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Príncipe ou sapo? Médico ou monstro? Qualquer transformação facial pode ser feita pela equipe da Camarim Brasil. A empresa de caracterização foi fundada há 20 anos por Westerley Dornellas.  Maquiador desde 1984, Westerley já trabalhou com rostos ilustres, como os de Fernanda Montenegro, Rodrigo Santoro, Salma Hayek e o jogador Robinho.

Com artigos de maquiagem, Westerley e sua equipe conseguem transformar qualquer um em monstro. Aliás, o diretor da Camarim Brasil acha que maquiar um vilão feioso é mais fácil do que embelezar a mocinha. “Nos trabalhos de monstros não há intervenção de pessoas que sempre colocam a beleza e opiniões pessoais na frente de tudo”, afirma. “Quando é uma mudança radical, fico mais livre para elaborar grandes efeitos na montagem do personagem.”

Westerley é contratado por produtoras artísticas para peças de teatro, filmes e material publicitário. Para uma campanha de uma marca de material de construção, por exemplo, o maquiador precisou criar um lobisomem. O ator teve pêlos colados pelo corpo e pelo rosto, próteses de orelhas pontudas coladas no rosto e aplicação de unhas postiças.

Entre tantas caracterizações, o maquiador prefere as de produções grandes. “Valorizo mais os trabalhos feitos em equipe, quando tempos que montar uma estrutura de 10 a 20 profissionais para caracterizar vários personagens”, afirma.

Serviço:
2613-9235
www.camarimbrasil.com

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Se, para os ocidentais, comer um prato de lentilha ou doze uvas na passagem do ano atrai felicidade,  para os japoneses a tradição é outra. Na manhã da próxima terça-feira, dia 1º, famílias nipônicas farão a primeira refeição do ano e, nela, estará o moti. O alimento é um bolinho branco, feito apenas com arroz.

“É quase obrigatório para uma família japonesa consumir o moti nesse dia”, afirma o nissei Fernando Masayuki Kanazawa. Em 1967, seus pais, Eiko e Hidetaka, inauguraram a loja de doces japoneses Kanazawa, que continua até hoje no mesmo endereço no bairro da Liberdade. Desde a inauguração, vendem o moti na região. O maior volume de vendas é no final de dezembro. Fernando estima que a procura pelo bolinho aumente mais de dez vezes nessa época.

Não é com qualquer arroz branco que se faz moti. “O arroz comum viraria uma pasta quando amassado”, afirma Kanazawa. Para o bolinho, é usado o mochigome, arroz glutinoso, que permite que a massa seja moldada em diversos formatos. O mais tradicional, que é vendido na loja, é redondo, mas existe também o moti quadrado, consumido na região de Tóquio. Por R$ 8, o cliente leva um pacote de 500g, o suficiente para quatro pessoas.

A tradição afirma que comer o bolinho no primeiro dia de janeiro garante felicidade para o resto do ano. Kanazawa tem uma versão mais poética. “Os grãos de arroz ficam separados, mas se juntam no moti”, afirma. “Por isso, ele é consumido nas ocasiões em que pessoas queridas se unem.” O moti pode ser consumido sozinho, mas também faz parte de uma tradicional receita de ano-novo, a ‘ozoni’, uma sopa feita de caldo de peixe, algas marinhas e o bolinho de arroz.

Serviço:
R. Galvão Bueno, 379, Liberdade, 3207-1801

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de André Lessa/Estadão)

 

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1. Em época de Natal, nada mais normal que panetone. São diversos sabores e recheios, como chocolate, doce de leite, goiabada e… pernil. Ôps, você não leu errado. O sanduíche natalino Trenó Burger (R$ 25,90) leva 150g de pernil suíno, queijo ementhal, maionese caseira e molho vinagrete. Esses ingredientes são servidos em um panetone salgado, no formato de pão de hambúrguer, coberto por queijo parmesão e bacon.

