ir para o conteúdo
 • 

Curiocidade

Hoje é Dia do Orgulho Nerd, também conhecido como “Dia da Toalha”. A data recebeu o segundo nome exatamente duas semanas depois do falecimento de Douglas Adams, autor da série ‘O Guia do Mochileiro das Galáxias’, em 2001. Nos livros, é mencionado que o objeto mais importante para viajar pelo espaço é uma toalha. Por isto, os fãs das histórias carregam toalhas todo dia 25 de maio.

Outra versão para a comemoração nerd desta data é que, em 25 de maio de 1977, aconteceu a primeira exibição do filme Guerra nas Estrelas (depois rebatizado de “Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança”). A decisão de comemorar o fenômeno da ficção científica surgiu em 2006, na Espanha, e se espalhou para o resto do mundo pela internet.

O terceiro motivo para comemorar o 25 de maio é a série Discworld, do escritor Terry Pratchett. Nos livros, a data representa o acontecimento da Revolução Gloriosa do Povo, que derrubou a monarquia e instaurou a república na cidade-Estado de Ankh-Morpork.

Seja qual for sua razão para comemorar essa data, o Blog do Curiocidade preparou um roteiro com os endereços mais nerds da cidade. Confira:

Castelo do Gibi. Inaugurada em 2000, a loja tem coleções completas de gibis antigos, como Homem-Aranha, Recruta Zero e Super-Homem. Os clientes podem virar sócios do “Clube do Gibi”, que garante descontos nas compras. R. Parapuã, 481, Itaberaba, 3923-2340.

Coleciona Brinquedos. Todo tipo de boneco colecionável para todas as idades. Este é o mote da Coleciona, que tem desde versões do Mr. Potato Head (Senhor Cabeça de Batata) para bebês até um busto do vilão Freddy Krueger. R. Augusta, 2.299, Consolação, 3081-4911.

Camisetas vendidas na loja Cubo, na Pompeia. (Foto: Paulo Liebert/AE)

Cubo. A loja de camisetas tem diversas estampas dedicadas aos geeks. Entre elas, há referências a jogos, como Space Invaders, e a personagens como Darth Vader. R. Ministro Ferreira Alves, 102, Pompeia, 3673-8900.

Comix Book Shop. Anuncia ser a maior loja de quadrinhos do Brasil. Tem séries das editoras Marvel e DC Comics e também uma grande variedade de mangás. Al. Jaú, 1.998, Jd. Paulista, 3061-3893.

Devir. É um dos mais tradicionais endereços nerds de São Paulo. Desde 1987 no mercado, tem quadrinhos tradicionais e recentes, além de editar produções de quadrinistas brasileiros, como Laerte e Chico Caruso. R. Teodureto Souto, 642, Cambuci, 2127-8787.

Inauguração da loja Geek.Etc.Br, no Conjunto Nacional (Foto: Felipe Rau/AE)

Geek.Etc.Br. Inaugurado há exatamente um mês, o espaço da Livraria Cultura dedicado aos geeks tem games, camisetas e quadrinhos para todos os gostos. Mesas para jogos de tabuleiro e card games estão espalhadas pelo ambiente. Av. Paulista, 2073, Bela Vista, 3170-4033.

Gibitecas. Para acompanhar as histórias de super-heróis desde o começo, não é preciso colecionar números antigos (e caríssimos) dos gibis. As gibitecas de São Paulo têm coleções inteiras de quadrinhos clássicos, além de números recentes dos maiores nomes do gênero.

Gibiteca do Sesi. R. Carlos Weber, 835, V. Leopoldina, 3834-3458.
Gibiteca de Santo André. Pça Quarto Centenário, s/nº, S. André, 4433-0767.
Gibiteca Henfil. R. Vergueiro, 1.000, Paraíso, 3397-4090.

