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Curiocidade

Com a chegada do frio, a ONG Adote um Gatinho organizou a quarta edição de uma Campanha do Agasalho dedicada somente a cães e gatos. Com postos de arrecadação em clínicas veterinárias e pet shops, a campanha pretende aquecer os animais abandonados de São Paulo.

São aceitos, até o dia 11 de agosto, roupas, caminhas, mantas e tapetes usados. O objetivo é superar em 30% a arrecadação do ano passado, quando 2.329 itens foram distribuídos a cerca de 1.500 animais.

Mas os bichos de estimação precisam mesmo de roupas de frio? De acordo com o médico veterinário Paulo César Conelian, o que pode prejudicar a saúde dos animais é a mudança brusca de temperatura. “O choque térmico pode causar problemas respiratórios ou resfriados”, afirma. Para ele, no entanto, o uso de roupinhas é questão de costume. “Em países frios, os cachorros se habituam à temperatura mais facilmente do que os humanos”.

Mesmo assim, Conelian é totalmente favorável à campanha. “Com o frio que está fazendo, tudo é válido para proteger os animais”, diz Conelian. Mesmo gatos, que são mais resistente ao uso das roupinhas, podem se aquecer com mantas ou camas para pets.

Para consultar os postos de arrecadação de roupinhas e outros acessórios para pet, consulte o site da Adote um Gatinho.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Um sabiá-laranjeira sem ninho é a maior preocupação do estudioso Johan Dalgas Frisch no momento. A ave é feita de bronze e tem 60 centímetros– mais do que o dobro dos outros membros da espécie Turdus rufiventris. O pássaro em questão é uma estátua de sabiá-laranjeira que foi feita em 1967 e até hoje não tem moradia definitiva.

Engenheiro por formação, Johan Dalgas Frisch dedicou sua vida à ornitologia. Produziu 18 álbuns apenas com gravações de cantos de aves sulamericanas. Uma de suas lutas foi pela criação do Dia Nacional da Ave, comemorado em 5 de outubro, desde 1966. Na ocasião, o governador Laudo Natel instituiu o sabiá-laranjeira como ave-símbolo do Estado de São Paulo. Mais tarde, em 2002, Fernando Henrique Cardoso a transformou no pássaro nacional do Brasil.

Sabiá-laranjeira (Foto: José Luis da Conceição/AE)

Para comemorar a festividade, em 1967 a Prefeitura de São Paulo encomendou uma estátua em bronze do sábia-laranjeira. Foi a médica veterinária francesa Claudie Dunin quem a executou. “Colocaram a estátua no meio da Praça da República, onde pensaram que não haveria roubos”, conta Dalgas Frisch. Mesmo assim, a figura foi levada no começo dos anos 1980.

A estátua do passarinho ficou desaparecida por 16 anos, até que a própria escultora viu seu sabiá à venda em um antiquário na Alameda Ministro Rocha Azevedo. A francesa foi se queixar na delegacia. “Depois de questionarem escultora, vendedor de antiquário e sabe-se lá mais quem, os policiais levaram presa a estátua inocente”, conta Dalgas. Apreendida pela polícia, a estátua foi para o Fórum Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda.

Somente em janeiro de 2001 a Prefeitura conseguiu reaver a estátua, que voltou à Praça da República. Em setembro daquele ano, moradores de rua levaram embora o sabiá, que logo foi encontrado pela polícia. A mesma coisa aconteceu em 2007, até que desistiram de deixar o passarinho em um local tão vulnerável.

 

Hoje, a ave-símbolo da Nação encontra-se guardado no Departamento do Patrimônio Histórico da Prefeitura, na Avenida São João. A foto acima foi tirada pelo próprio Dalgas, que quer encontrar uma moradia definitiva para ela. “Pensei em pedir que colocassem o sabiá-laranjeira no Parque Alfredo Volpi, no Morumbi, mas o local não está com uma boa vigilância”, diz o ornitólogo. Por fim, Dalgas decidiu que o ninho ideal para a estátua seria o Palácio dos Bandeirantes, “onde o sabiá se tornou símbolo de São Paulo”.

Dalgas conta que já conversou com o prefeito Gilberto Kassab a respeito do assunto. “Ele aceitou, mas precisamos esperar a resposta do governador Geraldo Alckmin”, afirma. Se tudo der certo, a estátua será restaurada – é preciso limpá-la e reconstruir os pés, que foram arrancados em uma das tentativas de roubo – e colocada nos jardins do palácio. O ornitólogo pretende instalar um sistema eletrônico que emitirá o som do sabiá-laranjeira quando uma pessoa chegar a menos de 8 metros do pedestal em que este se encontra. “O Brasil já é o primeiro país do mundo a ter estátua de sua ave-símbolo”, diz. “Seremos pioneiros também em mostrar seu canto em um ponto turístico”.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Dizer que os bichinhos de estimação se tornaram parte da família não é nenhum exagero – tanto que agora eles podem ter o sobrenome da família registrado em cartório.  Lançado em julho deste ano, o serviço Seu Pet com Sobrenome já emitiu 5 mil certidões de nascimento, batismo, casamento e até testamento de animais, de acordo com as contas do diretor comercial Jefferson Ramirez. “As pessoas retiram documentos em cartórios de Registro Civil, enquanto os papéis dedicados a animais são certificados por cartórios de Títulos e Documentos”.

