Dona da sex-shop chique Constantine Boutique, Luciana Keller preparou uma brincadeira de Dia dos Namorados para suas clientes: o “Kit Amiga Encalhada”. O conjunto vem com uma calcinha de renda, uma caixa de acrílico em forma de coração e uma miniatura de Santo Antônio de chumbinho. O preço é de R$ 39,90. “Às vezes, chega um grupo de amigas na loja, e sempre tem uma solteira para as outras tirarem sarro”, diz. “Por isso, pensei em alguma coisa engraçada para essas ocasiões”. Luciana garante que não há qualquer intenção de bullying, tão na moda ultimamente. “O que a gente espera é que as amigas tenham sorte e arrumem logo alguém para curtir o Dia dos Namorados”.
Inspirada na cultura do povo celta, que viveu por volta de 2.000 a. C na região que hoje abrange Irlanda, Escócia e Inglaterra, a psicóloga Beatriz Moura Leite, 36 anos, criou um tipo de cerimônia de casamento original, sem vínculo com nenhuma religião. Ela, que celebra casamentos celtas personalizados desde 2004, se aproximou da cultura celta há quinze anos, durante uma viagem à Austrália. Lá, conheceu uma ritualista inglesa que sabia muito sobre esse assunto. “O povo celta valoriza muito a relação do homem com a natureza”, afirma. “Gostei tanto que acabei me casando por lá mesmo, em uma cerimônia celta”.
De volta ao Brasil, Beatriz se dedicou ao estudo da cultura celta. Até que recebeu a notícia de que seu melhor amigo iria morar com a namorada. “Achei que aquilo não estava certo, era preciso fazer algum tipo de ritual de passagem”, conta. E foi especialmente para esse amigo que Beatriz montou uma cerimônia de casamento inspirada na cultura celta, dividida em nove momentos (veja mais abaixo). “Nove é o número da união”, explica. O papel de ritualista, ou seja, de realizadora da cerimônia, ficou para Beatriz. No final do evento, um casal de convidados se interessou pelo modelo criado por ela e pediu uma cerimônia parecida. “Foi assim que a coisa começou a acontecer, eu era chamada para outras cerimônias”.
Beatriz abandonou o trabalho como psicóloga para se dedicar apenas aos casamentos. São cerca de dez por mês, a maioria realizada nos finais de semana. Durante a semana, a ritualista se dedica a estudos de cada casal e à preparação de textos para as cerimônias. Ela também entra em contato com padrinhos e parentes dos noivos para dar orientações sobre o casamento. Além disso, Beatriz cuida para que os serviços de filmagem, decoração, fotografia e música do evento funcionem de acordo com os moldes da cerimônia celta. O preço do casamento realizado por Beatriz varia entre R$ 3,5 mil e R$ 4,5 mil, dependendo da data e do local escolhidos e do número de padrinhos.
Os nove momentos da cerimônia
1. Introdução
Beatriz avisa aos presentes que a cerimônia acolhe adeptos de todas as religiões. Durante a cerimônia, Beatriz explica para os convidados o que representa cada elemento. “Há uma riqueza de símbolos, mas é importante que as pessoas compreendam os significados”.
2. Ritos iniciais
É o momento da entrada dos pais do casal e do noivo. O caminho percorrido até o altar simboliza as escolhas de vida que os noivos fizeram até então. Perto do altar, há uma mandala no chão, feita com folhas e pétalas, chamada ponto de união. “Representa o ponto da vida em que os dois se encontraram”, explica Beatriz. O noivo aguarda ali.
3. Acolhida
É quando entram as crianças. Meninas jogam pétalas no chão, simbolizando pureza e graça. Já os meninos atiram sementes, símbolos da prosperidade, e tocam sinos, que representam alegria. Em seguida, entra a noiva, que encontra o noivo na mandala.
4. Purificação
Beatriz lava as mãos do casal com água e sal. “A água é transparente, como a nossa conexão com Deus”, diz Beatriz. “O sal serve como catalisador de energias negativas”. Em seguida, os noivos ficam ao lado da ritualista.

Diferente dos casamentos tradicionais, na cerimônia celta os noivos ficam de frente para os convidados, não de costas
5. Oferendas
O casal escolhe previamente um ou dois amigos para serem “dagdas” da amizade, pessoas para representar bondade e sabedoria. Os dagdas preparam um texto sobre amizade e, nesse momento, lêem para os noivos. “Eles escrevem, mas eu dou assessoria”, diz Beatriz. Os padrinhos oferecem objetos especiais para os noivos, como um pote de semente para trazer prosperidade, uma mandala branca simbolizando paz ou velas representando sabedoria. Depois, acontece a “oferenda do amor”, em que a noiva lê uma carta que escreveu para o noivo, e vice-versa.
