Por que o Rio de Janeiro continua como o túmulo do rock?
- 14 de março de 2011|
- 8h30|
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Categoria: comportamento
Marcelo Moreira
O Iron Maiden tinha acabado fazer um show debaixo de muita chuva no estacionamento do Anhembi, em São Paulo, para mais de 30 mil pessoas, em dezembro de 1998. Poucas pessoas sabiam, mas aqueles shows pela América do Sul eram a despedida do vocalista Blaze Bayley – nem ele mesmo sabia disso.
A banda voou para o Rio no dia seguinte, onde tocaria na enorme casa noturna que muda de nome a cada patrocinador (Claro Hall? ATL Hall? Imperator?). Foram colocados 10 mil ingressos à venda, mas nem 8 mil foram vendidos. O evento quase deu prejuÃzo aos produtores, que definiram ali mesmo: Iron no Rio novamente, só em festival, e olhe lá.
Um outro produtor de shows conhecido no mercado decretou algo que o músico Lobão sempre disse em relação à cidade do Rio de Janeiro: é o túmulo do rock. Nos últimos 15 anos, foram incontáveis as turnês internacionais que passaram pelo Brasil, com bandas de grande, médio e pequeno portes, e ignoraram o Rio. Quem insistiu, teve shows cancelados, como a excelente banda de thrash Death Angel, em outubro passado.
Até mesmo o Anvil, banda canadense que voltou à cena e a ter manchetes por conta de um maravilhoso documentário sobre a sua carreira, tocou em São Paulo e em Catanduva, mas ignorou o Rio. Os shows internacionais são cada vez mais esporádicos, e isso acontece há muito tempo.
E olha que 2010 nem foi tão ruim assim, com shows de gente como Manowar, Epica, Marduk e Blaze Bayley. O chato é que o público em todos os shows foi pequeno, muito aquém do esperado para atrações desse nÃvel – parabéns para os heróis que promoveram esses eventos.
Para a grande sorte do roqueiro carioca, parece que o cenário rocker, que começou a ser ressuscitado no ano passado, promete retirar o gênero da tumba na terra do carnaval. Neste primeiro semestre tocam na cidade Ozzy Osbourne, Avenged Sevenfold, Doro Pesch, Tarja Turunen e D.R.I., entre outros. Será que serão suficientes para resgatar o interesse do público da cidade pelo rock? Acho difÃcil, mas a torcida será grande.
O chato é que bandas brasileiras de rock de nÃvel internacional, como Angra, Korzus, Shaman, Krisiun e Hangar, tocam bem menos do que deveriam na cidade. Renato Tribuzy, vocalista e responsável pelo projeto Tribuzy, que gravaou CD e trouxe a São Paulo uma constelação de craques para um show – Ralf Scheepers, Bruce Dickinson, Kai Hansen e vários outros – é carioca, mas pouco se ouve falar de seus projetos na cidade.
PrejuÃzos
Por que o cidade natal do Rock in Rio despreza tanto o gênero quando ele resolve se manifestar fora do festival? Sobram teorias e explicações das mais diversas e contraditórias, mas o consenso está cada vez mais distante. Uma coisa é certa: produtores de shows de grande e médio portes, se puderem, fogem da cidade.
“O prejuÃzo é certo. Se não for um megaevento histórico, como Rush, Paul McCartney, U2, AC/DC, Rolling Stones, que vêm ao Brasil a cada cinco ou dez anos, esqueça o Rio. É mais garantido investir em Curitiba ou Porto Alegre, com um público cativo de rock. Até mesmo Belo Horizonte é mais interessante. Para shows de médio porte, o Rio perde até mesmo para BrasÃlia, Goiânia e várias cidades do interior paulista”, diz um experiente produtor de nÃvel internacional que atua no Brasil e na Argentina, mas que pediu para não ser identificado.
Ele evita perder tempo em procurar explicações. “Não faz diferença. Existe um fato: o carioca gosta menos de rock do que o paulista e o gaúcho, que são povos mais aficionados, e mais ligados na música internacional, mais curiosos com o que vem do exterior. Enquanto quase todos os shows de grande porte acabam tendo show extra em São Paulo, o memso evento raramente vende 70% 08 80% dos ingressos no Rio em local bem menor – isso quando o evento também é marcado para a cidade. A diferença é abissal.”
