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Cristina Padiglione

11.julho.2007 11:38:19

Classificação, a novela

Estamos a postos, senhores.

Leio agora na coluna de Mônica Bergamo, Folha, sobre o esforço do diretor da Central Globo de Comunicação, Luiz Erlanger, em coletar assinaturas em manifesto contra a classificação que eles, na Globo, chamam de “impositiva”.

É um caminho, quem sabe, para amolecer ainda mais o já caridoso coração do ministro Tarso Genro junto aos radiodifusores. Não que o texto não seja passível de discussão e alterações, ao contrário, a questão comporta todo o debate do mundo.
O que não se pode tolerar é essa confusão que as emissoras tentam imprimir na mente de sua platéia, e de seus próprios artistas, entre censura e classificação.

Ainda outro dia, ator de primeiro time da Globo, figura esclarecidíssima justificou sua posição, contrária à classificação nos termos da nova portaria, argumentando que aqueles diálogos entre Lília Cabral e o neto em “Páginas da Vida” jamais seriam possíveis pelo novo texto.
Engano.
No quesito conteúdo, os critérios são os mesmos da portaria anterior, a 796, de José Gregori. Ressalva-se apenas o respeito ao fuso horário local, o que não acontece atualmente e contra o que as emissoras mais brigam dessa vez.
De todo modo, não há nada que a nova portaria vete; o máximo que pode acontecer é que se classifique para 22h ou 23h, em vez de 20h ou 21h, algo considerado mais tenso para crianças e adolescentes. Como, aliás, se dá em qualquer país civiliado do planeta.

Comentários (24)| Comente!

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24 Comentários Comente também
  • 11/07/2007 - 14:14
    Enviado por: Toni Masoto

    Cris,
    Para trabalhar na TV, tem que ter curso superior? Pois a Irislene Estefanelli não tem e vai apresentar o TV Fama, explica isso pra nós, se eu quiser, posso apresentar um programa de TV.

    Toni, qualquer um pode ter um programa de TV. Depende, aliás, do fator econômico, e não intelectual. Assim é que é…

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  • 11/07/2007 - 16:37
    Enviado por: Leandro

    Cristina,

    Para mim ainda não está clara esta questão da classificação, em virtude da falta de debates sérios. O mais interessante que vi foi o do Roda Viva da Cultura, mas mesmo lá houve uma tentativa de banalização dos dois lados. Um dizendo que classificação era censura e o outro dizendo que quer proteger as criancinhas do país.

    Muita hipocrisia, como em todo assunto polêmico deste país.

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  • 11/07/2007 - 16:41
    Enviado por: Alexandre

    Minha cara… você é que parece não ter se informado sobre o que pretensamente seria “classificação”. Em todos os países ditos civilizados o que é existe e auto-regulamentação, sujeita, depois disso, ao questionamento legal.
    A aqui chamada classificação seria impositiva e o orgão fiscalizador (censor) veria os programas ANTES de irem ao ar, podendo restringir ou vetar sua exibição. Se isto não é censura. Se isto não é censura, o que é?

    Alexandre, você que é bem informado me conte: qual é o país que faz auto-regulamentação sem regras previamente explicitadas por terceiros? Uai, e não é bem a auto-classificação que agora se propõe aqui, com monitormaneto posterior ao que foi prometido por cada emissora? Isso está dito desde a assinatura da portaria, ainda pelo Márcio Thomaz Bastos, mas a quem interessava dar voz a tal item, no intuito de desmoralizar outros termos que incomodavam? Está lá. Acesse o site do MJ e leia a portaria 264. Informe-se.

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  • 12/07/2007 - 01:43
    Enviado por: Recordista

    Concordo com o governo, conforme já expus minhas opiniões em outras oportunidades.

    Quem é contra a portaria, como o Sr. Jô Soares, anda com sérios problemas psicológicos, por achar que ainda é perseguido pela ditadura militar.

    Gostei do projeto, e parabenizo ao Ministério da Justiça por tentar encaminhar uma solução à desordem e a bandalheira que tomaram conta da TV.

    É dessa “prostituição de valores” que nasce as adolecentes-grávidas, por exemplo, que através de uma “libertinagem sexual”, que anda em curso no pais (vide o Domingo Legal, Ratinho e outros lixos da TV), que você perceberá que o Governo está tomando o caminho certo.