Gibiteria. A sobreloja em Pinheiros tem 2,5 mil exemplares variados de quadrinhos. Desde independentes, como a HQ ‘Enquanto Isso’, até compilações históricas da Marvel. Pça. Benedito Calixto, 158, 1º andar, loja 11, Pinheiros, 3167-4838.

HQMix. Procura ser um centro de vivências com debates e oficinas sobre o assunto. R. Tinhorão, 124, Higienópolis, 3259-1528.

Limited Edition. De Darth Vader a Elvis Presley, a loja traz bonecos colecionáveis autênticos. Muitos objetos, como diz o nome da loja, são de edição limitada, o que aumenta seu valor de mercado. R. da Consolação, 275, Jd. Paulista. 3081-0128.

Moonshadows Livraria. São cerca de 450 títulos de RPG (role-playing game) nacionais e importados. R. Treze de Maio, 966, térreo, Bela Vista, 3266-3916.

Shinozaki. Paraíso para amantes de desenhos japoneses. Vende bonecos e outros artigos colecionáveis de mangás e games, além de cartas de jogos como Yu-gi-Oh! e Magic the Gathering. Av. Liberdade, 363, 2º andar, loja 231, Liberdade, 3341-7756.

Super Comics. É possível encontrar prateleiras e mais prateleiras cobertas por edições de quadrinhos da Marvel e DC Comics. R. Gandavo, 58, V. Clementino, 5579-4762.

Terramédia. A loja é dedicada a quadrinhos, jogos de RPG e card games, como Magic the Gathering. R. Teodureto Souto, 630, Cambuci, 2127-8752.

USS Brazil. O lugar certo para fãs da série Star Trek. Entre os produtos, estão até um casal de Barbie e Ken vestidos como personagem do seriado de ficção científica. R. Rego Freitas, 530, loja E, Centro, 3214-4637.

Ventania. Entre as 10 mil revistas do acervo, estão almanaques de Pato Donald, Batman e Super-Homem dos anos 60. Além disso, a loja também é especializada em discos raros e antigos. R. 24 de Maio, 188, 1º andar, conjunto 113, Centro, 3331-0332.

(Com colaboração de Míriam Castro)

comentários (21) | comente

Poderia até ser uma boa desculpa para as onicófagas. Mas, não!, as unhas de caviar – novidade que acaba de desembarcar em São Paulo – não são comestíveis. Elas nem são feitas com ovas de peixe de verdade. Levam esse nome por causa de sua aparência, que é semelhante à do alimento. A tendência começou na França e na Inglaterra. No nail bar Cosmopolish, em Pinheiros, é possível pintar as unhas no estilo.

Foi a marca britânica Ciaté a responsável por disseminar a moda das unhas caviar. Ela lançou bolinhas que podiam ser aplicadas sobre o esmalte, gerando um efeito tridimensional. A manicure Jack Cardoso, uma das proprietárias do Cosmopolish, adaptou a tecnologia para as mãos brasileiras. No salão, ela usa bolinhas coloridas compradas em lojas especializadas em nail art.

Para fazer as unhas caviar, é preciso passar nas unhas uma camada de esmalte comum. Depois, com a pintura ainda úmida, são aplicadas com cuidado as bolinhas. O momento crucial é o de ajeitar as esferas sobre as unhas. “É aí que está o segredo das unhas caviar”, garante Jack. Por cima de tudo, vai um top coat – esmalte para garantir uma cobertura resistente.

Jack diz que as bolinhas não saem facilmente das unhas. “Nas minhas mãos, duram de quatro a cinco dias”, afirma. Por enquanto, o “caviar” só está disponível nas cores prata, ouro, roxo, vermelho e verde. A manicure ainda não as encontrou na versão preta, a mais pedida. No entanto, descobriu que aplicar o esmalte negro sobre bolas prateadas garante o mesmo efeito.

Para pintar as mãos no novo estilo, o serviço tem mesmo preço de caviar. A cliente precisa desembolsar R$ 50.

