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Não é preciso ser um ilustrador profissional – alguma experiência na área é suficiente – nem ter ferramentas requintadas para participar do workshop Ilustre Moda, que será realizado nos próximos dias 3 e 4 pela artista Fernanda Guedes. Requisitada por revistas, editoras e agências de publicidade desde a década de 1990, ela ensinará truques de desenho de moda, que incluem o uso de materiais simples, como canetas e lápis de cor.

Fernanda explica que ilustração de moda não é apenas fazer croquis: “Enquanto o croqui é um desenho técnico, focado na confecção de uma peça, os desenhos de moda não costumam ter aplicação diretamente editorial”, diz. O uso costuma ser no meio editorial e de propaganda. “Tem marcas que preferem usar desenhos a fotos com modelos nos catálogos”.

No workshop, Fernanda irá ensinar os alunos a procurar referências de moda de rua em sites, livros e revistas. “É importante montar um lookbook como fonte de inspiração”, garante a ilustradora. Quem fizer o workshop também receberá dicas para melhorar seus desenhos e terá a oportunidade de ver Fernanda em ação, criando ilustrações com base em seu processo criativo.

O computador não entra nesse curso. Fernanda prefere usar a máquina apenas para escanear suas produções. Ela conta que usa o meio eletrônico mais como um acessório para pesquisa do que como uma ferramenta de edição. “Por mais que eu prefira dar um tom ‘analógico’ ao meu trabalho, uso a internet para buscar inspirações”, afirma.

São apenas vinte vagas na turma. O workshop custa 450 reais e as inscrições podem ser feitas no site do Pto de Contato.

Serviço:
Rua Augusta, 2690, 3º andar (Galeria Ouro Fino), 2626-0860

(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de divulgação/Fernanda Guedes)

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São Paulo virou mesmo uma filial da Broadway. Em 2011 passaram pelos palcos da cidade musicais importantes como  As Bruxas de Eastwick; Mamma Mia!; New York, New York; e Evita. Já no ano passado, tivemos Hairspray, O Rei e Eu e Cats. Para o primeiro semestre de 2012, teremos pelo menos três grandes produções.

Montagem de Hair no Rio de Janeiro

O primeiro a estrear será Hair, no dia 13 de janeiro. A montagem brasileira, estrelada por Kiara Sasso, tem texto de Charles Möeller e Claudio Botelho. No Rio de Janeiro, foi vista por cerca de 100 mil pessoas. É a primeira vez desde 1968 que é exibida uma versão profissional da história do estilo de vida dos hippies na época da Guerra do Vietnã. A produção do musical tem cerca de 100 figurinos completos para os 30 atores. Será exibida no Teatro Frei Caneca.

A Família Addams na Broadway

Apenas atores com mais de 1,90m de altura puderam fazer a audição para ser o “Tropeço” de A Família Addams, musical que começa a ser exibido no Teatro Abril em 2 de março. Na comédia, que estreou ano passado na Broadway, não foram deixados de lado os personagens principais criados nos quadrinhos de Charles Addams na década de 1930 – inclusive o Mãozinha, mão flutuante cujo funcionamento  é trancado a sete chaves. “Faz parte do mistério que envolve o espetáculo”, diz Henrique Sarcinella, assessor da empresa que está trazendo o espetáculo para o Brasil. Marisa Orth fará o papel de Mortícia – na Broadway, o papel é interpretado por Brooke Shields.

Ônibus-estrela de Priscilla, Rainha do Deserto

Pouco depois, estreia em 16 de março no Teatro Bradesco a obra australiana Priscilla, Rainha do Deserto. Duas drag queens e uma transexual cruzam o deserto em um ônibus carinhosamente apelidado de Priscilla. Esse ônibus, por sinal, pesa 8 toneladas e tem todos os movimentos controlados por um controle remoto. Com 30 mil pontos de LED, ele vira um painel de imagens no meio do palco. Acaba sendo uma atração tão grande quanto os atores principais Ruben Gabira, Luciano Andrey e André Torquato.

