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Cristina Padiglione


Dorival, personagem da semana, no ‘Esporte Fantástico’

Responda rápido: qual foi o assunto da semana?

Eleições à parte, com todo respeito, foi a demissão do técnico do Santos, Dorival Jr., motivada pela (não) punição à malcriação do garoto Neymar, que virou assunto em todas as rodas. Até minha mãe, alheia ao noticiário esportivo, tinha opinião sobre o caso. Justo. É coisa que sai do campo, atravessa debate sobre educação, respeito, convivência, talento, maturidade, etecetera e etecetera.

Amanhã, às 13h50, a Record leva ao ar a entrevista de Dorival a Myllena Ciribelli no Esporte Fantástico.
Diz o técnico que conversou com outros treinadores mais experientes e “ninguém nunca tinha passado por uma situação semelhante”. “Ninguém nunca tinha sido tão desrespeitado por um jogador.”
Depois de anunciar a suspensão de Neymar no jogo contra o Corinthians (e, coincidência, eu estava justamente no estúdio do Bate-Bola que Edu Elias comanda na ESPN Brasil, terça, acompanhando votação via web que dava a Dorival aval de sobra para sua decisão), Dorival diz que toda a repercussão do caso o levou a um acordo com a diretoria do clube para que o contrato fosse quebrado. “Eu também tive minha parcela de culpa em tudo isso. Por isso, minha saída do Santos foi em comum acordo. Eu não teria mais clima para continuar”, completou.



Record cutuca Globo no encerramento de Vancouver

Só faltou dizer que “nunca antes na história desse país” uma olimpíada de inverno teve tal cobertura na TV aberta. A Record não usou o jargão do presidente Lula, mas o conteúdo da mensagem anunciada ao final da cobertura dos Jogos Olímpicos de Vancouver foi exatamente este.

A Globo, enquanto teve os direitos de transmissão dos jogos de inverno, sempre se limitou a exibir informações e cenas em seus telejornais. Mas, dessa vez, como o cardápio não lhe pertencia, o que se passou em Vancouver nas últimas semanas nem notícia foi considerado.

Já a Record, que tem programação vespertina bem vunerável, pra dizer o mínimo, fez bom uso de todo aquele gelo, dos patins artísticos ao hóquei, passando por esquis e trilhos diversos, sem se acanhar com um festival de reprises.  Resumo da ópera: em 80 horas de Vancouver, somou 6,2 pontos de média de audiência na faixa vespertina (ante 19,5 da Globo e 4,7 do SBT) e 6,9 na faixa noturna (ante 19,2 da Globo e 6,1 do SBT).

No saldo final de todo o mês de fevereiro, a Record subiu 0,3 ponto (de 6,9, em janeiro, para 7,2 pontos). A Globo oscilou de 16,5 para 16,4, e o SBT, de 6 para 5,6 pontos. Os dados são da Grande São Paulo.

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