1. Usuário
Assine o Estadão
assine

E agora, Brasil?

Almir Leite

sábado 05/07/14

A comoção pela saída de Neymar da Copa, aumentada pelo motivo pela qual saiu – a violência de que foi vítima – e pela maneira como saiu – de maca, praticamente imóvel – ainda é grande. Por ele não merecer o que lhe aconteceu, apesar de ser um risco da profissão. E pelo enorme que [...]

A comoção pela saída de Neymar da Copa, aumentada pelo motivo pela qual saiu – a violência de que foi vítima – e pela maneira como saiu – de maca, praticamente imóvel – ainda é grande.

Por ele não merecer o que lhe aconteceu, apesar de ser um risco da profissão.

E pelo enorme que prejuízo que representa para a seleção brasileira.

É esse o aspecto que acho interessante abordar.

Claro que os jogadores ficaram comovidos, claro que choraram.

Até porque, mais do que garantir-lhes muitos bichos como jogador, Neymar é adorado por todos como pessoa.

Mas, agora, a seleção tem de andar sem Neymar.

Agora é que são elas.

É preciso superar rapidamente a perda do craque.

E isso vale também para Felipão, que parecia escorar-se muito em Neymar.

As chances de conquistar a sexta taça, evidentemente, diminuíram.

Pela perda de Neymar -e a de Thiago Silva na semifinal – justamente diante de um time forte – seja a Alemanha na semifinal, seja Argentina ou Holanda numa eventual decisão.

Mas existem. E são consideráveis.

Felipão precisa remontar o time e tem a oportunidade de povoar mais o meio de campo , de tornar a equipe mais compacta.

Mais operária ainda do que já é. Mas talvez se mostre até mais eficiente.

E, como cá entre nós, agora todos já tenham a desculpa para o caso de a taça não vir, é possível que o jogadores vejam reduzida a pressão que andam sentindo.

E isso, aliado a uma forma de jogar eficiente e inteligente, pode fazer a seleção alcançar o objetivo tão sonhado.

Aguardemos, por isso, para ver como o Brasil reage.