Serviço:
Rua dos Pinheiros, 365, Pinheiros
Tel. 3892-1910
Segunda a sexta, das 12h às 21h

(Com colaboração de Míriam Castro e imagem de divulgação)

sem comentários | comente

O casarão antigo, que fica numa das esquinas das ruas Cardoso de Almeida e Doutor Homem de Mello, em Perdizes, está com ar de imóvel abandonado. O imóvel é tombado e tem um estacionamento nos fundos. Desocupado, sim, mas não sem dono: ele pertence à rede de padarias Dona Deôla, que pretende inaugurar uma nova unidade ali.

Construído entre as décadas de 1920 e 1930, o casarão foi comprado há quatro anos pelos proprietários da Dona Deôla. Faz dois anos que o grupo conseguiu autorização para realizar reformas no imóvel, mas ainda não tinha chegado o momento oportuno para a manobra. relata Flávio Del Nero Gomes, um dos sócios.

Será o quinto endereço da rede em São Paulo. Os outros já funcionam, 24 horas por dia, em Higienópolis, Granja Viana, Alto da Lapa e Pompeia. A unidade da Avenida Pompeia é a mais antiga e foi inaugurada em 1996. Fica na mesma esquina onde a portuguesa Dona Deolinda, que dá nome à marca, fundou a padaria Do Lar em 1948. Também existem três unidades menores dentro de hospitais da cidade.

O projeto da nova padaria ainda não está totalmente definido. “Ainda temos três ou quatro alternativas, mas estamos decidindo com calma”, diz Gomes, que promete um anúncio oficial do empreendimento no próximo mês. Uma das possibilidades de reforma é restaurar o casarão e, na parte de trás do terreno, fazer uma construção moderna. “Aí, seria criado um contraste entre o antigo e o novo”, afirma.

Mesmo tombado, o casarão não tem muitas restrições de uso. De acordo com Gomes, a preservação difere em cada cômodo do imóvel. “Na cozinha, por exemplo, posso fazer o que quiser”, garante. “Esta casa já acomodou pessoas, o que quer dizer que é possível instalar fornos, desde que respeitemos a estrutura do local”. Gomes não revela a quantia de dinheiro que será investida na empreitada, mas garante que será alta. “Queremos fazer algo original, que mude o conceito das padarias pelos próximos 15 anos”, diz o empresário.

Nas proximidades do casarão, já existem duas grandes padarias: a Nova Charmosa, na Doutor Homem de Mello, e a Santa Marcela, na Cardoso de Almeida. Nos dois locais, ninguém sabia dos planos da Dona Deôla. “É bom ter concorrência”, diz Arlindo Ribeiro, gerente da Nova Charmosa. “Mas a proposta deles é diferente da nossa, e não acho que perderemos clientes”.

(Com colaboração de Míriam Castro)

comentários (3) | comente

Se a Santa Ifigênia é conhecida como “Rua dos Eletrônicos”, a vizinha General Osório é a “Rua do Samba”. Também na região da Luz, ela é sede de estabelecimentos dedicados à venda de instrumentos de percussão. Caixas, surdos, repiniques e agogôs são procurados pelas baterias de escolas de samba paulistanas. Agora, à véspera do Carnaval, o movimento é constante. “A maioria das escolas compra os instrumentos com antecedência, mas sempre tem gente que vem na última hora”, diz Ronaldo Gabriel, gerente da loja Redenção.

Os endereços do samba em São Paulo se concentram em um quarteirão de cerca de 100 metros, entre a Rua do Triunfo e a Rua dos Andradas. No caminho para a Rua Santa Ifigênia, aumenta a frequência de lojas de aparelhos de som e eletrônicos. Depois de cruzar o famoso centro de comércio, a General Osório passa a ser conhecida por outro apelido, “Rua das Motos”, devido à quantidade de estabelecimentos dedicados à venda de motocicletas e acessórios.