Rock sepultado
Lobão, carioca que se mudou para São Paulo em 2007, filosofa na hora de falar sobre o assunto, mesmo que em tom gerenalista. “O principal fator para eu sair do Rio foi ter sentido que a cidade perdeu o ’tom’ do rock’n roll. O cenário do rock e tudo que se refere ao gênero estão em São Paulo. Se São Paulo é o túmulo do samba, o Rio é o túmulo do rock”, afirmou à revista Quem em 2009 e ao Jornal da Tarde em 2010.
Eric Mattos tem quase 30 anos e já pasou por Curitiba antes de se estabelecer em São Paulo há sete anos. Deixou Niterói, onde nasceu e tocou em quase 20 bandas de metal e punk, para trabalhar com música e computação em outro lugar.
“Há roqueiro de monte no Rio e em Niterói, mas não há cena. Há é muita preguiça e falta de interesse. Cansei de tocar para 20 pessoas em boteco e praça na minha cidade, sabendo que todos os meus amigos preferiam estar na praia ou vendo jogo de futebol de várzea. Nem meus primos, que são todos roqueiros e tocam instrumentos, iam me ver tocar como eu ia vê-los. Chega uma hora que não dá”, diz o músico fluminense.
Em Curitiba não tocou profissionalmente, mas não perdia um show de rock aos finais de semana. “Dependendo da banda, tinha de implorar por um ingresso, de tão lotado que ficava. Tudo bem, nem eram tantos lugares assim com shows de rock, mas havia público para todos, até mesmo para os batidos covers de rock nacional. Em vários shows de bandas locais não consegui entrar no bar. Jamais vi isso em Niterói ou no Rio, onde existem bandas espetaculares, mas que não tocam mais”, afirma Mattos.
Em São Paulo, ele tenta conciliar o trabalho de programador com o de integrante da produção de vários shows internacionais. “Nem dá tempo para pensar. Há show de tudo quanto é tipo em São Paulo, as opções são tantas que fica difÃcil acompanhar. Claro que nem todos são um sucesso, há aqueles com pouco público, mas assim mesmo é vantajoso para quem trabalha nesta área, para quem investe. Não tem público hoje, mas tem amanhã. E as bandas locais conseguem ao menos levar uma galera para seus shows. As melhores bandas de Niterói nem sonham com uma cena dessas.”
Longe da perfeição, mas sem comparação
Claro nem tudo é a maravilha que se pensa em São Paulo, ao menos em relação aos shows menores. Não é por outro motivo que o vocalista Thiago Bianchi, do Shaman, divulgou dois manifestos recentes a respeito da dificuldade que bandas brasileiras de metal em geral encontram para tocar com regularidade, seja em São Paulo, seja no resto do paÃs.
Os paulistanos do Kavla suaram bastante quando reformaram a banda, em 2005, para divulgar EP “Impersonal World”. Os santistas do Shadowside também tiveram de batalhar muito para conseguir tocar com regularidade em São Paulo entre 2006 e 2008. E assim caminha o esforço de quem faz rock de qualidade.
Os gaúchos do Holiness e do Hangar colhem agora o resultado de muito trabalho nos últimos três anos e têm conseguido um público considerado muito bom em shows em São Paulo, tanto na capital como interior, e no Paraná.
 O Hangar até conseguiu um onibus de turnê de um patrocinador para levar seus “workshows” a vários lugares do Brasil. Lamentavelmente, as aparições das duas bandas no Rio são cada vez mais raras. “No Rio, só workshop mesmo do Aquiles Priester (bateria), e para poucas pessoas. Show ou workshow não dá para programar”, disse um produtor paulista de bandas nacionais, que também prefere o anonimato.