    Só não se sabe o porquê do afã da Globo em “banalizar” e “desqualificar” a discussão de um tema muito importante.

    Um outro aviso: Sr. Demétrio Magnoli, a Ditadura Militar no Brasil, acabou, graças à Deus, em 15 de março de 1985, quando o Pres. José Sarney, assumiu a Presidência da República; então pare com seus arroubos de “xiita-bolchevique”, pois o país vive numa normalização demoscrática, com instituições sólidas.

    Aqui não é a Venezuela, do seu companheiro Chávez.

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  • 12/07/2007 - 10:15
    Enviado por: jorge

    minha voz é discordante..

    O ESTADO NÃO É MEU PAI, portanto, NÃO PODE:

    proibir que eu caia na jogatina, se quiser. Inclusive pq aqui é o paraíso da jogatina.

    proibir/definir o que vou assistir/deixar de assistir/ler/ouvir.

    Me dê mais educação (ou alguma, já que quase não se tem isso, hoje em dia) e eu terei o discernimento necessário pra escolher por mim mesmo.

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  • 12/07/2007 - 12:00
    Enviado por: Dinho

    Entendo que a norma não é proibitiva, mas classificatória. Cada pessoa, independentemente da idade, assisti aquilo que quiser, no horário determinado pela norma.
    Se tenho 14 anos e quero assistir, em casa, a programação permitida a partir das 23:00h, nenhum dispositivo legal pode me impedir.

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  • 12/07/2007 - 15:18
    Enviado por: Valter

    Não sei sua idade. Eu tenho 50 e me lembro perfeitamente das justificativas usadas pela Ditadura para justificar a Censura.

    São idênticas às suas.

    E aquele “Conselho de Jornalismo”, ou algo semelhante. Vc também era a favor?

    Valter, independente da minha idade, alguma coisa eu estudei. Não sou contemporânea do Hitler, mas conheço as obras do tal sujeitinho.
    E estudei o projeto da portaria, todo o texto original e estudei pesquisas feitas em outros países. Não há veto a conteúdo, há restrições a horário. Justamente por ter vivido a época da censura no Brasil você deveria saber distinguir uma coisa da outra.
    Quanto ao conselho de jornalismo, não tenho o mesmo embasamento para opinar porque não se permitiu que a discussão fosse adiante. Não estudei o texto do projeto e mal tive chance de saber do que se tratava.

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  • 12/07/2007 - 18:06
    Enviado por: lucas yamaguchi

    cristina,
    com todo o respeito,nessa discussão sobre a classificação indicattiva, acho que você está olhando apenas um lado da qwuestão.
    é preciso tomar cuidado,cristina, com as iniciativas do governo lula em tudo o que se refere à comunicação no brasil. todos sabemos que o governo do pt sonha em botar um cabresto ditatorial nos veículos de comunicação de massa. e iniciativas já foram tomadas, embora (ainda bem) não tenham vingado. você não se lembra do tal conselho de jornalismo, que iria regulamentar e fiscalizar a profissão de jornalista? e em relação ao cinema? e em relação ao correspondente que quase foi expulso do país? e a tv pública, que até agora não se sabe exatamente para quê virá.agora, a tal classificação que, até onde eu estou sabendo, (confesso que você é ,claro,muito mais bem informnada que eu)prevê que os programas sejam assistidos ANTES pelos representantes do governo. cuidado…temos que ter cuidado com essas iniciativas do lula. censura,nunca mais. cristina, a próxima vítima pode ser você.tempos sombrios esses…

