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Terça-feira, 21 de Maio de 2013
Combate Rock
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O dia em que o rock mudou a história da humanidade

Marcelo Moreira

O cantor irlandês Bob Geldof suava horrores nos bastidores do estádio de Wembley. Em meio a um surto de ansiedade, teve uma rápida crise de choro. Somente ali ele teve consciência do tamanho da enrascada que havia se metido: dois estádios abarrotados por mais de 80 mil espectadores cada um, separados por 6 mil quilômetros, mais de 100 artistas mundiais do primeiro escalão em dois megashows com transmissão ao vivo para 1 bilhão de pessoas.

Geldof tinha certeza que o Live Aid, no dia 13 de julho de 1985, evento beneficente saído de sua cabeça, não ia dar certo. Temia que o som não estivesse bom, que os artistas convidados a tocar de graça não apareceriam, que houvesse alguma tragédia.

Só se deu conta do estrondoso sucesso da empreitada quando foi erguido, ao final do evento, como um herói e ficou nos ombros de ninguém menos do que Paul McCartney e Pete Townshend. Foi saudado como uma das grandes personalidades do nosso tempo indicado duas vezes para o prêmio Nobel da Paz. O Live Aid foi tão importante que o 13 de julho se tornou o Dia Internacional do Rock.

“O Live Aid pode ter sido a minha grande obra, mas prejudicou totalmente minha carreira, a minha capacidade de fazer o que eu amo. Se não tivesse acontecido, tenho certeza de que eu teria sido capaz de fazer a transição do The Boomtown Rats a uma carreira solo como a do Paul Weller ou Sting”, disse o cantor em entrevista ao site Evening Standard em junho passado, 27 anos depois do festival.

Midge Ure e Bob Geldof, os mentores

Apesar disso, o amargurado Geldof revelou que não se arrepende do feito. De acordo com ele, “teria sido terrivelmente irresponsável se não tivesse promovido o show”.

Contra a fome

Se Woodstock, em 1969, é considerado o sinônimo de festival de rock – um símbolo de um gênero musical e de toda uma geração –, o Live Aid foi muito mais do que isso.

Sua importância se confunde com o próprio conceito do rock. Supera inclusive em todos os sentidos o Concert for Bangladesh, de 1971, de George Harrison, considerado o primeiro evento roqueiro beneficente de peso, e o Concert for Kampuchea, de Paul McCartney, de 1979.

É inegável que o Live Aid é a grande obra de Geldof. Sentado no seu sofá detonado no flat onde morava, em Londres, no final de 1984, ruminava entre goles longos de cerveja o que faria da vida após o final melancólico de sua banda pouco antes, o Boomtown Rats, de sucesso relativo entre 1978 e 1980, até ser varrido pelo final do punk e pelo surgimento da new wave.

Estádio de Wembley, em Londres

Irado por não receber respostas de amigos e músicos para a formação de um novo projeto musical, assistia à TV sem prestar a atenção. Sua ira aumentou quando um dos canais comerciais anunciou que em minutos exibiria “The Wall –The Movie”, o longa-metragem de Alan Parker baseado na obra-prima do Pink Floyd – e cujo ator principal era o próprio Geldof, por sinal elogiado pela interpretação.

Imediatamente trocou de canal e pegou o meio de um documentário sobre a seca monstruosa que atingia o nordeste da África, levando milhões de habitantes da Etiópia a padecer de fome total – tudo isso agravado pelas disputas políticas e guerra civil.

Indignado com as imagens de crianças esquálidas disputando migalhas com corvos e urubus debaixo de um sol insano, decidiu que tinha de fazer alguma coisa. O que veio à mente foi a gravação de um single para arrecadar fundos para combater a fome africana.

Pediu ajuda a Midge Ure, da banda pop Ultravox, e juntos depressa escreveram a música “Do They Know It’s Christmas?”. Em seguida, abriu a agenda telefônica e começou a ligar para os amigos e amigos dos amigos: Juntamente com Bono e The Edge (ambos dos U2), Boy George, Paul McCartney, Duran Duran, Frankie goes to Hollywood e muitos outros.

Geldof conseguiu marcar uma entrevista com o DJ Richard Skinner, da “BBC Radio 1”, e aproveitou para publicitar a ideia de editar um single de caridade, de tal forma que aquando do recrutamento dos músicos, já havia um enorme interesse da comunicação social no evento.

