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Curiocidade

Este blog está desativado! Se você está procurando as curiosidades de Marcelo Duarte, autor da série O Guia dos Curiosos e de Os Endereços Curiosos de São Paulo, clique na seguinte página:

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O julgamento do 26 policiais militares envolvidos no massacre do Carandiru foi adiado pela terceira vez, depois de um dos jurados alegar mal estar, na manhã de ontem (17). A equipe médica recomendou repouso ao membro do júri, o que fez o juiz José Augusto Nardy Marzagão adiar a sessão para a manhã de hoje (18). Uma semana antes, no dia 8 de abril, o julgamento também teve de ser adiado pelo mesmo motivo: uma das juradas passou mal. O primeiro adiamento do julgamento, feito ainda em janeiro, resultou de um recurso da Promotoria. Até as 14h desta quinta-feira (8), o jurado enfermo ainda não tinha condições de participar do julgamento. Às 14h30, foi divulgada a liberação do jurado pela equipe médica.

Julgamento do massacre do Carandiru (foto: Werther Santana/AE)

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) não tem um levantamento sobre a da quantidade de julgamentos que são adiados por motivos de saúde. No entanto, é de se esperar que, quanto mais violento o caso a ser julgado, mais comum seja o júri se impressionar com o material apresentado durante o julgamento, resultando em episódios de mal estar.  O advogado criminalista Roberto Delmanto Junior tem outra hipótese: “A acomodação dos jurados no Fórum da Barra Funda é assombrosa”, revela. Segundo o especialista, os jurados são obrigados a passar dias inteiros fechados em dormitórios precários sem ventilação, o que acaba prejudicando a saúde dos mais despreparados. Por meio de sua assessoria de imprensa, o TJ-SP alegou que os jurados do caso Carandiru estão distribuídos em suítes com quatro camas de solteiro cada.

Delmanto Junior lembra que esta não é a primeira vez que um júri sofre com as acomodações do Fórum da Barra Funda. No julgamento do caso Isabella Nardoni, em março de 2010, o repórter da Folha de S. Paulo Rogério Pagnan, convocado como testemunha, declarou ter passado 40 horas sem ver a luz do sol. Isso alterou tanto sua condição física que ele, exaltado, quebrou a maquete da Promotoria durante seu depoimento ao júri.  “Não me assusta que essas pessoas confinadas tenham crises de claustrofobia”, comenta Delmanto Junior. “É uma vergonha que o Tribunal de Justiça não reserve uma verba para arcar com a hospedagem do júri em um hotel”, sugere.

Quando o magistrado toma conhecimento de qualquer problema de saúde envolvendo os jurados, os profissionais do departamento médico do TJ-SP são comunicados para realizarem o devido atendimento. O jurado enfermo é avaliado por uma equipe médica, que dá um parecer sobre suas condições de continuar a acompanhar o julgamento. Se for recomendado o afastamento temporário do jurado em questão, o juiz pode pedir o adiamento da sessão para o dia seguinte. Se, ainda assim, o jurado não se recuperar, o juiz acaba dissolvendo o júri e convocando um novo grupo de jurados. Isso implica a marcação de uma nova data para o julgamento. Ao longo de todo esse processo, inclusive durante o exame médico, os jurados são vigiados por oficiais de Justiça, responsáveis por garantir a incomunicabilidade do Conselho de Sentença. “Estar incomunicável significa não poder conversar sobre a matéria do júri”, esclarece Delmanto Junior. Os jurados, portanto, não precisam ficar calados. Está liberado todo tipo de conversa que não envolva o assunto discutido no julgamento.

(Foto: Itamar Miranda/AE – 1992)

O massacre do Carandiru aconteceu no dia 2 de outubro de 1992. Na ocasião, policiais militares invadiram o presídio para tentar conter uma rebelião. A ação resultou em 111 mortos e 87 feridos. Devido à quantidade de réus, o julgamento está previsto para ser realizado em três etapas. A primeira – julgamento dos 26 PMs acusados do assassinato de 15 detentos –  deve terminar esta 6a-feira (19). Se os jurados aguentarem o tranco.

