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São Paulo vai receber no próximo sábado o 1º Encontro Nacional de Colecionadores de Bonecas. O evento, batizado de “We Love Doll”, foi planejado por colecionadoras por meio de redes sociais. A publicitária e colecionadora Suzana Rossi, 35 anos, se ofereceu para ser a organizadora. “A gente sempre faz reunião de colecionadoras, mas nunca tínhamos feito um encontro nacional”, explica Suzana. O local escolhido foi o Otto Bistrot Restaurante, na Rua Pedro Taques, 129, travessa da Consolação. “A escolha foi feita por votação”, conta. “A organização foi muito colaborativa”. O encontro terá workshops sobre customização de bonecas, moda, cuidados com as unhas e fotografia, além de uma oficina de costura. Só que a atração mais esperada é o concurso Mini-Me, que irá premiar as cinco bonecas mais parecidas com as donas. Cédulas de votação serão distribuídas para todos os convidados. Além do troféu para as três primeiras colocadas, as vencedoras também receberão prêmios-surpresa. Já confirmaram a presença 65 colecionadoras, que pagaram os R$ 70 pelo convite. A venda de entradas já terminou. “Mas, se aparecer alguém curioso na última hora, podemos dar um jeito, abrir uma exceção”, afirma Suzana. O evento acontece das 10h30 às 18h. O telefone do Otto Bistrot é 3231-5330.

(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Beta Lewis / Divulgação)

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O Blog do Curiocidade encontrou três produtos que prometem “facilitar” a sua vida. É difícil imaginar como conseguimos viver tanto tempo sem eles…

Tampa para latinhas de alumínio
Há dois meses, o piloto de avião Gustavo Pires lançou um produto diferente. É o Magic Top (R$ 4,90) , uma espécie de tampa de plástico que se encaixa em latinhas de refrigentante e cerveja. Ela tem três funções: evitar  o contato da boca com o alumínio, permitir que o líquido seja guardado sem perder o gás e facilitar a degustação da bebida. “O gargalo fica maior, e desce mais líquido”, descreve Gustavo.


(O produto está à venda em 30 endereços da Cidade. Um deles é a Livraria La Selva – R. Gomes Carvalho, 1467, Itaim Bibi, 3045-2391).


Pufe para Ovos
Pensado para quem gosta de  comer ovos quentes ou cozidos e tem medo de ver a comida rolando acidentalmente pela mesa. Feito de poliéster e polipropileno, o pufe é lavável e à prova de máquinas lava-louças. O produto é da marca Vacu Vin, e custa R$ 98.


(À venda na loja Otto – Shopping Iguatemi, 3032 – 5045)


Colher para empilhar sorvete
Pegar sorvete quando a massa está muito dura é uma… dureza. Com a colher  Cuisipro, basta empurrar o sorvete, apertar o êmbolo e retirar. A massa sai em forma de cilindro, e não de bola. O produto funciona melhor se for mergulhado em água morna antes de usar. O preço é de R$ 72.

(Utilplast – Dr. Mario Ferraz, 507, Itaim Bibi,  3078-0121, e mais 1 endereço na Cidade)

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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A atriz Alexandra Golik, da companhia  Le Plat Du Jour, está inaugurando um novo teatro em Perdizes: o Viradalata. Depois de muito mistério, finalmente ela anunciou a data de inauguração: próxima sexta-feira, dia 1º de julho. A primeira peça será Mamy, escrita e dirigida por Alexandra, que também cuidou da cenografia e faz parte do elenco. Ao contrário dos espetáculos do Le Plat, que são infantis, Mamy foi escrita para adultos. Fala sobre relações familiares, e tem censura de 16 anos. No dia seguinte, acontecerá a reestreia do espetáculo infantil Medinho Medão, com texto, direção e cenário de Alexandra. No dia 6, outra reestreia: Sequestro, uma peça para adultos também escrita por Alexandra em 2003. No entanto, ainda há o risco de atraso na inauguração. Alexandra conta que descobriu na segunda um pequeno problema com a obra. “Estamos trabalhando para manter a data”, afirma. “Estou achando que vai dar”. A atriz conversou com o Blog do Curiocidade sobre essa nova fase de sua carreira:

(Foto: Marcos Mendes / AE)

Você vai cuidar da administração do teatro, da coordenação artística, da direção e da cenografia de espetáculos. Ah… e ainda vai continuar atuando. Qual é o truque?
Olha, eu estou ficando bem louca. Esse é o truque. Trabalhar da hora em que acordo até a hora que vou dormir. Tomara que dê certo, tem que dar. Estou muito nervosa, uma pilha, porque achei que estava tudo nos conformes. Mas eu estou achando que vai dar para inaugurar na sexta.

Você vai continuar atuando no Le Plat de Jour? Não existe risco de os horários e as datas das peças coincidirem?
O Le Plat de Jour está a mil, direto em cartaz. Estamos com uma temporada no Teatro Folha, e a peça termina às 17h40. E o Medinho Medão começa às 16h no Viradalata, mas eu não atuo. Sempre dá para dar um jeito, dificilmente vai coincidir. Se acontecer, temos atrizes de stand-in. O que importa é manter a qualidade artística dos espetáculos.

A Carla Candiotto, sua parceira no Le Plat, terá uma cadeira especial no Viradalata?
Com certeza! Ela achou legal a minha ideia, mas disse que eu sou louca. Todo mundo diz que eu sou louca, aliás. E sou mesmo. Foi muito dinheiro investido. Tive que me desfazer de alguns bens, vender uma casa. Ainda bem que tive a ajuda da Vanda Varella. Ela é minha dentista, e agora é também minha sócia no Viradalata. Fora os gastos, também tem o empenho, o trabalho. Se um banheiro em reforma dentro de casa já é um inferno, imagine o que é construir um teatro…

Mas essa etapa de obras vai continuar, pois o teatro não está pronto ainda. Como será o andamento das obras com o teatro funcionando?
A área que ficou pronta tem 100 lugares. Em novembro, vamos concluir a outra parte e a capacidade será de 350 pessoas. Até lá, vamos contar com um acesso provisório. As pessoas vão ver uns tapumes até chegarem ao teatro. Enquanto isso, a obra vai seguindo. Nunca nos horários dos espetáculos, obviamente.

Qual é a razão do nome “Viradalata”?
Eu tenho 28 cachorros, todos vira-latas. Três ficam na minha casa. Os outros ficam em um sítio só para eles, com canil e caseiro, em Itapecerica da Serra. É uma homenagem para eles, mas o nome do teatro também tem “virada”, uma coisa muito importante para o artista.

Viradalata; Rua Apinajés, 1387, Perdizes; 3868-2535

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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Na hora de vender um carro usado, um dos argumentos mais comuns é: “mas teve um único dono, vale mais”. O paulistano Rogério Galvão, que tem 40 anos e trabalha com venda de carros desde 1994, percebeu isso e resolveu lançar, há dois meses, o Portal Único Dono. É um site de classificados especializados em carros usados que tiveram apenas um proprietário. “Fizemos uma seção extra com carros que tiveram mais donos, mas sua visibilidade é bem menor”, conta Rogério. “O destaque total é para os carros de único dono”. Há ainda alguns anúncios de carros 0 km, mas também com espaço bem menor. Rogério explica que comprar carros usados que tiveram apenas um dono dá ao cliente uma sensação maior de segurança. “O carro geralmente está mais conservado, e o antigo dono pode  informar o que já foi feito de manutenção”, afirma. “Eu também sou um consumidor chato. Quando compro carro usado, só gosto dos que tiveram um único dono”. O Portal Único Dono já chegou à marca de 2 mil classificados publicados.