O local mais famoso e tradicional da região é a Contemporânea, inaugurada em 1948 por Miguel Fasanelli. Os instrumentos da marca abastecem até escolas de samba cariocas, como Mangueira e Unidos da Tijuca. Esta semana, a Contemporânea recebeu a visita de Mestre Tadeu, que em 2012 completa 39 anos no comando da bateria da Vai-Vai, atual campeã do Carnaval de São Paulo. “Na General Osório, dá para achar tudo relacionado a samba”, diz o sambista. “Todo mundo desse universo vem para cá nesta época”.

Na Contemporânea, também começou o projeto Rua do Samba Paulista, uma grande roda de samba que serve para divulgar a história da cultura do samba local. Os mentores do evento são os paulistanos Edson Roberto, Mestre Paulo, Roberto Oliveira e Tadeu Augusto Matheus, o sambista T-Kaçula. Ele conta que, em novembro de 2002, uma das rodas realizadas na Contemporânea ficou tão grande que teve que ser expandida para a rua. “Eu mesmo bloqueei o tráfego com meu carro e tomamos a General Osório”, diz.

Até 2008, o encontro continuou a acontecer na Rua General Osório durante o último sábado de cada mês. “Naquele ano, a Prefeitura nos transferiu para o Bulevar São João sob o pretexto de reformar o local anterior”, conta o sambista. “A reforma acabou em 2009, mas nunca pudemos voltar à General Osório”. Atualmente, o evento reúne cerca de seis mil pessoas e conta com uma estrutura de banheiros químicos e aparelhos de som.

Se o Projeto Rua do Samba não está mais na General Osório, ela não deixou de ser a Rua do Samba. Confira abaixo os endereços mais bambas da Santa Ifigênia dos batuques:

Contemporânea
Inaugurada em 1948 por Miguel Fasanelli, o “Seu Miguel”, a Contemporânea começou como uma oficina de conserto de instrumentos de sopro. Como tinha muitos amigos que tocavam chorinho e samba, Miguel começou a elaborar instrumentos que pudessem ser usados nesses gêneros de música. Desde 1985, a fábrica da Contemporânea foi para o Cambuci, mas a loja continua, firme e forte, na General Osório. Quem comanda o estabelecimento hoje é Sérgio Guariglia, que trabalha lá desde os 13 anos de idade. Ele mantém a tradição de 38 anos da roda de choro e samba de raiz que acontece na loja a partir das 9h da manhã aos sábados. Uma sala com capacidade para 120 pessoas é sede do evento, que já atraiu artistas como Zeca Pagodinho e Jair Rodrigues.
R. General Osório, 46, 3221-8477

Redenção
Surgiu quando a  General Osório  já era um ponto de encontro dos sambistas. A maior parte do público é de baterias de escola de samba e grupos de pagode, mas também há violões, flautas e violoncelos. Ronaldo Gabriel, gerente da loja, trabalha lá desde a inauguração, em 1998. Ele destaca o serviço de preparo de peles animais para o uso em instrumentos.
R. General Osório, 25, 3331-2804

GPMusical
A loja pertence à família de Humberto Henrique Rodella, que em 1962 fundou a marca GOPE de instrumentos de percussão. Enquanto a fábrica fica em Embu-Guaçu, a loja na General Osório é o principal endereço para comprar seus produtos. O carro-chefe da GPMusical é o pandeiro GOPE, que sai a partir de R$ 190,00.
R. General Osório, 62, 3222-0184

JVR Premier
José Valderi Gouveia Amorim e seus dois sócios compraram há cinco anos o Premier, que estava fechado depois da morte do antigo proprietário. Decidiram manter a tradição da roda de samba, que acontece duas vezes por semana. Às sextas, o evento é um happy hour a partir das 18h. No sábado, o samba começa assim que o da Contemporânea termina, por volta das 16h.
R. General Osório, 41, 3337-5127

