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Hoje, 22 de abril, é dia de celebrarmos o descobrimento do Brasil. Pois quatro redes portuguesas comemoram o redescobrimento do país. A O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, que chegou aqui em 2006, já conta com 20 pontos de venda espalhados em nossa terra, a mesma quantidade que em Portugal. O motivo de o bolo ter cruzado o Atlântico foi o grande sucesso que ele faz com os brasileiros que visitam Lisboa. “O consumidor paulistano é muito mais exigente no atendimento, mas vira fã fiel quando gosta do produto”, afirma Carlos Braz Lopes, criador da marca. Em 2010, o controle da Melhor Bolo no Brasil foi comprada pelo grupo CPQ Brasil, que administra também a Casa do Pão de Queijo.

A crise econômica na Europa trouxe para cá a rede de hamburguerias H3. “Além de falarmos a mesma língua, contou também o gosto do brasileiro por carne”, afirma José Maria Vilar Gomes, sócio da H3, que abriu 12 lojas no Brasil (nove delas em São Paulo). O cardápio passou por algumas adaptações. Entraram os pratos Mediterrâneo, Milano e Catupiry. “Entendemos que, em São Paulo, a cultura italiana é muito presente”, avalia Gomes. Hoje, as inovações brasileiras já foram apresentadas nas casas de Portugal. A H3 tem mirado no público de executivos. “Nossas melhores lojas são aquelas em pontos com muita concentração de escritórios, como Morumbi e Vila Olímpia”, explica. “É um público que gosta de novas tendências”.


Vasco de Oliveira, um dos donos da My Sandwich (foto Epitácio Pessoa/Estadão)

Ao desembarcar aqui, a Companhia das Sandes mudou o nome para My Sandwich. A rede é uma espécie de Subway lusitana. Monta sanduíches e wraps com ingredientes variados. Peito de peru, queijo branco, pasta de berinjela, cachorro-quente com batata palha e pão ciabatta foram incluídos nas opções de ingredientes. “Vamos abrir de 20 a 30 novas franquias por ano”, prevê Vasco Oliveira, um dos donos da rede. Das cinco lojas que a My Sandwich tem no Brasil, três estão na capital paulista.

Também com vontade de expandir está a casa de chá e restaurante  Bistrô Ô-Chá, da portuguesa Monica Costa. Casada com um paulistano, ela trouxe o estabelecimento para a Vila Madalena – a matriz em Lisboa está sob os cuidados da mãe.”Embora o Brasil seja o país do café, há um grande público também para o chá”, diz Monica.

O Blog do Curiocidade apurou os valores médios que os clientes gastam nessas redes aqui e em Portugal. Confira abaixo alguns deles:

Bule de Chá para duas pessoas na Ô-Chá – Brasil R$7 e Portugal 3 euros (R$8)

Fatia de bolo em O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo – Brasil R$11,40 e Portugal 3,95 euros (R$10,15)

Hambúrguer no prato e mais dois acompanhamentos na H3 –  Brasil R$22 e Portugal 8 euros (R$20,60)

Lanche de patê de atum ou frango na My Sandwich – Brasil R$9,90 e Portugal 3 euros (R$8)

(Com colaboração de Juliana Tamdjian)

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O julgamento do 26 policiais militares envolvidos no massacre do Carandiru foi adiado pela terceira vez, depois de um dos jurados alegar mal estar, na manhã de ontem (17). A equipe médica recomendou repouso ao membro do júri, o que fez o juiz José Augusto Nardy Marzagão adiar a sessão para a manhã de hoje (18). Uma semana antes, no dia 8 de abril, o julgamento também teve de ser adiado pelo mesmo motivo: uma das juradas passou mal. O primeiro adiamento do julgamento, feito ainda em janeiro, resultou de um recurso da Promotoria. Até as 14h desta quinta-feira (8), o jurado enfermo ainda não tinha condições de participar do julgamento. Às 14h30, foi divulgada a liberação do jurado pela equipe médica.

Julgamento do massacre do Carandiru (foto: Werther Santana/AE)

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) não tem um levantamento sobre a da quantidade de julgamentos que são adiados por motivos de saúde. No entanto, é de se esperar que, quanto mais violento o caso a ser julgado, mais comum seja o júri se impressionar com o material apresentado durante o julgamento, resultando em episódios de mal estar.  O advogado criminalista Roberto Delmanto Junior tem outra hipótese: “A acomodação dos jurados no Fórum da Barra Funda é assombrosa”, revela. Segundo o especialista, os jurados são obrigados a passar dias inteiros fechados em dormitórios precários sem ventilação, o que acaba prejudicando a saúde dos mais despreparados. Por meio de sua assessoria de imprensa, o TJ-SP alegou que os jurados do caso Carandiru estão distribuídos em suítes com quatro camas de solteiro cada.

