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Imposição de cotas na TV paga vira problema menor para o setor

por Cristina Padiglione

Seção: Sem controle

12.agosto.2008 17:16:28

Em painel de debate realizado hoje na feira de TV por assinatura (ABTA) em Sampa, o presidente do segmento, Alexandre Annenberg, chegou a ser aplaudido por parte da platéia. O apoio foi puxado por alguém que concordava que “a carga tributária ” no Brasil é muito alta, justificativa de Annenberg para a acusação do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) de que o custo da TV paga aqui, para o consumidor final, é troppo salgada em relação a outros países.

Annenberg bateu de novo contra a imposição de cotas para produção independente, com argumentos que foram facilmente rebatidos por Fernando Dias, ali representando o mercado das produtoras independentes. Dias ressaltou a alta qualidade do audiovisual nacional independente, citou o reconhecimento mundial à publicidade brasileira e o fato de 6, entre as 12 últimas indicações brasileiras à premiação do Emmy, serem fruto de produção independente.

Annenberg então mudou o disco. Disse que se perdeu muito tempo falando em cotas e que essa não era a questão central da PL 29, alvo da discussão da ocasião, projeto de lei para regulamentar o setor e que será votado em breve na Câmara Federal. “A questão é: para onde queremos ir?”

O principal drama agora de Bittar, que defende o projeto, é convencer o mercado a abarcar o item que pede que 30% dos canais de um pacote sejam nacionais e que no máximo 1/4 desses sejam de um mesmo grupo. Naturalmente, a Globo, dona dos canais GloboSat (GNT, Globonews, Universal, Rede Telecine, SporTV e Multishow) apresenta a maior resistência. Band, Cultura e Record, que vivem a pleitear espaço no line up das operadoras Net e Sky, aplaudem a medida.
E assim a discórdia segue.
O deputado Bittar começou sua explanação todo pianinho, mas, ao fim do debate, após ouvir aplausos contrários à PL 29 e outros argumentos de um setor contrariado com a regulamentação, foi incisivo: “Eu entendo as razões do Annenberg, que defende os interesses da ABTA, de um mercado concentrado, de dois grupos. Ou não é? Eu respeito esses dois grupos, mas quero mais pela democratização do setor”.

Bittar se referia aos grupos Net e Sky que, juntos, comem 78% desse mercado.

A Net argumenta que a conta do empacotamento “não fecha”. O projeto estipula que essa medida vale para pacote de 40 canais pagos, a fim de flexibilizar, com perdão do palavrão, os pacotes maiores. Mesmo assim, a Net sustenta que, se tiver de botar 30% de nacionais e limitar a opção a 1/4 do grupo, terá de abrir mão de outros canais.

É o que Bittar quer. O deputado ressuscitou um ponto que, para a GloboSat, já estava resolvido pelo Cade há tempos: o deputado não acha possível que o grupo que detém o produto de maior apelo popular, no caso, o futebol, imponha todos os seus canais a uma operadora para contemplar o assinante que poderia pedir só pelo futebol. É referência clara ao SporTV, que hoje é visto nos pacotes da TVA, mas sob a imposição de ser empacotado com seus irmãos GloboSat.

E a conversa vai longe.
A certeza de Fernando Dias, representante da Associação Brasileira de Produtoras Independentes (ABPI TV), é que a PL 29, para funcionar como boa regulamentação, não terá como agradar a todos. “Se agradar a todo mundo, alguma coisa estará errada.”

Comentários (39) | comente



39 Comentários Comente também
  • 13/08/2008 - 07:55
    Enviado por: Marcelo-SP

    Mas peraí… O tal Bittar quer ser “liberal” na hora do usuário escolher “só futebol”, mas totalitário na hora de enfiar goela abaixo do espectador um monte de canais “independentes”??? Afinal, qual é o ponto desse pessoal??? Já que ele está tão preocupado com o direito de escolha do consumidor, por que ele não deixa à escolha, canal a canal, dos empacotadores e do usuário os ítens que querem comprar? Ah… Acho que já sei… Ninguém vai querer comprar os “independentes”… E como em uma boa democracia de araque, nossos arautos querem dizer o que devemos assistir…

    Do blog: Marcelo, a que canais “independentes” você se refere? E, só para esclarecer, quem não tem interesse em dar ao consumidor a chance de criar seu próprio pacote são as operadoras, que já se manifestaram a respeito.

