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Cristina Padiglione


Dilma e Serra; Serra e Dilma, por vários ângulos, em vários canais

Além dos cinco debates previstos em rede nacional, Dilma e Serra recebem agora proposta da TV Cultura para serem entrevistados, cada um a seu tempo, pelo Roda Viva.
Os representantes dos dois candidatos foram convidados para um sorteio que determinará quem dará entrevista para a edição do dia 11 e quem falará para a edição do dia 18.

Os debates cá mencionados têm datas certas pela Band (domingo próximo, com novidades no posicionamento dos debatedores e de Ricardo Boechat, o mediador), pelo SBT (dia 22), pela Record (dia 25) e pela Globo (dia 29). A RedeTV! ainda negocia espaço na agenda de ambos para o dia 17.

Em 89, naquele fatídico e histórico segundo turno entre Collor e Lula, os quatro maiores canais de TV da época (Globo, SBT, Band e Manchete) se uniram num pool para a realização de dois debates em um mês. Cada bloco era mediado por um jornalista de um canal e um sorteio determinou os estúdios onde os encontros ocorreriam, cabendo à Manchete e à Band os papéis de anfitriões.
O pool parece bem mais razoável do que essa série de cinco debates em menos de 30 dias, até porque o engessamento de regras atual é muito similar em todos os encontros, mas, o que se há de fazer? Parece que as redes de TV se entendiam melhor 20 anos atrás.



Susana, lá como cá

Olhaí a Susana Vieira, sempre esfuziante, vestida para cena em participação especial na novela Laços de Sangue.

Não, apesar do título, não se trata da coprodução mexicana da Globo com a TV Azteca, e sim da coprodução da Globo em Portugal, com o canal SIC. O texto tem supervisão de Aguinaldo Silva.

Na semana passada, a Globo festejou a estreia de Entre el amor e el Deseo na TV Azeteca. É uma adaptação de Louco Amor, que Gilberto Braga escreveu nos anos 80, e é uma das quatro coproduções da Globo no mercado internacional. A primeira foi Vale Todo, que não vingou em audiência, feita com a Telemundo, depois vieram El Clon, com a mesma Telemundo, e as duas agora em exibição, uma no México, outra em Portugal.
Na Mipcom, feira de audiovisual que acontece esta semana em Cannes, executivos da TV Azteca atestaram que estudam, entre mais quatro títulos da Globo, qual seria o mais indicado para engatar já uma segunda coprodução com o plim-plim. Tanto falamos mal das novelas mexicanas que estamos nos unindo a elas.
Sim, porque os textos originais são brasileiros, mas todo o resto é devidamente vestido e maquiado dentro do padrão guacamole.



Globo emplaca 5 títulos entre finalistas ao Emmy

Tem Som & Fúria, sim, grande produção, impecável elenco, adaptação de similar canadense que saiu melhor que o original, by Fernando Meirelles, e a que a Globo, apesar de todos esses requisitos, não topou dar continuidade por meio de uma segunda temporada proposta pelo diretor.
Tem Som & Fúria na lista dos finalistas ao Emmy Internacional, que saiu hoje. A série protagonizada por Felipe Camargo concorre com uma produção alemã, outra sul-africana e outra inglesa.

A Globo aparece ainda entre os finalistas com Lília Cabral entre as melhores atrizes, pela atuação em Viver a Vida.
Do-Ré-Mi-Fábrica, especial de fim de ano, concorre a uma vaga como infantil, e Por Toda a Minha Vida sobre Cazuza também está entre os melhores programas artísticos.

Abaixo, a lista completa dos finalistas. O resultado será conhecido em novembro. No ano passado, a Globo levou um Emmy International por Caminho das Índias, a melhor novela segundo a Academia do Emmy.

2010 INTERNATIONAL EMMY® AWARD NOMINEES

ARTS PROGRAMMING

All My Life: Cazuza
TV Globo
Brazil

Imagine…David Hockney: A Bigger Picture
BBC / Coluga Pictures
United Kingdom

Personas Inside Out
TV Asahi
Japan

The World According to Ion B.
HBO Romania / Alexander Nanau Production
Romania

BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR

Bob Hoskins
The Street
ITV Studios
United Kingdom

Sebastian Koch
Sea Wolf
Tele-München / Gate Film / Clasart / ZDF / ORF / RHI
Germany

Sid Lucero
Dahil May Isang Ikaw
ABS-CBN Broadcasting Corporation
The Philippines

Leonardo Sbaraglia
Epitafios
HBO Latin America Originals / Pol-Ka Productions
Argentina

BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS

Iris Berben
The Krupps – A Family Between War and Peace
Moovie – the Art of Entertainment / ZDF
Germany

