Surge mais um endereço curioso na cidade. O Cosmopolish, que completa dois meses amanhã, é um nail bar. Traduzindo: é um local em que é possível fazer as unhas e curtir um happy hour ao mesmo tempo. No bairro de Pinheiros, o estabelecimento atrai clientes oferecendo drinques durante o atendimento.
A ideia é das sócias Agnes Cruz e Jack Cardoso. Agnes, que trabalha com comércio exterior, viu a popularização dos nail bars na Europa. “Quando voltei da Finlândia, há três anos, vi que o Brasil ainda não tinha esse tipo de coisa”, conta. Em julho do ano passado, propôs a ideia a Jack, que é manicure desde 1999. Cinco meses depois, estava inaugurada a casa, cujo nome é uma mistura dos termos ingleses cosmopolitan (bebida preparada com vodca, suco de cranberry e licor de laranja) e nail polish (esmalte).
O cardápio – bilíngue – distribuído às clientes não lista as bebidas, mas sim os serviços oferecidos pela casa. Um deles é a “rapidinha (R$ 18,00), feita em 15 minutos sobre o balcão. Os preços são divididos entre “relax hour”, das 12h às 17h, e “happy hour”, das 17h às 21h. No chamado “happy hour”, o preço da rapidinha sobe para R$ 20,00, mas dá direito a um drinque por conta da casa.
Há uma única bebida por vez. Nas semanas inaugurais, as clientes bebericaram o cosmopolitan. Durante as festas, espumante. No momento, quem frequentar o happy hour estético pode pedir o peruano pisco sour – à base de pisco, uma aguardente de uva fabricada no Peru e no Chile. A casa não tem bartender: as bebidas já são compradas prontas para servir.
Todas as cores de esmalte disponíveis na casa estão dispostas em 15 prateleiras. Marcas nacionais, como Impala e Colorama, dividem espaço com Chanel e Dior. “Queremos que as clientes vejam todas as cores lado a lado”, diz Agnes. “Dessa maneira, elas podem ter as mais variadas ideias de misturas”. A coleção, que continua crescendo, já ultrapassou os 700 vidrinhos.
Serviço:
Rua dos Pinheiros, 365, Pinheiros
Tel. 3892-1910
Segunda a sexta, das 12h às 21h
(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de divulgação)
Uma obra de arte enfeita os tapumes de madeira de uma misteriosa obra na esquina das ruas Oscar Freire e Consolação, nos Jardins, desde o dia 14 de janeiro. Ainda incompleta, a figura será concluída ao longo desta semana pelo artista plástico Paulo von Poser, que encerrou ontem a exposição Trajetória no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE).
Von Poser quis reproduzir a paisagem das ruas dos Jardins, assim como as pessoas que passam por ali. “Transformei o tapume em um espelho”, conta. Além de humanos, não faltam rosas: elas estão presentes nos 30 anos de carreira do paulistano. Para retratar o bairro, o artista usa giz crayon colorido, base acrílica e grafite – não o dos grafiteiros, mas grafite em barra.
Embora seja a primeira vez que pinta um tapume, o artista já havia trabalhado na rua antes. Durante a abertura da exposição Rosas na galeria Mônica Filgueiras, em 2002, pintou um muro na Ministro Rocha Azevedo. Ele também é responsável pelos painéis de azulejos que, desde 2007, decoram as bancas de flores na Avenida Doutor Arnaldo.
O fim da construção escondida pelo tapume está previsto para a próxima semana. Depois desse tempo, Paulo von Poser não sabe qual o destino de sua obra. “Adoraria guardar tudo para mim, mas não posso”, confessa. O artista diz não sentir medo de ataques de pichadores ao tapume, como costuma acontecer ao redor de reformas na capital. “Trabalhar na rua é deixar sua arte à disposição de qualquer coisa”.
Pode-se dizer que o projeto é familiar: o planejamento arquitetônico foi feito pela empresa Cenário Brasil, que pertence a Beto von Poser, irmão do artista. Por mais que não revele o nome da loja que será inaugurada na semana que vem (os vizinhos estão dizendo que o local abrigará um showroom da marca Natura), a empresa Banco de Eventos, encarregada da contratação de Paulo von Poser, garante que o tapume não será descartado após o fim da reforma. A obra – de arte, não de concreto – já tem destino certo: será doada para um museu.
