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Cristina Padiglione


CQC arruma mais um processo, agora da Câmara do Recife

        “Boa nova: vereadores de Recife foram ao trabalho. Má noticia: pra processar o CQC”

A frase acima, tweet de Marcelo Tas, via  @flaviobonfim, remete ao link  http://bit.ly/IC6483 , matéria assinada por Juliane Menezes no Jornal do Commercio, do Recife, atestando o seguinte: “Irritados com a matéria que foi ao ar na última segunda-feira no programa CQC, da Bandeirantes, sobre o reajuste salarial de 62% aprovado pela mesa diretora da Câmara Municipal no fim do ano passado, alguns vereadores pretendem entrar com uma ação na Justiça contra a produção do programa”.

Alegam, segundo a repórter, que o CQC “usou a imagem do poder de forma negativa, incitando a população a escorraçar os vereadores”. O pensamento é endossado pelos vereadores Erivaldo da Silva (PTC) e Marcos di Bria (PTC). O vereador Inácio Neto (PSB) afirmou ao jornal que o CQC não soma à democracia, pois ridiculariza o poder.



Sky X Fox Sports e Ancine

Era para ser uma entrevista coletiva sobre o Sky On, novo serviço de Video On Demand da Sky. Mas, executivo conhecido por tomar posição e defendê-la publicamente, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, não se esquivou de responder, na ocasião, a perguntas sobre o processo que a operadora move na Justiça contra a Lei 12.485, que determina cotas de produção nacional nos canais pagos. Também não se negou a comentar o impasse com a Fox Sports, que tem pressionado os assinantes a cobrar da operadora uma vaga no seu pacote de canais. Eis algumas das frases de Bap no evento.

* “Por que a Fox não pega o Speed, que disseram que seria o máximo e não é, e transforma o Speed num bom canal?”

* “Por que a Fox não conta aos assinantes quanto vem pedindo para que a gente inclua o canal nos pacotes básicos, querendo que a gente renegocie a posição de quem já estava ali antes?”

* “O preço que a Fox quer cobrar pelo Fox Sports é salgado.”

* “Agora, você chega 15 dias antes da festa querendo ser convidado para a festa e aí eu tenho de dizer: ‘filho, não tem convite pra você’.”

* “O Manoel Rangel (diretor-presidente da Ancine, Agência Nacional de Cinema, responsável pela nova regulamentação da TV paga no País), é um ex-produtor independente com viés democrático como o da União Soviética do início do século 20”.

* “Se fosse para ser controlado, eu preferia que fosse pelo Boni, e não por um cara que nunca montou uma grade.”

* “Viva a democracia, que aceita até gente como Manoel Rangel no comando de uma agência como a Ancine.”



Rafinha Bastos é assunto vetado para CQCs

O próprio Rafinha Bastos, compulsivo tuiteiro, com 3 milhões de seguidores, postou zero, nenhumazinha mensagem sobre sua suspensão da bancada do CQC, cogitada desde a Veja SP que espinafrou seu currículo, de alto a baixo, na edição publicada ontem. Tudo o que ele conseguiu postar ontem foi um link com “matérias falando bem de mim”. Má reação.

Marcelo Tas, Marco Luque, Danilo Gentili, Rafael Cortez, Monica Iozzi, Oscar Filho, Felipe Andreolli e mesmo o diretor do programa, Diego Barredo, não estão se manifestando sobre o caso, a pedido da direção da Bandeirantes, e só da cúpula pode sair qualquer comunicado, quando for oficial.

O que motivou a suspensão de Bastos (que recentemente teve de dar satisfações ao Ministério Público por tentar fazer graça com estupro) foi uma tentativa de piada, frase inconveniente, proferida por ele na última edição. Quando Marcelo Tas mencionou que a cantora Wanessa Camargo estava uma gracinha grávida, Bastos replicou: “Eu comeria ela e o bebê”.