(com colaboração de Júlia Bezerra)

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Os 180 metros da Rua Bianchi Bertoldi, em Pinheiros, tem oito restaurantes, três cafés, duas lanchonetes e uma loja de conveniência – os únicos patinhos feios são uma loja de roupas femininas e uma oficina  de cromação. É a maior concentração do gênero na cidade.  Os estabelecimentos dividem o espaço com dois edifícios comerciais e outros três prédios residenciais, sendo que dois deles alugam áreas para restaurantes. “Essa rua é impressionante”, diz a contadora Ingrid Lemos, que trabalha há 4 anos na região e sempre almoça na Bianchi Bertoldi. “Quando fecha um, abre outro logo na sequência”.

A rua de um único quarteirão fica próxima à Avenida Brigadeiro Faria Lima. O forte é mesmo o almoço. Tanto que, dos catorze estabelecimentos, onze  não funcionam à noite. A única casa que ainda resiste à invasão gastronômica é a do aposentado Romeu Camargo, de 90 anos. Ainda assim Romeu empresta o espaço de sua garagem para o descarregamento de mercadorias do café vizinho. “Ele já recebeu ofertas, mas não quer vender”, avisa Emilia Alves, empregada da casa.

Confira o roteiro com restaurantes:

Nova Pinheiros  - Entrada pelo número 1359 da Rua dos Pinheiros), 3037-7371, seg. a sáb., 6h/23h30 – É um ponto bastante disputado nos finais de tarde das sextas-feiras, quando o pessoal dos escritórios da Faria Lima se encontram ali para o happy-hour. Às quartas, a feijoada para duas pessoas sai por R$18.

Castelo de Viana  - Entrada pelo número 1387 da Rua dos Pinheiros), 3814-5545 e 3811-9464, todos os dias, 6h/1h  - A lanchonete e pizzaria possui bufê de almoço com oito pratos quentes e dez frios. O preço do quilo é R$30,90. À noite, pizzas e cervejas são o atrativo da casa. A redonda de mussarela custa R$22.

Cilene Doces  – Número 19 , 3811-9445, seg. a sex., 7h30/19h – A única loja de conveniência da rua tem grandes filas no caixa entre o meio-dia e às 15h. Frequentadores da rua querem garantir chocolates, chicletes e biscoitos para adoçar o resto do expediente.

Landi Café e  Restaurante  – Número 33, 3895-3693, seg. a sex. 11h30/15h – O preço do quilo é R$49,90, mas os comilões preferem o bufê à vontade por R$10,90. Entre os vinte pratos frios e os sete quentes, o bacalhau à portuguesa servido às terças-feiras faz sucesso.

Jardino’s Restaurante - Número 54, 3816-4932, seg. a sex., 11h/15h – Mesmo com espaço para 200 pessoas, o Jardino’s chega a ter fila na porta na hora do almoço. O preço do quilo é de R$35, 90.

Vila São José - Número 68, 3031-8982, seg/sex 8h/18h-  O bufê possui quinze pratos quentes e dez frios (R$49,90, o quilo). Enquanto a maioria das casas fecha por volta das 15h, a Vila São José oferece um almoço com horário estendido. O salão tem capacidade para 20o pessoas.

Heros - Número 74, 3816-8194, seg. a sex., 11h/15h30 – A opção de carnes grelhadas já incluída no preço do quilo é um atrativo e tanto. Tem capacidade para 98 pessoas e o quilo custa R$29,90.

Pôr do Sol- Número 104, 3031-8884, seg. a sex., 11h/15h – Está há 18 anos na Bianchi Bertoldi. Tem capacidade para 56 pessoas e o quilo, que custa R$23,90, dá direito a sobremesa. Também há a opção de se servir à vontade pelo preço de R$15,90, com um copo de suco incluso.

Raspatacho -  Número 109, 3596-2600, seg. a sex., 11h15/16h Com um esquema diferente, o restaurante consegue se manter cheio por mais tempo. A ideia é simples: saindo antes das 12h30 ou chegando depois das 13h45, o preço dos pratos diminui. O filé ao molho madeira com arroz e legumes, por exemplo, cai de R$25,20 para R$18,90. Existe apenas a opção à la carte e o bufê de saladas e sobremesas já está incluído no valor do prato.

Capisce? - Número 118, 3031-9064 e 3297-6779, seg. a sex., 11h30/15h – O restaurante tem um esquema parecido com o de praças de alimentação. O cliente entra, pede, paga e espera no balcão sua refeição chegar. A média dos preços dos pratos – todos individuais-  é de R$22,90.  O tortelone recheado com pepperoni e mussarela é o mais pedido e custa R$19,90.

