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Curiocidade

Este blog está desativado! Se você está procurando as curiosidades de Marcelo Duarte, autor da série O Guia dos Curiosos e de Os Endereços Curiosos de São Paulo, clique na seguinte página:

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Ninguém se assusta com doces feitos de cenoura, abóbora, milho ou batata doce, certo? Mas procure falar em abobrinha, pepino, berinjela… Legumes estão entrando para os cardápios de restaurantes e sorveterias.  “Não sei quem foi que falou que esses legumes só servem para pratos salgados”, brada o chef André Mifano, dono do restaurante italiano Vito. O seu bolo de abobrinha (R$19) está no menu desde que a casa foi inaugurada em 2008. “A abobrinha causa um efeito interessante na massa, que é adicionar umidade”, explica. “Como ela tem muita água, o bolo fica bem mais alto e mais bonito”. A receita é italiana.


Bolo de abobrinha do Vito (Foto: Nilton Fukuda/Estadão)

Também da Itália veio a inspiração para o recém-inaugurado Mimo. A sobremesa “Consommé de Pêssego” mistura pepino, cenoura e azeite com morango, banana, pêssego, sorvete de maçã verde e manjericão (R$16).  O chef Volney Ferreira morou na Itália por 10 anos e retornou ao Brasil no ano passado. “Achava que o brasileiro só gostasse de doces bem doces e quase não a coloquei no cardápio”, admite.

A sorveteria carioca Mil Frutas, com duas unidades em São Paulo, oferece até junho os chamados sabores “especiais da temporada”. São três sabores que entram nessa lista: Celeiro (cenoura, maçã, limão e gengibre) , Suco Verde (couve, aipo, maçã, gengibre e pepino) e Pepino com hortelã (uma bola, R$ 10). “Como nosso lema é ‘sorvete saudável’, nós gostamos de misturar frutas e legumes”, explica Renata Saboya, uma das sócias.

No caso da chef Helena Rizzo, dona do Maní, a inspiração para a sobremesa mais radical de todas – “Da Lama Ao Caos”, que leva doce de berinjela defumada – veio da música homônima da banda Nação Zumbi, lançada em 1994. “Comecei tudo a partir da berinjela e os outros ingredientes vieram com o tempo”, conta. “A sobremesa tem o visual e, principalmente, o cheiro do mangue”. Os garçons do Maní explicam aos clientes que perguntam sobre o doce que se trata de uma “sobremesa difícil”.


A sobremesa do Maní foi inspirada em música da banda Nação Zumbi (Foto: Divulgação)

Confira o roteiro das novas sobremesas com legumes de São Paulo:

Vito:
O Bolo de Abobrinha é servido com mascarpone, azeite de oliva e limão siciliano (R$19) - Rua Isabel de Castela, 529, Pinheiros, 3032-1469.

Mil Frutas: Os sabores Celeiro, Suco Verde e Pepino com hortelã ficam fixos até junho (uma bola, R$10) – Shopping Cidade Jardim, Avenida Magalhães de Castro, 12100,  Jardim Panorama, 3552-5900; e Shopping Iguatemi, Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232 , Jardins, 3034-5879.

Maní: A sobremesa “Da Lama Ao Caos” leva doce de berinjela defumada, coalhada de leite de cabra, lima da Pérsia, gelatina de flor de laranjeira, pistaches caramelados, crocante de massa Kinef e sorvete de gergelim preto (R$22) – Rua Joaquim Antunes, 210, Pinheiros, 3085-4148.

Mimo: O Consommé de Pêssego utiliza pão de ló com azeite de oliva, sorvete de maçã verde com manjericão e legumes e frutas picados (R$16) - Rua Caconde, 118 , Jardim Paulista, 3052-2517.

