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Cristina Padiglione

 

 

A Globo dará a uma noiva de São Paulo ou Rio de Janeiro, e não vale ser de outra cidade, um modelo de vestido de noiva da Djalma Noivas, cenário central da boa série Tapas & Beijos.

Para faturar o mimo, é preciso contar, em apenas 500 caracteres, uma boa história sobre o pedido de casamento que resultou na decisão de se casar.

Aquela que contar o enredo mais criativo leva.

A eleita poderá escolher seu modelo diretamente com o Djalma/Otávio Muller e sua  Flavinha/Fernanda de Freitas. Na retirada, a ideia é receber o vestido das mãos de Fernanda Torres, a Fátima, e Andréa Beltrão, a Sueli.

 

As inscrições podem ser feitas pelo site www.falecomaredeglobo.com.br ou pelo telefone 4002-2884.

Boa sorte.

Com o vestido e o casamento.

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Empresa especializada em rastrear tendências de conteúdo de televisão e programação digital mundo afora, a The WIT elaborou uma lista de 50 programas  ao longos dos últimos 50 anos, um por ano, para brindar aos 50 anos da MIPTV, feira de TV que acontece anualmente em abril, em Cannes.

Há um único brasileiro na  The WIT’s Top 50 Series e ele atende por O Clone, novela de Glória Perez de 2001. Vendida para mais de 90 países, a trama ganhou uma versão produzida em espanhol, El Clon, para o mercado hispânico dos Estados Unidos.

Jade, Léo e seu cloninho Lucas, personagens que renderam também um casamento na vida real entre Giovanna Antonelli e Murilo Benício, figuram numa seleção que inclui títulos como Star Trek, Vila Sésamo, Friends, Big Brother, Rebeldes, Dallas, Got Talent, The Voice, Simpsons e Homeland. 

Nossos hermanos argentinos são agraciados com a menção ao Caiga Quien Caiga, vulgo CQC, que aqui deu cria como Custe o Que Custar.

Confira a lista completa em https://www.facebook.com/mipmarkets/app_…

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A contratação de Ronaldo como comentarista da Copa das Confederações e da Copa do Mundo foi a grande novidade que a Globo conseguiu guardar para a festa de lançamento de sua nova programação, ocorrida há pouco, no Credicard Hall.


Ronaldo, ao lado de Arnaldo César Coelho, Casagrande e Galvão Bueno: pode, Arnaldo?

A noite contou com toda a diretoria da emissora e com boa parte de seu elenco mais estelar, sem contar autores e profissionais de backstage, mais representantes do mercado publicitário. Diga-se, aliás, que anunciantes e publicitário ocuparam a fila do gargarejo do show, à frente inclusive de nomes como Tarcísio Meira, Renata Sorrah, Tony Ramos, Reynaldo Gianecchini, Glória Maria, Irene Ravache, Cláudia Raia, Isabelle Drummont, Antonio Fagundes, Cláudia Raia, Paola Oliveira, Malvino Salvador, Juliano Cazarré, Taís Araújo, Vera Holtz, Jaymne Matarazzo e Fernanda Montenegro – só para citar alguns.

Outros nomes ficaram reservados à apresentação do próprio show, aberto por Miéle e estrelado por William Bonner – que, a convite de Pedro Bial, arriscou, com êxito, uma introdução de ‘New York New York’ à capela. Pela desenvoltura do âncora do JN, o comentário vigente atestava que ele, um disfarçado showman, no melhor sentido, deveria ocupar o lugar de Fátima Bernardes no comando de um programa de variedades.

Galvão ainda voltaria ao palco, após o triunfal anúncio sobre Ronaldo, para cravar outra novidade no elenco esportivo da emissora. Eis que Rubens Barrichello adentra o palco em um carro de F-1, e a piada, inevitável, na plateia, era: “essa entrada cuidadosa, com o carro parando, só foi possível porque é o Rubinho. Se fosse o Schumacher, o carro teria passado direto pelo palco”.

