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Terça-feira, 21 de Maio de 2013
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Público despreparado e desinformado constrange no show de Robert Plant

Marcelo Moreira

Quando o Deep Purple anunciou em 1999 que faria um show comemorativo aos 30 anos do lançamento do maravilhoso álbum “Concert for Group and Orchestra”, houve uma corrida mundial para o que então seria o único evento, em Londres, no mesmo Royal Albert Hall. Alguns brasileiros conseguiram ingressos e assistiram à apresentação.

Pouco depois, o sonho: a banda anunciou uma turnê mundial de comemoração, tocando com orquestras locais devidamente orientadas pelo maestro Paul Mann. Os shows em São Paulo ocorreram em três datas em setembro de 2000 no Via Funchal, com o acompanhamento da Orquestra Jazz Sinfônica. Os três shows foram fantásticos.

Entretanto, parte do público paulista se comportou mal, seja por idiotice, seja por falta de informação (o que não justifica a idiotice). Por se tratar de um evento com pelo menos metade do evento dedicado a um concerto de música erudita, era evidente que o silêncio era necessário.

O público, acomodado em mesas na pista, tinha visão total do palco. Só que muitos mal-educados começaram a gritar durante a primeira metade do show – que consistia no Concerto para Grupo e Orquestra – que queriam rock, heavy metal e o nome dos grandes sucessos do grupo.

O constrangimento nas duas primeiras noites foi geral, sendo necessária a intervenção de seguranças para advertir os mal-educados – alguns foram retirados a força, com toda a razão. Alguns dos imbecis acabaram sendo agredidos pelo público que tentava assistir ao show.

Imbecilidade pura e simples ou analfabetismo crônico, de gente que não faz a mínima questão de se informar, de ler um jornal ou ver um noticiário decente na TV?

Nada tão grave e gritante ocorreu no primeiro show de Robert Plant no espaço das Américas, em São Paulo, nesta semana. Parcela expressiva dos quase 8 mil fãs que lotaram o lugar curtiu bastante a apresentação do ex-vocalista do Led Zeppelin. Também não houve vaias. Mas houve certo “desconforto” de alguns espectadores em relação ao que foi apresentado.

Robert Plant (FOTO: JF DIORIO / AE)

Alguns veículos de comunicação não economizaram ao descrever a “decepção de parte do público.
“Cadê a voz do cara?”, perguntou um desavisado – e desinformado –, em depoimento a um grande portal de internet. “Quero Led”, gritou outro perdido no show, incapaz de perceber que uma antiga canção do grupo estava sendo executada, só que com arranjos um pouco diferentes.

Mais gente deu depoimentos revelando decepção com a “falta de peso”, com as “músicas esquisitas” (referindo-se aos arranjos orientais e folk que compõem o trabalho solo de Plant atualmente) e com a maneira “chata de cantar”. Em pelo menos cinco locais de lanche próximos ao Espaço das Américas esse era o tema que dominava as conversas.

Qual a dificuldade de se informar sobre o evento para o qual se pagou caro por um ingresso? O que leva alguém a comprar um ingresso e achar que vai ouvir o Led Zeppelin perfeito e cristalino em um show de Robert Plant?

Faz parte de todo evento grande ocorrer esse tipo de depoimento. Houve gente que reclamou muito de Paul McCartney em sua última passagem por São Paulo, alegando que ele não tinha mais voz e que tinha transformado as músicas dos Beatles em “pastiches”. Por incrível que pareça, houve quem vomitasse tais heresias. E isso já aconteceu no Brasil também com AC/DC, Rush, Kiss e até mesmo com os Rolling Stones!

Por mais que faça parte de eventos como esse e que não se trate de algo fora do normal, é chato presenciar o despreparo de parte do público para encarar um evento com um mito no palco, alguém que é um dos grandes vocalistas da história.

Uma mera passagem pelo YouTube seria suficiente para verificar a quantas anda a carreira de Plant aos 64 anos – e que já tinha mostrado em São Paulo em 1996, quando veio ao lado de Jimmy Page, que sua voz tinha limitações, mas ainda assim fazendo um show excelente.

É claro que o espectador não precisa ser um especialista um fanático pelo artista. É bem provável que uma parcela expressiva do público que frequenta shows desse tipo ou megashows tem apenas uma vaga ideia da obra do artista e que não consiga dizer o nome de uma única música.

Só que não dá para não constatar: reclamar da “falta de peso”, da voz atual de Plant e da “falta de músicas do Led”, quando elas foram tocadas e alguns não as reconheceram é um atestado de desinformação total, para não dizer outra coisa. E não dá para deixar passar batido esse tipo de coisa: custa ler três parágrafos de um texto de jornal ou de site? Custa acessar o YouTube de seu smartphone  caro e aparentemente inútil?

