Hoje é Dia do Orgulho Nerd, também conhecido como “Dia da Toalha”. A data recebeu o segundo nome exatamente duas semanas depois do falecimento de Douglas Adams, autor da série ‘O Guia do Mochileiro das Galáxias’, em 2001. Nos livros, é mencionado que o objeto mais importante para viajar pelo espaço é uma toalha. Por isto, os fãs das histórias carregam toalhas todo dia 25 de maio.
Outra versão para a comemoração nerd desta data é que, em 25 de maio de 1977, aconteceu a primeira exibição do filme Guerra nas Estrelas (depois rebatizado de “Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança”). A decisão de comemorar o fenômeno da ficção científica surgiu em 2006, na Espanha, e se espalhou para o resto do mundo pela internet.
O terceiro motivo para comemorar o 25 de maio é a série Discworld, do escritor Terry Pratchett. Nos livros, a data representa o acontecimento da Revolução Gloriosa do Povo, que derrubou a monarquia e instaurou a república na cidade-Estado de Ankh-Morpork.
Seja qual for sua razão para comemorar essa data, o Blog do Curiocidade preparou um roteiro com os endereços mais nerds da cidade. Confira:
Castelo do Gibi. Inaugurada em 2000, a loja tem coleções completas de gibis antigos, como Homem-Aranha, Recruta Zero e Super-Homem. Os clientes podem virar sócios do “Clube do Gibi”, que garante descontos nas compras. R. Parapuã, 481, Itaberaba, 3923-2340.
Coleciona Brinquedos. Todo tipo de boneco colecionável para todas as idades. Este é o mote da Coleciona, que tem desde versões do Mr. Potato Head (Senhor Cabeça de Batata) para bebês até um busto do vilão Freddy Krueger. R. Augusta, 2.299, Consolação, 3081-4911.
Cubo. A loja de camisetas tem diversas estampas dedicadas aos geeks. Entre elas, há referências a jogos, como Space Invaders, e a personagens como Darth Vader. R. Ministro Ferreira Alves, 102, Pompeia, 3673-8900.
Comix Book Shop. Anuncia ser a maior loja de quadrinhos do Brasil. Tem séries das editoras Marvel e DC Comics e também uma grande variedade de mangás. Al. Jaú, 1.998, Jd. Paulista, 3061-3893.
Devir. É um dos mais tradicionais endereços nerds de São Paulo. Desde 1987 no mercado, tem quadrinhos tradicionais e recentes, além de editar produções de quadrinistas brasileiros, como Laerte e Chico Caruso. R. Teodureto Souto, 642, Cambuci, 2127-8787.
Geek.Etc.Br. Inaugurado há exatamente um mês, o espaço da Livraria Cultura dedicado aos geeks tem games, camisetas e quadrinhos para todos os gostos. Mesas para jogos de tabuleiro e card games estão espalhadas pelo ambiente. Av. Paulista, 2073, Bela Vista, 3170-4033.
Gibitecas. Para acompanhar as histórias de super-heróis desde o começo, não é preciso colecionar números antigos (e caríssimos) dos gibis. As gibitecas de São Paulo têm coleções inteiras de quadrinhos clássicos, além de números recentes dos maiores nomes do gênero.
Gibiteca do Sesi. R. Carlos Weber, 835, V. Leopoldina, 3834-3458.
Gibiteca de Santo André. Pça Quarto Centenário, s/nº, S. André, 4433-0767.
Gibiteca Henfil. R. Vergueiro, 1.000, Paraíso, 3397-4090.
Gibiteria. A sobreloja em Pinheiros tem 2,5 mil exemplares variados de quadrinhos. Desde independentes, como a HQ ‘Enquanto Isso’, até compilações históricas da Marvel. Pça. Benedito Calixto, 158, 1º andar, loja 11, Pinheiros, 3167-4838.
HQMix. Procura ser um centro de vivências com debates e oficinas sobre o assunto. R. Tinhorão, 124, Higienópolis, 3259-1528.