Gentili, há poucos minutos, ao tomar conhecimento de que Bastos estará fora da bancada pelas próximas semanas, não se conteve e postou a seguinte frase no Twitter: “Sempre enxerguei algo mais significativo sendo construído por um comediante linchado por falar merda do q por um queridinho por puxar sacos.”

É um evidente apoio ao colega.

Ao contrário de Marco Luque. Antes que a direção da Band pedisse aos CQCs que evitassem dar declarações públicas sobre o caso, Luque postou na internet seu repúdio à frase de Bastos. Luque é amigo pessoal do marido de Wanessa, Marcus Buaiz, sócio de Ronaldo Fenômeno, e foi aliás dessa relação que nasceram as negociações para a ida de Ronaldo ao estúdio do CQC, na abertura da temporada deste ano.

Bem hoje, dia em que a direção da Band resolve tirar Bastos de cena, a revista The Observer, do Guardian, publicou uma matéria sobre o sucesso do stand up no Brasil, puxando a brasa para Danilo Gentili. Salvo o fato de a reportagem atribuir o humor de Gentili e cia. (citando inclusive o próprio Bastos) a uma resistência às elites (oi? é para rir?), é saudável notar que o movimento esteja mexendo com o cenário cultural local, com ecos em um reino tão e tão distante.

E só para constar, um adendo aquipublicado às 17h30 desta segunda-feira, dia 3: Mônica Iozzi substitui Bastos na bancada do programa, hoje. A ver como a troca será explicada à plateia.



Ministério Público move ação contra RedeTV! e Igreja da Graça de Deus

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo informa que moveu ação civil pública, com pedido de tutela antecipada, contra a Rede TV! e a Igreja Internacional da Graça de Deus.

Motivo: mensagens ofensivas contra ateus.

Foi durante o programa O Profeta da Nação, exibido dia 10 de março passado, que o apresentador João Batista proferiu a seguinte pérola: “Chega pra frente em nome de Deus. Só quem acredita em Deus pode chegar pra frente. Quem não acredita em Deus pode ir pra bem longe de mim, porque a pessoa chega pra esse lado, a pessoa que não acredita em Deus, ela é perigosa. Ela mata, rouba e destrói. O ser humano que não acredita em Deus atrapalha qualquer um. Mas quem acredita em Deus está perto da felicidade”.

E pra ninguém me acusar de copiar release, sim, vou transcrever literalmente o que pensa o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias. Para ele, “as declarações ferem a Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que prevêem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião sem discriminação.” O procurador ressalta que embora a maioria da população tenha religiões de origem cristã, o Brasil é um Estado laico, em que a todos é assegurada a liberdade de crença religiosa e, também, a liberdade de ser ateu e agnóstico.

O MPF quer que a Rede TV! e a Igreja Internacional da Graça de Deus sejam obrigadas a veicular durante uma ou mais edições do programa “O Profeta da Nação” um quadro com a retratação das declarações ofensivas e esclarecimentos à população sobre diversidade religiosa e liberdade de consciência e de crença no Brasil. A reação exigida pelo MPF deverá ocupar pelo menos o dobro de tempo utilizado no dia 10 de março.

Cabe agora à Justiça acatar o pedido ou não.

Diz o texto enviado pelo MPF que o Ministério Público também pede à Secretaria de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, instituição responsável pela regulamentação dos serviços de radiodifusão, que fiscalize adequadamente o referido programa e a emissora, uma vez que é utilizada uma concessão pública para a transmissão. Neste caso, foi ferido o disposto no artigo 28 do Regulamento dos Serviços de Radiofusão, que obriga a subordinação dos conteúdos às finalidades educativas, informativas e culturais inerentes à radiodifusão.

Agora, vem cá: uma série de radiodifusores que vive da venda convencional de comerciais, sem locar espaço a igrejas, tmbém se pergunta por que é permitido a alguém obter a concessão de um canal e depois locar 22 horas diárias desse espaço a outra instituição? Isso é legal? O Ministério das Comunicações não tem nada a fazer em casos como este?



