pé, enquanto as fotografias conservam-se melhor na horizontal. E um detalhe que pode evitar a degradação de fotos e papéis: nunca use cola, fitas adesivas, grampos, ou clipes de metal.
A tarde (12h às 17h) está reservada para os presentes mostrarem suas relíquias e trocarem experiências entre si. Para ser um expositor, basta mandar um e-mail para eventos@museudofutebol.org.br confirmando sua presença e dizendo o que você pretende levar. Vale tudo o que seja relacionado com o futebol: jogos de botões, medalhas, ingressos, figurinhas, fotos, camisas, livros, chaveiros e mais uma lista sem fim de possibilidades. Todas as atividades são gratuitas, e a organização do evento garante que coleções curiosas já estão inscritas. O colecionador Marcos Araújo levará mini-craques e Fernando Cury, uma coleção de artigos da Copa de 1958.
Gostaram da ideia do Museu do Futebol? Que tal promovermos um encontro dos leitores do Blog do Curiocidade que colecionam artigos de futebol? Conte-nos um pouquinho sobre sua coleção deixando um comentário no post.
I Encontro de Colecionadores de Objetos de Futebol
Museu do Futebol
Praça Charles Miller, S/N – Estádio do Pacaembu
31/03/2012, das 10h às 17h
Entrada franca
(Com colaboração de Júlia Bezerra)
Chocolate da Bahia, Ederaldo Gentil e Batatinha são alguns dos intérpretes das músicas tocadas pelo “trio elétrico em miniatura” do coletivo artístico baiano GIA. Desde sábado, o GIA passeia por São Paulo com o veículo sonoro. A máquina, que tem como objetivo divulgar o samba baiano, está entre as obras que serão apresentadas na exposição Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais 2011/2013, que será inaugurada na próxima quinta-feira (9) no Itaú Cultural.
É a primeira viagem do carrinho a São Paulo. Ele já desfilou diversas vezes por Salvador. O coletivo se formou em 2002, quando sete alunos de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia resolveram se unir e fazer arte na rua. “Não gostamos dessa distância entre artista e observador”, conta Ludmila Britto, de 35 anos. “Por isso não trabalhamos para galerias de arte, mas para as pessoas”.
Amarelo e vermelho, o carrinho de quatro rodas toca sucessos do samba baiano em seus alto-falantes. “Podíamos ter comprado duas caixas de som, mas queríamos algo diferente”, diz Britto. Na parte de cima do veículo, ficam caixinhas de fósforos com a marca “Fósforos Musicais Batatinha”. Junto aos quarenta palitos, um papelzinho dá as dicas de como acompanhar um samba com o novo instrumento improvisado.
Também no topo do carrinho, estão quatro montinhos de folhetos. Cada panfleto contém um manual de instruções para copiar intervenções urbanas já realizadas pelo GIA em seus dez anos de existência: carimbar sacos de pipoca com mensagens, distribuir folhetos em branco como se fossem propaganda, soltar balões com mensagens e fazer filas em lugares inusitados para chamar atenção. “Queremos que as pessoas nos copiem, que espalhem as ações por aí”, afirma Britto. “Esse é o espírito de um coletivo: nada é realmente nosso”.
Ontem à tarde, o som do carrinho animava a esquina da Rua da Glória e da Rua Américo de Campos, na Liberdade. Hoje, o coletivo planeja levar a criação para passear pelo Centro e, amanhã, no Grajaú. A partir de quinta-feira, os registros das intervenções dos baianos do GIA estarão acompanhados das obras de outros 44 artistas de todo o Brasil no Itaú Cultural. Do dia 9 ao dia 11, palestras exclusivas para os artistas convidados serão transmitidas para o público geral no site do espaço.
Serviço:
Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais 2011/2013
Itaú Cultural
Av. Paulista, 149, Paraíso, 2168-1777
De 09/02 a 22/04
ter. a sex. 9h às 20h, sáb. e dom. 11h às 20h
(Com colaboração de Míriam Castro)
Uma obra de arte enfeita os tapumes de madeira de uma misteriosa obra na esquina das ruas Oscar Freire e Consolação, nos Jardins, desde o dia 14 de janeiro. Ainda incompleta, a figura será concluída ao longo desta semana pelo artista plástico Paulo von Poser, que encerrou ontem a exposição Trajetória no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE).