Robert Plant passou bem longe de Led Zeppelin

JULIO MARIA

Se pudesse mesmo, Robert Anthony Plant colocaria o passado em um saco plástico, amarraria suas pontas em uma âncora e o jogaria no leito de um rio. Não que o renegue, longe disso, mas sente por ele a mais irremediável repulsa quando se vê ajoelhado a seus pés, como um escravo diante do senhor.

Se pudesse de verdade, Plant faria a ele não mais do que uma ou duas visitas por ano e mandaria um cartão de Natal. Seria melhor assim, um lá, o outro cá. Mas não. Isso só seria possível se Robert Plant fosse mais forte do que um gigante de quatro cabeças chamado Led Zeppelin.

O que se viu no palco do Espaço das Américas, na noite de segunda-feira, foi a coragem de um senhor de 64 anos desafiando 8 mil leões. Para certa frustração de boa parte dos fãs que lotavam a casa, Plant quer ser Plant, e não o líder de uma banda cover.

Mas a conquista da liberdade dos dinossauros é um caminho ingrato. Quando os olhos e os ouvidos de suas plateias esperam anos para degustar do biscoito mais fino produzido pelo rock dos anos 70 – e seus bolsos pagam até R$ 400 para isso – é difícil pedir licença e convencê-las de que Plant e seu novo grupo, o Sensational Space Shifters, trazem algo inspirado “pela música de raiz do Mississipi, Appalachia, Gâmbia, Bristol e pelas colinas de Wolverhampton”, como explicou seu guitarrista, Justin Adams, há um ano.

 A pesquisa é benfeita e o repertório sólido e respeitável, mas a impaciência é involuntária e, na hora do vamos ver, ela fala mais alto. “Ok, bacana, mas quando ele vai tocar Rock and Roll mesmo?”

Quando os ouvidos rastreiam bem, encontram partículas do Led Zeppelin presentes o tempo todo, mesmo nos barulhinhos estranhos. Em sua nova viagem, depois de se juntar a músicos do Sul dos EUA para fazer uma temporada de rock country que incluiu shows, disco e DVD com a Band Of Joy, Plant foi sobretudo à África e ao Oriente Médio para construir um rock de clima árabe e um afroblues que seguisse o código genético de sua ex-banda sem lhe jurar fidelidade.

 

Plant em ação no show de São Paulo (JF DIORIO / AE)

Sangue nos olhos

Plant sabe que os jovens de 30 anos ou mais espremidos à sua frente aplaudem cada uma de suas novas ousadias com generosidade, mas querem mesmo é ouvir Led Zeppelin. Ele parece brincar com o conservadorismo paradoxal de um público que deveria ser o mais liberal de todos se seguisse os fundamentos do próprio rock and roll.

Ele enfileira canções desconhecidas por quase uma hora de show. Sabe que depois de qualquer menção ao Led, nada na noite será como antes. Pois então, depois da lisérgica e exigente Another Tribe, passa a distribuir os doces que guardou tanto tempo com Friends.

A plateia o mastiga aos poucos, engole com certa dificuldade e pede mais. “Obrigado, São Paulo”, ele diz. Faz então uma quase irreconhecível versão de Spoonful, de Howlin’ Wolf, e joga com Black Dog para logo finalizar com Whole Lotta Love. Sua volta é feita com o único momento em que as resistências são diminuídas, uma comovente Going to California.

 E o fim resume a ópera: Rock and Roll, a versão mais próxima à original, pungente no peito e com sangue nos olhos, faz a plateia e o próprio Plant se divertirem como adolescentes. Era só aquilo que todo mundo queria o tempo todo.

Robert Plant se apresenta em São Paulo

Jotabê Medeiros – O Estado de S.Paulo

 O cantor britânico Robert Plant - Divulgação

Divulgação
O cantor britânico Robert Plant

Quando sua voz ressoou pela primeira vez em um show do Led Zeppelin, nos anos 1960, o rock entrou em convulsão (da qual nunca mais saiu). Só por seu protagonismo histórico, contribuição que se inicia em 1966, o britânico Robert Anthony Plant, 64 anos, já mereceria todas as reverências. Mas ele nunca parou de buscar sua motivação, embora tenha deixado há muito de exibir a potência vocal que o celebrizou.

O atual grupo com que Plant chega e que leva consigo a 6 cidades brasileiras é o The Sensational Space Shifters. É o sucessor da não menos sofisticada Band of Joy, que ele manteve até 2011 (e que incluía luminares da música, como Buddy Miller, Patty Griffin, Marco Govino).

Band of Joy era a reedição de seu primeiro grupo, com John Bonham. Plant prossegue no mergulho naquilo que se costuma chamar de “americana roots”, e que inclui “uma infusão fundamental de blues, gospel e psicodelia inspirada pelas raízes musicais do Mississippi, dos Apalaches, de Gâmbia, de Bristol e das quebradas de Wolverhampton, delineados por uma vida de significado e viagem”, como ele mesmo define.

