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Rafinha Bastos é assunto vetado para CQCs

Cristina Padiglione

02 outubro 2011 | 21:57

O próprio Rafinha Bastos, compulsivo tuiteiro, com 3 milhões de seguidores, postou zero, nenhumazinha mensagem sobre sua suspensão da bancada do CQC, cogitada desde a Veja SP que espinafrou seu currículo, de alto a baixo, na edição publicada ontem. Tudo o que ele conseguiu postar ontem foi um link com “matérias falando bem de mim”. Má reação.

Marcelo Tas, Marco Luque, Danilo Gentili, Rafael Cortez, Monica Iozzi, Oscar Filho, Felipe Andreolli e mesmo o diretor do programa, Diego Barredo, não estão se manifestando sobre o caso, a pedido da direção da Bandeirantes, e só da cúpula pode sair qualquer comunicado, quando for oficial.

O que motivou a suspensão de Bastos (que recentemente teve de dar satisfações ao Ministério Público por tentar fazer graça com estupro) foi uma tentativa de piada, frase inconveniente, proferida por ele na última edição. Quando Marcelo Tas mencionou que a cantora Wanessa Camargo estava uma gracinha grávida, Bastos replicou: “Eu comeria ela e o bebê”.

Gentili, há poucos minutos, ao tomar conhecimento de que Bastos estará fora da bancada pelas próximas semanas, não se conteve e postou a seguinte frase no Twitter: “Sempre enxerguei algo mais significativo sendo construído por um comediante linchado por falar merda do q por um queridinho por puxar sacos.”

É um evidente apoio ao colega.

Ao contrário de Marco Luque. Antes que a direção da Band pedisse aos CQCs que evitassem dar declarações públicas sobre o caso, Luque postou na internet seu repúdio à frase de Bastos. Luque é amigo pessoal do marido de Wanessa, Marcus Buaiz, sócio de Ronaldo Fenômeno, e foi aliás dessa relação que nasceram as negociações para a ida de Ronaldo ao estúdio do CQC, na abertura da temporada deste ano.

Bem hoje, dia em que a direção da Band resolve tirar Bastos de cena, a revista The Observer, do Guardian, publicou uma matéria sobre o sucesso do stand up no Brasil, puxando a brasa para Danilo Gentili. Salvo o fato de a reportagem atribuir o humor de Gentili e cia. (citando inclusive o próprio Bastos) a uma resistência às elites (oi? é para rir?), é saudável notar que o movimento esteja mexendo com o cenário cultural local, com ecos em um reino tão e tão distante.

E só para constar, um adendo aquipublicado às 17h30 desta segunda-feira, dia 3: Mônica Iozzi substitui Bastos na bancada do programa, hoje. A ver como a troca será explicada à plateia.