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Cristina Padiglione

Apesar da criação de twitter com seguidores que somavam 5 mil até ontem e frequência alta entre os 10 twitters mais acessados nas últimas 24 horas, o endereço que encabeçou a campanha “Dia sem Globo”, propondo que o público visse o jogo do Brasil contra Portugal em qualquer canal que não fosse a Globo (os mais radicais pediam que o SporTV também fosse evitado), a audiência da partida narrada por Galvão Bueno somou hoje 43 pontos.
São 2 pontos porcentuais a mais que o jogo contra a Costa do Mardim e 3 a menos do que a primeira partida da seleção de Dunga na África do Sul, então contra a Coreia do Norte.

Para a Band, o oba-oba pode até ter tido algum efeito. Brasil X Portugal foi a maior audiência alcançada pela rede dos Saad neste mundial: 13 pontos no Ibope.

Os dados são da Grande São Paulo, onde cada ponto porcentual vale 56 mil domicílios com TV.

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21.junho.2010 17:50:58

Globo X Dunga, e vice-versa

O desabafo de Tadeu Schmidt no “Fantástico”, ontem, atestando que Dunga foi grosseiro com um profissional da Globo que participava da entrevista coletiva após o jogo, já rende, na internet, o movimento “Cala a boca, Tadeu Schmidt”. Alusão óbvia à campanha mundial “Cala boca, Galvão”, é tudo piada, bem entendido.
Mas que a Globo não está acostumada a ser maltratada, muito menos pelo técnico da seleção brasileira, affe, isso não está. E como poucos representantes do poder ousam desafiar a Globo, é claro que isso vira notícia (com endosso da própria emissora) quando acontece.

Na última Copa, o então técnico Parreira se sentiu ofendido porque aquela leitura labial feita pelo “Fantástico” indicou que ele falou lá alguns palavrões à beira do campo.
A Globo então lhe pediu desculpas em rede nacional, pelo “Jornal Nacional”, com Fátima Bernardes explicando que o público entendeu que aquilo era só uma brincadeira. Foi uma comoção. Não se tem notícia de outro sujeito que, sentindo-se injustiçado pela Globo, tenha recebido dela, sem intervenção da Justiça, espaço tão nobre (e longo) para a reivindicada retratação.
Parreira, afinal, não se opunha à presença da Globo no espaço exclusivamente assegurado à sua seleção. E só à presença da Globo. Profissionais de outras emissoras (e Dunga, aliás, comentarista da Bandsports na época, era um deles) não tinham permissão para “entrar em campo” destinado ao staff da CBF. Era um tal de jogador entrar ao vivo no “JN”, independentemente de fuso horário ou compromissos com a CBF, que virou até lugar comum.
Agora, esse é o tipo de cena que não se vê na África do Sul.
O acesso aos treinos tem provocado a ira de jornalistas em geral, mas a Globo, acostumada que estava a pisar no mesmo terreno dos canarinhos, tem se queixado mais que os outros.
E o técnico, jogo duro no zelo à privacidade de seus atletas, tem reagido à altura.

Para a torcida, tanto faz.
O que importa é fazer gol.
O folclore em torno da fúria do técnico certamente só aguça o orgulho do público, desde que, de novo, o placar lhe seja favorável.

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19.junho.2010 23:19:38

Os banhos do Raj

De novo, no capítulo de hoje, Silvio de Abreu jogou o (como diz o Casseta&Planeta) viril Rodrigo Lombardi em cena a sair do banho.
Repare na longa lista de moços bonitos de “Passione”, a novela das 9 da Globo, mas só Raj saiu do banho duas vezes em duas semanas, uma delas ainda molhado, e outra botando roupão.

Lombardi, o Rodrigo, é o cara.

DIRETO FONTE
Crédito: Janete Longo/AE

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Nesses dias de Copa do Mundo, vem a calhar uma esquete em que o narrador é auxiliado (ou atrapalhado, como queiram) por aquele assistente encarregado de vomitar um zilhão de dados biográficos sobre os participantes do jogo. São as informações que deveriam ajudar o narrador nos momentos em que ele precisa tomar um gole d’água, retomar o fôlego, ou simplesmente quando nada de interessante se passa em campo.

