
Prestes a ganhar mais um dia de talk show na Band (a sexta-feira, a contar da próxima), com o seu Agora é Tarde, Danilo Gentilli aparece amanhã em banco fora do comum para o seu métier. O novo queridinho da Band gravou com Carlos Alberto de Nóbrega o tradicionalíssimo A Praça é Nossa, via SBT

Crédito: Divulgação/Band
O Pânico se reuniu na semana passada para fazer fotos destinadas à campanha que levará o programa à tela da Band, a partir do dia 1º. Já gravaram chamadinhas e que tais, fizeram provas de figurino e o expediente segue em ritmo acelerado em portas de festas e eventos por aí.

Dar de cara com o Amaury Dumbo, sátira de Amaury Jr. com etiqueta do Pânico, com microfone da Band é coisa de confundir o telespectador. Sim, porque Amaury Jr., o original, embora esteja há alguns anos na RedeTV!, passou quase toda a sua vida de colunista eletrônico na Bandeirantes, onde se fez colunista eletrônico tal como é hoje.
Amaury Dumbo representou a estreia do Pânico na Band, e foi só em função da decisão de aproveitá-lo na cobertura de carnaval da emissora que a Band acabou com o suspense sobre a contratação do grupo menos de dois dias após a assinatura do contrato.
Nos planos do Pânico e da Band, a ideia é colocar o programa no ar antes que março acabe, nas mesmas noites de domingo, horário que o consagrou na RedeTV!

Recém-saído da Band, após o imbróglio Wanessa Camargo, Rafinha Bastos acaba de assinar contrato com o canal FX, sintonia mais ogra, porque feita para machos, da rede de canais Fox.
Comandará lá A Vida de Rafinha Bastos, produção da Mixer, numa mistura de fatos verídicos com situações fictícias do cotidiano.
A Fox ainda não confirma data de estreia. Apenas que o programa estreia dentro de alguns meses.

A audiência não respondeu como Band e Fremantle, dona do formato, esperavam, mas o Projeto Fashion, versão nacional do Project Runway, com Adriane Galisteu e Alexandre Herchcovitch, foi muito bem produzido.
Encerrado no sábado, apresentou três garotas muito talentosas, com direito a desfile de verdade para a coleção de cada uma e todo o backstage implicado por um evento do gênero.
O Ibope, ao longo da temporada, reagiu com 1, 2 e até 3 pontos, não mais que isso na média de cada edição, o que só endossa que o programa tem lá sua vocação mais para TV paga do que aberta. Mas, que foi bem feito, isso foi.

Agora é oficial.
A Band acaba de confirmar, finalmente e enfim, a estreia de Maurício Meireles, ex-Legendários, como o novo integrante do CQC para esta segunda-feira.
O grupo bem estava abarrotado de tarefas, desde a redução do trabalho de Danilo Gentili (agora mais dedicado ao seu talk show) no programa e mais ainda depois do afastamento de Rafinha Bastos da bancada, vaga que vem sendo preenchida com revezamento entre os repórteres da atração.
Dono de boas plateias nos shows de stand up, o rapaz chega com assunto surpresa nesta segunda. Quer dizer, a Band acredita que será uma surpresa até lá. A ver.