(Com colaboração de Míriam Castro)
Três anos atrás, o publicitário Cleber Paradela estava mudando de apartamento. O atual diretor de planejamento e criação da Agência Tudo queria que a nova moradia fosse decorada apenas com artigos incomuns. Só não conseguiu inovar nos panos de prato. “Consegui encontrar até limpador de privada, mas nenhum lugar vendia panos de prato diferentes”, conta.
Ele percebeu que esses utensílios só existiam em versões conservadoras. Nem na internet era possível encontrar outros modelos. Foi assim que surgiu a ideia da Fashioneira, marca que ele estreou em outubro do ano passado e que vende a R$ 25,00 panos de prato cheios de referências à cultura pop, como o iPod ou o símbolo dos Rolling Stones.

O projeto surgiu num happy hour com outros quatro publicitários: Gustavo Castro, Tricia Meyer, Hugo Aranha e Luise Costa. Eles conversavam sobre o que fariam se um dia abrissem uma empresa e ficaram surpresos quando ele disse que venderia panos de prato. “Mesmo assim, a sociedade surgiu naquele dia”, diz o mentor. Hoje, os cinco administram a empresa.
As vendas, realizadas pelo Facebook, foram melhores do que o esperado: 2.500 unidades em quatro meses. Na Grande São Paulo, todas as entregas são feitas de bicicleta. De acordo com Paradela, o irmão de uma das sócias já percorria mais de 30 quilômetros diários com sua bike e se ofereceu para levar os pacotes. “Ele continuou a mesma rotina, só que agora recebe para isso”.
Os primeiros modelos já estão praticamente esgotados. A próxima coleção poderá ser encontrada em breve também nas lojas de camiseta Q-Vizu.
(Com colaboração de Míriam Castro e fotos de divulgação)
Estão todos convidados para o lançamento da nova edição do meu livro “Os Endereços Curiosos de São Paulo”, que acontecerá no dia do 458º aniversário de São Paulo. Será nesta quarta-feira (25), a partir das 17h, na Saraiva MegaStore do Shopping Pátio Higienópolis. São 1 000 endereços apurados e testados nos últimos 20 anos. Tudo atualizadíssimo.
De réplicas de fósseis a cadeiras para barbeiro, dá para encontrar de tudo pela cidade. Estão todos organizados por categorias como bichos, artigos para casa e aluguéis. Confira quatro deles abaixo:
Hospedagem para orquídeas – A viagem está marcada e você, preocupado em descobrir quem poderá regar sua orquídea durante o período de ausência. Uma opção é deixá-la no Orquidário Morumby, onde a flor é etiquetada – para não ser confundida – e cuidada. Eles hospedam plantas doentes e que precisam de manutenção. Aliás, é bem provável que a sua precise de assistência. “A maior parte dos clientes não sabe que deve trocar o substrato da planta (o lugar onde ela se desenvolve, formado por casca de árvore ou carvão, entre outras substâncias) e adubá-la”, afirma Adriana, coordenadora do espaço.
Orquidário Morumby
Avenida Professor Vicente Ráo, 1.513, Brooklin, 5041-2391
ter. a sáb. 9h/19h; dom. 9h/17h
www.morumby.com.br
contato@morumby.com.br
Piñatas – Feitas em papel, as piñatas são consideradas os bexigões das festas mexicanas. O aniversariante – vendado – a estoura com um pedaço de pau, fazendo doces e presentinhos caírem sobre os convidados. Érica Gobbo Quintero faz e vende as piñatas em São Paulo. Ela é casada com um venezuelano que, na infância, praticava a brincadeira. Apesar de a brincadeira ser associada à cultura latina, Érica Quintero conta que a piñata veio da China. “Supõe-se que o explorador Marco Polo, em visita ao país, notou como os chineses criavam figuras coloridas de animais cobertos com papel e as usavam em celebrações do Ano-Novo”, explica.
