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Curiocidade

Livros contendo registros de ocorrências da metade do século passado foram encontrados em uma delegacia da Polícia Civil no bairro do Ipiranga. Os volumes, que estão no 17º Distrito Policial Doutor Aldo Galiano, contemplam relatórios das condutas policiais das décadas de 1950 e 1960.

“É um acervo muito precioso”, conta o delegado Evandro Luiz de Melo, que assumiu o comando da unidade na última sexta-feira. “Os documentos mostram como era o cotidiano do bairro nessa época”. Os registros de ocorrência são manuscritos ou datilografados e organizados em livros.

Aldo Galiano, que dá nome à delegacia, foi o responsável pelo local entre 1956 e 1958. “Na época, a função do delegado era muito mais ampla do que hoje em dia”, diz Melo. “Os delegados eram responsáveis por resolver pequenos conflitos do bairro, coisas que hoje têm que passar por juízes”.

Entre os casos registrados pela Polícia Civil entre os anos de 1952 e 1962, estão brigas de vizinhos, reclamações sobre jovens fazendo batucadas em frente ao comércio e até uma acusação de estupro que acabou em pedido de casamento. “Houve a violação sexual e, quando acusado, o infrator se comprometeu a casar com a menor que tinha desvirginado”, relata Melo.

Representantes do Arquivo Público do Estado de São Paulo já foram até o 17º DP para verificar a consistência do acervo. Ainda não ficou definido se os documentos irão para a sede da Polícia Civil ou para uma biblioteca da Polícia Federal. Por enquanto, eles ficarão armazenados na delegacia do Ipiranga.

Serviço:
R. Doutor Luiz Lasagna, 534, 2061-2062.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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A exposição Let’s Rock, que fica em cartaz até o dia 27 de maio na Oca, tem um andar inteiro dedicado a fotos históricas do rock n’roll, com destaque para as do americano Bob Gruen. O artista já clicou bandas como Ramones e The Clash, além de ter fotografado John Lennon dois dias antes de sua morte. Na imagem, de 1980, o ídolo usa uma camiseta branca com a estampa “New York City” em preto.

Dois dias antes de morrer, Lennon foi fotografado com esta camiseta

Pois a réplica dessa camiseta está disponível para venda na loja que fica na saída da exposição. São réplicas de seis camisetas vestidas por astros do rock nas fotos para Gruen. Todas elas trazem na etiqueta a reprodução da imagem original. “As camisetas são licenciadas e foram trazidas a São Paulo pelo próprio Bob Gruen, que as vende também nos Estados Unidos”, conta Sandra Kempenich, sócia da It’s Only Rock ‘n’ Roll, loja da Vila Madalena que vende produtos para amantes do rock e que é responsável pelo espaço de vendas na Oca.

Fãs podem usar camiseta idêntica à de John Lennon

Fabricadas no Brasil por um braço da empresa Worn Free, as peças custam R$99. Além das duas estampas de Lennon nas fotos acima, há outros quatro modelos, como um usado por Joe Strummer, vocalista da banda The Clash.

Camiseta usada por Joe Strummer, vocalista do The Clash

Serviço:
Oca – Let’s Rock
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 3 do Parque do Ibirapuera
3629-1014
10h/22h (fecha 2ª)
Até 27/5

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Poderia até ser uma boa desculpa para as onicófagas. Mas, não!, as unhas de caviar – novidade que acaba de desembarcar em São Paulo – não são comestíveis. Elas nem são feitas com ovas de peixe de verdade. Levam esse nome por causa de sua aparência, que é semelhante à do alimento. A tendência começou na França e na Inglaterra. No nail bar Cosmopolish, em Pinheiros, é possível pintar as unhas no estilo.

Foi a marca britânica Ciaté a responsável por disseminar a moda das unhas caviar. Ela lançou bolinhas que podiam ser aplicadas sobre o esmalte, gerando um efeito tridimensional. A manicure Jack Cardoso, uma das proprietárias do Cosmopolish, adaptou a tecnologia para as mãos brasileiras. No salão, ela usa bolinhas coloridas compradas em lojas especializadas em nail art.