Resignação
O tema é tão incômodo que os músicos carioca de rock e metal evitam falar no assunto. Pelo menos quatro artistas – de quatro bandas diferentes - foram procurados pelo Combate Rock para falar sobre o assunto, mas, educadamente, se esquivaram. Um deles apenas comentou resignado: “Se para ir a show legal tenho de ir a São Paulo, imagina então esperar por público para a minha banda…”
Das muitas conversas que tive nos últimos tempos com amigos jornalistas cariocas, com produtores e músicos ainda em busca de um espaço no mercado, deu para fazer um pequeno apanhado de explicações esparsas sobre o pouco público roqueiro no Rio – e só para registrar, foram pouquÃssimos os que discordaram da minha tese:
- O Rio historicamente é uma cidade com diversidade cultural muito grande, assim como Salvador e Recife. Há atrações culturais regionais e locais em grande quantidade. Haveria, então de certa forma, uma autossuficiência neste quesito;
- Assim como Salvador e Recife, o Rio é uma cidade que tem praia, o que por si só já é uma atração e tanto. Muita gente fica muito tempo na praia, que um local de diversão gratuito e com estrutura, seja ela qual for, barata, ou até mesmo gratuita. As pessoas procuram ali mesmo por diversões culturais com baixo custo. Isso explicaria, de certa forma, o “ecletismo” do carioca, que teria menos preconceito em relação a ir a um show de rock e também a um de pagode. A questão é de cunho financeiro;
- O cosmopolitismo do Rio de Janeiro, tão acentuado como o de São Paulo, não foi suficiente para abrir espaço grande para o rock, que encontrou uma sólida cultura arraigada de samba e pagode – e o funk carioca dos morros surgiu para acentuar eesa caracterÃstica. Para complicar ainda mais, são todos segmentos culturais que, se não são de baixo custo, apresentam custos bem menores do que o rock.
]- Um show internacional, por mais barato que custe, não sai por menos de R$ 50 no Rio. Por esse valor, o carioca médio assiste a pele menos cinco apresentações de artistas representativos de outros estilos – quando não esses eventos são gratuitos. Shows de metal de bandas brasileiras de qualidade não custam menos de R$ 30 o ingresso. As apresentações de bandas locais, por sua vez, têm dificuldade de concorrer com outras atrações de baixo custo, como ensaios de escola de samba ou rodas de samba em bairros importantes como Vila Isabel e Tijuca.
- Assim sendo, o ecletismo e a tolerância com várias manifestações culturais acabam prejudicando o rock. A cultura urbana do Rio, assim, teria sido direcionada culturalmente para valorizar as atrações locais e de baixo custo, enquanto que a cultura urbana paulistana, sem tantas opções “naturais”, abriu-se mais para o cosmopolitismo e para manifestações culturais estrangeiras com mais assiduidade.
Pode ser tudo isso ou nada isso, por mais que algumas explicações façam sentido. Ainda sigo em busca de uma explicação para o pouco caso com o rock na Cidade Maravilhosa. Alguém quer acrescentar algo?????????
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Angra, Bruce Dickinson, Hangar, Holiness, Iron Maiden, Kai Hansen, Korzus, Krisiun, Ralf Scheepers, Rio de Janeiro, Shaman, Tribuzy
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Texto preconceituoso e ponto.
MORO NO RIO E DEVO ADMITIR,O RIO É A TERRA DO FUNK E PAGODE, E EU QUE SOU ROQUEIRO FICO A VER NAVIOS COM BONS SHOWS EM SÃO PAULO. A VERDADE É VIVO NO LUGAR ERRADO E TERMOS DE GÊNEROS MUSICAIS EXISTENTES AQUI.UM BAILE FUNK E UM SHOW DE PAGODE LOTA.ISSO É CULTURAL NO RIO, TODO MUNDO QUER UMA SACANAGEM.
Como um bom túmulo do rock que é, o Rio recebe a visita de artistas meio funéreos, como Radiohead e Bele and Sebastian. (Risos resignados de um carioca roqueiro). Mas, no geral, é essa tristeza que a matéria relata mesmo.
O Rio falado na mÃdia não combina com Rock, embora essa não seja uma razão para afastar esse estilo musical da cidade. O rock pede um clima meio triste, rebelde, cinza. Ele não quer exaltar a cidade, mas sim os seus excluÃdos. Não quer falar da Garota de Ipanema, mas sim dos travecos do calçadão de Copa.
O subúrbio do Rio é muito mais roquenrol mas, para muitos, depois do Túnel Rebouças e da Serra da Grota Funda só há abismo. E se os habitantes da Zona Sul rejeitam o rock pelas razões supracitadas, ainda mais os suburbanos sem dinheiro.
E o pior é que tem tanta banda boa de rock e heavy no Rio e o cenário simplesmente as ignora.
A cidade do Rio realmente não é propÃcia p/ o rock: linda, cheia de atrações gratuitas, etc.