Delmanto Junior lembra que esta não é a primeira vez que um júri sofre com as acomodações do Fórum da Barra Funda. No julgamento do caso Isabella Nardoni, em março de 2010, o repórter da Folha de S. Paulo Rogério Pagnan, convocado como testemunha, declarou ter passado 40 horas sem ver a luz do sol. Isso alterou tanto sua condição física que ele, exaltado, quebrou a maquete da Promotoria durante seu depoimento ao júri.  “Não me assusta que essas pessoas confinadas tenham crises de claustrofobia”, comenta Delmanto Junior. “É uma vergonha que o Tribunal de Justiça não reserve uma verba para arcar com a hospedagem do júri em um hotel”, sugere.

Quando o magistrado toma conhecimento de qualquer problema de saúde envolvendo os jurados, os profissionais do departamento médico do TJ-SP são comunicados para realizarem o devido atendimento. O jurado enfermo é avaliado por uma equipe médica, que dá um parecer sobre suas condições de continuar a acompanhar o julgamento. Se for recomendado o afastamento temporário do jurado em questão, o juiz pode pedir o adiamento da sessão para o dia seguinte. Se, ainda assim, o jurado não se recuperar, o juiz acaba dissolvendo o júri e convocando um novo grupo de jurados. Isso implica a marcação de uma nova data para o julgamento. Ao longo de todo esse processo, inclusive durante o exame médico, os jurados são vigiados por oficiais de Justiça, responsáveis por garantir a incomunicabilidade do Conselho de Sentença. “Estar incomunicável significa não poder conversar sobre a matéria do júri”, esclarece Delmanto Junior. Os jurados, portanto, não precisam ficar calados. Está liberado todo tipo de conversa que não envolva o assunto discutido no julgamento.

(Foto: Itamar Miranda/AE – 1992)

O massacre do Carandiru aconteceu no dia 2 de outubro de 1992. Na ocasião, policiais militares invadiram o presídio para tentar conter uma rebelião. A ação resultou em 111 mortos e 87 feridos. Devido à quantidade de réus, o julgamento está previsto para ser realizado em três etapas. A primeira – julgamento dos 26 PMs acusados do assassinato de 15 detentos –  deve terminar esta 6a-feira (19). Se os jurados aguentarem o tranco.

(com colaboração de Júlia Bezerra)

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O alfaiate Maurício Messias, 52 anos, se tornou especialista em gravatas meio por acaso em 1983. Numa daquelas mudanças da moda, as peças se estreitaram e os clientes vieram recorrer a ele para não ter que comprar novas. Além dos serviços tradicionais, a sua Alfaiataria Italiana passou a oferecer personalização de gravatas. “Os noivos me procuram bastante porque querem presentear os padrinhos e fazem pedidos de 8 a 12 unidades”, diz. Há também aquelas pessoas que não encontram o modelo desejado nas lojas. “São fregueses mais excêntricos, que gostam de usar  borboletas coloridas, ou gente muito alta, que não acha o caimento certo”. A peça mais inusitada que o alfaiate fez foi para ele mesmo. “Usei o mesmo tecido que havia utilizado em uma calça”, diverte-se. “Acho que ninguém tem uma calça e uma gravata da mesma cor”. O serviço de personalização custa em média R$250.

Maurício aprendeu o ofício com o pai, também alfaiate, em sua terra natal, Iepê, a 525 km de São Paulo. Ele chegou na capital em 1970.  Maurício repassa os ensinamentos num curso que é ministrado dentro da própria alfaiataria. As turmas são compostas por estudantes de Moda; recém-aposentados, que querem começar um novo negócio; e também pessoas que utilizam a costura como forma de terapia. São cursos de alfaiataria masculina, feminina, confecção de gravatas, calças e camisas. Eles têm duração de um mês, com uma aula por semana (nas noites de terças ou nas manhãs de sábado). O valor é R$650.

Serviço:

Alfaiataria Italiana

Rua Augusta, 192, sobreloja, Jardins, 3064-1399

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Clayton de Souza/Estadão)

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Depois da publicação da reportagem “Fãs-clubes fazem boicote a show da banda de Elvis”, a produtora 2Share entrou em contato com o Blog do Curiocidade. Conversei pelo telefone ontem com Rafael Reisman, produtor da empresa responsável pelo show “Elvis in Concert”. Ele ataca todos os pontos levantados por Marcelo Neves, presidente do fã-clube Elvis Triunfal, e por outros fãs que se manifestaram nos comentários do blog. Pedi, então, que Rafael enviasse suas respostas por e-mail.

Quantos ingressos já foram vendidos para a turnê 2013?
Se somarmos vendas pela internet, empresas de turismo, e fãs-clubes, são perto de 3 500 [pelo telefone, Rafael me disse que foram 1 900 em São Paulo]. Esse numero é impressionante, pois estamos vendendo apenas desde sábado.