Von Poser quis reproduzir a paisagem das ruas dos Jardins, assim como as pessoas que passam por ali. “Transformei o tapume em um espelho”, conta. Além de humanos, não faltam rosas: elas estão presentes nos 30 anos de carreira do paulistano. Para retratar o bairro, o artista usa giz crayon colorido, base acrílica e grafite – não o dos grafiteiros, mas grafite em barra.
Embora seja a primeira vez que pinta um tapume, o artista já havia trabalhado na rua antes. Durante a abertura da exposição Rosas na galeria Mônica Filgueiras, em 2002, pintou um muro na Ministro Rocha Azevedo. Ele também é responsável pelos painéis de azulejos que, desde 2007, decoram as bancas de flores na Avenida Doutor Arnaldo.
O fim da construção escondida pelo tapume está previsto para a próxima semana. Depois desse tempo, Paulo von Poser não sabe qual o destino de sua obra. “Adoraria guardar tudo para mim, mas não posso”, confessa. O artista diz não sentir medo de ataques de pichadores ao tapume, como costuma acontecer ao redor de reformas na capital. “Trabalhar na rua é deixar sua arte à disposição de qualquer coisa”.
Pode-se dizer que o projeto é familiar: o planejamento arquitetônico foi feito pela empresa Cenário Brasil, que pertence a Beto von Poser, irmão do artista. Por mais que não revele o nome da loja que será inaugurada na semana que vem (os vizinhos estão dizendo que o local abrigará um showroom da marca Natura), a empresa Banco de Eventos, encarregada da contratação de Paulo von Poser, garante que o tapume não será descartado após o fim da reforma. A obra – de arte, não de concreto – já tem destino certo: será doada para um museu.
(Com colaboração de Míriam Castro)
“Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha!”. Esse bordão ainda està fresco na memória de quem escutava a narração de Osmar Santos durante os jogos de futebol na Rádio Globo. Em 1994, o locutor esportivo sofreu um acidente de carro que comprometeu sua capacidade de locomoção e de fala, impossibilitando o retorno ao radiojornalismo.
Agora, 17 anos depois do acidente, o “pai da matéria” dedica seu tempo à pintura. Suas obras já retrataram campos de futebol duas vezes. Em algumas ocasiões, Osmar pintou barcos. Mais frequentemente, as pinceladas representam flores. Cinco dessas produções estão expostas no restaurante Carlinhos, no Pari.
“Espaço Osmar Santos”, diz o letreiro dourado que ocupa a primeira parede marrom vista pelo cliente da entrada do estabelecimento. A homenagem foi criada depois que o ex-locutor foi almoçar no local. Ele acompanhava um amigo, antigo cliente do Carlinhos e empresário no Brás. “Quando conhecemos o Osmar e ouvimos sua história, ficamos comovidos e tentamos ajudar de alguma forma”, diz Fernando Yaroussalian, um dos proprietários.
A casa tem outros quadros expostos – mas nenhum com o mesmo destaque dos feitos por Osmar Santos. Cada obra do artista está à venda por um valor entre R$ 800,00 e R$ 1.200,00. Desde que a mostra foi iniciada, foram vendidos seis quadros. E, de acordo com Yaroussalian, o pintor não esconde a felicidade quando acontece algum negócio. “Ele faz questão de vir ao Carlinhos, agradecer ao comprador e tirar fotos com ele”. Hoje, Osmar Santos visita quase toda semana o restaurante de comida armênia, inaugurado em 1971, que abre de segunda a sábado apenas em horário de almoço.
Carlinhos
Rua Rio Bonito, 1.641, Pari, 3315-9474
seg. a sex. 11h30/15h, sáb. 11h30/16h.
(Com colaboração de Míriam Castro e imagem de divulgação)
A exposição Game On, que conta a história do videogame, chega a seu segundo final de semana no Museu da Imagem e do Som. Todas as peças são jogáveis, exceto pelo Computer Space (primeiro arcade), o Brown Box (protótipo do primeiro console caseiro, o Magnavox Odyssey) e a réplica do PDP-1 (computador usado para fazer o primeiro jogo digital, Spacewar!). São 120 games no total. A ideia é da galeria de arte londrina Barbican, que realiza o evento desde 2001.
É a primeira vez que a Game On veio para o Brasil. Os últimos anfitriões foram Monterrey (México), Dublin (Irlanda) e Bruxelas (Bélgica). Em todas elas, houve um fator em comum: do grupo de ingleses que vem para a inauguração, um permanece no país onde a exposição estará durante os próximos quatro ou seis meses: Patrick Moran. “Só consigo ver a minha família duas vezes por ano, entre uma exposição e outra”, diz ele.