Convenhamos: São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, BSB, oferecem o que? Banho de sol no gramado dos parques? Foi isso que vi nestas cidades e achei meio depressivo. Por isso nestas cidades os bons serviços, restaurantes, shows etc são mais que uma questà o cultural: são uma questão de sobrevivência!
Não que um estilo de vida seja melhor que o outro. São diferentes. Quem não está satisfeito, providencie sua mudança o mais rápido possÃvel para onde se sinta melhor.
Resumindo: aprendam a respeitar as diferenças.
Seu comentário não faz sentido, ao menos em relação à discussão proposta. O que tem a ver o fato de o Rio ser um lugar lindo e ter supostas atrações gratuitas e a realidade de ter uma cena roqueira bem aquém da que já teve um dia? Se seus melhores argumentos são esses, então realmente é inútil insistir. Perguntar o que as cidades mencionadas “oferecem” nem piada de mau gosto é, beira a insanidade.
Em Porto Alegre o cardápio rocker chega a congestionar. Não o trânsito, mas o cenário de atrações. Ano passado teve shows de Guns ‘n’ Roses e Dream Theater na mesma noite, em lugares diferentes, claro. Ambos lotaram.
Meu tem letras sim, mais nenhuma = a dessa galerinha ai,
nunca ouvi som nenhum de metal que dizia coisas do tipo, “vai sentando”,”senta na minha Piroc@”,”mete no c… e tbm na ….@” e porai vai, nao venham se fazer de desconhecidos, se vcs conseguem escutar essa poluiçao sonora eu nao consigo e isso no Rio esta sim levando a galera a largar o rock/metal, as letras que sintam mulheres no metal falam de sensualidade nada muito alem disso, oque ja nao é o caso do funk, que fora as letras a mulheres ja estao praticamente peladas no baile pedindo pros caras socarem nelas.
Esse ai é o Rio, quero só ver o Rock in Rio kkkk Chiclete com Banada MC Crew e Ivete sangalo kkkkkkkk.
Eu se fosse do Metalica teria vergonha de tocar la!!!!!
as letras do kiss foram escritas por monges trapistas enclausurados
Até parece que nunca houve referência a mulher e sexo no rock. Inclusive no rock brasileiro e no rock carioca.
Haaa velho sei la, tudo esta indo de encontro com o que eu falei, eu disse que os caras nao estao nem ai pro som, oq eles querem é mulher!… onde tem mulher hj em dia a galera vai estar, hj…. nao sei se sempre foi assim, no Rio o Funk aquela…( nem preciso dizer oq o Funk é), é o atrativo + facil para os caras pegarem as mulheres, até pq as letras disso que alguns chamam de “musica” é uma apologia ao Sexo, para estar falando isso eu tenho onde me basear, tenho amigos que gostam disso.
Para finalizar acho que o que os caras pensam é, haaa pq gastar R$300 em um show cheio de macho sendo que com R$15 eu volto com mulher até no porta malas do carro.
Isso é o que eu penso, nao que seja a verdade!
se essa nao for a verdade é só mostrar o contrario!
Acho que o que a Suellen Carvalho escreveu encerrar o assunto de forma muito pertinente. Tenho muitos amigos cariocas também e vou com certa frequência ao RJ e a sensação que tenho é exatamente a descrita pela Suellen. Várias vezes já visitei amigos no RJ e nas sextas e sábados no perÃodo noturno esperava ir a um local para tomar uns gorós, curtir um bom som e curtir a mulherada (alguém já ouviu falar da Rua Ceará?), mas as primeiras opções dadas pelos amigos é esse lance de bar com música da moda porque “estão cheios de mulheres gostosas”. Neste ponto, temos que concordar também que SP está anos luz à frente do RJ, pois os shows de rock/metal sempre têm muita mulher bonita. Não tenho dúvidas de que há muitos cariocas que gostam de rock/metal, mas a minha impressão é que há uma ligação mais descartável com os eventos e shows. Minha percepção é parecida com a do Marcelo, pois não vejo uma melhora na situação em curto prazo.
Roberto Carlos Rock?
ele é o Ozzy brasileiro kkkkkkkkkkk
cada uma que eu vejo kkkkkk
Vai estudar para ver o que é rock e depois volte.
