Tese de mestrado sobre heavy metal vira livro no Rio de Janeiro
- 10 de maio de 2011|
- 8h05|
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Categoria: comportamento, Heavy Metal
Marcelo Moreira
Heavy metal é coisa de acadêmico erudito, só para atazanar a vida de quem acha que roqueiro é alienado. Pois não é que uma tese de mestrado no Rio de Janeiro sobre metal extremo ganhou nota máxima e se transformou em livro? E em livro muito bem escrito e muito informativo, quase um livro-reportagem.
“Trevas sobre a luz – O underground do heavy metal extremo no Brasil” foi editado pela editora Alameda, de São Paulo, e pode ser encontrado na Livraria Saraiva e na Cultura. O autor é Leonardo Carbonieri Campoy, professor da rede pública do Paraná e ex-vocalista de várias bandas de metal do Paraná.
Se existisse uma categoria cientÃfica chamada “antropologia urbana”, esta obra seria o melhor exemplo. Campoy consegue traduzir para o mundo real o significa música extrema e metal extremo.
Consegue destrinchar para quem não entende como aquele “barulho brutal” pode ser chamado de música, além de mostrar toda uma estética construÃda por trás do movimento – agressivo e à s violento, em termos sonoros, mas que agrupa uma parcela expressiva de adeptos.
O livro constrói sua argumentação sempre tendo a música como base, mas investiga como foi possÃvel construir uma comunidade no Brasil em torno de um subgênero musical ignorado pela mÃdia tradicional e execrado pela sociedade conservadora – e nem tão conservadora assim. Afinal, como foi possÃvel prosperar por aqui uma cena que tem por base uma música brutal e a gressiva, originária da Alemanha e da Escandinávia?
A formação de Campoy ajudou bastante na elaboração do texto. Sociólogo, com ampla visão do que significa a antropologia como ferramenta cientÃfica, ele não se limitou apenas a mostrar a existência de uma cena metálica extrema: pesquisou o seu surgimento e conseguiu escancarar os detalhes de seu funcionamento.
Não há uma grande preocupação em buscar conclusões definitivas a respeito do assunto. Campoy tenta entender e traduzir como foi possÃvel que o metal extremo, com sua agressividade e peso, atraiu adeptos mesmo abordando temas até então distantes da realidade artÃstica e lÃrica do meio cultural brasileiro, apoiando-se em um imaginário que estiliza o mal, o abjeto, o horror, a destruição – quando não o satanismo e a negação total da sociedade ocidental atual e qualquer coisa que possa ser ligada à religião e à Igreja Católica.
Coisa de gente esquisita e marginalizada, ou revoltada? Até pode ser em alguns casos, mas Campoy demonstra por meio de muita informação que o heavy metal, extremo ou não, é um gênero que necessita de uma certa dose de conteúdo e de inteligência, ao mesmo tempo em que incentiva o questionamento, a buscar explicações - incentiva o pensamento, estimula o ouvinte a pensar.Â
Portanto, heavy metal é coisa de academia, de pós-graduação, de doutorado. Coisa de gente inteligente e com conteúdo, ao contrário que normalmente se vê em outros gêneros e subgêneros musicais populares tão apreciados no Brasil. É uma leitura obrigatória para quem pretende entender, de alguma forma, o porquê de o subgênero pesado e agressivo atrair desde crianças e adolescentes até professores e sociólogos.
Leonardo Campoy é bacharel em ciências sociais pela Universidade Federal do Paraná e mestre em sociologia e antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Trevas sobre a Luz” é a dissertação de mestrado defendida no fim de 2008 na UFRJ. Como ela ganhou um prêmio da ANPOCS (associação nacional dos programas de pós graduação em ciências sociais), foi virou livro.
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valeu vou procurar na biblioteca da facul
Olha eu vou citar como exemplo a mim mesmo, na década de 80 ouvia Onslaught e bradava “poser’s will die”, se visse alguém com camisa ou patch do Poison, por exemplo, era critica na certa, hoje pode-se dizer que além de escutar o que já escutava, escuto também hard rock dos anos 80, hoje tenho até disco de vinil do Ratt, Mötley Crüe, Icon, etc. Então é complicado julgar alguém pelo que se ouve, mas concordo com o Eumesmo e o Marcelo, temos que ter cautela ao nos expressar. Abraços e valeu galera de bom gosto.