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  • 13/08/2008 - 07:59
    Enviado por: Fabio

    Essa é uma medida errada para um propósito certo. O monopólio da NET/Sky na TV a cabo é ruim para o consumidor. O serviço da Net é ruim, o atendimento no cal center também (não raro o atendente agride verbalmente o cliente), a restauração do serviço pode demorar até 18 hs no casso de interrupção (como aconteceu comigo semana passada) e a fatura é cara

    Entretanto, combater esse quase monopólio através de uma “nacionalização” forçada da produção é atentar contra o interesse do consumidor. Se eu assino um pacote com canais estrangeiros, eu quero assistir canais estrangeiros. A soma da programação gerada pelo mundo todo sempre será maior do a soma da programação criada aqui

    Aumentar o acesso à TV a cabo, diminuir custos e quebrar monopólios são boas medidas. Definir o que o consumidor quer ver é coisa de petista com cabeça socialista de antigamente, que acha que o governo deve tomar conta das pessoas

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  • 13/08/2008 - 08:03
    Enviado por: Normildo Oliveira

    Autoregulamentação, essa é a palavra, não acredito em boa produção nacional. O audiovisual brasileiro é muito ruim, de péssima qualidade. Temas extremamente politizados, produtores e diretores com viés esquerdista e polemista que usam seu meio de comunicação não para trazer entretenimento ao espectador e sim para impor um pensamento fislosófico normalmente esquerdista ou populista. A produção nacional de vídeo (na sua maioria), funciona mais ou menos como os canais governamentais nos países comunistas, são pura propaganda de uma linha de pensamento filosófico tentando se impor pelo uso da mídia. Não sou a favor da PL 29. Quero TV paga para entretenimento. Detesto a produção Nacional politizada, eles que lutem pelo seu espaço oferecendo qualidade e não filosofia populista.

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  • 13/08/2008 - 08:09
    Enviado por: Normildo Oliveira

    Ahh !!!, mais uma coisa, sou contra o monopólio da NET e da SKY, mas ele foi criado pelo Governo. São todos amigos. Haja visto os bilhões de dólares do povo que o Governo emprestou (via BNDES), a perder de vista, com juros ridículos (se naum me engano 0,5% ao ano), para recuperação da Globo e seu complexo de mídia, incluída aí a NET. Como que alguma outra empresa consegue concorrer com alguém que tem um “sócio” desse. É isso que tem que ser discutido.

    Do blog: Normildo, uma informação: o BNDES não chegou a emprestar dinheiro para a Net. A questão foi discutida, mas não foi levada adiante, mesmo porque a Net encontrou um bom sócio (a Telmex mexicana), mas não recorreu a apoio do governo.

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  • 13/08/2008 - 08:36
    Enviado por: Roseli Fernandes

    Prezados,

    Realmente em qualquer questão que envolva montante razoável de dinheiro, a briga é sempre maior, para aquele que sairá perdendo menos ou pior deixando de ganhar.
    No meio deste embrólio, estamos nós pagantes e tendo que aturar certas discrepancias.
    Não concordo com a “obrigação” de cotas, a programção dita “nacional” ainda deixa muito a desejar.
    Já a TV por Assinatura está sendo “inundada” de comercviais, que as vezes temos a impressão que estamos nos canais abertos.
    E a questão do “repeteco” em todos os canais da TV por assinatura é um caso “a parte”, irritante.

    O que falta infelizmente é a famosa concorrência, vide o item automóveis. Nossos carros nacionais só melhoraram com a entrada dos importados.

    A telefonia celular é outro exemplo que dia a dia está se tornando um serviço decente.