Fãs estão reclamando que houve um aumento abusivo dos preços de um ano para cá. A 2share, por sua vez, diz que são os mesmos preços de 2012. Quais são esses valores?
Estamos praticando valores iguais ou até mais baixos que em 2012. O valor da meia entrada do segundo piso chegou a custar R$150 no ano passado e agora está à venda por R$90. Aí eu pergunto: isso é o dobro, como foi informado na matéria? Acho que seria justo um pedido de desculpas pelo comentário. Nao é verdade o que foi dito. Não estamos com valores diferentes do ano passado. Falar que estamos com valor de meia igual à inteira do ano passado não é correto, não é verdadeiro.

A entrada de dois grandes patrocinadores não poderia baratear os ingressos?
Grandes patrocinadores não significam grandes valores. Esses patrocinadores são os mesmos do ano passado. Com um pouco de pesquisa, você teria percebido que eles participaram do evento no ano passado. Ou seja, não é esse o fator que infla o valor de um ingresso. Até por que o ingresso está igual ou menor que no ano passado. Marcelo, não me leve a mal, mas é um absurdo você ter publicado ["o evento está sendo bancado pelos gigantes Ourocap e Marabraz"]. Patrocinadores não bancam uma turnê. Eles ajudam a diminuir custos, pagar mídia ou cuidar de um gasto especifico. Nesse caso, o investimento deles somados chega a 15% dos custos milionários dessa tour. É preciso entender do mundo do show-business. Somos gratos a nossos patrocinadores, mas eles não pagam a conta toda. Isso sai quase que na totalidade do bolso do produtor.

Em algum momento, a 2share cogitou que venderia os ingressos por preço único e que não haveria meia-entrada?
Não. Temos ingressos em todas as categorias: inteira, meia e promocional para OuroCap. As pessoas devem escolher o ingresso adequado.Existem várias promoções disponíveis. Vale ler as regras no site da Ingressos Rápido antes de comprar.

Um dos chamarizes dessa turnê é que ela será a última da banda TCB. Este será mesmo o show de despedida da banda?
SIM. “Elvis in Concert” não retornará à America do Sul com essa formação. Pelo que fomos informados não existe nenhuma turnê sendo divulgada em nenhum lugar do mundo, além da nossa. Acho que essa era uma informação que só poderia ser dada por um canal oficial, e não por um fã-clube.

Por que o fã-clube Elvis Triunfal iniciou esse boicote contra a 2Share?
Não sei e não me importo. Se perderem muito tempo boicotando, correm o risco de assistir ao show do lado de fora do portão. Assim como no ano passado, acho que venderemos todos os ingressos disponíveis em São Paulo. Membros de minha equipe suspeitam que esse tal de Marcelo [Neves, presidente do Elvis Triunfal] esteja tentando aparecer. Por várias vezes, ele tentou fazer parte de nossa equipe de especialistas e consultores sobre Elvis e não foi aceito. Quis conhecer pessoalmente a Priscilla Presley, mas nossa equipe não deu esse acesso sem que ele efetivasse o devido pagamento. Soube que ele deu uma de penetra em um de nossos encontros e pediram para ele se retirar. Acho que deve estar machucado, mas essa não foi nossa intenção. Existem alguns fãs que querem as coisas de graça, mas isso não é possível. Existem outras dezenas de fãs que fazem questão de pagar pelo ingressos e sempre fazem questão de agradecer a 2Share. Acho que esse sujeito deveria ter ido assistir ao show em Londres. Teria gasto “menos” que os 90 reais cobrados aqui em São Paulo – algo em torno de 10 mil reais.

Por sugestão do próprio Rafael, o Blog do Curiocidade entrevistou também Walteir Terciani, presidente do fã-clube Gang Elvis, que reúne 1.200 membros em São Paulo. Terciani discorda do boicote organizado pelos integrantes do Elvis Triunfal. “Sou contra qualquer tipo de boicote relacionado a Elvis”, posiciona-se. Terciani concorda que os ingressos estão caros, mas se contenta em investir no setor mais barato para conseguir ver o show da banda. “Já fui a diversas edições de Elvis in Concert pelo mundo, mas é diferente a sensação de assistir ao espetáculo no Brasil”, conta Walteir. O fã de carteirinha diz ainda que desconhece o investimento necessário para trazer a banda ao País, mas que acredita que o processo não seja barato. “Infelizmente, um show dessa dimensão não é acessível a todo o público. Como tudo no Brasil, as pessoas terão que se adaptar à sua condição”, conclui.

Em nossa conversa telefônica, pedi que Rafael enviasse algo que mostrasse os preços cobrados do ano passado. Ele mandou um link de uma reportagem publicada no Portal UOL. “Era fácil comparar. Bastaria procurar no Google. Está lá pra quem quiser ver”, me escreveu.  Bem, justamente fazendo uma pesquisa pela internet, descobri outros valores, como os divulgados pela revista Rolling Stone em maio de 2012. Sobre as informações desencontradas, Rafael me respondeu o seguinte:

- Existiram promoções especificas para patrocinadores com preços diferentes em momentos diferentes. Mas os valores que lhe enviei são os OFICIAIS. Só esses valores poderiam ter sido utilizados por vocês. Repito que, em minha opinião, essa matéria só deveria ter sido publicada depois que você conversasse com a 2Share, Com um pouco de empenho, você teria achado a 2Share via Facebook, Ingresso Rápido, Ginásio do Ibirapuera, guia telefônico. Temos que ter cuidado com o atitudes que podem gerar prejuízos morais e financeiros a terceiros.