    Lucas, atenção às teorias conspiratórias e ao partidarismo:
    1) a portaria atual foi defendida pelo José Gregori, que fez a primeira portaria decente de classificação indicativa no País, em 2000. Gregori, lembra? Governo FHC, veja lá. A portaria dele, 796, já vinculava horário de exibição a faixa etária, mas não exigia cumprimento de fuso horário local, o que se pede agora e o que de fato deve onerar as emissoras – ou seja, há um empecilho econômico, e não intelectual nesse negócio. Gregori esteve no Roda Viva, duas semanas atrás, debatendo a questão, pena que você não viu: foi um dos raríssimos pontos de concordância entre PT e PSDB. A portaria 264, antes da flexibilização aberta pelo atual ministro de Lula, mereceu apoio de pelo menos três ex-ministros da Justiça, nenhum deles do governo Lula, veja que coisa!
    2) Falei sobre o Conselho de Jornalismo no comentário acima, leia lá. Sei, por acompanhar a discussão sobre classificação, que muita gente reproduz o caso só de ouvir falar, mal sabe qual a origem do negócio. Naquele episódio, o debate foi sufocado antes mesmo de ganhar asas. O mesmo se deu com a Ancinave, que deveria favorecer uma turma de pequenos produtores (diga-me que isso foi por razão intelectual, e não econômica, e eu me rendo aos seus argumentos…)
    3) A expulsão do jornalista do NYT foi, esta sim, uma grande pisada de bola, mas eu, que não sou tatu, fujo da tentação rasa de jogar tudo no mesmo saco.

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  • 12/07/2007 - 19:04
    Enviado por: GUILHERME CIMINO

    Falar em censura e ditadura é síndrome do pânico.

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  • 12/07/2007 - 20:42
    Enviado por: Saymon Nascimento

    Não tenho opinião formada, embora tenda a concordar com a teoria da síndrome do pânico.

    No link abaixo, bom debate no Aliás há algum tempo com “o presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci, um dos formuladores da nova política do governo; o advogado Antonio Claudio Ferreira Netto, consultor da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão); Esther Hamburger, professora da Escola de Comunicações da USP e autora de O Brasil Antenado (2005); o sociólogo Gilson Schwartz, diretor da Cidade do Conhecimento, também da USP; e a psicanalista Maria Rita Kehl, autora de Sobre Ética e Psicanálise (2002), entre outros títulos.”
    http://txt.estado.com.br/suplementos/ali/2007/02/18/ali-1.93.19.20070218.6.1.xml

    Não precisa de senha, esse artigo foi liberado pelo Estadão.

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  • 12/07/2007 - 20:43
    Enviado por: Saymon Nascimento

    Cristian, vc pode editar o link? Com o endereço inteiro o blog ficou deformado.

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  • 12/07/2007 - 22:43
    Enviado por: jõaoninguem

    a rede globo pretende impor,através de seus conhecidos lobbys,o seu estilo trash de fazer televisão sob o pretesto da liberdade de expressão.
    todos nós sabemos que há tempos,salvo algumas excessões,a referida tv não se preocupa com a qualidade do que é exibido em seu canal.
    é notável a preferencia de seus autores pela eterna pornografia que permeou o cinema brsileiro por tantos anos e que contaminou a tv aberta.
    não quero ser puritano.só acho que a discussão sobre certos assuntos retratados nas novelas são expostos de uma maneira jocosa e sem nenhuma conotação cultural.
    classificação indicativa sim!!!
    vamos parar com essa hipocrisia de achar que a arte imita a vida.
    liberdade de expressão não pressupõe desrespeito ao público.

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  • 12/07/2007 - 23:32
    Enviado por: Claudio

    A melhor censura que existe na TV é o controle remoto. Permite desligar o aparelho ou mudar de canal sem qualquer custo adicional, tem eficiência comprovada e imediata e não precisamos pagar nada a mais para que os inúteis de Brasilia precisem deixar de se preocupar com seus curraizinhos eleitorais pra se preocupar com isso.
    Pensem nisso, galera, programa que não dá audiência sai do ar rapidinho. Já estamos no século 21…

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  • 13/07/2007 - 01:59
    Enviado por: É tabú, tetéia!

    As mulheres em geral são burras, tendendo a alienação, isto quando não tentam ser completamente parasitas. Mas, existiu um tempo mágico, em que tive uma namorada muito inteligente. Eu me admirava e me deliciava com certos rompantes que ela tinha. Idéias preciosas que surgiam do meio do nada, como pepitas, diamantes brutos, rubis. Foi a mulher mais agradável que conheci na vida. Não estou com ela porque não sou e nem fui (e nem serei) suficiente para atingir sua luz. Ela foi adolescente nos tempos finais da ditadura. Cresceu ouvindo críticas ao sistema da época e absorvendo a cultura da época. Uma vez ela me disse que o fim da censura revelou para ela uma nação culturalmente medíocre. Não a entendi. Perguntei porque formou tal opinião. Ela me disse que cresceu colecionando e procurando obter a qualquer custo as criações culturais que, segundo ela, buscavam florescer mesmo dentro de um regime repressivo. Discos, livros, peças teatrais, filmes, jornais, panfletos, músicas, poemas, tudo que estivesse ao seu alcance. Com o fim da repressão e da censura ela acreditava que a cultura, que já parecia querer desabrochar mesmo em condição adversa, explodiria em criatividade. Ansiava pelas músicas, melodias, peças teatrais, mesmo novelas, livros e tudo mais que seria criado em nossa terra. Nas palavras dela só uma palavra: decepção. Nossa cultura livre revelou-se medíocre e vendida, quando não suja e vulgar. Tomara que a censura volte. Quem sabe a cultura reprimida produza algo de que possamos nos orgulhar.

