Siga o EMais
  1. Twitter
  2. Facebook
  3. RSS
Cristina Padiglione


Cada cota de patrocínio do BBB11 vale R$ 16,4 milhões

A Globo acaba de colocar à venda as cinco cotas de patrocínio para a próxima edição do Big Brother Brasil: a 11ª edição estreia dia 11/01/2011, data plenamente cabalística. E comercial, o que de fato interessa.

Cada vaga é oferecida ao mercado por R$ 16,4 milhões, ou R$ 2,9 milhões a mais do que uma cota do BBB10.
Nem tudo é inflação do período, bem dito. A Globo garante aos anunciantes novos e bons benefícios, como a engorda da vitrine: basta dizer que a globopontocom passa a fazer parte do pacote de exposições prometido aos anunciantes.

A casa agora terá dois andares. Faz parte do show, e de como Mr. Boninho consegue, a cada ano, repaginar o formato com detalhes e adereços capazes de derrubar as mais consistentes teses sobre o fim da era dos reality shows. A audiência vai caindo, não necessariamente porque o programa esteja em desgaste, mas porque a própria média de audiência geral da Globo vem despencando a galopes.
O faturamento, no entanto, não acompanha a queda no Ibope. O BBB tem se aprimorado nas oportunidades de exposição das marcas com formatos variados de merchandising.

E o prêmio, que também não acompanha a queda no Ibope, vale R$ 1,5 milhão.



SBT informa que comprou “Pantanal” da produtora JPO


O diretor Jayme Monjardim e Cássia Kiss nas quebradas do pantanal, em 1990: áureos tempos da TV Manchete

Mantida sob suspense até o momento de entrar no ar, a reprise de “Pantanal” estreou na noite desta segunda-feira no SBT com 7 pontos de média no Ibope em São Paulo. A novela que incomodou a Globo há exatos 18 anos, via Rede Manchete, volta a ser um tormento para o plim-plim, que em 2006 adquiriu os direitos de produção sobre o texto de Benedito Ruy Barbosa. A Globo verifica agora a possibilidade de acionar o SBT na Justiça.

Em comunicado divulgado ontem à noite, o SBT informa que “a novela foi comprada da JPO Produções Ltda., com exclusividade para televisão aberta e para todo o território brasileiro”. “Os direitos cedidos foram obtidos pela JPO Produções Ltda. por contrato havido com a Massa Falida da TV Manchete Ltda., celebrado em decorrência de decisão judicial autorizatória do MM. Juiz da 28ª Vara Cível da Capital de São Paulo, proferida nos autos da Falência da TV Manchete Ltda. (Proc. 583.00.2000.539652-1).”

***
Como acontecia em 1990, quando a Manchete aguardava o fim do capítulo da principal novela da Globo (então “Rainha da Sucata”) para dar o derradeiro “Boa Noite” em seu telejornal e entrar com a ficção em cena, o SBT esperou pelo fim de “A Favorita” e encerrou exatamente ali o noticiário comandado por Carlos Nascimento. E veio “Pantanal”, sem intervalo comercial.

Tudo quase igual até aí.
A constatação óbvia diante das primeiras cenas da reprise: classificação indicativa nem ensaiava desfilar naqueles idos. Era um tal de gente apalpando glúteos no meio do salão de uma casa de moças de família quase boa, todas ritmadas pela respiração ofegante que hoje só se vê no “Sexy Time” do Multishow.

Acaso dos acasos foi um bailinho bem comportado em “A Favorita”, na Globo, minutos antes do início da reprise no SBT, onde o elenco dançava ao som da “Chalana”, sem a voz de Almir Sater, mas “Chalana” mesmo assim, superhit de “Pantanal”.


Paulo Gorgulho, Cássia Kiss e Cláudio Marzo nos bastidores das gravações, no pantanal matogrossense


Ingra Liberato e Carolina Ferraz, em cena vista no primeiro capítulo

Post atualizado às 13h55 de 10/06



Fim de domingo é isso aí

Horário instável para a TV é bem esse que anuncia a ressaca da segunda-feira, pós-Fantástico.
A Globo aprovou seu novo seriado de humor, “Toma Lá, Dá Cá”, de Miguel Falabella, para as noites de domingo. O programa foi produzido para substituir o já desgastado “Sob Nova Direção” e, não mais que de repente, tomou o lugar de “A Diarista”. Marinete até que não vinha mal das pernas nas noites de terça, dava bom ibope, mas o sucesso da coadjuvante Solineusa de Dira Paes teria gerado lá uma crise de ciúmes no centro da faxina e a Globo resolveu interromper a carreira do seriado.

Enquanto o plim-plim não se define sobre as noites de domingo (o mais provável é que a sessão de filmes “Domingo Maior” seja antecipada), a RedeTV!, que já dava esse horário como vaga certa para sua versão de “Desperate Housewives”, agora balança. Não sabe se põe a série das “Donas de Casa” nas noites de domingo ou de quarta, dia de futebol na Globo e na Band e, portanto, apto a atrair a platéia feminina.

Quem preferir, como diria aquela campanha da MTV, pode também desligar a TV e ler um livro.



Record publica seus números

A Record aguardava apenas o fechamento do balanço do ano para anunciar que é vice-líder em audiência na faixa nobre. Os números são do Ibope na Grande São Paulo, região que concentra a maior fatia do investimento publicitário do País.

O recado merecerá anúncio de página dupla nas revistas ‘Veja’ e ‘Época’, segundo nos confirma Walter Zagari, agora vice-presidente comercial da Record, posto para o qual foi promovido depois de ter sido assediado para voltar a dar expediente no SBT.



