Aqui, a bela Jessica Paré, senhora Don Draper na série, em peformance sexy para a festa-surpresa que preparou para os 40 anos do marido.
Atenção, viciados em Mad Men: começa amanhã, às 21 horas, na HBO, a 5.ª temporada da série que acumula estatuetas do Emmy e do Globo de Ouro. Na sequência, às 22 horas, tem outra estreia, desta vez de título novo de fato, estampada em House of Lies. De uma e de outra, fica o elo de que business is business, mas sem abrir mão de sexo, fator que afeta o rumo dos negócios em qualquer lugar do planeta.
Mad Men. O primeiro episódio desta 5.ª temporada de Mad Men celebra os 40 anos do protagonista, Don Draper (Jon Hamm), o Midas da agência de publicidade que serve de palco ao enredo, na Madison Avenue de uma Nova York dos anos 60. Os parabéns surgem a princípio em tom low profile, pela manifestação quase tímida dos três filhos, que passam um fim de semana com o pai na nova casa – e com a bela nova madrasta, a canadense Megan Draper (Jéssica Paré). Mas o episódio termina com uma constrangedora, embora excitante, festa surpresa que Megan prepara para Don, sujeito avesso a aniversário e que, segundo sua identidade verdadeira, já completou aquela idade seis meses antes. E fazer 40, naquele tempo, parecia ser a última desgraça da Terra. A idade é pronunciada entre sussurros. O ápice da noite é a performance sexy da canadense cantando em francês, em celebração ao cobiçado Don.
A lembrar que a 4.ª temporada terminou com Don levando as crianças para a Califórnia e voltando para casa com uma surpresa. Já Peggy (Elizabeth Moss) está diante de uma oportunidade para conseguir uma nova conta. A nova temporada é marcada ainda pelo conflito profissional entre Pete (Vincent Kartheiser) e Roger (John Slattery).
House of Lies. Classificada como comédia – há controvérsias sobre o fazer rir, vá lá - House of Lies é baseada no livro de Martin Kihn, House of Lies: How Management Consultants Steal Your Watch and Then Tell You the Time. Ali está uma cartilha de como uma consultoria de gerenciamento pode atropelar qualquer escrúpulo para faturar seu gordo cachê. Em determinada altura, quando os consultores devem convencer um grande banco a contratá-los, um de seus membros sugere, sem piedade, que se prepare uma lista de demissão em larga escala.
A série mostra, assim, o cotidiano da empresa de consultoria Galweather & Stearn. Don Cheadle, indicado para o Oscar, dá vida a Marty Kaan, sujeito que se acha irresistível e faz sexo com três mulheres diferentes em um único episódio. O elenco conta ainda com Kristen Bell, como Jeannie Van Der Hoyeen, promissora integrante da equipe. E tem o pequeno Donis Leonard Jr. como Roscoe Kaan, filho de Marty, menino negro que vibra ao conseguir o papel de Sandy, vivido no cinema por Olivia Newton John, num musical da escola.

Sim, J.R., na pele do mesmo Larry Hagman, desembarca no Brasil no dia 18 de junho, pela Warner. O canal traz para o País, apenas cinco dias após a estreia nos Estados Unidos (onde será exibida pelo canal TNT), Dallas 2012, a continuação da saga que vasculha o universo do poder petrolífero no meio oeste americano. Não é um remake, atenção, é uma retomada do enredo 20 anos depois de a produção ter sido encerrada.
Agora, o foco está sobre os primos John Ross Ewing, filho de J.R., e Christopher Ewing, filho adotivo de Bobby, que concorrem não apenas no mundo dos negócios, mas também ao coração de Elena Ramos, que é interpretada pela brasileira Jordana Brewster (de Velozes e Furiosos).
Viva resgata J.R. dos áureos tempos
Se você não viu Dallas entre 1979 e 1981, porque não tem idade suficiente para tanto ou porque esteve em Marte naquele tempo, não se sinta deslocado. O canal Viva, por uma boa coincidência do destino (visto que não há qualquer parceria entre os grupos Globo e Turner) põe a série original no ar no dia 1º maio, na faixa das 23h15, com apresentação diária. São mais de 300 episódios. A exibição do título, um clássico das séries americanas, inaugura as comemorações em torno dos 2 anos do canal de reprises, que hoje já está entre os 10 mais vistos da TV paga.
crédito: FABRÍCIO MOTA/TV GLOBO
Assim é que Deborah Secco desembarcará na tela da Globo a partir do dia 13, no novo seriado da emissora, Louco por Elas. Sem os cachos dourados de Natalie Lamour, sem a malandragem de Bruna Surfistinha.
Deborah teve cabelos cortados e tingidos perto de sua cor natural, escura, para viver uma escritora bem-sucedida de livros sobre relacionamentos. Praticamente uma SuperNany do amor. Seu par é Du Moscovis e o texto é de João Falcão, sob o comando do confiável Guel Arraes.