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O preço da pizza em São Paulo subiu 65% nos últimos cinco anos – mais que o dobro da inflação no mesmo período. Apesar disso, alguns donos de pizzarias insistem numa estratégia mesquinha: cobrar uma pizza meio a meio pelo valor da mais cara. É a “Lei de Gérson” – gosto de levar vantagem em tudo, certo? – coberta de molho de tomate e mussarela. A Tal da Pizza, que vende as redondas mais caras da cidade, cobra 59 reais por uma pizza de mussarela. Se o cliente quiser uma metade mussarela e outra metade calabresa terá que desembolsar 78 reais – preço integral da calabresa. “É para não encorajar o cliente a pedir uma pizza com uma cobertura mais em conta apenas para pagar menos no final”, afirma, sem pudor, a proprietária Cibele de Freitas.

A repórter Miriam Castro, do Blog do Curiocidade, ouviu outras explicações esdrúxulas para justificar a absurda cobrança. “Ao fazer metade de uma pizza você não usa necessariamente metade dos ingredientes”, diz Débora Ribeiro, assessora de imprensa da Speranza. “As pizzas são feitas artesanalmente, o que significa que o pizzaiolo não consegue calcular precisamente a metade dos itens que vai colocar sobre a massa”. A assessora também ressalta que fazer pizzas com duas coberturas dá mais trabalho para o pizzaiolo. “Se uma família com pessoas vegetarianas pedir uma pizza meia calabresa, meia mussarela, cabe ao pizzaiolo tomar cuidado para não misturar os dois sabores”. Entendeu?!?  Bem, Mário Sérgio Zuca, gerente da unidade da Babbo Giovanni em Perdizes, acha essa explicação uma grande bobagem. “Isso é desculpa esfarrapada”, diz Zuca. “Se  é metade mussarela, o pizzaiolo vai usar exatamente metade da quantidade de ingrediente que iria em uma inteira”.

Outro estabelecimento que adotou a tática de levar vantagem em cima do cliente é a Maremonti, cuja filial paulistana foi inaugurada no último dia 12 de outubro. Uma pizza de mussarela sai por 45 reais, mas a versão que é metade calabresa custa 58 reais. O gerente Fábio de Silveira diz que a prática é adotada desde que o restaurante foi aberto em 2000 na Riviera de São Lourenço. “Toda pizzaria faz e sempre fez isso”, afirma. “É uma regra que existe no mercado. Nós não inventamos, apenas seguimos”, afirma. Mais uma explicação que não funciona. O Blog do Curiocidade fez um levantamento em outras 14 pizzarias tradicionais da cidade. O placar foi de 10 x 5 para os honestos (veja a relação abaixo).

Na Monte Verde Itaim, o gerente Sílvio Alexandre Soares concorda que o cliente deve pagar exatamente por aquilo que consome. “Muitos pais chegam aqui acompanhados de filhos pequenos, que só comem pizza de mussarela”, explica ele. “Se os pais quiserem algo mais requintado, não podem ser penalizados”. Outro que engrossa o coro é o empresário Antonio Carlos de Toledo. “Quando abri a Margherita, em 1981, escolhi cobrar pela média porque achei que era o mais justo”, afirma. “Não há nada que justifique cobrar pela mais cara”. Não tem mesmo!

Pizzarias que cobram pela média: Urca, Veridiana, Bráz, Margheritta, Babbo Giovanni, Camelo, 1900, Santa Pizza, Ráscal e Monte Verde Itaim.

Pizzarias que cobram pelo sabor mais caro: Castelões, Speranza, Sala VIP, A Tal da Pizza e Maremonti.

Participe do boicote às pizzarias que gostam de levar vantagem em tudo. Chega de ser roubado! Se você conhece outras pizzarias que não respeitam o consumidor , deixe o seu comentário aqui no blog.

Atualização em 29/11/11: A Pizzaria Real (Alfonso Bovero, no Sumaré), também cobra pelo valor mais alto e está na lista do boicote.

Atualização em 06/12/11: A pizzaria Ráscal passou para a  lista das pizzarias que cobram pelo preço justo. A assessoria da casa informa que essa política foi adotada há um ano e meio –  e enviou um cupom fiscal para provar isso. A informação que o valor cobrado é pela metade mais cara ainda consta dos cardápios (“cobramos pela mais cara”)  e  foi confirmada nas três vezes em que a reportagem entrou em contato telefônico com a unidade do Itaim-Bibi. Sobre o cardápio, o Ráscal esclarece que adesivos já estão sendo providenciados para cobrir a informação que saiu errada por causa de “um erro de revisão”. Sobre a informação incorreta dada por três  funcionários diferentes, a pizzaria explica que “houve falha de comunicação”.  A conta agora é de 10 x 5 para as pizzarias que cobram o preço mais honesto.