Mercadão carioca

Há em São Paulo uma gama de atores que se curva com facilidade às imprevisibilidades de Silvio Santos por absoluta falta de opções. Ator da Paulicéia disposto a fazer TV, mas não a freqüentar a ponte aérea, só tem o SBT. É a única emissora que continua a produzir teledramaturgia em Sampa. O resto das cenas de ficção registradas do lado de cá da Dutra é obra da publicidade, que ferve em estúdios diversos espalhados pela cidade.

Neste momento, a mão-de-obra carioca dedicada ao ramo, em especial a técnica (digo, figurinistas, contra-regras, cenógrafos, maquiadores, câmeras, continuistas e o que mais se pode imaginar que está na sustentação da teledramaturgia) festeja a possibilidade de barganhar salários aqui e acolá na cidade do Redentor. A indústria lá abastecida pela Globo, além da facilidade de custos oferecida na locação de estúdios, tem pesado na decisão das paulistanas Record e Bandeirantes de produzir novelas apenas no Rio.

A Band informa que o custo da operação explica a ponte aérea. De mais a mais, a bela estética das esquinas e do clima cariocas supera nitidamente o cenário paulistano.
No caso da Record, soma-se a isso tudo a questão político-religiosa. A direção da casa gosta de argumentar que novelas com externas no Rio seduzem com maior competência o mercado internacional, mas a extensão da emissora do bispo Edir Macedo no estado com maior número de evangélicos tem lá sua interferência nisso.



Net: mais é menos

De um mês para o outro, no começo do ano, a Net mandou às favas dois excelentes canais, a francófona TV5 e a inglesa BBC. A regra valeu para os assinantes ditos analógicos, sistema que restringe o número de canais do line up. Nas vagas da TV5 e da BBC, entraram em cena o History Channel e o A&E Mundo, ambos infinitamente inferiores às opções anteriores.

A promessa para quem reclamou:
você terá a sua TV5 e a sua BBC de volta quando virar um assinante digital, pelo mesmo preço que já paga hoje ou por coisa de R$ 5 a mais na mensalidade.

Resultado:
Não há quem tenha se curvado à Net para reaver seus antigos canais e não se queixe do novo sistema. Um amigo agora ouviu do clássico telemarketês que um técnico “vai estar indo” à sua residência para “estar verificando o problema”; explicaram-lhe ainda que ele é “ditigalizado” e não “digital”, nomenclatura que não faz a menor diferença quando a questão é saber por que há uma demora antes inexistente na troca de canal ou por que você tem de ir até a tomada, como na era pré-histórica ao controle remoto, e desligar tudo para descongelar uma imagem travada. Pergunta: não tem um CTRL+ALT+DEL?

O que há por trás dessa forçada de barra da Net:
1) A iniciativa de acelerar a migração de todos os assinantes para um só sistema, o tal do digitalizado, para baratear custos de operação.
2) A paga pelo acordo com o grupo HBO, cujos canais principais passou a transmitir no ano passado: a Net pode finalmente botar no seu pacote a oferta dos Cinemax, Maxprime e HBO, mas teve de inserir no line up básico o History e o A&E. Para tanto, arrancou de cena TV5 e BBC, sob o argumento de que, em pesquisa feita entre os assinantes, a operadora percebeu que os dois canais (acredite!) não estavam entre os ditos indispensáveis para o seu assinante.
Vem cá: indispensável por indispensável, não tinha nada mais no meio de tanto lixo para subtrair? Nas contas da reforma, a espanhola TVE também dançou. No Rio, o canal subtraído foi a RAI, preservado no line up dos paulistanos, que ninguém é maluco de virar as costas para a italianada que reina do lado de cá da Via Dutra.



E dá-lhe merchandising

Mais do que criar viciados em reality shows para engordar a audiência e seus intervalos comerciais, a TV encontra nesse nicho uma das maiores oportunidades de vender também comerciais inseridos em cena, vulgo merchandising.

Na sexta-feira que passou a Globo abriu as inscrições para o “Big Brother Brasil 6″ e, nessa esteira, já atiça o mercado publicitário a lhe reservar alguma verba de suas previsões para 2007. Uma casa, afinal, pode “vender” de tudo.

As chances de merchandising são também o que estufam o faturamento de “O Aprendiz”, em sua terceira edição na Record. Tome-se como exemplo a edição de amanhã, em que os sete aprendizes sobreviventes ficarão cada um numa loja do supermercado Extra e precisarão desenvolver uma ação promocional para atrair a atenção dos consumidores para o iogurte Activia, da Danone.
Na edição de ontem, o mote era o site Terra. E assim caminha a fome por anúncios.

 

TV, grande magazine

Vendedor imbatível de televisão, Luiz Galebe chamou José Roberto De Raphael, ex-Wal-Mart, Carrefour e Extra pra promover uma reestruturação administrativa no seu canal, o Shop Tour.

Feita a reforma, contam-se 250 funcionários na folha de pagamentos e uma injeção de US$ 1,3 milhão em informatização e tecnologia. As equipes de produção são 20 e os repórteres-vendedores, 10.

O Shop Tour vale a sintonia pelo canal 46 UHF, 15 da Net, 10 da TVA, 6 n Big TV e 13 da TV Alphaville. Periférico? Eu não diria. O Shop Tour está disponível para 17 milhões de telespectadores, via 50 cidades em 10 Estados. É coisa.

agora no estadão