J. Guerra
A lanchonete na esquina da General Osório com a Rua dos Andradas marca o limite da Rua do Samba.  Aos sábados, o espaço do restaurante não é suficiente para sediar a roda de samba, que invade a calçada e, de acordo com o proprietário, Marcos Vinícios Rodrigues do Nascimento, atrai até quem só está passando por ali.
Rua dos Andradas, 498, 3221-2850

Zebrinha
Com este nome, era de se esperar que as paredes fossem brancas e pretas, não amarelas. Mas o casarão é inteiro pintado desta cor, rendendo ao bar o apelido de “Amarelinho”. Na esquina da General Osório com a Rua do Triunfo, o boteco tem rodas de choro e samba durante as tardes de sábado.
R. do Triunfo, 307, 3337-7163

(Com colaboração de Míriam Castro)

1 Comentário | comente

Surge mais um endereço curioso na cidade. O Cosmopolish, que completa dois meses amanhã, é um nail bar. Traduzindo: é um local em que é possível fazer as unhas e curtir um happy hour ao mesmo tempo. No bairro de Pinheiros, o estabelecimento atrai clientes oferecendo drinques durante o atendimento.

A ideia é das sócias Agnes Cruz e Jack Cardoso. Agnes, que trabalha com comércio exterior, viu a popularização dos nail bars na Europa. “Quando voltei da Finlândia, há três anos, vi que o Brasil ainda não tinha esse tipo de coisa”, conta. Em julho do ano passado, propôs a ideia a Jack, que é manicure desde 1999. Cinco meses depois, estava inaugurada a casa, cujo nome é uma mistura dos termos ingleses cosmopolitan (bebida preparada com vodca, suco de cranberry e licor de laranja) e nail polish (esmalte).

Jack Cardoso, Agnes Cruz e os cosmopolitans servidos no nail bar

O cardápio – bilíngue – distribuído às clientes não lista as bebidas, mas sim os serviços oferecidos pela casa. Um deles é a “rapidinha (R$ 18,00), feita em 15 minutos sobre o balcão. Os preços são divididos entre “relax hour”, das 12h às 17h, e “happy hour”, das 17h às 21h. No chamado “happy hour”, o preço da rapidinha sobe para R$ 20,00, mas dá direito a um drinque por conta da casa.

Há uma única bebida por vez. Nas semanas inaugurais, as clientes bebericaram o cosmopolitan. Durante as festas, espumante. No momento, quem frequentar o happy hour estético pode pedir o peruano pisco sour – à base de pisco, uma aguardente de uva fabricada no Peru e no Chile. A casa não tem bartender: as bebidas já são compradas prontas para servir.

Todas as cores de esmalte disponíveis na casa estão dispostas em 15 prateleiras. Marcas nacionais, como Impala e Colorama, dividem espaço com Chanel e Dior. “Queremos que as clientes vejam todas as cores lado a lado”, diz Agnes. “Dessa maneira, elas podem ter as mais variadas ideias de misturas”. A coleção, que continua crescendo, já ultrapassou os 700 vidrinhos.

Serviço:
Rua dos Pinheiros, 365, Pinheiros
Tel. 3892-1910
Segunda a sexta, das 12h às 21h

(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de divulgação)

comentários (2) | comente

Estão todos convidados para o lançamento da nova edição do meu livro “Os Endereços Curiosos de São Paulo”, que acontecerá no dia do 458º aniversário de São Paulo. Será nesta quarta-feira (25), a partir das 17h, na Saraiva MegaStore do Shopping Pátio Higienópolis. São 1 000 endereços apurados e testados nos últimos 20 anos. Tudo atualizadíssimo.

De réplicas de fósseis a cadeiras para barbeiro, dá para encontrar de tudo pela cidade. Estão todos organizados por categorias como bichos, artigos para casa e aluguéis. Confira quatro deles abaixo:

Hospedagem para orquídeas – A viagem está marcada e você, preocupado em descobrir quem poderá regar sua orquídea durante o período de ausência. Uma opção é deixá-la no Orquidário Morumby, onde a flor é etiquetada – para não ser confundida – e cuidada. Eles hospedam plantas doentes e que precisam de manutenção. Aliás, é bem provável que a sua precise de assistência. “A maior parte dos clientes não sabe que deve trocar o substrato da planta (o lugar onde ela se desenvolve, formado por casca de árvore ou carvão, entre outras substâncias) e adubá-la”, afirma Adriana, coordenadora do espaço.