    Mas vamos acompanhar para ver a aonde vai o interesse de cada um nesta estória, mas deixo aqui meu pedido para “Respeitem os assinantes”

    Obrigada

    Roseli

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  • 13/08/2008 - 08:39
    Enviado por: Fernando

    Que nem o Fernando Dias disse “Se agradar a todo mundo, alguma coisa estará errada.” Mas a minha opinião é que ” Se estamos pagando por um serviço é porque queremos o serviço daquele jeito, e não do jeito que uma lei determinar.”

    Bom dia e Boa semana a todos o/ ^^

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  • 13/08/2008 - 09:50
    Enviado por: Fernando Mattos

    Este deputado deveria se preocupar mais com a corrupção patrocinada por seu partido do que em controlar o que assistimos na TV.
    quando escolhemos o pacote escolhemos por que entendemos que a TV brasileira não tem condições de competir com as extrangeiras, especialmente no tocante a documentários culturais. Todos os que vi brasileiros são tendenciosos ou simplesmente falsos.

    Fernando

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  • 13/08/2008 - 10:05
    Enviado por: BURNS

    Bom dia
    Minha duvida é que já que os mesmos não acreditam na qualidade de suas produções idependente não criam um canal e ofereçam as TV pagas, afinal sé os mesmos acreditam que a qualidade dos mesmos que invistam e colham os frutos, agora me desculpem mas se o meu pacote de TV tiver 30 % de produção nacional e eu perder os canais aos quais gosto, me desculpem mas ai eu vou começar a realizar pirataria, cancelo a TV e compro e começo a baixar filme e series piratas, afinal onde esta o respeito por parte do governo, afinal queira ou não isso que esta para ser votado é uma forma de ditadura…

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  • 13/08/2008 - 10:12
    Enviado por: Dino

    Triste é PAGAR pelo sinal a cabo, escolher os canais com a programação que lhe interesse, e ser obrigado a assistir 30% de programação imposta.

    Se eu gosto de seriados americanos e pago para assisti-los, é inadmissível que me obriguem a ver (ou a desligar a TV) uma produção do SBT ou “independente”.

    Se o governo quer isso, que crie um canal e obrigue as operadoras a transmiti-los. Os que são favoráveis ao projeto, que façam uso desse canal.

    Ou ainda, que se dê subsídios à produção nacional para que ela venha a conquistar público!

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  • 13/08/2008 - 10:15
    Enviado por: mk

    A autora do artigo deveria se preocupar com o linguajar que utiliza ao escrever (”Annenberg então mudou o disco…”;”…todo pianinho..”).

    Creio que um jornal de circulação nacional deveria se preocupar com os termos utilizados nos textos.

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  • 13/08/2008 - 10:22
    Enviado por: amaro

    Censura , controle da inciativa privada, impor o que eles querem …ate quando teremos que aguentar esta sucia comunista no poder? TV a caba nao tem eleitores dos Petralhas,cotista ,nem o pessoal da bolsa esmola nao temos que aceitar mais esta sandice . Ate qdo gente?

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  • 13/08/2008 - 11:12
    Enviado por: Ana Serra

    Só, por enquanto, tenho algo a comentar: porque essa preocupação toda com a produção nacional agora? Quando a ação, por parte governamental era necessária, no caso da TV CULTURA, que poderia ser a televisão mais bem dirigida, equipada, variada, inteligente, moral, cultural na acepção da palavra, recheada das nossas produções maravilhosas como víamos nas décadas de 80 e 90; ela foi simplesmente abandonada, delegada a outros destinos menos afortunados… não interessava a cultura brasileira para o Governo, dá muito trabalho lidar com um povo culto e ciente da própria força e cultura. Agora, querem colocar a mão na cumbuca de quem tem o poder sobre a programação, aqueles que levam a liberdade de escolha e cultural a sério, como as TVS por assinatura. Você, como assinante, tem a total liberdade de escolher o quer assistir, e isso é assegurado pela nossa Constituição, a liberdade de credo, o ir e vir e de ser respeitado como ser humano, entre outras tantas…
    Caberia agora saber o que eles estão realmente querendo com essa PL 29: a pergunta é: para quem vai o dinheiro e as vantagens que tanto eles estão almejando? Com certeza, o prejuízo ficará do lado de quem paga uma TV por assinatura…

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  • 13/08/2008 - 11:41
    Enviado por: ORLANDO DO ESPIRITO SANTO

    EM PRIMEIRO LUGAR, GOSTARIA DE DAR MEUS PARABENS PELA MATERIA, EU ACHO QUE ESSE MONOPOLIO DA SKY E NET NO MERCADO É UM ABSURDO, ACHO QUE O CLIENTE DEVERIA ESCOLHER O QUE QUER ASSISTIR.