6. Palavra
Beatriz fala sobre a importância das alianças e, em seguida, entram os “dagdas da aliança”. São parentes, geralmente crianças, escolhidos pelos noivos, que entregam os anéis para a ritualista.
7. Alianças
Os pais dos noivos se aproximam do casal e seguram as alianças. Os noivos fazem uma leitura de agradecimento aos pais e, depois, a família da noiva entrega a aliança dela para o noivo, e vice-versa. “Significa que a família está acolhendo aquela pessoa”, explica Beatriz.
8. Troca de alianças
Sobre a mesa do altar, ficam alguns objetos representando os quatro elementos da natureza. A ritualista pede para que o casal seja abençoado pela terra, representada por um prato de sal. A bênção do elemento água vem quando os noivos bebem um cálice com o líquido. O casal acende um incenso, cuja fumaça representa o ar, e uma vela, que simboliza a chama do amor. Por fim, as alianças são lavadas com água consagrada, preparada especialmente para o rito. Os noivos, finalmente, trocam as alianças.
9. Bênção final
A ritualista declara que os noivos foram unidos pelo poder do amor e da escolha, e, então, o noivo pode beijar a noiva. Os recém-casados deixam o local juntos, enquanto todos os presentes aplaudem sua saída.
(Com colaboração de Karina Trevizan. Fotos: Divulgação)
Inaugurado em 2008, o restaurante SAJ resolveu investir em delivery. “É cada vez mais comum as pessoas pedirem comida em casa”, avalia Paulo Abbud, um dos sócios da casa. Para não prejudicar o atendimento no restaurante da Rua Girassol, o SAJ inaugurou uma segunda unidade só para atender aos pedidos de entrega, na vizinha Rua Original. A primeira casa não aceita mais pedidos de entrega. “O restaurante da Girassol não daria conta de fazer as duas coisas bem feitas”, diz Paulo. Mas os números do delivery ainda não chegam nem perto do primeiro restaurante. Na casa da Rua Girassol, são vendidas em média 8 mil esfihas por mês. Pelo serviço de delivery, a média gira entre 2,5 mil e 3 mil. O serviço de entrega atende a região de Vila Madalena, Sumaré, Lapa, Jardins, Pacaembu e Higienópolis.
Atualizado em 22/12/2011: Fiz um pedido hoje por volta das 18h45. A atendente calculou um prazo de entrega de 50 minutos – foi muito, sim, mas foi cumprido à risca. Acontece que meu pedido veio incompleto. Faltou o pote com coalhada seca. Só percebi isso ao abrir a caixa já no apartamento. Liguei para lá e a mesma atendente disse que enviaria a coalhada rapidamente. Levou 20 minutos, quando todos já estavam terminando de comer. O que me surpreendeu é que, ao descer para apanhar o pedido, a sacolinha estivesse nas mãos do porteiro. Quem veio entregar não ficou para pedir desculpas pelo inconveniente.
Serviço:
SAJ
R. Girassol, 523; e R. Original, 165, Vila Madalena
3037-7701
(Com colaboração de Karina Trevizan e foto de Andre Lessa / AE)
O Curiocidade publicado hoje apresentou o “Cafofo”, espaço inaugurado pelo fotógrafo Ricardo Toscani no último dia 13, em Pinheiros. A história começou, na verdade, em 2009, quando ele criou o Culinária Tosca, blog sem maiores pretensões. Cozinheiro amador, Ricardo resolveu ensinar receitas caseiras para seus leitores. Este ano, ele teve a ideia de criar a “Toscozinha”, evento em que reúne pessoas para jantar ou almoçar pratos preparados por ele. Funciona assim: Ricardo divulga a data e o cardápio no Culinária Tosca, e os interessados pagam R$ 35,99 por entrada, prato principal, acompanhamento e sobremesa.
As duas primeiras edições aconteceram no apartamento de Ricardo. A terceira foi transferida para o Cafofo no domingo passado e reuniu 14 pessoas. A próxima já está marcada: será no dia 7 de junho, e o prato principal será galinhada.