FOTO: ESTEVAM AVELLAR//DIVULGAÇÃO

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Alex Carvalho/Divulgação

Depois de passar um ano longe da tela para se reciclar e buscar novos ares, o Casseta & Planeta volta a sair de cena em 2013.
A trupe se apresentou este ano em duas temporadas de episódios, divididas pela exibição da novela Gabriela.
Agora, sai do ar por decisão da direção da Globo, em comum acordo com o grupo, que, apesar do encerramento do programa, renovará contrato com a emissora.
A nova formação, sem Maria Paula, com Gustavo Mendes (a Dilma), Miá Mello e Maria Meliá, durou um ano.

Nas noites de sexta, o programa vinha registrando mais ou menos o patamar que a série “Macho Man” alcançava no mesmo horário, em 2011. Em relação ao horário tradicional, o das noites de terça, onde passou mais de 15 anos, sim, o Casseta vinha somando menos audiência, até porque às terças, sua exibição acontecia uma hora mais cedo, colada à novela das 9, onde hoje está o muito bem-sucedido Tapas & Beijos.

Os Cassetas ainda não se pronunciam sobre seu futuro na TV.

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RENATO ROCHA MIRANDA/DIVULGAÇÃO

            Sim, sei que outra história já tomou conta do horário e que Carminha não mais está entre nós, uma pena.

Antes de partir para qualquer comentário sobre o que já está no ar, devo um texto a Adriana Esteves, que me comoveu profundamente até o fim, e principalmente no fim de sua Carmen Lúcia em Avenida Brasil.

Acompanhei os dias difíceis que ela, Adriana, atravessou nos idos de Renascer (1993), quando encarnou  Mariana, uma antagonista que não necessariamente seria uma vilã, mas que ficou a oscilar entre ser bacana ou vigarista, dúvida alimentada pelo texto de Benedito Ruy Barbosa. Adriana, que pouco tempo antes havia sido alçada pela imprensa ao posto de grande estrela da TV, não soube se defender do massacre de críticas que a levaram do céu ao inferno de um dia para o outro.

Ao fim de Renascer, recolheu-se. Encarou uma depressão feroz, para voltar vacinada contra oba-obas efêmeros dois anos depois.

Da coadjuvância de Top Model ao protagonismo de Carmen Lúcia, muitas mocinhas e algumas vilãs passaram por debaixo da pele dela. Foi Sandrinha, a culpada pela explosão do shopping, em Torre de Babel, foi Nazaré na primeira fase de Senhora do Destino, mas foi também heroína em A Indomada e cômica em Toma Lá Dá Cá.

Carminha, como revelou o diretor de núcleo Ricardo Waddington, pedia uma atriz com carisma de heroína. Alguém que arranca a cabeça da boneca da enteada no primeiro capítulo tinha de cativar o público por algum outro fator, e Adriana ganhou a plateia de cara, mesmo com (ou talvez por isso mesmo) aquela atrocidade.

Passamos a esperar por suas caretas, algumas sutis, outras propositalmente agressivas, do sorriso à ira, em fração de segundos. Passamos a esperar pelas frases geniais ditas igualmente de modo genial, e a conferir o contraste entre a sensualidade do corpitcho exposto ao amante e a castidade da falsa mãe de família, tudo ao mesmo tempo, num só espaço. Coisas que a televisão, em seu ritmo industrial de quem tem mais interesse em vender sabonete do que em fazer arte, mal nos oferece no dia a dia. 

Não é coisa de novela, a redenção de Carminha.

Todo dia, na vida real, testemunhamos a transformação de bandidos, prostitutas e até psicopatas em devotos de Deus. Ou de comunistas e socialistas, adeptos da absoluta distribuição de renda, em defensores da legitimidade do lucro sem limites, como gente que nasce anarquista e morre carlista. 

Ir de um extremo a outro é verossímil, por que não seria?

E Carmen Lúcia não se torna um anjo de candura. Após matar o companheiro e amigo de infância, vem o surto, já sob os “cuidados” do pai mentor-malévolo. Ainda não sabíamos, àquela altura, que Carminha tão resignada era aquela, sob as ordens do tal Santiago, mas já era uma Carminha invertida. Veremos a resignação, a confissão do crime, a mulher que se diz “exausta” de uma vida de mentiras, entregue ao lixão, mas não à docilidade, repare. Ela ainda sabe como debochar de Lucinda, da vingança e da sina com a enteada e agora nora, mas sabe se emocionar com a visita do filho e do neto. Como é precioso cada gesto dessa Carmen Lúcia do avesso.Como a edição soube respeitar as pausas entre ela e Nina/Débora Falabella, e em plena televisão, onde tempo é sempre dinheiro.