(Com colaboração de Juliana Tamdjian)

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É como se você comesse um sanduíche, mas com o queijo todo do lado de fora. A lanchonete Pibus Hamburguer, no Itaim-Bibi, lançou no último dia 10 uma novidade chamada de “Trembão”. Trata-se de quatro sanduíches que são servidos dentro de um pão de queijo grande. A ideia foi de José Eduardo Ferrari, proprietário da casa. Enquanto saboreava uma fornada de pães de queijo no café da manhã, ele teve o estalo de fazer pães maiores para seus lanches. Ele precisou de 45 dias para encontrar um fornecedor, colocar um forno dentro da cozinha e anunciar o lançamento pelas redes sociais. O fornecedor é a empresa mineira Formaggio Mineiro. “Em poucos dias, começamos a receber pessoas que nunca vindo à lanchonete só para experimentar o TremBão”, comemora Ferrari. Cada sanduíche levou o nome de uma cidade mineira:

Tiradentes:  hambúrguer artesanal, maionese caseira e queijo prato

Del-Rei: filé Mignon em tiras, queijo prato e catupiry

Mariana: filé de frango em cubos, cogumelos, gorgonzola cremosa e queijo prato

Ouro Preto: omelete, queijo prato derretido, maionese caseira e presunto grelhado em tiras

Como o pão é livre de glúten, o lanche foi certificado pela Associação dos Celíacos do Brasil como próprio para aqueles que não podem ingerir a proteína. O valor do TremBão varia entre R$13,90 e R$19,90.

O TremBão com o recheio Tiradentes

Bão, só não dá para dizer que é uma ideia 100% original. O restaurante Tangerine Cozinha Original, na Vila Romana, serve a porção de hamburguinhos no pão de queijo com cheddar e cebola roxa (R$22) desde 2011. Priscila Moretto, proprietária e chef do estabelecimento, teve a ideia numa noite de sono. “Sonhei que comia pão de queijo com carne dentro e então fiz a experiência”, relata. Apesar disso, ela afirma que não se sente incomodada com a coincidência : “É algo tão óbvio e que, ao mesmo tempo, ninguém tinha pensado”.  Como o estabelecimento funciona apenas mediante reservas e não há um menu fixo, é melhor conferir antes se haverá essa opção no cardápio.

No mês que vem, um outro sanduíche clássico da cidade ganha uma releitura. Para o lançamento da nova filial do Arais do Carlinhos, agora na Vila Olímpia, Fernando Yaroussalian, um dos sócios, conta que criou o Arais Burguer. “É a mesma cafta moída que vai no recheio do arais, só que dessa vez em forma de hambúrguer”, explica.  Serão quatro opções de recheios: apenas o hambúrguer (R$15); coalhada seca com tomate; queijo com salada; ou somente queijo (R$17,30). “Quando percebemos que diversas lanchonetes estavam desenvolvendo seus próprios hambúrgueres próprios, resolvemos fazer o mesmo”, explica Fernando.  O Arais Burguer será servido também nas outras duas unidades do restaurante da família Yaroussalian, no Bom Retiro e no Pari. A futura casa será inaugurada na primeira semana de abril e  futuramente irá funcionar no período noturno, ao contrário das outras duas que ficam abertas apenas para o almoço.

Serviço:

Pibus Hamburguer – Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 819, Itaim-Bibi, 3845-4627

Tangerine Cozinha Original – Praça Jesuíno Bandeira, 97, Vila Romana, 7765-4073 (só     atende com reserva)

Arais do Carlinhos Vila Olímpia (a partir da primeira semana de abril) – Rua Cardoso de Melo, 1671, Vila Olímpia, cobertura

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e fotos Divulgação)

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Tradicional na região dos Andes, especialmente na culinária peruana, a lúcuma é a fruta da moda. A fruta de casca verde e polpa amarelada já está presente no cardápio de sobremesas de alguns restaurantes. Esporadicamente também é oferecido nas sorveterias Freddo e Vipiteno. Para o chef Alexandre Godoy, do La Mar, não existe nenhuma fruta brasileira que possa ser comparada tanto em gosto quanto em textura. “No Peru, o sorvete de lúcuma é tão comum quanto o de chocolate”, diz ele. “Ela é usada como base de diversos doces”. O restaurante possui a “degustação de lúcuma” (R$ 23), com três mini sobremesas: chocolúcuma (genoise de chocolate, mousse de chocolate e creme de lúcuma), sagú de lúcuma e sorvete de lúcuma. O restaurante chegou a ter em seu cardápio purê de lúcuma, mas esse acompanhamento não é mais servido.  O restaurante chileno El Guatón, em Pinheiros, tem em seu cardápio a sobremesa Torta de Lúcuma (R$13).

