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Cristina Padiglione


Lula visita Ratinho na 3ª: é o 1º programa de TV após a cura

WILTON JR./AE

Lula sabe o que faz.
Zerado do câncer que o afastou de tudo e de todos por meses, o ex-presidente tem comparecido a algumas ocasiões públicas, de cerimoniais políticos a jogo de futebol, e deu poucas entrevistas desde então.
Assediado por Marília Gabriela, Roda Viva, Programa do Jô e outros televisivos para falar sobre a luta enfrentada contra a doença, Lula escolheu justamente o mais popular dos shows da faixa nobre para reinaugurar sua presença em estúdios de TV. Na terça, lá estará ele, no palco do Programa do Ratinho, na sede do SBT, conversando ao vivo com o apresentador.



Maconha em pauta na MTV

A Marcha da Maconha, cena vista em São Paulo no último sábado, inspira o Grampo MTV de hoje.

Em pauta, os prós e contras da descriminalização para a sociedade.
O time de entrevistados inclui o ex-ministro do meio ambiente, Carlos Minc, o Nobel de Economia norte-americano Gary Becker, organizadores da Marcha, o psiquiatra Ivan Mário Braun, autor de um livro sobre o assunto, além de membros de uma comunidade Rastafari e do Denarc (depto. de investigações sobre narcóticos).

No ar às 23h

Reprises: quarta, às 17h30 / sábado, à 1h



Dilma fala às loiras


RENATO ROCHA MIRANDA/DIVULGAÇÃO

Hebe foi a Brasília na semana passada para ter com a presidente uma entrevista a ser exibida no seu programa de estreia na RedeTV!

Coincidência ou não, Ana Maria Braga negociou, e obteve êxito, a ida de Dilma aos estúdios da Globo, no Rio.
A presidente lá esteve pela manhã de hoje. Chegou de helicóptero, ali pelas 11h20, conheceu os jardins do cenário do programa, tomou café com a apresentadora, ouviu perguntas do povo, da ex-candidata à presidência Marina Silva (PV) e, claro, foi para o fogão. Menu? Omelete.

Visitante e anfitriã conversaram também sobre o heroísmo de enfrentar um câncer, assunto comum às duas e também comum entre Dilma e Hebe, que igualmente falou sobre a doença com Dilma em sua gravação.

Dilma agora é pop.



Saia Justa volta a gravar na semana que vem

Com Mônica Waldvogel mantida à frente do programa e com a novidade de contar com um homem fixo no quarteto titular, o “Saia Justa” encerra esta semana seu período sabático para voltar a gravar no próximo dia 8.

Como antecipou meu amigo Flávio Ricco, a vaga masculina estava entre Dan Stulbach, Léo Jaime e Xico Sá, além de Du Moscovis.
Esta colunista, devota que é do programa de Dan na CBN, bem que vota nele.
Léo Jaime também seria excelente pedida.

Quaisquer que venham a ser as outras saias do time, a presença de Dan ou de Léo há de garantir a harmonia que vinha faltando àquele cenário.

De agosto para cá, várias foram as mulheres cotadas para contracenar com Waldvogel _ Glória Maria, Preta Gil e Adriane Galisteu entre elas.
Eu bem que gostava da Betty Lago, mas a previsão era de reforma quase total no grupo, exceção feita à âncora da GloboNews.



SBT brinca de Escravos de Jó: a partir do dia 29

Em tese, a receita que o SBT passa a seguir na segunda-feira, dia 29, é a mesma da Band no início de noite: das 18h às 19h30, jornal popular, com participação de todas as praças do País e predomínio de São Paulo e Rio, desde que o crime, e não me entenda mal, compense a audiência nos referidos lugares. Dessa fatia, a última meia hora ficará reservada a noticiário local, sem perder a linha popular.
A seguir, jornal dito sério, com abrangência de política e econômica, por Carlos Nascimento.

Na Band, o pop começa com Datena e vai parar nos braços de Ricardo Boechat ali pelas 19h15.

Mas e o Ratinho, hoje dono da faixa das 18h? Não, ele não vai apresentar o novo jornal. Muda para a faixa das 21h15 com a liberdade de falar o que o horário das 6 lhe restringe. Diz que seguirá mais aquela linha ‘showman’ de auditório, ainda que os famigerados testes de DNA do passado não estejam previstos na pauta do novo programa.



Eike Batista faz papel de Aprendiz no ‘Roda Viva’

Sim, eu sei que estou atrasada, que todo mundo já teceu comentários, análises e afins sobre o novo Roda Viva, e quase tudo o que eu li é absolutamente preciso (digo, os textos de André Laurentino e de Silvio Mieli no Caderno 2, do Estadão, e de Bia Abramo na Folha).
Mas é que ontem fui interditada por uma otite insuportável, e só agora rascunho algo sobre o assunto.