Apesar de um tanto bizarra, a combinação está fazendo sucesso. Pelo menos, é o que diz o gerente José Filipe Andreoli. “As pessoas veem os ingredientes e ficam curiosas para experimentar”, conta. A receita do panetone foi desenvolvida pela Cepam, padaria responsável pela marca Village, que fica próxima ao restaurante, na Vila Prudente. “Fizeram a receita especialmente para nós”, afirma Andreoli.

2. A rede The Fifties inclui no cardápio desde 2007 o Christmas Burger (R$ 21,50), com hambúrguer de peito de peru. A carne é acompanhada por uma fatia de abacaxi, queijo prato e alface roxa. Para reforçar o clima natalino, o pão tem essência de panetone e o molho é feito de frutas secas.

3. Localizada ao norte da Itália, a região do Vêneto tem clima frio. “Por isso, os recheios levam coisas quentes, como castanhas, canela e frutas”, conta Alexandre Scabin, dono da sorveteria Stuzzi. Scabin lançou este ano o ‘pane di belluno’, bolo que lembra o panetone, mas segue uma receita diferente.

A massa não é como a do panetone. É mais densa – leva mel e canela. A receita está na família Scabin há gerações e foi trazida ao Brasil por Vittorio Scabin, avô de Alexandre. Ele foi o dono da primeira unidade da Stuzzi, criada na década de 30 no vilarejo de Sappada, no Vêneto. Quando abriu mão do sonho gelado e atravessou o Atlântico, transmitiu a paixão pelos sorvetes aos netos (Alexandre é dono da Stuzzi, e o irmão dele, Leandro, dirige a marca de picolés Diletto).

Na casa dos Scabin, a receita é mais presente do que o panetone do Brasil –  o que consumimos segue a receita tradicional da região de Milão. “Cada vez mais, inventam recheios e formas diferentes para o panetone, mas não mudam o produto”, afirma Alexandre. “O pane di belluno é outra opção de presente no Natal.” O doce é vendido em duas versões: mini (R$ 8) e grande, de 800g (R$ 57).

4. Outra opção diferente de presente é o chocotone de cerveja da Galeria Chocolate. O recheio, de chocolate belga amargo com 53% de cacau, leva na receita a cerveja irlandesa Guinness tipo stout, que tem sabor de chocolate, malte torrado e café.

É a primeira vez que a chocolateria faz este panetone. O proprietário, Daniel Goldberg, descobriu a receita enquanto tentava fazer um bombom. Uma cliente sugeriu a criação de um chocolate com cerveja. “Tentei com diversos tipos de bebidas e chocolates antes de chegar ao resultado final”, conta o chocolatier. A solução foi fazer uma redução (processo de evaporação que concentra os aromas do ingrediente) da cerveja escura. Assim surgiu a ganache de chocolate belga que recheia o bombom ‘Carla’.

No chocotone, o recheio é quase o mesmo, só foi reduzida a quantidade de cerveja na mistura. “Fiz isso porque a quantidade de ganache no panetone é muito maior”, afirma Goldberg. “Poderia ficar muito forte.” O doce só será vendido durante o período natalino.

O Blog do Curiocidade listou outros lugares que fazem doces usando cerveja. Veja mais aqui.

Serviço:
Galeria Chocolate
R. Gaivota, 779, Moema, 5051-1302

Garage Burger
Av. Prof. Luiz Ignácio de Anhaia Mello, 1.501, V. Prudente, 2274-6968

Stuzzi
R. Paulistânia, 450, V. Madalena, 3816-0279

(Com colaboração de Míriam Castro)

 

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O Natal corintiano começou mais cedo este ano. Os torcedores alvinegros ganharam o bicampeonato mundial de clubes no Japão. Mas. até num momento de celebração, as rivalides clubísticas falam mais alto. A cor verde é banida dentro do Parque São Jorge. A decoração de Natal do clube possui 10 árvores brancas e uma, maior, totalmente preta. Até Papai Noel, que tradicionalmente se veste de vermelho e branco, ganhou uma fantasia nas cores corintianas.

