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Cristina Padiglione


Fox Sports acerta com Sky

 

Depois de muito se queixar do preço cobrado pela Fox para o canal Fox Sports e de desdenhar do outro canal do grupo, o Speed, o polêmico Bap, dito Luiz Eduardo Baptista, CEO da Sky, finalmente acertou a entrada da emissora que detém os direitos da Libertadores na TV paga em seu line up.

 

A operação deve começar a vingar em menos de uma semana, aproveitando as próximas partidas da Libertadores, evento que agora está fora do SporTV. incluindo aí partidas com o astro da vez, Mr. Neymar.

A Sky tem a segunda maior clientela de TV paga do País e é a primeira operadora em DTH.



Diretora do GNT defende pausa ao “Saia Justa”

saia

Diretora do canal pago GNT, Letícia Muhana me reforça a ideia de tratar a pausa imposta ao programa “Saia Justa” como outras interrupções feitas em outros programas da casa ao longo da história do canal.

Cita o “Manhattan Connection”, mas não sem antes lembrar que, naquele caso, a interrupção foi causada pela morte de Paulo Francis.
Cita o “Menu Confiança”, brecado em setembro. Seu chefe e chef, Claude Troisgros, só ganhou o atual “Que Marravilha” há coisa de um mês.
Cita o “SuperBonita”, que trocou o formato antigo por moldes de reality de beleza.

Todos pararam para “pensar” novos moldes.

Mas, contra-argumento, estrear nova temporada de um programa bem no início do ano e, a essa altura, em maio, perceber que há necessidade de reforma, não tem paralelos. E, no caso do “Superbonita”, houve troca de apresentadora. “Mas podia ser a mesma, o que mudou foi o formato”, rebateu Muhana.
Trocando em miúdos, ela não descarta a troca de peças no time hoje composto por Mônica Waldvogel, Betty Lago, Maitê Proença e Márcia Tiburi. Tampouco atribui a uma eventual troca a solução do impasse. Acha apenas que o produto precisa ser repensado. “Bom de tudo não está, claro, ninguém mexe em time que está ganhando”, completou.
A pausa no “Saia Justa” não tem prazo para acabar. Muhana só pretende se debruçar sobre o tema após a estreia do canal Viva, novo filhote da GloboSat, também pilotado por ela, que entra no ar na próxima terça-feira, via Net e Sky.



Markun conta que foi surpreendido por mudança na TV Cultura

Presidente da Fundação Padre Anchieta até junho, quando vence seu mandato, Paulo Markun reuniu-se com os funcionários e colaboradores da TV Cultura para falar sobre sua saída do cargo. Deixa claro que foi surpreendido pela candidatura de João Sayad ao posto, conta que recusou oferta para presidir o Conselho da FPA, cadeira que terá de ser desocupada por Jorge da Cunha Lima na eleição a seguir, e enumera os feitos acumulados em sua gestão.
Abaixo, a íntegra da carta que norteou a conversa de Markun com o pessoal da casa.

Fato novo, transição tranquila

No início de 2010, o incentivo explícito de funcionários, de parte do Conselho Curador e do governador José Serra fizeram com que eu resolvesse encarar um novo mandato, desde que contasse com o indispensável consenso para o bom funcionamento da instituição. Preparei um plano de ação para os próximos três anos, mas durante semanas em que a mídia publicou as mais diversas especulações sobre as eleições, mantive-me calado, pois creio que cabe ao Conselho Curador deliberar sobre o assunto. O nosso estatuto determina que qualquer candidato precisa ter, antes de mais nada, o respaldo de pelo menos oito conselheiros eletivos. Em minha eleição fui indicado por 18 integrantes e obtive mais 20 votos, entre os quais o do representante dos funcionários.

Na última terça-feira, 19 de abril, deparei-me com um fato novo: a candidatura do secretário João Sayad ao cargo. Como fora ele quem me convidara para o posto, em nome do governador, respondi a meu interlocutor que nada tinha a opinar sobre a decisão inesperada. Recusei a oferta de tornar-me presidente do Conselho Curador e informei que retornaria com alegria ao universo profissional a que sempre pertenci.