Para o chefe Kenji Shiroma, do restaurante Killa Novoandino, o fato da fruta ser importada dificulta a “continuidade dos pratos”. “Como a importação para o Brasil não é muito forte, não há garantias de que o restaurante possa ter essa fruta sempre à disposição”, justifica a ausência da fruta no cardápio da casa. De fato, na quinta-feira passada, o Blog do Curiocidade visitou o Mercado Central da Cantareira e não encontrou lúcuma em nenhum boxe. Apesar dessa dificuldade, a sanduícheria peruana La Sanguchería, inaugurada recentemente em Perdizes, não quer perder a onda e promete colocar a lúcuma em seu cardápio em breve. Veja o roteiro da fruta da moda em São Paulo:

Sorveteria Freddo - Tem sorvete de lúcuma granizada (com pedaços de chocolate). Sabor me fez lembrar um pouco o de sorvete de nozes. R. Normandia, 22, Moema, e mais oito endereços. www.freddobrasil.com

La Mar - O restaurante possui a “degustação de lúcuma” (R$ 23), com três mini sobremesas: Chocolucuma (genoise de chocolate, mousse de chocolate e creme de lúcuma), sagú de lúcuma e sorvete de lúcuma. R. Tabapuã, 1410, Itaim Bibi, 3073-1213.

El Guatón - O restaurante chileno tem em seu cardápio a sobremesa torta de lúcuma (R$13). R. Artur de Azevedo, 906, Pinheiros, São Paulo, 3085-9466

Sorveteria Vipiteno- Possui o sabor lúcuma mas não é sempre que ele é servido. Melhor conferir antes. Rua Manuel Guedes, 85, Itaim Bibi, 3476-1881.

Doce Arte - O bolo de lúcuma é uma das especialidades da doceria. O quilo custa R$78. Rua Adolfo Tabacow, 202, Itaim Bibi, 3168-8592

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto de Felipe Rau/Estadão)

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No próximo domingo, uma nuvem de gafanhotos irá pousar na Feirinha Gastronômica da Vila Madalena. Os chapolines são pequenos gafanhotos fritos, quitute tradicional no México. Eles serão o acompanhamento do cachorro-quente servido pela chef Priscila Moretto, 34 anos, dona do restaurante Tangerine Cozinha Original, que fica na Vila Romana. Os insetos vieram na mala de uma recente viagem a Oaxaca, a 462 km da Cidade do México. Priscila trouxe grandes porções de gafanhotos em dois tamanhos (pequenos e grandes). “Lá, eles são aperitivos muito comuns, juntamente com algumas espécies de formigas e os ‘guzanos’, larvas que aparecem na agave, planta da tequila”, explica.“Eu os servi os chapolines uma vez no restaurante e poucas pessoas tiveram a coragem de comer”.

O cachorro-quente de Priscila terá queijo cheddar cremoso, guacamole, salsa picante, nachos e salsicha. Os gafanhotos fritos são opcionais. O restaurante Tangerine abre aos finais de semana (nos demais dias, Priscila trabalha como produtora de TV) e apenas mediante reservas. No dia de Feirinha Gastronômica não é preciso reservar nada. O sanduíche custa R$10 ou R$15 com os chapolines. Para uma das organizadoras da feirinha, Daniela Narciso, 41 anos, a presença de comidinhas exóticas serve para quebrar preconceitos. “O gafanhoto nada mais é do que um camarão do ar”, compara. “Será o charme do hot dog”.

Serviço:

Feirinha Gastronômica, Rua Girassol, 309, Vila Madalena, domingo, das 12h às 19h.

Restaurante Tangerine Cozinha Original – Praça Jesuíno Bandeira, 97, Vila Romana, 7765-4073 (só mediante reserva)

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Clayton de Souza/Estadão)

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Era 1992 e o Templo Zu Lai, em Cotia, tinha acabado de ser inaugurado. A chinesa Reverenda Jue Cheng, conhecida como “Mestra Sinceridade”, resolveu fazer uma velha receita de pão para servir aos visitantes. O quitute ficou conhecido como “Pão da Monja”. A Mestra Sinceridade não mora mais lá. Ela vive na Malásia há seis anos. Mas o sucesso do pão foi tão grande entre discípulos e frequentadores que hoje ele é mais produzido pelos monges do templo, e sim por funcionários, para acelerar a produção.