Érica Gobbo Quintero
Não divulga o endereço, 2574-6468
24 horas
www.pinhataserika.com.br
erica@pinhataserika.com.br
Instrumentos musicais da Idade Média – Trompa marina, cornamusa e saltério. Réplicas de instrumentos musicais da Idade Média são construídas e vendidas pelo ex-arquiteto e luthier Roberto Holz. “Quem ouve o som de um instrumento autêntico, feito artesanalmente, sente muita alegria”, diz ele. Roberto tem uma coleção de duzentos instrumentos. O mais novo é do século XIX. O primeiro passo é pesquisar imagens para descobrir os tamanhos originais. Deduz as medidas baseando-se em pinturas. “Se ficar grave demais, é porque eu deveria ter feito menor”, explica. “Aí começo tudo de novo. Depois da quarta ou quinta tentativa, dá certo”.
Roberto Holz
Rua Luís César Pannain,139, Alto da Lapa, 3836-1186
seg. a sex. 8h/17h
http://www.holzflutes.blogspot.com/
holzflutes@gmail.com
Chankonabe – O que um lutador de sumô come para manter a forma (no caso, forma de barril)? A resposta pode surpreender muita gente. O Restaurante Bueno serve a chankonabe, caldeirada preferida dos lutadores. “Todo mundo acha que ela é pesada, mas é justamente o contrário”, explica o proprietário Fernando Yoshinobu Kuroda. “Ela é leve e balanceada, preparada com verduras, legumes, carne com osso e macarrão.” Fernando lutou profissionalmente no Japão por 12 anos e chegou à elite, a categoria mais alta do sumô. O Bueno é decorado com fotos da época em que Waka Azuna, nome de luta de Fernando, ainda era um sumotori.
Restaurante Bueno
R. Galvão Bueno, 458, Liberdade, 3203-2215
ter. a dom. e feriados 18h/23h
SERVIÇO
Lançamento do livro Os endereços curiosos de São Paulo
25 de janeiro (quarta-feira), às 17h, na Saraiva MegaStore
Av. Higienópolis, 618, Piso Higienópolis, Shopping Pátio Higienópolis, 3662-3060
Ateliê Mariza Doces, Viko Gastronomia, Bar da Dona Onça, Sal Gastronomia, Arroz de Festa, Mônica Dajcz e Neka Gastronomia. Pode ser que, à primeira vista, esses restaurantes não apresentem muita semelhança, mas todos eles fazem parte de uma mesma iniciativa: contratam auxiliares de cozinha formados pela ONG Gastromotiva.
Fundada em 2007 pelo chef David Hertz, a Gastromotiva proporciona a jovens de baixa renda acesso a cursos profissionalizantes. Durante nove meses, eles aprendem conceitos de nutrição e técnicas gastronômicas. Mas nenhum dos alunos faz algum prato durante os dois primeiros meses. “A cozinha serve apenas como meio para formar uma pessoa”, diz Hertz. Antes de levar os aprendizes para as aulas práticas, as matérias envolvem o desenvolvimento pessoal e cidadania.
A ideia surgiu em 2004, quando Hertz dava aulas no curso de Gastronomia da universidade Anhembi Morumbi. Ele ensinava técnicas culinárias a jovens da favela do Jaguaré, na zona Oeste. Em 2007, o projeto cresceu e ganhou o nome atual – antes, era conhecido como “Cozinheiro Cidadão”. O professor passou a usar a estrutura da própria faculdade durante o período vespertino, quando as cozinhas não estão ocupadas.
“No Brasil, há um número imenso de pessoas procurando estudo”, diz o chef. “Tento diminuir o abismo social que existe no país, mesmo que seja um pouco, proporcionando emprego a esses jovens”. Em seus cinco anos de existência, a ONG já capacitou cerca de 150 auxiliares de cozinha com uma taxa de empregabilidade de 93%. Os restaurantes e bufês citados no começo da reportagem são alguns dos que apoiam o projeto.
Para ser um dos alunos do programa de capacitação da Gastromotiva, é preciso ter entre 18 e 35 anos, ensino médio completo e renda familiar de até três salários mínimos. São 40 vagas disponíveis para a turma de 2012: a inscrição é feita pelo site da ONG. Quem não se encaixa nos quesitos exigidos, mas tem interesse por gastronomia, deve entrar em contato com a iniciativa para se informar a respeito dos cursos livres oferecidos.