Gravado a toque de caixa para aproveitar o Natal de 1984, o projeto band Aid, reuniu a nata do pop rock inglês em um estúdio para gravar “Do They Know It’s Christmas?” O sucesso foi absurdo, com a venda de milhares de cópias no mundo inteiro.

A ideia foi copiada meses mais tarde nos Estados Unidos com a música “We Are The World” da autoria de Michael Jackson, Stevie Wonder e Lionel Richie, tendo sido este último o primeiro ponto de contacto de Geldof. Este single chegou ao topo das tabelas nos dois lados do Atlântico. Em 1986, surgia o Hear ‘N Aid, reunindo mais de 50 estrelas do hard rock e do heavy metal em outro evento beneficente.

Encerramento do show em Londres, com todos no palco

O festival do festivais

Instigado por Paul McCartney e por jornalistas da BBC, conseguiu apoio para a realização de um grande concerto de rock reunindo quase todos os participantes do Band Aid. A participação do promotor de eventos musicais Harvey Goldsmith foi primordial para transformar os planos de Geldof e Ure em realidade, e o evento foi crescendo e ganhando visibilidade enquanto vários artistas ingleses e norte-americanos concordavam de imediato em participar.

No começo, Geldof teve de ficar ao telefone por quase uma semana convidando artistas amigos e negociando com agentes e empresários a liberação de outros músicos. Houve alguma dificuldade inicial, mas logo a adesão ao projeto virou uma avalanche. Na semana seguinte, ele é que não parava de receber ligações de vários astros mundiais.

Inicialmente programado para o dia 13 de julho no estádio de Wembley, o templo do futebol inglês em Londres, teve de ser desmembrado para outro local diante do enorme número de artistas querendo participar. Empresários de comunicações e do show business dos Estados Unidos viabilizaram o estádio JFK, na Filadélfia, para que um evento paralelo e simultâneo fosse realizado.

Sucesso absoluto, a marca Live Aid rendeu cerca de US$ 250 milhões em 27 anos de comercialização – pena que parte do dinheiro arrecadado à época tenha sido desviado pelo caminho.

Celebridade mundial: Geldof nos ombros estelares de Pete Townshend e Paul McCartney

Quem participou? Simplesmente todo mundo que era relevante na história do rock até então: Geldof, Paul McCartney, The Who, Mick Jagger, Keith Richards, Ron wood, Bob Dylan, Queen, U2, Judas Priest, Black Sabbath com sua formação original, Led Zeppelin reunido com Phil Collins na bateria, David Bowie, Tina Turner, Phil Collins (que tocou por algumas horas em Londres, pegou um avião supersônico Concorde e chegou a tempo para tocar na Filadélfia), Eric Clapton, Elton John, Sade, Elvis Costello, Status Quo, Spandau Ballet, Bryan Ferry, Sting, Bryan Adams, Beach Boys, B.B. King, Style Council, Santana, Duran Duran, Madonna, Pretenders, Crosby, Stills, Nash & Young, entre muitos outros. A se lamentar, as ausências de Prince (que mandou um clipe, exibido no telão), Michael Jackson e Deep Purple (reunido em sua formação clássica, não participou devido à recusa inexplicável do guitarrista Ritchie Blackmore).

O legado do Live Aid é impossível de ser medido. Foi muito além de um bem-sucedido festival musical beneficente. Virou sinônimo de festival de rock, de solidariedade, de cumplicidade, de comprometimento e de mobilização. O dia Internacional do Rock é apenas a face mais visível deste evento que teve impacto decisivo na história da humanidade.

 

Sade lança em maio disco ao vivo com maiores sucessos

Luciano Borborema – Território Eldorado

Em 2009, a cantora inglesa de origem nigeriana Sade lançou o álbum Soldier of Love e agora prepara o material ao vivo desse trabalho que também reúne os grandes sucessos da sua carreira.

Além dos hits de Sade, Bring Me Home – Live 2011 vai trazer 20 minutos com imagens de bastidores dos shows pelo mundo. O trabalho que será lançado em 22 de maio será vendido em CD, DVD e Blu-Ray.