Danilo Gentili irrita Renan e quase é expulso do Senado

Janete Longo/AE

O repórter do CQC Danilo Gentili chegou a ser expulso das dependências do Senado, mas acabou voltando pouco depois, dada a autorização que a equipe da Band tem para lá gravar.

O próprio Gentili me relata o episódio:

“Temos autorizaçao pra gravar no Senado, mas após eu pegar elevador com Renan Calheiros e perguntar ‘Ter você como membro do Conselho de Ética é o mesmo que ter Fernandinho Beira Mar no ministério antidrogas’, ele esbravejou, gritou que eu devo respeito e não tenho respeito algum e após isso a polícia nos impediu de continuar gravando no Senado.”

(Texto atualizado às 20h14, quando se soube que a equipe de fato pode voltar a gravar no Senado)



Brasileirão, novela na boa: mais um capítulo

E segue a novela sobre a disputa pelos direitos de transmissão do Brasileirão no triênio 2012 a 2015.
Para quem não acompanha o caso, um breve resumo:
1) Depois de o Cade determinar que a melhor proposta financeira deverá ser a vencedora, sem mais preferência da contratante atual na renovação, o Clube dos 13 sofreu um desmanche, com clubes como Corinthians, Vasco, Flamengo e Palmeiras defendendo que o ideal é a negociação clube a clube.
2) A Globo, diante da proposta do C13 para o valor mínimo de R$ 500 milhões só para TV aberta, tirou o time de campo e banca que não é possível fechar a conta, ou seja, a publicidade não cobre as despesas. A emissora tem conversado isoladamente com os clubes dissidentes do C13.
3) A Globo publicou hoje anúncio sobre sua posição nos principais jornais, o que segue abaixo. E a Record, há coisa de 10 minutos, também assina a distribuição de outro comunicado, defendendo que é possível, sim, fechar a conta e aumentar o valor repassado aos clubes.

A seguir, cenas dos próximos capítulos…

COMUNICADO GLOBO
Em respeito ao torcedor, tornamos pública nossa resposta ao Clube dos 13
A Rede Globo acompanhou com preocupação as conversas e as reuniões sobre os novelos modelos de negociação do Campeonato Brasileiro propostos pelo Clube dos Treze nos últimos meses. Por várias vezes alertou que o modelo em vigor era fruto de uma longa parceria pelo aprimoramento do futebol brasileiro, e que as mudanças seriam danosas, inclusive para os próprios clubes.
Nesses últimos anos os clubes brasileiros tiveram um crescimento de receitas muito acima do crescimento do PIB do país, não só através das receitas obtidas com a venda dos direitos de transmissão, mas também com a comercialização de outros ativos, incluindo propaganda nos uniformes e publicidade nos estádios, em virtude da exposição permanente na TV aberta.
No entanto, dia 23 de fevereiro a Globo recebeu a carta-convite, para participar da concorrência pelos direitos de exibição do Campeonato Brasileiro para o período 2012-2014, com condições eu não atendem aos nossos formatos de exposição de conteúdo em TV Aberta e da comercialização do seu patrocínio, baseados exclusivamente em audiência e na receita publicitária.
As exigências e modificações no conteúdo das diversas plataformas de mídias, contidas na carta-convite do Clube dos Treze, importam na desestruturação de um projeto complexo, que foi construído ao longo dos últimos 13 anos.
Não por outra razão, muitos dos principais clubes brasileiros já declararam publicamente que não serão representados pelo Clube dos Treze na negociação de seus direitos na referida competição.
Por tudo isso, a Rede Globo se sente impedida de participar da referida licitação, e manterá contato com os clubes para negociar a aquisição dos direitos. Assim, acreditamos que só será adequadamente observada a importância da TV Aberta, como meio de comunicação gratuito e de maior abrangência/audiência nacional, e privilegiada a parte mais importante do Projeto Futebol: o torcedor brasileiro.”
Rede Globo

COMUNICADO RECORD
A Rede Record vem a público expressar preocupação com as reações ao modelo de negociação proposto pelo Clube dos 13. O formato foi desenvolvido como consequência de um acordo entre o Clube dos 13 e o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Pelo que foi acertado, cláusulas que caracterizavam o favorecimento a um monopólio e impediam a participação de outros concorrentes de forma democrática e transparente foram proibidas.