Perguntei, então, por que a 2Share não disponibiliza um número de telefone no site ou na página de Facebook. Afinal, esse seria o caminho natural que um cliente tomaria para falar com a empresa. Rafael respondeu: “Porque isso aqui iria virar um inferno. A Ingresso Rápido, que faz esse trabalho por nós, tem telefone”. Expliquei que o site tem um e-mail de contato e que o pedido de entrevista foi feito pelo único canal disponível de contato. “Você sabe quantos e-mails a gente recebe aqui por dia?”, respondeu Rafael.

Atualização:  Marcelo Neves, presidente do fã-clube Elvis Triunfal, publicou em seu site uma resposta para a entrevista de Rafael Reisman.

(com colaboração de Júlia Bezerra)

 

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Começaram no último sábado (6) as vendas para a turnê Elvis in Concert 2013. Em outubro, o show do rei do rock vem ao Brasil pela segunda vez, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras cinco capitais. A produtora 2share, responsável pela vinda do espetáculo, pretende reunir 80 mil pessoas com o mega evento. Mas um fenômeno bastante curioso vem acontecendo: segundo os fãs, até às 17 horas do dia 7 de abril, ainda não tinham sido vendidos nem 150 ingressos para o primeiro show de São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera. O que está por trás desse relativo fracasso (no ano passado, um dos shows se esgotou em cinco dias) é a organização de um boicote armado por alguns fãs brasileiros de Elvis Presley.

O show de 2013 é o mesmo que foi apresentado aos brasileiros no ano passado. Os músicos que tocavam com o rei do rock nas décadas de 60 e 70 se juntaram para excursionar mais uma vez. Batizada de TCB, a banda é acompanhada nos vocais por ninguém menos do que o próprio Elvis Presley, personificado por meio de telões de vídeo gigantescos. Em 2012, apesar do preço alto (a cadeira VIP custava R$ 600,00), os fãs aceitaram a justificativa da agência: o evento estava sendo bancado sem patrocínio. Os fãs brasileiros de Elvis meteram as mãos no bolso e garantiram recordes de bilheteria – foram vendidos os cerca de 50 mil lugares disponíveis ao público.

A notícia da volta da banda de Elvis Presley ao País em 2013 veio junto com três bombas: 1) os preços já salgados foram inflacionados; 2) não haveria a possibilidade de se pagar meia-entrada; 3) esta seria a última oportunidade de assistir a um show da banda original do rei do rock, que estaria se aposentando. Os fãs-clubes de Elvis não deixaram barato, e foram tirar satisfação com a agência.

Segundo a lei estadual 7.844, de 13/05/92, estabelecimentos culturais devem promover a venda da meia-entrada a estudantes, sem restrições de quantidade de ingressos, local, data do evento, horário, postos e dias de venda. Depois de procurada pelos fãs, a 2share decidiu liberar as meias-entradas não só aos estudantes, mas a todos os moradores do Estado. O curioso é constatar que o preço da meia-entrada equivale a praticamente o mesmo valor da entrada inteira cobrada no ano passado. Cobrar o valor da inteira como se fosse meia entrada é prática recorrente no mercado de shows no Brasil. Mas isso é feito de modo velado – o que acaba fazendo com que as inteiras custem preços estratosféricos.

Mais: o anúncio da aposentadoria da banda também não passou de blefe dos organizadores para chamar mais público. Na verdade, é provável que 2013 seja o último ano da turnê “Elvis in Concert”, mas isso não quer dizer que a banda TCB deixará de se apresentar. Para janeiro de 2014, por exemplo, eles têm shows marcados na Europa, já com outro novo formato.

Conseguidas as meias-entradas e esclarecida a suposta aposentadoria, chamar a atenção para o preço dos ingressos é agora o objetivo direto do boicote. “No ano passado, o show já foi mais caro do que o da Madonna, que é uma popstar viva!”, relembra Marcelo Neves, presidente do fã-clube Elvis Triunfal. Este ano, a melhor cadeira no show sai por R$ 1.250, mais que o dobro do que foi cobrado em 2012. “Os fãs de Elvis que têm interesse em ver esse show são aqueles que não têm condições de viajar para o exterior para fazer isso”, esclarece Marcelo. Se não fosse pelo custo da passagem, a viagem sem dúvida valeria a pena. O ingresso mais caro para assistir ao show “Elvis in Concert” em Memphis (cidade natal do cantor), no dia 16 de agosto, justamente a data da morte do ídolo, custa US$ 300, ou cerca de 600 reais. Quem não fizer questão de tanta pompa, pode se contentar em pagar 50 euros (ou cerca de 130 reais) para assistir ao show em algum país da Europa.