Antes de seguir adiante, gostaria de agradecer – e muito – a todos os funcionários e colaboradores pela compreensão e pelo esforço, sem os quais não teríamos realizado qualquer avanço. Sou grato ainda a todo o Conselho Curador, de quem recebi o necessário respaldo nos momentos mais importantes. Estendo gratidão e cumprimentos ao governador José Serra, que me ofereceu algumas condições básicas – todas cumpridas – sem as quais não teria sequer aceitado a tarefa.

Tenho várias razões para estar orgulhoso do que foi feito. O balanço de 2009, auditado pela empresa Boucinhas, Campos & Conti – e aprovado unanimemente pelo Conselho Curador – é a demonstração mais objetiva do nosso trabalho. Acima disso, tenho a alegria de ter consolidado a ideia de que a Fundação é maior que o conjunto de nossas respeitadas emissoras e que sua missão deve utilizar as mídias mais avançadas, como foram o rádio e a TV há quatro décadas. Algumas outras razões para festejar:

1 – Os 41 milhões de paulistas que nos sustentam têm agora uma instituição com controles mais rigorosos de seu orçamento e com todas as contas em dia;

2 – Depois de 18 meses de negociação, firmamos um contrato de parceria que norteia as relações entre a instituição e o governo do Estado. Em 2009, primeiro ano de vigência desse acordo inédito, cumprimos a nossa parte, pagando as dívidas, aumentando a receita própria e incrementando a produção independente na programação;

3 – A Fundação Padre Anchieta opera agora três emissoras digitais abertas. Depois de um embate duro, em que assumimos uma posição ousada, nos tornamos a única emissora pública de sinal aberto a utilizar a multiprogramação, peça chave do modelo brasileiro de digitalização. Nosso segundo canal, a Univesp TV, dá suporte ao mais ambicioso projeto de ampliação da educação superior pública de qualidade – uma parceria do governo de São Paulo com as três grandes universidades estaduais paulistas;

4 – O decreto da ditadura que limitava nossa ação às tele aulas e restringia nosso financiamento aos recursos orçamentários foi superado. Iniciativa nossa, com respaldo do advogado geral da União e do presidente da República, que nos permite veicular dentro da lei qualquer tipo de programação com sentido educacional: programas infantis, jornalismo, música, filmes, entretenimento. A mesma decisão nos dá direito a ter publicidade institucional;

5 – Com o surgimento da TV Brasil, a TV Cultura assumiu nova posição no plano nacional, equidistante da concorrência e da submissão, oferecendo seus conteúdos sob várias formas, todas com contrapartidas financeiras;

6 – A rádio Cultura Brasil, que morria lentamente, ressurge na forma do mais importante portal de música brasileira, no ar em 28 de abril. O RadarCultura, seu programa interativo, acaba de ser contemplado com o Prêmio Especial do Júri da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) como o melhor programa de rádio de 2009;

7 – A rádio Cultura FM, que não veicula comerciais e dedica-se totalmente à música clássica, como era seu projeto original, registrou um aumento de audiência de 20%, de segunda a sexta, na faixa das 7h às 19h, entre janeiro de 2008 e janeiro de 2010. Houve ainda significativo avanço na faixa das 21h às 23h, com a veiculação de obras de grande duração pelo programa Sala de Concerto, que encerrou 2009 com 10 mil ouvintes por minuto, excelente marca para o horário;
8 – A TV Rá Tim Bum está em quase todas as operadoras e ultrapassa a casa dos 2,5 milhões de assinantes. Seu conteúdo está sendo distribuído pela principal operadora de Portugal e contrato semelhante está em negociação para atender às colônias brasileiras no Japão e em Israel. O único canal infantil a cabo com produção nacional exibiu 11 novas atrações no ano passado. Em 2010, serão 12;

9 – Nas quase 12 horas diárias dedicadas às crianças, não há, também, qualquer tipo de publicidade. Em 2009, nosso maior sucesso, Cocoricó, teve 39 episódios e 24 clipes musicais gravados em HD. A nova temporada, em que Júlio e seus amigos vão para a cidade, estreou no cinema primeiro, com bom resultado;

10 – Passamos a utilizar regularmente o cenário virtual e suas possibilidades criativas. O primeiro projeto, Lygia por Lygia, inaugurou a série Autor por Autor, na qual estão sendo produzidos mais 12 programas em parceria com a SescTV. Planeta Terra, Vitrine e Clássicos (agora em horário nobre) também estão sendo gravados com esse recurso;