O modelo anterior impôs aos clubes brasileiros o endividamento e a perda sucessiva de seus maiores talentos para outros países. Alguns clubes brasileiros passam meses sem parceiros patrocinadores porque camisas, luvas, bonés e até placas publicitárias são evitadas ou encobertas nas transmissões esportivas. Ainda existem alguns clubes brasileiros que simplesmente são ignorados durante a temporada e passam semanas sem que seus jogos sejam transmitidos.

A carta convite enviada pelo Clube dos 13 contempla uma concorrência transparente, séria, com regras claras. O documento exige propostas entregues em envelopes fechados e pressupõe declarar vencedor aquele que fizer a melhor proposta financeira para todos os clubes. O modelo é semelhante ao estabelecido pelo Comitê Olímpico Internacional para a disputa de direitos dos Jogos Olímpicos. A Record detém os direitos de transmissão exclusivos dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Fez a melhor proposta e venceu. O mercado publicitário brasileiro – de forma ousada – correspondeu ao investimento da Rede Record e cobriu todos os custos de direitos e transmissão, além de gerar lucros. Parte do pacote olímpico já foi visto no Brasil com a premiada e pioneira cobertura esportiva dos Jogos de Inverno de 2010, de Vancouver, no Canadá. Prova inequívoca de que a Record quer inovar no esporte, tem apoio do mercado publicitário e retorno expressivo em audiência.
Este ano, em outubro, faremos o mesmo com os Jogos Panamericanos de Guadalajara.

A proposta do Clube dos 13 rompe com as obscuras negociações que favoreciam o monopólio e descaracterizavam a concorrência, impondo aos clubes valores e limitações exigidas pelos eternos favorecidos.

A Record reafirma o desejo de participar da concorrência do Clube dos 13, se os associados estiverem em acordo e unidos em busca de propostas que ofereçam alternativas para o torcedor brasileiro, melhorem arrecadações e ampliem a possibilidade de surgimento de novos patrocinadores.

Mas se os clubes desejarem uma negociação em separado, optando por outro modelo, a Record também pretende apresentar proposta, desde que as negociações sejam feitas seguindo padrões de transparência e regras claras. Ou seja, com a garantia de que a melhor proposta para a televisão aberta terá preferência.

Esta é a forma que a Record encontra para contribuir com a evolução e o desenvolvimento do futebol brasileiro, proporcionando ao torcedor acesso livre e gratuito ao esporte preferido da nação.



SBT implode o B.O.: 13 foram demitidos hoje

O Boletim de Ocorrência, dito B.O., já saiu de cena no SBT.
O programa, que deveria ter sido reformado, inclusive no nome, há menos de dois meses, quando Roberto Cabrini se recusou a apresentá-lo, representa a primeira extinção da nova gestão de Daniela Beyrutti, filha de Silvio Santos, à frente da direção de programação da casa.

O fim do programa, considerado por muitos uma vergonha para a emissora, foi comemorado por pouco tempo. Logo veio uma lista de demissões, por enquanto com 13 nomes, incluindo um remanejamento inesperado – uma repórter experiente do jornal da noite foi dispensada para que sua vaga acomodasse uma repórter novata antes abrigada pelo B.O.

Outros profissionais, 4 ou 5, conseguiram migrar para outros programas da casa, ainda em caráter provisório.
No departamento de jornalismo, a sensação é de que a sangria não parou por aí. Novos cortes são esperados para a semana, incluindo gente do alto comando do setor.