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Uma fachada discreta. “Pequeno café-teatro”, diz o letreiro. Após subir três degraus, chega-se a um estreito corredor, cheio de velas e pétalas de rosas vermelhas, que dá acesso à porta de entrada. O local tem capacidade para 44 pessoas. Em frente ao palco, que tem o tamanho de uma banca de jornal, ficam as mesas. Logo acima, uma escada leva às poltronas, doadas de um cinema desativado em Jundiaí (SP). Tudo é de madeira, e as cores predominantes na decoração são bordô, marrom e verde musgo. A luz fica por conta das velas e de três pequenas luminárias.

Esse é o ambiente da Casa de Francisca (Rua José Maria Lisboa, 190; Jardim Paulista; 3052-0547), inaugurada há três anos. “A intenção é fazer com que as pessoas se sintam como se estivessem na sala da casa do artista”, diz o diretor de arte Rubens Amatto, um dos proprietários da casa. O outro sócio é o fotógrafo Rodrigo Luz, irmão de Rubens.

A programação da casa é elogiada com frequência. Entre os artistas que já se apresentaram no pequeno palco estão Paulo Vanzolini e Arrigo Barnabé. “O Paulo comemorou seu aniversário de 87 anos cantando aqui”, conta Rubens. “Já o Arrigo faz shows na casa há mais de dois anos”. O couvert artístico varia entre R$ 19 e R$ 35. “Não tem pesquisa de mercado, não estamos preocupados em agradar. É um projeto pessoal”, diz Rubens. “Não dá para viver disso, mas tem noites que alimentam a gente de uma forma que não tem preço”. O gosto pessoal de Rodrigo e Rubens também atinge o cardápio. A casa não serve refrigerante, por exemplo. Cerveja, só se for artesanal (R$ 9,10).

Os irmãos Rodrigo Luz e Rubens Amatto

Quando o Curiocidade visitou a casa, os artistas que se apresentaram foram Marcelo Pretto e Swami Jr. Logo na entrada, o garçom avisa: “Antes de começar o show, vamos parar de servir comida e bebida”. Rubens explica que “não faria sentido trazer trabalhos tão sofisticados e ficar servindo aperitivos, atrapalhando o show”. Minutos antes do início da apresentação, Rubens sobe ao palco para pedir que todos desliguem os celulares.  Quem cochicha durante alguma música logo é advertido com um “ssshhh!”. Antes de os artistas entrarem em cena, Rodrigo apaga as luminárias, deixando o ambiente iluminado apenas pelas velas.

QUEM FOI FRANCISCA?

Foi a primeira moradora da casa, construída em 1913. Quando Rodrigo e Rubens chegaram ao imóvel, ele estava todo destruído. Ali funcionava antes uma loja de cúpulas para abajur. Os irmãos descobriram que Francisca era uma espanhola que reunia os vizinhos no final da tarde para tomar chá e comer bolo em sua casa. Na mesma rua, morava o sapateiro Genaro, muito amigo da Francisca. É por causa dele que o nhoque da casa se chama “Genaro”.

PROGRAMAÇÃO

Na quinta-feira, dia 23, às 21h, o músico Emiliano Castro apresentará o projeto Kanimambo, que traz música brasileira com referências espanholas, africanas e latino-americanas. No sábado, acontecerão duas apresentações. A primeira, 20h30,será dos músicos Juarez Moreira e Arismar do Espírito Santo. As 00h30, será a vez do cantor Rodrigo Campos, que mostrará canções de seu disco “São Mateus não é um lugar assim tão longe”. No domingo, os músicos Marina de la Riva e Daniel Oliva farão um show às 21h.

(Com colaboração de Karina Trevizan e fotos de Katia Kuwabara / Divulgação)

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Quer montar uma biblioteca com livros que contem um pouco da gastronomia paulistana e de seus personagens? Fiz uma pequena lista de restaurantes, bares e docerias de São Paulo que estão nas livrarias para ajudar na sua caça:

“10 anos de La Pasta Gialla”
O livro foi produzido para comemorar o aniversário de um dos restaurantes do chef Sergio Arno. “Achei que seria um modo de oferecer um presente para os clientes”, diz Sergio. O lançamento aconteceu em maio deste ano. “A minha mãe, Ana Maria, cuidou do restaurante por muito tempo, e quis homenageá-la lançando o livro no dia das mães”, conta. Sergio também é dono do La Vecchia Cucina, que já ganhou dois livros: “La Vecchia Cucina – Cozinha Italiana Renovada” (1991) e “La Vecchia Cucina – Cozinha do Amor e da Paixão” (1999).