Helena Bonham Carter
Enid
Carnival Film & Television
United Kingdom

Lilia CabralSeize the Day
TV Globo
Brazil

Lerato Moloisane
Home Affairs
Penguin Films
South Africa

CHILDREN & YOUNG PEOPLE

13 at War
NPS Broadcasting Organisation
The Netherlands

Do-Re-Mi-Factory
TV Globo
Brazil

Happy Birthday
Fuji Television Network, Inc.
Japan

Shaun the Sheep
Aardman Animations / WDR & WDR mediagroup GmbH / BBC
United Kingdom

COMEDY

Los Simuladores
Sony Pictures Television International
Mexico

Peep Show
Objective Productions for Channel 4
United Kingdom

Talok Hok Chak
Workpoint Entertainment Public Company Limited / Royal Thai Army Radio and Television / Channel 5
Thailand

Traffic Light
Kuperman Productions / Keshet Broadcasting
Israel

DOCUMENTARY

9/11: Phone Calls from the Towers
Darlow Smithson Productions
United Kingdom

Kuarup: The Lost Soul Will Return
TV Globo
Brazil

Mom and the Red Bean Cake
Munhwa Broadcasting Corporation
South Korea

You die as you lived: Roterdam Hospice
KRO Broadcasting Organisation
The Netherlands

DRAMA SERIES

Clouds Over the Hill
NHK
Japan

Epitafios
HBO Latin America Originals / Pol-Ka Productions
Argentina

The Killing II
Danish Broadcasting Corporation in association with ZDF / NRK / SVT
Denmark

The Street
ITV Studios
United Kingdom

NON-SCRIPTED ENTERTAINMENT

CQC
Eyeworks Cuatro Cabezas SA
Argentina

Heston’s Feasts
Optomen Television for Channel 4
United Kingdom

Remembering School
KRO / Screentime Entertainment.
The Netherlands

Run for Money
Fuji Television Network, Inc. / Fuji Creative Corporation
Japan

TELENOVELA

Ciega a Citas
Dori Media International / Dori Media Contenidos / Rosstoc
Argentina

Dahil May Isang Ikaw
ABS-CBN Broadcasting Corporation
The Philippines

My Love
Plural Entertainment
Portugal

TV MOVIE/MINI-SERIES

Hopeville
Curious Pictures / Heartlines / SABC Education
South Africa

Marcel Reich-Ranicki: The Author of Himself
Trebitsch Entertainment / WDR / Arte
Germany

Small Island
Ruby Television in association with AL Films
United Kingdom

Sound & Fury
TV Globo / O2 Filmes
Brazil



Debate entre presidenciáveis supera ‘Fazenda’ da Record

Os candidatos a governo estatual não tiveram fôlego para tanto, mas os presidenciáveis bateram A Fazenda, o reality show da Record, no Ibope, agora há pouco.
Com Dilma, Serra, Marina e Plínio, a Globo obteve 23 pontos percentuais de audiência em São Paulo e 26 pontos no Rio, ou seja, 1,28 milhão de domicílios com TV na Grande São Paulo, e 962 mil domicílios com TV na Grande Rio.

A Fazenda rendeu 14 pontos em São Paulo e a mesma média no Rio.
Todos os números correpondem a prévia de audiência aferida pelo Ibope em tempo real em cada uma das praças. Nos números consolidados, calculados só para o dia seguinte, é possível que a audiência oscile 1 ponto para baixo ou para cima entre os dados cá anunciados.



Gianecchini é o mais cotado para deixar a novela

Márcio Souza/Divulgação

Dona Fernanda Montenegro já falou.
Werner Shünemann já voceiferou.
Tony Ramos já tarantalelou.
Rodrigo Lombardi já sussurrou.
Todos juram que não terão de conviver com Fred por muito tempo.

É o cara marcado pra morrer na novela das 9 da Globo, Passione.
Daqueles que, morto, suscitam uma série de flashbacks com mais de 10 suspeitos em cenas que lhes atribuem coragem e força de vontade para acabar com o agora defunto em questão.

O assassinato está agendado para a sexta-feira da semana que vem.
Silvio de Abreu, o autor, já avisou que o morto será um dos protagonistas, digo, um dos atores da trama central do folhetim. Cá pra nós, não seria má ideia tirar o Gianne de cena. Onde já se viu alguém destratar dona Fernandona e seu Tony Ramos daquele jeito? E até para ser golpista é preciso ter lá sua ética, coisa que o talzinho não tem, visto a rasteira que deu na (agora convertida) Clara da Mariana Ximenez.
Sujeitinho insuportável, esse Fred. Já vai tarde.
Ôooops, torcida minha, bem dito: não é propriamente uma informação.
Façam suas apostas.