Uma feliz conjunção entre texto, atuação e direção nos brindaram com essa estupenda personagem. E eu já não sabia se chorava por ver o destino da ex-senhora Tufão ou por pensar na longa trajetória de uma super atriz que soube se reinventar e se tornar a gigante que nos brindou por oito meses. 

Amém, Adriana,mil vezes amém!

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Raphael Dias/Divulgação

O primeiro mérito da Guerra dos Sexos 2012 é afastar qualquer hipótese de ser cobrada por realismo. Naturalismo, essa onda que assola o melodrama nas novelas, é termo ausente aqui. Tudo, na releitura de Silvio de Abreu e Jorge Fernando, é exagerado. Tudo é caricatura, comédia rasgad, sem pudor de se assumir como charge do tema.

Só neste primerio capítulo, tivemos um quase acidente de carro, um acidente na feira, uma troca de objetos de peso entre Charlô/Irene Ravache e Bimbo/Tony Ramos, uma torta na cara de Edson Celulari, por ação de Glória Pires, e vá lá, algo viável, um infarto no meio de um quase casamento. Haja incidente. Haja acidente.

Drica Moraes, no entanto, no seu sotaque mooquense, com pausa precisa para fazer rir, não é caricatura. Sim, aquela figura, que foi Yara Amaral no passado, continua a existir, talvez em idade mais avançada que a mocidade de Drica, mas é perfeitamente identificável nos redutos onde bem vingou a herança dos italianos na Pauliceia, em especial daqueles procedentes de Nápoles.

A condição de caricatura se acentua quando damos de cara com a loja de Bimbo e Charlô, espécie de Gallerie Lafayette francesa, que aqui só há de remeter nossa memória aos tempos da Mesbla, do Mappin (sim, a fachada e seu entorno, visivelmente inseridos em computação gráfica, estão mais para Mappin) ou Sears,inspiração da primeira versão.
Dar de cara é expressão mais apropriada para quem revê, algumas décadas depois, o pessoal da Cor do Som em cena, todos com seus 20 anos a mais, sem mais as jubas de leõzinhos de outrora. Que pena. O tempo passa para todos, e até que, para duas décadas passadas, a banda não está mal na foto.

Pastelão se endossa na sua melhor forma. Se a releitura celebra o início do pastelão na faixa das 7, amém, temos esse menu em sua essência.
Some aí o cuidado, calculado em mais detalhes do que possa parecer, de manter diante da tela as crianças que tanto se encantam com novelas das 7. A abertura, em animação, é só o indício mais evidente de tal propósito.

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Raphael Dias/Divulgação
                       

Tudo bem, ficção é ficção, a vida real nem sempre é coerente, reconhecemos, mas uma novela que se vende como contemporânea e realista há que endossar sua maestria. Como já disse, só me incomodo com um enredo que aplaudo, e bato palmas para o João Emanuel Carneiro e seus personagens, daí minha recusa em aceitar os mexicanismos que justificam os fins, ultimamente presentes na história.

Leitores da coluna Sem Intervalo no Caderno 2 endossam esse discurso, e, sem querer ser o chato que rebate até sotaque de novela, pelamor, vamos às 10 falhas nos (des)Mandamentos de Avenida Brasil:

 

1) Se o dinheiro que Carminha plantou na mala de Nina foi o dinheiro roubado do barco de Max, fruto do assalto àquela Nina que saía do banco com as cédulas referentes a sua herança, por que havia notas do sequestro de Carminha no meio das cédulas apreendidas pela Polícia Federal? Max não havia torrado qualquer resquício (que já era bem menos do que ele ambicionava) do sequestro? As notas que ficaram com Nina não foram torradas no barco? Quando Nilo bateu o barco num banco de areia, Max não foi choramingar mais dinheiro a Nina? Logo, não poderia haver nota do resgate do sequestro na armação de Carminha.