Vie Verti - Número 128, 3812-4331, seg. a sex., 11h/15h – O restaurante e café oferece almoço à la carte com bufê de saladas e sobremesa inclusos por R$19,80. Cobra os 10% de serviço.  Os sucos e pratos naturais, como o hambúrguer de soja, são o diferencial.

Sofá Café - Número 130, 3034-5830, seg. a sex., 9h/18h30, e sáb., 10h/14h – Com capacidade para 70 pessoas e ambiente com sofás e poltronas, o café oferece menu de almoço à la carte por R$23. É possível montar o prato com carne, salada e acompanhamento.

Gi Restaurantes - Número 147, 3812-5777, almoço todos os dias, 12h/18h, e jantar, ter. a sáb., 18h/23h30 – Com pratos para duas pessoas ou mais a casa funciona apenas à la carte e possui opções de saladas, risotos, massas e carnes. O prato mais pedido é o bife à parmegiana ( R$62 para até quatro pessoas).

Café Grão Expresso – (Entrada pelo número 214 da Rua Henrique Monteiro) , 3031-6508, seg. a sex., 7h/19h – Apesar de ser um café, o espaço serve almoço à la carte com pratos individuais. O filé à parmegiana sai por R$21.

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Epitácio Pessoa/Estadão)

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Há um ano, o vereador Marco Aurélio Cunha (PSD) propôs um projeto de lei que cria  um novo tipo de Zona Azul em torno de locais destinados a eventos de qualquer natureza com público estimado acima de 5 mil pessoas. A “Zona Azul de Eventos” funcionaria desde duas horas antes do início previsto do evento até duas horas depois do término estimado, sendo permitido o uso de até três folhas simultaneamente, equivalentes a seis horas. Que fim levou esse projeto?

O projeto segue em tramitação e, em passos lentos, já passou pelo parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa e  também pela Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio-Ambiente. No momento está na Comissão de Administração Pública. Ontem, o vereador David Soares, do mesmo partido de Marco Aurélio, pediu vistas do projeto. Isso significa que ele terá, regimentalmente, duas sessões para devolvê-lo. E assim as coisas se arrastam. Depois disso, a lei antiflanelinha terá que passar pela Comissão de Finanças e Orçamento, antes de ser colocado em pauta em sessão plenária para ser discutido entre todos os vereadores e votado, em duas sessões diferentes. Essa, porém, é uma etapa muito mais incerta, já que a Câmara tem cerca de 1 mil propostas em tramitação e não se pode garantir o voto favorável dos vereadores.

“Não há uma data para o projeto ser colocado em pauta e nem garantias de que o projeto passará, mas talvez o mais importante seja a iniciativa, dando um exemplo de que se pode mudar essa situação”, diz o vereador.

A criação de uma lei divide-se em quatro fases: iniciativa, discussão, votação e sanção/veto. A iniciativa de propor um projeto de lei cabe, geralmente, ao prefeito e aos vereadores, mas pode ser feita por qualquer cidadão. Depois de protocolados, os projetos recebem um número. É por meio desse número que se pode acompanhar toda a tramitação.

Na fase seguinte, o Presidente da Câmara Municipal determina por quais Comissões de Mérito o Projeto de Lei deve ser apreciado. As Comissões opinam sobre o conteúdo do projeto, para avaliar se a proposta é positiva e se merece ser aprovada. Ao todo são sete Comissões permanentes, sendo que duas delas são obrigatórias para todos os Projetos de Lei: a de Constituição e Justiça (CCJ), que avalia a legalidade do projeto, e a de Finanças e Orçamento, que calcula o custo do projeto para o município e se ele não fere a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Depois de tramitar por todas as comissões às quais foi designado, o Projeto está pronto para entrar na pauta das votações, que é definida pelo Presidente e pelas lideranças partidárias. Se aprovado em primeira votação, o projeto deve aguardar pelo menos 48 horas para ir para a segunda e definitiva votação.

Caso seja novamente aprovado pelos vereadores em plenário, segue para a sanção do Prefeito. Cabe a ele sancionar ou vetar (parcialmente ou na íntegra) o Projeto de Lei. Se sancionado, é publicado no Diário Oficial e torna-se lei. Quando vetado, a Câmara pode arquivar o Projeto de Lei ou, se julgar procedente, derrubar o veto do Executivo por maioria absoluta e promulgar a lei.

