O Polvo e os bastidores do rock – a biografia de Aquiles Priester
- 13 de dezembro de 2010|
- 8h26|
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Categoria: Heavy Metal, rock brasileiro
Marcelo Moreira
O Polvo vai substituir Mike Portnoy no Dream Theater. Essa era a notícia do dia 48 ahoras após o comunicado oficial informado a saída do baterista norte-americano da banda que fundara em 1985. Fóruns e chats nos Estados Unidos e na Europa discutiam se era ou não uma boa opção para a banda, para tentar subsititui o insubstituível.
A notícia era falsa, mas o nome do Polvo continua em alta como um dos “cotados” para entrar no Dream Theater. Ele já cansou de desmentir, mas ao mesmo tempo não esconde em e-mais e comunicados em fóruns no Brasil que ficou orgulhoso por ter sido lembrado.
Enquanto a banda de prog metal norte-americana segue fazendo audições com vários bateristas, Aquiles Priester, o Polvo, vai tocando a vida com sua banda, a excelente Hangar. Ainda não foi convidado para fazer teste em Nova York, mas quem sabe?
Priester, na verdade, está mais preocupado neste final de 2010 com a divulgação de “Aquiles Polvo Priester – De Fã a Ídolo”, sua biografia, lançada recentemente em todo o Brasil, com texto de Circe Brasil.
O músico sul-africano de nascimento, mas de coração metaleiro totalmente brasileiro, deixa um pouco a modéstia de lado e mostra como se tornou o baterista mais admirado do país – ao lado do gaúcho Max Kolesne, do Krisiun.
De leitura fácil, embora exagerando na linguagem coloquial e na pretensa falta de estilo, a biografia não tenta amenizar os traços de sua personalidade mais criticados, a obsessão e o perfeccionismo.
Narra a infância em Foz do Iguaçu, no Paraná – chegou ao Brasil em 1977, aos seis anos – e os primeiros passos na bateria na adolescência, até o início das longas sessões de estudo a partir dos 21 anos, quando chegava a tocar por 14 horas seguidas diariamente.
O maior mérito do livro, no entanto, é contar com detalhes as agruras e as dificuldades extremas por que passam os músicos brasileiros profissionais iniciantes – e mesmo os veteranos que ainda não atingiram o sucesso.
Quem vê hoje Priester destonando a bateria do Hangar aos 39 anos de idade nem imagina o quanto ele teve de estudar, carregar a bateria nas costas e sofrer com péssimas condições para tocar em pocilgas e, vez por outra, sofrer e se enraivecer com uma série de calotes. Ele mostra como se tornou ídolo da maioria dos apreciadores de heavy metal no Brasil, mas também conta como teve de ralar, e muito, para obter o reconhecimento que tem hoje.
Corajoso e sem meias palavras, também não hesitou em revelar os problemas internos do Angra, uma das três mais importantes bandas de rock da história (as outras são Sepultura e Krisiun, as três que conseguiram uma carreira internacional sólida).
Substituto do monstro Ricardo Confessori (que hoje voltou ao Angra) e tentando conciliar as agendas com o Hangar, Priester ficou na banda dos guitarristas Kiko Loureiro e Raphael Bittencourt de 2000 a 2008 e cita os vários problemas de gerenciamento e de administração do Angra, que culminaram com uma parada de quase três anos e até mesmo brigas com agressões físicas – fato já narrado antes pelo baterista em uma entrevista polêmica à revista Roadie Crew, de São Paulo.
Atualmente, Aquiles se dedica integralmente ao Hangar, pelo qual lançou em 2009 o álbum “Infallible”. Neste ano, lançou um novo DVD solo, intitulado “The Infallible Reason of My Freak Drumming”, cujo repertório é baseado em canções dos álbuns “The Reason of Your Conviction” e “Infallible”, ambos do Hangar, além de canções do Freakeys.
A visão privilegiada de Aquiles Priester e sua percepção aguçada das mazelas e dos problemas que atingem o mundo do rock no Brasil valem a leitura. Rapaz inteligente, não poupa munição contra desafetos, é franco e sincero até demais em alguns momentos, o que dá mais credibilidade à obra.
Ninguém até hoje retratou com maior fidelidade os bastidores do meio musical do rock pesado melhor de o Polvo. Pensando bem, o Dream Theater pode esperar mais um pouco.
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Angra, Aquiles Priester, Dream Theater, Hangar, Kiko Loureiro, Krisiun, Mike Portnoy, Raphael Bittencourt, Sepultura
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Aquiles não foi selecionado por ninguém, ele foi enviado pela Paiste que têm interesse que o nome paiste esteja vinculado ao Dream Theater, lógico.Cada empresa enviou um endorser.O Mangini é Zildjian.Ele foi enviado porque é um marketeiro que vende bem os produtos, e isso não têm nada a ver com tocar bem, ele engana bem a molecada que as empresas querem vender, mas os músicos que entendem do assunto, sabem que ele não passa de um medíocre, e uma pessoa arrogante.Existem bateristas arrogantes que tocam horrores Dave Weckl é um exemplo mais conhecido ,então não é questão de desmerecer à toa, é porque o cara é arrogante e ainda um baterista medíocre..Digam isso os roadies que já trabalharam com ele…e as pessoas próxias à ele (que obviamente não têm nenhum interesse comercial, já que ele é um excelente vendedor)Ninguém considera ele um baterista de alto nível, apenas medíocre no instrumento ou seja, na média.
A audição dele não surpreendeu quem é do meio, ele sempre tocou assim,agora com a batera cheia de overdubs e trigers, uma máscara ridícula na frente e uma máquina de marketing, aí ele fica bonito, mas sabenmos que ele é como um Menudo, um produto que funciona dentro de um esquema.Aliás esse vídeo editado representa bem o que ele é:
http://www.youtube.com/watch?v=IG0cdqMlyD4
O curioso é que quem convidou Aquiles Priester foi John Petrucci, por telefone, sem intermediários. Além do mais, a Paiste tem endorsers com mais “nome” caso quisesse mesmo indicar alguém. Mesmo registrando a sua opinião aqui, que respeitamos, não condordamos com ela. Nada indica que tenha sido desta forma. O próprio Aquiles nos contou como o Dream Theater chgou a ele. E discordo totalmente sobe a avaliação de Mike Mangini: é um excelente baterista e o músico mais adequado para a banda. O concurso tinha cartas marcadas, Mangini era o preferido desde sempre.