Limited Edition. De Darth Vader a Elvis Presley, a loja traz bonecos colecionáveis autênticos. Muitos objetos, como diz o nome da loja, são de edição limitada, o que aumenta seu valor de mercado. R. da Consolação, 275, Jd. Paulista. 3081-0128.
Moonshadows Livraria. São cerca de 450 títulos de RPG (role-playing game) nacionais e importados. R. Treze de Maio, 966, térreo, Bela Vista, 3266-3916.
Shinozaki. Paraíso para amantes de desenhos japoneses. Vende bonecos e outros artigos colecionáveis de mangás e games, além de cartas de jogos como Yu-gi-Oh! e Magic the Gathering. Av. Liberdade, 363, 2º andar, loja 231, Liberdade, 3341-7756.
Super Comics. É possível encontrar prateleiras e mais prateleiras cobertas por edições de quadrinhos da Marvel e DC Comics. R. Gandavo, 58, V. Clementino, 5579-4762.
Terramédia. A loja é dedicada a quadrinhos, jogos de RPG e card games, como Magic the Gathering. R. Teodureto Souto, 630, Cambuci, 2127-8752.
USS Brazil. O lugar certo para fãs da série Star Trek. Entre os produtos, estão até um casal de Barbie e Ken vestidos como personagem do seriado de ficção científica. R. Rego Freitas, 530, loja E, Centro, 3214-4637.
Ventania. Entre as 10 mil revistas do acervo, estão almanaques de Pato Donald, Batman e Super-Homem dos anos 60. Além disso, a loja também é especializada em discos raros e antigos. R. 24 de Maio, 188, 1º andar, conjunto 113, Centro, 3331-0332.
(Com colaboração de Míriam Castro)
Livros contendo registros de ocorrências da metade do século passado foram encontrados em uma delegacia da Polícia Civil no bairro do Ipiranga. Os volumes, que estão no 17º Distrito Policial Doutor Aldo Galiano, contemplam relatórios das condutas policiais das décadas de 1950 e 1960.
“É um acervo muito precioso”, conta o delegado Evandro Luiz de Melo, que assumiu o comando da unidade na última sexta-feira. “Os documentos mostram como era o cotidiano do bairro nessa época”. Os registros de ocorrência são manuscritos ou datilografados e organizados em livros.
Aldo Galiano, que dá nome à delegacia, foi o responsável pelo local entre 1956 e 1958. “Na época, a função do delegado era muito mais ampla do que hoje em dia”, diz Melo. “Os delegados eram responsáveis por resolver pequenos conflitos do bairro, coisas que hoje têm que passar por juízes”.
Entre os casos registrados pela Polícia Civil entre os anos de 1952 e 1962, estão brigas de vizinhos, reclamações sobre jovens fazendo batucadas em frente ao comércio e até uma acusação de estupro que acabou em pedido de casamento. “Houve a violação sexual e, quando acusado, o infrator se comprometeu a casar com a menor que tinha desvirginado”, relata Melo.
Representantes do Arquivo Público do Estado de São Paulo já foram até o 17º DP para verificar a consistência do acervo. Ainda não ficou definido se os documentos irão para a sede da Polícia Civil ou para uma biblioteca da Polícia Federal. Por enquanto, eles ficarão armazenados na delegacia do Ipiranga.
Serviço:
R. Doutor Luiz Lasagna, 534, 2061-2062.
(Com colaboração de Míriam Castro)
É uma situação cada vez mais corriqueira nos restaurantes de São Paulo. Duas ou mais pessoas almoçam ou jantam juntas e, no final, dividem a conta. Depois de pagar, o ato de pedir notas fiscais separadas – e ainda com o CPFs diferentes – pode dar muita dor de cabeça.
Passei por essa experiência recentemente em dois restaurantes da cidade: o Bravin, em Higienópolis, e o Da Terrinha, em Moema. Os garçons avisam é que o sistema não permite distribuir os valores de uma mesa entre duas ou mais notas fiscais diferentes – e encerra o assunto. É preciso bater o pé para conseguir a divisão. Para Sergio Pchevuzinske, proprietário da empresa de sistemas InfoCook, não é bem assim. No mercado de sistemas de estabelecimentos de alimentação desde 1988, ele garante que é possível efetuar uma “transferência” de produtos para a comanda de uma mesa vazia do restaurante, gerando uma segunda nota fiscal com apenas uma parte do pedido.
