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Vida de mãe não é fácil. Maria Fernanda Thomé de Rizzo percebeu isso há quatro anos, quando nasceu sua primeira filha, Gabriela. Com dificuldades de conciliar seu traballho como professora de Educação Física, curso de mestrado e tarefas na cozinha, ela começou a preparar papinhas e congelar. “Eu fazia tudo com ingredientes orgânicos, mais saudáveis”, diz. “Um dia, cansada, eu pensei: ‘será que ninguém faz papinha orgânica pronta para vender?’”. Foi assim que surgiu a ideia de abrir o Empório da Papinha. Hoje, são 27 receitas de papinhas, todas preparadas com alimentos orgânicos. Uma delas é a papinha Manú, com frango, tomate, batata e brócolis. Há também a Elô, com frango, chuchu, mandioquinha e espinafre. Outra opção é a papinha vegetariana, batizada de Doca. Leva leite de soja, abóbora, batata e espinafre. Entre as opções para a sobremesa, há a papinha Nando, com doce de abóbora e coco. As criações são da nutricionista Mara Cristina Miranda, sócia de Maria Fernanda.

Papinha de doce de abóbora com coco

A primeira unidade do Empório da Papinha surgiu em 2008, em Moema. A próxima será inaugurada em Salvador, no próximo dia 14. Em São Paulo, já começaram as obras das próximas unidades, no Tatuapé e em Santo André, na região do ABC. O potinho de papinha custa entre R$ 4 e R$ 7. Atualmente, são produzidas 6 mil unidades por mês.

Mas as papinhas orgânicas congeladas são as mais recomendadas para os bebês? O pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da MBA Pediatria, afirma que nada substitui a papinha preparada em casa. “Em primeiro lugar, o uso de ingredientes frescos diminui o risco de contaminação”, afirma. “Além disso, acredito que a comida feita em casa estimula a relação entre mãe e filho. Sei que é difícil preparar comida em casa todos os dias, mas eu recomendo que a mãe utilize papinhas industriais em uma emergência, como uma viagem”.

Serviço:
Empório da Papinha, Av. Açocê, 648, Moema, 5051-4343.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de divulgação)

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Por causa da Lei Cidade Limpa, o Shopping Iguatemi (assim como todos os outros estabelecimentos da cidade) precisou adaptar sua fachada. A placa das lojas C&A foi retirada, mas a da Tiffany & Co. continua lá. Por que a joalheria pode?

Foto: Nacho Doce/Reuters

A explicação do shopping é que a fachada da Tiffany & Co., assim como do café Viena, estão de acordo com os limites de área determinados pela Lei Cidade Limpa. Já a C&A manteve sua visibilidade apenas por meio de suas quatro vitrines com adesivos da marca na fachada do shopping.

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Por que uma fábrica de camisas fundada em 1957 passou a ser tão comentada de um ano para cá? Grande parte desse sucesso se deve ao surgimento da linha Dudalina Feminina, em junho de 2010. Até então, a Dudalina só tinha marcas de camisas masculinas (Dudalina, Individual e Base). Hoje, as camisas femininas já respondem por 15% do faturamento da empresa, previsto para fechar 2011 em R$ 250 milhões. “A gente aprendeu a trabalhar com o mercado feminino, que é muito diferente do masculino”, explica Sônia Regina Hess de Souza, presidente da empresa desde 2003. “É um mercado que responde bem mais rápido”. É por esse motivo que a Dudalina Feminina lança quatro coleções por ano contra três das marcas de camisas masculinas.

Esse sucesso instantâneo teve ainda a ajuda de algumas celebridades, como as apresentadoras Fátima Bernardes e Ana Paula Padrão, que apareceram com as camisas da marca na TV. “É um trabalho feito por nossa assessoria de imprensa”, conta Sônia. “Mandamos as camisas e elas usam se gostarem”.