“Desta maneira, agradamos aos fãs do clube”, diz Fernando Henrique Pascui, gerente do departamento social do Corinthians. “Também evitamos exaltar os ânimos de torcedores mais fanáticos, já que evitamos o verde.” A árvore preta, decorada com bolas prateadas, está na Galeria Central do Parque São Jorge, em frente ao memorial do clube. As 10 árvores brancas estão espalhadas pelo local e possuem enfeites vermelhos, em referência ao campeonato disputado no Japão.

Durante o Mundial, o Corinthiansfoi obrigado a usar um detalhe verde no uniforme. Era o símbolo da campanha “Football for Hope”. A diretoria do Timão até tentou escapar, mas foi obrigada pela FIFA a adotar o logo. Na final contra o Chelsea, porém, o clube não permitiu que os reservas usassem coletes verdes.

Na maior parte do tempo, o acesso ao Parque São Jorge é exclusivo para os sócios. Mas o local fica aberto ao público geral de segunda a sexta-feira no horário do almoço e, aos domingos, durante a missa matinal.

Serviço:
R. São Jorge, 777, Tatuapé, 2095-3000
Horário em que o clube fica aberto a não-sócios: de 2ª a 6ª, 11h/14h; dom., 8h/9h

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de divulgação)

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O padre Mário Geremia é gaúcho, mas boa parte de seu trabalho é feita em espanhol. Ele celebra uma missa de Natal latina na Paróquia Nossa Senhora da Paz, igreja dedicada aos imigrantes da cidade. Toda em espanhol, a missa latina leva este nome porque é dedicada a todos os imigrantes latino-americanos – a maioria é formada por paraguaios e bolivianos, mas São Paulo também tem grupos de peruanos, colombianos e chilenos. “As diferenças culturais entre esses povos são muito grandes”, afirma o sacerdote. “Mas todos se unem sob a mesma fé, o mesmo Deus.”

A missa latina acontece desde 1997 nesta paróquia, sempre no último domingo de cada mês. Também há festas para santos padroeiros dos países americanos. Em agosto, por exemplo, a homenageada foi Nossa Senhora de Copacabana, padroeira da Bolívia. No mês de dezembro, as festanças de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira mexicana, e da paraguaia Virgem de Caacupé trouxeram mais de 3 mil pessoas à igreja, no bairro do Glicério.

A Paróquia Nossa Senhora da Paz foi fundada em 1942 e contava com um centro de atendimento às famílias de italianos em São Paulo. Duas décadas depois, o Centro da Paz já estava aberto a novos habitantes de diversas origens: coreanos, latinos, africanos e migrantes nordestinos. A paróquia faz parte da chamada Missão Scalabriniana, fundada em 1887 pelo Beato Dom João Batista Scalabrini (1839 – 1905). Ela tem como lema o trecho bíblico “Eu era estrangeiro e vocês me acolheram” (Mt 25,35).

Também será feita uma missa para os imigrantes haitianos, em francês. Veja um roteiro com missas de Natal em outros idiomas:

Missa latina
30/12, às 12h
Igreja Nossa Senhora da Paz.
R. do Glicério, 225, Liberdade, 3207-7709

Missa em francês (haitianos)
23/12, às 11h
Igreja Nossa Senhora da Paz.
R. do Glicério, 225, Liberdade, 3207-7709

Missa em japonês
23/12, às 10h15
Paróquia São Francisco de Assis
R. Borges Lagoa, 1.209, V. Mariana, 5576-7960

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Rainha da Paulista, dama do mercado imobiliário, rainha dos imóveis. São muitos os títulos atribuídos à corretora Valentina Caran. “Sou uma workaholic, sempre trabalho até a meia-noite”, afirma. “Mas meus clientes apenas funcionam em horário comercial.” Para ocupar esse, digamos, tempo livre, Valentina decidiu trabalhar em outro ramo: tornou-se produtora musical.

