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Curiocidade

Hoje, 22 de abril, é dia de celebrarmos o descobrimento do Brasil. Pois quatro redes portuguesas comemoram o redescobrimento do país. A O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, que chegou aqui em 2006, já conta com 20 pontos de venda espalhados em nossa terra, a mesma quantidade que em Portugal. O motivo de o bolo ter cruzado o Atlântico foi o grande sucesso que ele faz com os brasileiros que visitam Lisboa. “O consumidor paulistano é muito mais exigente no atendimento, mas vira fã fiel quando gosta do produto”, afirma Carlos Braz Lopes, criador da marca. Em 2010, o controle da Melhor Bolo no Brasil foi comprada pelo grupo CPQ Brasil, que administra também a Casa do Pão de Queijo.

A crise econômica na Europa trouxe para cá a rede de hamburguerias H3. “Além de falarmos a mesma língua, contou também o gosto do brasileiro por carne”, afirma José Maria Vilar Gomes, sócio da H3, que abriu 12 lojas no Brasil (nove delas em São Paulo). O cardápio passou por algumas adaptações. Entraram os pratos Mediterrâneo, Milano e Catupiry. “Entendemos que, em São Paulo, a cultura italiana é muito presente”, avalia Gomes. Hoje, as inovações brasileiras já foram apresentadas nas casas de Portugal. A H3 tem mirado no público de executivos. “Nossas melhores lojas são aquelas em pontos com muita concentração de escritórios, como Morumbi e Vila Olímpia”, explica. “É um público que gosta de novas tendências”.


Vasco de Oliveira, um dos donos da My Sandwich (foto Epitácio Pessoa/Estadão)

Ao desembarcar aqui, a Companhia das Sandes mudou o nome para My Sandwich. A rede é uma espécie de Subway lusitana. Monta sanduíches e wraps com ingredientes variados. Peito de peru, queijo branco, pasta de berinjela, cachorro-quente com batata palha e pão ciabatta foram incluídos nas opções de ingredientes. “Vamos abrir de 20 a 30 novas franquias por ano”, prevê Vasco Oliveira, um dos donos da rede. Das cinco lojas que a My Sandwich tem no Brasil, três estão na capital paulista.

Também com vontade de expandir está a casa de chá e restaurante  Bistrô Ô-Chá, da portuguesa Monica Costa. Casada com um paulistano, ela trouxe o estabelecimento para a Vila Madalena – a matriz em Lisboa está sob os cuidados da mãe.”Embora o Brasil seja o país do café, há um grande público também para o chá”, diz Monica.

O Blog do Curiocidade apurou os valores médios que os clientes gastam nessas redes aqui e em Portugal. Confira abaixo alguns deles:

Bule de Chá para duas pessoas na Ô-Chá – Brasil R$7 e Portugal 3 euros (R$8)

Fatia de bolo em O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo – Brasil R$11,40 e Portugal 3,95 euros (R$10,15)

Hambúrguer no prato e mais dois acompanhamentos na H3 –  Brasil R$22 e Portugal 8 euros (R$20,60)

Lanche de patê de atum ou frango na My Sandwich – Brasil R$9,90 e Portugal 3 euros (R$8)

(Com colaboração de Juliana Tamdjian)

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Os 180 metros da Rua Bianchi Bertoldi, em Pinheiros, tem oito restaurantes, três cafés, duas lanchonetes e uma loja de conveniência – os únicos patinhos feios são uma loja de roupas femininas e uma oficina  de cromação. É a maior concentração do gênero na cidade.  Os estabelecimentos dividem o espaço com dois edifícios comerciais e outros três prédios residenciais, sendo que dois deles alugam áreas para restaurantes. “Essa rua é impressionante”, diz a contadora Ingrid Lemos, que trabalha há 4 anos na região e sempre almoça na Bianchi Bertoldi. “Quando fecha um, abre outro logo na sequência”.

A rua de um único quarteirão fica próxima à Avenida Brigadeiro Faria Lima. O forte é mesmo o almoço. Tanto que, dos catorze estabelecimentos, onze  não funcionam à noite. A única casa que ainda resiste à invasão gastronômica é a do aposentado Romeu Camargo, de 90 anos. Ainda assim Romeu empresta o espaço de sua garagem para o descarregamento de mercadorias do café vizinho. “Ele já recebeu ofertas, mas não quer vender”, avisa Emilia Alves, empregada da casa.