Além de ajudar a planejar a mostra e ser o porta-voz da Barbican no país estrangeiro, Moran tem outra função que exige que ele esteja bem próximo da Game On. É ele quem conserta todos os consoles e acessórios de games usados na exposição. E não é pouco trabalho. Nos 9 primeiros dias de Game On em São Paulo, ele precisou fazer 18 consertos – ou seja, dois por dia, incluindo consoles e joysticks.
Esses videogames são antigos, frágeis e raros. Para um admirador da tecnologia, não dá um pouco de ciúmes deixá-lo nas mãos de qualquer visitante?
Um pouco, mas só no começo. Mas o objetivo da exposição é permitir que as pessoas vivam e joguem a história dos videogames. É incrível ver como as crianças que chegam ao museu podem se divertir, décadas depois, com os jogos que entretiam seus pais ou avós. Isto é um grande prazer para mim.
Você tem apenas 26 anos. Onde você aprendeu a consertar videogames tão antigos?
Desde adolescente, modificava consoles. Cresci jogando em um BBC Micro e, depois, nos aparelhos da Nintendo. Os videogames se tornaram uma paixão. Quando conheci o staff da Barbican, fui treinado pelo Barry Hitchings, um técnico mais experiente, que atualmente cuida da Game On 2.0 [exposição semelhante que estreia em fevereiro de 2012 na Noruega].
O que você faz se um dos consoles da exposição quebrar de vez?
Ainda não aconteceu isso conosco. Os hardwares pifam diariamente, mas sempre conseguimos fazê-los voltar a funcionar. Pode demorar dias ou semanas. Porém, existem casos em que compensa mais comprar um console novo do que consertá-lo – um PlayStation, por exemplo, é facilmente substituível, mas a maior parte das peças da coleção não tem essa característica.
Quais são os consoles que mais dão problemas?
Com certeza, os antigos arcades. Feitos para os fliperamas, eles não eram projetados para ter muito tempo de vida. Missile Command, por exemplo, um arcade da Atari de 1980, vive dando problemas. Agora mesmo, está indisponível aos visitantes até que eu o arrume novamente. Se não fôssemos contar apenas consoles, diria que os controles também quebram muito: praticamente todo dia, tenho que arrumar um.
Serviço:
Avenida Europa, 158, Jardins, 2117-4777
12h/21h. Sáb., dom. e fer., 11h/21h. Fecha 2ª.
(Com colaboração de Míriam Castro)
A grande novidade das floriculturas da cidade são as orquídeas azuis. O engenheiro agrônomo Marcos Alexandre, proprietário da Flores Dora, no Largo do Arouche, conta que a flor foi apresentada no Encontro Nacional de Floristas (Enflor), em junho passado, realizado em Holambra, a 147 km de São Paulo.
Para tingir a flor, é necessário injetar uma tinta especial antes de a semente brotar. A substância é absorvida pela raiz esponjosa da planta. Só dá certo com flores brancas. As flores azuis são produzidas em um sítio em Holambra. Marcos avisa que as floradas seguintes podem ser de flores com um tom mais claro de azul ou até brancas. A floricultura tem pronta-entrega. Caso não tenha orquídeas azuis no estoque, a encomenda demora 10 dias. A orquídea azul custa R$ 350, enquanto a normal varia entre R$ 70 e R$ 200, dependendo do tamanho e da quantidade de flores. “O manejo é mais trabalhoso”, justifica Marcos.
Em outra floricultura do Largo do Arouche, a São Judas Tadeu, a orquídea azul sai por R$ 150 a R$ 200, enquanto a normal é vendida entre R$ 100 e R$ 120. Na terceira floricultura do Arouche, a República Flores, o valor das orquídeas normais e da azul é o mesmo – R$ 100 a R$ 120. A vendedora Maria Jeni Martinho revela que é possível tingir a orquídea em casa. Ela dá uma receita diferente: “Basta injetar anilina no caule e, em um dia, a cor pega”, ensina. “Tem que tomar cuidado porque o caule da orquídea pode quebrar. Com a rosa, que tem caule mais grosso, fica mais fácil. É só cortar e colocar a flor num vaso com anilina” .
Serviço:
Flores Dora, 3221-2635.
São Judas Tadeu, 3331-5776.
República Flores, 3331-0856.