SBT mantém Joyce Ribeiro às 18h; destino de Conexão Repórter é incerto

Diante da recusa de Roberto Cabrini em apresentar um novo programa popular/policial diário, conforme antecipamos hoje na coluna Sem Intervalo, que assino no Caderno 2 (e bem que o post abaixo já prenunciava, dada a falta de conciliação entre a proposta e a manutenção do Conexão Repórter), o SBT decidiu manter Joyce Ribeiro à frente do horário e não vai rebatizar o programa atual (“B.O.”, convenhamos, é um bom nome para tal conteúdo, né mesmo?)
A diferença é que o tal B.O. ficará no ar por mais tempo, das 18h às 19h30, sendo a última meia hora dedicada a noticiário local e a primeira hora, à rede.
Ratinho segue para as 21h15.
Tudo a partir da próxima segunda-feira.

Cabrini manifestou o propósito de continuar a se dedicar ao seu Conexão Repórter, vencedor de um prêmio Esso na quinta-feira passada. O destino do programa para 2011, no entanto, ainda é incerto.



Silvio Santos decepa ‘Conexão Repórter’, vencedor do Esso, para cortar custos: Cabrini é convidado a virar Datena

É por essas e outras que reluto em aceitar aqueles argumentos de que o SBT, já sabendo que o Grupo Silvio Santos estaria em maus lençóis, teria pegado leve nas cobranças de campanha feitas a Dilma/Lula e teria dado ênfase à tal bolinha de papel na cabeça do Serra durante aquela confusão no Rio (*). Silvio Santos nunca soube usar seu jornalismo como arma política. No máximo, bajulava o chefe da nação, fosse qual fosse, naquele lendário quadro “A Semana do Presidente”, lembra? Saudade da locução do Lombardi!

O mais novo exemplo de como Silvio ignora o que o jornalismo pode representar para uma empresa de comunicação é o convite feito a Roberto Cabrini para reduzi-lo a apresentador de noticiário diário popular. A ele foi proposto apresentar um jornal na linha Brasil Urgente, na faixa das 18h, de segunda a sábado, a partir do dia 29. O Conexão Repórter, que ontem levou os louros do Esso, o mais importante prêmio do jornalismo brasileiro (pelo programa Sexo, Poder e Intrigas na Igreja Católica), seria decepado como primeira vítima de corte de gastos da casa. Sim, é um programa de custo razoável, mas traz audiência e, agora mais do que nunca, prestígio.

Com a estreia do novo jornal, Ratinho, hoje ocupando parte da faixa das 18h, vai parar na vaga das 21h15, com mais liberdade para fazer o que mais sabe.

(*) sobre as tantas teses que refutam a imagem do SBT diante daquela bolinha de papel que câmera nenhuma, de TV ou de celular, captou quicar na cabeça do então candidato José Serra, o diretor de jornalismo do SBT, Luiz Gonzaga Mineiro, costuma dizer o seguinte: “Se fosse um tiro, ninguém teria a imagem, só a gente”.



Globo rebate Record sobre os louros do Emmy

A Globo respondeu por A+B, via comunicado à imprensa, todas as linhas do comunicado emitido horas antes pela Record sobre a credibilidade das indicações ao Emmy Internacional.

A Record subiu nas tamancas por ter já inscrito programas, reportagens e atores ao Emmy Internacional, sem nunca ter emplacado crédito seu entre os finalistas. A Globo, ao contrário, tem, mais uma vez, alguns dos inscritos entre os finalistas ao troféu.

Daí que a Record resolveu perguntar: como pode uma emissora que patrocina o Emmy ter seus produtos lá entre os finalistas? É certo isso? Vale a pena queimar filme pra botar alguma sugestão na reta final do Emmy?