Confira o roteiro com restaurantes:

Nova Pinheiros  - Entrada pelo número 1359 da Rua dos Pinheiros), 3037-7371, seg. a sáb., 6h/23h30 – É um ponto bastante disputado nos finais de tarde das sextas-feiras, quando o pessoal dos escritórios da Faria Lima se encontram ali para o happy-hour. Às quartas, a feijoada para duas pessoas sai por R$18.

Castelo de Viana  - Entrada pelo número 1387 da Rua dos Pinheiros), 3814-5545 e 3811-9464, todos os dias, 6h/1h  - A lanchonete e pizzaria possui bufê de almoço com oito pratos quentes e dez frios. O preço do quilo é R$30,90. À noite, pizzas e cervejas são o atrativo da casa. A redonda de mussarela custa R$22.

Cilene Doces  – Número 19 , 3811-9445, seg. a sex., 7h30/19h – A única loja de conveniência da rua tem grandes filas no caixa entre o meio-dia e às 15h. Frequentadores da rua querem garantir chocolates, chicletes e biscoitos para adoçar o resto do expediente.

Landi Café e  Restaurante  – Número 33, 3895-3693, seg. a sex. 11h30/15h – O preço do quilo é R$49,90, mas os comilões preferem o bufê à vontade por R$10,90. Entre os vinte pratos frios e os sete quentes, o bacalhau à portuguesa servido às terças-feiras faz sucesso.

Jardino’s Restaurante - Número 54, 3816-4932, seg. a sex., 11h/15h – Mesmo com espaço para 200 pessoas, o Jardino’s chega a ter fila na porta na hora do almoço. O preço do quilo é de R$35, 90.

Vila São José - Número 68, 3031-8982, seg/sex 8h/18h-  O bufê possui quinze pratos quentes e dez frios (R$49,90, o quilo). Enquanto a maioria das casas fecha por volta das 15h, a Vila São José oferece um almoço com horário estendido. O salão tem capacidade para 20o pessoas.

Heros - Número 74, 3816-8194, seg. a sex., 11h/15h30 – A opção de carnes grelhadas já incluída no preço do quilo é um atrativo e tanto. Tem capacidade para 98 pessoas e o quilo custa R$29,90.

Pôr do Sol- Número 104, 3031-8884, seg. a sex., 11h/15h – Está há 18 anos na Bianchi Bertoldi. Tem capacidade para 56 pessoas e o quilo, que custa R$23,90, dá direito a sobremesa. Também há a opção de se servir à vontade pelo preço de R$15,90, com um copo de suco incluso.

Raspatacho -  Número 109, 3596-2600, seg. a sex., 11h15/16h Com um esquema diferente, o restaurante consegue se manter cheio por mais tempo. A ideia é simples: saindo antes das 12h30 ou chegando depois das 13h45, o preço dos pratos diminui. O filé ao molho madeira com arroz e legumes, por exemplo, cai de R$25,20 para R$18,90. Existe apenas a opção à la carte e o bufê de saladas e sobremesas já está incluído no valor do prato.

Capisce? - Número 118, 3031-9064 e 3297-6779, seg. a sex., 11h30/15h – O restaurante tem um esquema parecido com o de praças de alimentação. O cliente entra, pede, paga e espera no balcão sua refeição chegar. A média dos preços dos pratos – todos individuais-  é de R$22,90.  O tortelone recheado com pepperoni e mussarela é o mais pedido e custa R$19,90.

Vie Verti - Número 128, 3812-4331, seg. a sex., 11h/15h – O restaurante e café oferece almoço à la carte com bufê de saladas e sobremesa inclusos por R$19,80. Cobra os 10% de serviço.  Os sucos e pratos naturais, como o hambúrguer de soja, são o diferencial.

Sofá Café - Número 130, 3034-5830, seg. a sex., 9h/18h30, e sáb., 10h/14h – Com capacidade para 70 pessoas e ambiente com sofás e poltronas, o café oferece menu de almoço à la carte por R$23. É possível montar o prato com carne, salada e acompanhamento.

Gi Restaurantes - Número 147, 3812-5777, almoço todos os dias, 12h/18h, e jantar, ter. a sáb., 18h/23h30 – Com pratos para duas pessoas ou mais a casa funciona apenas à la carte e possui opções de saladas, risotos, massas e carnes. O prato mais pedido é o bife à parmegiana ( R$62 para até quatro pessoas).