O negócio está indo tão bem que Ramirez já começou a cadastrar possíveis franqueados. “Em um mês, fechamos negócio com 60 interessados”. A certidão de nascimento custa 98 reais, enquanto as de batismo, casamento e óbito saem por 68 reais. Só no caso do testamento, é preciso negociar o preço. “O testamento celebra um acordo entre o dono e o futuro tutor do animal”, diz Ramirez. “O dono deixa bens após sua morte com a condição de que o tutor cuide do bichinho de estimação”.

Todas as opções vêm com o documento oficial do cartório, acompanhado por uma versão em papel colorido que pode ser emoldurada e uma carteira de couro sintético com uma cópia reduzida. Não são apenas donos de cães e gatos que estão procurando o serviço. “Temos emitido certidões de bois e cavalos em grande quantidade”, afirma Ramirez. “Mas sempre aparece alguém para colocar o sobrenome nos mais variados animais. Os mais incomuns foram uma tartaruga e quatro porquinhos-da-índia”.

Serviço

Rua José Bonifácio, 278, 1º andar, Centro, 3103-0813

 

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Tem gente que não gosta de deixar o animal de estimação em hoteizinhos. Não tem problema:  a médica veterinária Vanessa Requejo, da Cãominhando, criou o serviço de “pet sitter” (babá de animais de estimação). Enquanto os donos viajam, um veterinário faz visitas diárias à casa da família para alimentar, trocar a água e  passear com o cachorro. Caso seja necessário, o profissional também pode medicar o animal. O serviço é cobrado por hora de visita (R$ 60).

Segundo a doutora Vanessa, a procura maior é  para gatos ou para cães que ainda não tomaram todas as vacinas ou que não foram castrados e que, por causa disso, não podem ficar em hotéis. Há também clientes que pedem cuidados com aves, peixes, tartarugas e coelhos. Antes de aceitar o serviço, a médica veterinária faz uma visita para checar se o animal aceita a presença de estranhos. Isso evita casos como o de um rottweiler que quase machucou Vanessa. “Ele ficava muito bravo quando eu entrava”, conta. “Até que descobri que ele tinha medo de água. Então, deixava a mangueira ligada enquanto fazia a limpeza do quintal e trocava a comida”. Vanessa tem, atualmente, 80 clientes fixos. Durante o período de contrato, os veterinários ficam com uma cópia da chave da residência. A família também pode deixar a chave na portaria do prédio ou com um vizinho.

A Cãominhando tem ainda uma creche para animais, que conta com sala de alimentação, espaço para exercícios, monitores para recreação, piscina e salas de descanso, higiene e brinquedos. Os donos têm a possibilidade de ver como está seu bichinho pela internet. O preço da estadia varia entre R$ 190 (1 vez por semana) e R$ 500 (5 vezes por semana). Para ficar na creche, os animais precisam passar por uma avaliação. “Tem que ser castrado, ter o atestado de vacina em dia e ser sociável”, avisa Vanessa, que também verifica se o animal não tem pulgas. Para garantir um lugar na creche, o cliente deve agendar a primeira avaliação por telefone.

Serviço:
2506-6487 e 5523-1070.

(Com colaboração de Karina Trevizan e fotos de Andre Lessa/AE)

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Apesar de não fazerem parte do elenco, duas cadelinhas têm chamado a atenção nas fotos de divulgação e do programa da peça A Escola do Escândalo, que está em cartaz no Teatro Raul Cortez. Pintadas de rosa e azul, as poodles Tati, de 8 anos, e Mel, de 6, foram alugadas especialmente para as fotos da peça – feitas para a temporada carioca do espetáculo e reutilizadas agora em São Paulo.

A ideia foi de Gringo Cardia, programador visual da produção. Quem providenciou as estrelas coloridas de quatro patas foi Flávia Schelder, proprietária da Produtora Pet Arte – Animais Atores. Ela disponibiliza animais para filmes, novelas, comerciais, programas de televisão e ensaios fotográficos. Mora em uma casa com 2.100 m² de terreno no bairro de Vargem Grande, no Rio de Janeiro, na companhia de 28 cachorros, 12 gatos, 40 ratos, uma arara canindé, uma jandaia, um coelho e uma égua. Lá também funciona um hotel para animais. O Blog do Curiocidade conversou com Flávia por telefone para saber como foi a preparação de Mel e Tati para o trabalho.

