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Inglaterra e França estão em fim de temporada, mas nem por isso vão vir ao Brasil a passeio.

Roy Hodgson e Didier Deschamps, os técnicos das duas seleções, convocaram o que têm de melhor para os amistosos contra a seleção brasileira.

Os ingleses terão o goleiro Hart, o meia Lampard e o atacante Rooney no jogo do dia 2 no Maracanã.  Gerard só não vem porque está machucad0.

Os franceses terão os atacantes Benzema e Menez e meia Nasri, que volta após um ano aos Bleus, na partida do dia 9 na Arena Grêmio.

Inglaterra e França entrarão com equipes fortes contra o Brasil.

Seus jogadores estão em fim de temporada, como os brasileiros que trabalham na Europa.

Mas as seleções estão entrosadas, ou pelo menos bem mais entrosadas do que a brasileira.

Que, aliás, não tem entrosamento algum.

De qualquer maneira, serão dois bons testes para a seleção antes da estreia do dia 15 contra o Japão, pela Copa das Confederações.

No entanto, podem contribuir para aumentar o retrospecto negativo de Felipão.

Mas, pensando no futuro, é melhor perder da Inglaterra e da França do que ganhar da África do Sul e da China.

 

 

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Felipão surpreendeu ao definir o grupo para a Copa das Confederações.

 

Deixou Ronaldinho Gaúcho de fora, ao contrário de todos os prognósticos e até pistas que deu nos últimos meses.

Também não levou Kaká.  Preferiu Jadson.

Sinal claro de que ele deu preferência a um grupo solidário, coeso.  Sem estrelismo.

Ronaldinho, pelo jeito, ficou de fora não por seu futebol (que joga no clube, mas não vinha mostrando na seleção).

Ele chegou atrasado, apesar dos desmentidos, na apresentação para o jogo com o Chile. Em campo. nada vez.

Assim, perdeu a vez. Pela disciplina. Kaká também não vai. Por não estar bem tecnicamente.

Surpresa? Bernard, que havia sido convocado mas quase não foi notado.

Luís  Gustavo. Reserva no Bayern, mas bom marcador.

Felipão optou por jogador que ainda têm fome.

Sempre soube que, apesar de evento-teste – e de por inúmeras vezes deixar claro que o que interessa é a Copa do Mundo -,  o fato de a competição ocorrer no Brasil quase obriga a seleção brasileira a ganhar.

Até por ser bicampeã do torneio.

Uma vitória começará a dar a “liga” entre time e torcida brasileira, perdida nos últimos anos por fatores diversos, como os interesses comerciais que tornaram a seleção uma visitante dentro do próprio País.

Um tombo, principalmente se for feio, aumentará a desconfiança, e o trabalho, para 2014.

Esses, e outros fatores,  Felipão levou em conta ao escolher os 23 jogadores.

Não ligou para evidências. Procurou renovar a equipe, sem abrir mão da experiência.

E de jogadores que são capazes de trabalhar para o grupo.

Felipão resgatou Julio Cesar.  Resgatou Fred.

Assim, deu a experiência que faltava nos tempos de Mano.

Felipão manteve Daniel Alves, Thiago Silva, já rodados.

Também manteve Oscar, Paulinho, David Luiz…

Assim, montou um grupo que mescla juventude e experiência.

Um grupo que, acredita, dará o equilíbrio que considera fundamental para um time obter sucesso.

Um grupo que, embora não seja favorito, poderá lutar pelo título.

E, acima de tudo, um grupo que, embora esteja com a porta aberta, será praticamente o que tentará o hexa em 2014.

Por isso, precisa mostrar desde já onde pode chegar.

E Felipão sabe disso.

 

 

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Tudo bem que a polêmica diminuiu nas últimas semanas.

Mas alguns ainda insistem em pegar no pé da Fifa por conta do ‘veto’ da entidade ao nome Mané Garrincha no estádio de Brasília.

A entidade, para efeitos internacionais, vai chamá-lo de Estádio Nacional.

Um despautério.

Um sacrilégio para os que têm o futebol como uma religião.

E um exagero daqueles que entendem que a Fifa tem de ser criticada em qualquer situação.

E que, para isso, deixam a exatidão da informação em segundo plano.

Não é preciso forçar a barra para descer a lenha na Fifa.