Com seus companheiros atuais da banda The Sensational Space Shifters (o guitarrista Justin Adams, o tocador de ritti Juldeh Camara, o baixista Billy Fuller, o baterista e percussionista Dave Smith, o tecladista Johnny Baggott, que vem do Massive Attack, e o guitarrista Liam Tyson), Plant continua se dedicando à tarefa de reencontrar sua pulsão fundamental.

Quem conhece o Led Zeppelin sabe que o combustível que queimou em sua breve passagem pelo planeta foi o blues. Há uma semana, durante coletiva em Nova York, Robert Plant explicou – e ele faz o mesmo durante o filme Celebration Day, que mostra performance de reunião da banda em 2007 – que o Led Zeppelin se “apropriou” de blues clássicos em diversos pontos de sua carreira, como em Trampled Under Foot (que se alimenta de Terraplane Blues, de Robert Johnson, marco do gênero) e Nobody’s Fault But Mine (alicerçada em It’s Nobody’s Fault But Mine, de Blind Willie Johnson).

Em seu show com The Sensational Space Shifters, Plant dá uma palhinha do repertório que todo mundo quer ouvir, o do Led Zeppelin, arriscando-se de vez em quando em Black Dog e Whole Lotta Love, além de canções de Howlin’ Wolf, Bukka White, Willie Dixon e outros.

A peregrinação de Robert Plant pelo solo original dos ritmos que lhe deram origem começou com sua associação com a cantora Alisson Krauss, com a qual mergulhou na interpretação do bluegrass e do country e vendeu três milhões de cópias do disco Raising Sand (com produção do mítico T-Bone Burnett). A seguir, ele reformou a Band of Joy, também no encalço do blues. É saborosa a história de como ele tentou cozinhar um prato com coelho no seu quarto de hotel para homenagear um dos seus ídolos, Sonny Boy Williamson, que o visitava, e que o fracasso foi tão estrepitoso e o fedor tão grande que tiveram de interditar um andar inteiro de um hotel.

Devido à enorme procura pelo show de Plant, a XYZ Live anunciou um segundo concerto em São Paulo, amanhã, também quase cheio. Ele começou a turnê pelo Rio, na última quinta-feira. Foi a Belo Horizonte no sábado. Hoje e amanhã é hora de São Paulo, no Espaço das Américas. Quinta, Brasília (Ginásio Nilson Nelson); Curitiba no dia 27 (Teatro Guaíra) e Porto Alegre no dia 29 (Gigantinho).

Plant canta hoje em dia com comedimento e poupando-se em certos momentos de seus shows. Isso já tinha sido visto pelos fãs quando ele se apresentou, no início dos anos 1990, no antigo festival Hollywood Rock, no Morumbi, ao lado de outro mito do Zeppelin, o guitarrista Jimmy Page. A era do Led Zeppelin começou em 1968 e terminou em 1980. Desde então, Plant gravou com inúmeros projetos e bandas, como The Honeydrippers, Priory of Brion e Strange Sensation.

Nos anos seguintes ao Led, Plant lançou 15 discos e realizou várias turnês. Em dezembro de 2008, Plant recebeu o título honorífico de Comandante do Império Britânico pela rainha Elizabeth II.

ROBERT PLANT
Espaço das Américas. Rua Tagipuru, 795, Barra Funda.
Nesta segunda-feira, 22, e amanhã, às 22 h (abertura dos portões, às 18h30).
R$ 120/ R$ 400 – www.livepass.com.br.

O Led Zeppelin voa alto, como sempre

Jotabê Medeiros – ENVIADO ESPECIAL / NOVA YORK

Os jornalistas enlouqueceram, aplaudiam cada frase e cada música do filme como se estivessem em uma matinê. Agradeciam reiteradamente aos músicos por terem lhes dado tal privilégio, pediam autógrafos e mandavam beijos. Brigavam entre si para fazer perguntas ou para qualificar as perguntas.

Quando um jornalista da CNN perguntou “por que seria tão duro para vocês se reunir de novo?”, um colega fotógrafo berrou lá no fundo do auditório do Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York: “Eles já responderam isso um milhão de vezes, senhor!”.

Após um longo silêncio meio constrangido da banda, a resposta de Robert Plant não deixou margem para dúvidas. “Nós sabemos por que não”, afirmou, olhando para o rapaz da CNN. Mas é de fato incompreensível: o resultado alcançado pela reunião do grupo britânico Led Zeppelin, em 10 de dezembro de 2007, um único show no O2 Stadium, em Londres, foi de altíssimo nível e sua relação pessoal também parece muito cavalheiresca.