“Muitas vezes o valor pago ao flanelinha é tão ou mais alto que o preço do ingresso, um absurdo que pode chegar até 100 reais em eventos como jogos da Libertadores”, afirma Marco Aurélio. Os paulistanos sabem bem o que ele está falando. “O flanelinha cobra o quanto quer e ainda ameaça causar dano ao veículo estacionado se não receber adiantado. Acredito que a existência de uma cobrança oficial, com valor moderado, intimidará esses guardadores e coibirá sua ação”.

Para que, no entanto, não haja qualquer dano ou furto (ou até uma dupla cobrança por parte dos flanelinhas), é preciso um esforço maior do Poder Público, tanto da Prefeitura, na forma da CET, Guarda Civil Metropolitana e agentes vistores, quanto do Estado, na forma da Polícia Civil e Militar. Segundo o vereador, são eles quem devem garantir a integridade dos veículos e prender os guardadores ilegais de carro. Mas nem todos os guardadores de carro estão sujeitos à prisão. A profissão é regularizada por lei.

A função de guardador de carro existe legalmente desde 1975. Já naquela época, os flanelinhas achacavam os motoristas, atuando, sobretudo, nas orlas das praias. Para resolver esse problema, o presidente Ernesto Geisel sancionou a lei que regularizava a profissão de “guardador e lavador autônomo de veículos automotores”.

Segundo a lei, para trabalhar como guardador de carro, a pessoa deve registrar-se em uma Delegacia Regional do Trabalho, com prova de identidade e bons antecedentes (sem antecedentes criminais, o que afasta muitos da legalidade), além de estar em dia com as obrigações eleitorais e militares. Atualmente no Estado de São Paulo, existem apenas 164 guardadores de carro registrados, a maioria em cidades do interior, organizados em associações e sindicatos. Um número ínfimo se comparado a quantidade de flanelinhas ilegais atuando hoje na cidade.

No exercício da profissão, cabe ao guardador apenas pedir algum valor em troca dos serviços prestado; ele não pode fixar qualquer quantia ou obrigar o motorista a pagar. É isso que difere o guardador de carro do flanelinha; o segundo costuma fixar preços altos e ameaçar danificar o carro caso o motorista não pague.

Atuação da polícia não é eficaz

A polícia pode prender um flanelinha sob a acusação de exercício ilegal da profissão e extorsão. Mas a atuação da polícia não é eficaz. O problema saiu do controle das autoridades por falta de fiscalização. Para mudar essa situação, foi criada a “Operação Flanelinha” em maio de 2012. A operação é realizada pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania (DPPC), em parceria com a Polícia Militar e a CET.

A ação dos policiais usa investigadores à paisana, fingindo procurar uma vaga. Ao perceberem a aproximação do flanelinha, os policiais perguntam se há vaga livre. Mal o guardador de carros responde, eles anunciam sua prisão, por exercício ilegal da profissão.

Numa primeira fase, a ação tinha o objetivo de erradicar a prática irregular da profissão de guardador de carros durante jogos de futebol. A atuação se deu nos arredores de estádios, como o Morumbi e o Pacaembu. Durante esse período, 516 pessoas foram presas (194 com antecedentes criminais) durante 21 operações realizadas por policiais civis do DPPC e 11 ações promovidas pela Polícia Militar. Ainda é muito pouco.

(com colaboração de Marcos Oshima e fotos Daniel Teixeira e Clayton de Souza/Estadão)

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Há dez meses, o Shopping Plaza Sul substituiu os 10 funcionários que ficavam nos caixas de estacionamento por máquinas de pagamento automático. O JK Iguatemi foi inaugurado em junho passado com sete máquinas contra seis caixas. No mês passado, o Bourbon Pompeia espalhou 10 caixas automáticas pelos corredores. Isso significa que os funcionários dessa área estão com os dias contados nos shoppings paulistanos? Por enquanto, a resposta é não. Dos 10 maiores shoppings em área construída da cidade, segundo dados da Abrasce (Associação Brasileira de Shoppings Centers), apenas 3 possuem essa nova tecnologia. Um deles é o MorumbiShoppping, que instalou três máquinas em 2007 e desde então não colocou mais nenhuma. Os 21 guichês com funcionários espalhados pelo shopping permanecem firmes e fortes.