Ana Paula Padrão, do Jornal da Record (Foto: Reprodução)

 

Fátima Bernardes, apresentadora do Jornal Nacional (Foto: Reprodução)

 

Quando a marca Dudalina passou a ser objeto de desejo das executivas paulistanas, lojas começaram a aparecer pela cidade. A primeira foi inaugurada no bairro do Paraíso no ano passado. Das 13 unidades espalhadas pelo país, seis ficam na capital paulista. A 14ª será inaugurada nesta terça-feira no Shopping Vila Olímpia. Em outubro, o Center Norte também ganhará a sua.

O nome Dudalina foi sugestão de um primo do casal Rodolfo Francisco de Souza Filho (mais conhecido como “Duda”) e Adelina Clara Hess de Souza. A junção dos apelidos do casal serviu para batizar a fábrica de camisas.

Duda e Adelina, fundadores da empresa (Foto: Divulgação)

 

Duda (1921-1996) e Lina (1926-2008) se conheceram em 1945, na cidade de Luis Alves (SC). A fábrica de camisas nasceu de uma trapalhada de Duda. Em 1954, ele viajou para São Paulo para comprar alguns produtos que abasteceriam o estoque da venda da família. Não resistiu à oferta “irrecusável” de um comerciante árabe da 25 de Março, e comprou um lote exagerado de tecido. O produto encalhou nas prateleiras. Lina, que entendia de corte e costura, teve a ideia de transformar tudo em camisas, como conta a presidente Sônia Regina, a 6ª dos 16 filhos que o casal teve. “Ela contratou duas costureiras para ajudá-la. Como as camisas venderam bem na loja, ela alugou uma casa na mesma rua onde morávamos e abriu a fábrica”. Em 1969, quando nasceu o sétimo filho do casal (que planejava ter 20 no total!), a família se mudou para Blumenau (SC) e a fábrica foi transferida. O negócio cresceu e, hoje, a Dudalina tem cinco fábricas (duas em Blumenau, Luis Alves e Presidente Getúlio, em Santa Catarina, e outra em Terra Boa, no Paraná).

Sônia, filha de Duda e Lina, é a presidente da empresa (Foto: Divulgação)

Os 16 filhos de Duda e Lina são acionistas da empresa. No entanto, apenas dois irmãos trabalham na Dudalina: Sônia, como presidente, e Rui Hess de Souza, diretor de varejo. A empresa tem 1.670 funcionários, sendo 1.200 mulheres.

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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A edição desta semana do Curiocidade no caderno Divirta-se falou sobre o simulador de terremoto da Estação Ciência. Depois de ouvir a explicação de um monitor sobre abalos sísmicos, o público pode experimentar tremores de até 5 graus na escala Richter. Não chega nem perto do terremoto que aconteceu na terça-feira nos Estados Unidos, de 5,9 graus. Segundo Ernani Barone, assistente técnico de direção do Estação Ciência, o tremor de 6 graus é dez vezes mais intenso que o de 5. O Blog do Curiocidade conversou mais com Ernani sobre o funcionamento do simulador:

Como funciona o equipamento?
Ele é feito com uma prancha de madeira grande. Ela fica apoiada sobre uma estrutura metálica, onde são colocados os mecanismos que acionam o motor. É esse motor que faz a plataforma vibrar e dar a sensação de movimento.

Quantas pessoas podem ficar nessa plataforma ao mesmo tempo?
São vinte pessoas de cada vez. Ela tem cerca de 16 m².

As pessoas costumam cair quando experimentam o aparelho?
Não. A sensação de vibração é bem intensa, mas o tremor não é tão forte assim. As crianças pequenas ficam com medo, gritam um pouco. Mas, em geral, as pessoas sempre ficam bem curiosas para testar.

Quanto tempo dura a simulação?
Cerca de um minuto. Não precisa ser muito, porque já começa com o nível máximo de vibração.

Quantas vezes o equipamento é acionado por dia?
Depende muito. Temos uma média diária de 1 mil visitantes, e os grupos precisam pedir para ligarmos o simulador. A cada meia hora, temos que ligar.