(Com colaboração de Míriam Castro e foto de divulgação)
“Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha!”. Esse bordão ainda està fresco na memória de quem escutava a narração de Osmar Santos durante os jogos de futebol na Rádio Globo. Em 1994, o locutor esportivo sofreu um acidente de carro que comprometeu sua capacidade de locomoção e de fala, impossibilitando o retorno ao radiojornalismo.
Agora, 17 anos depois do acidente, o “pai da matéria” dedica seu tempo à pintura. Suas obras já retrataram campos de futebol duas vezes. Em algumas ocasiões, Osmar pintou barcos. Mais frequentemente, as pinceladas representam flores. Cinco dessas produções estão expostas no restaurante Carlinhos, no Pari.
“Espaço Osmar Santos”, diz o letreiro dourado que ocupa a primeira parede marrom vista pelo cliente da entrada do estabelecimento. A homenagem foi criada depois que o ex-locutor foi almoçar no local. Ele acompanhava um amigo, antigo cliente do Carlinhos e empresário no Brás. “Quando conhecemos o Osmar e ouvimos sua história, ficamos comovidos e tentamos ajudar de alguma forma”, diz Fernando Yaroussalian, um dos proprietários.
A casa tem outros quadros expostos – mas nenhum com o mesmo destaque dos feitos por Osmar Santos. Cada obra do artista está à venda por um valor entre R$ 800,00 e R$ 1.200,00. Desde que a mostra foi iniciada, foram vendidos seis quadros. E, de acordo com Yaroussalian, o pintor não esconde a felicidade quando acontece algum negócio. “Ele faz questão de vir ao Carlinhos, agradecer ao comprador e tirar fotos com ele”. Hoje, Osmar Santos visita quase toda semana o restaurante de comida armênia, inaugurado em 1971, que abre de segunda a sábado apenas em horário de almoço.
Carlinhos
Rua Rio Bonito, 1.641, Pari, 3315-9474
seg. a sex. 11h30/15h, sáb. 11h30/16h.
(Com colaboração de Míriam Castro e imagem de divulgação)
É um verdadeiro “Clube da Luluzinha”. Só mulheres podem entrar no novo empreendimento da personal sexy trainer Lu Riva. Ela inaugura na próxima sexta-feira, dia 13, o Espaço Lu Pompoar, primeira escola de pompoarismo no Brasil. O novo empreendimento, próximo à estação Santa Cruz do metrô, será aberto com uma festa apenas para convidados.
Até então, Lu Riva dava aulas em academias de ginástica, hotéis e na casa de clientes, como outras personal sexy trainers. No novo local, mulheres – só mulheres mesmo – poderão se inscrever em cursos de pompoarismo, dança do ventre e sensualidade (que inclui dança da cadeira e strip-tease). Um lounge será palco de encontros como chá de lingerie e sexy happy hour. Também estará disponível uma butique sensual, com acessórios eróticos, lingerie e livros sobre o tema.
O pompoar é uma técnica de movimentação dos músculos na região da vagina. Executados de maneira correta, os movimentos de contração e relaxamento podem aumentar o prazer durante as relações sexuais. Lu descobriu o pompoarismo por causa de uma infecção urinária em 2003. Ela estava com 25 anos. Depois que começou a se exercitar, o problema foi curado. Lu Riva contou ao Blog do Curiocidade mais detalhes sobre seu novo espaço.
A procura por cursos de pompoarismo é tão grande assim?
Sim, é. O maior problema é que a mulher foi treinada para pensar que não tem vagina. Por exemplo, se você enfaixar as mãos de alguém, ela não vai poder mexer os dedos até que seja solta. No entanto, se você só desatar as mãos dela depois de 18 anos, os músculos já não se mexerão por falta de uso. Com a vagina, acontece a mesma coisa. As mulheres têm dificuldade em localizar os anéis porque foram educadas para nunca tentar fazer isso antes.
Como uma aluna se veste para participar de uma aula de pompoarismo?