O mesmo aconteceu no ano passado com o Shopping Pátio Higienópolis. Ao lado do caixa “humano”, o automático diminui o tempo do pagamento, mas não concorre diretamente com os mais antigos. “A ideia é fazer uma mistura”, explica a gerente de marketing Marinei Cestari. “Como temos muitos frequentadores idosos, precisamos zelar por esse serviço mais pessoal”.


Caixas do Shopping Pátio Higienópolis (Foto: Márcio Fernandes/Estadão)

Os números comprovam mesmo que as máquinas ainda estão em segundo plano. Na quarta-feira passada, entre 11h30 e 12h30, no piso térreo do Shopping Bourbon, a reportagem do Blog do Curiocidade contou que, das 33 pessoas que pagaram o estacionamento no período, apenas 7 preferiram usar o autoatendimento. Um funcionário da empresa Estapar, que administra o estacionamento do Bourbon, estava ao lado da máquina para tirar dúvidas dos clientes. Muitos não acertavam o código de barras no leitor óptico de primeira e reclamavam. O Shopping Cidade Jardim não possui essas máquinas para fazer prevalecer o serviço mais pessoal . “Não descartamos a possibilidade de implementar esse tipo de solução para oferecer uma outra alternativa de pagamento”, diz Renata Fava, superintendente do shopping. A assessoria de imprensa do JK informa que o intuito não é acabar com a figura do cobrador: “Não temos projeto dedicado a substituir a cobrança convencional pela automática. Isso é um conforto adicional ao cliente “. Equipes de apoio ficaram cerca de 30 dias ao lado dos caixas automáticos para instruir as pessoas.

Também para conforto do cliente e economia de tempo, 30 shoppings da cidade já contam com o sistema de abertura automática da cancela, com débito mensal em cartão de crédito. Em Florianópolis, a Estapar está testando também o pagamento com uso do smartphone. Os pagantes que optam pela máquina, e não precisam da ajuda do funcionário, levam em média 25 segundos para realizar a operação. No guichê, a média é de 50 segundos. “Acho muito prático, mas temo pelos funcionários”, afirma o analista de sistemas Andrei Maia, de 37 anos, depois de validar seu bilhete numa das máquinas do Shopping Bourbon. “É uma boa economia de tempo, mas vai diminuir o número de funcionários com o tempo”, prevê Francisco Antônio da Silva, presidente do Seeg (Sindicato dos Empregados em Estacionamentos e Garagens do Estado de São Paulo), que não registrou nenhuma demissão que tenha sido feita por causa da substituição pela máquina. “Isso acontece em diversos segmentos como nos pedágios ou até mesmo com as máquinas que cortam cana”.

(Com colaboração de Juliana Tamdjian)

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A água pode ser incolor, inodora, insípida… mas nunca anônima. Garrafinhas de água mineral personalizadas estão se tornando mania em restaurantes da cidade. Maní, Vito, America e Famiglia Mancini são alguns deles. Foi por causa dessa demanda que, há 10 anos, a Águas Petrópolis, com sede em São Paulo, criou o segmento Private Label. A empresa e o cliente elaboram uma garrafinha exclusiva. O serviço foi baseado nos hotéis e cassinos norte-americanos, que ofereciam garrafas com suas logomarcas. “Isso nos obrigou a melhorar a qualidade e a apresentação das nossas águas”, afirma Amilcar Lopes Jr., CEO da Petrópolis. O primeiro cliente foi o Hotel Transamérica, em 2003. Hoje, a empresa conta com 2 mil estabelecimentos pelo Brasil, sendo 400 restaurantes na cidade. A lista inclui Maní, Vito, Ecco, Dressing, Saj, Farabbudd, Manish, Spazio Gatronômico, Forneria San Paolo, Sushikin Nagarê, Bar Charles, Paradiso, Bentô, Bar Coronel,  Fasano, Tavares,  Bagatelle, Marakuthai, Marijo. Tem também redes como GoFresh, Wraps e Divino Fogão. Além do rótulo, outros aspectos, como formato e material, podem ser mudados. “Já elaboramos uma garrafinha que brilhava no escuro para  a casa noturna Sirena, de Maresias, no litoral norte”, conta Amilcar

A Águas Prata, de Campinas, atende um pequeno grupo de cinco clientes na capital, entre eles os restaurantes Famiglia Mancini e America. “É algo exclusivo que oferecemos para os clientes que consomem um volume grande de água e que estão há muito tempo conosco”. Walter Mancini, proprietário da Famiglia Mancini, conta que escolheu ma arca Prata por causa das memórias de sua infância. “Quando alguém comia demais, ou estava se sentindo mal, minha mãe mandava comprar essa marca de água”, afirma. “As garrafas são de vidro e abertas com abridor, mantendo a tradição”. Mirella Scorza, gerente de marketing do America, completa: “As garrafas personalizadas são apenas um detalhe no dia-a-dia do restaurante, mas, no fim, fazem toda a diferença”.