Cartão Vermelho para o Cartão Verde: Quem comenta futebol às terças?

Entre as tantas mudanças que a Cultura achou que teria de operar em seus planos de reformulação, há itens não apenas desnecessários, como absolutamente contraproducentes.
Quem comenta futebol às terças, por exemplo?
O Cartão Verde agora será às terças, não mais nas noites de quinta, day after de jogos da rodada e, oras bolas, mais que oportuno para analisar desastres e acertos da véspera.
Às terças, depois que as mesas de domingo já esgotaram seu primeiro olhar sobre os jogos e as mesas das segundas-feiras já abusram da análises a distância de cada lance, o que resta dizer?
Ainda que Sócrates, Xico Sá, Vladir Lemos e Vitor Birner sempre saibam surpreender, a perda pela troca de dia é latente.



Debate da Record foi o de melhor audiência até aqui

Foram 9 pontos de média, 12 no primeiro bloco, com quarto lugar no ranking das emissoras mais vistas em São Paulo.
Verdade. O debate entre presidienciáveis que a Record exibiu ontem perdeu da Globo, o que é praxe para a Record, mas também do SBT e da RedeTV!
De todo modo, o encontro entre Dilma, Serra, Marina e Plínio foi, na noite de ontem, o que registrou melhor audiência até aqui. Na RedeTV!, domingo passado, o Ibope respondeu com 3 pontos, o mesmo atribuído ao encontro entre os quatro em questão na Bandeirantes.
Mesmo perdendo audiência no horário, a Record conseguiu, com o menu pouco palatável, três vezes mais audiência que as demais.
Na quinta, a Globo terá sua versão, com ancoragem do William Bonner.
É certo que o Ibope não será o mesmo normalmente cativado pela simpática Grande Família, que soma lá seus 25 pontos e está entre as maiores audiências da casa (até um ano atrás, a Globo superava os 30 com A Grande Família, que coisa, não?). Com o debate desta quinta, a Globo há de superar os 9 pontos da Record, e, ficando em 20, olhe lá, estará de bom tamanho.
Adoro assistir debates em seus mínimos detalhes, mas não posso discordar de que eles estão chatonildamente frios hoje. Saudades de Brizola, Covas e até do Maluf, todos com microfones ligados o tempo todo, sem apoio de pesquisas em tempo real ou de marqueteiros.

O Youtube está repleto desses bons momentos.



Dorival, personagem da semana, no ‘Esporte Fantástico’

Responda rápido: qual foi o assunto da semana?

Eleições à parte, com todo respeito, foi a demissão do técnico do Santos, Dorival Jr., motivada pela (não) punição à malcriação do garoto Neymar, que virou assunto em todas as rodas. Até minha mãe, alheia ao noticiário esportivo, tinha opinião sobre o caso. Justo. É coisa que sai do campo, atravessa debate sobre educação, respeito, convivência, talento, maturidade, etecetera e etecetera.

Amanhã, às 13h50, a Record leva ao ar a entrevista de Dorival a Myllena Ciribelli no Esporte Fantástico.
Diz o técnico que conversou com outros treinadores mais experientes e “ninguém nunca tinha passado por uma situação semelhante”. “Ninguém nunca tinha sido tão desrespeitado por um jogador.”
Depois de anunciar a suspensão de Neymar no jogo contra o Corinthians (e, coincidência, eu estava justamente no estúdio do Bate-Bola que Edu Elias comanda na ESPN Brasil, terça, acompanhando votação via web que dava a Dorival aval de sobra para sua decisão), Dorival diz que toda a repercussão do caso o levou a um acordo com a diretoria do clube para que o contrato fosse quebrado. “Eu também tive minha parcela de culpa em tudo isso. Por isso, minha saída do Santos foi em comum acordo. Eu não teria mais clima para continuar”, completou.



Excluindo a premiação, VMB sabe surpreender

Marcos Issa/Argosfoto/Divulgação
blog Marcelo Adnet reproduz o Funk da Gaiola das Cabeçudas, sucesso na web, com participação especial de Valeska Popozuda