Orquidário Morumby
Avenida Professor Vicente Ráo, 1.513, Brooklin, 5041-2391
ter. a sáb. 9h/19h; dom. 9h/17h
www.morumby.com.br
contato@morumby.com.br

Piñatas – Feitas em papel, as piñatas são consideradas os bexigões das festas mexicanas. O aniversariante – vendado – a estoura com um pedaço de pau, fazendo doces e presentinhos caírem sobre os convidados. Érica Gobbo Quintero faz e vende as piñatas em São Paulo. Ela é casada com um venezuelano que, na infância, praticava a brincadeira. Apesar de a brincadeira ser as­sociada à cultura latina, Érica Quintero conta que a piñata veio da China. “Supõe-se que o explorador Marco Polo, em visita ao país, notou como os chineses criavam figuras coloridas de animais cobertos com papel e as usavam em celebrações do Ano-Novo”, explica.

Érica Gobbo Quintero
Não divulga o endereço, 2574-6468
24 horas
www.pinhataserika.com.br
erica@pinhataserika.com.br

Instrumentos musicais da Idade Média – Trompa marina, cornamusa e saltério. Réplicas de instrumentos musicais da Idade Média são construídas e vendi­das pelo ex-arquiteto e luthier Roberto Holz. “Quem ouve o som de um instru­mento autêntico, feito artesanalmente, sente muita alegria”, diz ele. Roberto tem uma coleção de duzentos instru­mentos. O mais novo é do século XIX. O primeiro passo é pesquisar imagens para descobrir os tamanhos originais. Deduz as medidas baseando-se em pinturas. “Se ficar grave demais, é porque eu deveria ter feito menor”, explica. “Aí começo tudo de novo. Depois da quarta ou quinta tentativa, dá certo”.

Roberto Holz
Rua Luís César Pannain,139, Alto da Lapa, 3836-1186
seg. a sex. 8h/17h
http://www.holzflutes.blogspot.com/
holzflutes@gmail.com

Chankonabe – O que um lutador de sumô come para manter a forma (no caso, forma de barril)? A resposta pode surpreender muita gente. O Restaurante Bueno serve a chankonabe, caldeirada preferida dos lutadores. “Todo mundo acha que ela é pesada, mas é justamente o contrário”, explica o proprietário Fernando Yoshinobu Kuroda. “Ela é leve e balanceada, preparada com verduras, legumes, carne com osso e macarrão.” Fernando lutou profissionalmente no Japão por 12 anos e chegou à elite, a categoria mais alta do sumô. O Bueno é decorado com fotos da época em que Waka Azuna, nome de luta de Fernando, ainda era um sumotori.

Restaurante Bueno
R. Galvão Bueno, 458, Liberdade, 3203-2215
ter. a dom. e feriados 18h/23h

SERVIÇO
Lançamento do livro Os endereços curiosos de São Paulo
25 de janeiro (quarta-feira), às 17h, na Saraiva MegaStore
Av. Higienópolis, 618, Piso Higienópolis, Shopping Pátio Higienópolis, 3662-3060

1 Comentário | comente

O Ateliê de Máscaras, especializado na venda e na locação de máscaras venezianas, mudou-se  há três meses para a rua Oscar Freire, em Pinheiros. A loja já existe há 25 anos, e ficava antes na Avenida Engenheiro Caetano Álvares. A proprietária é a artista plástica Regina Maria Martini Oliveira, 52 anos, que teve a ideia depois de fazer uma viagem para Veneza, na Itália. “Fiz um curso em uma loja de máscaras, voltei para São Paulo e comecei a pesquisar”, conta. Começou produzindo apenas máscaras para decoração, e depois passou a fazer peças para figurino. Regina importa alguns modelos de Veneza, e outros são feitos por ela com a ajuda de sua filha, a designer Ariane, 27 anos,  sócia do Ateliê.

