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Cristina Padiglione

O ex-secretário de Cultura de São Paulo Carlos Augusto Calil encaminhou hoje carta ao presidente do Conselho da Fundação Padre Anchieta (FPA),Belisário dos Santos Jr., para informar que não formalizará sua candidatura à presidência da instituição que mantém a TV Cultura.

Calil, que chegou a participar de um debate com Marcos Mendonça há uma semana, na sede da FPA, precisaria de oito assinaturas de conselheiros dispostos a indicar sua candidatura. Quando soube que Mendonça tem 19 indicações e que a ele restariam apenas 7, abriu mão do pleito, que normalmente conta apenas com um candidato a cada eleição, em geral apoiado pelo governador do Estado. Mendonça já foi presidente da FPA e deve retornar ao cargo, ocupado por João Sayad até o dia 13.
Eis a carta de Calil a Belisário:

“Prezado dr. Belisário,

Venho informá-lo que não formalizarei minha candidatura à presidência da Fundação Padre Anchieta. Segundo o seu Regulamento Interno, são necessárias 8 indicações de conselheiros vitalícios ou eletivos para formalizar uma candiatura, protocolada até a data de hoje, 6 de maio.

Somente na última sexta-feira tive acesso à lista dos apoiadores da candidatura do dr. Marcos Mendonça. Ela é composta de 19 assinaturas, num universo de 26 conselheiros habilitados. Restaram apenas sete, número insuficiente para o registro de uma candidatura alternativa.

Alguns conselheiros que subscreveram inadvertidamente a candidatura oficial, mas permanecem simpáticos à disputa e ao debate, demonstraram surpresa ao tomar conhecimento de que não poderiam apoiar outro candidato cumulativamente
O lançamento de minha candidatura atendia ao apelo de conselheiros, funcionários da Fundação Padre Anchieta, jornalistas e profissionais da área de cultura, desapontados com a perspectiva de um retrocesso institucional.
Agradeço-lhe a oportunidade inédita de debater os rumos da Fundação Padre Anchieta com o seu Conselho, na expectativa de ter com isso colaborado no seu aprimoramento político e profissional.

Muito cordialmente,

Carlos Augusto Calil”

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Ex-secretário de Cultura municipal, na gestão de Gilberto Kassab, Carlos Augusto Calil compareceu hoje à sabatina feita por membros do Conselho da Fundação Padre Anchieta a quem quisesse se apresentar como candidato à presidência da Fundação. Até então, a única candidatura formalizada para o cargo de João Sayad, cujo mandato expira no dia 13 de maio, era Marcos Mendonça, que já foi presidente da Fundação e agora quer retornar ao cargo. Mendonça também se submeteu à sabatina dos conselheiros.
22 membros compareceram.
Segundo o presidnete do Sesc, Danilo Santos Miranda, um dos conselheiros presentes, foi um debate de altíssimo nível, com perguntas “duras, mas com elegância”, disse ele, ao deixar a sala de reuniões do conselho.

O próximo presidente terá de lidar com um déficit de R$ 20 milhões. A busca de recursos, o modelo de publicidade praticado pela emissora, a independênbcia do governo e a expansão da emissora em rede nacional estiveram entre os temas lá abordados.
Para se consumar candidato, Calil, que não é membro do conselho, precisará de ao menos oito conselheiros endossando sua candidatura. O prazo para formalizar a aspiração ao cargo acaba na próxima segunda-feira.

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Crédito: Roberto Nemanis/Divulgação SBT
De tudo o que eu já vi e vivi em alguns anos na bancada do Troféu Imprensa, esta última edição teve os momentos mais inacreditáveis que lá já presenciei. E toda vez que eu lá apareço, o Silvio me pergunta: “É sua primeira vez aqui?” Eu me divirto, e ponto.

