Felipão surpreendeu ao definir o grupo para a Copa das Confederações.
Deixou Ronaldinho Gaúcho de fora, ao contrário de todos os prognósticos e até pistas que deu nos últimos meses.
Também não levou Kaká. Preferiu Jadson.
Sinal claro de que ele deu preferência a um grupo solidário, coeso. Sem estrelismo.
Ronaldinho, pelo jeito, ficou de fora não por seu futebol (que joga no clube, mas não vinha mostrando na seleção).
Ele chegou atrasado, apesar dos desmentidos, na apresentação para o jogo com o Chile. Em campo. nada vez.
Assim, perdeu a vez. Pela disciplina. Kaká também não vai. Por não estar bem tecnicamente.
Surpresa? Bernard, que havia sido convocado mas quase não foi notado.
Luís Gustavo. Reserva no Bayern, mas bom marcador.
Felipão optou por jogador que ainda têm fome.
Sempre soube que, apesar de evento-teste – e de por inúmeras vezes deixar claro que o que interessa é a Copa do Mundo -, o fato de a competição ocorrer no Brasil quase obriga a seleção brasileira a ganhar.
Até por ser bicampeã do torneio.
Uma vitória começará a dar a “liga” entre time e torcida brasileira, perdida nos últimos anos por fatores diversos, como os interesses comerciais que tornaram a seleção uma visitante dentro do próprio País.
Um tombo, principalmente se for feio, aumentará a desconfiança, e o trabalho, para 2014.
Esses, e outros fatores, Felipão levou em conta ao escolher os 23 jogadores.
Não ligou para evidências. Procurou renovar a equipe, sem abrir mão da experiência.
E de jogadores que são capazes de trabalhar para o grupo.
Felipão resgatou Julio Cesar. Resgatou Fred.
Assim, deu a experiência que faltava nos tempos de Mano.
Felipão manteve Daniel Alves, Thiago Silva, já rodados.
Também manteve Oscar, Paulinho, David Luiz…
Assim, montou um grupo que mescla juventude e experiência.
Um grupo que, acredita, dará o equilíbrio que considera fundamental para um time obter sucesso.
Um grupo que, embora não seja favorito, poderá lutar pelo título.
E, acima de tudo, um grupo que, embora esteja com a porta aberta, será praticamente o que tentará o hexa em 2014.
Por isso, precisa mostrar desde já onde pode chegar.
E Felipão sabe disso.
Depois do Mineirão, do Castelão e da Fonte Nova, a Arena Pernambuco é o próximo estádio da Copa das Confederações a ser entregue.
A previsão é de que isso ocorra no próximo domingo, 14 de abril.
Mas futebol que é bom vai demorar a ser jogado no novo estádio.
A Arena não está totalmente pronta.
O gramado foi plantado, mas ainda não pode ser usado.
Só sup0rtará ser pisoteado em 14 de maio, ou seja, exatamente um mês depois da entrega.
Inaugurar estádio sem usá-lo efetivamente vai ser a tônica daqui pra frente.
A abertura do Nacional Mané Garrincha, por exemplo, está marcada para o dia 21, quando Brasília completará 53 anos.
Mas só terá bola rolando em 18 de maio.
Não poderia mesmo ser diferente, uma vez que o gramado só comecará a ser colocado no próximo dia 18.
O Maracanã vai receber um jogo-teste, entre operários e com as presenças de Bebeto e Ronaldo, dia 27.
Futebol para valer, porém, só a partir de 27 de maio, segundo os responsáveis pelo estádio.
Mesmo com tantos “cuidados”, pode anotar: o risco de na Copa das Confederações os gramados do Mané Garrincha e do Maracanã estarem ruins, com tufos de grama se soltando e virando um verdadeiro pasto se sofrer.
E não é pequeno.
O Corinthians e a Construtora Odebrecht finalmente vão poder colocar a mão em parte dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) que a Prefeitura de São Paulo vai emitir em favor das obras do Itaquerão.
A Liberação da primeira remessa dos documentos, no valor de R$ 156 milhões, foi definida na noite de quinta-feira. O prefeito Fernando Kassab vai assinar os papeis na próxima semana.
A liberação, prometida inicialmente pela atuação administração municipal para o meio do mês de fevereiro e depois protelada para março, vai sair em abril porque o Comitê de Construção do Estádio entende que finalmente todos os aspectos legais e financeiros para a emissão dos papeis foram resolvidos.
Os membros do comitê, sete secretários municipais, tomaram a decisão numa reunião que contou com a presença da vice-prefeita Nádia Campeão, coordenadora do SPCopa, responsável pela articulação de todos os assuntos referentes ao Mundial de 2014 na cidade.