11 – O Jornal da Cultura, reformulado com base em pesquisas quantitativas e qualitativas, retoma o viés do jornalismo público;

12 – Toda a identidade visual da emissora foi renovada. Viola minha Viola, Roda Viva, Metrópolis, Provocações e Cartão Verde, entre outros programas, têm novos cenários;

13 – A TV Cultura tornou-se a principal parceira da produção independente, que em 2009 alcançou 30% de toda nossa produção. As séries A´Uwe, Ecoprático e Tudo o que é sólido pode derreter estão entre os destaques desse projeto. Somos a emissora aberta de TV que mais incentivou a animação brasileira;

14 – A educação foi alçada à condição de objetivo estratégico da FPA. Produzimos centenas de vídeos, milhares de pen drives e mais de três milhões de exemplares de livros: 104 títulos feitos sob encomenda de parceiros e clientes, como organismos de governo nos planos municipal, estadual e federal, além de organizações internacionais, como Unesco e Unicef. Os contratos já assinados nessa área para 2010 ultrapassam a casa dos R$ 60 milhões;

15 – A área de prestação de serviços reavaliou todos os contratos a partir de um denominador comum: só realizamos projetos rentáveis e compatíveis com a grande missão da FPA, que é a de contribuir para o exercício da cidadania. A campanha publicitária do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2009, Vota Brasil, foi desenvolvida graciosamente pela agência W/Brasil e esteve entre os finalistas da etapa nacional do prêmio Profissionais do Ano de 2009;

16 – Nosso portal recebe mais de um milhão de internautas por mês; o Conexão Cultura oferece conteúdos relevantes para milhões de usuários de lan houses e telecentros. Há outras iniciativas inovadoras como o Portal Roda Viva, o programa Login (sucessor de Pé na Rua e Programa Novo) e o RadarCultura. A atuação em multiplataforma inclui ainda exposições virtuais, como Olheiro da Arte, com mais de três mil obras inscritas virtualmente antes da exposição física e a Galeria dos presidentes da República. Essa operação transversal se expressa ainda na revista Mbaraka, dedicada à música clássica e a dança, cuja segunda edição (também superavitária) está sendo impressa;

17 – O parque tecnológico foi completamente renovado. Novas câmeras, ilhas de edição e controles mestres garantem mais qualidade e economia. Concluímos assim um processo de modernização que demandou muitos milhões de reais de investimento público e de recursos próprios;

18 – Nossas instalações estão sendo melhoradas gradualmente, como bem sabem todos que trabalham no chamado “prédio das Tecas.” O Teatro Franco Zampari foi totalmente recuperado e pode ser utilizado para programas e eventos, com transmissão ao vivo pela TV ou pela web;

19 – Mordomias incompatíveis com nosso tipo de instituição e com o trabalho em equipe (carro de diretores, portão de acesso exclusivo, restaurante executivo, passagens em classe executiva) foram suprimidas;

20 – Parcerias com emissoras do Brasil e do exterior permitiram aumentar a produção e o alcance de nossos programas. Da Arirang TV da Coréia à Deusteche Welle da Alemanha, passando pela TV Encuentro da Argentina. Com a TV Brasil, desenvolvemos o Almanaque Brasil, levando para a telinha o conteúdo da revista criada por Elifas Andreatto. Com a Imprensa Oficial está sendo desenvolvida a série Aplauso, baseada na coleção de biografias de personalidades do teatro e da TV. Um acordo longamente costurado com a RTP2 resultou em Brasil e Portugal, Lá e Cá, série que manterá meu vínculo com a TV Cultura, na condição de apresentador, pelas próximas 12 semanas.

Em conversa cordial neste domingo, 25 de abril, ouvi do candidato a presidente João Sayad, que não existe, da parte dele, a intenção de transformações radicais na equipe ou grandes mudanças no que está sendo desenvolvido na Fundação Padre Anchieta.