Vamos aos momentos antológicos da edição:

1) Silvio chama ao palco a dupla Patati Patatá para entregar troféu de 2011. Os palhaços também haviam acabado de faturar prêmio por 2012. Lá pelas tantas, diz que é uma pena que os dois estejam indo embora do SBT. Eles chacoalham a cabeça, “nada disso, Silvio, não vamos embora, não, adoramos o SBT”. O que os dois mal sabiam é que o patrão tinha decidido tirar os dois do ar, e de fato os tirou dois dias depois da gravação.

2) Serginho Groisman vai receber 4 troféus por anos anteriores. “É o Oscar da televisão brasileira, né Silvio?” “É, aqui a gente já copia, que é mais fácil”, responde o empresário, ressaltando que o seu troféu é de ouro, e o Oscar, apenas banhado. “Eu sei, já vendi um”, diz Groisman. Silvio não sabe se ri, demora a alcançar a piada.

3) Escalada para entregar os troféus a Groisman, Sonia Abrão não se contém, e agradece a linda homenagem que ele fez ao primo dela, Chorão, no Altas Horas. Se alguém ainda não sabia do parentesco, lá estava a chance. Serginho consentiu, meio constrangido.

4) A música sobe para a triufal entrada da vencedora como melhor apresentadora de TV de 2011 (quem votou nela?), mas Patrícia Abravanel não aparece. Quando finalmente chega, a música já baixou – o que foi devidamente consertado na edição. Disse que estava com muito frio e, como o pai não a chamava, ela foi se recolher a um lugar mais aquecido. “Depois você diz que eu te persigo, tem que ser filha do dono, mesmo…”, alfineta o pai.

5) Margareth Boury entra para receber o Troféu Internet pela autoria de Rebelde, escolhida por internautas como a melhor novela (sem comentários) de 2011. “Só um troféu?”, ele pergunta a Margareth, depois de avaliar o gosto fashion da autora. Ela ri. E como se ofender com o personagem?

6) Luan Santana entra em cena para receber troféu de anos anteriores e Silvio delega ao rapaz a missão de escolher os jurados que votarão no melhor cantor de 2012, sendo que um dos finalistas, veja bem, é o próprio Luan. Auge do constrangimento. O rapaz, que nunca tinha visto o mito Silvio Santos na frente, nervoso, mal sabe o que fazer. Os jurados enfiam a cara para dentro do casco, tartarugas que são, eu inclusa. Quem gostaria de se prestar a tal papel?

 

Asssim se passou o 55º Troféu Imprensa.

Silvio diz que não vê TV, coisa que pra ele é trabalho, não diversão.

Perguntou quem era aquele tal de Danilo Gentili, que ganhou como melhor programa de entrevistas do ano passado, e diz que precisa contratá-lo, mesmo sem saber de quem se trata.

Mostrou-se surpreso com o sucesso de Avenida Brasil, como se morasse em Marte.

Disse que faz ioga e meditação, e que a primeira leitura do dia é sempre a coluna da minha queridona Keila Jimenez, na Folha, e ela bem que salvou vários momentos do programa.

No mais, o que dizer de Praça é Nossa batendo o Pânico?

De Xuxa vencendo como melhor apresentadora?

De a TV paga, que hoje alcança mais de 50 milhões de brasileiros, não ter merecido uma única citação?

Como diz a musiquinha, “do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar”.

 

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Empresa especializada em rastrear tendências de conteúdo de televisão e programação digital mundo afora, a The WIT elaborou uma lista de 50 programas  ao longos dos últimos 50 anos, um por ano, para brindar aos 50 anos da MIPTV, feira de TV que acontece anualmente em abril, em Cannes.

Há um único brasileiro na  The WIT’s Top 50 Series e ele atende por O Clone, novela de Glória Perez de 2001. Vendida para mais de 90 países, a trama ganhou uma versão produzida em espanhol, El Clon, para o mercado hispânico dos Estados Unidos.

