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Cristina Padiglione

        “Boa nova: vereadores de Recife foram ao trabalho. Má noticia: pra processar o CQC”

A frase acima, tweet de Marcelo Tas, via  @flaviobonfim, remete ao link  http://bit.ly/IC6483 , matéria assinada por Juliane Menezes no Jornal do Commercio, do Recife, atestando o seguinte: “Irritados com a matéria que foi ao ar na última segunda-feira no programa CQC, da Bandeirantes, sobre o reajuste salarial de 62% aprovado pela mesa diretora da Câmara Municipal no fim do ano passado, alguns vereadores pretendem entrar com uma ação na Justiça contra a produção do programa”.

Alegam, segundo a repórter, que o CQC “usou a imagem do poder de forma negativa, incitando a população a escorraçar os vereadores”. O pensamento é endossado pelos vereadores Erivaldo da Silva (PTC) e Marcos di Bria (PTC). O vereador Inácio Neto (PSB) afirmou ao jornal que o CQC não soma à democracia, pois ridiculariza o poder.

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Paloma Tocci se despediu ontem da RedeTV!

A volta à Bandeirantes já era bola cantada. A coluna Sem Intervalo, no Caderno 2, assinada por esta humilde signatária, atestou na edição de 30 de abril que a moça apresentaria o novo programa esportivo das tardes de sábado da rede dos Saad, ao lado do CQC Felipe Andreolli e do ex-jogador e comentarista Denilson.

A informação, aliás, veio respaldada pelo diretor de programação da casa, Diego Guebel, que na ocasião pretendia lançar o novo produto em duas semanas. Já já o programa desembarca na tela.

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Foram 9 pontos de média, 12 no primeiro bloco, com quarto lugar no ranking das emissoras mais vistas em São Paulo.
Verdade. O debate entre presidienciáveis que a Record exibiu ontem perdeu da Globo, o que é praxe para a Record, mas também do SBT e da RedeTV!
De todo modo, o encontro entre Dilma, Serra, Marina e Plínio foi, na noite de ontem, o que registrou melhor audiência até aqui. Na RedeTV!, domingo passado, o Ibope respondeu com 3 pontos, o mesmo atribuído ao encontro entre os quatro em questão na Bandeirantes.
Mesmo perdendo audiência no horário, a Record conseguiu, com o menu pouco palatável, três vezes mais audiência que as demais.
Na quinta, a Globo terá sua versão, com ancoragem do William Bonner.
É certo que o Ibope não será o mesmo normalmente cativado pela simpática Grande Família, que soma lá seus 25 pontos e está entre as maiores audiências da casa (até um ano atrás, a Globo superava os 30 com A Grande Família, que coisa, não?). Com o debate desta quinta, a Globo há de superar os 9 pontos da Record, e, ficando em 20, olhe lá, estará de bom tamanho.
Adoro assistir debates em seus mínimos detalhes, mas não posso discordar de que eles estão chatonildamente frios hoje. Saudades de Brizola, Covas e até do Maluf, todos com microfones ligados o tempo todo, sem apoio de pesquisas em tempo real ou de marqueteiros.

O Youtube está repleto desses bons momentos.

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28.julho.2010 22:47:47

Marco Luque, a missão

A Band espera para o próximo domingo sorte maior ao “Formigueiro”, programa de Marco Luque inaugurado no último fim de semana, entre 19h e 21h, no mesmo e pleno horário em que o Faustão pilotava mais uma final de uma bem-sucedida “Dança dos Famosos”.

Aqui pra nós: não tinha outro dia para estrear? O programa está no forno há pelo menos dois meses, ok, aguardando a temporada sul-africana (ai que saudade daquele ‘ô-ô-ô-ô-ô…ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô’). Mas poderiam ter promovido a estreia no domingo anterior, por que não?

Agora já era. Seja lá qual for o menu do Faustão no próximo domingo, a faixa entregue a Luque faz parte do horário de maior pulverização de audiência da TV aberta no Brasil. É Fausto/Fantástico na Globo, Gugu/Domingo Espetacular na Record, esporte/Pânico na RedeTV! e Silvio Santos no SBT.
Nesse ringue, Luque estreou com 3 pontos, considerado razoável para os padrões da Band, que ainda não tem força na disputa do bolo dominical. Faustão teve excepcionais 23 pontos e SBT e Record abocanharam mais de uma dezena de pontos cada uma na divisão do público.

Como reza a música dos Titãs, “domingo eu quero ver domingo passar”.

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Apesar da criação de twitter com seguidores que somavam 5 mil até ontem e frequência alta entre os 10 twitters mais acessados nas últimas 24 horas, o endereço que encabeçou a campanha “Dia sem Globo”, propondo que o público visse o jogo do Brasil contra Portugal em qualquer canal que não fosse a Globo (os mais radicais pediam que o SporTV também fosse evitado), a audiência da partida narrada por Galvão Bueno somou hoje 43 pontos.
São 2 pontos porcentuais a mais que o jogo contra a Costa do Mardim e 3 a menos do que a primeira partida da seleção de Dunga na África do Sul, então contra a Coreia do Norte.