Todos os sistemas de restaurantes têm esta opção, garante Pchevuzinske. “Se não tiver, é pego na fiscalização da Secretaria da Fazenda”, afirma. De acordo com o empresário, os softwares precisam se adequar ao PAF-ECF (Programa Aplicativo Fiscal – Emissor de Cupom Fiscal), conjunto de normas para a emissão de notas fiscais. “Uma das exigências é apresentar a possibilidade de transferir os produtos para o cupom de outra mesa”, diz.
Se todos os sistemas permitem a divisão das notas fiscais, por que é tão difícil conseguir isso nos restaurantes? Para Pchevuzinske, o processo de recadastro dos alimentos pedidos toma tempo dos funcionários. “Em um restaurante lotado, a operação pode demorar um pouco mais do que entregar a nota comum”, conta. O resultado é que acaba sendo mais cômodo dizer que a operação é inviável. Domingo passado, no Da Terrinha, o dono queria que esperássemos a divisão das notas na calçada. Não sei se ele quis nos deixar de castigo, mas a operação levou 20 minutos.
Lanchonetes e restaurantes não são obrigados a dividir a nota entre vários CPFs de clientes. “A única obrigação é entregar um cupom fiscal para a mesa”, afirma Valdir Saviolli, coordenador do programa Nota Fiscal Paulista. “A partir daí, repartir o valor depende da boa vontade dos atendentes”. Para evitar dores de cabeça, o economista recomenda que o grupo de fregueses informe que vai querer notas separadas logo antes de fazer o pedido: “Assim, o restaurante já cria uma comanda independente para cada pessoa”.
(Com colaboração de Míriam Castro)
A Marques Hamburguer está na região de Santana desde 1978. Abriu a primeira casa na Duarte de Azevedo e depois, em 1983, inaugurou uma unidade maior na Bráz Leme. O vizinho McDonald’s e uma hamburgueria na Rua Dr. César, a Chip’s, nunca tiraram o sono do pioneiro. Mas, desta vez, a chapa esquentou. No final de abril, a Dizzy, tradicional na região da Vila Maria, abriu uma segunda lanchonete encostada na Marques.
A Dizzy foi fundada em 1969 por Osmar Temperani e tinha apenas oito lugares para clientes. Depois da morte do proprietário, em 2004, o filho Marcus Vinícius assumiu a diretoria ao lado do irmão, Marcius. Em 2010, os dois iniciaram uma grande reforma, que transformou a lanchonete em um salão que comporta 150 pessoas. A filial na Braz Leme é quase tão grande quanto: pode atender até 120 clientes.
Marcus Vinicius Temperani, proprietário da Dizzy, faz um discurso diplomático. “Estamos com um movimento ótimo, mas eu vejo as outras lanchonetes lotadas mesmo assim”, afirma. “Não é questão de disputar a clientela, mas cativar novos fregueses”. Para ele, a região comporta, sim, a chegada de novos restaurantes sem problemas. Pelo visto, a Marques Hamburguer não pensa assim. Apesar de insistentes pedidos de entrevista, os responsáveis não quiseram falar sobre o assunto.
Uma das principais vias de Santana, a Avenida Braz Leme se transformou no coração gastronômico do bairro. Confira o roteiro que o Blog do Curiocidade preparou:
Charles Dog. Os hot dogs gigantes são conhecidos em toda a Zona Norte. Um exemplo é o Brasileiro, que pesa 800g. São quatro salsichas, maionese, purê, batata palha e vinagrete. Número 480. 3966-0747.
Dizzy. Inaugurada em abril na região, a lanchonete existe desde 1969 na Vila Maria. Número 2.040. 2967-1000.