Poxa, eu fico feliz de ver coisas desse tipo, pq isso remete a mim! =D
Me considero metaleiro, sempre ouvi coisas como Sepultura, Helmet, Entombed e basicamente muitas das bandas pesadas dos anos 90 e 80. E esse livro é mais um SOCO NA CARA quem trata o heavy metal como uma coisa idiota, alienada, sem sentido. Eu tb fico puto pra cacete com a falta de visão e inteligência das pessoas “comuns”, em boa parte das que ouvem mpb, pagode, samba, funk que tem esse preconceito com o som pesado e violento. São pessoas q não entendem de música e ouvem exatamente tudo o que já é instituÃdo a ouvir. Eu odeio isso. Assim como fico triste porque a gente vai crescendo e cada vez mais a sociedade fica puxando a gente pro lado “convencinal”, “certo”. Sempre odiei pensar que só porque você passa dos 30, vc tem que parar de gostar de deateh, black, grind. E esse livro vem aà levantar a nossa moral, dos caras que gostam de um bom som pesado, alto, agressivo!
Com certeza eu quero esse livro!
Obrigado pelo comentário, embora eu seja bem mais cauteloso do que você ao me referir à inteligência de quem ouve outros gêneros musicais. Sempre tento evitar os exageros, embora nem sempre eu consiga.
Kra não se julga inteligencia pela musica, e nem se escuta musica pelo rotulo. Se escuta musica porque se gosta dela. Kda um pode escuta o que quiser, desde que tenha respeito a partir do momento que se perde o respeito, ai a história muda. Que discursinho moralista chato o meu XD!
Olá! Não é a primeira vez que o heavy metal é tema apresentado em teses/ monografias nas universidades.
Em 2001, na PUC – SP, apresentei uma monografia de conclusão da pós-graduação em Jornalismo Cultural cujo tema foi sobre as funções da divisão do heavy metal em gêneros. A grande dificuldade sempre é encontrar material para embasar teoricamente o trabalho…
Parabéns ao Campoy!
Parabéns a você também pelo tema escolhido. TerÃamos prazer e indicar a leitura aos nossos leitores, caso esteja disponÃvel em livro ou pela internet. O texto não afirma que é a primeira tese sobre o assunto, menciona que é um tema rarÃssimo em programas de mestrado e mais raro ainda virar livro. De qualquer forma, faz falta literatura desse tipo, de qualidade, sobre o rock em geral.
Renato B.G,
Tem um site bem interessante que é: http://www.elegiaemcanto.blogspot.com que muita coisa de METAL SINFÔNICO para baixar… Se vc gosta de GOTHIC METAL e DOOM tb tem umas bandas bem interessantes e desconhecidas. Vale a pena visitar o site.
Abraços!
Paulus C. Daemon,
cara esse site é muito bom msm em cara ^^
Renato,
Aproveita cara… Tem muita coisa boa aÃ, inclusive download de DVD’s…
Tem muita coisa nacional também…
Sempre fui meio ”xiita” em se tratando de som e atitude, mas é o que eu falei, vc aprende muito com o passado e põe isso em prática com o passar dos tempos.
Hoje tenho a cabeça mais aberta e dentro do underground, eu busco outras alternativas para a barulheira. Tenho descoberto bandas interessantes (e que eu sugiro que procurem ouvir…)como Forest of Stream, Grand Magus, Nortt, Turbo Negro, Hail of Bullets… etc…
Nunca deixarei de ouvir Black Sabbath, Deep Purple, Iron Maiden, Sweet, Uriah Heep… Mas é sempre bom estar antenado, pesquisar e se manter atualizado.
O Underground da música extrema, é um universo. Quando mais vc procura e ”fuça”, vc encontra coisas maravilhosas…
Abraço a todos!
é acho muito valido a procura por sons dentro do Metal, pois o Metal tem em suas varias vertentes muitas coisas boas.