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Divulgação)

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Doze torcedores do Corinthians estão detidos na cidade boliviana de Oruro pelo envolvimento no assassinato do garoto Kevin Beltrán Espada, de 14 anos. Presos na Penitenciária San Pedro desde o dia 20 de fevereiro, os brasileiros são obrigados a conviver em celas superlotadas e com falta de higiene. Segundo reportagem de O Estado de S. Paulo (09/03/2013), “existem mais de cem brasileiros presos esperando a resolução de seus processos, entre recursos e pedidos de prisão domiciliar na Bolívia”. Só para traçar um paralelo, em São Paulo, 223 bolivianos (152 homens e 71 mulheres) encontram-se presos atualmente.

Em número, a ala masculina dos bolivianos só perde para os presos nigerianos, que somam 188. Dos 152 bolivianos homens envolvidos em crimes em São Paulo, 129 estão encarcerados na Penitenciária Cabo PM Marcelo Pires da Silva, localizada em Itaí, município a 300 km da capital. As 71 criminosas da Bolívia estão distribuídas principalmente na Penitenciária Feminina, no bairro do Carandiru, e na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no extremo oeste do Estado, a 633 km da capital. Os dados são da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo.

A Penitenciária de Itaí foi inaugurada em 2001, com o objetivo de abrigar presos estrangeiros. Esse esquema favorece tanto a organização da Secretaria do governo, que direciona material específico, como livros em línguas estrangeiras, para o presídio, como o bem-estar dos próprios detentos, já que evita o preconceito de brasileiros contra os presos de outros países. Os corintianos presos em Oruro tiveram que ser instalados em celas isoladas para evitar conflitos com bolivianos. Na Penitenciária de San Pedro, convivem juntos homens, mulheres e até bebês (filhos dessas mulheres nascidos no local).

Em relação ao aperto, no entanto, os bolivianos presos em São Paulo passam pelo mesmo problema enfrentado pelos brasileiros na Bolívia. Com capacidade para 792 detentos, as celas do presídio de Itaí já acumulam 1.321 pessoas. Trata-se de uma superlotação de 67%, semelhante à enfrentada na Penitenciária de San Pedro, que abriga 450 presos, quando só poderia alojar 250.

O órgão responsável pela administração das penitenciárias não fornece a ficha criminal de presos, por medida de segurança. A única informação oficial a respeito é que a maioria dos detentos bolivianos teve envolvimento com o tráfico de drogas. Tanto a Secretaria quanto o Presídio de Itaí se recusaram a informar à reportagem se há casos de assassinatos entre os bolivianos encarcerados.

(com colaboração de Júlia Bezerra)

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Motoristas e outras pessoas que circulam pela região da Barra Funda, na zona Oeste, não podem mais utilizar o Playcenter como ponto de referência. Depois do fechamento do parque, em 29 de julho do ano passado, a montanha-russa, o Evolution, o Skycoaster e outros brinquedos grandes foram aos poucos desaparecendo da fachada. Até não sobrar nenhum. “O parque acabou, mas eu ainda me refiro ao local como Playcenter”, confessa o taxista Antônio Lúcio, de 55 anos. Seu companheiro de ponto, João Martins, 60 anos, diz que agora as pessoas só conseguem se localizar com o GPS. “Perdemos um dos principais pontos de referência da Marginal”, afirma. Em 39 anos de existência, o parque e seus brinquedos eram um referencial para a Ponte Adhemar Ferreira da Silva, a Ponte do Limão, na Marginal Tietê. “Sempre uso a ‘Ponte do Playcenter’ e outro dia quase perdi a entrada”, conta a empresária Paula Simões.