O Cafofo serve ainda como salão de cabeleireiro e manicure, loja, estúdio fotográfico e escritório de design, divididos pela mulher (Lucia Farias) e por duas amigas de Ricardo (Camis Fank e Katiane Romero). Funciona também como palco de shows da banda Heleninha Roitman and The Punk Tosko Full Glass Band Project. “Já que nós não seríamos a melhor banda do mundo, quisemos ser a que tem o maior nome”, brinca Ricardo, vocalista da banda.
(Com colaboração de Karina Trevizan e fotos de Andre Lessa / AE)
O elenco do musical Evita, que fica em cartaz no Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722; Santo Amaro; 5693-4000) até julho, tem 45 atores e cantores, além de 20 músicos da orquestra. Os protagonistas são os personagens Eva Perón, Juan Perón e Che Guevara, vividos por Paula Capovilla, Daniel Boaventura e Fred Silveira. Mas há também seis atores mirins, que estão se tornando rostos conhecidos nos musicais encenados na Cidade.
São três atores-mirins por apresentação (leia abaixo). A seleção foi feita pelo diretor do espetáculo, Jorge Takla, que já conhecia os pequenos artistas desde O Rei e Eu, musical dirigido por ele em 2010. Takla conta que foram realizados vários testes para escolher as crianças para o elenco, inclusive com a família dos atores. “Fazemos entrevistas com os pais”, revela. “Eles também precisam ser aprovados. Eles ficam no teatro desde a chegada dos filhos até o final do espetáculo, mas não assistem aos ensaios, nem podem interferir no trabalho”. Takla dá outros detalhes:
Para ganhar os papeis, as crianças fizeram testes?
Para selecionar as seis de Evita, convidamos as crianças que já tinham participado de O Rei e Eu e têm uma boa formação em canto. Elas participaram de testes de coordenação motora, dança, canto e afinação. Os testes de canto são primeiro em grupos e, depois, solo. Depois da primeira seleção, fazemos entrevistas individuais para ter certeza da vocação e da vontade da criança em fazer teatro. Às vezes descobrimos que são obrigados e explorados pelos pais, temos que tomar muito cuidado com isso. Fazemos entrevistas com os pais, eles também têm que ser aprovados!
Quais são as exigências para se trabalhar com atores crianças?
Temos que ter alvará do juizado de menores, autorização dos pais, verificar se os horários de trabalho não interferem com os de escola, seguir de perto os estudos e os boletins das crianças. Notamos que todos melhoram na escola depois de começar a trabalhar com teatro. Isso porque eles aprendem a ter disciplina, rigor e concentração, e ficam muito conscientes de suas responsabilidades. Mas, fora isso, existe um cuidado especial que tem que ser tomado com atores mirins, porque tudo que é ensinado entre os 7 e 12 anos fica marcado para o resto da vida. Temos que tentar abrir as portas para o máximo de formas de linguagem, para eles terem uma rica possibilidade de escolhas e de opções para os seus caminhos futuros.
As apresentações são todas à noite. Isso não atrapalha as crianças que estudam de manhã?
A escala é sempre feita de acordo com os horários da escola, com o aval dos pais. Como os elencos infantis são alternantes, quem faz a sessão de quinta-feira só volta no sábado. Quem faz a sexta só volta no domingo.
As crianças de Evita
Isabela Rangel
9 anos
Além do musical O Rei e Eu, a atriz fez ensaios fotográficos para revistas e cinco comerciais, como o do “Criança-Esperança 2010″.
Mariana Martins
9 anos
Evita é seu segundo musical. Também fez O Rei e Eu. Esteve em dois comerciais, ambos em 2008
Juliane Santiago de Oliveira
10 anos
Em 2009, participou do espetáculo Noviça Rebelde. No ano seguinte, esteve no elenco de Gypsy e O Rei e Eu. Fez também alguns trabalhos publicitários.
Letícia dos Santos Carmo
9 anos
Começou em 2007 com a peça Avoar. Participou do programa do Raul Gil duas vezes. Em 2010, atuou em O Rei e Eu, fez dublagens em desenhos animados, como Backyardigans e Hi-Five.
Matheus Braga
8 anos
O único menino da turma participou dos musicais Miss Saigon e O Rei e Eu. No cinema, fez parte de Essa Maldita Vontade de Ser Pássaro e Lula, O Filho do Brasil.
Izabely Tomazi
9 anos
Participou dos espetáculos Miss Saigon, O Rei e Eu, e Gypsy, entre outros. Fez também alguns trabalhos publicitários.