Embora a massa continue fiel àquela feita pelas mãos da monja, o pão ganhou diversos recheios e coberturas. Há pães com goiaba, banana, maçã com canela e ricota. A massa também pode ser misturada com cenoura, granola, semente de girassol e linhaça. O pequeno custa R$4 e o grande, R$6.  Eles são vendidos em uma lanchonete ao lado do templo. Muitos moradores da região param o carro na Estrada Fernando Nobre para comprar os pães de manhã ou no começo da tarde, horários das fornadas.

O Templo Zu Lai é o primeiro do Monastério Fo Guang Shan (Montanha da Luz de Buda) na América Latina e é o maior templo da América do Sul. Suas raízes estão no budismo Maaiana, que enfatiza que o budismo está ao alcance de todos, e lá são seguidos os preceitos do Budismo Humanista.

Serviço:
Templo Zu Lai – Estrada Municipal Fernando Nobre, 1461, Cotia-SP
Terças/sextas-12h/17h
4612-2895

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Felipe Rau/Estadão)

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Como colocar o nome e o número atrás daquela camisa de futebol antiga ou de um modelo atual com as mesmas fontes usadas pelos times? A Sport Lock faz um trabalho de pesquisa para não deixar nenhum torcedor na mão. A loja, aberta em 1998, fazia apenas uniformes personalizados para times de empresas. A ideia de oferecer esse novo tipo de serviço veio do Japão, de onde o estabelecimento importava letras e números. “As pessoas querem estar com a camisa exatamente igual a dos jogadores”, diz Ricardo Dell Erba, 47 anos, dono da loja. A Sport Lock trabalha com os modelos atuais, mas o grande desafio é com seleções e times antigos. “Pesquisamos na internet e desenhamos no computador o mais fiel possível do original”, explica o vendedor Cláudio Pereira.

Cláudio conta que alguns fabricantes facilitam o trabalho disponibilizando as letras, mas isso é raro. “Conseguimos a maioria na raça mesmo”, completa. O valor do serviço de pesquisa das letras é R$ 20,00 e a customização varia entre R$ 3,50 a R$ 30,00 por letra dependendo do tamanho e das cores. Por ser um trabalho de pesquisa, a personalização nunca é feita na hora.

Serviço:

Rua Clélia, 1669, Lapa, 3864-6215/6220;
Avenida Imperatriz Leopoldina, 1406; Vila Leopoldina, 3831-4647.

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto de Márcio Fernandes/Estadão)

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Os cílios postiços já foram itens fundamentais no look das mulheres na década de 1960. A modelo inglesa Twiggy, por exemplo, se tornou referência na época por usá-los bem longos e definidos. Atualmente, eles estão sempre presentes em editoriais de moda e nos olhos de modelos e atrizes. A loja Audrey, na Liberdade, é um dos principais destinos de maquiadores e mulheres que procuram por cílios postiços. São 200 modelos, alguns bem extravagantes, com penas de pássaros e brilhos, muito procurados às vésperas do Carnaval.

Segundo a gerente Tatiane Araújo, o aumento das vendas começou há dois anos. Eles saíram de um canto da loja para ocupar quase uma parede inteira. A vendedora Claudiane Santana acredita que os blogs de maquiagem e tutoriais no YouTube tenham contribuído para a fama do acessório. Ela confessa que se surpreende com a facilidade que as clientes têm na hora da aplicação – momento que exige paciência de coordenação. “Muitas saem daqui já com eles nos olhos”, conta. O preços variam entre R$ 6,90 e R$ 32,00.