Marques Hambúrguer. Porções exageradas são a característica principal do Marques. A maionese é servida em uma taça de sorvete. Número 2.002. 2979-0595.
Mc Johnny’s. Bem ao lado do Black Dog, o pequeno restaurante oferece hot dogs prensados, cobertos com parmesão, que podem ser acompanhados por açaí ou suco. Número 2.019. 2979-9113.
Pasta Nobre. Além das massas, a rotisserie vende feijoada aos sábados e frangos grelhados aos domingos. Número 2.067. 2977-5259.
Sul Nativa Churrascaria. Churrasco, feijoada e massas. Os funcionários se vestem com trajes típicos do Rio Grande do Sul. Número 2.115. 3476-8570.
Biaggio. Uma pizzaria e uma cantina italiana dividem o mesmo local. Também é servido churrasco à moda gaúcha. Número 2.131, 2950-3755.
Marco Luccio. A pizzaria tem coberturas como a Trifunghi, com shimeji, shiitake e cogumelo paris, e a Caponata, em que o aperitivo de berinjela é coberto por mussarela de búfala. Número 2.145. 2973-1144.
Gran Royalle. A padaria tem grande variedade de doces, salgados e bolos. Serve massas recheadas, peixes e lanches. Todas as noites, tem bufê de sopas e, aos finais de semana, bufê de café da manhã. Número 2.335. 2959-1519.
Unidades de grandes redes:
Habib’s. Número 550. 3966-0290.
Amor aos Pedaços. Número 1.991. 2950-0958.
Salad Creations. Número 2.087. 2950-2322.
TemakiYa. Número 2.025. 2099-2091.
Kopenhagen. Número 2.028. 3805-5939.
Black Dog. Número 2.021. 2959-1023.
McDonald’s. Número 2.162. 2959-2862.
Cacau Show. Número 2.389. 2283-5499.
(Com colaboração de Míriam Castro)
Com a chegada do frio, a ONG Adote um Gatinho organizou a quarta edição de uma Campanha do Agasalho dedicada somente a cães e gatos. Com postos de arrecadação em clínicas veterinárias e pet shops, a campanha pretende aquecer os animais abandonados de São Paulo.
São aceitos, até o dia 11 de agosto, roupas, caminhas, mantas e tapetes usados. O objetivo é superar em 30% a arrecadação do ano passado, quando 2.329 itens foram distribuídos a cerca de 1.500 animais.
Mas os bichos de estimação precisam mesmo de roupas de frio? De acordo com o médico veterinário Paulo César Conelian, o que pode prejudicar a saúde dos animais é a mudança brusca de temperatura. “O choque térmico pode causar problemas respiratórios ou resfriados”, afirma. Para ele, no entanto, o uso de roupinhas é questão de costume. “Em países frios, os cachorros se habituam à temperatura mais facilmente do que os humanos”.
Mesmo assim, Conelian é totalmente favorável à campanha. “Com o frio que está fazendo, tudo é válido para proteger os animais”, diz Conelian. Mesmo gatos, que são mais resistente ao uso das roupinhas, podem se aquecer com mantas ou camas para pets.
Para consultar os postos de arrecadação de roupinhas e outros acessórios para pet, consulte o site da Adote um Gatinho.
(Com colaboração de Míriam Castro)
O futebol teve um final de semana cheio de decisões. A festa dos campeões começou no sábado (12) no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), com a final da série A2 do Campeonato Paulista. Bruno e Ray abriram a festa cantando o Hino Nacional antes do jogo que daria ao time da cidade o primeiro título de sua história. O São Bernardo sagrou-se campeão, mas restou uma dúvida. A dupla sertaneja cantou apenas a primeira parte do hino brasileiro, ignorando o restante de sua letra. É permitido fazer isso?
Bruno e Ray cometeram uma infração. Segundo Augusto César, cerimonialista da Universidade do Estado do Pará, nos casos de execução vocal, sempre devem ser cantadas as duas partes do poema. Se a versão for orquestrada, no entanto, a regra é mais flexível: “Nesses casos, pode ser executada apenas a primeira parte da música”, esclarece.