Começo pelo fim. No último bloco, quando Marília Gabriela pergunta aos entrevisadores se eles ficaram satisfeitos com as respostas do entrevistado, e cada um vai lhe apresentando lacunas deixadas ao longo da conversa, tive a impressão de ver Eike Batista, o mais bem-sucedido empresário brasileiro atual, no papel de um daqueles aprendizes sabatinados por João Dória Jr. na mesa de reuniões de “O Aprendiz”. Porque o entrevistador fazia suas observações e a câmera, close no Eike, calado, resignado, como quem consentia as críticas. Outro entrevistador fazia suas reivindicações e o Eike, nada de tentar desfazer a má impressão. Como cena previamente combinada, ele só ao final de todas as queixas dos entrevistadores poderia responder algo.
Era Eike Batista no papel do aprendiz, não é uma pérola?

Ao cenário: Bacana, bonito e tal, mas nada original. Está mais para Canal Livre, da Band, do que para Roda Viva, da Cultura, salvo pelas tomadas de câmera feitas pelo teto do estúdio. Visto pelo plano horizontal, a semelhança com o Canal Livre é acentuada pela agora presença de um elenco fixo maior do que o elenco rotativo.
O cenário anterior, ainda que fosse sem o desnível entre entrevistado e entrevistadores, mantendo seus andares em círculos, conseguiria ser mais original. Aquela ferradura atual é disposição vista dia sim dia não na infinidade de mesas de debates promovidas pela TV francesa.
E, como bem disse André Laurentino no Caderno 2 de hoje, deu pena do Caruso, ali presente, a desenhar o entrevistado pelas costas. Êita coisinha infeliz. Também sinto falta, como o André, de ver o entrevistado girando sua cadeira. Roda que é redonda, ora bolas, tem de fechar.

No mais, a boa música de Chico Buarque passou por arranjo tão radical, que mal se ouvem os acordes que a identificam.
A audiência respondeu com 0,7 ponto, nada que alterasse o patamar das edições anteriores, mas acho que, com todas as perdas aqui citadas, a inquietude de Gabi para sugar entrevistados há de elevar esse patamar em curto prazo. Oxalá.



Chris Poli completa 4 anos como Super Nanny e é a melhor do gênero no mundo

nanny

Ao completar quatro ano no papel da educadora Super Nanny, que trafega por casas de família em busca da resolução de conflitos entre pais e filhos, a argentina Chris Poli se consagra, segundo eu mesma, como a melhor Super Nanny do planeta.

Chris Poli dispensa a frieza das nannys europeias e americanas. Verte lágrimas, sem se acanhar, quando a situação pede. Ao ouvir de um pai que será difícil expor tal situação para “todo o Brasil”, ela rebate: “fulano, esquece o Brasil, pensa na sua família”.
É visivelmente um bicho nativo do hábitat da educação, não da televisão.
Em encontro com jornalistas, ontem, Poli comentou que o “Super Nanny” do SBT é um programa personalizado, disposto a tratar cada família e cada ser de cada família com a individualidade que todo mundo merece ter respeitada. Foge da pasteurização que normalmente contamina os programas produzidos a partir de formatos comercializados mundialmente. Tudo isso dá razão a Poli: sim, a versão brasileira é personalizada.

No episódio que vai ao ar na noite deste sábado, Chris mostrará uma primogênita de 20 anos que assumiu o pepino de criar os irmãos mais novos, após a morte do pai e da mãe, em anos sequentes, por câncer.

A equipe, que a essa altura grava o episódio de número 94, planeja agora gravar o episódio de número 100 com uma família de celebridades.

Pergunto a Chris qual a situação mais saia justa de ser corrigida, sem contar, é claro, o episódio programado para três semanas atrás, em que ela desistiu de ajustar os equívocos da família. E ela nos diz que ajustar os erros dos pais em relação à criação dos filhos é sempre a parte mais complicada de suas tarefas. “Quanto mais simples a família, mais fácil de fazer as pessoas compreenderem a necessidade de ajustes”, diz. “Os mais estabelecidos parecem ter maior resistência a qualquer pessoa que queira interferir na sua estrutura”, fala.

Nesses quatro anos, a produção encontrou um garoto, filho único, que batia na equipe e chegou a jogar uma camiseta na privada, dando descarga; pais de quadrigêmeos que se recusavam a vestir cada um de um modo, desrespeitando a individualidade das criançaas; pais que davam 7 mamadeiras por noite a cada filho, todas repletas de todo tipo de sustagem, etc, etc, etc.

Para Chirs, a nova disposição da família, em que mulher trabalha fora, sem ser liberada das tarefas domésticas, contribui, e muito para esse arsenal de gente pedindo socorro a Nannys e Roselys Sayão: todo mundo quer saber o que fazer com as crianças e toda a sua adrenalina, quando chega em casa estressado, arrasado, baleado.

Daí vem a razão do sucesso do programa, que também rende ao SBT bons dividendos com os SMS vendidos com conselhos da Nanny, brinquedos e produtos para estabelecer a rotina das crianças, também by Nanny, e palestras em empresas de segmentos diversos que contratam Chris para falar o que às vezes até já se sabe, mas que é esquecido, ignorado ou mal executado entre os pais de plantão.

