
Fotos: Kelly Fuzaro//MTV
Emetevê, como diria Caetano Veloso. De lá Daniella Cicarelli veio, para lá ela volta, a partir de 30 de abril.
A moça asinou só 3 meses de contrato para a primeira temporada do Provão MTV, game que promove quiz entre alunos, sob o comando da própria e de outro velho conhecido da audiência ‘emeteviana’, Mr. Luiz Thunderbird.
Entrou água na volta da parceria entre Marco Bianchi e Felipe Xavier, dois dos lendários Sobrinhos do Ataíde.
Bianchi, que havia convidado o ex-parceiro para com ele contracenar no projeto de um novo programa a ser oferecido à TV, conta que Xavier “não pode ou não quis” acompanhar o ritmo de um produto que vem sendo milimetricamente ensaiado há tempos.
Isso teria atrasado seus planos de retorno à TV, de onde está longe desde que a MTV trocou Paulo Bonfá, o terceiro Sobrinho do Ataíde, e ele, no comando do Rockgol.
O piloto do novo programa de Bianchi está em vias de finalização. A trilha sonora é de André Abujamra.
Enquanto isso, Bonfá, que já estreou no SporTV em tour bem-sucedido durante a Copa América, agora prepara novo programa semanal para o mesmo canal.
Sim, Zigo Góes foi dar um a volta no Rio, reformatou o GNT ao gosto do freguês, e já está de volta à MTV
Egresso da emissora da Abril dois anos atrás, o homem volta como diretor de programação, no cargo de Cris Lobo, que estava na casa havia 20 anos.
Aliás, que fim de ano, não? Cheio de reviravoltas televisivas!
Primeiro foi a Dilma quem titubeou. Na demora para confirmar se iria ou não ao debate que a MTV sabiamente tentou programar para o pleito presidencial a seguir, a candidata do PT não disse nem que sim nem que não.
Então veio o Jornal Nacional, da Globo, e agendou entrevistas com Dilma, Marina e Serra, e a MTV adiou seu debate, que cairia no mesmo dia em que Marina iria à bancada de Bonner e Fátima.
Marcou-se nova data, e então veio a indecisão não só da Dilma, mas também do Serra.
E a MTV resolveu cancelar tudo. Se os candidatos, em tese os principais interessados em discutir propostas, ou assim deveriam ser aqueles que tanto dizem se preocupar com o povo, ara, sô, se eles não estão a fim de discutir a relação, fazer o quê?
Há quem aposte que paira aí certa paúra do público jovem.
O tamanho da audiência, nesses dias de twitter, facebook e afins, não pode ser menosprezado. Essa é a plateia capaz de jogar perguntas indigestas no colo dos sabatinados, ok, mas é também o pessoal que reproduz cada vírgula com ecos que tornam as redes sociais da web gigantescamente maiores que o ibope de alguns canais.
Pena, fica pra próxima.
De tudo o que se disse sobre a estreia do “Legendários”, na Record, faltou questionar, afinal, o que explica o ódio no coração dos ex-funcionários da MTV naquele programa dito “do bem”.
Depois de João Gordo proferir em plena entrevista coletiva que a Record dispõe de estrutura, ao contrário da MTV, Hermes e Renato protagonizaram uma esquete sem gracinha em sua estreia na Record, atestando que um acidente os fez esquecer o nome artístico que os consagrou e a emissora onde trabalharam antes de pisar nas dependências de Edir Macedo.
O comandante da nau, Marcos Mion, explicou a piada e achou tudo muito engraçado.
Mion passou rapidamente pela Globo, foi para a MTV, onde agradecia ter sido salvo de sua condição anterior (ele fazia aquele seriado de Sandy e Júnior, e é justamente Júnior quem agora engata a trilha sonora das vinhetas de seu novo programa). Mion um dia deixou a MTV, se mandou para a Band e foi tentar lá um tal de “Descontrole”, que deu em nada. Pediu para voltar para a MTV e foi bem recebido. Agora, de novo, sai de cena maldizendo o passado para valorizar o presente.
É um método que mal surte efeito, ainda mais quando reincidente.
Mas, e quanto a Hermes, Renato e Gordo? Estavam já todos sabidamente contratados pela Record e, mesmo assim, a MTV os manteve no ar até o fim de seus contratos.
Não tenho procuração para devender a Music Television, longe de mim, mas, já perguntei sobre possíveis mágoas dos atuais recordistas e ex-emetevistas com a emissora anterior, e nada consegui apurar. É um roteiro que não fecha. Se alguém souber de algo, diga lá.