Jade, Léo e seu cloninho Lucas, personagens que renderam também um casamento na vida real entre Giovanna Antonelli e Murilo Benício, figuram numa seleção que inclui títulos como Star Trek, Vila Sésamo, Friends, Big Brother, Rebeldes, Dallas, Got Talent, The Voice, Simpsons e Homeland. 

Nossos hermanos argentinos são agraciados com a menção ao Caiga Quien Caiga, vulgo CQC, que aqui deu cria como Custe o Que Custar.

Confira a lista completa em https://www.facebook.com/mipmarkets/app_…

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Provocado por Lázaro Ramos, o presidente do Sujpremo Tribunal Federal (ST), Joaquim Barbosa, admite que teria sido um bom ator, caso tivesse tido uma oportunidade e fosse menos tímido.

“Mas o ministro sabe que tem presença cênica, não é?”, questiona Lázaro.

“Eu?”, rebate Barbosa, surpreso.

“Sim, acho até que eu corro o risco de o ministro vir a ser meu pai num filme”, replica o ator, com plano respeito ao Sr. STF.

Gravado em Brasília, o encontro entre os dois passa pela história do ministro, desde Minas, pelos meandros da Justiça no Brasil, por minorias oprimidas e por muita reverência por parte do ator.

A conversa rendeu duas edições para o programa Espelho, que Lázaro comanda no Canal Brasil, a serem exibidas nos dias 15 e 22 de abril, às 21h30.

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Zé Paulo Cardeal/TV Globo

Galvão e Rubinho Barrichello, na festa de lançamento da programação da Globo

Quem se lembra de Galvão Bueno anunciando, ao fim da Copa da África, que aquela seria a última Copa que ele narraria fora do Brasil? Na época, ao fazer uma espécie de lamento pela saída de cena do verborrágico locutor, esta blogueira quase apanhou dos internautas. Não é que eu ame o Galvão, mas, à época, defendi que ninguém é mais capaz que ele de arrastar alguém para a frente da TV, entusiasta que é daquele gol que está sempre “saindo”.

Pois é. Não é bem assim.
Em conversa com ele na festa da Globo, semana passada, soube que Galvão não pretende se aposentar, ao contrário do que possa ter parecido aquela despedida na África do Sul.
“Eu não me vejo narrando outras Copas”, disse ele. “Não disse que ia me aposentar. Devo fazer alguma outra coisa relacionada à cobertura, mas, aposentar? Jamais!”
“E o que você faria então?”, perguntei. “Não sei, não sei”, respondeu Galvão, como quem não pensou nisso ainda.

No início deste ano, entre as mudanças de comando anunciadas pelo novo diretor-geral da Globo, Carlos Henrique Schroder, está a saída de Luís Fernando Lima, com quem Galvo não vinha se relacionando com grande afeto, digamos. Talvez a troca no comando do setor explique sua virada de decisão.

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Vem aí um novo instituto para medição de audiência de TV no Brasil e isso nada tem a ver com o 1º de abril.

É isso que Fábio Wajngarten, dono da Controle da Concorrência, empresa que monitora inserções na TV para o mercado publicitário, tem anunciado em sua página no Twitter desde a semana passada.

“Nós Vamos Invadir a praia particular de muita gente… #dias contados#monopólio#audiência#tv#meters”, postou Wajngarten no Twitter, na última semana.

Consultado sobre os posts, Wajngarten disse que esta colunista poderia ficar à vontade para sua publicação aqui e informou que as negociações, envolvendo um instituto europeu, estão próximas de um acordo.

Em 2011, a Nielsen ensaiou fazer concorrência ao Ibope aqui, mas não encontrou respaldo para os seus custos.

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A Globo cortou da exibição do show de lançamento de sua programação 2013 os detalhes do depoimento de Tammy Miranda, filha de Gretchen, sobre sua homossexualidade, a Pedro Bial. O relato foi feito sob o pretexto de apresentasr a 2ª temporada do Na Moral, programa de Bial que confronta posições sobre temas polêmicos.