2) Nina não guardou as fotos num e-mail, ninguém se conforma. Agora vamos a um flaschback: as fotos foram tiradas de uma máquina fotográfica, não do celular, e ela entregou o cartão de memória na loja onde fez as cópias em papel, pouco antes de quase ser enterrrada viva, mas também tinha as fotos no celular, como mostrou para Jorginho. Em algum momento, portanto, essas fotos foram salvas em algum computador para serem transferidas para o celular. O celular foi roubado, mas e o cartão de memória da máquina fotográfica? E a mensagem que permitiu a transferência para o celular, cadê?

3) Tufão e Leleco saem de casa com Zezé a caminho da favela onde moram os sequestradores. Zezé sabe o caminho de casa, queremos crer que não tenha se perdido. Minutos depois, Carminha se esparrama no sofá da sala, ouve a história da sogra, a  equivocada Muricy, convoca Max para o escritório, discute toda a vida dos dois, entrega-lhe 100 mil para subornar os sequestradores, e Max vai até a favela, chegando lá antes de Tufão, Leleco e Zezé. Foi de helicóptero?

4) Como Carminha sabe que Nina não possui mais nenhuma cópia das fotos? Não bastasse a improvável hipótese de a mocinha não ter guardado nada em arquivo digital, a outra se vale de uma certeza absoluta quando, ao botar as mãos nas cópias que julga ser as últimas provas, irrompe a porta da casa de Tufão despejando a bomba do namoro do filho com a cozinheira e da informação de que Nina é Rita.

5) Por que Carminha cutucaria a onça com vara tão curta, sabendo que um reles exame de DNA vale ainda mais para sua adversária do que as fotos que trata como prova final?

6) Por que, não custa lembrar, Nina sairia do banco caregando 1 milhão, depois de guardar na memória, desde a infância, a história do pai, que quase foi vítima do mesmo golpe, ponto de partida para o seu fim, e de “seu” Tufão, também assaltado por dois garotos numa moto? 

7) Por que a super-mega-blaster inteligente Nina, uma semana depois de ter sido assaltada por sair do banco a pé, sabendo que a megera está no seu encalço, sai de novo a pé do banco, com um envelopinho guardado numa bolsinha que mais parecia obra de lixo reciclado, frágil, com as últimas cópias de sua prova?

8) Como Carminha, que consegue manter seus segredos há 12 anos, mantém também seus amantes numa chácara da família, onde Tufão, Leleco ou Ivana podem chegar a qualquer momento?

9) Por que a gente perde tempo discutindo tudo isso, como se estivéssemos tratando dos passos, incoerências e suspeitas em torno dos candidatos à prefeitura da nossa cidade? Porque é mais aprazível bater boca sobre gente que não existe, mas habita o nosso imaginário, amém.

10) E por que a gente deveria cobrar tanta coerência das personagens da ficção, se as personagens da vida real nem sempre primam pela lógica?

 

 

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            A atriz Cacau Protásio, a Zezé, que cantou o hit ainda no capítulo de sábado

 

O jornalista Daniel Castro revelou ontem, em seu blog, no portal R7, que o hit transformado em jingle de José Serra, “Eu Quero Tchu, Eu Quero Tchá”, bombada à exaustão pela novela Avenida Brasil, pertence à Som Livre, braço das Organizações Globo.

Desde quarta-feira, quando a campanha eleitoral teve início e a canção surgiu no horário político, questionei a Globo sobre a permanência da música na novela. Tudo o que a CGCom, assessoria de imprensa da casa, conseguiu me responder, foi que a responsabilidade sobre o uso da canção não cabia à emissora. Insisti em uma resposta objetiva: afinal, a música sai ou não da novela? E obtive da Globo a seguinte reação, por escrito: “Como esclarecido, a Globo incorporou na sua trilha uma música existente e popular antes da novela, por isso não se caracteriza como apropriação de um elemento oriundo da novela. Não vamos tirar a música apenas porque está incomodando a colunista”.

