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Cristina Padiglione

28.julho.2010 22:47:47

Marco Luque, a missão

A Band espera para o próximo domingo sorte maior ao “Formigueiro”, programa de Marco Luque inaugurado no último fim de semana, entre 19h e 21h, no mesmo e pleno horário em que o Faustão pilotava mais uma final de uma bem-sucedida “Dança dos Famosos”.

Aqui pra nós: não tinha outro dia para estrear? O programa está no forno há pelo menos dois meses, ok, aguardando a temporada sul-africana (ai que saudade daquele ‘ô-ô-ô-ô-ô…ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô-ô’). Mas poderiam ter promovido a estreia no domingo anterior, por que não?

Agora já era. Seja lá qual for o menu do Faustão no próximo domingo, a faixa entregue a Luque faz parte do horário de maior pulverização de audiência da TV aberta no Brasil. É Fausto/Fantástico na Globo, Gugu/Domingo Espetacular na Record, esporte/Pânico na RedeTV! e Silvio Santos no SBT.
Nesse ringue, Luque estreou com 3 pontos, considerado razoável para os padrões da Band, que ainda não tem força na disputa do bolo dominical. Faustão teve excepcionais 23 pontos e SBT e Record abocanharam mais de uma dezena de pontos cada uma na divisão do público.

Como reza a música dos Titãs, “domingo eu quero ver domingo passar”.

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idolos

Bem na fita carioca, com largos minutos na liderança do Ibope, e também em São Paulo, a edição do Ídolos 2010, na Record, inicia hoje, às 23 horas, fase dos Concertos.
É hora de o público decidir quem leva o troféu abacaxi e quem fica em cena. Entre os 15 candidatos que lá estão, cinco serão escolhidos pelo público e cinco, pelo júri do programa, by Marco Camargo, Paula Lima e Luiz Calainho.

A votação termina na quinta-feira, com direito a forca ao vivo e close nos cinco eliminados.

Os aspirantes desfilam neste momento no site do programa  www.idolos2010.com.br).

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Se você não sabe quem é o Doki, esqueça, não terá a menor ideia do que estamos a falar aqui.

Houve um tempo em que o Discovery Kids rufava tambores por ser líder em audiência na TV paga no target de mulheres de 24 a 35 anos. O diagnóstico: como o canal é amado por crianças até 4 anos e o Ibope não mensura esse público, quem aciona o controle remoto que identifica o morador da residência no mapeamento do Ibope é a mãe, em geral jovem, com criança pequena.
Agora, o Discovery Kids se anuncia como líder absoluto em audiência entre todos os canais pagos.
No ranking dos infantis, tem o primeiro lugar constatado também entre crianças de 4 (idade mínima para o telespectador se identificar no controle do Ibope) aos 11.

Com uma filha de 8 anos, agora espectadora fiel da Nickelodeon (Isa TK+, iCarly e Drake & Josh na preferência), e um filho de 2,8 anos, posso dizer que bem conheço a programação em questão. E como conheço… Viva o Doki, cachorro que anda sobre duas pernas, claro, como todo quadrúpede de animação!

E viva o Peixonauta, primeira animação brasileira num canal internacional, visto por lá desde o ano passado e vendido para vários países (passa até na Al Jazeera Kids, sabia?)

peixonauta

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Depois de alcançar sucesso estrondoso (para os parâmetros atuais de Ibope da emissora) com “Pantanal”, o SBT investiu na produção herdeira daquela: foi bem no rastro da receita de “Pantanal”, afinal, com temática rural (pra não dizer ‘country’) que a Manchete realizou, com o mesmo Jayme Monjardim e atores da novela anterior (Ingra Liberato e Almir Satter), a tal “A História de Ana Raio e Zé Trovão”.

anaraio

Na época, a Manchete bem que conseguiu manter parte da audiência de “Pantanal” sintonizada. O autor do folhetim matriz, no caso, Benedito Ruy Barbosa, já tinha então sido cooptado a voltar para a Globo, e Rita Buzar e Marcos Caruso, no roteiro de “Ana Raio”, fizeram um bom trabalho.