A cena é do programa El Show de la 1/2 Docena, um humorístico da TV da Costa Rica, que aqui poderia equivaler ao que o Casseta & Planeta já foi um dia, muito tempo atrás. (Há outros vídeos da trupe costa-riquenha no Youtube, alguns sem graça, mas um, em especial, pateticamente hilário, com um fictício encontro entre Charles Darwin, Charles Chaplin, Napoleão e Freud.)

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Isso é o que se pode chamar de autoclassificação indicativa, como reza o combinado entre emissoras de TV e Ministério da Justiça: precavida, a Globo quer prezar o direito de autoclassificar suas produções e, longe de incomodar o MJ, já alterou de 10 para 12 anos a classificação indicativa de Passione. Com isso, a novela das 8, que começa às 9, não mais poderá ir ao ar antes das 20h, coisa que só acontece nos estados com fuso horário inferior ao de Brasília e só às quartas-feiras, dia em que o jogo de futebol da sequência força a exibição do capítulo mais cedo que o habitual.

Em comunicado à imprensa, a Globo alega que baseou a primeira classificação indicativa (para 10 anos) com base na sinopse. Fica entendido que “a gente não sabia que a novela teria esse conteúdo mais forte”.
Não que “Passione” mostre algo que a vida ainda não tenha escancarado nos telejornais, mas, para os parâmetros de ficção-família, a história de Silvio de Abreu não é nenhuma milonga água-com-açúcar. Tem a avó que explora a neta sexualmente, a mãe de família que caça rapazes por aí (se bem que nunca ninguém se chocou quando pai de família coleciona mocinhas ao longo da novela) e o marido dela, o furioso Werner Shünemann, que dispara uma lista de palavrões cada vez que surge em cena.

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Há quase dois anos, quando foi dispensado da Bandeirantes, o canal aberto, Silvio Luiz já tinha acumulado alguma mágoa ao reino dos Saad. Uma semana antes de ser demitido, inaugurou uma afiliada da emissora em Tocantins, com honras de grande representante da casa, segundo testemunho in loco do próprio Johnny Saad, the president.
Uma semana depois, demitido. Como assim?, perguntava-se.
Foi mantido no BandSports, por onde, diga-se, foi “colega” de Dunga na Copa da Alemanhã, quando o atual técnico da seleção canarinho atuava como comentarista das emissoras Bandeirantes.

Agora, pouco antes de embarcar para a África do Sul, destino de boa parte dos funcionários ou colaboradores do Grupo Bandeirantes nos últios dias, comentou lá qualquer coisa no twitter sobre a verba que o canal havia lhe destinado para a viagem. Dizia que dava para comprar uma pipoca diária.

Foi cortado do embarque. E resolveu que era hora de brincar de Teletubbies. Era hora de dar tchau. Lá se foi o Silvio, que continua na RedeTV! como locutor e comentarista, mas, após várias Copas, permanece no Brasil.
Faltou senso de humor à Bandeirantes. Falta senso de humor entre os boleiros televisivos. O deboche do Silvio faz toda a diferença na narração de uma pelada.
A seguir, reproduzo o texto publicado por ele sobre sua saída da BandSports em seu blog, http://www.silvioluiz.com.br. Fiquem com o Silvio, pelo amor dos meus filhinhos.

Na vida tem que saber parar. Dar um basta em certas coisas na hora certa seja qual for o motivo.

E é exatamente isso que estou fazendo agora com relação a minha contribuição ao BANDSPORTS.

Inaugurei o canal juntamente com minha amiga Barbara Gancia. Fizemos ao vivo o primeiro programa: DOIS NA BOLA.

Aliás nesse dia – sou ruim de data – apresentamos dois, um para inaugurar e outro, aquele que seria o primeiro da série.

Criei o DEPOIS DO JOGO, o ESTÁ VALENDO e apresentava o POR DENTRO DA BOLA imaginado pelo Datena e pelo Neto, quando fui demitido da Band aberta em 2008 “por economia” – precisavam cortar 15% e sobrou para mim-.

Foi uma maneira humana de ajudar um velho profissional que de uma hora para outra viu seu tapete puxado com sérios problemas particulares.

Agradeço até hoje a esses dois amigos. Não fosse isso por certo teria pirado.

Isso sem contar que antes – ”por ter um custo beneficio muito alto”- fui dispensado por telefone por José Carlos Carboni – da Rádio Bandeirantes – .

O vice-presidente de rádio Mario Baccei – não sei porque – me procurou para uma “afinação de discurso.” – Dizer para a imprensa alguma coisa que não fosse a verdade sôbre minha demissão. Não faço e não fiz esse tipo de pactoe de “afinação.”