Vamos falar o que é: os diálogos de Two And a Half Men garantem a sobrevida da série, mesmo sem aquele em torno de quem a trama foi criada, mas isso é diagnóstico para o primeiro episódio do título sem Charlie Sheen, exibido ontem, nos Estados Unidos.
Como episódio inaugural para a troca de Sheen pelo guapo Ashton Kutcher, o texto tinha a função de explicar o que houve com Sheen/Harper: explodiu como um balão de carne ao cair da plataforma do metrô em Paris, diz a apaixonada vizinha, durante um funeral sem corpo presente e repleto de “viúvas” sem piedade, que ali expõem as heranças venéreas que lhes foram legadas pelo morto. As cinzas chegam às mãos de Alan/Jon Cryer na casa de Malibu, que será posta à venda pela mãe.
Claques de risos e gritinhos femininos dão cabo da euforia causada pela primeira cena de Ashton Kutcher, quando Alan, com o pote de cinzas do irmão em mãos, pronto para atirá-las ao vento, assusta-se com a presença daquele homem todo à porta de casa e, bingo, as cinzas voam pela sala. O destino de Charlie Sheen não poderia ser mais humilhante do que um aspirador de pó (alguma analogia ao uso de drogas, da cocaína ao crack, que levou o ator à sua demissão?)
O primeiro episódio faz Kutcher desfilar pelado pela casa, e é pelado é que ele abraça um constrangido Alan. É Jon, afinal, quem garante a graça do texto.
Sim, o primeiro episódio sem Sheen é ótimo, mas está completamente apoiado no fantasma de seu personagem, de sua imagem e de toda a batalha travada entre o ator e os criadores da série desde sua demissão, ao fim da temporada passada. O bonitão Kutcher não há de andar pelado por todos os episódios a seguir, e não tem o tempo de comédia de Sheen, é verdade, mas o maior desafio do enredo será superar o fantasma que ficou no aspirador de pó e se reinventar de fato no que ainda está por vir.

Eterno Mr. Big (“Sex And The City”), Chris Noth agora dá voz a Peter Florrick, promotor casado, pai de dois filhos, mas, que diacho, andou pegando umas moças de família quase boa por aí e foi amplamente pego de calças curtas: o adultério foi filmado e as imagens, “despretensiosamente” vazadas para a imprensa por um promotor inimigo de Florrick.
Sabe aquela cena clássica da figura pública que, amparada pela esposa, encara um batalhão de flashes e microfones para anunciar que está renunciando ao cargo, até que as investigações comprovem sua inocência, bláblábláblá? A sequência abre “The Good Wife”, nova série comprada pelo Universal Channel. Coisa bem produzida, tem toda pinta de cinemão. Pense aí no que você quiser: figurino? cenário? áudio? interpretação? script? make up? Nada falha.
A senhora Florrick, no caso a boa esposa que dá nome à série, é Julianna Margulies. Advogada que largou a profissão para se dedicar ao marido, a bonitona se vê forçada a retomar a profissão e, claro, bem ao gosto das plateias hollywoodianas prontas para arrebatar bilheteria feminina, mostra-se supervitoriosa logo na primeira causa que encara.
Pra quem adora conto de fadas depois que os príncipes viram sapos, a nova série é de causar dependência diante da tela: adorei.
Estreia em 9 de novembro, às 22 h.
Boa notícia. E, coisa rara, vem da Net:
Os seis canais HBO estarão com sinal aberto para todos os assinantes da NET de 28 de setembro a 5 de outubro, o que significa a chance de um super aperitivo, bem na linha paratodos, da nova safra da série “Filhos do Carnaval”, que estreia dia 4.
De quebra, e para quem gosta, o período engloba episódios decisivos da segunda temporada vampiresca de “True Blood”.
A ideia, claro, é que a promoção possa seduzir assinantes básicos a um up grade na mensalidade, rumo ao pacote HBO.
Foi na madrugada de segunda para terça-feira que escrevi a crítica de “Viver a Vida” para o Caderno 2, estampada abaixo.
Na manhã de terça, fui assistir aos dois primeiros capítulos da nova safra de “Filhos do Carnaval”, produto da HBO encomendado à O2 Filmes, com direção do Cao Hamburger.
Affe, que alívio em ver “Filhos”.
A concepção de qualidade audiovisual não podia se resumir àquilo que a Globo exibira na sua nova novela das 9 na véspera. A tecnologia, em “Viver a Vida”, vem sendo usada para fazer gol contra, mas vai que a audiência goste? Permito-me duvidar. É evidente que é mais fácil retratar gente como a gente numa série como “Filhos do Carnaval”, que teve sua primeira temporada protagonizada por Jece Valadão, do que num folhetim onde José Mayer é o perfumado, rico e sedutor protagonista. Lógico: há mais Jeces por aí do que Mayers. O caso é que a alta qualidade está arrasadoramente presente em “Filhos do Carnaval”, e aí, digamos a verdade, é mais difícil exibir primor técnico (luz, fotografia, cenários) no submundo do jogo do bicho do que no abastado reino de Búzios, retratado pela Globo.
E digo fácil: “Filhos do Carnaval”, do cemitério à quadra da escola de samba, do barraco ao sobradinho, é obra-prima, do roteiro à finalização, sem perder de vista a interpretação uterina do elenco. Tem ritmo de cinema, vá lá, vantagem que novela, inserida na pegada industrial dos capítulos diários, não tem. Mas é constrangedor ver aquelas personagens que não vivem, flutuam o tempo todo.
“Filhos” estreia dia 4 de outubro na HBO. Chega em boa hora para referendar o audiovisual nacional.