(com colaboração de Míriam Castro)

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O nome dela não está em nenhuma parte do programa do concerto, mas ela permaneceu no palco durante toda a performance da violinista Sarah Chang, que veio dos Estados Unidos para a Série Tucca de Concertos Internacionais 2011 – realizada pela Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer – e se apresentou junto ao pianista Andrew von Oyen ontem à noite na Sala São Paulo.

Silvia Molan, 21 anos, bacharelanda em Música – Piano pela ECA-USP, entrou no palco por último –  as estrelas do espetáculo já tinham sido devidamente aplaudidas. Sentou-se ao lado do piano e foi embora quando o público, entusiasmado, pedia bis. Ela trabalhou no concerto como viradora, ou seja, a pessoa que vira as páginas da partitura enquanto o pianista toca.

 

Durante a apresentação, Silvia fica o tempo todo com o olhar fixo na partitura, ouvindo atentamente Andrew tocar. De tempos em tempos, levanta-se do banquinho em que está, estende o braço e vira uma folha. Senta-se novamente e aguarda até a próxima virada. Assim, o músico não precisa tirar as mãos das teclas, o que implicaria parar de tocar. Silvia contou ao Blog do Curiocidade um pouco sobre essa função:

Quais são os requisitos para ser uma viradora?
Geralmente, esse é um trabalho feito por estudantes de música, já que é preciso compreender partituras. Só dessa maneira dá para saber em que parte da folha está o olhar do pianista e a hora certa de virar. Outra coisa é que precisamos ser imperceptíveis. Subimos ao palco e descemos dele após os aplausos, pelas sombras – sempre carregando a partitura. Durante o concerto, devemos chamar o mínimo de atenção possível.

 

Antes dos concertos, você precisa ensaiar com os músicos?
Não é obrigatório, mas sempre é recomendável. Ensaiando, você se acostuma ao ritmo do artista, à maneira como ele lê a partitura. Aí fica mais fácil de saber a hora de virar as páginas. Costumamos fazer um ensaio antes do concerto.

O trabalho de um virador é remunerado?
Sim e não. Para grandes concertos, como este, recebemos um pagamento. Só que ninguém é “virador profissional”. Todo estudante de música aprende a tarefa mais cedo ou mais tarde. Quando temos recitais, nos revezamos para virar as partituras dos colegas. Nesta hora, é tudo voluntário, claro.

Não existe um risco de duas páginas ficarem grudadas?
Existe sim. Uma vez, estava virando a partitura para uma professora e pulei uma página. Ela percebeu e, rapidamente, virou a folha por si mesma. Quando um erro desses acontece, temos cerca de dois compassos para resolver. Os músicos costumam decorar as peças. A partitura serve mesmo para lembrá-los das sequências.

Como você faz para evitar esse tipo de erro?
Felizmente, só errei aquela vez. Sempre dou uma esfregadinha na folha com os dedos para me certificar de que não peguei duas de uma vez. É melhor prevenir do que correr o risco de arruinar um concerto.

Por que os pianistas usam viradores, mas os violinistas não precisam deles?
O violino utiliza apenas uma pauta [conjunto de cinco linhas usado para escrever as notas musicais], enquanto a do piano tem duas. Isto faz com que as partituras para piano usem mais folhas do que as de outros instrumentos. Os violinistas podem dispor todas as folhas – três ou quatro, geralmente – lado a lado, de uma maneira que não precisarão virá-las.

A Tucca aproveitou o concerto de Sarah Chang  ontem para iniciar a venda da temporada 2012 do Projeto Música pela Cura.

(Com colaboração de Míriam Castro e imagens de divulgação/Tucca)

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Duas hamburguerias com propostas bem parecidas abriram suas portas nos Jardins. Elas se apresentam como “gourmets”, funcionam até o começo da madrugada, cobram caríssimo por seus sanduíches – e são lugares que jamais voltarei.

O Chez Burger, na Alameda Lorena, funciona a menos de 20 metros de distância da Rockets e a 200 metros da Achapa, na Mello Alves, duas hamburguerias clássicas da cidade. De fora, vendo a varanda, a hamburgueria parece ser um local bem agradável. Mas, no salão interno, a sensação é outra. Os móveis são feios e as cadeiras, baixas e desconfortáveis. Tudo parece improvisado. O balcão em que os pedidos são retirados é tão alto que os garçons precisam ficar na ponta dos pés. Chega a ser hilário.