Procurada pela reportagem, a 2share não respondeu aos pedidos de entrevista feitos por e-mail. Desta vez, alegam os fãs, a produtora não tem nem a desculpa da falta de patrocínio: o evento está sendo bancado pelos gigantes Ourocap e Marabraz. Os fãs não pretendem deixar de ir ao show, mas estão organizando uma caravana da “turma do fundão”. “Nós vamos lotar o segundo piso”, revela o presidente do fã-clube. É a esse setor que dão direito os ingressos mais baratos do evento, que saem por R$ 90 ou R$ 180.

[Depois da publicação da reportagem, o produtor Rafael Reisman, da 2Share, entrou em contato com o blog e deu a sua versão sobre fatos apontados pelos fãs. A resposta integral está em "Preços são os mesmos ou mais baixos que em 2012", diz produtora de Elvis in Concert"].

(com colaboração de Júlia Bezerra e imagem de divulgação)

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A famosa Galeria Ouro Fino, na Rua Augusta, 2690, passou por maus bocados entre 2009 e 2010. O preço dos aluguéis espantou muitos lojistas. Mas agora o centro comercial começa a comemorar a volta à normalidade. Segundo a síndica Vivi Ferrano, das 100 lojas espalhadas pelos quatro andares, apenas quinze estão vazias. Este mês, oito novas marcas desembarcaram ali. Atualmente, o preço médio do aluguel é de R$ 2000 – o mesmo valor de três anos atrás. “Meu aluguel, por exemplo, abaixou 500 reais”, comemora Eliana Pogogelski, dona da loja Hysteric Angels, que está ali há 13 anos.

Vivi Ferrano acredita que a galeria pagou um preço alto por ter se tornado uma referência da moda underground. “Os jovens produtores abrem suas lojas muitas vezes sem terem o primeiro aluguel garantido”, explica. “Apesar disso, eu gosto muito mais da presença dos criadores do que dos comerciantes.” Estabelecimentos de serviços também têm aumentado bastante. Várias lojas de roupas cederam espaço para cabeleireiros, cafés e manicures.

Confira um roteiro com algumas novidades da Galeria Ouro Fino:

Tatuaria Santa Pele – 1º andar, 3081-1122 – O estúdio de tatuagem também é especializado em maquiagens definitivas e preenchimento de sobrancelhas.

Jettsons – 2º andar,  3061-1105-  A loja vende artigos vintage  - de discos até bonecas e máquinas fotográficas. A decoração lembra um apartamento da década de 70, com piso de tacos de madeira e paredes da cor laranja.

Reverbcity- Piso térreo, 3061-3218 – A loja tinha um espaço grande na Rua Augusta e se mudou para a galeria. Vende camisetas de bandas com estampas diferentes e artigos ligados à música, como caixinhas de som e fones de ouvido.

Mannu Lacombe – 2º andar – Com previsão de ser inaugurada na segunda semana de abril, a primeira loja da estilista de 26 anos terá roupas femininas. Ela escolheu o ponto “por causa da história e da tradição da galeria”.

Stalk Clothing-Music-  1º andar, 3063-2661 e 3062-8141 – A loja vende roupas no estilo dark e gótico. Também tem CDs de rock industrial e new wave

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Nilton Fukuda/Estadão)

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Os 180 metros da Rua Bianchi Bertoldi, em Pinheiros, tem oito restaurantes, três cafés, duas lanchonetes e uma loja de conveniência – os únicos patinhos feios são uma loja de roupas femininas e uma oficina  de cromação. É a maior concentração do gênero na cidade.  Os estabelecimentos dividem o espaço com dois edifícios comerciais e outros três prédios residenciais, sendo que dois deles alugam áreas para restaurantes. “Essa rua é impressionante”, diz a contadora Ingrid Lemos, que trabalha há 4 anos na região e sempre almoça na Bianchi Bertoldi. “Quando fecha um, abre outro logo na sequência”.

A rua de um único quarteirão fica próxima à Avenida Brigadeiro Faria Lima. O forte é mesmo o almoço. Tanto que, dos catorze estabelecimentos, onze  não funcionam à noite. A única casa que ainda resiste à invasão gastronômica é a do aposentado Romeu Camargo, de 90 anos. Ainda assim Romeu empresta o espaço de sua garagem para o descarregamento de mercadorias do café vizinho. “Ele já recebeu ofertas, mas não quer vender”, avisa Emilia Alves, empregada da casa.

Confira o roteiro com restaurantes:

Nova Pinheiros  - Entrada pelo número 1359 da Rua dos Pinheiros), 3037-7371, seg. a sáb., 6h/23h30 – É um ponto bastante disputado nos finais de tarde das sextas-feiras, quando o pessoal dos escritórios da Faria Lima se encontram ali para o happy-hour. Às quartas, a feijoada para duas pessoas sai por R$18.