O ”convencimento” ocorreu após a apresentação da Procuradoria Geral do município, garantindo que não há nenhum possível impedimento legal para a emissão dos CIDs.
Também se chegou à conclusão que o valor pleiteado, de R$ 156 milhões, não traria atropelos ao orçamento municipal.
Para clube e construtora, o acesso aos papeis representa um alívio financeiro. Até agora, a Odebrecht já colocou cerca de R$ 500 milhões na obra, orçada oficialmente em R$ 820 milhões.
Para isso, a empresa recorreu até a dois empréstimos bancários, no valor de R$ 150 milhões.
Com o dinheiro rareando e com a indefinição em relação aos CIDs e também aos R$ 400 milhões da linha especial de crédito do BNDES para as arenas da Copa do Mundo de 2014 – o Banco do Brasil, repassador do dinheiro, não aceita as garantias apresentadas pela construtora -, o Corinthians ameaçou até paralisar a construção.
Agora, esse perigo está afastado, ao menos por enquanto.
O clube terá os certificados em mãos na próxima semana, poderá vendê-los no mercado financeiro, mas os compradores não poderão usá-los imediatamente para quitar débitos municipais como ISS e IPTU.
Isso porque, pela lei que estabeleceu os CIDs, eles só terão validade efetiva e ganharão condição para serem usados, após a efetivação do ato que o motivou, ou seja, a realização da partida de abertura da Copa de 2014, marcada para 12 de junho de 2014.
A semana será movimentada em Fortaleza por conta da Copa do Mundo.
Dois seminários, promovidos pela Fifa e pelo COL, estão previstos para a capital cearense: um sobre comunicações e outro sobre as Fan Fests.
Nesses encontros, há troca de informações, conversa-se sobre problemas, discute-se ideias, alinham-se atividades…
E chega-se a definições.
São Paulo, por exemplo, acredita que haverá um acordo sobre uma prosaíca indefinição em relação às Fan Fests que ocorrerão no Vale do Anhangabaú, em 2014.
A Fifa sugere que o palco onde se exibirão artistas e também o local em que ficará o telão para que se possa ver os jogos seja montado na altura do prédio dos Correios.
Ou seja, com o fundo para o Viaduto Santa Ifigênia e para o Edifício Mirante do Vale, outrora um cartão-postal da cidade, mas que de uns tempos pra cá tornou-se bem feinho, por conta da falta de conservação.
A Prefeitura, por sua vez, prefere colocar o palco debaixo do Viaduto do Chá. O “fundo” é mais bonito: tem o antigo prédio da Light e o próprio prédio da Prefeitura dos lados e o terminal Bandeira e prédios mais bem conservados ao fundo. E o espaço também possibilita um melhor “povoamento” das pessoas.
Claro que isso não é um problema. Mas não deixa de ser curioso o fato de a Fifa exigir que as cidades – e os Estados – assumam todas as responsabilidade pelas Fan Fests e queira meter o bedelho em detalhes simples como a instalação do palco.
Dois vídeos feitos pela Squint Opera em parceria com a Construtora Obebrecht possibilitam uma visão ampla da Arena Pernambuco, estádio que está sendo construído em São Lourenço da Mata, na região metropolitana do Recife, e que receberá partidas da Copa das Confederações e da Copa do Mundo.
Eles dão a ideia da visão do campo e da arena a partir de vários assentos e também de como pode ser a programação para o torcedor em dia de jogo – uma atividade que vai muito além da partida em si.
Também foi criado um projeto interativo para a visualização dos assentos em 360 graus.
Assista aos vídeos aqui:
A confirmação da Arena Pernambuco como sede da Copa das Confederações agora é mais uma questão política do que técnica.
O anúncio feito pelo governador pernambucano, Eduardo Gomes, de que o estádio será inaugurado em 14 de abril do próximo ano, teve, na Fifa, efeito contrário ao desejado.
Em vez representar tranquilidade, aumentou a dúvida sobre a possibilidade de aproveitar o espaço e, na entidade, já há quem defenda de forma veemente que Pernambuco deve ser excluído do evento-teste.
Um membro do alto escalão da Fifa confidenciou ao blog que vários de seus pares acham perda de tempo protelar a exclusão da arena, mas que o anúncio não será feito antes de 8 de novembro – data que a entidade definiu para revelar as sedes e o preço dos ingressos – para não criar um desgaste desnecessário com autoridades brasileiras.
A Fifa reconhece o esforço que está sendo feito para que as obras sejam concluídas a tempo, mas entende que o objetivo não será alcançado.
A data de 14 de abril está dentro do prazo que a Fifa determina para tomar os estádios para si, com o objetivo de prepará-los para a competição – a Copa das Confederações começa em 15 de junho e a Fifa e o COL proíbem atividades no campo pelo menos três semanas antes.