Para fazer as unhas caviar, é preciso passar nas unhas uma camada de esmalte comum. Depois, com a pintura ainda úmida, são aplicadas com cuidado as bolinhas. O momento crucial é o de ajeitar as esferas sobre as unhas. “É aí que está o segredo das unhas caviar”, garante Jack. Por cima de tudo, vai um top coat – esmalte para garantir uma cobertura resistente.

Jack diz que as bolinhas não saem facilmente das unhas. “Nas minhas mãos, duram de quatro a cinco dias”, afirma. Por enquanto, o “caviar” só está disponível nas cores prata, ouro, roxo, vermelho e verde. A manicure ainda não as encontrou na versão preta, a mais pedida. No entanto, descobriu que aplicar o esmalte negro sobre bolas prateadas garante o mesmo efeito.

Para pintar as mãos no novo estilo, o serviço tem mesmo preço de caviar. A cliente precisa desembolsar R$ 50.

Serviço:
Rua dos Pinheiros, 365, Pinheiros
Tel. 3892-1910
Segunda a sexta, das 12h às 21h

(Com colaboração de Míriam Castro e imagem de divulgação)

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Na esquina das ruas Joaquim Antunes e Sampaio Vidal, em Pinheiros, uma banca de jornal exibe uma vending machine incomum. Não por ter mecanismos diferentes, já que é bem semelhante às maquinas que vendem chicletes e outros doces a partir da inserção de moedas. O inusitado é o produto distribuído: a máquina vende bolinhas de barro com sementes de plantas.

A ideia é da Florestando, empresa criada pelos irmãos paulistanos Marcelo e Lenah Barbosa para produzir e vender distribuir sementes de árvores nativas do Brasil. A sede fica na cidade de Lupércio, a 428 km da capital. Os irmãos conheceram pela internet uma técnica chamada seed ball (bola de sementes), inventada pelo japonês Masanobu Fukuoka. O objeto criado é uma esfera de barro que contém sementes e compostos orgânicos. Ao ser arremessada ao solo, a estrutura protege as sementes até que chova. Então, a esfera racha e o vegetal pode crescer livremente. O tempo de germinação é de 30 a 45 dias.

Batizadas de Bolota Viva, as bolas de sementes só são vendidas por enquanto na banca J. Paulistano. Lenah, responsável pelo marketing da empresa, afirma que o produto ainda está em fase de testes. “Por enquanto, estamos muito contentes com o resultado”, conta. “As crianças adoram as bolotas”.

Hoje, a semente vendida ao lado da banca é de Cariniana estrellensis, ou jequitibá-branco, árvore que está na lista de espécies ameaçadas do Estado de São Paulo. Lenah está testando novos tipos de semente para suas seed balls. “Queremos variar as sementes, usar flores e outros tipos de materiais”, diz. Vendidas a R$ 1, as bolotas devem ficar ao lado da banca de Pinheiros pelo menos até o fim da Páscoa. Banca Jd. Paulistano. R. Joaquim Antunes, 221A, Pinheiros, 3063-5148.

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Hugo Leonardo de Freitas, proprietário da banca de frutos do mar Rei do Camarão, no Mercado Municipal de São Paulo, estava cansado de ver turistas brasileiros e estrangeiros visitando sua loja sem levar nada. “Eles achavam os peixes bonitos, mas não tinham como comprar e armazenar produtos tão perecíveis”, diz.

Mercapoint tem lembranças do Mercadão e de São Paulo (Foto: Alexandre Macedo/Divulgação)

Há dois anos, o empresário teve a ideia de criar uma loja de suvenires para os visitantes do Mercado Municipal. Na Mercapoint, são vendidas lembrancinhas do Brasil, de São Paulo e do próprio Mercadão. Inaugurada em setembro do ano passado, a loja já atendeu americanos, franceses e alemães, além eslovacos, poloneses e angolanos.