Eu ja procuro muito + por Metal Sinfonico,death metal melodico( e nao melodico tbm ^^) e Thrash metal
Marcelo,existe sim uma cadeira de Antropologia Urbana em algumas universidades. Na USP existe um grupo chamado N.A.U – Núcleo de Antropologia Urbana, comandado pelo Profº José Guilherme Magnani. Há estudos bem legais sobre vários estilos musicais, inclusive Heavy metal. Um abraço.
Obrigado pela dica. Desconhecia a existência da cadeira na USP.
Mauricio e Eduardo
Eu também gosto mais dos anos 80, já curti muito Death e Black, mas hoje sou mais ligado ao Heavy tradicional, ao Speed Metal, Power Metal e principalmente o Thrash Metal, ainda ouço alguma coisa antiga de Death e Black Metal tipo Possessed que depois virou Thrash, Venom, Celtic Frost entre outros, mas hoje em dia gosto mais ouvir Overkill, Exciter, Razor, Anvil, Kreator, Sodom, Tankard, Accept, Dio, Jaguar, Omen, Bulldozer, entre centenas de outras bandas maravilhosas até Hard Rock daquela época eu ouço. Valeu galera de bom gosto.
Vida longa ao Heavy Metal.
Muito bom! Importante o meio acadêmico justificar a importância do heavy metal, uma vez que a mÃdia, se não ignora, estereotipa e segrega.
Eduardo, nada com o bom e velho iron Maiden e Black Sabbath.
Death e black, se estiver rolando em algum lugar que eu esteja, sem problema, ouço na boa, tenho até alguma coisa em casa no meio da minha coleção que até pouco tempo estava no meu carro, uma delas é um cd japones de uma banda chilena que não me lembro o nome, fugiu,é fácil até,bom, resumindo, curto na boa, mas não se compara com o verdadeiro trash, musicalmente superiores, nada como os tradicionais Anthrax, Slayer, Megadeth,Kreator… tudo bem que seja cliche, mas não se compara.
MaurÃcio: eu curto muito death e black, mas minha coleção e o meu gosto pessoal são mais ligados à velha escola do heavy metal tradicional e do thrash metal (este último meu estilo favorito). De qualquer forma, há muita coisa boa nas vertentes mais extremas, como o próprio Sarcófago, tão debatido aqui. Sobre o black, sou mais fã das bandas precussoras do estilo, como Venom, Hellhammer/Celtic Frost, Bathory, Onslaught e por aà vai. Na verdade, essas bandas me soam mais thrash, porém a temática e vários elementos vieram a definir as raÃzes do black metal. No death metal, gosto muito de Death, Morbid Angel, Benediction, Bolt Thrower´, entre outros. Sem contar outros estilos tidos como extremos, como o grindcore e o splatter.
Paulus: legal, cara. Bom saber que você é amigo do Fábio Jascko, inclusive considero o caso dele diferente do Manu Joker. Até porque o Jascko participou ativamente do processo de composições enquanto foi da banda. O Laws of Scourge tem muito da mão dele, sem dúvida. Ele teria interesse em tocar ainda com o nome Sarcófago? Acho que com ele e, pelo menos, o Gerald, aà a coisa até ficaria legÃtima. De qualquer forma, sem o Wagner fica muito estranho. Alexandre: Sex Trash é lendária também, cara … puta banda … a cena de BH dos anos 80 era foda, produziu muita coisa boa.
Legal isso. Meu pai sempre defendeu a cultura Heavy Metal, aos 48 anos era bem louco ainda. Fui muito influenciada por ele atraves das musicas que escutava. Por causa dele me amarro em Alice Coper, aquele tio doidão….saudades do meu velho!!
Paulus, o primeiro baterista do Sex Trash que tocou no Sarcófago se não me engano era D.D.Crazy. Era uma puta banda eu lembro que a galera aqui agitava na rua quando eu aumentava o volume na Alcoolholic Mosh eram tempos maravilhosos! Tinha também aquela coletanea Warfare Noise lembra? Sarcófago, Mutilator, Holocausto e Chacal. E eu tinha…. Abraços e valeu galera de bom gosto!
