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Cristina Padiglione


Justus recebe Rrrrrrronaldo

Foto: Edu Moraes/Divulgação

Ronaldo Fenômeno, agora homem de negócios e muita publicidade, foi visitar o publicitário dono da agência que mais anuncia no País, Mr. Roberto Justus, em seu novo programa na Record.

A cena vai ao ar segunda-feira e conta também com o tricampeão Emerson Fittipaldi e a promessa da natação Henrique Rodrigues.

Tema do dia: “como ser um campeão”.



Acaba o casamento entre Roberto Justus e SBT

O SBT acaba de comunicar oficialmente a rescisão “amigável” de contrato com Roberto Justus.

Diz que “depois de dois anos de grandes resultados à frente dos programas Topa ou não Topa e Um Contra Cem, o SBT e o apresentador Roberto Justus decidiram, de comum acordo, antecipar o vencimento de seu contrato”.

Não foram resultados tão bons assim, e o publicitário, tomado da Record a peso de ouro, como troco pela contratação de Gugu Liberato, só foi afagado por Silvio Santos no momento de assinar o contrato. Consumada a troca de canal, Justus enfrentou um sem número de mudanças de horário e chegou a se queixar do patrão a Marília Gabriela, enquanto aguardava para iniciar a gravação de uma entrevista. O detalhe é que ele estava de microfone já ligado e as queixas foram ouvidas e difundidas.

Justus deixou para trás O Aprendiz, onde era muito bem-sucedido, sem encontrar no SBT nada à altura daquele papel. Hoje nas mãos de João Dória Jr., o programa segue seu rumo com efeito.



E o João Dória de chefe, que tal?

PAGLIA

Quem gostou do João Dória no papel de chefão do Aprendiz, põe o dedo aqui.

Da minha parte, digo que ele até me surpreendeu. No papel de chefe em esfera pública, como tal, foi mais enfático do que pensei. Texto seguro, tom adequado, closes levemente exagerados.

Não que eu morra de amores pelo formato do Aprendiz. Respeitando essa gigantesca plateia ávida por discursos na linha Mundo S/A, digo, de coração, que tenho medo do gênero. Acredito no crescimento profissional pautado pelo afeto ao ofício, não por estratégias de guerrilha, como faz crer O Aprendiz, até em função da competição ali traçada. Mas, sendo aquilo o que é, até que João Dória se saiu bem. É que, também a despeito de não apreciar o programa, considerava o Roberto Justus melhor do que o Donald Trump naquele personagem. E tinha sinceramente a ideia de que o substituto ficaria muito aquém. Não ficou.

Maaaaas, não me entendam mal, é uma apreciação técnica. Para o que o programa propõe, o Dória não foi mal não. Já a audiência… Com média de 6 pontos no Ibope, foi o pior patamar alcançado pelo Aprendiz na Record. Independentemente de outras falhas a serem apuradas, uma evidência: faltou ritmo na edição.

agora no estadão