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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Gostar de rock começa a pesar na avaliação profissional

Categoria: classic rock, comportamento

Marcelo Moreira

Por mais preconceituoso que seja, não dá para fugir: a forma como a pessoa fala, se veste, age, trabalha, dirige e muitas coisas mais dizem muito sobre o indivíduo. Dá para julgar cada um por esse tipo de coisa? Cada um avalie da forma como achar melhor.

Da mesma forma, os hábitos culturais – os livros que lê, a música que ouve, os eventos frequenta – também dizem bastante sobre as pessoas. Existe a chance de se errar por completo, mas faz parte do jogo.

Dois fatos importantes, apesar de corriqueiros, mostram que os apreciadores de rock podem ter esperança de dias melhores, apesar dos casos recorrentes de preconceito explícito e perseguição por conta do gosto pessoal em pleno século XXI – algumas dessas excrescências têm sido narradas aqui em textos no Combate Rock.

No começo de agosto um gerente de uma grande multinacional instalada no ABC (Grande São Paulo) penava para contratar um estagiário para a área de contabilidade e administração. Analisou diversos currículos e entrevistou 24 jovens ainda na faculdade ou egressos de cursos técnicos.

Conversou com todo o tipo de gente, do mais certinho ao mais despojado, do mais conservador à mais desinibida e modernosa. Preconceitos à parte, procurou focar apenas a questão técnica e os conhecimentos exigidos.
Alguns candidatos até possuíam a maioria dos requisitos exigidos, mas acabaram desclassificados em um quesito fundamental para o gerente: informação geral, que inclui hábitos culturais.

O escolhido foi um rapaz de 20 anos, o penúltimo a ser escolhido. Bem vestido, mas de forma casual, usando rabo de cavalo, mostrou segurança e certa descontração, além de bom vocabulário e de se expressar de forma razoável, bem acima da média.

Durante as perguntas, o gestor observou que o garoto segurava um livro e carregava um iPod. O livro era a biografia de Eric Clapton. Após a quinta pergunta, direcionou a conversa para conhecimentos gerais e percebeu que o rapaz lia jornais e se interessava pelo noticiário.

“Você gosta de rock?”, perguntou o gerente. “Sim, e de jazz também”, respondeu o garoto. O entrevistador não se conteve e indagou se o rapaz se importava de mostrar o que o iPod continha. E viu um gosto eclético dentro do próprio rock: havia muita coisa de Black Sabbath, Deep Purple, AC/DC, mas também de Miles Davis e big bands.

“Não aprecio rock, não suporto o que minhas filhas ouvem, mesmo seja Rolling Stones, meu negócio é Mozart, Bach e música erudita. Mas uma coisa eu aprendi nas empresas em que passei e nos processos seletivos que coordenei: quem gosta de rock geralmente é um profissional mais antenado, que costuma ler mais do que a média porque se interessa pelos artistas do estilo. Geralmente são mais bem informados sobre o que acontece no mundo e respondem bem no trabalho quando são contratados. Nunca me arrependi ao levar em consideração também esse critério”, diz o gerente.

Eric Clapton ajudou um candidato a estágio a conseguir a vaga em uma empresa do ABC

O resultado é que o garoto foi contratado após 15 minutos de conversa, enquanto cada entrevista com os outros candidatos durava 40 minutos. “Não tive dúvida alguma ao contratá-lo. E o mais interessante disso: percebo que essa é uma tendência em parte do mercado há pelo menos três anos, pois converso muito com amigos de outras empresas e esse tipo de critério está bastante disseminado. Quem gosta de rock é ao menos diferenciado”, finalizou o gestor.

Já em uma escola particular da zona oeste de São Paulo, do tipo mais alternativo e liberal, o trabalho de conclusão do ensino médio era uma espécie de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) das faculdades. A diferença é que, para não ter essa carga de responsabilidade, foi criado uma espécie de concurso para premiar algumas categorias de trabalhos – profundidade do tema, ousadia, importância social e mais alguns critérios.

O vencedor geral foi o de uma menina esperta de 17 anos, filha de um jornalista pouco chegado ao rock, mas com bom gosto para ouvir jazz e blues. O trabalho tentava traduzir para a garotada a importância dos Beatles para a música popular do século XX.

Para isso realizou uma ampla pesquisa sobre as origens do blues, do jazz, da country music norte-americana e traçou um panorama completo da evolução do rock desde os primórdios até os megashows de Rush, AC/DC, U2 e Metallica. Seu trabalho contou ainda com a defesa de uma tese em frente a uma banca de professores.