(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de divulgação)
A tumultuada saída do bibliófilo Pedro Correia do Lago da presidência da Fundação Biblioteca Nacional em 2005 coincidiu também com o fechamento de sua loja de mapas, cartas e livros históricos, a Ilustrata, no bairro do Itaim Bibi. A loja física não existe mais, só que Lago continua vendendo as peças para clientes que pedem pelos produtos. “Decoradores, amigos e colecionadores me procuram quando estão querendo alguma gravura especial, algo que não seja uma reprodução vendida em qualquer lugar”, diz ele, que é neto do diplomata Oswaldo Aranha. “A loja foi fechada porque não precisávamos de um espaço tão grande. Os clientes já nos conheciam e pediam tudo por telefone, iam muito pouco à loja”. O antigo endereço ocupava um espaço de 250 m², onde funciona atualmente uma agência bancária. Hoje, Lago usa duas casas particulares como depósito, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. Outra parte do acervo fica em uma loja de 50 m², também no Itaim Bibi, que só recebe clientes com hora marcada.
Entre os itens raros à venda estão mapas do século XVI, gravuras da arte brasileira e internacional e fotografias antigas originais. “Qualquer um pode nos procurar e comprar”, afirma o colecionador. “Mas, de certa forma, a Ilustrata é hoje um segredo bem guardado entre decoradores e colecionadores”.
Lago não sabe dizer quantos itens tem em sua coleção de gravuras, livros, cartas, fotografias. “Se eu disser um número, vai parecer uma loucura”, afirma. “Essas coisas não se quantificam. Mas é talvez a maior coleção privada do Brasil”. Depois de deixar a Fundação Biblioteca Nacional, Lago continuou se dedicando à edição de livros em sua editora, a Capivara. O último lançamento de sua autoria foi “Brasiliana Itaú, uma grande coleção dedicada ao Brasil”, em 2009. O livro traz cerca de 2.500 imagens sobre arte no Brasil. O material deu origem a uma exposição, que esteve em cartaz na Pinacoteca do Estado em 2010, com curadoria do próprio Lago. A Brasiliana Itaú também já passou por Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília e pelo Rio de Janeiro. O próximo destino é Curitiba. Lago conta que, depois de terminar a itinerância, a exposição se tornará parte do acervo permanente do Itaú Cultural, em São Paulo.
Serviço:
Ilustrata – R. João Cachoreira, 233, loja 6, Itaim-Bibi. Somente com hora marcada: (11) 3085-5475.
(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Gianne Carvalho/AE)
A edição de hoje do Curiocidade no caderno Divirta-se falou sobre o trabalho da fotógrafa Andrea Laybauer, de 28 anos, especialista em registrar gotas d’água com o reflexo de quem está no fundo. Andrea tem 420 fotos no total e já expôs esse trabalho no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, e também no Moinhos Shopping, em Porto Alegre. Hoje ela encerrou uma exposição no USP-IME (Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo). Mas a grande novidade é a confirmação da primeira mostra de Andrea numa galeria de arte: 13 fotos estarão em ‘Pingos e Respingos’ , de 20 a 27 de setembro, na Galeria Romero Britto. O Blog do Curiocidade conversou com a fotógrafa sobre o trabalho:
Como você se interessou por gotas d’água? Tinha algum vazamento em casa?
Foi em abril de 2009. Eu estava buscando uma coisa nova. Vi a torneira pingando na minha casa e fiz uma série de fotos. Achei que ficou muito interessante. Além do formato da gota, consegui refletir o azulejo que estava no fundo.
Qual é o truque?
Gotejar do alto e fotografar enquanto as gotas estão caindo. São fotografias bem aproximadas em alta velocidade. Isso gera esculturas na água. A técnica se chama macrofotografia em alta velocidade.
Quais são os fundos que funcionam melhor?
Eu já experimentei muita coisa. Faço fotos de pessoas, símbolos… Mas eu gosto muito de padrões, como listras ou xadrez.
O valor de sua conta de água aumentou por causa do trabalho?
Não, não. Uso apenas gotas e a água é sempre a mesma. Ela vai sendo reutilizada. Não gasto nem um copo de água por dia de trabalho.
Serviço:
Exposição Pingos e Respingos – Andrea Laybauer
De 20 a 27 de setembro.
Galeria Romero Britto, R. Oscar Freire, 562, Jardins, 3062-7350.
(Com colaboração de Karina Trevizan)
2012
2011