Nas aulas de pompoarismo, eu recomendo que as alunas vistam roupas de ginástica, como bermuda. Além do conforto durante o exercício físico, essas roupas permitem maior visibilidade durante o treinamento. Cada movimento de anel vaginal representa uma mudança visual no baixo ventre. Estes movimentos não podem ser vistos através de tecidos grossos, como jeans.
Você pode contar algum segredinho que é ensinado durante a aula?
Eu digo que não dá para acreditar em muitas informações encontradas na internet, como sites que sugerem prender a urina como treino. Este tipo de esforço pode causar uma infecção urinária. Todos os exercícios de pompoarismo devem ser feitos com a bexiga vazia.
O que acontece nesse sexy happy hour?
Eu defino esse evento como uma reunião de amigas que querem aprender algo sobre sexo juntas e, ao mesmo tempo, colocar o papo em dia. O grupo que contratar o serviço escolhe um tema relacionado a sexo e eu dou uma palestra ou aula prática sobre o assunto. No caso de noivas e aniversariantes, temos o chá de calcinha e o aniversário sensual. A homenageada, acompanhada das amigas, pode experimentar lingeries, fazer desfiles e aprender mais sobre acessórios eróticos.
Serviço
Espaço Lu Pompoar
Rua Joel Jorge de Melo, 60, Vila Mariana, 3297-4850
(Com colaboração de Míriam Castro e imagem de divulgação)
O Shopping Abasto, em Buenos Aires, tem uma lanchonete kosher da rede McDonald’s. Foi de lá que eu trouxe essa toalhinha de bandeja, explicando como funciona a loja.
Em São Paulo, ainda não temos McDonald’s kosher, mas o Blog do Curiocidade preparou um roteiro de comida kosher (a maioria dos estabelecimentos fica no bairro de Higienópolis, onde há uma grande concentração de judeus ortodoxos). Para ganhar o selo kosher, a comida precisa ser preparada sob supervisão de um rabino, seguindo as regras da Torá, o livro sagrados dos judeus. Confira:
Pastelaria Via Babush
Os proprietários são Danilo Waissmann e seu pai, Maurício. Os dois são judeus. Todos as opções do cardápio são kosher. A carne é de soja, e não se mistura com queijo (nem nos recheios), e a gordura animal não passa nem perto da cozinha. “A farinha é bem peneirada para ver se não tem nenhúm resíduo de bichos”, acrescenta Danilo. Todos os dias, um auditor rabínico supervisiona o preparo dos pastéis. Entre os clientes, não há apenas judeus. Os pastéis sem ingredientes de origem animal atraem também vegetarianos e veganos. A casa foi inaugurada em abril. “Não tinha nenhuma pastelaria kosher em São Paulo, por isso resolvemos abrir. Tem judeu que sempre comeu kosher e chega aqui sem nunca ter comido um pastel na vida.” O pastel de queijo custa R$ 6,50.
Rua Barão de Tatuí, 115, Santa Cecília, 3494-0000.
Sushi Papaia
Das três unidades da rede de comida japonesa, uma é kosher. Isso significa que não há sushis preparados com crustáceos, moluscos ou qualquer outro tipo de fruto do mar não recomendado pela tradição judaica. É permitido apenas o consumo de animais que tenham escamas e barbatanas. Por isso, vende exclusivamente opções de atum, salmão e robalo. O combinado Jô Especial (R$ 132) vem com 40 peças de salmão. Outro destaque é o temaki de atum (R$ 17,80).
Praça Vilaboim, 31, Higienópolis, 3824-0400.
Burgguer’s K
A supervisão é feita por dois rabinos. São três unidades da hamburgueria, mas apenas a de Higienópolis serve lanches kosher. O cardápio é o mesmo das duas primeiras lojas, mas com adaptações. Não há cheeseburguer, pois queijo e carne não podem estar no mesmo lanche. O sorvete também teve sua receita alterada, e é feito com creme vegetal. Um dos mais pedidos é o Big Burgger (R$ 23,90, com cebola picada e molho da casa), além do Pic Tradicional (R$ 26,90, com salada e maionese).