Vinte milhões de pessoas tentaram ver a reunião do Led Zeppelin em 2007, em Londres, mas só 18 mil conseguiram. Foi o maior afluxo de pessoas (pela internet) para um show de rock em toda a história do gênero. Anteontem, em Nova York, os protagonistas daquela façanha, Robert Plant (vocal), Jimmy Page (guitarra), John Paul Jones (baixo e teclados) e Jason Bonham (bateria), lançaram pessoalmente o filme de duas horas e 5 minutos que registra aquela performance. Quer dizer: mais se divertiram do que explicaram.

Celebration Day, o filme de Dick Carruthers que registra aquela que talvez seja a última performance do grupo (seu primeiro show como headliner em 27 anos), será lançado mundialmente no próximo dia 17 em mais de 40 países, incluindo o Brasil.

Também sairá em DVD, Blu-Ray, vinil. É o show filmado de cabo a rabo, sem entrevista, sem bastidores, e só foi possível fazê-lo porque o grupo teve os corações amolecidos após a morte de Ahmet Ertegun, o fundador da Atlantic Records, um querido amigo, e resolveu fazer um show para homenageá-lo. “Uma das melhores coisas do mundo era assinar um contrato com a Atlantic Records”, disse Robert Plant.

Irônicos, mordazes (John Paul Jones só disse umas quatro frases completas), contaram que ensaiaram em Shepperton durante seis semanas para o show. Jason Bonham (filho de John Bonham, baterista do grupo que morreu em 1980) contou que já tinha tido mais de uma chance de tocar com os músicos, mas que ficou tocado com o concerto, especialmente porque era um show completo, bem acabado, sem ser em um festival.

“Como Jason, eu também estava maravilhado em tocar com o Led Zeppelin”, confessou Plant, acrescentando que o documentário anterior de 1976 sobre o Zeppelin “jamais conseguiu capturar a sutil comunicação entre os integrantes” da banda. Os músicos disseram que ficaram especialmente felizes com o resultado obtido agora com a execução de Kashmir, que lhes pareceu mais satisfatória.

No show, Robert Plant (que está a caminho do Brasil para cantar com sua banda) exibe um cabelo dourado que parece um tesouro maia, mas na coletiva ele estava com o cabelo grisalho, sem pintar, amarrado, segurando papéis, quase um anti-star.

“Nós só queríamos fazer isso direito, e mostrar para os mais jovens, que só tinham ouvido falar da gente, do que se tratava”, disse Page. Quando alguém perguntou a Plant qual era a diferença dele entre os anos 1970 e os tempos atuais, o cantor disse: “Eu costumava ser mais bonito”. Jimmy Page, cada vez mais parecido com David Carradine, contou que saiu por Nova York e estava maravilhado com um disco das Raelettes (as cantoras de Ray Charles) que comprara no Village.

Kirk Hammett, do Metallica, disse uma vez que ouvir o Led era ter uma “experiência religiosa”. São os pais do metal, do hardcore, de tudo que é peso. E o que vocês diriam para os fãs que acalentam o sonho de voltar a vê-los juntos de novo?, insistiu outro jornalista-fã. “Sorry”, respondeu John Paul Jones. “Expectativas são coisas terríveis”, acrescentou Plant.

Desde 1977 que o Led Zeppelin não vinha com sua formação completa a Nova York. Tudo bem que não foi para tocar, mas a fleuma desafiadora e conflituosa permanece a mesma. Robert Plant ironizava com gags rápidas e velozes todas as perguntas que lhe eram dirigidas. “Há pessoas aqui que não são jornalistas. Tem uma galera aqui que não é da imprensa. Acho isso sempre tão excitante”, disse Plant, como se cheirasse o ar.

Chamou um jornalista da Associated Press de “schmuck” por ter perguntado se o filme não significava que a banda estaria pensando no próximo grande passo. “Eu acho que a gente está sempre pensando sobre tudo. E agora não conseguimos lembrar no que andamos pensando”, tergiversou. Nem os colegas escapam da sua ironia: Comparou Jason Bonham a um hacker, e disse que ele era o cara que entendia de discos piratas.

Curiosa é a relação entre Plant e Page. O cantor nunca afirma algo peremptoriamente sobre o Led Zeppelin sem olhar para o lado, e Page nunca concorda inteiramente com o que ele diz. Ainda assim, parecem ter selado um acordo de paz definitivo, porque não se hostilizam, não se confrontam. O Led Zeppelin parece ter conseguido colocar num estado de suspensão seu estado de guerra permanente.

O filme, para quem gosta de Led Zeppelin, é um milagre sonoro. A banda vai recuperando, ao longo de duas horas de reencontro, alguns de seus pressupostos básicos: o peso, o delírio, a subversão e até o erotismo, apesar de parecer que a máscara de cera de Page e Plant vai derreter.

O show descabelado e descontrolado fica irresistível. A sua força sobreviveu, o que é admirável. Page vai virando um demônio conforme vai derretendo, e quando chega a tocar a guitarra com o arco de um violino em Dazed e Confused, já valeu a viagem.