O cardápio já vem com os sanduíches sugeridos pelo chef. É impossível, por exemplo, pedir um cheeseburguer. Ou melhor, a garçonete explicou que eu poderia pedir o sanduíche mais caro do cardápio e ela mandaria tirar tudo até ficar só o pão, a carne e o queijo – mas cobraria o preço cheio.

Não achei uma boa ideia. Escolhi o “Burger Salada” (R$ 25) e foi um desastre. O pão soft roll é grande e massudo demais (foto abaixo). Como o cardápio diz que “servimos nosso hambúrguer suculento” e eu gosto da carne rosada, pedi o meu no tal ponto da casa. A carne veio praticamente crua. O chapeiro não estava num bom dia. Não adiantou explicar que eu pedi hambúrguer, não steak tartare.

Não fiquei para a sobremesa.

Ontem, visitei a segunda casa, a Frank Phillips, na Peixoto Gomide com a mesma Lorena. A lanchonete teve preocupação com a decoração. Mas só. O cardápio é pequeno e pretensioso – e os preços chegam a ser extorsivos. Os sanduíches estão na casa dos 30 reais. Pedi um cheeseburguer para meu filho pequeno. Não havia. Quer dizer, a casa só trabalha com os hambúrgueres que estão no cardápio. Como havia outras crianças no salão, seguiu-se o seguinte diálogo com o garçom:
- O que o senhor sugere para ele?
- O senhor pode pedir um Cadillac e eu peço para tirar os ingredientes!
Detalhe: a mesma tática mesquinha e suicida do Chez Burger.
- E eu vou pagar 27 reais por um cheeseburger?
- Sim, senhor. Eu só consigo comandar desse jeito. Não dá para cobrar menos.
- Mas, se eu quiser pedir um Cadillac com queijo duplo, você consegue me cobrar a mais? – eu quis saber.
- Para mais, eu consigo! – respondeu ele.
- Ah, para mais, dá para mudar, para menos não?
- É que a casa está trabalhando com uma proposta diferenciada das outras lanchonetes – tentou explicar.
“Proposta diferenciada” é, na verdade, uma tentativa de imitar o P.J. Clarke’s. Imitação mal feita, diga-se, pois o P.J. tem menu para crianças.
O garçom ainda fez mais uma tentativa:
- O senhor pode pedir para seu filho esses mini hambúrgueres – disse ele, apontando para o prato que custava 36 reais.
Sem opção, levantamos e fomos embora. Se uma lanchonete não consegue servir um cheeseburguer por um preço honesto, não deveria nem estar aberta. Fomos para a Achapa. Comemos muito bem. E, a julgar pelos comentários que li sobre a tal Frank Phillips no foursquare, acho que fiz uma excelente troca.

Atualizado em 04 de abril de 2012: Agradeço a propaganda que a Frank Phillips tem feito deste blog. Dá para ver pela quantidade de defensores da casa nos comentários. Mas a casa manda avisar que mudou o cardápio. Pelo visto meu comentário não estava tão errado assim.

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Corinthians e Vasco fazem um jogo decisivo no próximo sábado, às 15h, no Parque São Jorge. Não, este jornalista não enlouqueceu. As equipes de futebol americano Vasco Patriotas e Corinthians Steamrollers se enfrentam pela semifinal do Torneio Touchdown, o campeonato brasileiro da categoria.

O estádio corintiano Alfredo Schürig recebeu sua última partida de futebol profissional em 3 de agosto de 2002. Era um sábado de manhã e o Corinthians venceu um amistoso contra o Brasiliense-DF por 1 x 0, gol marcado por Fabinho, aos 44 minutos do segundo tempo. Atualmente a “Fazendinha” só recebe  jogos das categorias de base do Corinthians – e agora também de futebol americano. O local sediou, por exemplo, a final do Campeonato Paulista de Futebol Americano, entre Corinthians Steamrollers e São Paulo Spartans (foto abaixo).

Como não existem campos oficiais de futebol americano no Brasil, os estádios de futebol precisam passar por adaptações toda vez que acontece um jogo. Para as partidas dos  Steamrollers, Ricardo Trigo, presidente e jogador, e mais dois ou três amigos  pintam o gramado de acordo com as normas do esporte: feet marks (marcações de jarda em jarda nas laterais e no centro), linhas transversais a cada cinco jardas e duas linhas laterais. Depois de cada partida, é preciso remarcar a grama de acordo com o futebol comum.