Canções como Your Love is King, Smooth Operator, The Sweetest Taboo e By Your Side farão parte do repertório do disco ao vivo da Sade. Em outubro de 2011, a cantora passou pelo Brasil e se apresentou em São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera.


A cantora Sade. (Leonardo Soares/AE)

 

‘Caderno 2′ faz mostra do ano com show e fotos que marcaram uma temporada

O Estado de S.Paulo

Um ano que começa com Paul McCartney e termina com Ringo Starr pode ter algo de diferente. E quando entre um e outro tem ainda Eric Clapton, U2, Stevie Wonder, Pearl Jam, Sade, Elton John, Lynyrd Skynyrd, Metallica, Guns N’Roses, Aerosmith e uma das últimas aparições de Amy Winehouse, é sinal de que realmente pedras a mais do que o normal rolaram por aqui.

Stevie Wonder fez show memorável no Rock in Rio deste ano - Wilton Junior/AE
Wilton Junior/AE
Stevie Wonder fez show memorável no Rock in Rio deste ano
 
Para celebrar uma das temporadas com mais shows internacionais do show biz brasileiro, o Caderno2+Música aproveita seu segundo aniversário para realizar na próxima terça-feira uma exposição com as principais imagens do ano feitas pela equipe de fotógrafos do Grupo Estado em coberturas de grandes festivais de 2011, como o Rock in Rio, o SWU e o Planeta Terra, e de shows que entraram para a galeria dos memoráveis.
 
A mostra será no Café Piu Piu, bar de rock and roll do Bexiga há mais de 20 anos. Intitulado Coletiva de Imprensa C2+Música, o projeto contará ainda com show da banda Rockett 88, especializada em blues e rock dos anos 70, que vai receber como convidados jornalistas músicos do Estadão e de outras redações para um repertório de clássicos e lados B de Rolling Stones, Beatles, Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, Eric Clapton, Albert Collins… 

COLETIVA DE IMPRENSA

Terça  (29), 21h30
Café Piu Piu
Rua 13 de Maio, 134 – Bexiga – Preço: R$ 10
Exposição com as fotos dos melhores shows de 2011 e apresentação de blues e rock dos anos 70.

Correta, Sade faz apresentação morna em São Paulo

Lauro Lisboa Garcia

Além de décadas de espera pela vinda de Sade Adu e a banda que leva seu nome ao Brasil, o público de cerca de 6.400 pessoas que pagou até R$ 850 para vê-la, anteontem no Ginásio do Ibirapuera ainda teve de somar mais 20 minutos de ansiedade.

O atraso, nada elegante para uma britânica que ainda por cima representa a finesse no pop, foi compensado com um show generoso em canções que embalam salas de espera via rádios nostálgicas, como a Antena 1, há mais de 25 anos.

Sade montou um roteiro baseado nos greatest hits (faltou Hang on to Your Love) presentes na recente compilação The Ultimate Collection. Fora de cena durante 10 anos, a banda voltou em 2010 com o fraco álbum Soldier of Love, com canções que (o show comprovou) soam iguais não só entre elas próprias, mas a quase tudo que a banda já fez.

A boa surpresa é que os hits ao vivo vieram com mais potência e som com qualidade técnica muito melhor do que se esperava diante da infame acústica do ginásio.

Sade canta em São Paulo (FOTO LEONARDO SOARES/AE)

Visualmente, o show – que chega ao Rio hoje e vai para Brasília na terça – é luxuoso, com iluminação sóbria, de bom gosto, imensas cortinas clássicas, belos vídeos e cenários luminosos projetados sobre telas transparentes que envolviam os músicos em algumas canções e em outras num telão gigante ao fundo, com impecável qualidade de imagem.

Um dos vídeos mais bonitos (uma panorâmica sobre Nova York à noite) foi projetado durante Smooth Operator, quando a plateia se levantou para dançar, levantando o ânimo daquele ambiente de coquetel.

Simpática e visivelmente feliz, Sade – que entrou triunfante em cena, de preto e com os cabelos presos, surgindo do subsolo do palco sobre uma plataforma levadiça – mantém a voz em forma em certos aspectos.

Em canções como Is It a Crime, No Ordinary Love e Pearls (três dos melhores momentos) chegou a níveis altíssimos, afinada e bem projetada, mas falhou em algumas entradas e em canções como The Sweetest Taboo, já com os cabelos soltos e mais bonita num sóbrio vestido longo, saiu fraca.