O Mercadão faz parte do roteiro de quem visita a cidade. “Sempre vêm grupos por causa de eventos esportivos, como a Fórmula Indy ou, no ano passado, a Copa Mundial de Handebol Feminino”, conta Freitas. De acordo com o proprietário, cada tipo de suvenir é procurado por uma categoria de visitante: “Estrangeiros querem coisas com a bandeira do Brasil, enquanto os itens que remetem ao Mercado ou a São Paulo ficam com os paulistanos e turistas de outros Estados”.

Entre os cerca de 500 itens, são vendidos chaveiros, canetas, copos e pratos. As camisetas (R$ 38,00) são as campeãs de vendas. Para os estrangeiros, a maior atração é o aromatizador de ambientes com essência de caipirinha. “Eles experimentam o drinque e querem levar o cheirinho para casa”, diz Freitas. O sachê líquido de 250 ml sai por R$ 25,00.

Não é só o Mercado Municipal que tem loja de suvenires: outros pontos turísticos da cidade vendem lembranças aos visitantes. A Pinacoteca do Estado, por exemplo, tem uma loja de lembranças do museu. Além de catálogos de exposições e livros dedicados à história da arte, a lojinha vende uma linha institucional de 30 itens com a marca da Pinacoteca. São lápis, cadernos de anotação e aventais, todos com o logo do museu ou frases inspiradoras.

De acordo com a assessoria de imprensa da Pinacoteca, o público consumidor é variado, mas constituído principalmente por paulistanos e visitantes de outros Estados do Brasil. Para estas pessoas, existe uma linha de cartões postais estampados com obras do acervo. Vendidos por R$ 2,00, eles estão entre os produtos mais vendidos da loja.

Canecas: lembranças vendidas a partir de R$ 10,00 na Sampa in Stamp (Foto: Édi Pereira/Divulgação)

Além dos museus, dá para comprar lembrancinhas de São Paulo na loja Sampa in Stampa. A marca, criada em dezembro de 2007 pela paulistana Anneliese Lukine Martins, já tem 150 itens relacionados à metrópole. “Sou apaixonada por São Paulo e achava incrível não existirem suvenires da cidade por aí”, conta Anneliese. Entre os clientes do quiosque da loja no Shopping Center 3, a maioria é de paulistanos. “Ao ver a loja, as pessoas comentam que têm  produtos de várias cidades estrangeiras, mas não do local em que vivem”.

Serviço:
Mercapoint
R. Cantareira, 306, Mercado Municipal. Rua M, loja 42. 3227-7072

Pinacoteca do Estado de São Paulo
Pça. da Luz, 2, Luz, 3224-1000

Sampa in Stampa
Av. Paulista, 2.064, Shopping Center 3, Piso Augusta, loja QA01

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Há quatro meses, cinco casas da Rua Caetés, em Perdizes, estão marcadas para demolição. Tapumes da construtora Exto, responsável pela obra, denunciam que os imóveis darão espaço a um novo condomínio residencial. Nas placas de madeira, uma mensagem apócrifa pede: “Não matem a pitangueira!”. Feito em tinta preta, simples e direto, o pedido se refere à árvore que fica em meio à área interditada para a construção.

A pitangueira fica em frente à casa de número 84, um imóvel de dois andares. Sua folhagem ultrapassa a altura do sobrado, que já foi sede da Everest Imóveis – empresa que, desde o final do ano passado, mudou-se para a Rua Paulistânia, na Vila Madalena. Maria Lúcia Ramalho Munhoz, que comanda a imobiliária desde 1989, conta que a árvore ainda era pequena na época. “Era pouco mais alta do que uma pessoa”, diz a empresária. “A árvore cresceu junto com a gente ao longo das décadas”. Em época de pitanga, de outubro a janeiro, a árvore ficava carregada com as frutinhas vermelhas. O azar era de quem estacionava o carro debaixo dela. “Quando as frutas ficavam maduras, era uma sujeira só”, conta Maria Lúcia. O chão precisava ser varrido duas vezes ao dia.