A alegria do dever cumprido em 39 anos de profissão me remeteram a esta reflexão do escritor Alejo Carpentier, que busco relembrar volta e meia:

“…o homem nunca sabe para quem padece e espera. Padece e espera e trabalha para gentes que nunca conhecerá e que por sua vez padecerão e esperarão e trabalharão para outras que tampouco serão felizes, pois o homem anseia sempre uma felicidade situada além da porção que lhe é outorgada. Mas a grandeza do homem está precisamente em querer melhorar o que é. É impor-se tarefas. No Reino dos Céus não há grandeza a conquistar, pois ali tudo é hierarquia estabelecida, incógnita derramada, existir sem fim, impossibilidade de sacrifício, repouso e deleite. Por isso, atormentado por penas e tarefas, formoso dentro de sua miséria, capaz de amar em meio às pragas, o homem só pode alcançar sua grandeza, sua máxima medida, no reino deste mundo.”

Creio que no reino deste mundo, cabe agora a vocês, que há 43 anos trabalham para erguer (e melhorar) a Fundação Padre Anchieta, uma bela tarefa, digna da grandeza dos homens.

Paulo Markun
26 de abril de 2010



Record cutuca SBT e leva a pior

A Record mexeu com quem não devia.
Nascido e criado sob as asas de Silvio Santos, Gugu Liberato criou vôo próprio e tem todo o direito de seguir seu rumo em outro canal.

Mas, ao oferecer 3 milhões mensais para ter o pupilo do patrão, a Record saiu no prejuízo. Senor Abravanel tentou manter Gugu em casa e, ao que constava até ontem, não obteve sucesso.

Agora Silvio carrega da Record duas cartas importantes na emissora, Eliana (ela própria, também nascida e criada sob as asas de Silvio, com quem concorre aos domingos e não raramente vence) e Roberto Justus.

Veja bem, pode-se gostar ou não de Roberto Justus, mas ele era, efetivamente, um dos, senão O, maiores ímãs de anunciantes da emissora do bispo Macedo. Como a Record vai bem de quantidade mas ainda sofre larga rejeição do público AB, no quesito qualidade de audiência, a saída de Justus, por si só, já não compensa a chegada de Gugu. A saída de Justus e Eliana, então, equivale a preju na certa.
Justus traz prestígio, anunciantes, público AB e, de quebra, também audiência quantitativa. A Record é que não contava com a astúcia do Homem do Baú.

No frigir dos ovos, a gargalhada do Silvio se dá por último.



O dia em que o SBT amanheceu Band

Foi em Cuiabá.
Aconteceu sábado.
Quem esperava encontrar o Dia de Princesa do Netinho no canal TV Cidade Verde deu de cara com o Raul Gil e seu banquinho.

O SBT queria que a transmissão de seu canal na região se restringisse à capital mato-grossense, mas a afiliada avisou que cresceu e não abriria mão de chegar a todo o Estado. A TV do Silvio, no entanto, batia o pé pelo território restrito, visto que tem acordo com outras 12 repetidoras do mesmo MT.

A Band é que se deu bem. O canal que ocupava até sábado restringia-se aos limites de Cuiabá e cedeu seu espaço a uma programação evangélica. Agora na TV Cidade Verde, o sinal da Band segue para todo o estado.

O SBT promete para dentro de 60 dias uma solução aos órfãos locais (uma delas seria a TV Pantaneira, de Gugu Liberato).
Fato é que a TV de Silvio Santos, com a perda de Cuiabá, enfileirou seu segundo apagão numa capital – a primeira é Florianópolis.

À repórter Alline Dauroiz, do Estadão, o dono da TV Cidade Verde, Luiz Carlos Becare, se queixou que as afiliadas do SBT estão à deriva. Disse que faz mais de dois anos que ninguém da rede se lembra de chamar os donos de afiliadas a São Paulo para discutir eventuais novidades na programação (o que, no caso do SBT, nunca é eventual, digamos).

Pô, Silvio, como diria aquele ex-presidente, assim não pode, assim não dá!
De que adianta convocar comitê para avaliar por que o SBT perdeu a vez para a Record, se nem a cartilha básica é seguida entre seus súditos? Veja a Globo, líder absoluta que é, todo dia a afagar o ego de uma de suas afiliadas em pleno “Jornal Nacional”, sob o pretexto dos 40 anos do noticiário. Pois se até a Globo tem esse cuidado, por que o SBT tropeça no be-a-bá? Assim, não há gol que emplaque. Nem tendo o Ronaldo como garoto-propaganda.