Não vamos falar nessa premiação quase unilateral que levou aqueles garotos de calças curtas (pequeninas, eu diria), hipercoloridas, a subir no palco do Video Music Brasil mais vezes do que a música(?) deles fez por merecer.
Esqueça por um momento a overdose de Restart, que levou 5 prêmios no VMB 2010, anteontem, no palco do Credicard Hall, e atente-se no show que a ocasião produz, no programa de TV em si.
É o caso de se dizer, sim, caramba, os caras da MTV Brasil são muito bons.
O cenário, com um cilindro (em dado momento, lembrei do glorioso túnel por onde chegavam os artistas do Cassino do Chacrinha) de um lado e aquele caleidoscópio de outro, ambos norteados por mil efeitos luminosos de computação gráfica, permitiam um sem número de ângulos para as câmeras. O mestre-de-cerimônias, Marcelo Adnet, é de longe o melhor que já passou pelo posto. As esquetes com Dani Calabresa no papel de uma velhinha que falava com acento da Velha Surda da Praça (lá vou eu entregar a idade…) faziam graça sem abusar do efeito. Sabe aquele sujeito que percebe que está agradando e vai se estendendo na piada, até estragar o riso? Pois é. Nem Adnet nem Calabresa nem a direção do prêmio, ninguém caiu nessa cilada.
Os cortes de uma personagem para outra, idem, foram exatos.
As vinhetas para apresentar categorias e concorrentes estavam igualmente inovadoras.

Como já não comparecia ao VMB há alguns anos, fiquei franca e favoravelmente surpresa. Mesmo porque estive há um mês no Prêmio Multishow de Música, que também não testemunhava ao vivo havia outros tantos anos, e lá no Multishow, feito no Rio, bem que pensei: ‘isso está tão parecido com o VMB’. Agora, reaparecendo no VMB, percebo que o programa do Multishow de hoje parece o VMB, sim, mas de anos passados. O Prêmio de Música do Multishow que conheci, em sua origem, lembrava mais o Prêmio Sharp: mais MPB, Teatro Municipal, algum traje a rigor, outra pegada. Depois que o Multishow, como disse, passou a perseguir o tal do ‘público jovem’, cenário e linguagem foram se impondo em tom MTV, com direito a Restart, Banda Cine e todos aqueles garotos de penteado igual que vi anteontem no VMB. Parecem Umpa-Lumpas, sabe? Todos a mesma carinha.



Morre Paulinho Machado de Carvalho

paulinho

Morreu hoje, às 10h da manhã, o empresário Paulinho Machado de Carvalho, ou Paulo Machado de Carvalho Filho, primogênito do homem que batiza o glorioso estádio do Pacaembu e que botou a Record no ar, em 1953. No filme Uma Noite em 67, em cartaz nos cinemas, sobre o universo dos festivais de música da Record, Paulinho dá vários depoimentos preciosos, narrando detalhes sobre os bastidores vivenciados pelas grandes estrelas da MPB.

Irmão de Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta, dono da Rádio Jovem Pan, Paulinho sai de cena aos 86 anos, a quatro dias de a televisão brasileira comemorar seu 60º aniversário. Sãopaulino como o pai, Paulinho segurou o rojão da Record até a venda total das ações da emissora, em 1990, para o bispo Edir Macedo.

Sua biografia no site da Pró-TV, associação dos pioneiros da TV, informa que ele começou a trabalhar aos 16 anos e conta ainda: “A emissora principal do pai era a Rádio Record, que ficava bem no centro da cidade, na rua Quintino Bocaiúva, esquina da rua Direita. E tinha uma programação musical muito boa. O pai de Paulinho, porém, queria mais e adquiriu de Oduvaldo Viana a Rádio Panamericana, que tinha apenas um ano de existência. Paulo Machado mandou para lá os filhos, Paulinho, Alfredo e Tuta. Logo Paulinho, já com 20 anos, convenceu o pai a fazer ali uma emissora de esportes. Alguns anos depois, mudaram o nome para Jovem Pan. E a rádio foi de vento em popa, nas mãos dos guris, seus proprietários. Anos mais tarde, passou a pertencer somente a Antônio Augusto, o Tuta, enquanto Paulinho assumia a direção da Rádio e TV Record,em 1952, onde ficou até 1990.”

Quando começou no negócio, Paulinho começou por transferir as Unidas para uma grande construção na Avenida Miruna , perto do Aeroporto de Congonhas (imóvel que agora dá lugar a um hospital da Life Empresarial, do convênio médico pertencente ao grupo da Igreja Universal).
Paulinho esteve à frente dos negócios por 60 anos.

Também é atribuída a ele a obra de ter trazido ao Brasil grandes nomes da música internacional para inesquecíveis shows transmitidos pela áurea Record. Grandes mesmo, referências históricas, e não essa coisa de Lady Gaga, hoje considerada “grande”. Os patamares eram outros: Louis Armstrong, Nat King Kole e Sammy Davis Jr., uau!

Paulinho foi o primeiro presidente da ABERT (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão Brasileira), da qual a Record nem faz mais parte. Em 1967, ganhou o prêmio Personalidade de Vendas, da ADVB- Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil. E em 2007, publicou o livro: “Histórias… que a história não contou”.

O enterro será amanhã, quarta, dia 15 de setembro, às 9h, no Cemitério do Morumbi.

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