A VC Produções existe há uma década. “Começamos vendendo shows, mas agora também empresariamos artistas”, afirma Valentina. A banda empresariada pela corretora de imóveis é a SP Gaitta. Os cinco membros da banda sertaneja – Jerry, Ronny, Paulinho, Cléber e Serginho – conheceram Valentina Caran em 2007. Com sua orientação, gravaram os dois primeiros álbuns e um DVD ao vivo.

No meio artístico, os acontecimentos são mais imprevisíveis do que no mercado imobiliário. “Já tive problemas com músicos que não apareceram para se apresentar”, conta Valentina. Mas a vida de produtora rendeu frutos ao trabalho de corretora. Com a venda de shows, prefeitos de cidades interioranas e apresentadores de televisão passaram a procurar o escritório de Valentina Caran para negociar seus imóveis. “Acabei agregando as duas atividades.”, diz.

Já passaram pela produtora artistas como Beth Guzzo, Willian e Renan, Matheus Minas e Alex e Rodrigo. Agora, a corretora empresaria apenas SP Gaitta, já que não tem tempo para dar atenção a mais clientes. “Gosto tanto do meio artístico que largaria meu escritório para trabalhar apenas com isso”, brinca. “Só não largo, porque meus clientes morreriam de susto.”

Serviço:
3284-8388
www.vcproducoes.com.br

(Com colaboração de Míriam Castro e fotos de divulgação)

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Prestes a completar quatro anos de existência, a Diletto já pode ser considerada uma grande empresa. Seus picolés estão presentes em cerca de 3 mil pontos de venda pelo Brasil – as geladeiras verdes com o simpático urso polar ficam em shoppings, supermercados e restaurantes variados. Nesta quinta-feira, dia 20, a marca inaugura a primeira sorveteria própria, na região dos Jardins.

Leandro Scabin em frente a um dos quiosques da Diletto, em 2011. Foto: Lawrence Bodnar/Estadão

A gelateria Diletto funcionará na esquina da Alameda Lorena com a Rua da Consolação. No local, o cliente poderá consumir os doze picolés tradicionais da marca, como de framboesa, pistache e limão siciliano, além de sabores sazonais. O de panetone, lançado por causa do Natal, é um deles. Também serão servidos os sorvetes de massa. Antes da inauguração, circulava entre os funcionários do local a informação de que haverá produtos com venda exclusiva para aquele ponto.

Leandro Scabin, fundador e diretor geral da Diletto, foi procurado pelo blog, mas preferiu não dar informações, já que a loja ainda está em soft opening. Leandro é engenheiro e trabalhava no ramo de importações. Em 2006, decidiu resgatar o trabalho do avô, Vittorio, que abriu uma sorveteria na província de Sappada, na região italiana do Vêneto, em 1922. Por causa da guerra, Vittorio trocou a Itália pelo Brasil e seus sorvetes eram provados apenas pelos familiares. A arrancada da Diletto se deu com a chegada de dois novos sócios – Fábio Meneghini e Fábio Pinheiro.

Alexandre Scabin, irmão de Leandro, fundou a sorveteria Stuzzi. em julho de 2008, na Vila Madalena. A Stuzzi também cresceu. Abriu lojas no bairro do Campo Belo e no Shopping Anália Franco. Há algumas semanas, a geladeira com os sorvetes da Diletto desapareceu da Stuzzi. Era o primeiro sinal de que uma novidade estava por vir.

Serviço:
Alameda Lorena, 1969, Jardins

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Para quem acredita na teoria dos maias, o mundo acaba semana que vem. Para todos os outros, a data apocalíptica (21/12/2012) é motivo de piadas, especulações e – por que não? – festas temáticas. O Blog do Curiocidade foi atrás dos eventos curiosos que celebrarão a data na cidade e encontrou uma banda paulistana que adotou o fim do mundo como tema de um CD inteirinho. Desde 2010, o grupo Meia Dúzia de 3 ou 4 vem contando a saga do fim do mundo por meio de suas canções. O resultado vai ser apresentado ao público no dia 18 de dezembro – três dias antes do apocalipse – na Festa (Oficial) do Fim do Mundo, no Centro Cultural Rio Verde, espaço localizado na Vila Madalena.