O artigo 24 da Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971, prevê que o Hino Nacional pode ser interpretado por uma banda, orquestra, coral, cantores ou reproduzido por uma gravação. No entanto, é contra a lei a execução de versões elaboradas pelos próprios artistas. A música deve ser entoada em marcha rancho (como a composição de Antão Fernandes) e cantada em fá maior (o tom adotado pelo maestro Alberto Nepomuceno) em uníssono (uma única voz). Os presentes podem ficar à vontade para cantar ou não a letra – não é desrespeito permanecer com a boca fechada.
Virar-se para a bandeira nacional na hora do hino, atitude que também costuma ser tomada em competições esportivas, vai contra as normas de culto aos símbolos nacionais. Isso porque, a menos que se trate de uma homenagem à bandeira, todos os símbolos que representam o país (o hino, a bandeira, os selos e as armas) devem receber prestígio igualitário. Durante a execução do hino nacional em ambientes abertos – como é o caso dos estádios de futebol –, os presentes devem se voltar para a direção de onde a música está sendo reproduzida.
Para os que não resistem às palmas depois do hino, uma boa notícia: não há restrições. Na lei, está escrito: “Durante a execução do Hino Nacional, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio, os civis do sexo masculino com a cabeça descoberta e os militares em continência, sendo vedada qualquer outra forma de saudação”. O cerimonialista Augusto César, no entanto, garante: “Apesar de as palmas serem uma forma de saudação, o hino pode sim ser aplaudido, pois o parágrafo discorre sobre atitudes a serem tomadas durante a execução da música, e não após esta”.
A violação de qualquer uma das regras previstas em lei implica multa de uma a quatro vezes o salário mínimo vigente, podendo o valor ser dobrado em casos de reincidência. No caso do jogo do último sábado, quem pagaria a multa seriam os próprios Bruno e Ray, e não a organização do clube: “É responsabilidade civil de quem está executando o hino”, diz Augusto César.
(com a colaboração de Julia Bezerra e foto de Elisa Rodrigues/Futura Press)
Ao serem recepcionados no Bar do Nelson, em Santa Cecília, os visitantes acham que se trata de uma pegadinha de TV. É que quem dá as boas-vindas é o cantor cearense Markinhos Moura, que fez sucesso nos anos 1980 com as músicas “Meu Mel” e “Anjo Azul”. Ele trabalha no local há oito meses. E foi o próprio artista quem se candidatou à vaga. “Já éramos amigos antes, e o Markinhos me pediu um trabalho”, conta Lílian Gonçalves, filha do cantor Nelson Gonçalves e proprietária da casa. “Estava cansado de falsas promessas e pessoas inescrupulosas do meio”, diz Markinhos Moura.
De segunda a sábado, os clientes são recepcionados pelo cantor. “A maioria passa por mim normalmente, mas depois de alguns segundos reconhece meu rosto”, conta Markinhos. Dois meses após a contratação, ele passou a se apresentar no palco da casa. “Eu sabia que não daria para evitar os pedidos por muito tempo”. Às quintas, sextas e sábados, Markinhos Moura também apresenta um pocket-show. Canta músicas próprias e clássicos da MPB. O artista também faz parte das atrações do “Momento Nelson Gonçalves” – meia hora com músicas do Rei da Boêmia, que dá nome ao bar. No início de junho, ele também apresentará um show de humor, batizado de “Você dá o Tom”, em parceria com o comediante André Rangel, . “Vai ser um besteirol sobre os bastidores de um programa de televisão”, conta.
Serviço:
Bar do Nelson
R. Canuto do Val, 83, Santa Cecília, 3224-0586
(Com colaboração de Míriam Castro e foto de JF Diorio/AE)
Invertido é o significado, em árabe, do nome do prato palestino Maqluba, servido pelo restaurante Maramiah, inaugurado em janeiro. Conhecido como “paella árabe”, ele lembra o clássico da gastronomia espanhola e é composto por arroz, carne e legumes.