Café Grão Expresso – (Entrada pelo número 214 da Rua Henrique Monteiro) , 3031-6508, seg. a sex., 7h/19h – Apesar de ser um café, o espaço serve almoço à la carte com pratos individuais. O filé à parmegiana sai por R$21.

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Epitácio Pessoa/Estadão)

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Rosas, orquídeas, violetas… Pode pedir, e sua festa terá todas elas. Não, não é uma empresa de arranjos florais. É que os bolos da The King Cake são decorados com flores confeitadas tão detalhadas que parecem reais.

Tanto perfeccionismo vem de Nelson Pantano, criador da marca. Ele descobriu o amor pela confeitaria aos 11 anos. “Fazia cursos, mas não tinha objetivos profissionais na área”, conta. Pantano chegou a terminar uma graduação em Publicidade e Propaganda, mas não seguiu a carreira. Ao fim do curso, decidiu investir nas habilidades de confeiteiro. “Ao longo da história, sempre fizeram flores de açúcar na confeitaria”, afirma. Mas as flores que tradicionalmente decoram bolos são rudimentares, de acordo com o especialista. A técnica utilizada por ele surgiu na Inglaterra na década de 1970. As flores são feitas de uma massa totalmente comestível, composta por gelatina, gordura vegetal, clara de ovo e açúcar. Esculpi-las é muito trabalhoso. “Geralmente, temos que elaborar várias flores diferentes para cada bolo”, diz. “Às vezes, dá mais trabalho criar as flores do que fazer o resto da encomenda.”

Até hoje, Pantano já desenvolveu cópias em açúcar de 170 tipos de flores. De todas, sua favorita é a peônia, que é pouco comum no Brasil. Se o cliente pedir alguma espécie ainda não feita, ele desenvolve uma réplica. As combinações de flores montadas sobre os bolos da The King Cake são inspiradas em livros de floristas, mas não dá para imitar todos os arranjos. “Flores de açúcar são muito delicadas”, afirma o confeiteiro. “Se as juntarmos de maneira inadequada, as pétalas podem quebrar.” De longe, a mais pedida é a rosa – de acordo com Pantano, dificilmente um arranjo não exige a popular flor.

“Tem gente que pensa que a flor é real e só acredita que ela é de açúcar após morder uma pétala”, diz Pantano. Mesmo assim, o confeiteiro não recomenda o consumo das plantas de mentirinha, já que elas não têm um sabor tão marcante. “São apenas doces, por isto é bem melhor comer o bolo.”

Serviço:
2894-4078

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de divulgação)

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Ainda faltava ser inventado um ovo de Páscoa recheado… de quindim. Pois agora ele chegou pelas mãos da Bendito Quindim, doceria do Tatuapé. A loja, que existe desde 2011, é especializada no doce de coco e ovos. Pela primeira vez, resolveu investir na Páscoa. “É um teste para os próximos anos”, avisa a proprietária Cátia Farias, 47 anos. A ideia foi rechear os ovos de chocolate com o carro-chefe da casa. Tanto o chocolate quanto o quindim tiveram que ser adaptados. “Não poderíamos colocar um ovo de chocolate 100% ao leite porque ficaria doce demais”, explica. “A solução foi misturar com um pouco de chocolate amargo para equilibrar. No quindim, tivemos que mudar a quantidade de gemas na receita, para ficar no ponto certo de um ovo recheado”. Este ano, há apenas um sabor de recheio à venda – o tradicional – em três tamanhos: 480g (R$59), 150g (R$22,50) e 70g (R$8,60).

A proposta de criar recheios inusitados também foi seguida por Roberta Zogbi, de 23 anos, da Petite Fleur Parisserie. O estabelecimento produz docinhos em Pinheiros. O ovo de chocolate branco recheado com romeu e julieta (queijo e goiabada) foi baseado em um desses docinhos. O queijo aqui, na verdade, é um creme doce de cream cheese. “Foi o primeiro ano que fiz ovos e esse foi justamente o que mais vendeu”, diz Roberta. “Fiquei muito surpresa”. A meia casca de 450g sai por R$75.