Procurada pelo Blog do Curiocidade, a construtora Exto afirma que “fará o possível para que a planta permaneça no terreno, mas que isso dependerá de uma avaliação da Prefeitura Municipal na época de execução da obra”.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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O Hospital São Luiz, que tem uma das maternidades mais concorridas da cidade, realiza entre 20 e 30 partos todos os dias. Ontem, o São Luiz registrou apenas oito.  É que as mães preferem dar à luz em outros dias, evitando o dia 29 de fevereiro. “Geralmente, as cesáreas são marcadas para o dia 1º de março”, revela a assessoria de imprensa do hospital. “A mesma coisa acontece com bebês que nascem perto de alguma sexta-feira 13”.

A jornalista Adriana Mampin, nascida no dia que só existe em anos bissextos, acha a atitude imprópria: “O bebê tem que nascer no momento mais adequado para vir ao mundo, não em uma data específica”, reclama. Com 36 anos, ontem ela comemorou seu aniversário no dia certo pela oitava vez – nos anos com 365 dias, a festa acontece em 28 de fevereiro. Adriana diz que não costuma ter problemas por nascer na data. “Só me irrita um pouco a mania de redes sociais, como o Facebook, de mudar minha data de aniversário para 28 de fevereiro”, afirma.

O Blog do Curiocidade fez um levantamento em outras maternidades paulistanas. A Cruz Azul, no Cambuci, teve dez partos na quarta-feira. Na Maternidade Santa Helena, o número foi quase igual: 11 bebês. O Hospital da Luz, em seus dois endereços, somou nove partos. A Maternidade Santa Catarina contabilizou  três.  O Hospital San Paolo, em Santana, registrou ontem um parto. A assessoria de imprensa do hospital chegou a enviar um release com a informação do nascimento do bebê Heitor Sousa Amaral Silva. Heitor nasceu com problemas cardíacos e deve passar por cirurgia no próximo sábado, mas seu quadro é estável.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Heloisa Bacellar, proprietária do restaurante e da loja Lá da Venda, publicou no ano passado um almanaque à moda antiga. Cheio de receitas, passatempos e curiosidades, o livrinho era baseado nos antigos almanaques anuais, como o Tico-Tico e o Eu Sei Tudo. Deu tão certo que Heloisa acaba de lançar a versão 2012 so Almanaque Lá da Venda.

Com 54 páginas, o volume tem de tudo: 13 receitas de cozinha, guia com nomes de rios brasileiros e manual de como dobrar um aviãozinho de papel. A cada início de mês, a página de calendário contém uma curiosidade, ditado popular ou dica doméstica. Você sabia, por exemplo, que espalhar pó de café coado pelos cantos da cozinha ajuda a afastar formigas? A dica está na página dedicada ao mês de fevereiro.

A proprietária do restaurante da Vila Madalena já tem quatro livros de gastronomia publicados. É ela quem faz a maior parte do conteúdo do almanaque. “É um jeito nostálgico de obter informação”, diz Heloisa, que tem em uma coleção de cerca de 50 exemplares das clássicas revistas. As únicas partes feitas por outras pessoas são a história do Curupira, por Mouzar Benedito, e o horóscopo, de Barbara Abramo. O projeto gráfico é de Didiana Prata. “Para esse ano, deixamos o Almanaque ainda mais atraente”, diz Heloisa. Entre os textos, há receitas patrocinadas por marcas de produtos culinários. “No ano passado, o investimento foi quase todo meu”, conta. O almanaque, com tiragem de 2 mil exemplares, é dado como brinde aos clientes que fizerem compras acima de R$ 100,00. O preço avulso da edição 2012 é de R$ 5,00.

Serviço:
Lá da Venda
R. Harmonia, 161, Vila Madalena, 3037-7702

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Com um pouco de correria no final, a escola de samba Pérola Negra conseguiu terminar o desfile em cima da hora (0h40 de domingo). Apenas uma hora e meia depois, quando os primeiros integrantes da escola retornavam à quadra da agremiação, no bairro de Vila Madalena, vendedores já ofereciam DVDs com a gravação da apresentação.

