Cristina Padiglione - Estadao.com.br
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Cristina Padiglione

crédito: Paulo Pinto/AE

Eduardo Elias muda de emprego sem mudar de quarteirão.

Prata dos canais ESPN, bem ali na Rua Piracicaba, onde nasceu a Tupi, primeira emissora de TV da América Latina, o jornalista dobra a esquina até o prédio da MTV, na Alfonso Bovero, onde também funcionou a Tupi, para comandar o RockGol.
O programa terá seu nome plenamente mantido na grade de 2011, com outro formato, claro. Só a troca de Paulo Bonfá e Marco Bianchi por Elias já denuncia que a pegada será toda repaginada.

Elias há de contracenar com mais dois profissionais, nomes a serem definidos, mas entra em cena como âncora.

Isso deve explicar também o fato de Rodrigo Rodrigues, o apresentador do Vitrine, ter trocado a Cultura pela ESPN bem ontem.

Um adendo sobre o passado glorioso de Eduardo Elias: este Estadão, e mais especificamente o nosso nobre suplemento de TV, do qual sou editora, teve a honra de ter Elias em seus quadros. Aliás, lembrando bem, eu cá entrei em 2000, exatamente na vaga de editor-assistente do Telejornal, hoje TV, que cabia ao Edu. Ao deixar a redação do Estado, o sujeito foi aplaudido de ponta a ponta, até chegar ao elevador, o que denuncia como o moço é querido aqui no Limão.

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Mauro Bedaque acaba de comunicar a direção da MTV Brasil que está de saída.

Na contramão das reformas operadas nos últimos dias na emissora, ele é quem pede pra sair, a troco de uma boa, e bota boa nisso, proposta da RedBull.

Lá, vai cuidar da mesma área a que se dedica na MTV: Conteúdo digital _ agora com asas, como pede o slogan do energético.

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Selton Mello pasou pelos estúdios da MTV no Sumaré, semana passada, só para dar o ar da graça na Comédia da casa.
Gravou cinco esquetes, divertiu a plateia, o elenco, e se divertiu. Entre outros feitos, encarnou o Fernandão, sujeito interessado na Fernandona de Tatá Werneck, e também a cantora lésbica Jordana, de novo de olho na Fernandona.
Vai ao ar nesta quarta.



Fotos de Camila Pereyra/Divulgação MTV

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Marcos Issa/Argosfoto/Divulgação
blog Marcelo Adnet reproduz o Funk da Gaiola das Cabeçudas, sucesso na web, com participação especial de Valeska Popozuda

Não vamos falar nessa premiação quase unilateral que levou aqueles garotos de calças curtas (pequeninas, eu diria), hipercoloridas, a subir no palco do Video Music Brasil mais vezes do que a música(?) deles fez por merecer.
Esqueça por um momento a overdose de Restart, que levou 5 prêmios no VMB 2010, anteontem, no palco do Credicard Hall, e atente-se no show que a ocasião produz, no programa de TV em si.
É o caso de se dizer, sim, caramba, os caras da MTV Brasil são muito bons.
O cenário, com um cilindro (em dado momento, lembrei do glorioso túnel por onde chegavam os artistas do Cassino do Chacrinha) de um lado e aquele caleidoscópio de outro, ambos norteados por mil efeitos luminosos de computação gráfica, permitiam um sem número de ângulos para as câmeras. O mestre-de-cerimônias, Marcelo Adnet, é de longe o melhor que já passou pelo posto. As esquetes com Dani Calabresa no papel de uma velhinha que falava com acento da Velha Surda da Praça (lá vou eu entregar a idade…) faziam graça sem abusar do efeito. Sabe aquele sujeito que percebe que está agradando e vai se estendendo na piada, até estragar o riso? Pois é. Nem Adnet nem Calabresa nem a direção do prêmio, ninguém caiu nessa cilada.
Os cortes de uma personagem para outra, idem, foram exatos.
As vinhetas para apresentar categorias e concorrentes estavam igualmente inovadoras.

Como já não comparecia ao VMB há alguns anos, fiquei franca e favoravelmente surpresa. Mesmo porque estive há um mês no Prêmio Multishow de Música, que também não testemunhava ao vivo havia outros tantos anos, e lá no Multishow, feito no Rio, bem que pensei: ‘isso está tão parecido com o VMB’. Agora, reaparecendo no VMB, percebo que o programa do Multishow de hoje parece o VMB, sim, mas de anos passados. O Prêmio de Música do Multishow que conheci, em sua origem, lembrava mais o Prêmio Sharp: mais MPB, Teatro Municipal, algum traje a rigor, outra pegada. Depois que o Multishow, como disse, passou a perseguir o tal do ‘público jovem’, cenário e linguagem foram se impondo em tom MTV, com direito a Restart, Banda Cine e todos aqueles garotos de penteado igual que vi anteontem no VMB. Parecem Umpa-Lumpas, sabe? Todos a mesma carinha.

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