Além do cream cheese, o brie é outro queijo que aparece nos ovos exóticos do ano. A Galeria Chocolate, em Moema, lançou o modelo Gabriela, com casca recheada de ganache de queijo brie e laranja cristalizada. Dar nomes de mulheres aos doces é uma tradição que começou com o antigo chef da doceria há 5 anos e foi adaptada pelo atual, Daniel Goldberg, de 24 anos.  “É um doce que fazemos para eventos e esse ano resolvemos adaptar para os ovos”, conta. O preço do ovo de 450g é R$75.

Serviço:
Bendito Quindim: Rua Demétrio Ribeiro, 605 , Tatuapé, 3805-8430, ter. a dom., 13h/19h
Petite Fleur Parisserie: Rua Cardeal Arcoverde, 1607, Pinheiros, 3805-3351, seg. a sex.. 8h/17 e sáb. 8h/12h.
Galeria Chocolate: Rua Gaivota, 779 , Moema, 5051-1302; ter. a sáb. 10h/20h e dom. 10h/18h.

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e fotos Divulgação)
 

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Ninguém se assusta com doces feitos de cenoura, abóbora, milho ou batata doce, certo? Mas procure falar em abobrinha, pepino, berinjela… Legumes estão entrando para os cardápios de restaurantes e sorveterias.  “Não sei quem foi que falou que esses legumes só servem para pratos salgados”, brada o chef André Mifano, dono do restaurante italiano Vito. O seu bolo de abobrinha (R$19) está no menu desde que a casa foi inaugurada em 2008. “A abobrinha causa um efeito interessante na massa, que é adicionar umidade”, explica. “Como ela tem muita água, o bolo fica bem mais alto e mais bonito”. A receita é italiana.


Bolo de abobrinha do Vito (Foto: Nilton Fukuda/Estadão)

Também da Itália veio a inspiração para o recém-inaugurado Mimo. A sobremesa “Consommé de Pêssego” mistura pepino, cenoura e azeite com morango, banana, pêssego, sorvete de maçã verde e manjericão (R$16).  O chef Volney Ferreira morou na Itália por 10 anos e retornou ao Brasil no ano passado. “Achava que o brasileiro só gostasse de doces bem doces e quase não a coloquei no cardápio”, admite.

A sorveteria carioca Mil Frutas, com duas unidades em São Paulo, oferece até junho os chamados sabores “especiais da temporada”. São três sabores que entram nessa lista: Celeiro (cenoura, maçã, limão e gengibre) , Suco Verde (couve, aipo, maçã, gengibre e pepino) e Pepino com hortelã (uma bola, R$ 10). “Como nosso lema é ‘sorvete saudável’, nós gostamos de misturar frutas e legumes”, explica Renata Saboya, uma das sócias.

No caso da chef Helena Rizzo, dona do Maní, a inspiração para a sobremesa mais radical de todas – “Da Lama Ao Caos”, que leva doce de berinjela defumada – veio da música homônima da banda Nação Zumbi, lançada em 1994. “Comecei tudo a partir da berinjela e os outros ingredientes vieram com o tempo”, conta. “A sobremesa tem o visual e, principalmente, o cheiro do mangue”. Os garçons do Maní explicam aos clientes que perguntam sobre o doce que se trata de uma “sobremesa difícil”.


A sobremesa do Maní foi inspirada em música da banda Nação Zumbi (Foto: Divulgação)

Confira o roteiro das novas sobremesas com legumes de São Paulo:

Vito:
O Bolo de Abobrinha é servido com mascarpone, azeite de oliva e limão siciliano (R$19) - Rua Isabel de Castela, 529, Pinheiros, 3032-1469.

Mil Frutas: Os sabores Celeiro, Suco Verde e Pepino com hortelã ficam fixos até junho (uma bola, R$10) – Shopping Cidade Jardim, Avenida Magalhães de Castro, 12100,  Jardim Panorama, 3552-5900; e Shopping Iguatemi, Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232 , Jardins, 3034-5879.

Maní: A sobremesa “Da Lama Ao Caos” leva doce de berinjela defumada, coalhada de leite de cabra, lima da Pérsia, gelatina de flor de laranjeira, pistaches caramelados, crocante de massa Kinef e sorvete de gergelim preto (R$22) – Rua Joaquim Antunes, 210, Pinheiros, 3085-4148.

Mimo: O Consommé de Pêssego utiliza pão de ló com azeite de oliva, sorvete de maçã verde com manjericão e legumes e frutas picados (R$16) - Rua Caconde, 118 , Jardim Paulista, 3052-2517.