Olha aí o Walmor Chagas, desapegado de sua vasta (e invejada) cabeleira branca, para viver o irmão do bicheiro Anésio Gebara, papel que foi de Jece Valadão.
Filha de Silvio Santos que deve herdar a administração do SBT, Daniela Beyruti fez uma pesquisa via Twitter para saber a que horas o público ali presente gostaria de ver séries no SBT.
Conhecedora dos resultados, resolveu inaugurar horário nobre para as séries, e são muitas as boas opções que o SBT vinha confinando na madrugada. Assim, a partir de segunda, dia 14, promete exibir títulos como “Harper´s Island”, “Gossip Girl”, “Grey´s Anatomy”, “Sobrenatural”, “The Mentalist” e “Fringe”, em ritmo de novela: uma mesma série será exibida diariamente, até ceder a vaga à próxima, assim como a Globo faz com “24 Horas” e “Lost” no início do ano.
Também por isso, o “Jornal do SBT” ganha um horário que, até aqui, sempre pareceu o melhor para a grade de programação da TV do seu Silvio: 19h30.
Tudo muito válido, claro, mas não deixa de ser curiosa a analogia entre pai e filha na hora de pesquisar a vontade do público: Silvio Santos costuma direcionar a programação após sabatinar seu próprio auditório, invariavelmente feminino e composto por um pessoal bem específico das caravanas. Daniela recorre ao Twitter, que igualmente é frequentado por uma plateia bem segmentada. Do auditório ao twitter, oxalá, algum parâmetro há de aparecer. Eu mesma tive uma patroa que costumava telefonar para a babá de seu filho na hora de escolher as capas das revistas que publicava, para perguntar se a funcionária conhecia os personagens candidatos às principais chamadas das respectivas publicações. Cada um com seu termômetro, né mesmo?
Vai ao ar nesta quarta, na Sony, o 100º capítulo de “Desperate Housewives”. No embalo da efeméride, a série promove a volta de Steven Culp, como Rex Van de Kamp.
Vamos à sinopse de “The Best Thing that Ever Could Have Happened”, o episódio da vez: Tudo começa quando um faz-tudo da vizinhança, Eli Scruggs, morre, e as moradoras de Wisteria Lane percebem o quanto ele afetou suas vidas. Gaby relembra como Eli a ajudou a fazer novos amigos quando ela chegou a Wisteria Lane. Lynette relembra como ele a ajudou quando ela estava sobrecarregada e negligenciava Penny. Susan pensa em todos os momentos em que ele esteva presente como um ombro amigo a cada vez que um homem saía de sua vida. Edie olha para trás e pensa na amizade especial que tinha com ele. Bree pensa no pequeno gesto que ele fez em certa ocasião e que a ajudou a chegar onde chegou.
No ar às 22 horas.
Quem aí viu o filme do Cao Hamburger, digo, “O Ano em que os meus pais saíram de férias”, e não se lembra daquela menina que, na história, dava nó nos garotos do Bom Retiro?
Pois Daniela Piepszyk é um dos bons nomes apresentados à TV por Denise Saraceni em “Tudo Novo De Novo”, seriado prometido para abril na Globo.

A diretora procurou atores não exatamente novos, como se costuma dizer de quem só ganha fama nacional quando chega à TV. São profissionais até veteranos, como Marcelo Spektor, Cristina Flores e Paula Braun, todos com largo estofo de palco, mas praticamente inéditos para o tubo.
Os protagonistas, vá lá, passam longe desse contexto: são Júlia Lemmertz e Marco Ricca, casal que encabeça abordagem sobre o processo de recomposição de uma família, com direito a uma fileira de ex-maridos, ex-mulheres, enteados, meio-irmãos, e por aí segue.