Led Zeppelin para todos os gostos em outubro

Julio Maria

Depois de muita especulação na internet o Led Zeppelin anunciou para o dia 17 de outubro o lançamento de Celebration Day – o aguardado filme que retrata o show de reunião da banda em Londres, em 2007. Enquanto a produção estiver sendo exibida em 1.500 salas de cinema espalhadas por 40 países, Brasil incluído, Robert Plant estará se preparando para subir novamente num palco brasileiro depois de 16 anos. Pode ter certeza; o que ele menos quer saber é de sua ex-banda.

A turnê brasileira começa no Rio (18/10) e depois passa por Belo Horizonte (20/10); São Paulo (22/10, no Espaço das Américas); Brasília (25/10); Curitiba (27/10); e Porto Alegre (29/10).

Em 2007, os tickets para o show do Led Zeppelin foram considerados os mais desejados de toda a história do rock. Mais de 20 milhões de fãs do mundo todo se cadastraram para o sorteio, mas apenas 18 mil foram contemplados com o direito de poder comprar seu ingresso.

Pode-se dizer que o planeta parou de girar por duas horas naquele 10 de dezembro de 2007, quando Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e Jason Bonham, filho do baterista original John Bonham, morto em 1980, subiram ao palco da O2 Arena em tributo ao fundador da Atlantic Records, Ahmet Ertegun.

Só um sujeito poderoso como Ahmet para, mesmo morto, fazer Plant subir ao palco com o Zepellin e ainda por cima cantar Stairway To Heaven, o maior hino do grupo, que o vocalista vem repudiando há décadas.

O show foi um tremendo sucesso e a oferta para trazer o Zeppelin de volta aos palcos para uma excursão girou em torno de US$ 200 milhões. Qual seria o ser humano que recusaria uma oferta dessas? Robert Plant.

FOTO REPRODUÇÃO

“Uma canção dos anos 60.”. “Outro tema que nos remete lá pra trás.” É assim que Plant vem apresentando as poucas canções de sua ex-banda que constam em seu repertório atual. No show que realizou com sua nova banda, a Sensational Space Shifters, no festival inglês Womad, Plant se recusou até a mencionar o nome Led Zeppelin quando introduzia versões desfiguradas de canções como Friends, Bron-Y-Aur Stomp, Black Dog, Whole Lotta Love e Gallows Pole.

A miríade de formatos e novos arranjos para os imaculados hinos do Zeppelin assustam o fã que aprecia os riffs e os vocais em tons altíssimos de priscas eras.

O que apenas alguns gostam de enxergar é que Plant atravessa sua mais aclamada década desde seus dias de ‘golden god’ no Led, tanto comercialmente como artisticamente. O leonino vocalista de 64 anos tem lançado álbuns e projetos impecáveis, buscando em suas raízes musicais um fluído vital para seguir cada vez mais imponente rumo ao futuro.

Enquanto promove essa disciplinada marcha, dentro de sua cabeça não ecoam os acordes de Kashmir, mas o grunhido de Howlin’ Wolf ou o rangido de Bukka White. Constam em seu show versões para lamentos desses dois ícones do blues, como Spoonful, 44 e Fixin’ To Die.

O blues ainda corre pelas veias de Robert Plant, inclusive o blues branco inglês que ele também assimilou nos anos 60; prova disso é a inclusão de I’m Your Witchdoctor, de John Mayall, em seu setlist.

Uma apresentação da Sensational Space Shifters é uma autêntica celebração ao rock de raiz. Estão ao lado do vocalista figuras importantes da música globalizada. Na guitarra está Justin Adams, produtor do Tinariwen.

 O multi-instrumentista africano Juldeh Camara também faz parte do grupo, assim como o tecladista do Massive Attack, John Baggott. Não poderia ficar de fora a cantora Patty Griffin, remanescente da Band Of Joy e atual namorada de Plant.
Já que o assunto é celebração, esteja preparado para festejar muitas glórias ao lado de Robert Plant. Glórias do presente em seus shows, já as glórias do passado somente na telona mesmo.

Led Zeppelin evita questões sobre reencontro em lançamento de filme

MIKE COLLETT-WHITE – Reuters

Os integrantes da banda de rock britânica Led Zeppelin na sexta-feira evitaram a questão sobre se vão se apresentar juntos de novo. O mais perto disso deve ser um filme sobre o último concerto deles em 2007. 

O grupo que trouxe ao mundo faixas como “Whole Lotta Love”, “Kashmir” e “Stairway to Heaven” se reuniu há cinco anos na O2 Arena de Londres para um tributo a Ahmet Ertegun, fundador da Atlantic Records, que assinou com o Led Zeppelin em 1968. 

Foi uma das poucas vezes que a banda se apresentou junta depois de se desmanchar após a morte do baterista John Bonham em 1980, e gerou especulações de que uma reunião lucrativa poderia estar sendo programada.