A Maqluba servida no Maramiah segue a receita que a proprietária, Lubna Patrícia Abdallah, aprendeu com a avó na cidade palestina de Deir Ballut, que fica no norte da Cisjordânia. O pai de Lubna é nascido na região, enquanto a mãe dela, filha de palestinos, nasceu no Brasil, mas viajou ao Oriente Médio em 1984 para se casar.
Apesar de ter nascido no Brasil, Lubna morou no Oriente Médio dos 13 aos 18 anos. Os primeiros oito meses foram na Palestina. Depois, a família se mudou para a Jordânia. “Quando voltava da escola, eu tinha que preparar o jantar”, conta. “Então, imitava as receitas que via meus parentes fazerem”.
Único prato exclusivamente palestino servido no Maramiah, que é dedicado à culinária árabe em geral, a Maqluba tem este nome porque é preparada no fundo de uma panela que, ao fim do cozimento, é invertida. “Eu considero a Maqluba uma comfort food dos descendentes de palestinos pelo mundo”, afirma Lubna. “Mesmo para quem não conhece, é um sabor que remete à infância”. Por R$ 59, a estrela do cardápio – que também está disponível em versão vegetariana – serve três pessoas.
Seguindo a tradição árabe, toda a carne usada no estabelecimento é halal: durante o abate, não há sofrimento dos animais. Também não são servidas bebidas alcoólicas. Para o Blog do Curiocidade, Lubna revelou a receita da maqluba:
Ingredientes
Para o preparo da carne:
500g de músculo cortado em cubos de aproximadamente 3cm
5 colheres (sopa) de óleo
1 colher (sopa) de manteiga
1 cebola bem picada
1 tablete de caldo de carne
2 litros de água fervente
sal, pimenta do reino e tempero sírio a gosto
Para a Maqluba:
1 couve-flor cortada em ramos médios
1 berinjela com casca fatiada em rodelas com um dedo de espessura
2 batatas medias descascadas e fatiadas em rodelas com um dedo de espessura
1 xícara (chá) de grão de bico cozidos
2 xícaras (chá) de arroz lavado e escorrido temperado com 1 colher (chá) de açafrão e 1 colher (chá) de sal
Modo de preparo
1- Em uma panela de pressão, esquente o óleo e a manteiga, doure bem a cebola e acrescente a carne, até ficar bem dourada também.
2- Acrescente o caldo de carne, o sal, o tempero sírio e a pimenta do reino. Coloque água fervente, espere ferver bem e feche a panela de pressão.
3-Deixe cozinhar por aproximadamente 50 minutos – a carne deve ficar bem macia.
4-Separe a carne do caldo e reserve-o, pois ele servirá para o cozimento da maqluba.
5- Grelhe todos os legumes até ficarem bem dourados e separe.
Montagem em uma panela alta:
1- Coloque a carne no fundo da panela.
2- Por cima da carne, arrume em camadas a berinjela, depois a couve-flor, o grão de bico, a batata e, por último, o arroz.
3- Coloque um prato de sobremesa em cima do arroz.
4- Leve ao fogo e com uma colher grande pressione levemente o prato. Vá pressionando e adicionando o caldo da carne até cobrir o prato.
5- Assim que a água começar a secar, retire o prato e deixe cozinhar em fogo baixo até o arroz ficar bem macio.
6- Depois de pronto, aguarde cinco minutos com o fogo apagado para servir.
7- Para servir, é necessário uma bandeja redonda de aproximadamente 45 cm de diâmetro. Coloque a bandeja em cima da panela e vire a panela rapidamente.
8- Desenforme e sirva com uma salada de tomate e iogurte natural.
Serviço:
Maramiah
R. Canário, 390, Moema, 5051-0558
(Com colaboração de Míriam Castro)
Os cupcakes se tornaram tão populares em São Paulo que já nem podem ser considerados novidade, tamanha a quantidade de lugares que os oferecem. Em meio a tanta concorrência, lojas especializadas nos bolinhos procuram maneiras de se diferenciar. Na Cupcake da Vila, eles são decorados com flores, como uma rosa que serve de suporte para velas.