Para a Band, o oba-oba pode até ter tido algum efeito. Brasil X Portugal foi a maior audiência alcançada pela rede dos Saad neste mundial: 13 pontos no Ibope.

Os dados são da Grande São Paulo, onde cada ponto porcentual vale 56 mil domicílios com TV.

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Há quase dois anos, quando foi dispensado da Bandeirantes, o canal aberto, Silvio Luiz já tinha acumulado alguma mágoa ao reino dos Saad. Uma semana antes de ser demitido, inaugurou uma afiliada da emissora em Tocantins, com honras de grande representante da casa, segundo testemunho in loco do próprio Johnny Saad, the president.
Uma semana depois, demitido. Como assim?, perguntava-se.
Foi mantido no BandSports, por onde, diga-se, foi “colega” de Dunga na Copa da Alemanhã, quando o atual técnico da seleção canarinho atuava como comentarista das emissoras Bandeirantes.

Agora, pouco antes de embarcar para a África do Sul, destino de boa parte dos funcionários ou colaboradores do Grupo Bandeirantes nos últios dias, comentou lá qualquer coisa no twitter sobre a verba que o canal havia lhe destinado para a viagem. Dizia que dava para comprar uma pipoca diária.

Foi cortado do embarque. E resolveu que era hora de brincar de Teletubbies. Era hora de dar tchau. Lá se foi o Silvio, que continua na RedeTV! como locutor e comentarista, mas, após várias Copas, permanece no Brasil.
Faltou senso de humor à Bandeirantes. Falta senso de humor entre os boleiros televisivos. O deboche do Silvio faz toda a diferença na narração de uma pelada.
A seguir, reproduzo o texto publicado por ele sobre sua saída da BandSports em seu blog, http://www.silvioluiz.com.br. Fiquem com o Silvio, pelo amor dos meus filhinhos.

Na vida tem que saber parar. Dar um basta em certas coisas na hora certa seja qual for o motivo.

E é exatamente isso que estou fazendo agora com relação a minha contribuição ao BANDSPORTS.

Inaugurei o canal juntamente com minha amiga Barbara Gancia. Fizemos ao vivo o primeiro programa: DOIS NA BOLA.

Aliás nesse dia – sou ruim de data – apresentamos dois, um para inaugurar e outro, aquele que seria o primeiro da série.

Criei o DEPOIS DO JOGO, o ESTÁ VALENDO e apresentava o POR DENTRO DA BOLA imaginado pelo Datena e pelo Neto, quando fui demitido da Band aberta em 2008 “por economia” – precisavam cortar 15% e sobrou para mim-.

Foi uma maneira humana de ajudar um velho profissional que de uma hora para outra viu seu tapete puxado com sérios problemas particulares.

Agradeço até hoje a esses dois amigos. Não fosse isso por certo teria pirado.

Isso sem contar que antes – ”por ter um custo beneficio muito alto”- fui dispensado por telefone por José Carlos Carboni – da Rádio Bandeirantes – .

O vice-presidente de rádio Mario Baccei – não sei porque – me procurou para uma “afinação de discurso.” – Dizer para a imprensa alguma coisa que não fosse a verdade sôbre minha demissão. Não faço e não fiz esse tipo de pactoe de “afinação.”

Como vemos minha tragetória dentro do Sistema Bandeirantes de Comunicação, não foi das mais proficuas em matéria de RESPEITO, coisa que nos tempos do saudoso e querido João Saad era a coisa que mais se preservava por aqueles lados.

Certou estou, se vivo estivesse, que coisas desse tipo não aconteceriam .

Minha mãe faleceu no dia 10 de janeiro. Somente o Bandsports me confortou com presença e flores.

Ricardo Saad, velho companheiro e amigo de modo particular me abraçou e confortou.

A “empresa” se quer comunicou internamente o acontecido, ou me confortou a respeito.

Quando no dia 28 passado, o diretor do canal Eduardo Ramos me informou que a DIREÇÃO resolvera não mais me incluir na equipe da copa, senti mais uma vez que RESPEITO é coisa que o GRUPO NÃO CONHECE.

Demitir, cortar, substituir são fatos corriqueiros em uma empresa, desde que sejam feitos com dignidade e RESPEITO.

Acredito que um profissional com alguns serviços prestados principalmente ao GRUPO, merecia um pouco mais de consideração e RESPEITO.

Estou pedindo demissão sem saber por que fui cortado, como se trabalhar na copa fosse prêmio.

Antigamente sim. Quando terminava algum evento desse tipo o GRUPO premiava seus funcionários.

Faz tempo que isso não acontece.

Não vou mais precisar pagar cem reais de estacionamento descontados em nota de serviços.

Cancei de engolir sacanagem, politicagem e traição.

Chega. Minha saúde e minha familia valem muito mais do que isso.