Castelo de Viana  - Entrada pelo número 1387 da Rua dos Pinheiros), 3814-5545 e 3811-9464, todos os dias, 6h/1h  - A lanchonete e pizzaria possui bufê de almoço com oito pratos quentes e dez frios. O preço do quilo é R$30,90. À noite, pizzas e cervejas são o atrativo da casa. A redonda de mussarela custa R$22.

Cilene Doces  – Número 19 , 3811-9445, seg. a sex., 7h30/19h – A única loja de conveniência da rua tem grandes filas no caixa entre o meio-dia e às 15h. Frequentadores da rua querem garantir chocolates, chicletes e biscoitos para adoçar o resto do expediente.

Landi Café e  Restaurante  – Número 33, 3895-3693, seg. a sex. 11h30/15h – O preço do quilo é R$49,90, mas os comilões preferem o bufê à vontade por R$10,90. Entre os vinte pratos frios e os sete quentes, o bacalhau à portuguesa servido às terças-feiras faz sucesso.

Jardino’s Restaurante - Número 54, 3816-4932, seg. a sex., 11h/15h – Mesmo com espaço para 200 pessoas, o Jardino’s chega a ter fila na porta na hora do almoço. O preço do quilo é de R$35, 90.

Vila São José - Número 68, 3031-8982, seg/sex 8h/18h-  O bufê possui quinze pratos quentes e dez frios (R$49,90, o quilo). Enquanto a maioria das casas fecha por volta das 15h, a Vila São José oferece um almoço com horário estendido. O salão tem capacidade para 20o pessoas.

Heros - Número 74, 3816-8194, seg. a sex., 11h/15h30 – A opção de carnes grelhadas já incluída no preço do quilo é um atrativo e tanto. Tem capacidade para 98 pessoas e o quilo custa R$29,90.

Pôr do Sol- Número 104, 3031-8884, seg. a sex., 11h/15h – Está há 18 anos na Bianchi Bertoldi. Tem capacidade para 56 pessoas e o quilo, que custa R$23,90, dá direito a sobremesa. Também há a opção de se servir à vontade pelo preço de R$15,90, com um copo de suco incluso.

Raspatacho -  Número 109, 3596-2600, seg. a sex., 11h15/16h Com um esquema diferente, o restaurante consegue se manter cheio por mais tempo. A ideia é simples: saindo antes das 12h30 ou chegando depois das 13h45, o preço dos pratos diminui. O filé ao molho madeira com arroz e legumes, por exemplo, cai de R$25,20 para R$18,90. Existe apenas a opção à la carte e o bufê de saladas e sobremesas já está incluído no valor do prato.

Capisce? - Número 118, 3031-9064 e 3297-6779, seg. a sex., 11h30/15h – O restaurante tem um esquema parecido com o de praças de alimentação. O cliente entra, pede, paga e espera no balcão sua refeição chegar. A média dos preços dos pratos – todos individuais-  é de R$22,90.  O tortelone recheado com pepperoni e mussarela é o mais pedido e custa R$19,90.

Vie Verti - Número 128, 3812-4331, seg. a sex., 11h/15h – O restaurante e café oferece almoço à la carte com bufê de saladas e sobremesa inclusos por R$19,80. Cobra os 10% de serviço.  Os sucos e pratos naturais, como o hambúrguer de soja, são o diferencial.

Sofá Café - Número 130, 3034-5830, seg. a sex., 9h/18h30, e sáb., 10h/14h – Com capacidade para 70 pessoas e ambiente com sofás e poltronas, o café oferece menu de almoço à la carte por R$23. É possível montar o prato com carne, salada e acompanhamento.

Gi Restaurantes - Número 147, 3812-5777, almoço todos os dias, 12h/18h, e jantar, ter. a sáb., 18h/23h30 – Com pratos para duas pessoas ou mais a casa funciona apenas à la carte e possui opções de saladas, risotos, massas e carnes. O prato mais pedido é o bife à parmegiana ( R$62 para até quatro pessoas).

Café Grão Expresso – (Entrada pelo número 214 da Rua Henrique Monteiro) , 3031-6508, seg. a sex., 7h/19h – Apesar de ser um café, o espaço serve almoço à la carte com pratos individuais. O filé à parmegiana sai por R$21.

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e foto Epitácio Pessoa/Estadão)

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Há um ano, o vereador Marco Aurélio Cunha (PSD) propôs um projeto de lei que cria  um novo tipo de Zona Azul em torno de locais destinados a eventos de qualquer natureza com público estimado acima de 5 mil pessoas. A “Zona Azul de Eventos” funcionaria desde duas horas antes do início previsto do evento até duas horas depois do término estimado, sendo permitido o uso de até três folhas simultaneamente, equivalentes a seis horas. Que fim levou esse projeto?