A entidade, e seus comandantes, são tão ambiciosos, tão nebulosos (para dizer o mínimo), fazem tanta besteira que não é preciso nada além de se ater aos fatos para ter munição de sobra contra eles.

Mas, no caso do Mané Garrincha, sabe-se lá por que (será preguiça?) andam contando a história incompleta.

É fato que a Fifa o demominou Estádio Nacional, por causa da amplitude internacional da Copa do Mundo.

Mas a entidade não vai obrigar ninguém a usar este nome – e nem a não referir-se à arena como Mané Garrincha.

“Adotamos a denominação Estádio Nacional por uma questão de padronização. Pode ficar mais fácil para os estrangeiros. Mas a Fifa não vai impedir ninguém, nem daqui e nem de outros países, de chamar a arena da maneira que considera adequada. Sabemos que existe uma tradição e não nos opomos a isso.”

A explicação, dada num encontro recente no qual estive presente, foi de Delia Fischer, gerente de mídia da Fifa.  Walter de Gregório, o diretor de comunicações da entidade,  ouviu a declaração e assinou embaixo.

Ou seja, temos toda a liberdade de nos referir ao Mané Garrincha como Mané Garrincha.

E quem quiser que se refira ao estádio como Nacional.

Tudo bem que mexer com um dos nossos mitos é motivo de polêmica.

Ainda que exagerada, repito

Mas é engraçado. Ninguém criticou a Fifa por chamar o estádio do Corinthians, o Itaquerão, de Arena de São Paulo.

Estranho…

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29.abril.2013 09:49:34

Ah, a Caxirola

E a torcida do Bahia mostrou mais uma utilidade para a Caxirola.

Sim, a Caxirola, aquele instrumento de percussão esquisito, criado para que mais gente ganhe um dinheirinho extra com a Copa do Mundo do Brasil (ah, e quem tem o licenciamento é uma multinacional!).

Aquele instrumento ensurdecedor, que só servirá para atrapalhar o verdadeiro som brasileiro nos estádios.

O som do batuque, das músicas exaltando os times, o som das provocações – que quando sadias são impagáveis.

Bom, mas não Copa não vai ter batuque, nem exaltação a times do coração, e talvez nem provocações nas arquibancadas mesmo…

Então que reine a Caxirola, pensaram alguns iluminados.

Se a África do Sul tem a Vuvuzela deles, por que não podemos ter a nossa?

Que coisa patética! O Brasil copiando a África do Sul.

E criando um instrumento que nada ter a ver com nossas tradições – apesar de sermos adeptos de um chocalhozinho.

Mas a torcida do Bahia mostrou que, mais do que fazer barulho, a ‘Caxi’ pode ser usada para protestar contra o time, o juiz, o adversário…

E as jogou no gramado.

Quase perfeito.

Seria perfeito se as tivessem jogado no lixo

 

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O Brasil enfrenta o Chile na noite desta quarta-feira no Mineirão e o técnico Luiz Felipe Scolari vai aproveitar para resolver as três dúvidas que tem para fechar o grupo da Copa das Confederações.

Ele não diz quais os setores que ainda lhe causam indefinição.

Mas dois deles são claros: o miolo da zaga e o ataque.

Na defesa a dúvida, que todos conhecem, é entre Rever e Dedé.  Por isso, ambos terão chances iguais contra os chilenos.

Na temporada, Rever tem apresentado um futebol melhor do que o ex-vascaíno, mas Felipão não desconsidera a grande fase vivida por Dedé no ano passado.

No ataque, ele não sabe se leva Leandro Damião ou Alexandre Pato para a reserva de Fred.

O estilo de Damião, jogador de área e ótimo finalizador, agrada mais a Felipão.

A qualidade técnica e a inteligência de Pato, porém, também empolgam o treinador.

Felipão não dá grandes pistas sobre sua última dúvida.

Mas como já se definiu por Ronaldinho Gaúcho em vez de Kaká e Jadson é outro meia que lhe conquistou por conta da aplicação tática, deduz-se que ele ainda não sabe o que fazer na lateral-esquerda.

Marcelo, hoje contundido, é o titular. A reserva está em aberto: pode ser Filipe Luis, do Atlético de Madrid, pode ser Adriano, do Barcelona.

