A primeira foto de Daniela Calabresa como integrante do CQC foi postada há pouco no Twitter por Felipe Andreoli e retuitada por Oscar Filho e Marcelo Tas.
Mônica Iozzi não aparece na imagem, e é tratada como ex-membro do grupo. “Valeu Srta_@Iozzi, foi bom enquanto durou”, diz Adnreoli.
Ao blog, o diretor do CQC, Diego Barredo, foi logo dizendo que a saída de Mônica é piada dos CQCs, um brinde à chegada de Dani Calabresa como se fosse uma “concorrente” de Mônica no campo feminino.
Calabresa não será repórter nem estará na bancada. Um novo quadro vem sendo formatado para ela no programa
A versão 2013 do CQC já está em fase de gravação e produção, para estrear em março, na Band.
O próprio Rafinha Bastos, compulsivo tuiteiro, com 3 milhões de seguidores, postou zero, nenhumazinha mensagem sobre sua suspensão da bancada do CQC, cogitada desde a Veja SP que espinafrou seu currículo, de alto a baixo, na edição publicada ontem. Tudo o que ele conseguiu postar ontem foi um link com “matérias falando bem de mim”. Má reação.
Marcelo Tas, Marco Luque, Danilo Gentili, Rafael Cortez, Monica Iozzi, Oscar Filho, Felipe Andreolli e mesmo o diretor do programa, Diego Barredo, não estão se manifestando sobre o caso, a pedido da direção da Bandeirantes, e só da cúpula pode sair qualquer comunicado, quando for oficial.
O que motivou a suspensão de Bastos (que recentemente teve de dar satisfações ao Ministério Público por tentar fazer graça com estupro) foi uma tentativa de piada, frase inconveniente, proferida por ele na última edição. Quando Marcelo Tas mencionou que a cantora Wanessa Camargo estava uma gracinha grávida, Bastos replicou: “Eu comeria ela e o bebê”.
Gentili, há poucos minutos, ao tomar conhecimento de que Bastos estará fora da bancada pelas próximas semanas, não se conteve e postou a seguinte frase no Twitter: “Sempre enxerguei algo mais significativo sendo construído por um comediante linchado por falar merda do q por um queridinho por puxar sacos.”
É um evidente apoio ao colega.
Ao contrário de Marco Luque. Antes que a direção da Band pedisse aos CQCs que evitassem dar declarações públicas sobre o caso, Luque postou na internet seu repúdio à frase de Bastos. Luque é amigo pessoal do marido de Wanessa, Marcus Buaiz, sócio de Ronaldo Fenômeno, e foi aliás dessa relação que nasceram as negociações para a ida de Ronaldo ao estúdio do CQC, na abertura da temporada deste ano.
Bem hoje, dia em que a direção da Band resolve tirar Bastos de cena, a revista The Observer, do Guardian, publicou uma matéria sobre o sucesso do stand up no Brasil, puxando a brasa para Danilo Gentili. Salvo o fato de a reportagem atribuir o humor de Gentili e cia. (citando inclusive o próprio Bastos) a uma resistência às elites (oi? é para rir?), é saudável notar que o movimento esteja mexendo com o cenário cultural local, com ecos em um reino tão e tão distante.
E só para constar, um adendo aquipublicado às 17h30 desta segunda-feira, dia 3: Mônica Iozzi substitui Bastos na bancada do programa, hoje. A ver como a troca será explicada à plateia.
Como prometi faz quase um mês, vamos transcrever aqui neste blog, em doses homeopáticas, a essência da boa prosa resultada daqueles três dias de Encontros Estadão & Cultura no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura, a começar pelo humor.
O encontro da vez, com os Bandeirantes Marcelo Tas, Sr. CQC, e Márcio Ballas, Sr. É Tudo Improviso, e mediação da Keila Jimenez, foi aberto por uma pergunta encaminhada por Chico Anysio, convidado que não pode comparecer, mas que topou enviar sua questão à dupla lá presente. Chico quis saber por que, se todos os canais de TV cresceram e se alavancaram graças ao humor, por que afinal não há mais humorísticos na TV, com tanta gente boa na praça?
E Marcelo Tas responde:
“O humor, na televisão, tem uma área bastante delicada porque não existe humor sem risco. Talvez seja o tipo de programação de TV que envolva mais risco porque não tem receita, humor não tem fórmula. Você pode ter uma televisão que consiga desenvolver uma cultura de telenovela, por exemplo, e ir acumulando sucessos, claro que também não tem fórmula de sucesso pra novela, a gente vê pelas que estão no ar, que o pessoal está buscando encontrar de novo o sucesso, mas enfim, o humor talvez seja mesmo o mais inesperado dos gêneros, e tem que ter riscos, e aí talvez o Ballas seja um cara que possa falar disso porque o improviso, o próprio ato do palhaço, a situação cômica, ela não pode ser previsível, essa é a graça do humor, a gente tem que ser surpreendido. E a televisão, pra responder o Chico, que conhece isso muito bem, não gosta de ser surpreendida em alguns quesitos, no planejamento, na parte comercial, na parte de audiência e tudo mais. Então, vive-se um drama na televisão em relação ao humor especialmente, que eu acredito que se deva a isso.