O parque, na Marginal Tietê, em março de 2012

O anúncio do fechamento aconteceu em março de 2012. Alguns brinquedos foram para outros parques dentro e fora do Brasil, como a Cidade de Criança, em São Bernardo do Campo (SP), o Mirabilândia Park, em Olinda (PE), e o Parque Diverciones, na Costa Rica. A proposta para o terreno é que lá funcione um parque de diversões voltado para o público infantil, baseado na Legolândia, sem os brinquedos mais radicais. A previsão dada na época é que em julho deste ano ele estará pronto, mas nem toda a área de 85 mil metros quadrados do Playcenter será utilizada – 23% foi vendida para um empreendimento imobiliário.

Inaugurado em 1973, o Playcenter ocupou nos anos 1980 o posto de maior parque de diversões da América Latina.  O investimento no novo parque será de 40 milhões de reais. Enquanto ele não fica pronto, os motoristas vão ter que procurar por outras referências na região. A partir do dia 8 de março, o circo Tihany ocupará a área para uma curta temporada. A lona estava montada no Parque Villa-Lobos, que irá receber agora o Cirque du Soleil. Não se sabe ainda quantas semanas o Tihany ficará no terreno.

Confira as fotos de como ficou o terreno antes ocupado pelo Playcenter:





(Com colaboração de Juliana Tamdjian e fotos de Paulo Liebert e Tiago Queiroz/Estadão)

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O centroavante Alexandre Pato chegou e o Corinthians não fez nenhum barulho. Na verdade, a famosa sirene que tocava no Parque São Jorge  para anunciar grandes contratações está em silêncio. A última vez que ela tocou foi na chegada de Ronaldo Fenômeno ao clube no dia 12 de dezembro de 2008. Ainda assim ela tocou por insistência dos torcedores, já que ela estava inoperante desde que o argentino Carlitos Tevez colocou os pés no clube em 2005.

A tradição da sirene foi criada em 1968 pelo presidente Wadih Helou para anunciar a vinda do jogador Paulo Borges, contratado junto ao Bangu. No entanto, foi seu sucessor, o folclórico Vicente Matheus, quem popularizou o soar da sirene para cada jogador contratado. Segundo o próprio Corinthians, a sirene – que está instalada no Bar da Torre – foi aposentada porque  as apresentações dos jogadores passaram a ser feitas no Centro de Treinamento Dr. Joaquim Grava, na Rodovia Ayrton Senna, e não mais na sede do clube.

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto de Márcio Fernandes/Estadão)

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Começou o zum zum zum de novo em São Paulo. É só chegar o verão que os pernilongos voltam a atacar os paulistanos. O calor e as tardes chuvosas aceleram o ciclo biológico desses mosquitos e sua temida proliferação. As fêmeas, que precisam de sangue para produzir seus ovos, são as responsáveis pelas dolorosas picadas e pelas manchas avermelhadas que se espalham pelo corpo.  Segundo o biólogo Guilherme Domenichelli, os locais preferidos dos pernilongos são os mais vascularizados, aqueles por onde passam mais sangue no corpo. “Podemos ser picados pelo corpo inteiro”, explica. “Só que é mais provável sermos picados na perna e no braço do que na orelha, por exemplo’”.

Os irritantes insetos, que tem cerca de 7 milímetros, são foco também de muitas perguntas curiosas. O Blog do Curiocidade entrevistou uma especialista no assunto: a bióloga Sirlei Antunes Morais, doutora pela Faculdade de Saúde Pública da USP e criadora do blog “Mosquito Culex”, que falou sobre os mitos e as verdades que rondam a cabeça dos paulistanos.

Por que os pernilongos aparecem mais no verão do que no inverno?
Porque as condições climáticas do verão aceleram as funções fisiológicas no organismo do mosquito de um modo geral e, na presença de criadouros propícios para o desenvolvimento das fases imaturas, a população de mosquitos aumenta proporcionalmente.

Os pernilongos têm preferência por um determinado tipo sanguíneo? 
O mosquito Culex quinquefasciatus, o pernilongo, possui tendência a sugar o sangue humano. Contudo, dependendo do ambiente onde vive, pode ser encontrado com sangue de aves, cavalos, cachorros ou outros animais. O que atrai são os odores emanados pelo corpo do homem ou dos animais.

Os pernilongos atacam mais homens, mulheres ou crianças?
Não existem pesquisas sobre essa estatística. É provável que essa preferência não exista.

