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Está na hora da bola rolar

Almir Leite

quarta-feira 11/06/14

Cheguei à Arena Corinthians, o Itaquerão, por volta das 14 horas desta quarta-feira. A calçada que dá acesso ao setor leste estava tomada de gente. Gente sem ingresso, que não estará lá na abertura da Copa. Gente que só queria ver o estádio. Saí da Arena Corinthians por volta das 21 horas. A calçada que [...]

Cheguei à Arena Corinthians, o Itaquerão, por volta das 14 horas desta quarta-feira.

A calçada que dá acesso ao setor leste estava tomada de gente.

Gente sem ingresso, que não estará lá na abertura da Copa.

Gente que só queria ver o estádio.

Saí da Arena Corinthians por volta das 21 horas.

A calçada que dá acesso ao setor leste continuava repleta de gente.

Num dos acessos construídos para facilitar o trânsito, que fica atrás do estadio, filas de carros parados.

Seu donos e acompanhantes estavam do lado de fora, fotografando o estádio.

Alguns, imprevidentes e ansiosos, deixaram até a porta de seu veículo abertas.

São coisa que são acontece em eventos especiais, como uma Copa.

Que vai ter Copa todo mundo já sabia desde 2007.

Que vai ter festa também.

Para desapontamento dos que são contra.

Não que não possam ser do contra.

Mas, cá entre nós, é preciso ser bem ingênuo para acreditar que poderia não haver Copa.

Vai ter Copa e vai ter festa.

Vai ter protesto também.

Agora, porém, é hora de a bola rolar.

É hora de o brasileiro se divertir com aquilo que mais gosta, o futebol.

Claro que isso não significa se alienar, achar que está tudo bem, tudo certo.

Mas seria interessante que o cidadão/torcedor parasse para analisar o que os contra e os favor da Copa andam argumentando para defender sua posição.

Iria perceber o festival de besteiras que se fala, de ambos os lados, por desinformação, demagogia ou simplesmente má-fé.

Sem contar ilustres desconhecidos que querem difundir teses, contra e a favor da Copa, para ver se conseguem aparecer.

A partir desta quinta-feira, teremos 30 dias de festa – ou pouco mais se o Brasil for campeão.

Creio ser sadio desfrutá-la.

O que não impede que se cobre as promessas não cumpridas, os gastos excessivos (e cabe aos órgãos de controle e fiscalização verificarem se não houve superfaturamento), a conclusão das obras inacabadas.

É bom saber que a Copa não acaba em 13 de julho.

Depois disso vai ter conta para pagar e obra para entregar.

E fiscalizar, cobrar, protestar pode ser bom caminho para colocar os pingos nos is – ou pelo menos parte dos pingos.

No entanto, o momento é de curtir a bola rolando.

Até para recarregar as baterias.