“Rodeio, os próximos 50 anos”
Foi lançado para comemorar o cinquentenário do restaurante Rodeio, em 2008. Gloria Kalil e Nirlando Beirão participaram da produção do texto. A publicação é recheada de fotos da nova geração de clientes.

“Cozinha Natural Gourmet: a culinária de Tatiana Cardoso e o Restaurante Moinho de Pedra”
A chef lançou  o livro, com 65 receitas vegetarianas, em 2009.

“O Livro do Brigadeiro”
Lançado em 2010 pela chef-pâtisserie Juliana Motter, especializada em brigadeiros gourmet, o livro traz curiosidades e dados históricos sobre o docinho mais popular do Brasil, além de receitas inéditas do ateliê Maria Brigadeiro.

“O Mundo dos Cupcakes”
Escrito pela chef Carole Crema, do La Vie en Douce, o livro traz 50 receitas de cupcakes.

“Carlota – Balaio de Sabores”
A chef Carla Pernambuco lançou o livro em 2006. A obra traz as receitas mais pedidas do restaurante Carlota, além de algumas dicas de culinária. Carla também escreveu, em parceria com Pinky Wainer, o livro “Juju na Cozinha do Carlota” (2004), com receitas para serem feitas por crianças.

“Viena – Comida de Casa Fora de Casa”
Lançado em 2007, o livro conta a história dos 30 anos do Grupo Viena e também traz algumas receitas dos pratos mais famosos da rede. Foi escrito por Ignácio de Loyola Brandão.

“Fasano: 100′Anni in Brasile” e “Fasano: 100′Anni di Gastronomia”
Em comemoração aos 100 anos da chegada da família Fasano ao Brasil, os livros foram lançados juntos, em 2007. Trazem a história do grupo e algumas das receitas mais famosas. Antes, em 2002, Rogério Fasano já havia lançado um livro sobre um de seus restaurantes: “Parigi”. A obra traz receitas assinadas por um chef francês e outro italiano.

“Charlô of course”
Foi lançado em 1997, trazendo receitas e truques culinários do chef Charlô. Em 1999, Charlô publica  seu segundo livro, “Charlô em Paris”. contando um pouco sobre sua história e reunindo suas receitas favoritas.

“Comida Típica da Fazenda”
Foi escrito pelos proprietários do restaurante Divino Fogão, Reinaldo e Nani Varela. Lançado em 2010, o livro conta a história da fundação da Casa e traz algumas receitas.

“Líbano: Impressões e Culinária”
A chef Leila Youssef, do restaurante Arábia, escreveu o livro com suas impressões sobre a viagem que fez ao Líbano em 1994. A obra traz também receitas da cozinha libanesa. A edição está esgotada.

Há muitos outros, é verdade. Por isso o trabalho de garimpagem continua.

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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Não é fácil chegar perto do padre Fábio de Melo depois que ele se tornou uma celebridade. Seus nove discos e dois DVDs já venderam 2 milhões de cópias. Os oito livros já somaram 500 mil exemplares vendidos. Padre Fábio de Melo é apresentador do programa “Direção Espiritual”, exibido às quartas e sábados pela emissora católica Canção Nova. Quem administra a carreira do padre é Heliomara Marques, 48 anos, solteira e sem filhos. Ela também cuida da carreira de outros cantores católicos, como Eros Biondini, Adriana e a banda Dominus. Além disso, Leozinha, como prefere ser chamada, é empresária dos cantores Paulinho Pedra Azul e André Leonno. Também não é fácil chegar perto de Leozinha. Ela só aceitou conversar com o Curiocidade por e-mail.