    Tu é muito engraçado, devo dizer. Toda essa argumentação de gênio sob a ressalva de que as mulheres é que são burras e alienadas, ótima piada.

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  • 13/07/2007 - 07:39
    Enviado por: jõaoninguem

    trocar de canal é muito bom para quem tem computador e muitos livros em casa,como nós,talvez.
    porém,a maioria esmagadora da população e que tem pouco acesso à informação,não entende essa atitude como forma de ignorar o besteirol que rola na tv brasileira.
    para estes a tv é o único meio de entretenimento,porquanto,é na tv que ele se enxerga e absorve o que lhe é coveniente.
    portanto,essa maioria não vai desligar a tv ou trocar de canal quando a atração do momento for um lixo.aliás,o sangue que escorre de dentro da tv aberta e mais um pouco de sexo,é o que quer os anunciantes,os donos de canais,alguns autores e os menos esclarecidos.ópio pra que te quero!!!

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  • 13/07/2007 - 09:50
    Enviado por: Leandro

    Pergunta para o joão: por acaso a classificação indicativa vai forçar alguma mudança no conteúdo da novela? E excluindo as novelas, o “lixo” que é diariamente apresentado pelas TVs abertas vai ser banido após a implementação desta norma? Penso que você está super-estimando o impacto da medida…

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  • 13/07/2007 - 11:03
    Enviado por: Celso

    É incrível como as pessoas só vêm defeitos no que é dos outros e se a Ditadura acabou pena é que não soubemos instituir uma Democracia justa e com instituições fortes de fato , afinal temos exemplos diários que as ditas instituições falham diariamente e não aplicam as leis e Constituição em igualdade de direitos a todos. Se fossem de fato Instuituições fortes todos teriam o mesmo direito perante as ditas leis instituidas. Ou estão falando de outro País?

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  • 13/07/2007 - 11:08
    Enviado por: Celso

    Ser cidadão e de pressuposto nível superior, é sobretudo ter consciência plena dos defeitos e qualidades de seu País, crítico aos erros e subelevar suas imensas qualidades mas ser justo e coerente.

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  • 14/07/2007 - 20:21
    Enviado por: Claudio

    Sr. Joao Ninguem,

    “trocar de canal é muito bom para quem tem computador e muitos livros em casa”, talvez também sirva para as pessoas que gostam de CONVERSAR com seus filhos, com a esposa, com o marido, com quem mora junto, etc.
    Experimente. Pode não resolver, mas também nao vai piorar.

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  • 17/07/2007 - 09:39
    Enviado por: waco... anticristo cover

    Cristina, parabéns! A primeira vez que lei sua coluna e me admirei com sua imparcialidade e objetividade na análise da matéria. Vc é Jornalista com J maiúsculo moça!

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  • 18/07/2007 - 09:21
    Enviado por: braçoquebrado

    Parem de ver tv E vao Ler a biblia La tem tudo oque voces precisam saber. Jesus esta voltando e que nao tiver a sua salvaçao ta emrolado.

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  • 19/07/2007 - 09:36
    Enviado por: Merten

    Esquerdaça, hein? Pede um cargo lá pro Franklin, no Ministério da Verdade. Vocês se entendem.

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  • 30/07/2007 - 14:44
    Enviado por: ruti

    adoreiiiiiiiiiiiiiiiii…seu blog….é a primeira vez q visito…parabéns

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  • 29/01/2008 - 14:21
    Enviado por: marianilda

    Olha, eu acho que a classificação indicativa é censura sim. Isso se nao for coisa pior!

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