 Isso não se materializou e, em uma entrevista coletiva para promover o novo vídeo da apresentação de 2007, chamada “Celebration Day”, o vocalista Robert Plant, o guitarista Jimmy Page e o baixista e tecladista John Paul Jones não quiseram falar sobre os planos futuros.

Jones, Plant e Page durante entrevista em Londres (REUTERS)

 Questionados sobre a probabilidade de um reencontro, Page, considerado um dos maiores guitarristas da história do rock, respondeu: “Posso te fazer uma pergunta? Vocês todos viram o filme. Vocês gostaram dele?”

 A resposta, vinda de jornalistas e fãs, foi afirmativa. “Então todos fizemos nosso trabalho”, disse o guitarrista grisalho de 68 anos. Quando um jornalista perguntou se o Led Zeppelin “faria isso de novo”, Plant apenas respondeu: “Com você?”

 As respostas evasivas indicam que o jogo de adivinhação sobre uma das reuniões mais aguardadas do rock continuará. “Celebration Day”, dirigido por Dick Carruthers, é um filme de duas horas com 16 faixas da apresentação da banda, começando com “Good Times Bad Times”, incluindo “Dazed and Confused” e “Whole Lotta Love” e terminando com “Rock and Roll”.

Robert Plant presta um grande tributo ao passado

Julio Maria

Difícil olhar para os tiozões do rock and roll e imaginá-los ainda vibrantes, criativos, com sangue nos olhos. Pois Robert Plant – que os deuses o tragam mesmo em outubro ao Brasil, conforme anunciado – o tempo tem feito um bom trabalho. Plant se recusa a mo e fazer covers de Led Zeppelin. Ele sempre dá um jeito de tocar seus clássicos com outro formato.

Nunca ficam melhores que os originais, mas valem para marcar sua postura. Se um repórter lhe perguntar detalhes de como era sua vida no Led Zepellin, toma uma invertida daquelas.

“Eu não me lembro nada daquele tempo. Talvez as paredes saibam”, disse ele na entrevista que acompanha o show que fez em Nashville com a Band Of Joy, o grupo com o qual lançou um disco no ano passado mas que, infelizmente, não trará ao Brasil, já que seus novos companheiros são os caras do Sensational Space Shifters.

Com a nova Band of Joy, nome de sua banda anterior ao Led, de onde saiu também o baterista John Bonham, Robert chegou a um lugar incrível recolocando sua voz agora mais rouca do que aguda a serviço de uma sonoridade essencialmente country.

Para isso, se juntou com uns caras feras do Sul dos Estados Unidos, sendo o guitarrista Buddy Miller o maior deles, e confeccionou uma textura de sons envolvente e acústica, repleta de bandolins, slides, baixo de pau e violões. Uma turnê foi feita pelos Estados Unidos e um dos shows, registrado no Artists Den de Nashville, virou este impagável DVD.

Robert Plant anuncia seis shows no Brasil

Marcelo Moreira

Após cinco datas anunciadas na América do Sul ontem, finalmente promotores de shows brasileiros anunciaram uma miniturnê pelo Brasil do cantor Robert Plant, ex-Led Zeppelin, em complemento à turnê sul-americana que começa em Buenos Aires, na Argentina.

Será a terceira passagem do cantor pelo Brasil, que esteve em São Paulo e no Rio de Janeiro em 1994, em apresentação solo, e em 1996 ao lado de Jimmy Page, em ambas as ocasiões fechando o festival  Hollywood Rock. A dupla gravou dois álbuns com músicas inéditas e um DVD acústico, encerrando a parceria em 1999.

Plant retorna ao Brasil em outubro junto com sua nova banda, “The Sensational Space Shifters”, para shows em seis capitais, sendo que a apresentação no Rio de Janeiro fará parte do projeto Live Music Rock.

O conceito dos shows que serão realizados por aqui muda em relação ao trabalho que o cantor vinha desenvolvendo desde 2007, mas voltado para a country music e o folk norte-americano – ironicamente tendo como suporte uma banda inglesa, a Band of Joy, formada em sua maioria por antigos companheiros da cena blueseira de Birmingham. Plant cantou na Band of Joy nos anos 60 um pouco antes de ser convidado a entrar no Led Zeppelin, em 1968.

Com a nova banda, o foco agora é o blues e o rock com acento mais sessentista, com algumas releituras de clássicos do Led Zeppelin, o que o cantor evitava desde o final da parceria com Page. É uma mudança sensível especialmente para quem acabou de comprar o recém-lançado “Live at the Artists of Den”, DVD ainda com a Band of Joy.