A designer Vera Franco, de 57 anos, deixou o emprego como editora de arte de uma revista há dez meses. “Eu era designer de revistas, mas agora sou designer de cupcakes”, brinca ela, que abriu um ateliê na Vila Mariana. “O que me encanta neste trabalho é descobrir novas combinações de cores para deixar o doce mais bonito”. Os cupcakes especiais (a partir de R$ 8 ) precisam ser encomendados com pelo menos três dias de antecedência.
Vera criou as rosas decorativas quando recebeu uma encomenda de aniversário de 80 anos. “Tinha que fazer 80 cupcakes”, conta. “Pensei que ficaria sem graça apenas espetar a velinha no bolo, por isso fiz um suporte em forma de rosa”. A designer confeiteira mostra agora no Blog do Curiocidade um passo a passo para a criação do enfeite para cupcake:
A pasta americana utilizada na receita pode ser encontrada em lojas de doces e misturada a corantes para confeitaria em gel ou pó. Para que a massa não grude, abra-a em cima de um plástico.
Corte seis rodelas finas com um molde de biscoitos.
Enfileire as seis rodelas.
Com uma espátula ou outro utensílio, pressione o centro das rodelas.
Enrole as rodelas, com cuidado, até o final.
Com uma faca ou espátula, corte o rolo de massa ao meio.
Aperte delicadamente a base da rosa para abrir as pétalas.
Encaixe a vela na rosa de pasta americana.
Coloque a rosa decorativa sobre o cupcake.
Serviço:
Cupcake da Vila
2501-8982
(Com colaboração de Míriam Castro)
Tudo indica que o Santos irá conquistar seu terceiro tricampeonato paulista – o primeiro depois da era Pelé – no próximo domingo, na segunda partida da decisão, contra o Guarani. O Santos venceu a primeira, domingo passado, por 3 x 0. O último tricampeão paulista foi justamente o Santos em 1967, 1968 e 1969. E o primeiro clube a ganhar o Paulistão por três anos consecutivos? A resposta é SPAC (São Paulo Athletic Club), time em que jogou Charles Miller, o pai do futebol no Brasil. O troféu de tricampeonato mais antiga do Brasil será exposto a partir deste sábado (12). O SPAC fará uma grande festa neste sábado, dia 12, em sua sede social para a inauguração do Centro de Memória do SPAC – Charles Miller.
Fundado em 1888 por trabalhadores do comércio e da São Paulo Railway, o Clube Atlético São Paulo era frequentado por imigrantes ingleses e seus descendentes. Lá, eram praticados esportes tradicionais britânicos, como o críquete. Charles Miller, um dos sócios do clube, voltou de um período de estudos na Inglaterra em 1894 com duas bolas de capotão e um livro de regras do futebol, que estava se popularizando na época.
O primeiro campeonato estadual foi realizado pela Liga Paulista de Foot-Ball em 1902. Com Miller na equipe, o SPAC venceu as três primeiras edições, garantindo a Taça Antônio Casimiro da Rocha, que será a atração principal do Centro de Memória. “Queremos nos tornar um dos pontos de visitação relacionados ao futebol em São Paulo”, diz Junshi Nishimura, gerente geral do clube.
Com aproximadamente 40 m², o espaço é dedicado principalmente ao futebol e ao rúgbi – esporte que também foi trazido ao Brasil por Charles Miller. Serão cerca de 80 itens expostos, entre taças, camisas, flâmulas, fotografias e cartas. “Temos um acervo com centenas de itens, mas o espaço aqui é restrito”, afirma Nishimura. A intenção é, em até dois anos, transferir o memorial para um local mais amplo em frente ao clube, que fica no bairro de Higienópolis.
Ainda não estão definidos os dias e os horários de funcionamento do Centro de Memória. A princípio, o que está confirmado é que o museu terá entrada gratuita para o público em geral.
Serviço:
Centro de Memória do SPAC
R. Visconde de Ouro Preto, 119, Higienópolis, 3217-5944
(Com colaboração de Míriam Castro e imagem de divulgação)
2012
2011