Mas, se o enredo já não tinha a mesma força da saga de Juma Marruá, a proposta avançava na ousadia de fugir do estúdio. “Ana Raio” tinha cenário itinerante, com locações a rodar o país. Daquela época, tive a oportunidade de conhecer a fantástica Treze Tílias (SC), um lugar mágico, onde acompanhei as gravações by Monjardim.

O caso é que a “Ana Raio” agora revista pelo SBT está toda desmantelada. Há sequências inteiras decepadas, cortes horríveis entre uma cena e outra, fruto do descaso que contaminou o grande acervo dos Bloch durante o processo de falência do grupo. Uma pena.
Nisso tudo, o mais incrível é entender como é que aquele resultado do que restou ao SBT, quase constrangedor para quem vê e para a própria equipe que fez a novela, consegue abocanhar 9% de média (dados de São Paulo) pelo SBT, com 12 (!) de pico. Na Manchete, a novela rendia seus 13 de média, mas ocupava o horário herdado de “Pantanal” (que chegou a bater em quase 40% de audiência em seus dias finais), um feito digno de ser chamado como “fenômeno” e numa época em que cada ponto de audiência valia 40 mil domicílios, não 56 mil, como agora. Mais: o bolo da audiência era bem menos pulverizado e o boon dos televisores com controle remoto ainda não havia acontecido, o que levava a uma certa apatia do telespectador em trocar de canal.

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Publico a seguir a crítica impressa no Caderno 2 de hoje, mais um ou outro enxerto que lá faltou, sobre o primeiro capítulo de Ti-ti-ti, nova novela das 7 da Globo.

A música da abertura está lá, a mesma, agora com Rita Lee, mais bossa e menos adrenalina juvenil do que aquela registrada na gravação do Metrô (a banda, convém avisar aos mais novos, e não o trem). O enredo central é de 1985, de Cassiano Gabus Mendes. As tesouras e agulhas da abertura lá estão, 25 anos depois, como dantes. Outros acordes também remetem aos idos em que Jacques Leclair era Reginaldo Faria e Victor Valentim, Luiz Gustavo (até um Overjoyed, by Stevie Wonder, escapou em cena).
Ainda assim, a novela que Maria Adelaide Amaral trouxe à tona na faixa das 19h da Globo dá pinta mais original que muito folhetim dito inédito.
Não vale dizer que novela é tudo igual. A dramaturgia de Cassiano merece montagens e remontagens à vontade. Ao preservar parte do figurino dos anos 80, digo, a abertura, a trilha e o fio condutor, a nova Ti-ti-ti afaga os saudosistas e estende a mão aos menores de 30. Se uma peça de teatro, com texto repetido pelos mesmos atores por meses, produz um espetáculo diferente a cada dia, que reforma não opera uma mudança inteira no elenco, 25 anos depois? Bingo, é outra novela.
Ponto essencial para reprisar o sucesso, a escalação dos protagonistas vem a calhar. Alexandre Borges e Murilo Benício são os caras certos na hora certa nos papéis certos. Uma espiada em volta e tropeçamos em vários exemplares “made in Malhação”, apostas da Globo em “novos talentos”. Quem sabe não foi isso que faltou no passado, a ponto de Mauro Mendonça, recém-enterrado na novela das 9, ressurgir de novo como ricaço? Foi a coisa mais déjà vu da nova Ti-ti-ti. Concorre, quase ia me esquecendo, com aquela vocação irresistível que o diretor Jorge Fernando tem para o pastelão: só em um capítulo, uma panqueca caiu no rosto de um sujeito e uma fatia de rocambole de carne voou pelos ares.
Avanço notável é que nunca antes na história da novela das 7 um casal gay trocou tanto afeto como os personagens de Gustavo Leão e André Arteche. A má notícia? Um deles morre num acidente. Com sorte, logo estará em outra produção da casa.

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Foram definidos na madrugada que passou, em reunião encerrada quase à 1 hora, os dois nomes fixos que acompanharão Marília Gabriela no Roda Viva. A nova âncora do programa terá a seu lado, como jornalistas permanentes da bancada, os jornalistas Paulo Moreira Leite e Augusto Nunes, que, aliás, já foi âncora do Roda Viva no passado.
Tudo sob direção de Fernando Vieira de Mello, como tem sido, até aqui, todas as mudanças operadas na TV Cultura sob a gestão de João Sayad, que assumiu em junho a cadeira antes ocupada por Paulo Markun.