A colunista não quis incomodar quem a acusa de incomodada, mas fica mesmo incomodada com falta de resposta objetiva para perguntas igualmente claras. É essa minha maldita mania de querer fazer jornalismo diante de comunicados protocolares do mundo corporativo.

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Crédito: Raphael Dias/Divulgação

Tão bem representada nas novelas das 7 e das 9 da Globo, a nova classe C ainda não chegou à nova temporada de Malhação.

O ritmo da novelinha teen da Globo, há 17 anos no ar, mantém seu domínio dentro da zona sul maravilha do Rio de Janeiro. É bom de ver? Claro que é. Quem não aprecia um enredo contado naquele cenário onde o metro quadrado vai desbancando os parâmetros da Champs Elysée como um dos mais caros do mundo?

Mas o desfile de jovenzinhos bem-nascidos, com figurinos dignos de editoriais de moda, a melhor mochila, o melhor par de tênis e o melhor fone de ouvido, está ainda na era do folhetim mais clássico: com todas as honras que a produção possa render à era moderna, lá os mais abastados do PIB abocanham a maior fatia na narrativa do folhetim.

O Colégio Quadrante é hypado, instalado na zona sul carioca, bem contornado nas cores da quadra, nas carteiras das salas de aula e naquele conceito High School Music de armários individuais para os alunos.

Banda larga e 3G são protagonistas. O nerd Orelha, produtor e faz-tudo da TV Orelha, canal criado por ele na web, opera seus registros, downloads e conexões como alunos a quem, não faz muito tempo, bastavam lápis e borracha na rotina escolar. David Lucas, o garoto da foto deste post, ator que dá vida ao tal Orelha, é a melhor proposta do novo elenco até aqui. Sim, porque a essência da Malhação para a história da TV ainda está no papel de revelar novos DNAs à dramaturgia, e o garoto da TV Orelha, livre do estereótipo galãzinho, vale a aposta.

Para quem passou anos sem conferir Malhação e deu de cara com a novela esta semana, é certo que a imagem de André Marques tenha suscitado a dúvida: “será que eu perdi alguma coisa?” O apresentador do Vídeo Show volta a circular pelo horário de onde veio, agora no papel de um equivocado orientador vocacional. Sua missão é levar ao centro da trama uma pitada (ou saraivada?) de pastelão, item que a TV nunca foi capaz de desprezar. Seu carro desliza pela ladeira porque o freio não foi puxado, seus “alunos” fazem da restauração de uma praça uma guerrinha de tintas e a chuva estraga os planos do fraudulento orientador. Nem com todo o imbróglio, Marques consegue fazer graça. Beira o constrangimento.

Na busca por audiência, sai temporada, entra temporada, com classe C, AB ou D, o que atrai a molecada é o desfile da explosão de hormônios. Isso lá está, bem impregnado nos alunos, de idades muito próximas às de seus mestres – vide Leonardo Miggiorin e Elisa Pinheiro, a professora de Literatura. É ela quem propõe que a menina vá “ao” e não “no” banheiro e que estampa na lousa o verso “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”.

Olhando assim, até que não parece tão mal. Unir o cartão-postal do Rio a Fernando Pessoa pode dar a ideia, nem que seja só a ideia, de um bom programa.

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                       A vida não está fácil para quem sempre esteve habituado a contar com a parceria e todo o trânsito livre da Globo nos eventos esportivos de maior importância internacional. A turma do Sportv vem sofrendo para arrancar da Record as credenciais que lhe caberiam, como canal comprador dos direitos de transmissão da Olimpíada, em Londres. Mas uma outra parceria, dessa vez com a grifada BBC, vem dando alegrias ao canal da Globo Sat.

Além de ter contado com a infra-estrutura da rede britânica na construção do estádio que lhe serve de cenário na vila olímpica, o SporTV viu um de seus apresentadores, Bruno Souza, ser entrevistado no BBC World News, programa ao vivo das manhãs da emissora. Foi recebido pela apresentadora Karin Giannone e falou sobre a estreia da Seleção Brasileira. Os ingleses se mostram eufóricos com a contratação do jovem meia Oscar, comprado pelo Chelsea. Os estúdios panorâmicos da BBC e do SporTV ficam no mesmo prédio em Londres.

 

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