Mesmo assim, as medidas oficiais passam por diversas adaptações. “Temos campos 14 metros menores do que os usados no futebol americano”, conta Trigo. Para garantir que cada lado do campo tenha 50 jardas, a medida oficial americana (91 centímetros) foi reduzida no Brasil para 82 centímetros. Outras medidas alteradas são as do gol. “Nos Estados Unidos, as traves têm o formato da letra ‘Y’, enquanto o nosso parece mais um ‘H’”, explica  Trigo. Por cima de cada trave brasileira, são colocados canos de PVC encapados, fazendo uma abertura na parte superior do antigo gol.

Simulação de como seria a Fazendinha totalmente adaptada para os jogos

Nossa versão das traves americanas é mais larga do que a estadunidense: 7,44 metros contra 5,75 metros. Por outro lado, a versão improvisada é mais baixa: 2,44 metros, enquanto as dos os campeonatos oficiais ficam a 3,75 metros do chão.

Além do Parque São Jorge, o Corinthians Steamrollers já mandou partidas em cidades como Mococa e Guarulhos. “Jogamos onde conseguimos apoio de estádios”, conta Trigo. “Isto é ótimo, já que divulgamos o esporte pelo interior de São Paulo. Queremos mostrar que o futebol americano não é violento, tem muita estratégia”. Em São Caetano do Sul, o Corinthians mandou uma partida no Estádio Anacleto Campanella. A foto abaixo mostra o campo depois da modificação temporária para o futebol americano.

 

 (Com colaboração de Míriam Castro)

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Desde o início do mês de novembro, o clube de compras Sam’s Club está vendendo cheesecakes da marca The Cheesecake Factory, badalado grupo de restaurantes que já conta com 155 unidades nos Estados Unidos. A negociação foi feita com ajuda do grupo americano Walmart, do qual o clube de compras Sam’s Club faz parte.

É a primeira vez que a marca é vendida no Brasil. As sobremesas são oferecidas com exclusividade pelo Sam’s Club, por enquanto só em dois sabores: tradicional e Chocolate Tuxedo Cream (foto) – nos Estados Unidos, são oferecidos 50 sabores. De acordo com a assessoria de imprensa do Wal-Mart, as lojas ainda estão vendendo o primeiro lote, mas a ideia é tornar a importação permanente e diversificar os sabores. Cada cheesecake da marca (1,8 kg o original e 1,47 kg o de chocolate) sai por R$ 64,86.

Quem nunca foi aos Estados Unidos já pode ter visto referências à The Cheesecake Factory no seriado The Big Bang Theory. A personagem Penny trabalha como garçonete na unidade da rede em Pasadena, na Califórnia. Além dos famosos cheesecakes, o restaurante serve refeições completas, como hambúrgueres, massas, saladas e carnes.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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A rede portuguesa de hamburguerias H3 chega nos próximos dias a São Paulo. Vai abrir a primeira loja no MorumbiShopping. Depois será a vez do Shopping Vila Olímpia. O diferencial da rede de “not so fast food” é servir hambúrgueres grelhados altos (200 gramas de fraldinha temperada com sal marinho) no prato. Em Portugal, o cliente recebe seu prato em apenas 30 segundos. Os hambúrgueres vão sendo preparados e ficam aquecidos numa espécie de banho-maria para que sejam servidos quentes. Eles são servidos ao ponto ou bem passado.

A H3 – H de hambúguer e 3 pelo número de sócios – foi criada em julho de 2007 pelo publicitário Albano Homem de Melo, 43 anos, ex-presidente e ex-diretor de criação da Young&Rubicam; o comerciante Miguel Van Uden, 39 anos; e o advogado Antonio Cunha Araújo, 39 anos. Os três montaram em 2004 um restaurante chamado Café 3, na Avenida Liberdade, em Lisboa. Logo perceberam que eram os hambúrgueres que faziam mais sucesso. O Café 3 fechou. Os sócios se dedicam totalmente ao negócio dos hambúrgueres, que não pára de crescer. Aos três se juntou também o chef Victor Lourenço, de 39 anos. Em quatro anos, a H3 já conta com 37 pontos em Portugal. Tem também uma loja em Madri (Espanha) e outra em Varsóvia (Polônia). Por que a Polônia? Os donos perceberam que a Polônia tem duas vezes mais lojas do McDonald’s do que Portugal. Portanto, um mercado que gosta de hambúrgueres e que merecia ser explorado. O Brasil é o quarto país a receber a H3 – embora a cidade de Belém do Pará tenha uma hamburgueria chamada H3 Burguer, que não tem nada a ver com a franquia internacional.