Quem teve a ideia de construir o simulador da Estação Ciência?
O simulador foi inaugurado em 2007. Na época, o diretor da Estação era o professor de Geologia Wilson Teixeira. Ele teve essa ideia porque queria mostrar de forma mais lúdica um fenômeno geológico. Outros tipos de demonstração são muito estáticos. Ele queria dar uma ideia mais dinâmica do fenômeno, algo com que as pessoas pudessem interagir.

Serviço:
Estação Ciência, R. Guaicurus, 1.394, Lapa, 3871-6750. Entrada: R$ 4.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de divulgação)

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Ao meio-dia de 25 de março de 1988, a Praça Ragueb Chohfi, onde se inicia a Ladeira Porto Geral, era palco de uma festa com toda a pompa para receber um novo monumento, feito de bronze e granito. O alvoroço era para inaugurar o Monumento à Amizade Sírio Libanês. A inauguração contou com marcha de soldados e a presença de vários políticos. Entre eles, o então secretário de Nogócios, Cláudio Lembo, que estava representando o prefeito Jânio Quadros. O local escolhido foi a praça que ganhou o nome de um dos primeiros comerciantes da região da Rua 25 de Março. Nascido na Síria, Ragueb Chohfi (1892-1983) chegou ao Brasil em 1904, onde trabalhou como vendedor por 18 anos, até que abriu uma pequena loja na 25 de Março, em 1922.

Hoje, a situação do Monumento à Amizade Sírio Libanês, inaugurado com tanta euforia na Ragueb Chohfi, é bem diferente. O monumento, que conta com símbolos e figuras humanas, está detonado. Algumas partes dos personagens, como braços e pernas, foram roubados. “O último roubo foi de uma cabeça. A Prefeitura não repõe, diz que desconhece o assunto”, reclama Lourenço Chohfi, de 86 anos, o primeiro filho de Ragueb. Mesmo assim, ele conta com orgulho que sua família é responsável pelo entorno do monumento. “Vamos cuidando, na medida do possível, da limpeza ao redor e do jardim”, diz ele. Segundo a Secretaria de Cultura da Prefeitura, a limpeza do monumento é feita somente a cada três meses, para não danificar a peça. No entanto, não existe nenhuma previsão de restauro e reposição das partes que estão faltando. Não foi feito sequer o diagnóstico do que é necessário fazer para revitalizar a obra.

O Monumento à Amizade Sírio Libanês é de autoria do artista italiano Ettore Ximenes, que fez a escultura sob encomenda da comunidade sírio-libanesa de São Paulo. No topo do monumento, há três figuras humanas em tamanho natural: uma mulher que representa a República brasileira e uma moça síria fazendo oferenda a um guerreiro indígena brasileiro. Na parte inferior, o artista esculpiu um barco com homens fenícios, que representa o comércio. Também há figuras representando a descoberta das Ilhas Canárias por Haitam I e o ensino do alfabeto, além da penetração árabe no Brasil. A primeira inauguração aconteceu em 1928, no Parque Dom Pedro. O monumento ficava em frente ao Palácio das Indústrias. Mudou-se para a Praça Ragueb Chohfi por decisão do prefeito Jânio Quadros, atendendo a um pedido da Univinco (União dos Lojistas da 25 de Março).

Ragueb Chohfi se destacou no ramo do comércio quando abriu a Tecidos Ragueb Chohfi, na mesma rua 25 de Março, em 1922. A crise de 1929 abalou seus negócios, mas o imigrante conseguiu se reerguer. Em 1955, passou o comando de seus negócios aos filhos Lourenço, Raul e Nagib, que hoje comandam a Companhia Têxtil Ragueb Chohfi e a Ragueb Chohfi Empreendimentos Imobiliários.