(Com colaboração de Juliana Tamdjian)

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É como se você comesse um sanduíche, mas com o queijo todo do lado de fora. A lanchonete Pibus Hamburguer, no Itaim-Bibi, lançou no último dia 10 uma novidade chamada de “Trembão”. Trata-se de quatro sanduíches que são servidos dentro de um pão de queijo grande. A ideia foi de José Eduardo Ferrari, proprietário da casa. Enquanto saboreava uma fornada de pães de queijo no café da manhã, ele teve o estalo de fazer pães maiores para seus lanches. Ele precisou de 45 dias para encontrar um fornecedor, colocar um forno dentro da cozinha e anunciar o lançamento pelas redes sociais. O fornecedor é a empresa mineira Formaggio Mineiro. “Em poucos dias, começamos a receber pessoas que nunca vindo à lanchonete só para experimentar o TremBão”, comemora Ferrari. Cada sanduíche levou o nome de uma cidade mineira:

Tiradentes:  hambúrguer artesanal, maionese caseira e queijo prato

Del-Rei: filé Mignon em tiras, queijo prato e catupiry

Mariana: filé de frango em cubos, cogumelos, gorgonzola cremosa e queijo prato

Ouro Preto: omelete, queijo prato derretido, maionese caseira e presunto grelhado em tiras

Como o pão é livre de glúten, o lanche foi certificado pela Associação dos Celíacos do Brasil como próprio para aqueles que não podem ingerir a proteína. O valor do TremBão varia entre R$13,90 e R$19,90.

O TremBão com o recheio Tiradentes

Bão, só não dá para dizer que é uma ideia 100% original. O restaurante Tangerine Cozinha Original, na Vila Romana, serve a porção de hamburguinhos no pão de queijo com cheddar e cebola roxa (R$22) desde 2011. Priscila Moretto, proprietária e chef do estabelecimento, teve a ideia numa noite de sono. “Sonhei que comia pão de queijo com carne dentro e então fiz a experiência”, relata. Apesar disso, ela afirma que não se sente incomodada com a coincidência : “É algo tão óbvio e que, ao mesmo tempo, ninguém tinha pensado”.  Como o estabelecimento funciona apenas mediante reservas e não há um menu fixo, é melhor conferir antes se haverá essa opção no cardápio.

No mês que vem, um outro sanduíche clássico da cidade ganha uma releitura. Para o lançamento da nova filial do Arais do Carlinhos, agora na Vila Olímpia, Fernando Yaroussalian, um dos sócios, conta que criou o Arais Burguer. “É a mesma cafta moída que vai no recheio do arais, só que dessa vez em forma de hambúrguer”, explica.  Serão quatro opções de recheios: apenas o hambúrguer (R$15); coalhada seca com tomate; queijo com salada; ou somente queijo (R$17,30). “Quando percebemos que diversas lanchonetes estavam desenvolvendo seus próprios hambúrgueres próprios, resolvemos fazer o mesmo”, explica Fernando.  O Arais Burguer será servido também nas outras duas unidades do restaurante da família Yaroussalian, no Bom Retiro e no Pari. A futura casa será inaugurada na primeira semana de abril e  futuramente irá funcionar no período noturno, ao contrário das outras duas que ficam abertas apenas para o almoço.

Serviço:

Pibus Hamburguer – Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 819, Itaim-Bibi, 3845-4627

Tangerine Cozinha Original – Praça Jesuíno Bandeira, 97, Vila Romana, 7765-4073 (só     atende com reserva)

Arais do Carlinhos Vila Olímpia (a partir da primeira semana de abril) – Rua Cardoso de Melo, 1671, Vila Olímpia, cobertura

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e fotos Divulgação)

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Tradicional na região dos Andes, especialmente na culinária peruana, a lúcuma é a fruta da moda. A fruta de casca verde e polpa amarelada já está presente no cardápio de sobremesas de alguns restaurantes. Esporadicamente também é oferecido nas sorveterias Freddo e Vipiteno. Para o chef Alexandre Godoy, do La Mar, não existe nenhuma fruta brasileira que possa ser comparada tanto em gosto quanto em textura. “No Peru, o sorvete de lúcuma é tão comum quanto o de chocolate”, diz ele. “Ela é usada como base de diversos doces”. O restaurante possui a “degustação de lúcuma” (R$ 23), com três mini sobremesas: chocolúcuma (genoise de chocolate, mousse de chocolate e creme de lúcuma), sagú de lúcuma e sorvete de lúcuma. O restaurante chegou a ter em seu cardápio purê de lúcuma, mas esse acompanhamento não é mais servido.  O restaurante chileno El Guatón, em Pinheiros, tem em seu cardápio a sobremesa Torta de Lúcuma (R$13).