Você precisa arriscar, as televisões inteligentes sabem disso, que sem risco ela não vai conseguir programas de sucesso, programas que chamem atenção, e ao mesmo tempo ela tem que medir um risco que envolve um sucesso ou um fracasso comercial, um problema editorial, porque vocês sabem que humorista é um bicho danado, às vezes acaba chutando o calcanhar de gente que não pode chutar, eu vivo isso quase diariamente no CQC.
Agora, o que eu acho que é muito legal de visualizar, e aí eu gostaria de me colocar na experiência que eu estou vivendo agora na Band, é ver que quando um canal se arrisca e aposta num tipo de humor mais pontiagudo, ele tem chance de surpreender muita gente. E eu credito isso à coragem da Band de visualizar o CQC como um projeto que estava na hora de ser feito no Brasil, É um tipo de projeto que estava . circulando por aí há muito tempo e a Band foi lá, bancou, e hoje administra com muito talento, é importante dizer isso: o CQC tem o talento de todo mundo que vocês veem na frente das câmeras, tem mais os outros que estão trás da câmera e tem também algumas empresas que gerenciam o sucesso desse programa, porque o sucesso do CQC é um problema também porque é um programa que se arrisca o tempo todo e às vezes cutuca interesses grandes, mas tem que cutucar.
Quem quiser ver a cena, e vale a pena, clica lá no
http://tv.estadao.com.br/videos,ENCONTRO…
Atenção, senhores telespectadores:
ESTA SEMANA, dias 11, 12 e 13, quarta, quinta e sexta-feira, A PARTIR DAS 13 HORAS, portanto, o Estadão promove mais uma edição da série Encontros Estadão & Cultura, lá no Teatro Eva Hertz, da Livraria Cultura, dessa vez sobre TELEVISÃO.
Item de influência maior nos costumes desta nação, coisa que muita gente, mas muita mesmo, comprou como primeiro eletrodoméstico da casa (a geladeira ficava para depois), a TV no Brasil suscita uma infinidade de reações, do amor ao ódio. Indiferença, definitivamente, não é sua praia.
Por isso, na véspera do seu 60º aniversário, vale reunir alguns de seus profissionais mais exemplares para falar sobre a experiência por eles vivida nesse cenário.
Na quarta-feira, abrindo com humor, teremos Marcelo Tas, Wellington Muniz, o Ceará, e Márcio Ballas, representante da vertente mais recente do riso na TV, que é o show de improviso. Chico Anysio, o gênio maior, convidado para a ocasião, se desculpa pela ausência gravando seu Vampiro Brasileiro, no Rio, mas manda uma questão para ser feita à nossa roda, lá no Teatro.
Na quinta, Ana Paula Padrão, Lillian Witte Fibe e Paulo Markun engatam uma prosa sobre o telejornalismo, com propriedade de um time que viveu o dia a dia dos principais canais de TV convencionais, da TV pública e até da TV que há pouco tempo se assiste pela internet, olha aí o webjornalismo, gente.
E na sexta, tem versão solo com Silvio de Abreu, autor de “Passione” e de tantas cenas que tão bem traduziram para a TV a São Paulo onde Assis Chateaubriand plantou a primeira estação de TV da América Latina, há quase 6 décadas (o aniversário de fato é 18 de setembro).
Nossa cena no Eva Hertz tem entrada gratuita, mas as vagas estão limitadas a 200 lugares. É chegar e ocupar sua poltrona. Apareça, dê palpite, pergunte, ao vivo ou via twitter (@tvelazer).
Foto de Tiago Queiroz/AE

Câmera que testemunhou o nascimento da televisão no Brasil, a Tupi, em setembro de 1950, do acervo preservado pela atriz Vida Alves.
O “CQC” estreou há pouco, em boa forma, sua terceira temporada no Brasil, via Bandeirantes. A liminar conseguida pela prefeitura de Barueri para impedir a exibição do quadro “Proteste Já” só reforçou a curiosidade da audiência. O quadro já estava editado e ocuparia 25 minutos do programa.
E o que incomodou tanto a prefeitura de Barueri? A história é a seguinte: no ano passado, o programa doou um televisor bacana a uma escola municipal. O aparelho continha um GPS embutido. Bingo: o localizador em questão acusou que o televisor tinha ido parar em uma residência, e não na escola. De quem era a casa? Da diretora da instituição. Está feito o caso. No “Proteste Já” de agora, a cena mostraria o resgate da doação. Mas, quando o televisor foi retirado da casa da diretora, um alarme ali instalado disparou prontamente. Fez-se o vexame, tudo filmado por Danilo Gentili, que de plantão, diante da residência, aguardava pela anunciada retirada do televisor daquele endereço, para ser reconduzido à sede da Bandeirantes.
Marcelo Tas prometeu que o quadro irá ao ar, “Custe o Que Custar”, honrando a sigla do programa. E a prefeitura de Barueri há de ser citada como censora durante o ano todo. A Band, relatou o âncora durante a atração, está se mexendo judicialmente para permitir a exibição da matéria. A alegação da juíza que acatou o pedido da prefeitura de Barueri é que a diretora não teve chance de se defender, de dar a sua versão, o que o “CQC” nega.
De fato, é praxe do “Proteste Já” procurar o outro lado. Sempre foi. Nem sempre os argumentos se sustentam. Nem sempre os procurados se pronunciam. Mas, justiça se faça, sempre que vi o “Proteste Já”, vi espaço aberto para defesa dos acusados.
A ver.
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