Os hambúrgueres do H3 podem receber dois de três acompanhamentos: arroz, salada ou batatas fritas no estilo português (cortadas em formato redondo). O hambúrguer básico custará em São Paulo R$ 13,95. As outras opções, cobertas por molhos e outros ingredientes, como champions e ovo frito, sairão entre R$ 16,95 e R$ 19,95. Também recebem dois acompanhamentos.

A sobremesa que é o carro-chefe da H3 em Portugal é o petit gatêau de chocolate com sorvete. Por aqui só haverá um tipo de sobremesa: sorvete com três tipos de caldas. Além de refrigerantes e cerveja, a casa também ficou conhecida por sua limonada e por seu chá gelado.

As lojas funcionam basicamente em shoppings centers. Em fevereiro deste ano, a H3 abriu sua primeira loja de rua, no Chiado, em Lisboa. O cardápio recebeu entradas, saladas e outras sobremesas – como era o antigo Café 3. Mas, por enquanto, esse modelo de lojas de rua não virá ao Brasil.

Atualizado em 26/12/11 – Três dias antes do Natal, fui conhecer a H3 do Shopping Vila Olímpia. Apesar de ser hora do almoço e o shopping estar abarrotado de gente, o movimento ainda era pequeno. Em comparação com a matriz portuguesa, o cardápio sofreu algumas alterações. O hambúrguer com cobertura de foie gras não veio para o Brasil. No H3 Benedict, o espinafre foi substituído pelo bacon. A filial paulistana ganhou ainda duas novas opções: H3 Milano (coberto com molho de tomate) e o H3 Mediterrâneo (rúcula, tomate seco e lascas de parmesão).

Experimentei o H3 Champignons e escolhi como acompanhamento salada e batatas às rodelas (batata chips um pouco mais grossa). A atendente perguntou se eu queria o hambúrguer ao ponto ou bem passado. Pedi ao ponto, mas, como já ficam prontos, ele veio passado demais para o meu gosto. A salada não tem nada demais, enquanto as batatas são muito interessantes. O molho de champignon não me entusiasmou. Cheguei a pensar se não teria valido mais a pena ter pedido um hambúrguer só grelhado, que custava R$ 6 a menos. 

Para a sobremesa, pedi o sorvete de iogurte, muito bom, acompanhado de calda (chocolate, maracujá ou frutas vermelhas) e farofa de biscoito amanteigado. Bem, achei rudimentar demais a forma de colocar a calda. A atendente tira um pote de vidro da geladeira e apanha uma colher que fica naqueles recipientes com água suja que são comuns em sorveteria self-service. Em Portugal, a H3 serve vinho em taça. Aqui não. Uma refeição completa, com sobremesa e limonada, saiu por R$ 30. É preciso dar um desconto porque a rede está chegando agora ao Brasil e terá que se adaptar também à cultura local. O hambúrguer ainda está muito associado a lanche, e não a refeição. Será uma batalha difícil contra outras redes de fast-foods, que oferecem pratos com arroz, feijão e filé mignon pelos mesmos R$ 19.

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A exposição Game On, que conta a história do videogame, chega a seu segundo final de semana no Museu da Imagem e do Som. Todas as peças são jogáveis, exceto pelo Computer Space (primeiro arcade), o Brown Box (protótipo do primeiro console caseiro, o Magnavox Odyssey) e a réplica do PDP-1 (computador usado para fazer o primeiro jogo digital, Spacewar!). São 120 games no total. A ideia é da galeria de arte londrina Barbican, que realiza o evento desde 2001.

É a primeira vez que a Game On veio para o Brasil. Os últimos anfitriões foram Monterrey (México), Dublin (Irlanda) e Bruxelas (Bélgica). Em todas elas, houve um fator em comum: do grupo de ingleses que vem para a inauguração, um permanece no país onde a exposição estará durante os próximos quatro ou seis meses: Patrick Moran. “Só consigo ver a minha família duas vezes por ano, entre uma exposição e outra”, diz ele.