O papel da cantora corresponde ao de Chrissie Hynde nos Pretenders. Não importa muito se há substituições entre os instrumentistas (como houve nos dois casos), a personalidade do grupo quem afirma são essas mulheres de frente.

Não que os oito músicos de Sade sejam meros coadjuvantes, mas o foco de atenção é sobre a cantora. E a presença de Sade é magnética, embora sua performance seja linear. Vez ou outra ela ensaia alguns passinhos de dança, mas nada que chegue perto de Janelle Monáe e Sharon Jones, duas gigantas do neo soul que arrasaram nos palcos brasileiros este ano.

O problema do show é que é plástico demais, cool demais. As canções novas e menos conhecidas não empolgam. E no geral a gente sai com a impressão de ter ouvido o mesmo muzak se repetindo por duas horas.

Sade anuncia três shows no Brasil em outubro

Marcelo Moreira

Depois de muita festa e também de muita apreensão, finalmente a cantura inglesa de origem nigeriana Sade confirmou a turnê sul-americana deste segundo semestre, dentro do giro mundial que fará até o ano que vem. Os shows acontecerão em outubro, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, no dia 20, no HSBC Arena, no Rio de Janeiro (22) e no estádio Nilson Nelson, em Brasília (25).

Os produtores brasileiros anunciaram a passagem dela pelo Brasil em abril pasado, mas atê o mês passado seu site oficial não confiramava datas na América do Sul, apenas na Europa e nos Estados Unidos até janeiro de 2012. Por enquanto, só foram divulgadas informações do show carioca: o público geral poderá comprar os ingressos –que custam de R$ 240 a R$ 750– a partir de 5 de setembro. Nos dois dias anteriores, acontece a pré-venda para clientes HSBC.

 Sade retoma nesta turnê a série de apresentações de divulgação do ótimo álbum ”Soldier of Love”, lançado em 2010, o sexto de sua longa carreira, que chega aos 25 anos em 2011.

A cantora dona de sucessos como Smooth Operator e Hang on to Your Love vem ao Brasil mostrar além desses hits, faixas do seu trabalho mais recente e sexto da carreira: Soldier of Love (2010). Com esse trabalho, a cantora vendeu mais de 500 mil cópias na primeira semana de lançamento. Com resultado, Sade foi para o topo da Bilboard 200 e ganhou seu primeiro disco de ouro em 20 anos.

Sade que vem aí. Sade vem aí.

 Helen Folasade Adu emergiu na cena musical nos anos 80 trazendo uma leitura ‘soft’ para o soul americano. Baladas e mais baladas lhe renderam mais de 50 milhões de álbuns vendidos. Em 2002, após a turnê do disco Lovers Rock, Sade fugiu dos holofotes e ficou reclusa em Londres e só no ano passado, retornou à cena musical com o delicado Soldier of Love.

Sade vem ao Brasil para fazer show no 2º semestre, diz produtora

Luciano Borborema – Território Eldorado 

A produtora carioca Planmusic procurada pelo Território Eldorado confirmou que Sade irá se apresentar no País no segundo semestre deste ano. Não está descartado que a cantora inglesa faça mais de um show por aqui. Os locais, datas, valores de ingressos e pontos de vendas serão divulgados em breve.

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Novo álbum de Sade vende mais de 500 mil cópias nos EUA

A cantora dona de sucessos como Smooth Operator e Hang on to Your Love vem ao Brasil mostrar além desses hits, faixas do seu trabalho mais recente e sexto da carreira: Soldier of Love (2010). Com esse trabalho, a cantora vendeu mais de 500 mil cópias na primeira semana de lançamento. Com resultado, Sade foi para o topo da Bilboard 200 e ganhou seu primeiro disco de ouro em 20 anos.

Sade que vem aí. Sade que vem aí.

 Helen Folasade Adu emergiu na cena musical nos anos 80 trazendo uma leitura ‘soft’ para o soul americano. Baladas e mais baladas lhe renderam mais de 50 milhões de álbuns vendidos. Em 2002, após a turnê do disco Lovers Rock, Sade fugiu dos holofotes e ficou reclusa em Londres e só no ano passado, retornou à cena musical com o delicado Soldier of Love.