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  • 13/08/2008 - 12:59
    Enviado por: Paulo Barreto

    É um absurdo delimitar o que EU VOU PAGAR para assistir. Já que há a possibilidade de escolha, montem planos onde eu, CLIENTE, escolha o que quero ver.
    A GloboSat tem uma gama de canais. Bom! O sucesso empresarial é mérito dela. Produtoras independentes merecem espaço, e isto é um direito básico para o funcionamento da Democracia e da livre concorrência. Mas, delimitar o que deve e nao deve ser feito da maneira como está é inaceitável.
    Pagamos caro pelo produto. E qndo perguntarão aos assinantes o que eles querem? NUNCA!

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  • 13/08/2008 - 13:10
    Enviado por: Luiz Antonio Urso

    Na minha opinião a tv paga não deveria ser por pacote e sim por canal a escolha do assinante, uma vez que a gente tem que encolir “certos canais” por imposiçao da operadora o qual numca nem olhamos e pagamos por ele, quem paga deve ter o direito de escolher o quê.

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  • 13/08/2008 - 13:33
    Enviado por: Raphael

    O governo deveria cobrar um imposto mais alto ainda nas operadoras de TV a cabo, e com o dinheiro arrecadado, criar algum tipo de subsídio para distribuir os sinais de canais como discovery, national geographic, futura, enfim, canais com algum conteúdo, em sinal aberto, tipo UHF. Assim quem não tem condições de pagar a facada de mensalidade de TV a cabo, poderia ver alguma coisa que presta na TV. GLOBO E VC NADA A VER.

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  • 13/08/2008 - 16:01
    Enviado por: Akhenathon

    Como assinante, meu comentário é o seguinte: se houver imposição de cotas de conteúdo nacional na TV paga, eu cancelo minha assinatura. Não estou interessado em pagar para ver experiências de alunos de cinema.

    Como profissional da área, digo: o produtor de audiovisual precisa é aprender a falar com seu público, e parar com esse chororô de cotas. O produtor brasileiro gosta é de estatal, de leite de pata para fazer filminho para sua patota. Que se profissionalize, que aprenda a ser competitivo e que invista em qualidade e formação. A cota é a arma do incompetente.

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  • 13/08/2008 - 16:16
    Enviado por: Alberto Giribaldi

    Caros, só estão esquecendo do mais importante. Decidam eles o que quiserem, nós pagamos por esse serviço. Se não agrada ou não concordam, porque todos não assinamos mais nada e ai vamos ver eles correrem atras do prejuízo nos ofertando tudo o que quisermos. Ninguém tem é coragem de cancelar as TVs e ficar só com a aberta, até que eles deixem de colocar por exemplo, propaganda em um canal pago. Hoje vemos comercial até no cinema, e não é pouco. Não é um abuso vc pagar um filme e ser obrigado a ver propaganda? Pois é.. como resolver? Fiquem 2 meses sem ir ao cinema como protesto.. pronto.. resolvido. Eu faço a minha parte.

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  • 13/08/2008 - 16:35
    Enviado por: Marcos

    Só assisto os seguintes canais:
    Discovery, Discovery Kids, History, sportv, os canais telecine e HBO e as vezes, vejo se tem alguma porcaria nova pra comprar no Shoptime…mas só as vezes !!!!

    O resto, definitivamente não presta pois tem comercial no meio dos filmes etc..etc..Nem quero entrar nesse mérito de comercial pago por nós…Não vai dar em nada mesmo…como sempre !!

    Por mim podem colocar 1000 canais nacionais desde q não tirem esses canais q assisto e se tirarem, cancelo a assinatura e parto pra gatonet !!
    Nunca vou ficar mais de 5 segundos assistindo essas porcarias nacionais mesmo…Q se dane !!!