André Santos, do Grêmio, pelo jeito vai ter de esperar. Mas seu consolo, e também de todos os outros que ficarão de fora da Copa das Confederações, é que Felipão já disse que o grupo da Copa do Mundo será outro.

 

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Depois da porta arrombada, coloca-se a tranca.

O provérbio atribuído aos portugueses e que se encaixa perfeitamente aos brasileiros agora também pode ser utilizado sem cerimônia pela turma da Fifa.

Isso porque, depois do anúncio de  mais um atraso na entrega do estádio Mané Garrincha, em Brasília (O QUINTO ADIAMENTO), a entidade resolveu falar um pouco mais grosso.

Decidiu intensificar as inspeções na arena do Distrito Federal e também nas outras cinco que receberão a Copa das Confederações: Maracanã, Arena Pernambuco, Fonte Nova, Mineirão e Castelão.

Algumas dessas arenas já estão prontas e, nesse caso, a fiscalização, diária, vai se preocupar menos com as obras (acabament0s que por ventura estejam faltando, por exemplo) e mais com a contratação e montagem das estruturas temporárias, necessárias para o evento-teste da Copa.

A Fifa e o Comitê Organizad0r Local, que está junto na cobrança, têm  sua dose de razão.

Mas não se pode esquecer que foram coniventes com os atrasos de várias arenas.

Publicamente, havia cobrança. Teve até chute no traseiro.

Nos bastidores, porém, os interesses políticos sempre prevaleceram (lembram que a Fifa ameaçou tirar Pernambuco e Bahia da Copa das Confederações e os governadores entraram em campo para evitar?) 

A consequência está aí.

Agora não adianta reclamar.

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Depois do Mineirão, do Castelão e da Fonte Nova, a Arena Pernambuco é o próximo estádio da Copa das Confederações a ser entregue.

A previsão é de que isso ocorra no próximo domingo, 14 de abril.

Mas futebol que é bom vai demorar a ser jogado no novo estádio.

A Arena não está totalmente pronta.

O gramado foi plantado, mas ainda não pode ser usado.

 Só sup0rtará ser pisoteado em 14 de maio, ou seja, exatamente um mês depois da entrega.

Inaugurar estádio sem usá-lo efetivamente vai ser a tônica daqui pra frente.

A abertura do Nacional Mané Garrincha, por exemplo, está marcada para o dia 21, quando Brasília completará 53 anos.

Mas só terá bola rolando em 18 de maio.

Não poderia mesmo ser diferente, uma vez que o gramado só comecará a ser colocado no próximo dia 18.

O Maracanã vai receber um jogo-teste, entre operários e com as presenças de Bebeto e Ronaldo, dia 27.

Futebol para valer, porém, só a partir de 27 de maio, segundo os responsáveis pelo estádio.

Mesmo com tantos “cuidados”, pode anotar: o risco de na Copa das Confederações os gramados do Mané Garrincha e do Maracanã estarem ruins, com tufos de grama se soltando e virando um verdadeiro pasto se sofrer.

E não é pequeno.

 

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O Corinthians e a Construtora Odebrecht finalmente vão poder colocar a mão em parte dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) que a Prefeitura de São Paulo vai emitir em favor das obras do Itaquerão.

A Liberação da primeira remessa dos documentos, no valor de R$ 156 milhões, foi definida na noite de quinta-feira. O prefeito Fernando Kassab vai assinar os papeis na próxima semana.

A liberação, prometida inicialmente pela atuação administração municipal para o meio do mês de fevereiro e depois protelada para março, vai sair em abril porque o Comitê de Construção do Estádio entende que finalmente todos os aspectos legais e financeiros para a emissão dos papeis foram resolvidos.

 Os membros do comitê, sete secretários municipais, tomaram a decisão numa reunião que contou com a presença da vice-prefeita Nádia Campeão, coordenadora do SPCopa, responsável pela articulação de todos os assuntos referentes ao Mundial de 2014 na cidade.

O ”convencimento” ocorreu após a apresentação da Procuradoria Geral do município, garantindo que não há nenhum possível impedimento legal para a emissão dos CIDs.

Também se chegou à conclusão que o valor pleiteado, de R$ 156 milhões, não traria atropelos ao orçamento municipal.