O projeto segue em tramitação e, em passos lentos, já passou pelo parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa e  também pela Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio-Ambiente. No momento está na Comissão de Administração Pública. Ontem, o vereador David Soares, do mesmo partido de Marco Aurélio, pediu vistas do projeto. Isso significa que ele terá, regimentalmente, duas sessões para devolvê-lo. E assim as coisas se arrastam. Depois disso, a lei antiflanelinha terá que passar pela Comissão de Finanças e Orçamento, antes de ser colocado em pauta em sessão plenária para ser discutido entre todos os vereadores e votado, em duas sessões diferentes. Essa, porém, é uma etapa muito mais incerta, já que a Câmara tem cerca de 1 mil propostas em tramitação e não se pode garantir o voto favorável dos vereadores.

“Não há uma data para o projeto ser colocado em pauta e nem garantias de que o projeto passará, mas talvez o mais importante seja a iniciativa, dando um exemplo de que se pode mudar essa situação”, diz o vereador.

A criação de uma lei divide-se em quatro fases: iniciativa, discussão, votação e sanção/veto. A iniciativa de propor um projeto de lei cabe, geralmente, ao prefeito e aos vereadores, mas pode ser feita por qualquer cidadão. Depois de protocolados, os projetos recebem um número. É por meio desse número que se pode acompanhar toda a tramitação.

Na fase seguinte, o Presidente da Câmara Municipal determina por quais Comissões de Mérito o Projeto de Lei deve ser apreciado. As Comissões opinam sobre o conteúdo do projeto, para avaliar se a proposta é positiva e se merece ser aprovada. Ao todo são sete Comissões permanentes, sendo que duas delas são obrigatórias para todos os Projetos de Lei: a de Constituição e Justiça (CCJ), que avalia a legalidade do projeto, e a de Finanças e Orçamento, que calcula o custo do projeto para o município e se ele não fere a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Depois de tramitar por todas as comissões às quais foi designado, o Projeto está pronto para entrar na pauta das votações, que é definida pelo Presidente e pelas lideranças partidárias. Se aprovado em primeira votação, o projeto deve aguardar pelo menos 48 horas para ir para a segunda e definitiva votação.

Caso seja novamente aprovado pelos vereadores em plenário, segue para a sanção do Prefeito. Cabe a ele sancionar ou vetar (parcialmente ou na íntegra) o Projeto de Lei. Se sancionado, é publicado no Diário Oficial e torna-se lei. Quando vetado, a Câmara pode arquivar o Projeto de Lei ou, se julgar procedente, derrubar o veto do Executivo por maioria absoluta e promulgar a lei.

“Muitas vezes o valor pago ao flanelinha é tão ou mais alto que o preço do ingresso, um absurdo que pode chegar até 100 reais em eventos como jogos da Libertadores”, afirma Marco Aurélio. Os paulistanos sabem bem o que ele está falando. “O flanelinha cobra o quanto quer e ainda ameaça causar dano ao veículo estacionado se não receber adiantado. Acredito que a existência de uma cobrança oficial, com valor moderado, intimidará esses guardadores e coibirá sua ação”.

Para que, no entanto, não haja qualquer dano ou furto (ou até uma dupla cobrança por parte dos flanelinhas), é preciso um esforço maior do Poder Público, tanto da Prefeitura, na forma da CET, Guarda Civil Metropolitana e agentes vistores, quanto do Estado, na forma da Polícia Civil e Militar. Segundo o vereador, são eles quem devem garantir a integridade dos veículos e prender os guardadores ilegais de carro. Mas nem todos os guardadores de carro estão sujeitos à prisão. A profissão é regularizada por lei.

A função de guardador de carro existe legalmente desde 1975. Já naquela época, os flanelinhas achacavam os motoristas, atuando, sobretudo, nas orlas das praias. Para resolver esse problema, o presidente Ernesto Geisel sancionou a lei que regularizava a profissão de “guardador e lavador autônomo de veículos automotores”.

Segundo a lei, para trabalhar como guardador de carro, a pessoa deve registrar-se em uma Delegacia Regional do Trabalho, com prova de identidade e bons antecedentes (sem antecedentes criminais, o que afasta muitos da legalidade), além de estar em dia com as obrigações eleitorais e militares. Atualmente no Estado de São Paulo, existem apenas 164 guardadores de carro registrados, a maioria em cidades do interior, organizados em associações e sindicatos. Um número ínfimo se comparado a quantidade de flanelinhas ilegais atuando hoje na cidade.

No exercício da profissão, cabe ao guardador apenas pedir algum valor em troca dos serviços prestado; ele não pode fixar qualquer quantia ou obrigar o motorista a pagar. É isso que difere o guardador de carro do flanelinha; o segundo costuma fixar preços altos e ameaçar danificar o carro caso o motorista não pague.

Atuação da polícia não é eficaz

A polícia pode prender um flanelinha sob a acusação de exercício ilegal da profissão e extorsão. Mas a atuação da polícia não é eficaz. O problema saiu do controle das autoridades por falta de fiscalização. Para mudar essa situação, foi criada a “Operação Flanelinha” em maio de 2012. A operação é realizada pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania (DPPC), em parceria com a Polícia Militar e a CET.