Durante o show que deu origem ao especial Vem Aí, anteontem, no Credicard Hall, cena que testemunhei, Tammy contou que foi levada pela mãe, evangélica, a um culto em que o pastor fez de tudo para exorcizar o suposto demônio que a habitava. Concluiu que a sessão fora inútil e o ato, uma encenação do “pastor”, idem. Esse trecho foi cortado no ar. Nenhuma menção ao termo “evangélico” foi feita na edição exibida. O que prevaleceu foi a pergunta de Bial, de que teria sido submetida a uma sessão de exorcismo, em função de sua condição sexual. Da pergunta dele, a edição já saltou para a conclusão de Tammy, que cita não ter qualquer bronca da “religião” – note, ela não fala em “evangélico”.

Coincidência ou não, a Globo tem buscado uma aproximação com os evengélicas, até para frear a imagem de emissora contrária aos evangélicos, adulados abertamente pela Record, que cobiça o primeiro lugar da Globo.


William Bonner, Bial e Tammy
Crédito: Zé Paulo Cardeal

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A contratação de Ronaldo como comentarista da Copa das Confederações e da Copa do Mundo foi a grande novidade que a Globo conseguiu guardar para a festa de lançamento de sua nova programação, ocorrida há pouco, no Credicard Hall.


Ronaldo, ao lado de Arnaldo César Coelho, Casagrande e Galvão Bueno: pode, Arnaldo?

A noite contou com toda a diretoria da emissora e com boa parte de seu elenco mais estelar, sem contar autores e profissionais de backstage, mais representantes do mercado publicitário. Diga-se, aliás, que anunciantes e publicitário ocuparam a fila do gargarejo do show, à frente inclusive de nomes como Tarcísio Meira, Renata Sorrah, Tony Ramos, Reynaldo Gianecchini, Glória Maria, Irene Ravache, Cláudia Raia, Isabelle Drummont, Antonio Fagundes, Cláudia Raia, Paola Oliveira, Malvino Salvador, Juliano Cazarré, Taís Araújo, Vera Holtz, Jaymne Matarazzo e Fernanda Montenegro – só para citar alguns.

Outros nomes ficaram reservados à apresentação do próprio show, aberto por Miéle e estrelado por William Bonner – que, a convite de Pedro Bial, arriscou, com êxito, uma introdução de ‘New York New York’ à capela. Pela desenvoltura do âncora do JN, o comentário vigente atestava que ele, um disfarçado showman, no melhor sentido, deveria ocupar o lugar de Fátima Bernardes no comando de um programa de variedades.

Galvão ainda voltaria ao palco, após o triunfal anúncio sobre Ronaldo, para cravar outra novidade no elenco esportivo da emissora. Eis que Rubens Barrichello adentra o palco em um carro de F-1, e a piada, inevitável, na plateia, era: “essa entrada cuidadosa, com o carro parando, só foi possível porque é o Rubinho. Se fosse o Schumacher, o carro teria passado direto pelo palco”.

FOTO: ESTEVAM AVELLAR//DIVULGAÇÃO

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A Record e a jornalista Ana Paula Padrão decidiram, de comum acordo, não renovar contrato.

Extra-oficialmente, sabe-se que a emissora não quis reajustar o contrato com cifras maiores. Ao contrário: teria proposto que os vencimentos fossem mais modestos.
O salário de Ana Paula, o que nem contratante nem contratada admitem, giraria em torno de R$ 700 mil mensais.
A Record de fato já não tem bancado cifras tão altas. Os tempos são outros.

Adriana Araújo reassume a bancada que já foi sua, antes de Ana Paula chegar à Record, ao lado de Celso Freitas.

ADENDO de 27/03: Ana Paula garantiu a esta colunista que não ganha 700 mil por mês; é qualquer coisa abaixo disso. E que não houve sequer conversa entre ela e a direção da Record sobre proposta financeira, pois já planejava deixar a emissora agora.

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