O pessoal também é injusto quando diz que o Rio de Janeiro é infrutÃfero para o rock. Que eu saiba, os dois primeiros grandes Ãdolos do rock brasileiro só estouraram quando vieram para cá: Roberto Carlos nos anos 60 e Raul Seixas nos anos 70. Barão Vermelho é carioca. Cazuza nasceu, viveu e morreu no Rio. As bandas Os Paralamas do Sucesso e Legião Urbana só estouraram depois que vieram para cá. Os Titãs se popularizaram depois de começarem a tocar nos clubes do subúrbio carioca. A última grande banda surgida no rock nacional (não me venham falar de emo ou happy rock) foi Los Hermanos, também carioca. Poderia ficar até amanhã escrevendo este comentário.
Desculpa Sr. Ubiratan Dos Santos
vc ja deve ser mestre se sala ou sei la oq em uma escola de samba, quem gosta de samba, pagode,axé,forró e todas essas tranqueiras nao gosta de metal o suficiente para poder trocar um Sambinha por um Bar tocando ozzy,Metalica,Blind Guardian etc…, sinto muito,mas para mim vc só esta mostrando uma parte do que eu falei, no Rio o povo prefere o rabo de saia, que o bom Som, pq meu, nao entra na minha cabeça…. quem guenta ficar sei la quantas horas ouvindo um cavaquinho?… tem que estar bebado!
Excelente texto! Parabens ao autor!
Acrescento ainda que, a meu ver, a predileção por atrações regionais não se deve somente por causa do baixo custo das atrações regionais mas tambem porque carioca gosta de seguir moda, de lugares badalados, gosta de pegação. Claro que existem exceções – aqueles que frequentam pagode e samba, por exemplo, porque curtem o som – mas aqui to querendo descrever o comportamento da maioria.
Se a moda agora é curtir sertanejo, os bares que tocam sertanejo passarão a lotar e os que não tocam, tentarão incluir uma noite sertaneja em sua programação!!
Se um cara pode pagar 15,00 pra ir numa roda de samba, onde vai estar cheio de mulheres bonitas e bronzeadas, por que ele vai pra um bar de rock onde a grande maioria do público é formada por homens?
Não to querendo ser bairrista, até porque moro no Rio e curto rock e heavy metal há mais de 15 anos! Estou só descrevendo uma situação que eu identifico até entre meus próprios amigos.
Tenho vários amigos que ouvem rock no seu dia a dia mas na hora de ir pra night, preferem ir numa boate da moda, ouvir funk e pagode, a um showzinho num bar de rock porque na boate “tem mais mulher”.
E justamente porque carioca gosta de moda e badalação que só eventos grandes como o Rock In Rio lotam (“Eu Fui”).
Acho que a solução para fortalecer a cena no Rio seria aqueles que realmente gostam de rock e heavy metal passassem a prestigiar mais os bares e shows que rolam por aqui. Só que em se tratando dos shows a gente entra num novo conflito que é o preço abusivo dos ingressos.
Só como um exemplo, num periodo de 15 dias teremos por aqui Iron Maiden, Slash e Ozzy. Todos com ingressos entre 100 e 300. Assim fica difÃcil prestigiar…
Obrigado pelo seu depoimento, que bate com o que ouço há anos a respeito do rock na cidade. Fico pessimista com a possibilidade de que isso mude um dia no Rio.
Renato. Ok. No RJ tem funk que eu acho asqueroso. Tb não gosto de samba, pagode, e axe então nem se fala. Só que vc falar que o RJ só tem putaria e sacanagem e por esse motivo o rock não da certo nessa cidade, não tem nada a ver.
Assino embaixo em tudo o que o Marcelo escreveu.
Só para ficar registrado, tem exceções como o antologico show do RDP com o Jello Biafra no Circo Voador antes dele ser fechado pelas bestas do Conde e César Maia, o Sepultura em inicio de carreira lotava o Circo Voador. O show do Pantera no Imperator. Kreator na quadra de escola de samba da Estácio de Sá (da para imaginar?).
Infelizmente isso hoje dia e coisa rara.