Agradeço a todos.

A Rosana e ao Ricardo – faz falta no Grupo – pelo carinho e compreensão.

Rosa, Maura, Fontenelli, Borges, Veron, Renatinha, Vaz, Cacá, Silvia, desculpe os que esqueci.

Aprendi, muito com os estagiários que lá chegavam com sonho do jornalismo esportivo

Espero que esses jovens não encontrem no caminho profissional os espinhos com os quais deparei exatamente no final de minha jornada profissional.

O canal segue e tenho certeza vai ter muito sucesso.

Vou torcer por isso.

Silvio Luiz

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O “CQC” exibiu agora há pouco o resultado, melhorado, eu diria, do “Proteste Já” que iria ao ar na semana passada, quando uma juíza, atendendo à vontade do prefeito de Barueri, Rubens Furlan,  'vetou a exibição do material pelo programa da Bandeirantes.

Furlan, que desistiu da ação na terça-feira, dia seguinte àquele “CQC”, não só desistiu da ação, como recebeu Danilo Gentili em sua sala e desfilou toda a sua elegância. Para o programa, um prêmio: chamou os integrantes da atração de “babacas” o tempo todo, referiu-se várias vezes àquele “careca babaca”, citando Marcelo Tas, disse que lutou pela democracia para que programas como esse pudessem falar as “besteiras” que quisesse, e por aí foi o discurso de alguém visivelmente sem argumentos para o ato da semana anterior.

Gentili manteve-se impassível no seu cinismo, abrindo espaço para toda a agressividade do interlocutor.

Foi o melhor material que o programa já mostrou em 2 anos e uma semana de vida.

A propósito, convém corrigir uma série de informações sobre o post que eu havia escrito na semana passada: Rafinha Bastos e Gentili fizeram a matéria juntos. Foi Rafinha, e não Gentili, quem abordou a funcionária (e não diretora) da escola na porta de sua casa, pronta para levar o televisor para a escola após receber um telefonema de alguém que a avisa sobre a presença do outro CQC, Gentili, que àquela altura estava a caminho da escola, para checar as condições do televisor doado.

Em nenhum momento a Secretaria de Educação questiona se a documentação preenchida pelo doador (que não se sabia ser o CQC até então) estava adequada para procedimentos de doação. Esta alegação tinha surgido aqui neste blog entre os comentários do post sobre o caso.

Rafinha e Gentili estavam perfeitos, sob medida, nem mais nem menos.
Em suma: foi muito muito muito bom. Sinal de que Santa Clara, a padroeira da TV semanalmente evocada por aquela bancada, tem zelando pelos “babacas” que despertaram o espírito democrático do prefeito Furlan.

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Sim, ao perceber que a repercussão do veto gerou repercussão ainda pior do que o caso em si, o prefeito de Barueri, Sr. Furlan, resolveu abrir mão da liminar conquistada anteontem na Justiça para proibir a exibição do “Porteste Já” pelo “CQC”.

Assim, na edição do programa da próxima segunda-feira, é esperada a exibição do caso do televisor que, doado a uma escola, foi parar na casa de uma funcionária da instituição e depois, com a farsa descoberta, devolvido à Bandeirantes.

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O “CQC” estreou há pouco, em boa forma, sua terceira temporada no Brasil, via Bandeirantes. A liminar conseguida pela prefeitura de Barueri para impedir a exibição do quadro “Proteste Já” só reforçou a curiosidade da audiência. O quadro já estava editado e ocuparia 25 minutos do programa.

E o que incomodou tanto a prefeitura de Barueri? A história é a seguinte: no ano passado, o programa doou um televisor bacana a uma escola municipal. O aparelho continha um GPS embutido. Bingo: o localizador em questão acusou que o televisor tinha ido parar em uma residência, e não na escola. De quem era a casa? Da diretora da instituição. Está feito o caso. No “Proteste Já” de agora, a cena mostraria o resgate da doação. Mas, quando o televisor foi retirado da casa da diretora, um alarme ali instalado disparou prontamente. Fez-se o vexame, tudo filmado por Danilo Gentili, que de plantão, diante da residência, aguardava pela anunciada retirada do televisor daquele endereço, para ser reconduzido à sede da Bandeirantes.

Marcelo Tas prometeu que o quadro irá ao ar, “Custe o Que Custar”, honrando a sigla do programa. E a prefeitura de Barueri há de ser citada como censora durante o ano todo. A Band, relatou o âncora durante a atração, está se mexendo judicialmente para permitir a exibição da matéria. A alegação da juíza que acatou o pedido da prefeitura de Barueri é que a diretora não teve chance de se defender, de dar a sua versão, o que o “CQC” nega.

De fato, é praxe do “Proteste Já” procurar o outro lado. Sempre foi. Nem sempre os argumentos se sustentam. Nem sempre os procurados se pronunciam. Mas, justiça se faça, sempre que vi o “Proteste Já”, vi espaço aberto para defesa dos acusados.

A ver.

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