Além de ajudar a planejar a mostra e ser o porta-voz da Barbican no país estrangeiro, Moran tem outra função que exige que ele esteja bem próximo da Game On. É ele quem conserta todos os consoles e acessórios de games usados na exposição.  E não é pouco trabalho. Nos 9 primeiros dias de Game On em São Paulo, ele  precisou fazer 18 consertos – ou seja,  dois por dia, incluindo consoles e joysticks.

Esses videogames são antigos, frágeis e raros. Para um admirador da tecnologia, não dá um pouco de ciúmes deixá-lo nas mãos de qualquer visitante?
Um pouco, mas só no começo. Mas o objetivo da exposição é permitir que as pessoas vivam e joguem a história dos videogames. É incrível ver como as crianças que chegam ao museu podem se divertir, décadas depois, com os jogos que entretiam seus pais ou avós. Isto é um grande prazer para mim.

Você tem apenas 26 anos. Onde você aprendeu a consertar videogames tão antigos?
Desde adolescente, modificava consoles. Cresci jogando em um BBC Micro e, depois, nos aparelhos da Nintendo. Os videogames se tornaram uma paixão. Quando conheci o staff da Barbican, fui treinado pelo Barry Hitchings, um técnico mais experiente, que atualmente cuida da Game On 2.0 [exposição semelhante que estreia em fevereiro de 2012 na Noruega].

O que você faz se um dos consoles da exposição quebrar de vez?
Ainda não aconteceu isso conosco. Os hardwares pifam diariamente, mas sempre conseguimos fazê-los voltar a funcionar. Pode demorar dias ou semanas. Porém, existem casos em que compensa mais comprar um console novo do que consertá-lo – um PlayStation, por exemplo, é facilmente substituível, mas a maior parte das peças da coleção não tem essa característica.

Quais são os consoles que mais dão problemas?
Com certeza, os antigos arcades. Feitos para os fliperamas, eles não eram projetados para ter muito tempo de vida. Missile Command, por exemplo, um arcade da Atari de 1980, vive dando problemas. Agora mesmo, está indisponível aos visitantes até que eu o arrume novamente. Se não fôssemos contar apenas consoles, diria que os controles também quebram muito: praticamente todo dia, tenho que arrumar um.

Serviço:
Avenida Europa, 158, Jardins, 2117-4777
12h/21h. Sáb., dom. e fer., 11h/21h. Fecha 2ª.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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Conhecida por seus sanduíches rápidos e também por pratos com arroz, feijão, carnes grelhadas, ovo e salada, a Giraffas é a quarta maior rede de restaurantes do Brasil. Tem 360 lojas (todas franqueadas) espalhadas por 24 Estados e no Distrito Federal, onde foi criada em 1981. Para crescer ainda mais, a Giraffas acaba de lançar mais uma franquia: a Tostex, marca que acaba de ser adquirida. As duas primeiras unidades, em São Paulo e Brasília, serão inauguradas até março de 2012.

As empresárias Paola Vigorito e Anna Paula Provedel foram as criadoras da marca Tostex. Em 1998, patentearam o nome, para inaugurar dois anos depois a primeira lanchonete nas areias de Trancoso, na Bahia. O sucesso fez com que, em 2002, abrissem também uma filial paulistana nos Jardins. O tostex, sanduíche preferido das duas, é feito com duas fatias de pão de forma prensadas, que, depois de quente, ficam com as bordas tostadas. Paola e Anna Paula incrementaram a receita dos sanduíches usando fatias de pão maiores e uma série de recheios caprichados.

Até 2010, ano em que fechou as portas, a casa da Rua Haddock Lobo trazia a informalidade da versão baiana. Era dividida em quatro ambientes, tinha pufes e espaços com vista para a rua. Os sanduíches dividiam a atenção com a música eletrônica. As negociações entre Tostex e Giraffas duraram um ano. A novidade foi anunciada numa grande convenção com todos os franqueados na rede, realizada no final de outubro no Club Med, de Itaparica, na Bahia.

A primeira loja paulistana do novo Tostex será no Itaim-Bibi – provavelmente na Rua Bandeira Paulista. A meta é inaugurar seis lojas pelo país em 2012 e, depois, crescer dez unidades por ano. A logomarca da Tostex, que ilustra esse post, também irá mudar. Os restaurantes de São Paulo e Brasília serão “lojas-conceito” (por isso, serão lojas de rua) com o cardápio elaborado pela onipresente chef Ana Soares.

(Com colaboração de Míriam Castro)

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