Instigada pelo episódio que vitimou o câmera Gelson Domingos, semana passada, morto em ação enquanto ostentava crachá da Band, e pela megaoperação que permitiu à polícia ocupar a Rocinha, no Rio, fui só agora reparar como é superiormente robusto o colete à prova de balas usado pela reportagem da Globo.
A peça que leva o logotipo da Globo segue normas de segurança internacional e, de um azul quase royal, permite que os bandidos não confundam alguém da emissora com alguém da polícia, como aconteceu com Gelson. A não ser, é claro, que o alvo do atirador seja mesmo alguém da Globo, e não é improvável imaginar que os profissionais da emissora mais vista sejam os mais visados para passar qualquer tipo de recado. Vide o caso que levou um repórter da emissora a ser sequestrado pelo PCC em São Paulo, anos atrás.
A Band, por ocasião do caso com o cinegrafista, disse que usava colete recomendado pelo Exército, mas é clara a diferença entre o apetrecho usado pela equipe da emissora ou de qualquer outra, e aquele utilizado pela Globo. Não nos parece, ao mais leigo dos espectadores, que todos estejam certos e os da Globo, de espessura bem mais grossa, inadequados. Ao contrário. Em tempos de ocupação, UPPs e limpeza de drogas pré-Copa, convém às emissoras investir em segurança. A notícia continuará a pipocar nas fronteiras desse território.
Figura rara em eventos da Record, o vice-presidente Honorilton Gonçalves compareceu hoje ao anúncio preparado pela emissora para a transmissão exclusiva dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.
Permitiu-se até sentar à mesa com alguns jornalistas, esta signatária inclusa, e jura que a Record vive um ótimo momento financeiro. Quando alguém questionou por que então a emissora dispensou profissionais e adotou uma política mais que rigorosa em relação a horas extras, disse que foi por “preocupação com a saúde dos funcionários” e para evitar multas do Ministério do Trabalho. Falou que as dispensas se restringem à equipe do Cidade Alerta, que acabou.
Eu quis saber se a Record tem a mais remota intenção de reduzir o espaço de locação da Igreja Universal nas madrugadas, e o bispo disse que não e não. Admitiu até que isso pode até crescer, por que não?
_ O cliente sempre manda, aqui, se o cliente quiser mais e pagar por isso, nós daremos mais horas, falou, como se Igreja Universal e Record não fossem o mesmo grupo.
_ Mas na Band, por exemplo, a igreja sairá do horário nobre, por mais cliente que ela seja, argumentei.
_ Há quanto tempo você ouve dizer isso?, duvidou Gonçalves.
_ Pois, é, Honorilton, mas quando você pergunta aos diretores da Band se o RR Soares deixará sua vaga no horário nobre, eles deixam muito claro que isso é uma necessidade indesejável para eles. Eles dizem textualmente: “Nós gostamos de fazer televisão, e ter um horário religioso nessa faixa não é o ideal”. Já aqui, você me diz que não incomoda, essa é a diferença.
Gonçalves chegou a debochar da acusação mais trivial feita à Record: “Dizem que aqui o dinheiro cai do céu, mas, se caísse, não estaríamos organizando as horas extras”, argumentou.
Constrangedor foi ver o presidente da Record subir ao palco sob gritinhos, do staff que a emissora enviará a Guadalajara, de “lindo!”. O vice-presidente comercial Walter Zagari mereceu claque similar.
A sexta-feira terminou sem que a Record recebesse de Datena a tão anunciada carta de demissão. Ou assim a emissora alega.
Diz que o impasse só será resolvido nesta segunda-feira.
Mais do que a indecisão de alguém que rasga contratos como quem respira, o que causa espanto nessa disputa de milhões entre Record e Bandeirantes é o foco da cobiça. Com todo respeito à capacidade do apresentador em somar ibope numérico, só o lado folclórico de um profissional que grita no ar e até nos assusta com seus rompantes explica esse episódio.
Sim, porque de tão intempestivo que é, e cada vez mais intempestivo, Datena chega a ser engraçado – mas também desgastante. É como aquelas figuras excessivamente carentes que, de tanta atenção demandada, cansam qualquer interlocutor.
Ontem, Datena se despediu do Cidade Alerta com um “até um dia”. No meio da edição, também se queixou quando a luz do estúdio se apagou. “Vão apagar a luz? Ainda é cedo pra apagar a luz, hein?” Interatividade máxima. Franqueza que encanta a plateia. Assim é que ele segue fiel a um personaem de si mesmo.
A Band, ao fim do dia, confirmou negociações pela volta do apresentador, 43 dias depois de ele ter deixado o Morumbi. Mas, internamente, o retorno é dado como certo.

Por que razão uma emissora de TV deixaria de pagar uma produtora que lhe entrega um programa com alto potencial de audiência?
A falta de pagamento da RedeTV! à Medialand, produtora do Operação de Risco, é uma dádiva para o CQC, que chegou a ser várias vezes derrotado no Ibope pelo referido policialesco. Trata-se de um programa todo feito com a anuência da Secretaria de Segurança Pública, ou seja, só vai para a tela as ações e cenas que o comando da polícia autoriza. Cada frase, cada ação ali dita é executada como um big brother que tem perfeita noção de estar sendo filmado -daí a condição inexorável a qualquer ser humano de perder parte da espontaneidade, visto que, diante de uma câmera, todo mundo é um pouco personagem.
Ainda assim, Operação de Risco, apresentada durante a primeira hora do CQC, batia com frequência o cultuado programa da Band. Agora, sem pagamento, a Medialand deixou de entregar episódios inéditos e a RedeTV! o mantém em reprise.
Ontem, um pouco por isso, um pouco pelo frio (que sempre arrasta as pessoas para debaixo das cobertas), um pouco por Anderson Silva, presente na edição, o CQC bateu seu recorde do ano com 7 pontos de méia e 9 de pico na Grande São Paulo.
Cada ponto equivale a 58,2 mil domicílios na região.