Tratar esse assunto como bairrismo ou “segregacionismo”, como alguém mencionou por aqui, é desviar a discussão. O que ocorre em relação ao rock no Rio de Janeiro é uma constatação: é muito mais difÃcil para o carioca e para o fluminense gostar de rock e ter acesso a programas de qualidade no rock pelo número reduzido de opções. E por que o número de opções é reduzido? Porque os responsáveis pro promover e organziar shows, sejam grandes ou minúsculos, perceberam que o público na cidade e no Estado para o rock é bem menor que o de São Paulo e, por incrÃvel que pareça, menor que o de Curitiba e Porto Alegre, não justificando investimentos. Infelizmente essa é uma realidade que já dura mais de 15 anos. Tomara que mude, mas estou pessimista, ao menos no médio prazo.
EFR, a cidade do Rio de Janeiro recebe cerca de 1 milhão de turistas somente no perÃodo do carnaval. São estrangeiros e também muitos brasileiros de outros estados, provavelmente do seu também!!! Vc acha realmente que só os cariocas urinam nas ruas nestas ocasiões? Alguns blocos chegam a reunirentre 50 e 100 mil pessoas. A venda de cerveja é ilimitada, mas coloca-se uma dúzia de banheiros quÃmicos para atender toda essa gente. É só fazer as contas.
Quanto ao gosto musical, dispenso sua opinião de quem certamente tem visão estereotipada de tudo. Será que a população de baixa renda (indiscutivelmente a maioria)de SP gosta de heavy metal, Rock, Blues, Jazz…É tão simplório quanto achar que todos os bahianos só escutam axé.
Por fim, bairrismo não acrescenta nada a discussão, só ficam alimentando comentários raivosos e segregacionistas.
Vamos ver como vai ser a noite do heavy metal no Rock In Rio, sempre foi a que mais lotou nas 3 edições.
Estava tudo certo para eu ir este ano, tudo combinado com alguns amigos, mas fiquei desanimado pois a única banda que me interessou foi o Metallica, mesmo assim é um festival de nome internacional que valeria a pena ir, Tenho tempo para decidir, pois ainda tem ingressos e como nunca fui em nenhuma edição, pois na 1º tinha 8 anos, no 2 tinha 14 e no 3 estava duro quem sabe.
São Paulo, Rio, Curitiba… não importa, o cara que gosta de Rock, principalmente heavy metal , vai atrás da informação onde quer que esteja,tudo bem que São Paulo tem um pouco mais de “regalias” que outros lugares,como os próprios shows, mas não justifica e o Rio não fica tão para traz assim, isso que esta acontecendo é rescente.
Sou colecionador e já comprei vários produtos de colecionadores do Rio, é de dar inveja, muitos tem produtos que jamais vi em São Paulo, sem contar o conhecimento.
drmfav,
velho, tudo bem,os caras tentaram trazer o funk pra ca para SP e nao virou, tem uma minoria aqui que gosta dessas merdas, que com certesa sao dá ou parente proximo da terrinha em questao,meu nao tem como vc discultir, 9 a cada 6 Pessoas do Rio preferem ir no baile funk, Metal no Rio é a msm coisa que Samba no E.U.A vc sabe que tem alguem que curte ou ensina + é só aquele na cidade inteira, Só vai gente no Rock in RIO pq a Shakira, Invete Sangalo,Calcinha peta, entre outros tocam la, se fosse só bandas de Rock/Metal, pode ter certeza que teriamos la meia duzia de cariocas o restante era de SP,PR,RS etc e de fora do pais.
OBS: Eu nao gosto do Rock in Rio, pela galera que ja tocou la que nada tinha a ver com o proposito do evento (esse é o brasil!)
Parabenizo inicialmente o Marcelo Moreira (autor da belÃssima matéria). Nos meus 6.2 anos de idade (dispensável dizer que também curti um pouquinho o velho e bom Rock And Roll, assim como as “boas” músicas da minha época), concordo plenamente com o seu fechamento, quando compara as culturas urbanas “Carioca e Paulistana”. Infelizmente não posso dizer o mesmo sobre o Renato BG, que para falar do Rio de Janeiro deveria primeiro abandonar sua linguagem xula.
Penso que “as coisas mudam” e nem sempre em qualidade. Quando criança e até na minha adolescência, o “SAMBA” era discriminado. Coisa de NEGRO e FAVELADO. Hoje além do “Pagode”, que se espalha pelo paÃs inteiro, o “Samba” (quem não gosta é ruim da cabeça ou doente do pé – já dizia o poeta) adquiriu STATUS, vejam o CARNAVAL CARIOCA (desfile das Escolas de Samba copiado por diversas cidades)!!!. Que “bela receita = $$$” traz para a Cidade do Rio de Janeiro !!!. Por outro lado surgiu o tal do FUNK, que eu particularmente não gosto. “Favela” agora é chamada de COMUNIDADE.