As cachorras já eram coloridas ou foram pintadas para a peça?
Foram pintadas especialmente para esse trabalho. A gente pode pintar qualquer animal branco com tintura especial para animais, mas não é tão simples. Em algumas pelagens, a cor pega muito bem. Em outras, nem tanto. Além disso, é difícil encontrar um poodle branco com pelo grande, com corte de madame no Rio de Janeiro, onde faz muito calor.

A tinta demora muito para sair?
Depois do segundo banho, já não tem mais nada.

Quanto tempo demorou o ensaio?
Foram duas,  três horas. A gente procura animais que curtam o trabalho. Eles têm que se divertir, não se estressar.

Foi a primeira vez que a Mel foi pintada de azul?
Não. Ela já apareceu com essa cor na série Batendo Ponto, da Globo. Também já fez um trabalho de rosa, no programa Zorra Total.

Ela é sua?
Sim, mora comigo. Ela foi encontrada na rua pelo vizinho de uma amiga, que me deu de presente. Mas a cachorra estava cheia de sarnas e infecções. Ela era muito agressiva por causa do trauma de ter sido maltratada. Demorei dois anos para recuperar a pelagem dela e mudar o temperamento. Hoje ela é muito meiga, carinhosa e brincalhona.

Como você encontrou a segunda cachorra para as fotos?
A Tati é de uma cliente de hospedagem. Quando a dona viaja, ela fica comigo. A Tati nunca tinha feito nenhum trabalho parecido, mas a dona aceitou quando fiz o convite. Ela ficou no colo da Maria Padilha o tempo todo, superquietinha. A Mel é mais agitada, deu trabalho.

Serviço:
A Escola do Escândalo – Teatro Raul Cortez. R. Doutor Plínio Barreto, 285 – Bela Vista. Sexta, às 21h30; sábado, às 21h; domingo, às 18h. Ingressos: R$ 80. Até 18 de setembro.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Márcia Ramalho/Divulgação)

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De vez em quando, todos nós sentimos vontade de comer pizza, sanduíches calóricos, doce e outras besteirinhas. Como os bichos de estimação estão cada vez mais parecidos com seus donos, alguns produtos especiais na linha “junk-food” foram lançados no mercado pet.

Refrigerante
O Col Dob, da marca Basa Alimentos, foi desenvolvido em 1985. Geraldo Luiz Colnago, engenheiro que ajudou a desenvolver a bebida, conta que ela está mais para energético do que para refrigerante. “Nem gás ela tem”, revela. “Quando os animais envelhecem, tendem a consumir menos líquido. Então a ideia é suplementar a ingestão de líquidos de cães e gatos”. O refrigerante tem sabor de carne, e tem Complexo B e as vitaminas A, D3, I, E. A lata com 490 ml sai por R$ 6,50.
Onde encontrar: Laicão (Rua Desembargador do Vale, 986, Vila Pompéia; 11 3673-2889).

 

Bombons
Chocolates para cachorro não são novidade, mas a marca paranaense Vip Dog faz bombons diferentes. Uma das opções é o bombom do tipo wafer, que pode ter recheio de chocolate ou de carne. O pacote com 40 gramas custa R$7. Há também os bombons de banana desidratada cobertas com chocolate. A embalagem com 50 gramas sai por R$ 5. Ah, os chocolates podem ser consumidos por humanos, sem problemas.
Onde encontrar: Cobasi (Avenida Giovanni Gronchi, 5411; Morumbi; 11 3831-8999,e mais 8 endereços na Cidade).

 

 Sorvete
Foi criado em março do ano passado pelas irmãs Juliana e Thais Mucher, ambas médicas veterinárias. A ideia surgiu quando as duas foram a uma sorveteria que permitia a entrada de animais. “Todo mundo pegava um pouco de sorvete para os cachorros, e nós sabemos que isso faz mal”, conta Thais. “Por isso, resolvemos lançar algo especial para os bichos”. As duas criaram a marca Ice Pet. Kaue, o yorkshire de Thais, é o “garoto”-propaganda e serviu de cobaia para testar os cinco sabores: creme, menta, morango, chocolate e… bacon! Thais já provou todos. “O de creme é gostosinho, mas o de bacon é horrível”, avalia. “Mas os cachorros gostam”. Cada potinho vem com 90g de sorvete. Para os cachorros menores, a recomendação é dividir em 3 ou 4 porções. A unidade custa, R$ 5,30.
Onde encontrar: Pet Center Marginal (Av. Presidente Castelo Branco, 1795; Pari; 11 2797-7400).

Molho 4 Queijos
Serve como uma espécie de tempero, para deixar a ração de todo dia mais apetitosa. Também há mais opções de sabores: carne com vegetais e galinha caipira. A garrafa com 250 ml custa R$ 10,29.
Onde encontrar: Pet Super Market. (Loja online: www.petsupermarket.com.br; (11) 3331-0123).

 

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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