A Globo rebateu que não é sua presença entre os patrocinadores da Festa de Gala do Emmy Internacional que lhe garante vagas entre os finalistas. Argumenta que a escolha não é feita pelos membros da Academia, e sim entre profissionais de TV de 40 países. Sustenta ainda que há auditoria, etc. etc.

E como internet não consome papel, vá lá, a gente reproduz abaixo, aos que tiverem paciência, a íntegra dos comunicados distribuídos pelas duas emissoras, da ação da Record à reação da Globo, que este ano concorre ao Emmy Internacional com “Paraíso Tropical”, “Malhação”, Marieta Severo, Irene Ravache, Pedro Cardoso, “A Grande Família”, “A Pedra do Reino” e “Por Toda a Minha Vida”, sem falar em “Jornal Nacional” e “Linha Direta” na categoria de jornalísticos.

DA RECORD
“A direção da REDE RECORD DE TELEVISÃO irá avaliar se fará a inscrição, pelo terceiro ano consecutivo, de reportagens, obras e representantes de seu elenco na próxima edição do International Emmy Awards. A direção da emissora entende que não é interessante para a RECORD participar da premiação cujo PARTNER seja a TV Globo, conforme está comprovado nitidamente no site www.iemmys.tv .

É no mínimo uma atitude parcial da organização do Internacional Emmy Awards aceitar o patrocínio ou parceria da TV Globo, que concorre em distintas categorias, quando num mesmo país existam outras emissoras inscritas. Além disso, a Globo possui dois representantes de sua diretoria como membros da organização, sr. Flávio Rocha e sr. Ricardo Pereira. Nenhuma outra emissora brasileira está representada.

No EMMY americano a realidade é outra. Atualmente em sua 60a. edição, a credibilidade do evento é atestada pela alternância anual da transmissão e exibição da cerimônia entre as quatro grandes redes (60th ABC, 59th FOX, 58th NBC, 57th CBS e assim por diante). No site oficial da organização, não constam nomes de emissoras como PARTNERS, ao contrário do que acontece na versão internacional do prêmio. Será que uma das redes americanas aceitaria participar da premiação se esta fosse patrocinada sempre por uma única emissora? Qual seria a credibilidade do prêmio?

A RECORD não deseja questionar critérios de julgamento, e sim a parcialidade e a influência que PARTNERS possam ter nas escolhas.

A RECORD teria vergonha de ganhar um EMMY patrocinado por ela própria.”

São Paulo, 05 de setembro de 2008.

REDE RECORD DE TELEVISÃO

DA GLOBO
A TV Globo tem muita honra de ter sido, em 1969, uma das empresas fundadoras da Academia Internacional de Televisão, Artes e Ciências – IATAS, organizadora do prêmio de maior reconhecimento do mercado audiovisual, o Emmy Awards.

Há três anos a TV Globo é também uma das patrocinadoras do evento anual da premiação (Festa de Gala) e gostaria de fazer dois esclarecimentos:

- Pelo regulamento do prêmio, uma emissora de televisão ou seus representantes jamais podem votar nas categorias em que estejam concorrendo. A Academia não participa do julgamento. Quem avalia os programas inscritos são cerca de 600 profissionais de televisão, de 40 países. Todo o processo é auditado pela Ernst&Young.

- No período em que é patrocinadora do evento de gala, a TV Globo não ganhou nenhum prêmio. Em 1981, ganhamos um Emmy com o musical “Vinicius para Crianças”, na categoria Performing Arts. Em 1982, o caso especial “Morte e Vida Severina” levou o Emmy de Popular Arts. Finalmente, em 1983, Dr. Roberto Marinho recebeu um Emmy pois foi homenageado como Personalidade do Ano.

A TV Globo gostaria de reafirmar sua total confiança na independência e isenção da Academia e comunicar que continuaremos competindo duramente, todo ano, com as melhores emissoras do mundo em busca do reconhecimento da qualidade de nossa produção.

Central Globo de Comunicação

Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2008

agora no estadão