(Com colaboração de Karina Trevizan e fotos de João Caldas / Divulgação)
Por que ainda dizemos que vamos discar um determinado número de telefone se os telefones que usamos hoje em dia não têm mais discos? Se quiser matar a saudade dos velhos aparelhos, faça uma visita à oficina de restauração de telefones ETL. A oficina de Hélio Forte, 66 anos, tem à venda telefones do século 19, e também modelos de várias décadas do século 20. “Tenho alguns antigos funcionando mil vezes melhor do que esses telefones modernos”, garante. “É preferível ter um desses, que não dá trabalho e ainda enfeita a sua casa”. O restaurador lembra que a única desvantagem dos aparelhos antigos é que eles não permitem fazer operações bancárias por telefone, já que “não têm asterisco nem sustenido”.
Hélio abriu a oficina há 38 anos. Começou consertando aparelhos de televisão, até que aprendeu a arrumar telefones. ”No começo eu fazia telefones eletrônicos, mas me adaptei melhor com os mecânicos, mais antigos. Eu gosto de trabalhos manuais”, conta ele, que também já foi colecionador. Chegou a ter 70 telefones antigos guardados, mas resolveu vender a coleção em 2002. “O dinheiro falou mais alto… Só um deles foi vendido por R$ 25 mil”, conta ele, sem revelar o valor total ganhou com a venda de seus aparelhos. A maior parte da coleção foi arrematada pelo empresário Eliseu Delamuta, dono da Della Via Pneus. Delamuta é colecionador de antiguidades que vão de telefones a carrinhos em miniaturas. “Ele só quis os mais raros”, diz Hélio.
A oficina de Hélio é um lugar pequeno, com fachada discreta. A placa de identificação fica do lado de dentro, e é difícil até enxergar… o número de telefone. Ali, Helio vende, compra, conserta, restaura e fabrica telefones. Sim, fabrica! E o cliente pode desenhar o modelo. ”No Brasil, só eu faço isso”, jacta-se. “E faço com perfeição”. Ele conta que os pedidos de restauração mais frequentes são de aparelhos com valor sentimental, herdados de algum parente.
O preço da restauração na oficina de Hélio costuma variar entre R$ 50 e R$ 300. “É preciso fazer uma avaliação do telefone antes de fechar o preço”, avisa. Os consertos mais caros são dos aparelhos da Telearte, que fabricava telefones na década de 1960. “São telefones artísticos, feitos de metal”, descreve Hélio. Para polir esses aparelhos, o restaurador precisa desmontá-los inteiros e colocar as peças em uma máquina de 3 mil rotações por minuto. “Por isso precisa desmontar. Se um fio enrosca ali, quebra tudo e ainda me machuca”.
ETL Eletrônica e Telecomunicações
R. Dona Antonia de Queirós, 91; Bela Vista; 3259-3126 e 99697-0797. Segunda a sexta, das 10h às 20h.
(Com colaboração e fotos de Karina Trevizan)
Eu vi a novidade na Droga Raia da Avenida Pompeia. Cada um dos caixas tem um aparelho para medir a satisfação do cliente. Eles possuem cinco botões com desenhos de aprovação e reprovação. A novidade faz parte de um projeto da Raia, que ainda está em fase de implementação. Mas a assessoria de imprensa se recusou a dar informações sobre o sistema. Não diz quando as máquinas foram instaladas e quantas lojas instalaram a pesquisa eletrônica. Também não foi informado qual é a opção mais votada. Será que esse é o motivo de tanto segredo…
Esse tipo de medição não é uma novidade. Na saída de todas as 136 Lojas Renner há um aparelho para registrar a opinião sobre o atendimento ao cliente. O sistema, que se chama “Encatômetro”, foi implantado em 1996. São três opções: muito satisfeito, satisfeito e insatisfeito. A primeira loja a receber um desses foi a do Shopping Metrópole, em São Bernardo do Campo. Segundo a assessoria de imprensa da Renner, o último balanço anual, fechado em 2010, revelou que a opção “muito satisfeito” foi a mais votada (57,9% – 12,6 milhões de registros). “Satisfeito” ficou com 37,4% (8,3 milhões) e “insatisfeito”, com 4,2% (927 mil). Mas por que há sempre um funcionário ao lado do painel? É algum tipo de pressão psicológica? A Renner informa que “o colaborador fica ao lado para explicar como o Encantômetro funciona e solucionar qualquer tipo de dúvida”.