Não sou, ou pelo menos tento não ser, preconceituoso. Todos os gêneros têm o “BOM E O RUIM”. Vejo como uma evolução, e boa, a diversidade de opções culturais. Eu, carioca e sambista de origem, nascido e criado em Vila Isabel, terra natal de Noel Rosa, que vi e vivi os velhos e bons “FESTIVAIS DA CANÇÃO”, estive nos 2 (dois) “ROCK IN RIO”, hoje até admiro o FORRÓ, o SERTANEJO e por aà vai !!!. No mundinho da minha juventude, época que tenho saudades e muito me orgulho, XITÃOZINHO E XORORÓ, TEIXEIRINHA (com seu “Churrasquinho de Mãe”) e coisas do gênero, eram motivo de gozação.
Em sÃntese e sem querer polemizar, creio que a “liberdade de opções” é extremamente benéfica. Tem espaço para todo mundo. Cada um com o seu cada um.
Abraços, Saúde,Paz e Amor… muito Amor é o que está faltando.
Obrigado pela participação e pelas ponderações. Não há como contestar o pluralismo das duas metrópoles mundiais, justamente por serem tão cosmopolitas. O que espanta é como o rock perdeu espaço – se é que realmente teve grande espaço – no Rio de Janeiro. É incrÃvel que grandes shows internacionais que esgotam ingressos em São Paulo não consigam sequer lotar meia casa no Rio. Falta de dinheiro não é, pois o Rio continua com o segundo PIB municipal e segundo potencial de consumo do Brasil. Só pode ser falta de interesse e falta de cultura roqueira.
Moro em SP e tenho filha adolescente. Fiquei impressionado com a quantidade de shows que bandas de garotos conseguem fazer aos finais de semana. São diversas casas que oferecem espaço para a molecada tocar, em cada tarde tocam várias. É óbvio que a maioria não vai dar em nada, mas, de qualquer forma, a molecada vai “acumulando milhas”. Tudo isso ajuda a consolidar uma “cultura roqueira” na cidade.
Se São Paulo é o túmulo do samba, Curitiba é o crematório!!!
Marcelo,
concordo com vários pontos mas queria comentar duas coisas:
- Citibank Hall e Imperator são duas casas diferentes. O atual Citibank Hall é o antigo Metropolitan (e que já se chamou ATL Hall e Claro Hall). Boa casa, péssima localização (isso ajuda a dificultar a venda de ingressos – eu mesma assisti ao show do B-52′s por lá em 2008 e gastei mais de R$ 100 com táxi).
- No seu texto você fala basicamente de bandas de heavy metal que deixam o Rio de lado durante suas passagens pelo Brasil. Não que isso não reflita o que vem acontecendo com bandas de outros estilos, mas vale a pena lembrar iniciativas como o Queremos, que já trouxe ao Brasil (e ao Rio) Belle and Sebastian, Two Door Cinema Club, Vampire Weekend e LCD Soundsystem (e trará o The National em abril). Existe um público roqueiro no Rio, mas ele é pouco mobilizado, o que é apenas um reflexo de uma questão cultural (como você apontou no texto). Estamos muito longe da cena de São Paulo, mas já iniciativas e elas estão crescendo, aos poucos.
Obrigado pelos apontamentos, Juliana. Faz algum tempo que não vou ao Rio e não sabia do projeto Queremos. Merece uma atenção especial nossa. E realmente confundi as casas, essas mudanças de nomes por conta de patrocÃnios acaba tirando a referência. Agora, neste exato momento, me foge da memória o nome atual do Palace, aqui em São Paulo – alguém aqui me sopra que é Citibank Hall… deve ser mesmo…
O próprio Governo Dilma tem sua cota de culpa. Desde 20 de outubro do ano passado a rádio rock paulistana Kiss FM obteve sua outorga para instalar sua filial carioca em 91,9 MHz. Mas até agora os gestores do Ibama e do Instituto Chico Mendes não deixaram a rádio instalar seus equipamentos de transmissão no Morro do Sumaré, local onde todas as FMs cariocas instalam seus parques de transmissão. Queiram ou não, o carioca médio tem que reaprender o que é rock, e uma rádio quase educativa (“ouça, isso aqui é rock!”) como a Kiss é a ideal.