Para clube e construtora, o acesso aos papeis representa um alívio financeiro. Até agora, a Odebrecht já colocou cerca de R$ 500 milhões na obra, orçada oficialmente em R$ 820 milhões.

Para isso, a empresa recorreu até a dois empréstimos bancários, no valor de R$ 150 milhões.

Com o dinheiro rareando e com a indefinição em relação aos CIDs e também aos R$ 400 milhões da linha especial de crédito do BNDES para as arenas da Copa do Mundo de 2014 – o Banco do Brasil, repassador do dinheiro, não aceita as garantias apresentadas pela construtora -, o Corinthians ameaçou até paralisar a construção.

 Agora, esse perigo está afastado, ao menos por enquanto.

O clube terá os certificados em mãos na próxima semana, poderá vendê-los no mercado financeiro, mas os compradores não poderão usá-los imediatamente para quitar débitos municipais como ISS e IPTU.

Isso porque, pela lei que estabeleceu os CIDs, eles só terão validade efetiva e ganharão condição para serem usados, após a efetivação do ato que o motivou, ou seja, a realização da partida de abertura da Copa de 2014, marcada para 12 de junho de 2014.

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Finalmente a novela da liberação dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento para o Itaquerão está chegando ao fim.

Pelo menos o primeiro capítulo.

O prefeito Fernando Haddad deve assinar a liberação dos papeis na próxima semana.

O cronogama que está sendo trabalhado é o seguinte:

O Comitê de Construção do Estádio, composto por sete secretários municipais da cidade de São Paulo, se reunirá nesta quinta-feira, ou na sexta, para analisar a documentação e comprovar que a obra atingiu mesmo 67% de conclusão.

E também que todos os trâmites legais necessários estão sendo cumpridos.

Analisar não, avalizar, pois a documentação já foi apreciada.

Da reunião, sairá uma ata, que vai ser publicada no Diário Oficial do município.

Isso na segunda ou terça-feira próximas.

Em seguida, Haddad libera a primeira remessa dos certificados.

Mas haverá nariz torcido. Alguns narizes.

Isso porque os R$ 156 milhões pleiteados do bolo total de R$ 420 milhões dificilmente serão emitidos.

O caixa da Prefeitura está apertado.

A liberação vai superar os R$ 100 milhões.

Mas não atingirá o valor pretendido.

De qualquer forma, com os papeis em mãos, cabe ao Corinthians e à Obebrecht sair no mercado para vendê-los.

Eles garantem que já têm interessados.

Mas a vida, e a obra, continuará.

Com chiadeiras e pressões.

Afinal, a próxima etapa será colocar a mão nos R$ 400 milhões da linha de crédito do BNDES.

E, depois, começar a brigar pela segunda remessa dos CIDs.

 

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Três jogos e nada de vitórias.

Nos últimos dois, mais maus momentos do que bons.

E assim caminha a seleção.

Felipão tem razão quando diz que, no momento, o mais importante é definir os jogadores e encontrar uma forma de o time jogar.

Mas no futebol vitória é tudo.

Dá confiança, tranquilidade. Conquista a torcida.

É fato que ele definiu boa parte do grupo, e do time, para a Copa das Confederações.

Julio Cesar, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcfelo, Fernando, Oscar, Fred e Neymar serão titulares,

Dante, Filipe Luis, Jean, Hernanes, Hulk estarão no grupo.

Mas o time precisa ter mais criatividade, saber se impor, sufocar o adversário e não ser sufocado por ele.

Ser respeitado.

A forma como a Rússia foi para cima do Brasil no início do jogo em Londres mostra que o respeito já não é o mesmo.

Está na hora de resgatar o futebol competitivo. Mas acima de tudo, está na hora de resgatar a criatividade, o talento, o futebol bem jogado.

O Brasil precisa vencer. Mas também precisa agradar. Empolgar.

Obrigações de um futebol pentacampeão.

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Almir Leite

    Almir Leite é jornalista desde 1986, formado nas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM). Está na área esportiva desde 1990 e tem no futebol seu foco principal. Cobriu duas Copas do Mundo in loco (Alemanha, 2006; e África do Sul, 2010) e a Olimpíada de Pequim-2008, entre outros grandes eventos esportivos. Trabalhou na extinta Folha da Tarde, atual Agora São Paulo, e é editor-assistente da editoria de Esportes do Estadão faz 12 anos.

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