O resultado é que, além do prêmio principal – placa de prata e uma quantia em dinheiro em forma de vale para ser gasto em uma livraria –, acabou sendo agraciada com a proposta de transformar seu trabalho em um pequeno livro, bancado pela escola. Detalhe: a reivindicação partiu dos colegas da menina, que ficaram fascinados com a história do rock – poucos deles eram íntimos do gênero, pelo que o pai da menina me contou.

Os Beatles foram o ponto de partida para uma aluna de um colégio paulistano para traçar um panorama extenso e completo sobre a história do rock; o trabalho ganhou prêmio e vai se transformar em livro

Seria um flagrante exagero afirmar que gostar de rock facilita a obtenção de emprego ou estágio – ou que quem gosta de rock é muito melhor aluno do que os outros nas escolas. Mas o simples fato de haver reconhecimento de que apreciar rock frequentemente leva a uma situação diferenciada já é um alento diante dos seguidos casos de intolerância e preconceito.

Gostar de rock não torna ninguém melhor ou pior, mais ou menos competente, mais ou menos inteligente. Mas os casos acima mostram que o roqueiro pode se beneficiar de situações em que é possível se mostrar diferenciado, mostrando uma cultura geral acima da média e mais versatilidade no campo profissional. E o que é melhor, isso começa a ser reconhecido por um parte do mercado.

Bom gosto não se discute: adquire-se.

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354 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Robinho do Cavaco

    Muito interessante a matéria! Concordo com muitos rockeiros que comentaram no post. Existe sim essa diferença cultural. Muita gente que curte Funk, Pagode e Sertanejo, estão limitados. Não exploram a cultura. Pura verdade! Mas me indigna os vários rockeiros que postaram comentários criticando pagodeiros e sertanejos (nem tanto funkeiro, pois funk até eu tenho um certo preconceito), generalizando como se quem escuta algum desses generos, necessariamente é burro! Fico muito P… com isso! Gosto de várias bandas de rock, tipo, uma ou duas músicas de algumas bandas como Guns, Red hot, Nirvana (mas não passo disso)! Sou muito PAGODEIRO. MUITO MESMO! Já dancei swingueira, adoro swingueira (Oz Bambaz, Psirico, e por aí vai…) Toco cavaco, sou apaixonado pelo som do cavaco! Isso é gosto! E adivinha!? Tenho cultura. Sou formado em Sistemas de Informação, Pós-graduado em Redes. Sou programador (C# .net) na empresa Medware Sistemas Médicos. Tenho apenas 24 anos e não vou para de estudar, e nem de escutar pagode e muito menos de tocar o meu cavaco. Não abaixo a bola pra ninguém que está a favor dessa teoria de que pagodeiro é burro! Essa mensagem é exclusivamente para quem generalizou! Os demais, escutando rock, funk, axé, sertanejo ou qualquer outro tipo de gênero, são dos meus… #TamoJunto! Abraço pra todo mundo!

    “Não gosto dos donos da verdade, quaisquer que sejam eles. Assustam-me e me entediam. Sou fanaticamente antifanático!!! Luis Buñuel.”

    • Enviado por: Robinho do Cavaco

      Completando meu primeiro comentário…
      Não generalizando, mas muitos rockeiros se escondem no gosto musical pra querer se achar os intelectuais e vivem esnobando os outros. Tenho tanto exemplo disso… Porque o rock realmente tem cultura! Mas não necessariamente quem escuta rock tem cultura!
      Não é verdade?
      Tem um mané comentando no post assim:

      “Acho que a melhor maneira de comparar isso, é, fazendo uma entrevista de emprego com um pagodeiro, ou um funkeiro…. ia ser muito legal ler a respeito…. hauahauah”

      Porque seria legal ler a respeito? Esse sim é um cara sem cultura! Queria disputar uma vaga em uma entrevista com esse cara! No mínimo ele iria com a camisa de uma banda de rock, pra tentar sair bem na entrevista! rsrsrs

      Gente pra quê critica gosto? Pelo amor de DEUS…
      Com certeza todo mundo aqui já ouviu aquele ditado: “Gosto é quem nem… …cada um tem o seu!!!” e ponto…

      AH! Esqueci até de fazer uma pergunta para os generalistas…

      “Não existe Rockeiro Burro???”

      hahaha! Eu conheço vários…

  2. Enviado por: Miriam

    é realmente hoje em dia é raro encontrar jovens que gostam de rock, vivem ouvindo essas modinhas de funk que nao é musica convenhamos …
    sertanejo que as letras e os ritmos sao todos os mesmos…

    moro em país errado , amo rock tanto secular como cristão ..