R. Goiás, 108,Higienópolis, 3662-5121.
Nur
O restaurante, inaugurado em 2006, serve só comida kosher. “Eu vi que tinha demanda e decidi abrir”, diz o proprietário, Daniel Marciano, que é judeu. Segundo ele, o cardápio está prestes a ganhar algumas novidades. Uma delas será o Short Rib – um quilo de carne do tipo Angus, com acompanhamento à escolha do cliente. Entre as opções, arroz marroquino e batata assada. Serve de duas a três pessoas. Daniel calcula que o preço será em torno de R$ 85.
R. Tupi, 792, Santa Cecília, 3666-4992.
Pizzaria Bráz
Na primeira segunda-feira de cada mês, há pizzas kosher na unidade de Higienópolis, com supervisão da produção por um rabino. Há sabores exclusivos do cardápio especial, como mussarela com abobrinha e parmesão (R$ 51) e mussarela com manjerição, tomate e pesto de azeitonas pretas (R$ 51). Atenção: o serviço de delivery não faz entrega das pizzas kosher.
R. Sergipe, 406, 3129-8151.
Cantina do Berô
A casa serve pratos típicos da culinária italiana. Há massas, peixes e saladas, mas o forte, segundo a proprietária Judite Furgang, são as pizzas. A mais popular é a de mussarela. A pizza de 8 pedaços sai por R$ 23. “Como o nosso queijo é de fabricação própria, a gente consegue manter um preço mais acessível”, diz Judite.
R Padre. João Manoel, 881, Jardins, 3064-9022
Super K
Supermercado especializado em itens kosher. Nas prateleiras, há desde frutas e verduras produzidos de acordo com as especificações da Torá até itens industrializados que não contêm gordura animal na composição, como cereais, refrigerantes e batatas fritas. O supermercado também vende quitutes típicos da cultura judaica, como o chala (pão doce trançado) e o beigale (rosquinha salgada).
R. Traipu, 66, Pacaembu, 3663-3030
Pardess
O supermercado existe há 10 anos. Há produtos nacionais e importados, como queijo, bolachas, bolos, macarrão e gelatina, todos com o selo de certificação kosher. “São produzidos com gordura vegetal”, explica a gerente Miriam Eliezer, que é judia. A maioria dos clientes são judeus, mas há também pessoas com intolerância a lactose. Os preços são mais altos que os produtos comuns. O litro de leite kosher, por exemplo, custa R$ 3,70 (o comum custa entre R$ 2,40 e R$ 3).
R. Padre João Manoel, 732, Jardins, 3068-9093.
Pricake
Todos os sabores de mini-cupcakes são kosher. A produção é vegana. Diariamente, uma mashguiacha (supervisora da cozinha judaica) analisa os ingredientes e a preparação, seguindo as normas do Torá. A receita não leva leite ou qualquer um de seus derivados.
Av. Higienópolis, 467, 2506-8225.
Fifi Doces
Cerca de 80% da produção da marca é feito segundo os preceitos da cozinha kosher. “Eu pertenço à colônia judaica. Os judeus têm uma exigência sobre quais doces e quais ingredientes podem consumir, e é uma coisa que eu sei fazer. Por isso, não é problema pra mim”, diz a proprietária Fifi Turkie. A empresa faz doces apenas por encomenda para eventos. Segundo Fifi, o quitute que faz mais sucesso é o marrom glacê (R$ 5 a unidade).
R. Fonseca Teixeira, 102, Morumbi, 3031-5273.
O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo
A receita do doce é de Lisboa. A marca chegou a São Paulo em 2007, e hoje tem treze unidades na cidade. Os três tipos de bolo de chocolate (tradicional, meio amargo e sem açúcar) são preparados de acordo com as regras da cozinha kosher. A última visita de um rabino à fábrica foi no início deste ano. O bolo não leva farinha nem fermento. É feito com mousse de chocolate intercalado com camadas de merengue. As fatias custam R$ 9,90 (meio amargo e tradicional) e R$ 12,90 (sem açúcar).