Há quanto tempo você trabalha com o padre Fábio de Melo?

Este ano, comemoramos 10 anos trabalhando juntos. São também 10 anos da ordenação sacerdotal do padre. É, portanto, um ano muito feliz para nós! Nossa relação é ótima, eu o considero um irmão mais novo. Somos amigos desde que ele era seminarista, há mais ou menos 17 anos. Depois da ordenação, ele foi morar em Belo Horizonte, onde eu vivo, para fazer o mestrado. Foi nessa época que começamos o trabalho.

Como é sua rotina como empresária do padre?

Não me sinto empresária do padre, mas, sim, da “boa nova” que o padre anuncia. A rotina é puxada. Nossos dias são intensos: agendamento de compromissos musicais, programas de TV, imprensa, atendimento aos admiradores do trabalho do padre…  Tenho que cuidar também de toda a produção artística dos eventos e da logística de toda a equipe. É muito trabalhoso, mas eu amo o que faço. O melhor de tudo é ouvir testemunhos de vida e descobrir o quanto faz bem esse “Jesus Humano” que o padre Fábio representa.

Você precisa acompanhá-lo em todos os eventos?

Sim. Temos um cuidado especial com o “sacerdote” Fábio de Melo. O ideal é que eu viaje com ele sempre. Quando não posso, escalo alguém para acompanhá-lo. Ele não é um “artista-padre”, mas o “padre-cantor”, o “padre-escritor”, o apresentador, o compositor. Os outros artistas não têm esse vínculo espiritual e institucional. Existe todo um contexto religioso que rege a vida de um padre, e isso inevitavelmente afeta o trabalho como artista, escritor, comunicador. Precisamos manter a unidade com a Igreja Católica nos nossos projetos.

O padre Fábio de Melo ainda tem tempo para celebrar missas?

Claro, o sacerdócio dele é o mais importante. Ele celebra missas na diocese à qual pertence, que é a de Taubaté (SP), e também nas peregrinações , nos acampamentos de oração em Cachoeira Paulista (SP), que são transmitidos pela TV Canção Nova.

[A Diocese de Taubaté (SP) diz que o padre Fábio Melo não informa quantas missas celebra por mês. Segundo o padre Kleber Rodrigues, coordenador diocesano, como não tem paróquia, ele fica livre para celebrar onde quiser quando está na cidade]

Existe muito assédio de fãs?

O que existe de verdade são pessoas que desejam ter a chance de dizer ao Padre que se sentem vivos e com força para lutar por causa da palavra que ele anuncia. Todos os dias eu ouço um testemunho de alguém. São homens, mulheres, jovens, crianças e, principalmente, velhinhas, por quem o padre Fábio tem um carinho especial. Mas é humanamente impossível retornar a todos que nos escrevem e atender às centenas de convites que chegam de várias cidades do Brasil. Tenho uma enorme dificuldade em dizer “não”.

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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(Foto: Nilton Fukuda / AE)

A Lei Cidade Limpa, criada em 2007, eliminou todos os letreiros espalhafatosos das ruas de São Paulo. Ou melhor, quase todos. O Itaú ainda tem uma logomarca bem chamativa à vista: a propaganda que fica no relógio do Conjunto Nacional. O banco foi advertido para retirar a logomarca, mas argumentou  que o relógio era tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) desde 2005. O órgão, por sua vez, afirmou que apenas o equipamento publicitário, ou seja, o relógio, era protegido pelo patrimônio histórico, e não a logomarca do Itaú.

O Itaú está gastando um bocado com o impasse. Até agora, a multa acumulada pelo desrespeito à Lei Cidade Limpa já bateu a marca de R$ 20 milhões – mesmo que a marca do banco fique apagada à noite, como acontece desde 2007, quando a lei foi implantada. E há mais gastos para manter o relógio: a cada dois anos, o banco precisa custear os trabalhos de manutenção do equipamento. Na última vez, entre outubro de 2010 e janeiro de 2011, o preço pago pelo banco pelo serviço foi de R$ 1,8 milhão. Também de dois em dois anos, o Itaú precisa fazer a manutenção do heliporto de emergência da laje superior, a um custo de  R$ 500 mil. O consumo de energia elétrica também fica a cargo do Itaú, que ainda precisa desembolsar uma quantia mensal para o Condomínio Conjunto Nacional (o valor não foi divulgado).