Uniforme olímpico

Não, eles juram que não combinaram o figurino.

Diretor dos canais GloboSat, Alberto Pecegueiro (à direita na foto)sacramentou ontem, com o presidente da Record, Alexandre Raposo, o contrato que dá à GloboSat o direito de transmissão do pacote olímpico (Vancouver e Londres) na TV paga brasileira.

A Record ficará com a exclusividade na TV aberta.

E os dois executivos, que até outro dia mal teriam chance de serem vistos juntos, de improváveis interesses em comum, endossaram o acordo em ritmo de par de vaso, com ternos e camisas exatamente da mesma tonalidade.



Vesgo e Silvio voltam a cercar o seu Silvio

Alvo de alguns dos melhores momentos do “Pânico”, seu Silvio Santos, o verdadeiro, sempre será motivo para ganhar a “perseguição” da dupla Vesgo-Silvio (Silvio, você sabe, a caricatura do patrão, na voz do bom humorista Ceará).

Os dois fizeram de novo plantão na porta do Jassa, cabeleireiro que faz a cabeça de Senor Abravanel, e arrancaram do homem nada menos que 25 minutos de entrevista.

Dessa vez, o pretexto pra botar seu Silvio no ar pela RedeTV! é a pequena Maísa, apresentadora do SBT. Silvio proibiu a menina de dar entrevistas. Diz que é para evitar constrangimentos e exploração de terceiros com sua verve, digamos, espontânea. Pois os meninos do “Pânico” foram até o homem do baú para pedir que ele libere entrevistas com Maísa.
Para reforçar a tentativa de persuadir o patrão, levaram junto a Mulher Samambaia, que impressionou seu Silvio em outra ocasião.



Record leva diretor de elenco de Silvio Santos

Diretor de elenco do SBT, estimado pelo patrão e responsável pela revelação de tantos dos nomes que hoje desfilam na tela da TV (Caio Blat, Maria Fernanda Cândido e Gabriel Braga Nunes entre eles), Fernando Rancoletta resistiu o quanto pôde, mas foi finalmente cooptado pela Record.

Bom para a Record, mau para o SBT.

Na TV do Silvio, Rancoletta se habituou a trabalhar com ofertas bem mais modestas que aquelas lançadas pela Record a atores estrelados. Daí o talento em buscar anônimos bons de cena, gente que segura a onda e só precisa de uma brecha para se fazer notar no vídeo.

A Record já seduziu 98% do elenco que teria chance de tomar da Globo. Contratou bons e razoáveis atores mal aproveitados na concorrência. Agora, sem disposição para inflacionar ainda mais o mercado e sem tantas opções de grifes, é hora de investir em boas descobertas.

A saída de Rancoletta do SBT deve aumentar o clima de instabilidade na dramaturgia da casa, que grava novela da primeira dama, Íris Abravanel, com a agonia da imprevisibilidade: já com cenas gravadas para 50 capítulos, a trama não tem data de estréia cogitada pelo Homem do Baú.



Série sem Capitão Nascimento não honraria “Tropa”

Como acontece em 90% das vezes em que um enredo inspira projeto para série ou seriado de TV, a idéia de criar um derivado do filme “Tropa de Elite” não vingou.
Depois de negociar com Globo e Record, optando pela proposta da primeira, o cineasta José Padilha agradeceu muito pelo interesse, mas preferiu ficar onde está.
Seja lá o que quer que tenha emperrado o projeto a essa altura, um item já causava apreensão em relação à possível série: Capitão Nascimento tinha pedido para sair. E sem Capitão Nascimento, com todos os aplausos merecidos por André Ramiro e Caio Junqueira, não há Tropa de Elite.
Assim que o título faturou o Urso de Ouro em Berlim, prêmio que veio pavimentar as exaustivas defesas de Padilha, Wagner Moura e grande elenco sobre o caráter do filme, o ator tinha dito que não queria mais mexer com o Capitão Nascimento. Sua ausência na série que não haverá, portanto, era ponto certo.
E, sem ele em cena, ainda que fosse em funções “burocráticas” do Bope, melhor seria mesmo não colocar a Tropa em risco.

agora no estadão