Atualmente Plant divide o palco com a Sensational Space Shifters, que inclui quatro membros da Strange Sensation, banda que o acompanhou no início do século XXI - Justin Adams (guitarra),  John Baggott (teclados), Liam “Skin” Tyson (guitarra acústica e baixo), Dave Smith (bateria ) e Billy Fuller (baixo). Completam a formação Patty Griffin (guitarra e vocais, a única remanescente da Band of Joy e também nova namorada do cantor) e Juldeh Camara (artista africano que toca diversos instrumentos de corda).

 As apresentações brasileiras serão no dia 18 de outubro no Rio de Janeiro (HSBC ARENA, dentro do projeto Live Music Rocks), Belo Horizonte no dia 20 de outubro (Expo Minas), São Paulo no dia 22 de outubro (Espaço das Américas), Brasília no dia 25 de outubro (Ginásio Nilson Nelson), Curitiba no dia 27 de outubro (Teatro Guaíra) e Porto Alegre no dia 29 de outubro (Gigantinho).

Os ingressos para as apresentações brasileiras de Robert Plant estarão à venda a partir do dia 23 de agosto para o show de São Paulo, dia 28 de agosto para o show do Rio de Janeiro, dia 29 para Porto Alegre, no www.livepass.com.br. No dia 30 de agosto abrem as vendas para Belo Horizonte, Brasília e Curitiba.

Retorno com tudo

“Live at the Artists of Den” saiu no mês passado nos Estados Unidos em CD e DVD. O show foi realizado em 2011 para uma emissora de TV da cidade norte-americana de Nashville, a capital mundial da country music.

Antes mesmo de formar a Band of Joy com antigos músicos ingleses de sua época pré-Led Zeppelin e também jovens revelações norte-americanas, Plant flertava com a country music de raiz, orientada mais para o folk, como ficou claro no álbum que gravou com a cantora Alison Krauss em 2007

A Band of Joy aprofundou o caminho inicialmente trilhado pela banda anteri0r do ex-vocalista do Led Zeppelin, a Might Rearranger. Com uma sonoridade mais suave e arranjos bem elaborados, Plant foi moldando sua voz desgastada para uma zona maias confortável, em que a interpretação ganha em intensidade e dramaticidade. O álbum com a Band of Joy foi bastante elogiado e recolocou o cantor nas paradas de rock .

 O novo pacote inclui performances de três clássicos do Led Zeppelin – “Black Dog,” “Houses of the Holy” e “Tangerine” – que não fizeram parte da transmissão original pela TV de Nashville, em versões mais suaves. Foram incluídas ainda outras músicas que também não foram tocadas durante o programa, entre elas “In The Mood“, da  carreira solo de Plant, e a tradicional “And We Bid You Good Night“, do repertório da banda Grateful Dead. 

Robert Plant lança DVD ao vivo, troca de banda e pretende vir ao Brasil

Marcelo Moreira

Enquanto os fãs brasileiros aguardam a confirmação de shows em outubro em três cidades com sua nova banda, o cantor inglês Robert Plant coloca no mercado um pacote suculento com os últimos suspiros de sua Band of Joy. “Live at the Artists of Den” é o registro em CD e DVD de um show realizado em 2011 para uma emissora de TV da cidade norte-americana de Nashville, a cpaital mundial da country music.

Antes mesmo de formar a Band of Joy com antigos músicos ingleses de súa época pré-Led Zeppelin e também jovens revelações norte-americanas, Plant flertava com a country music de raiz, orientada mais para o folk, como ficou claro no álbum que gravou com a cantora Alison Krauss em 2007

A Band of Joy aprofundou o caminho inicialmente trilhado pela banda anteri0r do ex-vocalista do Led Zeppelin, a Might Rearranger. Com uma sonoridade mais suave e arranjos bem elaborados, Plant foi moldando sua voz desgastada para uma zona maias confortável, em que a interpretação ganha em intensidade e dramaticidade. O álbum com a Band of Joy foi bastante elogiadoe recolocou o cantor nas paradas de rock .

 O novo pacote inclui performances de três clássicos do Led Zeppelin – “Black Dog,” “Houses of the Holy” e “Tangerine” – que não fizeram parte da transmissão original pela TV de Nashville, em versões mais suaves. Foram incluídas ainda outras músicas que também não foram tocadas durante o programa, entre elas “In The Mood“, da  carreira solo de Plant, e a tradicional “And We Bid You Good Night“, do repertório da banda Grateful Dead. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

Atualmente Plant divide o palco com sua nova banda, a Sensational Space Shifters, que inclui quatro membros da Strange Sensation, banda que o acompanhou no início do século XXI - Justin Adams (guitarra),  John Baggott (teclados), Liam “Skin” Tyson (guitarra acústica e baixo), Dave Smith (bateria ) e Billy Fuller (baixo). Completam a formação Patty Griffin (guitarra e vocais, a única remanescente da Band of Joy) e Juldeh Camara (artista africano que toca diversos instrumentos de corda).