R. Oscar Freire, 125, Jardins, 3061-2172, e mais 12 endereços.
Kosher Delight
A padaria kosher existe há 13 anos, e tem cerca de 100 tipos de pães, todos produzidos com gordura vegetal. Também vende leite, queijo e manteiga com selo kosher. O proprietário, José Marcelo Morgemsztern, é judeu. “A maior parte dos clientes são judeus, mas nós estamos começando a atingir outros públicos que não o religioso: pessoas com problemas com lactose e vegetarianos”, diz ele. O quilo do pão francês custa R$ 9,50.
Baronesa de Itu, 436, Higienópolis, 3661-3106.
Mehadrin
Fundado há 30 anos, o açougue só vende carne kosher. Os rabinos da empresa vão até o frigorífico supervisionar o abate e selecionar qual carne pode ser considerada kosher. Não pode haver sofrimento para o animal. Se o boi derramar uma lágrima durante a matança ou tiver alguma mancha atípica pelo corpo, por exemplo, o alimento não serve para o consumo. São utilizados apenas cortes da parte dianteira do boi. A carne kosher é bem mais cara que a comum. Um quilo de coração de paleta (também conhecido como braço) custa R$ 45,90. Em açougues comuns, o preço varia entre R$ 13 e R$ 14.
R. Costa e Silva, 46, Higienópolis, 3667-9090. R. Prates, 689, Bom Retiro, 3017-5500.
Mansão França
O bufê tem a opção de festas em que são servidos apenas pratos preparados de acordo com a cozinha kosher. Entre os pratos do jantar, há opções como salmão e robalo. Todos os doces são feitos com leite kosher, e os demais produtos utilizados na cozinha também vêm com selo de certificação. “Dá para dizer que 70% das nossas festas são kosher”, diz a diretora Gisele França. “A maioria são casamentos e bar-mitzva, que é a festa da maioridade do menino judeu quando ele completa 13 anos”.
Av. Angélica, 750, Higienópolis, 3662.6111.
Red Gastromia
O buffet monta menus personalizados para casamentos e eventos corporativos. Entre as opções, há o cardápio kosher, que custa 20% a mais que o comum. “O custo é maior. O preço do queijo kosher é praticamente o dobro, por exemplo. Outro custo a mais é a supervisão rabínica, é como se eu estivesse com um ‘funcionário’ extra”, justifica um dos proprietários, David Deutsch. Uma das opções do cardápio é o acarajé kosher. Em vez de camarão, leva certos tipos de peixe (segredo que o chef Marcelo Zanelatto não revela) que dão o sabor semelhante ao quitute.
R. Alves Guimarães, 1.458, Pinheiros, 3872-2993.
All Kosher
O mercado tem como público principal os judeus ortodoxos da região de Higienópolis. Entre as opções oferecidas, estão o guefilte fish, tradicional bolinho de peixe, o borscht, uma sopa de beterraba, e o farfel, massa de macarrão cortada em cubos. A casa também oferece itens especiais para o Pessach, a Páscoa hebraica.
Alameda Barros, 391, loja 12, Santa Cecília, 3285-1131
Empório Zilanna
Anna e Zilda Gonçalves, mãe e filha, são católicas, mas têm um restaurante de comida judaica. Elas eram feirantes na rua Mato Grosso, em Higienópolis. Cansadas de acordar tão cedo, decidiram tentar outro negócio: alugaram um bar na esquina das ruas Itambé e Sergipe e o transformaram em mercearia especializada em frios e laticínios. Ao perceber que a maioria dos clientes era judia, apostaram nesse filão. As duas passaram a viajar constantemente para Israel para aprender cada vez mais a respeito das tradições do país. O Empório Zilanna (que foi batizado usando uma mistura do nome das fundadoras) vende produtos com selo kosher e tem até garçons que falam o iídiche, idioma dos judeus.
R. Itambé, 506, Higienópolis, 3257-8671
Viena Kosher Express
Nada mais adequado a um hospital israelita do que um restaurante kosher. Desde 2003, o Viena do Hospital Albert Einstein serve refeições dentro dos preceitos judaicos. O bufê, que custa R$ 51,90 o quilo, tem pratos como o polpetone de salmão e o varenike (ravióli feito com batata e cebola). Na sobremesa, os visitantes podem degustar uma cheesecake de frutas vermelhas.