Acredito que não seja uma questão efetivamente de “túmulo do rock” e sim uma questão cultural.
Não podemos dizer que lá não existe público para eventos de rock, assim como a Bahia é conhecida como a terra do Axé, deve ter lá suas exceções. São Paulo por ser uma cidade mais urbana combina muito mais com rock’n roll. Tem mais história musical nesse quesito. É tudo questão de cultura regional. Todos os estados brasileiros têm o seu público rockeiro, mas a procura por eventos é bem menor, até porque não se paga menos de R$ 100 por um show internacional e a renda per capita é maior em SP.
Pensem nisso.
A verdade é que o carioca é o povo mais sem educação que eu conheço (em que outra cidade a prefeitura tem que mandar prender quem urina nas ruas e a Globo tem que fazer campanha para isso não ocorrer?) e gente sem educação nenhuma gosta de coisas fáceis, digerÃveis, como sambinha, fanquinho, calcinhas pretas da vida, e este tipo de lixo descartável. Rock, blues, MPB de qualidade, Jazz, música boa enfim, é para poucos e com nÃvel cultural um pouco além do trio: praia, futebol e mulata se oferecendo em roda de samba.
Engraçado que você não diz de onde você é, e te digo mais: muitos destes baderneiros e sem-educação que vêm fazer merda na minha cidade são oriundos de diversos outros lugares, gente sem educação têm em tudo quanto é lugar… afinal de contas, se você não vive na SuÃça, você deveria pensar antes de abrir a boca para falar merda.
Realmente em matéria de shows (independente do renome da banda: grande, médio ou pequeno) o lugar que sempre vai recebe-las é SP. Moro em Curitiba há 7 anos e por esse lado a cena rock/metal é bem forte. Temos algumas casas e bares dedicados a esse estilo más pecamos por não ter um local para grandes shows de Rock. Más vamos levando enquanto isso.
Sobre o Rio, não sei se Rio de Janeiro se liga com Rock/Metal. A cidade é o berço de samba más posso estar enganado sobre essa ligação, tudo vai depender se os rockeiros cariocas sairem da zona de conforto e reviverem a cena local.
Abraços.
Comentário preconceituoso desse Renato BG. Se para vc o Rio é só pornografia e sacanagem, vc não conhece o RJ. E o pior, se mora em SP tb não conhece a própria cidade, que é uma das cidades, que mesmo não sendo turÃstica (o que por si só atrai o turismo sexual), tem um monte de sex shops, puteiros, prostitutas na Rua Augusta e por aà vai.
Vc encontra o que quer aonde quer. Se vc quer encontrar sacanagem no RJ, certamente vc vai encontrar, assim como em SP, Curitiba ou qualquer cidade grande.
Se vc escreveu um texto colocando essa explicação, então seu texto é um merda. Ainda bem que só vc e seus amigos mais queridos devem ter lido (e para não perderem o amigo, devem ter elogiado).
Saudações roqueiras de um carioca veterano.
Escrevi um puta texto para explicar + a verdade eh uma só,o Rio adora uma Sacanagem, porisso prefere ver um baile funk cheio de meninas sem calsinha e porai vai, que nao se dao o valor!!! do que um Show de Rock.
oque o povo la quer é pornografia, onde + encotrar a nao ser em um baile FUNK!
Pra mim esse é o Rio!!!
Mimimi “mulheres que não se dão o respeito”, virgem!
São Paulo sempre foi e sempre será a cidade do rock, ABC principalmente, a primeira rádio de rock 97 fm, tem uma loja tradicional de discos de metal e varias casas de shows, pequenas mas eram legais,aprendi muito sobre metal em Santo André onde passei minha adolecência.
É cultural, e também questão de oportunidade, pois estamos na maior cidade do Brasil e os maiores eventos são realizados por aqui.Sou um cara de sorte por morar em São Paulo.
Lembro deste Show do Iron em 98, foi chuva do começo ao fim, nem deu para ver direito o Helloween, mas Iron tocou melhor que na apresentação do Monsters de 96 e no mes seguinte veio a bomba, comemorei muito.