Alexandre, Sex trash é outra grande banda clássica do underground extremo. No primeiro disco do sex trash, o primeiro baterista era sim o mesmo do Sarcófago (não me lembro o nome dele) agora o 2 disco, já era o Luciano (que é um puta baterista!) que hoje toca em uma banda de Jundiaà chamada UNREAL. E nessa banda, toca também um ex guitarrista que foi tb do Sex Trash e do Pentacrostic…
Eumesmo, concordo e respeito a sua opinião, mas o Black Metal, não trata só de execrar a religião católica ou cristã. Tem muitas, muitas bandas legais que falam de paganismo, ocultismo, Hermetismo, natureza etc…
E o Death Metal sem gutural, não seria Death Metal…
Abraços!
A tese se refere a o que? Heavy metal extremo igual Death e Black metal? Por que se for pra mim vai fica na pratilheira. Se Death e Black metal fosse instrumental, iria ser meu estilo favorito, mais os kras só abrem a boca pra fala asneira com seu gutural(com excessões de algumas bandas de Death, que de vez em quando botam criticas sociais em suas musicas, ja o black em sua imensa maioria é: Jesus vai toma no ** e o Diabo é foda, ou seja letras desnecessárias, cujo o unico proposito é demostra seu odio e oposição a tal religião) num tenho nada contra quem gosta, mais eu não gosto, prefiro fica só com o Heavy metal tradicional e o Thrash Metal. Power metal é outra coisa, o letrista parece escritor de RPG, por isso a minha mesma opnião se fosse banda instrumental dava pra levar. Na minha opnião a letra numa música é importante. E The Worst do Sarcofago foi o primeiro CD que eu comprei e me arrependi. A Marcelo parabens pela materia, e Leonardo Carbonieri Campoy pela sua tese.
Depois de uma pesquiza conclui que metal extremo é doom metal, death, thrash e black. Desses só gosto to Thrash.
Grande relato do Paulus, passo pela mesma coisa aos 38 anos. Eduardo além do Sarcófago tinha também o Sex Trash lembra? Eu tinha dois discos deles, se não me engano era o mesmo batera do Sarcófago! Anbraços Paulus e Eduardo e a toda a galera de bom gosto!
Eduardo, concordo contigo sobre a posição do Wagner, mas eu coloquei a questão de ”liberar” o nome SARCÓFAGO (que é um nome sagrado para nós…), para que os ex-membros dessem prosseguimento ao mito que é a banda. Até porque eu sou amigo do Fábio Jascko, que é um grande músico. Não tinha pensado nessa questão comercial. Underground e ”comercialismo” não combinam. Esse é um dos motivos que deixei algumas bandas que eu toquei. Inclusive a última. Vc tem que tocar por prazer e por diversão e não fazer da sua banda um negócio…
O underground brasileiro é um dos maiores e melhores do mundo todo… Acho que falta um pouco mais de interesse, inclusive dos caras que curtem metal nesse paÃs, para que ele seja maior ainda!
Eduardo, Um GRANDE abraço!
Paulus: seu relato é legal, admiro muito as pessoas que se mantêm Ãntegras no decorrer da vida, algo tão difÃcil de se ver hoje em dia. Sobre a questão do Wagner em não liberar o nome do Sarcófago para “ex-membros”, eu concordo totalmente com ele. Acho que aquele projeto intitulado de “Tributo ao Sarcófago” até era interessante, principalmente porque contava com a participação do Gerald e a própria denominação indicava que era uma forma de homenagear a banda. Depois disso, o que me parece é que o tal o Manu Joker abriu os olhos para o sucesso do “Tributo” e resolveu ganhar grana em cima do nome Sarcófago de forma deliberada. Veja bem, não tenho nada contra alguém querer ganhar dinheiro com sua música, mas o tal do Manu não tem legitimidade nenhuma para tocar com o nome do Sarcófago, pois ele gravou apenas o Rotting e foi um mero coadjuvante. Sem a presença do Wagner e do Gerald não há legimidade, pelo menos na minha opinião. Acho que o Wagner tomou a decisão correta de não liberar o nome e de inclusive se manifestar contra isso exatamente porque viu que o tal do Manu queria algo totalmente oposto à filosofia do Sarcófago: simplesmente ganhar grana. Você como fã da banda sabe que o Wagner e o Gerald tocaram a banda contra tudo e contra todos, sempre seguindo o que acreditavam e sem se prender a comercialismos. Aà de repente aparece um mero coadjuvante querendo levar dinheiro porque sabe que o nome Sarcófago tem força. O Sarcófago acabou e é melhor que fique assim para preservar sua lenda, impedindo que oportunistas desconstruam sua imagem. De qualquer forma, é só minha opinião. Valeu!