Da esquerda para a direita: Thiago Melo, Sérgio Wontroba, Mike Reuben, Melina Mulazani, Daniel Carezzato, Marcos Mesquita.

A banda começou em 2003 como  um duo:  Thiago Melo (violão/sax) e Marcos Mesquita (baixo). Com o tempo, novos instrumentos foram sendo adicionados ao som. Hoje, o núcleo oficial do Meia Dúzia é composto por sete pessoas, apesar de o grupo já ter subido no palco com até 11 integrantes. O nome foi escolhido por Marcos. É uma expressão que era usada por dona Itália, bedel da escola dele, quando dava bronca nas crianças. “Ela costumava dizer: ‘Tem uma meia dúzia de três ou quatro alunos fazendo baderna’…”, lembra o músico.

A ideia do tema apocalíptico surgiu em 2010. A banda se comprometeu a lançar uma música com videoclipe a cada dois meses. “O objetivo foi fazer um retrato da condição em que nosso planeta se encontrava”, conta Thiago Melo. As letras complexas e sarcásticas, que tratam de temas como política, ecologia e relações conturbadas, chamam a atenção. “Pesinho na consciência”, por exemplo, fala sobre o problema ecológico. A letra da música é cheia de provocação: “Ai meu deus eu quero ficar rico / E o capitalismo ajuda a destruir o meu planeta”. “Nós fazemos crônicas musicais, é a maneira Meia Dúzia de compor”, diz Marcos Mesquita. O trabalho diferenciado rendeu parcerias em todas as faixas: Tom Zé e André Abujamra são nomes que aparecem no projeto.

Em dezembro do ano passado, as 11 faixas de “O Fim Está Próspero” já estavam prontas e, desde então, disponíveis na internet. A última delas, “365 bons motivos para o mundo acabar”, tem mais de 65 co-autores! Quem assina a faixa são internautas que contaram para a banda suas maiores angústias pré-apocalípticas. “Nós só amarramos os assuntos em blocos e formamos as estrofes”, conta Marcos. O ano de 2012 foi reservado para a produção do disco físico. Para aquecer o público, a banda lançou, em outubro, uma música bônus, “Não vou estar podendo”.

As curiosidades não param por aí. A banda, que é totalmente independente, bancou por conta própria a gravação das músicas e videoclipes, o que totalizou um gasto de R$ 36.658,00. Para ajudar nos custos do show de lançamento, o Meia Dúzia resolveu recorrer ao crowdfunding. O projeto foi inserido na plataforma online Catarse, onde os próprios fãs financiam o artista. Para atrair a atenção do público, o Meia Dúzia gravou um vídeo simulando o sequestro de André Abujamra, parceiro da banda e diretor do show de lançamento:

 

Se o projeto conseguir o financiamento de 12 mil reais até o dia da festa (18), a banda promete libertar Abujamra. Para cada valor doado ao resgate, há uma recompensa. Algumas são bem criativas: quem contribuir com 200 reais leva uma consulta astral com André Abujamra, além de ingressos da festa, CD, DVD e fotos autografadas. E se o mundo não acabar depois do lançamento do CD, o Meia Dúzia já tem três ou quatro projetos em mente. “Creio que, no ano que vem, a banda se envolva com a criação de trilhas infantis”, adianta Thiago. “Sem mais trabalhos temáticos, por enquanto” – garante Marcos. “Dá muito trabalho”.