O Itaú pediu autorização para o Condephaat para retirar a marca do relógio, e o órgão autorizou em 30 de maio. Mas, até agora, a logomarca não foi removida. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Conjunto Nacional afirmou que “sem o patrocínio, é impossível manter os custos do equipamento”.

(Reprodução do livro Aero-Willys, o carro que marcou época)

O Itaú não foi a primeira empresa a ostentar sua marca no relógio mais famoso da Avenida Paulista. Em 1962, logo depois de o prédio ser construído, foi instalado um relógio luminoso da Willys Overland, como mostra o recém-lançado livro “Aero-Willys – O Carro que Marcou Época”, de Rogério de Simone e José Antonio Penteado Vignoli, da Editora Aláude. Cinco anos depois, a empresa foi comprada pela Ford, marca que tomou o lugar da primeira no relógio. A Ford ficou com sua marca no relógio até 1975, quando o Itaú comprou o espaço publicitário.

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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Faltava menos de um mês para a inauguração do restaurante Seu Miagui, que aconteceu em fevereiro passado. Bruno Dias, um dos sócios da casa, sentia que a decoração estava incompleta. “O principal já estava pronto, mas eu ainda não tinha nenhum item especial”, lembra Bruno.

A solução foi encontrada por coincidência. Viajando com a família para Las Vegas, Bruno entrou numa loja especializada em raridades do cinema, com itens como figurinos dos filmes do Batman e a máquina de fliperama usada em “De Volta para o Futuro” à venda. E foi lá que Bruno achou um pôster original do filme “Karate Kid” autografado pelos atores Ralph Macchio, que viveu o garoto Daniel-San, e Pat Morita (1932-2005), que interpretou o personagem que inspirou o nome do restaurante, Mr. Miyagi. “Era o detalhe final que faltava para impressionar”, conta Bruno. “O preço era o equivalente a R$ 1.900. “Foi caro, mas paguei feliz”.  A relíquia  está ao lado do bar.

(Foto: Divulgação / Tadeu Brunelli)

Seu Miagui; Rua Clodomiro Amazonas, 556, Itaim Bibi, 3078-4170.

(Com colaboração de Karina Trevizan)

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Roberto Carlos criou uma incorporadora, a Emoções, e lançou seu primeiro empreendimento com uma grande festa: um edifício de 40 andares na avenida Juscelino Kubitschek, em São Paulo. Um dos assuntos que mais chamou a atenção é que o supersticioso RC não quer que seu prédio tenha o 13º andar. Pularia do 12º para o 14º.  Em entrevista ao Estadão de hoje, ele declarou: “Nos Estados Unidos, eles não têm problema em relação a isso, mas aqui está difícil. E é uma bobagem, todo mundo saberá que o 13º está lá, só que o número será 14º. Só não terá esse número. Vou continuar insistindo com o prefeito (Gilberto) Kassab”.

Esse medo do número 13 tem até nome: triscaidecofobia. Essa história de edifícios “sem um andar” também não é exclusividade dos americanos. Na China, o número de azar é outro e os prédios mais novos não têm o quarto andar.

O que Roberto Carlos pleiteia não é algo tão novo assim. Na Torre Norte do Centro Empresarial Nações Unidas, na Marginal Pinheiros, o 13º não existe. O prédio foi construído em 1999. Quando escrevi um livro institucional para a Gafisa, em 2009, apurei que o Banco Safra, na esquina da Paulista com a Augusta, aboliu o 13º andar por ordem de Joseph Safra. Numa rápida pesquisa pela internet, encontrei ainda que o Novotel Jaraguá, reformado em 2004, também tirou o número de azar.

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