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Cristina Padiglione


Ti-Ti-Ti deixa boa herança de ibope para o horário

Para quem torceu o nariz diante da notícia de que a clássica Ti-Ti-Ti ganharia um remake, olhaí: a novela de Cassiano Gabus Mendes relida por Maria Adelaide Amaral termina hoje, deixando boa herança de ibope para o horário e uma galeria interessante de interpretações, a começar pela dupla de costureiros, Alexandre Borges/Jacques Leclair e Murilo Benício/Victor Valentim.

Cláudia Raia, como Jacqueline, foi um achado.
Jorge Fernando deu à direção a dimensão de uma releitura moderna, sem pirotecnia que pudesse ofuscar o valor do argumento clássico. Tudo ornou.

Ontem, em seu penúltimo capítulo, a novela rendeu 36 pontos no Ibope, em São Paulo, resultado recorde até então. Por várias ocasiões, chegou a registrar mais ibope que a novela das 9, Insensato Coração.
Salve salve.



Jacques Leclair agora brilha na Zona Leste

Em café da manhã promovido pela Globo na manhã de hoje, Maria Adelaide Amaral, Alexandre Borges (mais magro e sarado que nunca) e Murilo Benício (em dieta para perder mais 4 dos 11 kilos que o tentente Wilson, de “Força Tarefa”, lhe rendeu) falaram sobre a missão de trazer de volta ao horário das 7 o universo do genial Cassiano Gabus Mendes. Os meninos estreiam como os estilistas Jacques Leclair e Victor Valentim, respectivamente, com todas as distâncias que a indústria da moda traçou de 20 e poucos anos para cá.

Ti-Ti-Ti

Assim, conta Maria Adelaide, como aquela rivalidade na linha Denner X Clodovil já era e o mundo das passarelas é completamente outro, Jacques Leclair agora é o crème de la crème da Zona Leste. Estrela no ramo de vestidos de festa, que jamais, em tempo algum, conhece o significado do termo “crise”, Leclair é o rei do Tatuapé, do Jardim Anália Franco e vizinhança, “onde a clientela paga bem e paga em dia, ao contrário de muita gente da zona sul”.

Assim como os coreanos do Bom Retiro, o sonho de Jacques é abrir seu ateliê nos Jardins.
Talentoso no corte, porém cafona com a overdose de adereços, Leclair afinará seu estilo graças à personagem de Cláudia Raia, “uma ex-punk muito doida”.
Benício, no papel que foi de Luís Gustavo, só começa a gravar agora e uma bateria de cenas em São Paulo inclui Faap, Viaduto do Chá, Praça da Sé, Masp (pra variar) e, claro, locações na zona leste.
A novela, que mescla o enredo de Ti-Ti-Ti com o de Plumas & Paetês, do mesmo Cassiano, terá ainda Malu Mader como editora de uma revista de moda.
A brilhante personagem que foi de Nathália Timberg na primeira versão, verdadeira autora das criações de Valentim e mãe biológica de Leclair, virá agora como Regina Braga, escolha bem feliz.



Luís Gustavo volta a ser Mário Fofoca

Primeira de uma série de participações especiais que a autora Maria Adelaide Amral pretende promover no remake de “Ti-Ti-Ti”, Luís Gustavo, que foi justamente um dos protagonistas da versão original (o estilista espanhol Victor Valentim), gravou cena breve para o início da próxima produção das 7 na Globo.
Vem vestido com o inconfundível paletó (e não blaser, vela lá, paletó mesmo) xadrez de Mário Fofoca, outro clássico seu, de “Elas Por Elas” (1982).

Olhaí o Tatá, que mimo.

tatá1

agora no estadão