Membro ativo da comunidade sírio-libanesa, Ragueb foi presidente da Câmara de Comércio Sírio-Brasileira, um dos fundadores do Club Homs, do Esporte Clube Sírio e conselheiro do Lar Beneficente Sírio. Faleceu no dia 15 de outubro de 1983, aos 91 anos de idade.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de José Luís da Conceição/AE)

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No último mês de maio, eu noticiei na coluna “Curiocidade” que o proprietário do restaurante Red Angus, Eloy Tuffi, estava preparando uma novidade bem exótica para o segundo semestre de 2011: servir carne de zebra e de girafa, importadas da África do Sul. Até agora, nada! O Blog do Curiocidade conversou com Eloy para saber se a idéia ainda está de pé.

Por que as carnes de zebra e de girafa ainda não chegaram?
Eu estou com um problema no Ministério da Saúde. Eles têm que aprovar o produto, e é aí que o bicho pega. A importação é fácil, mas eles não aprovam. Dizem que estão aprovando, mas até agora, nada. Não sei se é falta de esforço. Eu também não posso trazer uma girafa inteira, já pensou como seria eu entrando com isso pelo aeroporto de Cumbica? (risos) Mas eu não faria a coisa por baixo do pano. Eles têm que aprovar. E eu não abortei a ideia ainda, sou persistente.

Você acha que esses alimentos tão diferentes fariam sucesso entre os clientes do Brasil?
Eu fico receoso porque, há 2 anos, tentei servir carne de avestruz e ela não foi aprovada. É macia, saborosa, sem gordura nenhuma. E parece de desenho animado, é enorme, com um osso grande com a carne em volta. É uma delícia. Todo mundo comeu, mas ninguém pediu de novo. O Brasil não está acostumado a comer carnes exóticas. Mas, mesmo assim, eu acredito que vou ter sucesso com a girafa e com a zebra.

Por quê?
No ano passado eu trouxe uma tonelada e meia de patas de king crab, o caranguejo gigante do Alasca. São patas congeladas de 5 quilos cada uma. Para o verão deste ano, vou trazer mais duas toneladas porque eu tive um certo sucesso com o king crab no restaurante. Eu queria trazer 2 ou 3 caranguejos inteiros para fazer fotografias, mostrar o tamanho. Cada um pesa 12 quilos. As patas eu vou trazer, mas os carangeujos inteiros não consigo trazer porque o Ministério da Saúde também não aprova.

Deixe a sua opinião: o que você acha da idéia do Red Angus? Você pretende provar?

Serviço:
R. Henrique Schaumann, 251, Pinheiros, 3775-5000.

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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A edição desta semana do Curiocidade no caderno “Divirta-se“ traz uma reportagem sobre as sobremesas com preços nada doces do Valrhona Chocolat et Lounge. Se você vendida por quilo, uma tortinha à base de amêndoas, coberta com ganache de chocolate amargo,  importado de Madagascar, custaria R$ 385.  Os doces dito sofisticados estão com os preços nas alturas, muitos beirando a casa dos R$ 30. E, assim como na Valrhona, cada restaurante tem sua justificativa para cobrar tão alto na hora da sobremesa.

Os mesmos chocolates da Valrhona encarecem o menu de sobremesas do restaurante Emiliano. A opção mais cara é uma interpretação de chocolates da marca. Sai por R$ 32, com seis pequenas porções,  que vão do mais doce (mousse de chocolate branco) ao mais amargo (petit gateau feito com chocolate 72% cacau).  Outras sobremesas da casa são tortino quente de banana com sorvete de mel de abelha da Amazônia e coulis de açaí (R$ 28) e brioche tostado com amêndoas, mascarpone, pêssego e laranja (R$ 26). Há também o contraste de chocolate Caramelia e Macaé com sorvete de cumaru (R$ 28), que leva caramelo salgado na receita. “Os preços não poderiam ser mais baixos por causa da qualidade da matéria-prima utilizada”, defende o chef  Arnor Porto.  ”É tudo mundo elaborado”.

Outro restaurante com preços salgados para as sobremesas é o La Mar. A degustação de sobremesas peruanas (picarones, arroz com leche e suspiro limeño), a mais pedida da casa, custa R$ 28. “É um preço justíssimo”, afirma o chef Fabio Barbosa. “Todos os chefs precisaram viajar para o Peru para aprender as receitas”.  A casa também serve a degustação de lúcuma (R$ 26), com tiramisú, suspiro limeño e sorvete da fruta.