(com colaboração de Karina Trevizan)
O prédio do Museu de Zoologia da USP foi o primeiro na Cidade a ser construído especialmente para abrigar um museu, em 1940. Desde então, sofreu apenas pequenos reparos. Agora, o local se prepara para sua primeira grande reforma. O projeto, que tem custo de R$ 4,5 milhões, será bancado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Haverá uma restauração em uma área do piso térreo, e também nas redes de eletricidade e de informática, além a implantação de um sistema contra incêndios. O museu trocará os armários comuns por modelos compactadores (que se movem na horizontal para ganhar espaço). “Temos coleções que cresceram muito, precisamos de espaço”, diz Hussam Zaher, diretor do Museu. “Só a nossa biblioteca tem 60 mil volumes”. Serão 13 armários no total, que vão armazenar os acervos de mamíferos, moluscos, répteis, parte da coleção de insetos e todo o acervo da biblioteca.
As obras estão para ser iniciadas e devem terminar apenas no final do ano. Durante os meses em que o museu ficará fechado para reforma, parte do acervo será exibida na Estação Ciência, na Lapa. “Vamos montar lá uma exposição sobre biodiversidade, com animais de todos os grupos”, diz Maria Isabel Landim, professora da Divisão de Difusão Cultural do Museu de Zoologia. A parceria faz parte de um projeto de intercâmbio de divulgação cientítica promovido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária. “Em vez de encaixotar as nossas exposições, estamos aproveitando o momento da reforma”, diz Zaher. Maria Isabel conta que, quando o acervo voltar ao prédio do Ipiranga, pretende aproveitar para modificar a exposição permanente. “Ainda estamos iniciando as pesquisas, mas o que eu posso adiantar é que pretendemos mostrar mais bichos. O público pede mais diversidade”, afirma.
A volta do Museu de Zoologia para o prédio reformado do Ipiranga tem prazo de validade. O museu faz parte do projeto da Praça dos Museus da USP. A praça deve ser inaugurada em 2013 e o Museu de Zoologia irá para a Cidade Universitária. Ocupará um prédio com 14 mil metros quadrados – duas vezes mais que o espaço atual. O atual prédio será destinado à ampliação do vizinho Museu Paulista da USP, também conhecido como Museu do Ipiranga.
(com colaboração de Karina Trevizan)
Só descobri que a Ponte do Limão se chamava oficialmente Ponte Adhemar F. da Silva na semana passada. A homenagem foi feita em 2007, mas a placa só apareceu na ponte no último dia 7 de abril. Para colocar a identificação, a CET demorou os mesmos quatro anos que Adhemar levou para conquistar suas duas medalhas olímpicas no salto triplo (1952 e 1956). Será que a demora foi uma estratégia de marketing? Bem, más notícias: uma das quatro placas já está quebrada. A homenagem na Ponte do Limão azedou. A CET informa que fará a manutenção da sinalização, mas não diz quando. A torcida é para que não demore outros quatro anos.
(Com colaboração e foto de Karina Trevizan)
No Curiocidade de hoje, convidamos duas Grace Kellys paulistanas para visitar as 900 peças (entre vestidos, acessórios e jóias) da exposição “Os Anos Grace Kelly – Princesa de Mônaco”. Ela está em cartaz no Museu de Arte Brasileira da FAAP até o próximo dia 10 de julho. Grace Kelly da Silva, 23 anos, ganhou esse nome por causa da ex-patroa de sua mãe. “Ela ficou grávida e, como era fã da Grace, deu esse nome para o bebê”, diz ela, que é corretora de imóveis e mora no bairro de Aricanduva. “Minha mãe achou lindo e quis copiar a ideia quando eu nasci”. Já o nome de Grace Kelly de Cássia Ferreira Pazetti, dona de casa de 34 anos, não foi inspirado diretamente na atriz. “Meu pai queria Grace e minha mãe, Kelly”, conta. Foi a funcionária do cartório quem sugeriu a solução para o impasse. “Ela disse: ‘por que vocês não colocam os dois e fica logo igual ao nome da princesa, hein? ‘”, conta Grace, que mora no bairro do Carrão. Quando se casou, em 1997, Grace usou um vestido parecido com o da princesa, um dos modelos mais copiados do mundo. “Mas foi coincidência”, garante. “Naquela época, eu ainda não tinha visto uma foto do vestido dela”.
Confira as duas Grace Kellys neste vídeo de Maísa Zakzuk feito especialmente para o Curiocidade:
Museu de Arte Brasileira da FAAP; Rua Alagoas, 903; Higienópolis
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