Resumo da ópera: não adianta ameaçar as crianças em casa dizendo que vai chamar a Super Nanny. Ela está aí justamente para corrigir o comportamento equivocado de pais e mães sem rumo, ou seja, quase todos nós. É certo que filho não vem com bula ou manual, como é certo que as crianças de hoje são mais “espertas”, como dizem, que as de antigamente. Conta bem simples de entender: os pequenos são muito mais bombardeados de informação do que nós fomos e extraordinariamente mais do que nossos pais e avós foram. Assim, histórias da carochinha são muito mais inaceitáveis entre eles. Eles querem argumentos. E é preciso rebolar para não deixá-los sem resposta ou com cara de quem já não acredita no que a gente diz.
Tudo isso torna a tarefa dos pais de hoje mais cruel, mas resta a torcida de que, menos enganados, eles se tornem figurinhas mais bem preparadasa para o mundo que virá. Assim seja!



Globo apela ao eufemismo para anunciar “Brokeback mountain”

“Uma amizade que se transforma num grande segredo”.
“O Segredo de Brokeback Mountain”.

Assim rezava o texto da chamada veiculada pela Globo para anunciar o filme de Ang Lee, que está entrando no ar agora.

Ora, pois, vendo ali aquelas imagens de afeto entre os personagens de Heath Ledger e Jake Gyllenhaal, e conhecendo a abordagem que o filme faz sobre a homossexualidade em conservador território americano, dos anos 60 aos 80, era de se esperar que a chamada anunciasse, de acordo com o padrão Globo, algo como “uma grande amizade que se transforma num grande amor”, e não “num grande segredo”.
Pense bem, se o casal fosse formado por menino e menina, é batata que o texto apostaria na opção “grande amor”.
Mas homem com homem? Onde já se viu? E o medo da emissora em chocar a massa?
Ou seja, até quando a produção não é made in Projac, beijo gay, na Globo, vem embalado em segredos… Pena. A bela história dos cowboys em questão bem merecia definição mais transparente.

Coragem, Globo, coragem.



Capadócia, da HBO México, é a grande presença na final do Emmy internacional

“Capadócia”, série da HBO produzida no México, é o único título que emplaca finalistas em três categorias na lista de finalistas ao Emmy Internacional anunciada hoje.
A produção concorre com melhor Ator (Óscar Olivares), melhor Atriz (Cecilia Suárez) e também como melhor Drama.

O Brasil, ou melhor, a Globo, é finalista em cinco categorias:
* “Maysa”, como Minissérie
* “Caminho das Índias”, batizada como “Índia, Love Sttory”, na categoria Novela (concorre com duas produções filipinas e, surpresa, uma da TF-1, da França, país pouco afeito ao gênero)
* “Ó Paí, Ó” (traduzido lá como “The Slum”)
* “Meu Pequeno Imperador”, como Infantil
* “Por Toda a Minha Vida – Mamonas Assassinas” como “non-Scripted Entertainment”, que a Globo traduziu como “Artes”.

E agora todo mundo diz: só Globo?
Sim, só Globo.
Para ser indicado, é preciso se inscrever. A organização do prêmio não faz uma seleção a partir de suas impressões ou conhecimentos, é preciso que as emissoras inscrevam seus programas, e a Globo inscreve tudo o que você possa imaginar. Tudo mesmo. Até “Zorra Total”. Na peneirada final, claro, acaba dando Globo aqui e ali.

A Record chegou a anunciar, ano passado, que não se inscreveria mais no Emmy porque a Globo, sendo uma das patrocinadoras do evento, levaria vantagem. Mas, fato é que, sem inscrever programas na premiação, ora pois, não há do que se queixar.



Obama no David Letterman, vai que é tua

Mr. Barack Obama foi até o QG de David Letterman na semana passada e divertiu a plateia do melhor talk show da TV.
O GNT exibe a conversa aqui na madrugada da próxima segunda para terça-feira, lá para 1h da matina.

Obama falou, antes de mais nada, sobre seu plano para reformar a saúde nos Estados Unidos, onde uma larga parcela da população fica ao deus dará pela falta de serviço público, sem chance que tem de pagar pelos serviços, repletos de restrições, de alguma seguradora de saúde. Parece um gesto nobre de Mr. Obama? Não aos olhos dos americanos, acredite, que veem nisso uma intervenção do governo e, como tal, o fantasma da estatização ou do socialismo, cruz-credo!

Letterman então pergunta por que o presidente enfrenta tanta resistência ao propor uma reforma no sistema de saúde. Seria racismo?
“É importante destacar que eu era negro antes das eleições”, responde Obama, arrancando risadas e aplausos da plateia.
“Há quanto tempo você é negro?”, emenda o apresentador.

Na conversa, Mr. Presidente conversa sobre vida em família, a Assembléia Geral da ONU, desemprego e guerra no Afeganistão.

Ah, sim: na outra madrugada, de terça para quarta-feira, o GNT mostra a entrevista seguinte de Letterman, dessa vez, com o ex-presidente Bill Clinton.

agora no estadão