Para o chefe Kenji Shiroma, do restaurante Killa Novoandino, o fato da fruta ser importada dificulta a “continuidade dos pratos”. “Como a importação para o Brasil não é muito forte, não há garantias de que o restaurante possa ter essa fruta sempre à disposição”, justifica a ausência da fruta no cardápio da casa. De fato, na quinta-feira passada, o Blog do Curiocidade visitou o Mercado Central da Cantareira e não encontrou lúcuma em nenhum boxe. Apesar dessa dificuldade, a sanduícheria peruana La Sanguchería, inaugurada recentemente em Perdizes, não quer perder a onda e promete colocar a lúcuma em seu cardápio em breve. Veja o roteiro da fruta da moda em São Paulo:

Sorveteria Freddo - Tem sorvete de lúcuma granizada (com pedaços de chocolate). Sabor me fez lembrar um pouco o de sorvete de nozes. R. Normandia, 22, Moema, e mais oito endereços. www.freddobrasil.com

La Mar - O restaurante possui a “degustação de lúcuma” (R$ 23), com três mini sobremesas: Chocolucuma (genoise de chocolate, mousse de chocolate e creme de lúcuma), sagú de lúcuma e sorvete de lúcuma. R. Tabapuã, 1410, Itaim Bibi, 3073-1213.

El Guatón - O restaurante chileno tem em seu cardápio a sobremesa torta de lúcuma (R$13). R. Artur de Azevedo, 906, Pinheiros, São Paulo, 3085-9466

Sorveteria Vipiteno- Possui o sabor lúcuma mas não é sempre que ele é servido. Melhor conferir antes. Rua Manuel Guedes, 85, Itaim Bibi, 3476-1881.

Doce Arte - O bolo de lúcuma é uma das especialidades da doceria. O quilo custa R$78. Rua Adolfo Tabacow, 202, Itaim Bibi, 3168-8592

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto de Felipe Rau/Estadão)

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No próximo domingo, uma nuvem de gafanhotos irá pousar na Feirinha Gastronômica da Vila Madalena. Os chapolines são pequenos gafanhotos fritos, quitute tradicional no México. Eles serão o acompanhamento do cachorro-quente servido pela chef Priscila Moretto, 34 anos, dona do restaurante Tangerine Cozinha Original, que fica na Vila Romana. Os insetos vieram na mala de uma recente viagem a Oaxaca, a 462 km da Cidade do México. Priscila trouxe grandes porções de gafanhotos em dois tamanhos (pequenos e grandes). “Lá, eles são aperitivos muito comuns, juntamente com algumas espécies de formigas e os ‘guzanos’, larvas que aparecem na agave, planta da tequila”, explica.“Eu os servi os chapolines uma vez no restaurante e poucas pessoas tiveram a coragem de comer”.

O cachorro-quente de Priscila terá queijo cheddar cremoso, guacamole, salsa picante, nachos e salsicha. Os gafanhotos fritos são opcionais. O restaurante Tangerine abre aos finais de semana (nos demais dias, Priscila trabalha como produtora de TV) e apenas mediante reservas. No dia de Feirinha Gastronômica não é preciso reservar nada. O sanduíche custa R$10 ou R$15 com os chapolines. Para uma das organizadoras da feirinha, Daniela Narciso, 41 anos, a presença de comidinhas exóticas serve para quebrar preconceitos. “O gafanhoto nada mais é do que um camarão do ar”, compara. “Será o charme do hot dog”.

Serviço:

Feirinha Gastronômica, Rua Girassol, 309, Vila Madalena, domingo, das 12h às 19h.

Restaurante Tangerine Cozinha Original – Praça Jesuíno Bandeira, 97, Vila Romana, 7765-4073 (só mediante reserva)

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Clayton de Souza/Estadão)

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Vai demorar quanto tempo para entregar? Na lanchonete e pizzaria Franciscano’s, na Conselheiro Carrão, o cliente não precisa fazer essa pergunta. A casa implantou o serviço de delivery agendado. “Tinha gente que pedia com um dia de antecedência, pois iria receber amigos em casa e não queria saber de atrasos”, conta Antônio Carlos Ferri, 62 anos, dono da Franciscano’s. “Gostei da ideia e oficializamos o serviço”. A dificuldade é calcular o tempo entre começar a fazer as pizzas e entregar exatamente no horário combinado. “É uma operação complicada e a prática foi nos ajudando a não bobearmos”, diz Ferri, que comanda o negócio junto com o filho, Anderson.