Degustação de lúcuma do La Mar. (Foto: Henrique Peron / Divulgação)

Já no Clos de Tapas, a sobremesa mais sofisticada é o Gold Label & Chocolate, harmonizado com uísque. O quitute, que sai por R$ 29, é feito com financier de amêndoas, sorvete de maçã assada, terra de ervas, gelatina de Gold Label, chocolate Valrhona, farofa de café e crocante de maçã. A chef Ligia Karazawa explica que o que deixa a sobremesa mais cara é o uísque. O cliente pode pedir a sobremesa sem esse ingrediente, diminuindo o preço para R$ 17. “Mas os clientes preferem a com uísque”, afirma Lígia. “É uma hamonização diferente, fora do comum. Pelo fato de ser incomum, as pessoas estão mais abertas a experimentar”.

Serviço:
Valrhona Chocolat, Al. Lorena, 1.818, Jardim Paulista, 3068-8899;
Emiliano, Rua Oscar Freire, 384, Jardim Paulista, 3068-4390;
La Mar, R. Tabapuã, 1.410, Itaim Bibi, 3073-1213.
Clos de Tapas, Rua Domingos Fernandes, 548, Moema, 3045-2291

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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A enfermeira obstetra Miriam Leal nunca desliga o celular (9938-9586). Ela está sempre pronta para atender aos pedidos de socorro de mães que têm problemas com a amamentação. “Sou a consultora do primeiro ao último dia de amamentação”, diz. Miriam  também faz orientações sobre  o parto. “Quando a mãe me avisa que está indo para a maternidade, eu saio de onde estiver”, explica. “Sou a primeira pessoa a chegar”. Durante o período da maternidade, Miriam ainda faz visitas diárias, que duram cerca de 1 hora. “No hospital, eu já começo a contar as  modificações que irão acontecer com o bebê e com as mamas”, explica. “Essas mães que recebem as orientações no hospital são as que menos me pedem socorro em casa”. Para as mamães que precisam de visitas em domicíllio, Miriam faz um atendimento que dura entre 2 e 3 horas. “São mulheres que não tiveram orientação e, geralmente, se atrapalham para amamentar”.

A enfermeira Miriam Leal (à dir.) presta auxílio a mulheres com problemas na amamentação

A ideia de oferecer ajuda profissional durante a fase de amamentação surgiu por causa de uma experiência pessoal. O contraste entre a dificuldade do aleitamento com o primeiro filho e a tranquilidade do segundo intrigou Miriam. Foi quando a enfermeira começou a estudar e perceber que outras mulheres tinham essas dificuldades. Atualmente, Miriam acompanha, em média, 15 casos por mês. As consultas custam entre R$ 300 e R$ 350, dependendo do endereço da cliente.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Tory Oliveira/AE)

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Quem já viajou a Buenos Aires sabe qual é a sensação de ser tirado para dançar no meio da rua, ao som de Carlos Gardel. O projeto Tango na Rua, criado em 2009 pelo advogado Jairo Braz, reúne professores e admiradores do ritmo para dançar e trocar dicas sobre as coreografias. As reuniões acontecem no terceiro domingo de cada mês – como agora dia 21 -, às 17h, na Praça General Gentil Falcão, que fica na Luís Carlos Berrinni, Brooklin. De vez em quando, o grupo também aparece ao lado da estação Consolação do Metrô, na Avenida Paulista (o próximo evento ali está programado para novembro). Quem passou a organizar os eventos é Leonardo Morais, dono de uma empresa de informática. “Os passantes ficam olhando, alguns até ameçam dançar”, conta.  “Mas é tudo espontâneo, nós não forçamos ninguém”.