Mas a entidade, na realidade, quer que no máximo a partir de fevereiro estejam disponíveis para testes – do gramado, de acesso, dos sistemas de comunicação, das instalações de maneira em geral – e para os ajustes que se fizerem necessários, sobretudo na área de operações.
Gomes, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o presidente da CBF, José Maria Marin, estão entre os ferrenhos defensores da manutenção da Arena Pernambuco na competição.
Por isso, o poder de barganha deles, a influência perante os cartolas da Fifa e até mesmo no governo federal são vistos hoje como a única chance de “salvar” a Arena Pernambuco. Um árduo trabalho de bastidores é esperado nas próximas três semanas em Zurique e em Brasília.
As chances, no entanto, seriam bem remotas, segundo o meu interlocutor.
FORMATURA NO ITAQUERÃO
Neste sábado, 20 de outubro, 62 estudantes que participaram do Programa Caia na Rede, destinado a promover inclusão digital de famíliares dos trabalhadores na construção da Arena do Corinthians, vão ter direito à cerimônia de formatura do curso, no canteiro de obras. É a primeira turma, que teve acesso ao aprendizado de informática, empreendedorismo e desenvolvimento profissional. O Caia na Rede prevê qualificar 400 alunos até 2014.
CASTELÃO DÁ MAIS UM PASSO
A arena de Fortaleza atingiu 92% de índice de conclusão de sua reforma. O campo já está sendo preparado para receber o gramado. A entrega está prevista para 15 de dezembro. Será, assim, o primeiro dos 12 estádios da Copa a ser finalizado.
Jerôme Valcke começou nesta terça-feira mais uma visita de inspeção às sedes da Copa do Mundo. Esteve em Manaus, foi à Arena da Amazônia, cujas obras ainda nem atingiram a metade, e, com o sorriso que o caracteriza, disse que está tudo em ordem.
Sobre as obras de mobilidade urbana, que ainda não foram movidas, nenhuma preocupação.
Hoje, Valcke vai a Cuiabá e aposta-se que dirá o mesmo sobre a Arena Pantanal e sobre o mais do que enrolado projeto do VLT.
Será o até então sisudo e mau-humorado secretário-geral da Fifa um homem mudado depois de tantos chutes no traseiro que desferiu?
Não creio, apenas Valcke achou melhor – quer dizer, o pessoal da Fifa lá em Zurique achou melhor - depois de arranjar tanta confusão, não tentar apagar fogo jogando gasolina. Pelo menos por enquanto.
Mesmo porque, coube ao secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, esclarecer, para aqueles que ainda não sabiam, o que realmente conta para a Fifa. “A preocupação da Fifa é sobre como tudo funcionará nos dias de jogos”, disse.
Por esse raciocínio, a Fifa tem, claro, de se preocupar com o andamento das obras de mobilidade. Mas o que importa mesmo é como os torcedores estrangeiros chegarão ao Brasil. Por isso, a apreensão com os aeroportos.
Sobre o transporte interno, se algo der errado, mete-se o pau no País (com razão, claro), pede-se desculpas às vítimas do transtorno. Depois, todos vão embora. Os gringos e a Fifa.
Portanto, é bom o pessoal que cuida da Copa não acreditar muito nos sorrisos de Valcke. E trabalhar para recuperar os (enormes) atrasos em obras de infraestrutura.
ESTÁDIOS NÃO SÃO PROBLEMA
Não tenho a menor dúvida de que as arenas estarão prontas para a Copa. Até mesmo a Arena das Dunas, cujos ventos ainda não são suficientes para fazê-la decolar de maneira desejável.
A Arena Pernambuco, de fato, ainda é dúvida para a Copa das Confederações. Mas, para o Mundial, é certeza.
Nesta terça-feira, aliás, foram divulgados índice de conclusão de várias obras. A Arena Pernambuco chegou a 51,64% de trabalho executado (o desejável era quase 55%). A Fonte Nova chegou a 70% e o Mineirão, a 78%.
Arenas não serão problema. Os custos de algumas delas, sim.
CAPACITAÇÃO EM ITAQUERA
Uma das arenas que vão de vento em popa é o Itaquerão. Lá, já se começa a pensar mais seriamente no acabamento. Por isso, a Construtora Odebrecht resolveu dar curso de capacitação de trabalhadores para serviços como aplicação de reboco, assentamento de azulejos, porcelanatos e granitos em paredes e pisos. Espera capacitar 150 dos atuais funcionários. Assim, não precisa promover troca de pessoal.
A Fifa está lançando nesta terça-feira, em Salvador, o programa de voluntariado para a Copa de 2014. O objetivo é convocar 18 mil colaboradores para o Mundial (na média, 1,5 mil por sede), além de outros seis mil para a Copa das Confederações.