Serviço:
Rua Galvão Bueno, 40, Liberdade
Seg. a sáb. 9h/18h30
Dom. e feriados 10h/18h

(Com colaboração e foto de Juliana Tamdjian)

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Que a força esteja com você… para resistir a estes chocolates! Desde agosto passado, a confeiteira Alessandra Luvisotto, da Nena Chocolates, vende suas criações com o formato dos personagens de Star Wars.  “Um dia, vi sabonetes com essas figuras”, explica ela. “Tive a ideia de procurar forminhas de chocolate e acabei encontrando num site americano”.  Alessandra confessa que conhece muito pouco sobre a série. “Lembro que, no primeiro bazar que fui participar, não sabia escrever os nomes dos personagens”, conta. “Tive que pedir ajuda para alguns fãs que estavam ali por perto. Eles acabaram soletrando para mim”. Alessandra diverte-se quando conta que muitos compram o chocolate para guardá-los em coleções.

X Wing, Han Solo em carbonite e Darth Vader (foto: Divulgação)

Apenas sob encomenda, a chocolateria vende a cabeça de Darth Vader (R$ 7), o Han Solo na placa de carbonite (R$ 10) e a Millennium Falcon (R$ 13), que podem ser recheados com trufa; vende também o R2D2 (R$ 7), o Mini Han Solo (R$ 8, 6 unidades) e a Mini X- Wing (R$ 8, 6 unidades), estes sem recheio. Todos são feitos com chocolate belga Callebaut, e o cliente pode escolher ao leite, meio amargo ou branco.

Millennium Falcon (foto: Divulgação)

Para a Páscoa, Alessandra pretende aumentar a variedade, fazendo os personagens Storm Trooper e Death Star. E para quem não é tão fã de Star Wars, outros personagens do mundo nerd que estão por vir são o Batman e bonequinhos de Lego.

Darth Vader (foto: Divulgação)

A Nena Chocolates é pioneira em São Paulo, mas chocolates com esses formatos já vinham sendo vendidos também em Brasília pela Confeitaria Zeek.

 

Nena Chocolates

Telefone: (11) 2528-2054

e-mail: nenachocolates@gmail.com

site: www.nenachocolates.com.br 

(Com colaboração de Beatriz Duarte)

 

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Minha procura por endereços curiosos de São Paulo começou por causa de Sharon Stone. É que o filme “O Instinto Selvagem” tinha acabado de estrear em São Paulo, em 1992, e fez de cara  muito sucesso. A personagem de Sharon no filme matava suas vítimas com um prosaíco picador de gelo. Na redação de Veja S. Paulo, onde eu trabalhava na época, decidimos sair à procura de picadores de gelo pela cidade. Não encontrei a peça, mas pauta rendeu uma reportagem de 20 páginas mostrando “onde encontrar produtos e serviços difíceis”. A partir daí, continuei procurando lugares secretos na cidade e isso rendeu o guia “Os Endereços Curiosos de São Paulo”, que tem hoje 1 000 verbetes.

Há alguns dias, durante uma caminhada pelo centro atrás de novas descobertas, cheguei à loja Daiso Japan, inaugurada no final de 2012, na Rua Direita, quase na esquina com a Praça do Patriarca. A empresa possui cerca de 3 mil lojas espalhadas pelo mundo, sendo 1.200 delas em países da Ásia. Esta é a primeira na América Latina. O conceito é o mesmo de nossas famosas lojas de “tudo por R$1,99”. Só que, na Daiso, os produtos importados custam R$ 5,99 (esse preço pode subir nos próximos dias para R$ 6,99 ou R$ 7,99, me disse um dos funcionários).

O clima nipônico prevalece tanto nos produtos fornecidos quanto na música de fundo e nos clientes. A estratégia utilizada pela equipe da Daiso foi fazer anúncios apenas em veículos da colônia japonesa em São Paulo. Além disso, a loja deu preferência para atendentes que tivessem familiaridade com a língua. Pois foi ali, no meio de petecas de badminton e porta-bananas, que encontrei pela primeira vez picadores de gelo à venda em São Paulo. Um picador de gelo de aço inox, com cabo de madeira, medindo 15 centímetros. Vinte anos depois, finalmente, posso dizer que tive um reencontro com Sharon Stone em plena Rua Direita. Era mais um momento para celebrar a cidade que – agora posso dizer – tem mesmo de tudo!

Rua Direita, 247, Centro, Seg. a sáb. 9h30/19h30 e dom. 9h30 a 15h30.

(Fotos Divulgação e Clayton de Souza/Estadão)

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