
Para quem torceu o nariz diante da notícia de que a clássica Ti-Ti-Ti ganharia um remake, olhaí: a novela de Cassiano Gabus Mendes relida por Maria Adelaide Amaral termina hoje, deixando boa herança de ibope para o horário e uma galeria interessante de interpretações, a começar pela dupla de costureiros, Alexandre Borges/Jacques Leclair e Murilo Benício/Victor Valentim.
Cláudia Raia, como Jacqueline, foi um achado.
Jorge Fernando deu à direção a dimensão de uma releitura moderna, sem pirotecnia que pudesse ofuscar o valor do argumento clássico. Tudo ornou.
Ontem, em seu penúltimo capítulo, a novela rendeu 36 pontos no Ibope, em São Paulo, resultado recorde até então. Por várias ocasiões, chegou a registrar mais ibope que a novela das 9, Insensato Coração.
Salve salve.
Em café da manhã promovido pela Globo na manhã de hoje, Maria Adelaide Amaral, Alexandre Borges (mais magro e sarado que nunca) e Murilo Benício (em dieta para perder mais 4 dos 11 kilos que o tentente Wilson, de “Força Tarefa”, lhe rendeu) falaram sobre a missão de trazer de volta ao horário das 7 o universo do genial Cassiano Gabus Mendes. Os meninos estreiam como os estilistas Jacques Leclair e Victor Valentim, respectivamente, com todas as distâncias que a indústria da moda traçou de 20 e poucos anos para cá.

Assim, conta Maria Adelaide, como aquela rivalidade na linha Denner X Clodovil já era e o mundo das passarelas é completamente outro, Jacques Leclair agora é o crème de la crème da Zona Leste. Estrela no ramo de vestidos de festa, que jamais, em tempo algum, conhece o significado do termo “crise”, Leclair é o rei do Tatuapé, do Jardim Anália Franco e vizinhança, “onde a clientela paga bem e paga em dia, ao contrário de muita gente da zona sul”.
Assim como os coreanos do Bom Retiro, o sonho de Jacques é abrir seu ateliê nos Jardins.
Talentoso no corte, porém cafona com a overdose de adereços, Leclair afinará seu estilo graças à personagem de Cláudia Raia, “uma ex-punk muito doida”.
Benício, no papel que foi de Luís Gustavo, só começa a gravar agora e uma bateria de cenas em São Paulo inclui Faap, Viaduto do Chá, Praça da Sé, Masp (pra variar) e, claro, locações na zona leste.
A novela, que mescla o enredo de Ti-Ti-Ti com o de Plumas & Paetês, do mesmo Cassiano, terá ainda Malu Mader como editora de uma revista de moda.
A brilhante personagem que foi de Nathália Timberg na primeira versão, verdadeira autora das criações de Valentim e mãe biológica de Leclair, virá agora como Regina Braga, escolha bem feliz.
Primeira de uma série de participações especiais que a autora Maria Adelaide Amral pretende promover no remake de “Ti-Ti-Ti”, Luís Gustavo, que foi justamente um dos protagonistas da versão original (o estilista espanhol Victor Valentim), gravou cena breve para o início da próxima produção das 7 na Globo.
Vem vestido com o inconfundível paletó (e não blaser, vela lá, paletó mesmo) xadrez de Mário Fofoca, outro clássico seu, de “Elas Por Elas” (1982).
Olhaí o Tatá, que mimo.