    Mas q alguem tá levando muito dimdim pra isso tá…ohhh…se tá !!

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  • 13/08/2008 - 16:39
    Enviado por: PAULO E.BELETTI

    Qualquer imposição de cotas será sempre para proteger incompetentes.

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  • 13/08/2008 - 17:08
    Enviado por: Cristina Padiglione

    Caros blogados, só estou sinceramente chocada com o número de pessoas que vê a produção audiovisual nacional como algo de má qualidade.
    Estou com a minha cara no chão, como diria Nelson, o Rodrigues.
    Há excelentes produtos brasileiros nessa seara, como há também muito lixo importado que o pessoal consome, sem resistência alguma.

    No mais, sistema de cotas sempre gera discussão, já esperava, acho normal e saudável algum bate-boca.

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  • 13/08/2008 - 17:55
    Enviado por: Monica

    Se a Sky honrasse o contrato com o consumidor já seria um avanço enorme.
    Não faz nem um ano que assinei a maldita Sky e já aumentaram o valor da mensalidade QUATRO vezes. Mudam o nome dos serviços, e aumentam o valor sem aviso algum.
    Não adiantou reclamar na Anatel, nem no Procon.
    Onde moro só tem a Sky para assinar.
    Monopólio é isso. Desrespeito total ao consumidor.

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  • 13/08/2008 - 17:56
    Enviado por: Gustavo Guimaraes

    Faço minhas suas palavras Cristina. Acho que faz tempo que saímos do período funéreo do audivisual imposto pela destruiçao da economia brasileira em meados dos 80 até o meio dos 90. Nao devemos em qualidade a nenhum produto gringo; pelo contrário, a contribuiçao da cultura brasileira tem relevância planetária. Nao falo por ufanismo barato, é só observar os interlocutore concorrentes: o Brasil tem muito a dizer e ponto.

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  • 13/08/2008 - 19:00
    Enviado por: Marcos

    Sou contra cotas de qualquer tipo. Considero a TVA de excelente qualidade da forma que ela é.

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  • 13/08/2008 - 19:05
    Enviado por: Marcos

    Complementando a mensagem anterior: Se querem impor cotas, que o façam à TV aberta que é de qualidadade bastante duviável.

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  • 13/08/2008 - 20:14
    Enviado por: Antonio

    Quem sustenta as Tvs por assinatura é o assinante e o deputado não quer saber dos interesses de quem vota, e ele vai receber a resposta em 2010.
    Se houver essa mudança e eu ser obrigado a assistir o que não quero, simplesmente paro de pagar Tv por assinatura e vou ver TV por computador, hoje já existe tecnologia para dispensar as Tvs por assinatura.
    Isso vai ser um tiro no pé das empresas que defendem esse deputado e os interesses obscuros, que por acaso é do PT?, se é essa farra está com os dias contados faltam só 2 anos e 5 meses para desinfetarmos o poder atual.

    Do blog: Antonio, o Paulo Bornhousen, do Democratas, assim como outros parlamentares de partidos diversos, estão envolvidos na formulação do projeto.

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  • 13/08/2008 - 20:14
    Enviado por: Tulio

    Há cerca de 15 meses cancelei minha assinatura da Net, pois estava cansado das propagandas, das reprises, e, sobretudo, do tratamento extremamente mal-educado que os fedelhos do call-center proporcionam a que lhes paga o salário.
    O que aconteceu desde então?
    Ganhei tempo. Saio mais de casa para visitar amigos. Voltei a ler com a mesma intensidade que eu tinha quando era estudante. Voltei a ouvir mais música de vários estilos.
    Ninguém ainda conseguiu me convencer voltar a assistir tevê, e os dois aparelhos no apartamento continuam desligados.
    LCD, plasma, alta definição? Lixo puro.
    Minha vida é mais colorida sem a televisão.