A Franciscano’s entrega pizzas, lanches, pizzas fritas e sanduíches nas regiões do Tatuapé, Vila Carrão, Vila Formosa e Jardim Anália Franco. Os agendamentos podem começar a ser feitos a partir das 16h. “A maior parte dos clientes ainda é adepta do esquema ‘deu fome pediu’. Esses têm que esperar”


Antônio Carlos Ferri e seu filho Anderson: pizzas com hora marcada ( Foto Tiago Queiroz/Estadão)

A repórter Juliana Tamdjian testou o serviço da Franciscano’s na noite de sábado passado. A pizza, agendada para um horário de pico, chegou pontualmente às 20h30. Confira outras duas opções de delivery que podem ser agendados pela internet:

O site Restauranteweb localiza os restaurantes próximos à casa do cliente pelo número do CEP. O formulário para o pedido é simples e deixa claro a possibilidade de agendamento. Cobra-se uma taxa adicional dependendo do local de entrega. Não há complicações na hora do cadastro, mas é preciso prestar a atenção no número de telefone (o sistema não aceita o 9 adicional dos celulares).  O pedido foi agendado às 10h30 e entregue às 21h do dia 24 de fevereiro, um domingo, sem problemas. Uma hora antes do previsto, um e-mail é enviado ao cliente confirmando o pedido. A mensagem avisa que, se os itens não estiverem corretos, o consumidor deve entrar em contato com o restaurante. A refeição chegou bem embalada, protegida, e na temperatura certa.

No iFod, os restaurantes também são encontrados pelo CEP. Na região de Perdizes, o site apresentou quase 100 opções a mais que o Restauranteweb. O cadastramento é simples. Também cobra taxa de entrega. A possibilidade de agendamento, no entanto, não fica muito visível e clara na interface do site. O pedido foi feito às 11h e entregue pontualmente às 14h da quarta-feira, 27 de fevereiro. Foram pedidos sanduíches, que chegaram na temperatura perfeita. No dia seguinte, o site enviou um e-mail perguntando se houve alguma complicação.  O iFood possui também um aplicativo para smartphones.

Serviço:
Pizzaria Franciscano’s – Avenida Conselheiro Carrão,  3273 
2091-8001/ 2093-9455/ 2097-7203 – Serviço de delivery agendado disponível a partir das 16 horas nos três telefones

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Era 1992 e o Templo Zu Lai, em Cotia, tinha acabado de ser inaugurado. A chinesa Reverenda Jue Cheng, conhecida como “Mestra Sinceridade”, resolveu fazer uma velha receita de pão para servir aos visitantes. O quitute ficou conhecido como “Pão da Monja”. A Mestra Sinceridade não mora mais lá. Ela vive na Malásia há seis anos. Mas o sucesso do pão foi tão grande entre discípulos e frequentadores que hoje ele é mais produzido pelos monges do templo, e sim por funcionários, para acelerar a produção.


Embora a massa continue fiel àquela feita pelas mãos da monja, o pão ganhou diversos recheios e coberturas. Há pães com goiaba, banana, maçã com canela e ricota. A massa também pode ser misturada com cenoura, granola, semente de girassol e linhaça. O pequeno custa R$4 e o grande, R$6.  Eles são vendidos em uma lanchonete ao lado do templo. Muitos moradores da região param o carro na Estrada Fernando Nobre para comprar os pães de manhã ou no começo da tarde, horários das fornadas.

O Templo Zu Lai é o primeiro do Monastério Fo Guang Shan (Montanha da Luz de Buda) na América Latina e é o maior templo da América do Sul. Suas raízes estão no budismo Maaiana, que enfatiza que o budismo está ao alcance de todos, e lá são seguidos os preceitos do Budismo Humanista.

Serviço:
Templo Zu Lai – Estrada Municipal Fernando Nobre, 1461, Cotia-SP
Terças/sextas-12h/17h
4612-2895

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Felipe Rau/Estadão)

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