Av. Albert Einstein, 627, Morumbi, Hospital Albert Einstein, 3747-0647
(Com colaboração de Karina Trevizan)
A cerveja é uma das bebidas mais populares do mundo. Hoje há uma profusão de bares e restaurantes com extensas cartas de cervejas. Existe até uma competição para ver quem oferece a maior variedade de rótulos. Por isso, as cervejas artesanais passaram a ser muito cobiçadas. Produzidas por pequenas empresas em quantidades igualmente pequenas, essas cervejarias estão na mira de Gilberto Tarantino, diretor da Importadora Tarantino. Ele, que se define como um beer hunter, um caçador de loiras geladas, visitou, nos últimos três anos, 15 cidades do exterior à procura de novas marcas. O empreendedor conta ao Blog do Curiocidade mais detalhes sobre sua profissão:
Como é o trabalho de um beer hunter?
Um beer hunter é uma pessoa que, como eu, sai à caça de novos rótulos de cerveja pelo mundo. Pelo menos três vezes por ano, faço viagens ao exterior. Viajo procurando o que existe de melhor em outros países e importo para o Brasil. Procuro sempre trazer bebidas diferentes para cá. Não só no sabor, mas também na apresentação visual.
Já existem muitas pessoas fazendo esse trabalho?
Atualmente, no mercado brasileiro, existem 20, 30 importadoras que procuram novas marcas de cerveja. Talvez essas pessoas não tenham condições de viajar a cada três meses, como eu faço. Mas o trabalho de pesquisa também é feito por outras empresas no Brasil, principalmente pela internet.
Como você descobre essas marcas de cerveja estrangeiras?
A internet me ajuda bastante. Sempre procuro por menções a novas marcas. Meu colega Marcelo Carneiro, o homem que está à frente da Cervejaria Colorado, sempre participa de campeonatos internacionais de fabricantes de cervejas. Quando volta, ele me dá várias dicas de fabricantes que tiveram bom desempenho.
Não dá para resolver tudo pela internet?
Antes de ir, converso por e-mail com os fabricantes. Preciso saber se eles têm condições de exportar e se têm interesse em fazer isso. Muitas cervejarias são pequenas e não dão conta nem da produção para o mercado interno, o que dificultaria a venda para outros países. Chegando aos países, procuro visitar vários fabricantes. Na Itália, visitei cinco pequenas cervejarias. Tenho que provar a bebida e checar se há mesmo a possibilidade de exportação.
Você tem ideia de quantas marcas já provou em todas essas viagens?
É muita coisa. Em nossa importadora, trabalhamos com 15 cervejarias, cada uma com cerca de dez rótulos. Mas tem muita coisa que provamos e nem trouxemos para o Brasil. Eu diria que, por ano, devo experimentar pelo menos 200 tipos diferentes de cerveja.
Onde você encontrou as cervejas mais atraentes?
As cervejas americanas são diferentes das europeias, já que têm muito lúpulo, o que dá um sabor interessante. Só que é difícil trazê-las para o Brasil, já que quase toda a produção vai para o mercado interno. Em outras viagens, notei que as cervejarias italianas ficam em cidadelas com menos de mil habitantes. Parecem até cidades-fantasma. Mas a fama da bebida que produzem é tanta que, à noite, os bares lotam com “turistas de cerveja”. Algumas cervejarias até criaram pousadas para esses visitantes.
Se essas cervejas desconhecidas são tão boas, por que ninguém as tinha descoberto antes?
As cervejarias artesanais são muito pequenas e não têm divulgação. Além disso, o mercado brasileiro neste nicho tem crescido muito nos últimos anos, possibilitando maior investimento na área. Não queremos importar cervejas de produção em massa para concorrer com as principais fabricantes brasileiras, mas trazer opções premium aos consumidores.
Serviço:
Importadora Tarantino
3092-2337
(Com colaboração de Míriam Castro e foto de divulgação)
Embora a reforma ortográfica da Língua Portuguesa ainda esteja embaralhando a cabeça de muita gente, é bom que o programador das máquinas de vendas de ingresso do Espaço Unibanco de Cinema, do Shopping Bourbon, saiba que sessão de cinema continua sendo escrita com dois esses.
2013
2012
2011