São cerca de 400 modelos diferentes, com preços que variam entre R$ 3,90 e R$ 1.500. Há modelos com plumas, pérolas, tecido, metal e até cristais. Os principais clientes são  programas de televisão, peças de teatro e produções publicitárias. Entre as pessoas físicas, o maior movimento, acredite, não acontece na época do Carnaval. “No Carnaval, o pessoal gosta mais de roupas leves, fantasias”, diz Regina. “O meu forte é o baile de máscaras. Agosto, por exemplo, é uma época boa. No frio, as pessoas se animam para usar máscaras. Também temos muito movimento no final do ano, por causa das  festas corporativas”.

Regina conta que as máscaras também viraram moda nos casamentos. “Começaram a aparecer bailes de máscaras em algumas novelas e o pessoal começou a fazer”, explica. Os noivos escolhem máscaras de luxo combinando com seus trajes – a noiva pode levar pedaços do tecido do vestido para fazer a máscara. Os convidados recebem  máscaras mais simples.

O Ateliê também aluga uma gôndola veneziana de 3 metros que pode servir de enfeite ou até de mesa.

Serviço:

R. Oscar Freire, 2.220, Pinheiros, 2959-8666.

sem comentários | comente

Tem gente que não gosta de deixar o animal de estimação em hoteizinhos. Não tem problema:  a médica veterinária Vanessa Requejo, da Cãominhando, criou o serviço de “pet sitter” (babá de animais de estimação). Enquanto os donos viajam, um veterinário faz visitas diárias à casa da família para alimentar, trocar a água e  passear com o cachorro. Caso seja necessário, o profissional também pode medicar o animal. O serviço é cobrado por hora de visita (R$ 60).

Segundo a doutora Vanessa, a procura maior é  para gatos ou para cães que ainda não tomaram todas as vacinas ou que não foram castrados e que, por causa disso, não podem ficar em hotéis. Há também clientes que pedem cuidados com aves, peixes, tartarugas e coelhos. Antes de aceitar o serviço, a médica veterinária faz uma visita para checar se o animal aceita a presença de estranhos. Isso evita casos como o de um rottweiler que quase machucou Vanessa. “Ele ficava muito bravo quando eu entrava”, conta. “Até que descobri que ele tinha medo de água. Então, deixava a mangueira ligada enquanto fazia a limpeza do quintal e trocava a comida”. Vanessa tem, atualmente, 80 clientes fixos. Durante o período de contrato, os veterinários ficam com uma cópia da chave da residência. A família também pode deixar a chave na portaria do prédio ou com um vizinho.

A Cãominhando tem ainda uma creche para animais, que conta com sala de alimentação, espaço para exercícios, monitores para recreação, piscina e salas de descanso, higiene e brinquedos. Os donos têm a possibilidade de ver como está seu bichinho pela internet. O preço da estadia varia entre R$ 190 (1 vez por semana) e R$ 500 (5 vezes por semana). Para ficar na creche, os animais precisam passar por uma avaliação. “Tem que ser castrado, ter o atestado de vacina em dia e ser sociável”, avisa Vanessa, que também verifica se o animal não tem pulgas. Para garantir um lugar na creche, o cliente deve agendar a primeira avaliação por telefone.

Serviço:
2506-6487 e 5523-1070.