Grande lançamento! Com certeza, esse livro estará na minha prateleira o mais breve possÃvel.
Me sinto orgulhoso, quando vejo um lançamento assim. É a comprovação de que o ”METAL EXTREMO” (particularmente, eu acho uma bobagem esse ”termo”), gerou cabeças pensantes e inteligentÃssimas, como é o caso do Wagner (Ex-Sarcófago, ”Ex, mas ”eterno” Sarcófago, apesar de eu não concordar com ele, de não liberar o nome Sarcófago para os ex-membros, darem sequência a saga da banda).
O Death, Black e Doom Metal (e até o Grindcore) foi tão expressivo no Brasil, que eu me arrisco a falar que bandas como o Sarcófago, GenocÃdio, Pentacrostic, Rot, Vulcano, Chackal, Headhunter DC, Mistifier etc… Influênciaram toda uma geração no mundo inteiro.
Tenho amigos que hoje são empresários, executivos, advogados, professores e todos nós, começamos a curtir juntos todas essas bandas. Então, eu fico muito puto, quando sou taxado de alienado, moleque etc… Infelizmente, alguns se perderam pelo caminho das malditas drogas.
Tocar um estilo mais brutal, mais ”extremo”, sempre foi uma afronta a tudo o que está aà instituÃdo. Não me contentava em ser chamado de ”Rockeiro” (até hoje, não gosto de ser chamado assim…). QuerÃamos ser feios, malvados, tocar mais alto, mais brutal, mas sujo…É é incrÃvel, como hoje, com 46 anos de idade, não mudei muita coisa… KKKKKKKKK Na verdade a intenção é essa, piorar o que já era ruim, cada vez mais! KKKKKKK, Mas é claro que hoje temos nossas famÃlias, esposas, filhos, vida profissional. Se eu chegar no meu trampo de calça camuflada, coturno e cinturão de balas, eu estou na rua… No trampo,temos que usar nossos uniformes, impostos pela sua vida profissional, pela sociedade. Mas de final de semana, o demônio sai do fundo do abismo… KKKKKKKK. Mas é um capeta mais maduro, mais consciênte, que sabe exatamente o que quer… E isso é ótimo, pois tudo o que foi aprendido lá atrás, está servindo para as práticas de hoje. E hoje, eu continuo aprendendo, mas ensinando cada vez mais.
Um livro como esse, deveria ser vendido até em bancas de jornais. Quem sabe não contribuiria para o ensinamento dessa molecada que está começando a se interessar pelo underground.
Conhecer o passado de forma clara e por em prática os seus ensinamentos no futuro… Assim a roda do destino continua girando…
Que o METAL seja cada vez mais BRUTAL e EXTREMO!!!! AMÉM!!!!!!!!!!!!!!!!
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Caraca Marcelo, muito boa e reveladora esta matéria, prova que headbanger é inteligente, a maioria dos meus colegas que curtem metal entendem de diversos assuntos, e opinam com opinião própria, este livro veio a calhar, vou fazer o possÃvel para adquirir um exemplar. Grande EDUARDO, você acertou em cheio no exemplo do Wagner do Sarcófago, é verdade é notória a inteligência dele e a prova é o diploma e o mestrado que ele passa para seus alunos, e o Sarcófago é uma banda extremamente cultuada no underground do Brasil e Exterior, já li que é a banda favorita de muitos gringos. Abraços e valeu galera de bom gosto!