Dizem que pessoas que andam com perfumes adocicados são o alvo preferencial de pernilongos. Isto é verdade?
Dentro da área de entomologia, não existe essa associação perfume x pernilongos. Isso não faz parte da evolução do comportamento do mosquito. Isso pode ocorrer com outras espécies, como borrachudos ou mosquinhas pequenas, que costumam ser confundidas com pernilongos.

Tem alguma parte do nosso corpo que os pernilongos preferem picar?
É provável que busquem as partes mais finas ou sensíveis da pele, pelo contato intravenoso mais rápido.

Por que depois de picar, o pernilongo fica parado na parede, se tornando um alvo fácil?
Depois de se alimentar de sangue, a fêmea precisa de repouso a fim de armazenar energia para o amadurecimento dos ovos. Ela evita principalmente o voo, no qual há consumo extremo de energia pelos músculos alares durante o batimento das asas. A fêmea volta a atacar logo após a postura dos ovos.

Qual é a quantidade de sangue que ele suga?
Não tenho um número preciso. Visualmente parece não passar de 0,5 a 1 microlitro de sangue.

Como o repelente funciona? A citronela é o único cheiro que afugenta os pernilongos?
Os mosquitos são atraídos para o corpo dos animais pelos odores liberados por estes. Esses odores são sinalizados pelos receptores químicos olfativos do mosquito, localizados principalmente nas antenas. Os repelentes atuam bloqueando a atividade desses receptores, confundindo a percepção do mosquito para um determinado alvo.As Substâncias aromáticas são capazes de repelir os mosquitos, principalmente por causarem esses efeitos de bloqueio na sensibilidade olfativa. Como no caso dos componentes aromáticos da planta citronela, eucalipto, cravo, entre outros. Os mosquitos também se afastam de derivados de álcool na pele.

Por que, quanto mais se coça, pior fica a ferida causada pela picada?
A coceira é desencadeada inicialmente pelas substâncias estranhas que o mosquito injeta na pele no momento da picada e também pela minúscula abertura que é feita, a qual afeta algumas terminações nervosas. O ato de coçar irrita ainda mais essas terminações e pode causar infecções pelo contato com o meio externo.

Quanto tempo vive um pernilongo? Macho e fêmea vivem o mesmo tempo?
Dependendo da região e das condições favoráveis, eles vivem até 3 meses, podendo ou não haver diferença entre macho e fêmea. Esse cálculo é imprevisível por depender de vários fatores externos.

Quantos ovos a fêmea põe de cada vez? 
De 100 a 200 ovos. Cada vez que se alimenta de sangue, a fêmea realiza uma postura. A gestação e postura duram em média de 3 a 4 dias. Assim, quanto mais se alimentar de sangue, mais realizará posturas.

O que os pernilongos machos ficam fazendo enquanto as fêmeas ficam sugando o nosso sangue?
Geralmente os machos ficam ao redor dos criadouros ou sob os arbustos. Alimentam-se de açúcar na seiva das plantas ou copulam com as fêmeas jovens que nascem nos criadouros. Às vezes estão dentro de casa, à procura de fêmeas para a cópula ou para abrigo do sol e da chuva.

Por que os pernilongos fazem um barulhinho nos nossos ouvidos antes de atacar?
O zumbido do pernilongo é resultado das batidas das asas durante o voo. Asas de mosquitos produzem em média 270 a 307 batidas por segundo. Assim, as batidas da asa desencadeiam uma onda de pressão, com propagação de som pelo ar de 300 a 900 Hz, frequência audível pelo ouvido humano.

Por que os pernilongos atacam mais de noite do que de dia?
O pernilongo desenvolveu adaptações no órgão da visão em que enxerga e se direciona melhor por meio de comprimentos de onda refletidos e disponíveis durante o período noturno.

Ligar um ventilador ajuda a afugentar os pernilongos?
Ajuda, mas suas asas são bastante potentes para resistir ao vento.

Como é que os pernilongos chegam até em lugares altos?
A fêmea voa à procura de alimento por até 2,5 km,  em qualquer direção. Desde voos rasantes até em pontos mais altos. Existem também um movimento chamado “dispersão passiva”. Os mosquitos adultos entram em ônibus, aviões e em carros, se deslocando de um local ou até mesmo de um país a outro. Entram em elevadores e chegam aos andares mais altos dos prédios.

(com colaboração de Beatriz Duarte e foto de Filipe Araújo/Estadão)

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