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  • 13/08/2008 - 20:28
    Enviado por: Fabio

    A qualidade da produção nacional não é o ponto em debate. A questão é restringir a liberdade de escolha de um serviço que o consumidor está pagando. É como se o governo dissesse: consumidor, vc pode comprar qualquer software no mercado contanto que 30% de tudo que vc comprar tenha sido produzido no Brasil. Há excelentes softwares produzidos no Brasil mas não dá 30% do que a gente usa. E mesmo que desse, eu compro o que eu quero. O dinheiro é meu.

    O fato é que, há tempos, o atual governo vêm tentando dirigir a produção e consumo de produtos de informação. Lembram-se da criação da Ancinav? Agora vem outro mané querendo impor o que devemos ou não assistir na TV. Tudo dentro do mesmo pensamento totalitário que transfere ao governo o monopólio da sabedoria e a decisão do que o consumidor (ou cidadão) deve ou não fazer.

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  • 13/08/2008 - 20:49
    Enviado por: Jose

    Absurdo alguns comentarios aqui da elite da avenida Paulista!!! Temos sim que priorizar a produção independente e nacional, temos sim que impor cotas nos canais e temos sim que acabar com esse monopolio absurdo pq a tv paga no Brasil só serve uma minoria que nao tá nem ai para a classe média. Não adianta por comentario político contra o partido do Deputado porque isso nao cola (ao que me parece isso nao foi censurado ne). A verdade é que a TV paga precisa ser democratizada e estimular a concorrencia para que os preços seja mais acessíveis e a produção nacional ser estimulada. Quem gospe na produção nacional que vá morara em New York ou Londres, pois acabou o tempo que uma minoria impunha ao restante a cultura elitista e anti nacional.

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  • 14/08/2008 - 08:54
    Enviado por: Fabio

    Extamente, José. Vamos esquecer a liberdade. Vamos “democratizar” tudo a partir de uma ordem de Brasília. Vamos democratizar a indústria automobilística também. Afinal, ninguém precisa de automóveis de R$ 100.000 quando existem pessoas andando de ônibus lotado. Vamos democratizar a indústria de alimentos. Afinal, quem precisa de champanhe de R$ 80 quando tem gente que toma água não tratada. Vamos democrtizar também a indústria têxtil. Afinal, quem precisa de roupas de lã de R$ 200 quando tem pessoas que mal tem o que vestir. Então vamos democratizar também a TV. Afinal, quem precisa assistir CSI quando tem a polícia matando na rua do lado de casa, não é mesmo?

    Aliás, porque o governo deixaria alguém escrever livremente em um blog? Já que o governo decide qual informação nós temos direito a receber, é bem possível que eles bloqueiem os blogs do Estadão. Afinal, o governo atual pode ser a favor da sua opinião totalitária. Mas se o governo seguinte for contra, vc poderá até ser preso. Já aconteceu no passado. Vc era nascido na época do Doi-Codi? Então, a justificativa era exatamente essa, porém ao contrário. Determinadas informações podem vir a público. Outras, não. E quem se atrever a divulgar, morre.

    Parabéns pelo seu pensamento “atualíssimo”

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  • 14/08/2008 - 09:55
    Enviado por: Rubens

    Meu caro Jose, eu creio que a maioria aqui, ao contrário do deputado Bittar, não quer impor nada. NÓS SOMOS EXATAMENTE CONTRÁRIOS À QUALQUER IMPOSIÇÃO! Por isso somos contra o dispositivo das cotas. Acho muito engraçado que alguém com esses discurso batido de “é preciso democratizar a tv paga” venha defender exatamente a imposição, na força e na marra, de determinados canais, sejam eles quais forem! Bela visão de democracia essa. Coisa de esquerdista msmo.

    Todo mundo sabe que existem pelo menos 3 pontos que tornam a tv paga cara no Brasil: 1) Alta carga tributaria; 2) Pouca concorrencia; e 3) A obrigatoriedade e imposição de canais Globosat em todos os pacotes (mesmo os mais baratos), sem prossibilidade de escolha pelo assinante, quando uma operadora negocia com essa programadora.

    Ou seja, a Globosat, ao empurrar seus canais nacionais, torna os pacotes de todo mundo caros, ~MESMO DE QUEM NAO DESEJA ESSES CANAIS e que abriria com prazer mão deles se pudesse (o meu caso, por exemplo).