Os discos, que já tinham embalagem plástica e capa com o emblema da escola de samba, estavam sendo vendidos a R$ 10,00 por funcionários de camiseta amarela. Os vendedores não quiseram se identificar, mas afirmaram que tinham equipes vendendo os disquinhos depois do desfile de cada escola do Grupo Especial de São Paulo.

Por telefone, uma atendente da produtora responsável pelos DVDs disse que a operação de filmagem, edição, gravação e distribuição  é planejada durante o ano todo. “Só podemos descansar mesmo após o Desfile das Campeãs, na próxima sexta-feira”, afirma.

Garantindo que as imagens não são meras regravações do que foi transmitido pela televisão, a funcionária afirmou que a “produtora”  contava com uma equipe de filmagem dentro do Anhembi.  “Nosso objetivo é dar aos foliões a oportunidade de ver como foi o desfile de que acabaram de participar”, diz. “Queremos satisfazer essa curiosidade que eles têm”. Se fosse verdade, não haveria tempo de produzir um DVD em tão pouco tempo.

A empresa se recusou a dar detalhes sobre o processo de distribuição dos DVDs. Só esclareceu que não é oficialmente vinculada a nenhuma escola de samba, nem à Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo. Em resumo: trata-se de um produto pirata.

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Marcita Amores, uma das proprietárias da loja À Dor Amores, desenha e fabrica peças íntimas artesanais. Em meio à Galeria Ouro Velho, na Rua Augusta, estão dispostas a calcinhas de cintura alta, sutiãs ao estilo da década de 1950 e meias-calças diferenciadas.

A grife foi batizada com um sobrenome trazido do exterior pelo pai de Marcita, o argentino Marco Amores Ferrari. Ele fazia uma viagem de carro à Venezuela e atravessou o Pará. Lá, no Carnaval, conheceu Margarida. “Nunca mais se largaram”, conta Márcia Margarita, a Marcita, primeira criança do casamento. Por sinal, todas a filhas ganharam o mesmo nome: Márcia Verônica, a Verônica, e Márcia Camila, a Camila.

Marcita cresceu no ateliê da mãe, que é modista. Sempre pôde mexer nas máquinas e nos tecidos. Aos 13 anos, fez sua primeira calcinha. Não percebeu que já era estilista até suas amigas, que cursavam a faculdade de Moda, a procurarem para tirar dúvidas sobre design. “Reparei que era a única coisa que eu sabia fazer”, confessa. “É algo natural”.

Quando a marca foi criada, em 2002, a família procurou costureiras para concretizar suas ideias de “uma marca de lingerie para que as mulheres se sintam rainhas”, mas não encontrou nenhuma que se adequasse. Assim, as peças são costuradas pelas próprias donas. Marcita, Verônica e Margarida produzem em média 100 peças por mês.

Calcinha fetiche

Alguns dos modelos são produzidos ininterruptamente desde que a À Dor Amores começou, como a calcinha fetiche – com amarrações laterais, R$ 75,00 – e a calcinha diva – de cintura alta, R$ 150,00. Outras peças são incorporadas sem datas pré-estabelecidas. “Não gostamos da ideia de ter que criar por temporada”, diz Marcita. “Criamos quando achamos que devemos usar algo novo”.

Elas também fazem modelitos sob encomenda. Os principais pedidos são de clientes mais cheinhas, que não encontram tamanhos adequados na loja. Também há mulheres que procuram a loja na Rua Augusta para pedir uma roupa íntima exclusiva, mas nem adianta entregar croquis prontos para Marcita: “Somos estilistas, não fazemos nada com desenhos alheios”. A cliente deve contar o que quer e deixar que a família Amores desenvolva a solução.

À Dor Amores
R. Augusta, 1.371, Galeria Ouro Velho, loja 111, 3266-7964

(Com colaboração de Míriam Castro)

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