Os outros entrevistadores da bancada, como manda a boa tradição do programa, continuarão a ser de convidados que se revezam a cada semana.
Marília Gabriela tem estreia prevista para o início de agosto. Até lá, o grande Heródoto Barbeiro comanda o posto de mediador.

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Juro que me comovi. Sempre digo que o Galvão é o mais xingado dos locutores, mas ninguém passa sem ele. A diferença é que se você é como eu, que adora uma cozinha (e eu não tenho TV na cozinha), e fica ouvindo o áudio da TV à espera do gol, corre a toda hora para a sala, crente de que o gol “está saindo”. Galvão, ou dom Galvão, como o chamei nas minhas crônicas durante a Copa de 2006, é o homem do gerúndio e não opera telemarketing: o gol, na narração dele, está sempre “saindo”… “olha o gol, olha o gol…”. É cúmplice da torcida mais otimista.
Já no SporTV e na ESPN Brasil, com todo o respeito à sobriedade profissional dos caras, eu cozinho um coq au vin sem arredar o pé da cozinha (no caso das partidas 0X0). Na Band, só me mexia da cozinha para a sala ao ouvir o Silvio Luiz, era a bola mais divertida daquele canal. Pelo resto do time, honestamente, não compensa queimar o feijão.

E bem hoje, ao sagrar a nova seleção campeã do mundo em Copa de futebol, dom Galvão nos deu a triste notícia de que esta é sua última Copa fora do Brasil. Pelo recado, faz no máximo a narração de 2014 e cai fora.
Vê-se que os autores da campanha “cala boca, Galvão” acertaram na premonição: Galvão não é um pássaro, mas está em extinção.
Afinal, o que seria da minha geração, que passou 24 anos sem um título e amargou várias decepções (a maior delas em 82, com o melhor time do mundo sob as rédeas do glorioso Telê), sem os gritos do Galvão urrando “é teeeeetra, é teeeeeetra!!!!”, na final de 94?
Diz ele que morre de vergonha daquela imagem. Pois eu adooooooro. É minha alma lavada..

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Logo mais, quando Tiago Leifert comandar o último Central da Copa e nos deixar com síndrome de abstinência de sua presença naquele estúdio high-tech, com miniauditório, estará dada a largada para a campanha #queroopufedocaio no twitter, via @rede_globo, ou seja, é preciso seguir o perfil da emissora na rede de microblog para tomar parte do concurso.
Leifert vai dar o banquinho em que o comentarista da Globo “esteve aprisionado” durante todo o mundial, souvenir inconteste da Copa da África nos estúdios cariocas do plim-plim, ao internauta que postar no twitter a melhor frase para a pergunta: por que eu quero o pufe do Caio?
Como diz o apresentador, a boa do Twitter está justamente no limite de 140 cartacteres. Isso já exclui todo e qualquer candidato tentado a fazer um tratado sobre o pufe em questão.

Em tempo: Tiago Leifert é o cara que todo apresentador de TV poderia mirar e dizer: ‘quando eu crescer, quero ser igual a ele’. O sujeito é bom. Pensa rápido. Fala com total naturalidade e, melhor, não fala besteira. Digo, não fala besteira de modo geral. Claro que às vezes escapa um legume aqui, outro acolá. Mas, em se tratando de futebol, terreno propício para o discurso de tantas asneiras, Tiago é um lord. Sem qualquer formalidade.

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Tinha dito aqui que o Tadeu Schmidt tinha omitido o nome de Luciana Gimenez ao mencionar que Lucas Jagger era filho de Mick Jagger com “uma brasileira”.
Não foi bem assim. Ou não foi assim.
O caso nada teve a ver com o Tadeu, coitado, que aí acabou pagando pela fama.
Foi um entrevistado, o escritor Dionísio da Silva, que, ao falar sobre superstição no futebol, fez a (não) menção à mãe do Lucas.
Isso naturalmetne não anula a reação de Luciana Gimenez, que no Superpop de segunda-feira se apresentou como a mãe do lindo garoto exibido no Fantástico. Disse que ele não era filho de cegonha ou de um repolho, é filho dela, brasileira, com muito orgulho, mas com nome.

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