(Com colaboração de Karina Trevizan e fotos de Andre Lessa/AE)

comentários (6) | comente

Vida de mãe não é fácil. Maria Fernanda Thomé de Rizzo percebeu isso há quatro anos, quando nasceu sua primeira filha, Gabriela. Com dificuldades de conciliar seu traballho como professora de Educação Física, curso de mestrado e tarefas na cozinha, ela começou a preparar papinhas e congelar. “Eu fazia tudo com ingredientes orgânicos, mais saudáveis”, diz. “Um dia, cansada, eu pensei: ‘será que ninguém faz papinha orgânica pronta para vender?’”. Foi assim que surgiu a ideia de abrir o Empório da Papinha. Hoje, são 27 receitas de papinhas, todas preparadas com alimentos orgânicos. Uma delas é a papinha Manú, com frango, tomate, batata e brócolis. Há também a Elô, com frango, chuchu, mandioquinha e espinafre. Outra opção é a papinha vegetariana, batizada de Doca. Leva leite de soja, abóbora, batata e espinafre. Entre as opções para a sobremesa, há a papinha Nando, com doce de abóbora e coco. As criações são da nutricionista Mara Cristina Miranda, sócia de Maria Fernanda.

Papinha de doce de abóbora com coco

A primeira unidade do Empório da Papinha surgiu em 2008, em Moema. A próxima será inaugurada em Salvador, no próximo dia 14. Em São Paulo, já começaram as obras das próximas unidades, no Tatuapé e em Santo André, na região do ABC. O potinho de papinha custa entre R$ 4 e R$ 7. Atualmente, são produzidas 6 mil unidades por mês.

Mas as papinhas orgânicas congeladas são as mais recomendadas para os bebês? O pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da MBA Pediatria, afirma que nada substitui a papinha preparada em casa. “Em primeiro lugar, o uso de ingredientes frescos diminui o risco de contaminação”, afirma. “Além disso, acredito que a comida feita em casa estimula a relação entre mãe e filho. Sei que é difícil preparar comida em casa todos os dias, mas eu recomendo que a mãe utilize papinhas industriais em uma emergência, como uma viagem”.

Serviço:
Empório da Papinha, Av. Açocê, 648, Moema, 5051-4343.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de divulgação)

sem comentários | comente

Em 1975, a Auto-Escola Guerra foi uma das primeiras a oferecer cursos de habilitação para portadores de deficiência.  Além de cursos para surdos-mudos, há também aulas para portadores de deficiência física, com direito a carro automático adaptado. A escola tem um instrutor que conhece a linguagem de libras. É esse mesmo professor que  dá aulas aos alunos com mobilidade reduzida. Antonio Roberto Sorriso, dono da auto-escola, explica que o curso especial não é muito diferente do comum. “As exigências do Detran são as mesmas”, diz. “Apenas a forma de comunicação é diferente com os surdos-mudos. Para os portadores de deficiência, o carro precisa  ser adaptado, com comandos manuais”. O preço do curso é mais alto porque, segundo Antonio, a procura por esse serviço é menor. O custo total é de R$ 1.370, incluindo todas as taxas. “A procura de surdos-mudos é muito pequena”, afirma Antonio. “Já os portadores de deficiência física aparecem mais por causa dos incentivos”.  Os veículos de  portadores de deficiência são isentos de IPI, IOF, ICMS, IPVA e do rodízio municipal. Pelas contas de Antonio, apenas outras 10 auto-escolas em São Paulo oferecem o mesmo tipo de serviço.

Auto-Escola Guerra
Rua Prof Alfonso Bovero, 1122; Pompeia; 3673-1843

(com colaboração de Karina Trevizan e foto de Hélvio Romero / AE)

sem comentários | comente

Comentários recentes

  • MCCOY: Não tinha parado para pensar nisso, mas pelos comments daqui, me parece que o ‘geek’ fica sendo o...
  • Genio illuminado: Ser un Nerd nao e un defeito porque os Nerds nao sao bobos. Na realidade eu acho que essa palavra...
  • rodrigo: Cultura de COMPRAS. Não cultura NERD.
  • Juliana Torres: Oi Spock, Acredito que tenha escolhido esse nome ironicamente. Estou certa? É que como o Victor...
  • Claudio Br: Depois que você transforma um grupo em segmento de mercado só vender importa.

Arquivo