Fala, Alexandre: exato, cara. Para ser bem sincero, eu até acho que o Sarcófago não tem no Brasil o reconhecimento que merece. Na minha modesta opinião, é a banda mais relevante do metal nacional. Antes que queiram me matar, eu não estou falando de quantidade de discos vendidos e de popularidade, acho que já deixei claro várias vezes que estes pontos não fazem parte da minha percepção de relevância de uma banda. Sei que se formos por número de vendas, várias bandas brasileiras estão á frente do Sarcófago, como o Sepultura, Angra, Viper, entre outras. Quando digo que considero o Sarcófago a banda mais relevante do metal nacional é pelo pioneirismo e pelo fato de que eles criaram uma vertente dentro do metal. Pode ver que os europeus pagam mó pau pro Sarcófago e consideram a banda como precussora do black metal escandinavo. Pô, se você ouvir o que os caras faziam entre 1985 e 1987 é um absurdo pra época, inclusive eles foram execrados até pela imprensa especializada, mas com o tempo a banda recebeu os créditos devidos, pois os caras foram pioneiros. Outro ponto que admiro muito é que eles tocavam porque gostavam do seu som e não estavam nem aà para crÃticas.
Qual o estilo de metal extremo que é citado neste livro?death? black? estrangeiro também?
No livro a História do Heavy Metal o metal extremo é mostrado como uma biografia, com as principais bandas do genero, assim não fica uma coisa chata(apesar do autor ter focado bastante neste tema), pois tem relatos de gravações, integrantes etc…
No caso deste livro do Leonardo, será que ele achou todas as respostas?É para deixar o leitor curioso, pois como não sou muito fã do genero(fico mais no Trash-americano e alemão)talvez de para entender um pouco mais.
Não achou as respostas, mas colocou no papel uma visão bastante particular do que significa o heavy metal extremo dentro de uma sociedade ocidental. É a visão de um estudioso que esteve no meio da “confusão”, que teve banda do estilo e que tenta entender como é possÃvel proliferar o gosto por subgêneros musicais tão agressivos e marginais. O texto do livro foge um pouco daquela coisa chata de tese de mestrado/doutorado, mescla informações antropológicas para tentar entender o movimento e experiências pessoais. Os subestilos abordados são basicamente o death e o black metal.
Esse tipo de coisa não sai na mÃdia. Pela resenha, o livro parece ser excelente, parabéns ao editor da matéria.
Marcelo: muito legal o texto. Sem dúvida, irei comprar este livro. Temos vários exemplos por aà de encontro entre academia e heavy metal. Acho que um caso que pode ser citado é o do Wagner Lamounier, do extinto Sarcófago. Ele desenvolveu paralelamente à questão musical uma carreira acadêmica de sucesso, tanto que hoje é professor de Economia na UFMG, premiado pela BM&F/Bovespa inclusive. Obviamente que o trabalho atual dele não tem qualquer relação com o metal, até porque está ligada às Ciências Econômicas, e anos atrás ele finalizou o Sarcófago para se dedicar à sua carreira de docente, mas acho que é um exemplo válido de um cara que foi muito atuante na música extrema e que possui um cérebro privilegiado. Sem contar que o Sarcófago é apontado como precussor do que hoje se convencionou chamar de black metal encandinavo, bastando checar as demos Satanic Lust e The Black Vomit e o primeiro álbum (INRI) para se comprovar isso, tanto na questão do visual, quanto na sonoridade.
Blz Eduardo, ouvi muito sarcofago por causa dos meus amigos,pois confesso que não gosto muito do genero,foi entre 92/93, sou do tempo em que os “black metal” não podiam ver ninguém com uma camisa do sarcofago que logo eles vinham para “tirar” uma chamada oral sobre a banda com voce, caso respondese errado eles tomavam sua camisa,vi isso no Metallica em 93,outra situação, estavamos na Galeria e rolou um boato que iria ter uma festa na zona sul e iria ter cerveja e muito heavy metal, chegando lá rolou sarcofago a noite inteira e no lugar da cerveja tinha pinga com limão, por um momento fiquei puto,podiam tocar no minimo Slayer, mas nem isso rolou,mas valeu pela diversão.Coisas de adolescente.