Como vemos minha tragetória dentro do Sistema Bandeirantes de Comunicação, não foi das mais proficuas em matéria de RESPEITO, coisa que nos tempos do saudoso e querido João Saad era a coisa que mais se preservava por aqueles lados.

Certou estou, se vivo estivesse, que coisas desse tipo não aconteceriam .

Minha mãe faleceu no dia 10 de janeiro. Somente o Bandsports me confortou com presença e flores.

Ricardo Saad, velho companheiro e amigo de modo particular me abraçou e confortou.

A “empresa” se quer comunicou internamente o acontecido, ou me confortou a respeito.

Quando no dia 28 passado, o diretor do canal Eduardo Ramos me informou que a DIREÇÃO resolvera não mais me incluir na equipe da copa, senti mais uma vez que RESPEITO é coisa que o GRUPO NÃO CONHECE.

Demitir, cortar, substituir são fatos corriqueiros em uma empresa, desde que sejam feitos com dignidade e RESPEITO.

Acredito que um profissional com alguns serviços prestados principalmente ao GRUPO, merecia um pouco mais de consideração e RESPEITO.

Estou pedindo demissão sem saber por que fui cortado, como se trabalhar na copa fosse prêmio.

Antigamente sim. Quando terminava algum evento desse tipo o GRUPO premiava seus funcionários.

Faz tempo que isso não acontece.

Não vou mais precisar pagar cem reais de estacionamento descontados em nota de serviços.

Cancei de engolir sacanagem, politicagem e traição.

Chega. Minha saúde e minha familia valem muito mais do que isso.

Agradeço a todos.

A Rosana e ao Ricardo – faz falta no Grupo – pelo carinho e compreensão.

Rosa, Maura, Fontenelli, Borges, Veron, Renatinha, Vaz, Cacá, Silvia, desculpe os que esqueci.

Aprendi, muito com os estagiários que lá chegavam com sonho do jornalismo esportivo

Espero que esses jovens não encontrem no caminho profissional os espinhos com os quais deparei exatamente no final de minha jornada profissional.

O canal segue e tenho certeza vai ter muito sucesso.

Vou torcer por isso.

Silvio Luiz

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A Record botou no ar uma reprise de Mutantes, Caminhos do Coração às 7 da noite. Aos desavisados que sintonizam a emissora nesse horário, ué, ué, ué, fica a dúvida sobre uma possível mudança de horário da novela principal da temporada, Ribeirão do Tempo. Boa parte do elenco é a mesma.

Há alguns anos produzindo folhetins, já era tempo de a TV do Edir encontrar mais disposição em investir em novos talentos e não apenas esperar pelas sobras da Globo. Quando digo “sobras”, por favor, não vai aí necessariamente um parecer de demérito aos ex-Globo. Há na Record alguns (poucos) atores muito bons, como o Caio Junqueira e o Angelo Paes Leme. Mas, agora, sem Gabriel Braga Nunes e Marcelo Serrado, o time de estrelas é menor que nunca e até agora nada de aparecer talento promissor capaz de despertar a cobiça da concorrência.
O SBT fez isso magistralmente durante o tempo em que melhor apostou em telefolhetins. De lá saíram Ana Paula Arósio, Caio Blat, Bárbara Paz e Maria Fernanda Cândido, sem contar aqueles que não foram exatamente descobertos sob as asas de Silvio Santos, mas por lá passaram antes de acontecer na Globo, como Lu Grimaldi (ex-TV Manchete).
É notória a falta de disposição da direção de teledramaturgia da Record em apostar, arriscar, investir em novos atores, coisa que não falta pelos palcos de São Paulo, Rio, Curitiba, Recife ou Salvador. É só querer.

O máximo que pode acontecer é criar um revezamento saudável de elenco, sem desgastar os três gatos pingados que fazem a diferença, e encontrar gente que a Globo possa cobiçar. Fora da dramaturgia o canal parece mais bem-sucedido: estão aí os casos de Ana Hickmann, que vai bem, obrigada, no comando das tardes de domingo, e de Rodrigo Faro, um ex-Globo, sim, mas com potencial inteiramente inédito revelado pela Record. O máximo que pode acontecer, uai, é a Globo cobiçar.
Mas, afinal, não é isso que a Record tanto almeja, ser invejada pela Globo?

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