São pessoas com idades a partir de 18 anos, que preferencialmente falem outro (s) idiomas (s) e que vão ajudar em situações como localização do público nos estádios, recepção de torcedores, jornalistas, delegações em hotéis, apoio no centro de imprensa, entre muitas outras.
Em troca, receberão basicamente um lanche como alimentação, além de dois ou três jogos de uniforme. E terão a oportunidade de conhecer gente de vários países, trocar informações culturais, experiências, ensinar um pouco e aprender outro tanto.
Não me parece uma coisa ruim, mesmo porque, como a própria palavra diz, só é voluntário quem quer – ninguém é obrigado. Mas já surgem sindicalistas, empresários e políticos demagogos querendo aparecer e dizendo que irão se insurgir, “até na Justiça se preciso for”, contra a “exploração da mão de obra” por parte de uma entidade que ganha milhões de dólares e pode muito bem pagar por serviços prestados.
Poderia, mas quem já cobriu Copas do Mundo sabe que os voluntários (volto a alertar, só o é quem quer) fazem parte da alma da competição, seja em países do primeiro mundo, como a Alemanha, seja em países do terceiro, como a África do Sul.
E, via de regra, trabalham com alegria, entusiasmo, prazer, se dedicam de corpo e alma.
Os tais sindicalistas e empresários de “vanguarda” que querem contratações para a Copa deveriam se informar sobre isso. Mais ainda: deveriam perceber que, acabada a festa, iria todo mundo para a rua. Não é desse tipo de emprego que as pessoas precisam. E os políticos caronistas… Bem, desses nem vou falar.
COMO SE INSCREVER
Quem tiver interessado deve ir ao site www.Fifa.com. Lá, tem uma série de informações sobre como se inscrever e, principalmente, quais como é o trabalho. Mas quem quiser pode ir direto no e-mail voluntarios@brasil2014.com.br
A presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei Geral da Copa, liberando a meia-entrada. A tentativa da Fifa de estabeler limites na festa, criando os tais ingressos da categoria 4 (a cerca de R$ 50) e estabelecendo que 10% dos bilhetes para jogos do Brasil, foi vetada.
A Câmara e o Senado até que fixeram a vontade da entidade, colocando as duas propostas no texto.
Mas Dilma disse não, ancorada em pareceres da procuradoria da República e da Advocacia Geral da União. E também em boa dose de bom senso.
A Fifa por enquanto faz silêncio. Mas em Zurique garantem: vai espernear. Afinal, calcula “prejuízo” de cerca de US$ 100 milhões com a livre comercialização da meia-entrada para estudantes, idosos, integrantes do Bolsa-Família e outros tipos de beneficiários por leis estaduais e municipais. Os velhinhos, e o novinhos, da entidade, não gostam de ter seus interesses contrariados.
Resta saber como será a retaliação.
O Maracanã está com 54% de suas obras concluídas. A Fonte Nova, com 62% – e 50% da estrutura da cobertura já executada. A Arena Pernambuco, com 39% de construção, com previsão de chegar a 50% no fim deste mês de junho.
Esses são os últimos números divulgados pelos responsáveis pelas obras.
Os três estádios estão escolhidos para a Copa das Confederações. Todos correram risco de exclusão – oficialmente, os dois do Nordeste ainda estão não estão confirmados, mas depois que a Fifa divulgou a tabela da competição com seis sedes, como queria o governo brasileiro, só ficarão de fora em caso de uma hecatombe.
Mas como se calcula o índice de conclusão de uma obra? Como o leigo pode saber se os índices são confiáveis ou não?
Vale lembrar que os números dos comitês locais/Ministério do Esporte e os da Fifa sempre são diferentes.
Recentemente fiz essa pergunta a um engenheiro envolvido na construção de um estádio para a Copa. Recebi uma explicação técnica. Resumidamente, disse-me ele que o cálculo leva em conta três fatores: custo previsto para determinada fase da obra (fundações, por exemplo), tempo estimado para sua realização e importância em relação ao todo.
Claro que há fases de execução mais complicadas do que outras, há sempre o risco de fatores como chuva (quantidade de dias, índice pluviométricos) e greves, falta de dinheiro (nos casos em que o financiamento não é liberado no tempo desejado) entre outros. Mas é assim que se calcula o índice de conclusão, com algumas variantes, explicou-me o engenheiro.
Bom, mas e daí? Os estádios ficarão prontos a tempo da Copa das Confederações?
Tenho absoluta certeza de que sim. Nem que para isso seja necessário acelerar as obras, contratando mais trabalhadores, e explodindo os preços.
Mas aí já é outra história. Fica para daqui a pouco.
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