    E aí aparece gente querendo impor, na marra, pela goela abaixo dos assinantes, ainda mais canais nacionais? Aumentando o custo dos pacotes ainda mais? (se forem obrigatorios, os canais nacionais vao deitar e rolar em seus preços!!!) Ora bolas, sejamos reamente democraticos: pague por esses canais QUEM QUISER ASSISTI-LOS! Não me venham me obrigar a financiar com o meu dinheiro, na marra, essas porcarias que sao as producoes nacionais (a maioria programinhas de auditorio ou programinhas “com apresentador”), e que eu nunca desejei assistir! Você gosta, José? Então pague você sozinho por eles, nao me chame para dividir uma conta que é sua!

    Porque democracia seria isso: assina QUEM QUER. E quem nao quer, deveria ter todo o direito do mundo de nao ser obrigado na marra a assinar e pagar pelo que nao quer e não deseja!

    [ ] Rubens

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  • 14/08/2008 - 10:09
    Enviado por: Rubens

    Cristina Padiglione, sobre o seu comentario que “o Paulo Bornhousen, do Democratas, está envolvido na formulação do projeto”, seria de bom tom esclarecer que o deputado Paulo Bornhausen na verdade é o autor do projeto, que originalmente tratava apenas da entrada das teles no mercado de tv paga, e nunca, jamais, em hipotese alguma, Bornhausen concordou com a imposição de cotas de programacao, uma ideia de intervenção e controle de midia que foi malandramente enxertada no texto pelo Bittar.

    Cota de programação é uma invenção do Bittar, nao envolvamos o nome do deputado Bornhausen nesses atos totalitários.

    [ ] Rubens

    Do blog: Caro Rubens, longe de mim envolver o nome do deputado Bornhausen em “atos totalitários”. O próprio deputado Paulo Bornhausen, em carne e osso, participou do encontro promovido na ABTA para a exposição da proposta tal como ela está hoje. Nessa ocasião, pública, ele não fez restrições ao sistema de cotas ali apresentado nem rejeitou tantas idéias como você o faz aqui; seu discurso enveredou pela importânca da web nesse contexto, área que o projeto não contempla.

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  • 14/08/2008 - 11:54
    Enviado por: BURNS

    Bom dia a todos
    Cara Cristina Padigilione
    Bem concordo que temos hoje em dia uma qualidade maior em nossas produçõe.
    Mas, mesmo assim como disse anteriormente, em outro topico sobre o assunto, acho que os produtores nacionais querem a vantagem de saber que correram menos riscos ao produzir algo. Idependente da qualidade, como disse neste mesmo topico, por que não investem em um canal e poem suas produções nele, pois sabem do risco de não ser comercialmente lucrativo é grande. Infelizmente as cotas garante retorno sobre qualquer porcaria que tiverem feito, afinal 30% é com certeza retorno garantido, pode ter certeza que as boas produções que são realizada no Brasil, as que tem uma grande possibilidade de gerar lucro iram para a TV a cabo, sem nenhum problema.
    Caro Gustavo
    Bem, desculpe o comentario mas, vc ja parou para pensar que quem assina TV a cabo, talvez não queira ficar assistindo produções nacionais? Tem coisa boa não nego, mas a maior parte não me atrai. E colocar cotas garante uma fonte de verbas para esses produtores.

    Caro Jose
    Absurdo é esse tipo de mania que acha que temos que aceitar tudo por causa que trabalhamos e temos condição de pagar por um serviço que não é Essencial, e que devido a isso quem é contra é elitista, imperialista e etc, não se esqueça meu caro que eu pagos meus impostos como vc e tenho os meus direitos como vc.
    Bem não temos que prioriza a produção idependente e nacional, mas sim a educação, saude e segurança, isso meu caro não é prioridade. Para vc ver como é a coisa porque não criam um canal aberto para passar essas produções, afinal isso levaria a mais pessoas a terem acesso. Meu caro eu guspo em produçoes Brasileira que não gosto e ainda vou continar a gospir, afinal vivo numa democracia que me permite escolher o que gosto, e meu caro que babaquisse no final essa sua de que saia do país.