A ação dos policiais usa investigadores à paisana, fingindo procurar uma vaga. Ao perceberem a aproximação do flanelinha, os policiais perguntam se há vaga livre. Mal o guardador de carros responde, eles anunciam sua prisão, por exercício ilegal da profissão.

Numa primeira fase, a ação tinha o objetivo de erradicar a prática irregular da profissão de guardador de carros durante jogos de futebol. A atuação se deu nos arredores de estádios, como o Morumbi e o Pacaembu. Durante esse período, 516 pessoas foram presas (194 com antecedentes criminais) durante 21 operações realizadas por policiais civis do DPPC e 11 ações promovidas pela Polícia Militar. Ainda é muito pouco.

(com colaboração de Marcos Oshima e fotos Daniel Teixeira e Clayton de Souza/Estadão)

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Rosas, orquídeas, violetas… Pode pedir, e sua festa terá todas elas. Não, não é uma empresa de arranjos florais. É que os bolos da The King Cake são decorados com flores confeitadas tão detalhadas que parecem reais.

Tanto perfeccionismo vem de Nelson Pantano, criador da marca. Ele descobriu o amor pela confeitaria aos 11 anos. “Fazia cursos, mas não tinha objetivos profissionais na área”, conta. Pantano chegou a terminar uma graduação em Publicidade e Propaganda, mas não seguiu a carreira. Ao fim do curso, decidiu investir nas habilidades de confeiteiro. “Ao longo da história, sempre fizeram flores de açúcar na confeitaria”, afirma. Mas as flores que tradicionalmente decoram bolos são rudimentares, de acordo com o especialista. A técnica utilizada por ele surgiu na Inglaterra na década de 1970. As flores são feitas de uma massa totalmente comestível, composta por gelatina, gordura vegetal, clara de ovo e açúcar. Esculpi-las é muito trabalhoso. “Geralmente, temos que elaborar várias flores diferentes para cada bolo”, diz. “Às vezes, dá mais trabalho criar as flores do que fazer o resto da encomenda.”

Até hoje, Pantano já desenvolveu cópias em açúcar de 170 tipos de flores. De todas, sua favorita é a peônia, que é pouco comum no Brasil. Se o cliente pedir alguma espécie ainda não feita, ele desenvolve uma réplica. As combinações de flores montadas sobre os bolos da The King Cake são inspiradas em livros de floristas, mas não dá para imitar todos os arranjos. “Flores de açúcar são muito delicadas”, afirma o confeiteiro. “Se as juntarmos de maneira inadequada, as pétalas podem quebrar.” De longe, a mais pedida é a rosa – de acordo com Pantano, dificilmente um arranjo não exige a popular flor.

“Tem gente que pensa que a flor é real e só acredita que ela é de açúcar após morder uma pétala”, diz Pantano. Mesmo assim, o confeiteiro não recomenda o consumo das plantas de mentirinha, já que elas não têm um sabor tão marcante. “São apenas doces, por isto é bem melhor comer o bolo.”

Serviço:
2894-4078

(Com colaboração de Míriam Castro e foto de divulgação)

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A designer e ilustradora gaúcha Niege Borges, 22 anos, calcula ter visto a cena final do musical Chicago seis vezes seguidas. Não que seja o filme preferido dela. Mas a ideia era desenhar os passos de dança para ilustrar uma série que Niege batizou de “Dancing Plague” (Praga Dançante). O nome vem de um fenômeno que aconteceu em Strasbourg, na França, em 1518. Uma mulher chamada Frau Troffea começou a dançar na rua e, durante dias, cerca de 400 pessoas se juntaram a ela, fato que resultou até mesmo na morte de algumas por exaustão Das 20 coreografias desenhadas por ela para o projeto, 10 foram adaptadas para camisetas à venda na loja El Cabriton, na Rua Augusta (R$ 74). Niege precisa congelar as imagens para desenhar. Algumas são fáceis, como o número de “Pequena Miss Sunshine”, mas outras dão o maior trabalho. “Por isso, tive que misturar as mais ‘bobinhas’ com as complexas”, justifica. As cores das estampas também seguem os padrões dos filmes, como o roxo de Beetlejuice ou a azul-marinha de Cantando na Chuva.

Para ver todas as ilustrações, acesse o Tumblr da designer: http://dancingplagueof1518.tumblr.com/. O Blog do Curiocidade mostra a seguir algumas danças estampadas nas camisetas:

Dança “The Routine”, do seriado Friends:

Dança “Bird Is The Word!”, do desenho Uma Família da Pesada:


Dança “Banana Boat Song”, do Filme Beetlejuice:

Dança “Nowadays”, do musical Chicago:


Serviço:
El Cabriton, Rua Augusta, 2008, Jardim Paulista, 3081-6130

(Com colaboração de Juliana Tamdjian e fotos de divulgação)

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