A Festa (Oficial) do Fim do Mundo
Centro Cultural Rio Verde
Rua Belmiro Braga, 119, Vila Madalena
18/12/2012 a partir das 21h
R$ 20,00

(com colaboração de Júlia Bezerra e foto de Enoá)

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O imóvel onde funcionou a famosa Santa Pizza, na Rua Harmonia, na Vila Madalena, está com uma placa de “aluga-se” na porta há oito meses. A Santa Pizza foi criada em 2000 por Mauricio Laranjeira, proprietário do Santa Gula, restaurante que há 15 anos ocupa o mesmo endereço na Rua Fidalga, na Vila Madalena. Teve uma filial em Moema, que foi rebatizada como Forneria do Santa um mês depois da venda da unidade Vila Madalena (e da marca Santa Pizza), em 2009. “Não tínhamos colocado o restaurante à venda, pois estava indo bem”, afirma Laranjeira. “Mas achamos a oferta atraente e preferimos investir no Santa Gula, que é nosso carro-chefe.”

Os compradores foram Breno Zilber e Odival Belmonte. Eles se conheceram em um curso de gastronomia, ficaram amigos e decidiram virar sócios.

Antigo salão da Santa Pizza. Foto: Leonardo Soares/Estadão

Zilber, que trabalhava no mercado financeiro, tinha planos de morar no Canadá. Atrasou em um ano a viagem para tocar a pizzaria. “Eles fizeram mudanças no cardápio e na massa”, conta Laranjeira. O investimento foi grande, com reformas de ampliação na cozinha. “Não esperava que fossem fechar.”

Já no Canadá, Zilber administrava remotamente a sociedade com Belmonte. A Santa Pizza ocupava dois imóveis vizinhos. O proprietário de um deles decidiu aumentar o valor do aluguel em uma proporção que não agradou a nenhum dos sócios. “O aumento foi muito grande e eles optaram por desistir do negócio”, conta Laranjeira. A Forneria do Santa ainda funciona, mas não pertence mais ao grupo Santa Gula – foi vendido há um ano e meio para outros proprietários.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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O Teatro Viradalata, em Perdizes, ficou aberto pouquíssimos meses – funcionou de julho a dezembro do ano passado. Motivo? A atriz Alexandra Golik, da companhia Le Plat du Jour, queria algo mais completo. Por isso, reformou o local, que será reinaugurado no primeiro semestre de 2013. “Provavelmente, abriremos após o Carnaval”, diz Alexandra, que é sócia da dentista Vanda Varella no empreendimento. A reforma foi grande. A plateia de 100 lugares foi transformada em duas: uma com 270 lugares e, outra, na parte de cima, com mais 150 assentos. Um bar e um restaurante foram construídos.

Peça ‘Coquetel de Fadas’, de Alexandra Golik, no antigo palco do Viradalata (Foto: Divulgação)

A ideia é fazer um espaço com todo tipo de espetáculo. “Quero fazer algo bem eclético: do adulto ao infantil, passando pelos musicais e comédias”, conta Alexandra. “O que tiver de bacana eu vou fazer.” Os primeiros espetáculos serão da própria atriz, que pretende levar ao palco novamente o espetáculo ‘Grávido’, dirigido por ela em maio deste ano. Produções da Le Plat du Jour, parceria de Alexandra com a atriz Carla Candiotto, também estão nos planos, apesar de Carla não estar entre as sócias do teatro.

Alexandra também quer transformar o local em um centro de eventos. “Temos espaço para isto”, afirma. Ainda não escolheu tipo de comida será servido no bar e no restaurante. “Gosto do estilo de restaurantes como Ritz e Spot”, diz.

Falta um pouco de acabamento na pintura, mas a obra está praticamente pronta. O que falta é a autorização da Prefeitura para funcionamento do imóvel, por isto ainda não aconteceu a inauguração. “Eles ainda precisam autorizar esta planta”, afirma Alexandra. Para colocar os admiradores a par da reforma, ela criou uma série de vídeos para o Youtube. Em ‘Sarinha na obra’, uma garotinha (a própria Alexandra!)  inspeciona as alterações no Viradalata.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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