Leonardo, que começou a dançar tango em 2001, tem um cadastro de todos que já participaram e envia uma mala direta com a data  por e-mail.  “Para dar certo, precisamos de um certo número de pessoas”, diz. “Por isso, eu faço os convites”. Entre os habitués da Berrini,  estão professores de tango, que ensinam alguns passos para os iniciantes. Nos eventos da Paulista também há participação de professores, mas não acontecem aulas. “Lá o encontro é mais livre, as pessoas simplesmente dançam”, conta Leonardo. Os encontros do Tango na Rua duram entre 2 e 3h. “Só paramos quando acaba a bateria do equipamento de som”.

(Com colaboração e foto de Karina Trevizan/AE)

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Começaram a ser vendidos hoje os ingressos para o jogo Corinthians x Figueirense, que será disputado no próximo sábado, às 18h, no Pacaembu. O estádio municipal é um dos pontos de venda. Mas por que o Corinthians, que manda quase todos os seus jogos lá, não está utilizando mais as novas bilheterias da Praça Charles Miller? Os corintianos são obrigados a usar agora antigas e desconfortáveis bilheterias da rua Itápolis.

Torcedores do Corinthians utilizam as bilheterias laterais (Foto: Tiago Queiroz/AE)

Bilheterias laterais atendem torcedores do Corinthians (Foto: Thiago Queiroz/AE)

A resposta não é tão simples. O Corinthians afirma que as bilheterias centrais são de uso exclusivo da BWA, empresa que pagou a reforma da fachada do estádio. O clube rompeu com a BWA em 2009. No ano seguinte, trabalhou com três empresas diferentes para vender seus ingressos, mas deixou de operar dessa forma no início deste ano. Hoje, o Corinthians passou a comercializar as entradas por conta própria. Por isso, não tem mais direito a utilizar as bilheterias novas. Um dos motivos do rompimento com as empresas foi que elas queriam cobrar pelo serviço de acordo com a receita de bilheteria. “O Corinthians não concorda com esse formato, e procuramos outras alternativas”, afirma Guilherme Prado, assessor de imprensa. A única empresa com a qual o Corinthians  ainda tem contrato é a Omni, que promove apenas a venda online de ingressos para cadastrados no programa Fiel Torcedor. “A tecnologia é da Omni, mas a venda é toda do Corinthians”, diz Lucio Blanco, gerente de arrecadaçao do clube. Só que o corintiano que compra seu ingresso nesse programa não se utiliza das bilheterias. ”O cliente Fiel Torcedor compra a entrada pela internet e, no Pacaembu, é identificado na catraca com seu cartão”, explica Branco. “Não precisa retirar ingresso”.

A BWA confirma que pagou a reforma da fachada do estádio, mas nega que tenha exclusividade sobre as novas bilheterias, como diz o Corinthians. “Qualquer empresa que tenha contrato com os clubes pode utilizar”, afirma Gloriete Treviso, assessora de imprensa da BWA. A empresa, que não divulga o valor da reforma doada para o estádio, vende ingressos exclusivamente para jogos do Santos. As entradas para jogos de outras agremiações no Pacaembu são vendidas pela Outplan e pela Omni.

A necessidade de utilizar somente as bilheterias laterais tem gerado um certo incômodo para os torcedores no Pacaembu. O assessor do Corinthians reconhece que “as laterais do estádio possuem uma área de circulação muito estreita, concentrando um grande número de pessoas com interesses distintos: circulação, compra de ingressos e acesso ao estádio”. Para driblar o problema, nos dias de jogos, a Praça Charles Miller ganha uma estrutura de metal montada pelo Corinthians. É ainda uma solução provisória.

BWA utiliza as bilheterias novas em dias de jogos do Santos (Foto: Marcio Fernandes / AE)

A Secretaria Municipal de Esportes, que cuida da administração do estádio, nega que haja qualquer tipo de privilégio para a BWA, conforme alega o Corinhtians. Segundo Mauro Sernardes Castro, coordenador do Pacaembu, os clubes escolhem as empresas com as quais querem trabalhar. Ele afirma que o Corinthians pode usar as bilheterias da Charles Miller, sim. “Não existe qualquer tipo de proibição”, garante.

Muito estranho…

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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