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  • 15/08/2008 - 12:47
    Enviado por: Pedro Meira

    Esse projeto sobre cotas na TV por assinatura é “gêmeo espiritual” daquele outro que queria impor cotas de produção regional nas TVs abertas, incluídas as repetidoras do interiorzão. Os dois partem do princípio de que o país estaria cheios de grandes talentos em cada esquina, que só não teriam chance de brilhar por causa dos malvados dirigentes das redes. Esse outro projeto, ao que tudo indica, caiu no esquecimento.

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  • 16/08/2008 - 07:23
    Enviado por: GUILHERME CIMINO

    Cotas JÁ!
    Gera empregos, contribui para a formação de um caráter audiovisual nacional e…
    as TVs “gringas” são tão chatas quanto as nacionais!

    Ps: O Bornhausen NÃO é nenhum anjo,
    longe disso, aliás.

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  • 16/08/2008 - 07:26
    Enviado por: GUILHERME CIMINO

    Meira,
    e as críticas partem do princípio que as produções internacionais TAMBÉM estariam cheias de grandes talentos em cada esquina.
    Convenhamos,
    dos 70 canais da NET, apenas uns 10 valem a pena!

    Porcaria por porcaria,
    fico com a NACIONAL!

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  • 26/08/2008 - 02:47
    Enviado por: Tiago

    Acho um absurdo essa caça às bruxas que surge contra as Organizações Globo cada vez que se fala em “democratizar” os meios de comunicação, e contra a Net quando a TV paga é incluída na discussão. O estranho é que essa “democratização” é evocada com a criação de cotas, instrumentos autoritários que desconsideram completamente a qualidade das produções e, portanto, a vontade do público de assistir sempre ao que acha melhor. Defendo a multiplicidade de idéias e a variedade na programação, mas detesto esse debatezinho bipolar que sempre se forma quando se fala de mídia. De um lado, a Globo malvada, a Net malvada. De outro, a concorrência coitadinha, injustiçada. É muito fácil e prático incentivar a aprovação de um projeto de lei, difícil é colocar a mão na massa e a mão no bolso, pra investir mais e conseguir mais audiência.

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  • 10/09/2008 - 02:37
    Enviado por: Danilo Valderrama Banzatto

    Acho incrivel como as pessoas reproduzem o discurso anti petista da globo e da folha sem refletir e procurar conhecer os envolvidos nas decisões politicas….bem, à parte a alienação politica da nossa estúpida classe média remediada, oque importa é que o referido projeto procura contornar um oligopólio vergonhoso, e isso é extremamente importante. Contudo, concordo com alguns dos leitores que afirmam que o projeto vai poruma via erronea; impor programação não é a melhor solução. Acredito que a melhor alternativa seria a venda de cada canal individualmente (eu, por exemplo, só assistiria o telecine cult e mais uns dois canais da NET), e talvez, pudessemos ampliar o espaço para a excelente e variadíssima produção audiovisual nacional nos canais pagos e nos abertos. Isso tornaria a programação variada, democrática e acabaria com controle da globo, NET e SKY sobre a cultura de massa brasileira.

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  • 17/08/2009 - 12:39
    Enviado por: Gilson Souza e silva

    Boa tarde a todos, eu tenho propria de insatisfação eu ja fui usuario de teve pagas, como Directv, Net, Sky, o meu descontentamente é tanto, eu tinha que pagar pacotes carissimos, para poder obter canais do meu interesse, e percebi que de 100% do canais que eu possuia somente utilizava nem 10%, eentão comecei fazer pesquisa na internet, adquiri uns computadores com excelente configurações, e comprei tvs de lcd´s, hoje em varios cantos de minha casa, como meu quarto, sala, cozinha, e de minha, eu vejo os meus canais prediletos pela internet, sendo o meu gasto é bem menor de quando eu pagava os pacotes caros, que descrevi acima. A minha filha, ve desenhos, eu os meus canais de interesse, e a minha esposa os de interesse delas. Ou seja, pr mim compensa eu ter 3 computadores, e todo em minha casa podem usurfluir dos canais, que quiserem.

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