O repertório também muda sensivelmente, mas nada tão drástico, ganhando mais eletricidade com clássicos do blues, do folk entremeadas por músicas do Led Zeppelin em formato mais próximo do tradicional, bem coo algumas boas canções de sua carreira solo dos anos 80 e 90. No dia 12 de julho, a banda se apresentou e tocou o seguinte repertório em Londres:  

- Fixing To Die (original de Bukka White)
- Tin Pan Valley
- 44 (original de Howlin’ Wolf)
- Friends (Led Zeppelin)
- Spoonful (original de Howlin’ Wolf)
- Bron-Y-Aur Stomp (Led Zeppelin))
- Ohio
- No Bad News (música de Patty Griffin)
- Standing In The Shadow Of The Hill
- Don’t Let Me Die In Florida
- Black Dog (Led Zeppelin)
- Somebody Knocking
- I’m Your Witchdoctor (clássico de John Mayall)
- Waide Nayde (música de Justin Adams)
- Medely: Who Do You Love (Bo Diddiley)/ Whole Lotta Love (LEed Zeppelin) / Steal Away / Bury My Body (Al Kooper) – Another Tribe
- Gallows Pole (Led Zeppelin)

Notas rápidas roqueiras

- A apresentação das bandas Anthrax e Misfits mudou de local em Porto Alegre. O show, que anteriormente aconteceria no Gigantinho, será no Teatro do Bourbon Country e continua marcado para o mesmo dia, 25 de abril, e no mesmo horário, 21h. Quem já havia adquirido ingressos não precisará trocá-los. Os bilhetes comprados para pista/arquibancada valerão como entradas de pista do novo local, os de cadeira numerada darão acesso para a plateia alta e os de pista vip permanecem nesta mesma localização do Teatro. Além destes setores, foram acrescentados os de galeria mezanino, galeria alta, mezanino e camarote. Em caso de desistência, os ingressos podem ser ressarcidos nos mesmos pontos de venda onde foram adquiridos.

- O Korzus está confirmada dentre outras atrações como Sepultura, Raimundos e o grupo Monobloco para o Viradão Carioca 2012. O evento, promovido pela Riotur em parceria com a Globo Rio, acontece nos dias 4, 5 e 6 de maio em quatro pontos da cidade do Rio de Janeiro. Os palcos ficarão em Bangu, na Zona Oeste; na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte, e na Lapa, Centro. Na Zona Sul, será erguido o Palco Circo Arpoador. O show da banda Korzus acontecerá no Palco Quinta da Boa Vista no dia 05 de Maio de 2012 e tem previsão de acontecer as 22h.

- A banda canadense The Agonist alterou a data de seu show em São Paulo, o único no Brasil que consta da turnê sul-americana. Será no dia 21 de julho no Carioca Club. A música “Ideomotors” é o novo single da banda, que estaráno próximo álbum, ”Prisoners”.
- A febre dos retornos atingiu John Lydon, que também atendia por Johnny Rotten nos Sex Pistols. Lydon abandonou por enquanto a ideia de ressuscitar o ícone punk e decidiu reunir a sua banda pós-Pistols, a esquisita PIL – Public Image Limited. O cantor pretende lançar um novo álbum da banda, o primeiro em 20 anos, ainda em 2012.
- O baú do Nirvana não para de jorrar novidades. Kurt Cobain, o guitarrista e vocalista, trabalhava em álbum solo antes de morrer. A informação está em livro recém-publicado por Eric Erlandson, co-fundador da banda Hole, de Courtney Love, e hoje desafeto da cantora. Segundo ele, o direcionamento musical era diferente do Nirvana, mais experimental e com letras mais confessionais. Agora é só espera para que oportunistas vasculhem gravações demo do músico para apressar o lançamento.
- O ex-vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant, fará o primeiro show com sua nova banda no dia 8 de maio em Gloucester, na Inglaterra, no Gloucester Guildhall.  A banda se chama Sensational Space Shifters e inclui na formação integrantes da última banda de Plant, Strange Sensation e seu atual fiel escudeiro, Justin Adams.
-A banda paulistana Cruz, radicada há alguns anos em Los Angeles, na Califórnia, está em plena turnê brasileira, promovendo seu primeiro disco “Vol. I”, gravado com o produtor musical norte-americano Jay Baumgardner (No Doubt, Linkin Park, Incubus e Evanescence). A “Jagermeister Tour Brasil 2012” iniciou em Taubaté (13/04) e segue por Fortaleza (27/04), Recife (03/05), Garanhuns (04/05), Rio de Janeiro (09/05), Bauru (11/05) e São Bernando do Campo (13/05). Cruz também faz nova apresentação no Beco 203 em São Paulo (dia 22/04).  O grupo também fará a Virada Cultural no palco Gusmões (05/05). Cruz traz aos shows no Brasil repertório com novidades aos fãs, a turnê brasileira tem apoio do marca de bebidas Jagermeister.