  3. Enviado por: Alberto

    A princípio, o título parece preconceituoso, mas ao ler a matéria, percebemos que é o contrário, que bom. Gosto de rock desde pequeno, acompanhei sua evolução, gosto dos mais antigos e dos mais modernos, sempre tive boas notas na escola, pratiquei e pratico esportes, fiz uma Graduação, Três Pós-graduações, escrevi três livros, tenho bons empregos e nem por isso deixei de gostar de rock. Interessante é ler também os comentários, muito coerentes. Rock também é cultura, e é legal pra caramba!!!!!!! Vida longa!!!!

  4. Enviado por: Jeferson

    Se hoje temos funk, o pagode, o sertanejo nesse formato “universitário” POP/fútil que vemos, é por culpa das mesmas influências estrangeiras que trouxeram o rock.

    E é muito preconceito sim, dizer quem gosta de coisas diferentes de Rock não pode ser um bom profissional! Por favor!!! O que pessoa gosta na sua hora de lazer não tem nada a ver com a competência e formação dela.

  5. Enviado por: Jeferson

    Gosto de samba. E sou um cara que lê e se interessa pela situação sócio-econômica do mundo que vivemos, tenho crítica sobre as coisas que me falam, que leio e etc.. Não preciso gostar de Rock pra ser culto, ser aprovado em entrevistas de emprego e ser bem sucedido profissionalmente. Muito pelo contrário!
    Engraçado que os que dizem que o rock é a “musica da mudança” são os primeiros a aceitarem tudo que vem de fora como verdade absoluta e serem submissos a exploração estrangeira!

    A musica brasileira é muito rica, pouco explorada e muito discriminada por esses que dizem que só o que vem de fora é bom…

  6. Enviado por: Milena Mourão

    Desde criança sou influenciada pelo rock, quando não tinha um grau de discernimento decente musical, já gostava daquelas musicas que meu pai colocava no CD player ou toca-discos. Com o tempo fui tendo noção de quem e grandiosos eram aqueles músicos e bandas, como: Mutantes, Skank, Engenheiros. Na adolescência fiquei viciada em Nirvana, depois fui pesquisar as influências destes e descobri a maior das bandas pra mim – Beatles!. Pela influencia do rock quis aprender tocar violão. E um dos maiores prazeres pra mim é ouvir o bom rock e tocar meu violao.

    O que eu quero dizer com isso tudo, é que o rock nao so me influenciou a ir a procura de tocar um instrumento como ter uma visao mais aguçada sobre a vida, cultura, sociedade e comportamento. Logicamente que somente o rock nao vai trazer toda a bagagem cultural que voce precisa, mais alinhado a isto , o rock e sua história, influenciou-me na leitura e consequentemente o aumento do meu conhecimento.

    Tenho certeza que esse é um grande diferencial no mercado de trabalho, cabe aos bons gestores saberem agregar valor a isso e reconhecer tal pessoa no meio. Como aluna de Administração, fã de rock convicta, achei muito boa a idéia do texto, e já tinha pensando em algo parecido antes, mas que serve até para complemento do texto. Tenho amigos que escutam rock, outros que adoram sertanejo e forró. Posso dizer sem dúvidas que quem LÊ MAIS são aqueles – os que ouvem rock, assim como sao eles os que têm uma visão mais crítica das coisas.
    Esse texto é no mínimo convincente. E como uma futura gestora eu com certeza irei levar à sério tal aspecto.

    São Luis – Maranhão

  7. Enviado por: carlos

    nao se trata aqui de preconceito, ou delimitar o nivel de inteligencia das pessoas atraves do julgamento do gosto de a ou b. Mas o mercado exige um diferencial pois de iguais todo mundo esta cheio. e ai cai no gosto musical. Hoje gostar de rock ou outra parada que nao serja o sertanejo, axe ou funk parece ser coisa de gente esquisita. Mas não é. São pessoas com visao crtica do mundo e que se nao tem com o que lutar como outras epocas pois nao opressao as opinioes, pelo menos nao querem ser domadas comos cordeiros e gostar de tudo que seja massificado. Massificado ja sao os produtos de prateleiras, de bancos e midia. Agora gostar de musicas nao massificadas poder sim demonstrar uma capacidade superior de criticidade. parabens pela materia …

  8. Enviado por: Jean Lopes

    Bela bosta isso daí. Só pra encher a bolinha dos rockeiros. Vamos partir do princípio que música e profissionalismo devem ser coisas distintas, um não deve influenciar o outro.. aff

  9. Enviado por: Paulo

    Concordo em parte…

    Há rocks ridículos, que se a pessoa gostar é tão ruim quanto gostar de ‘funk’ carioca.

    Mas concordo que o gosto pela BOA música faz diferença, não importa o gênero.

  10. Enviado por: Piovezan

    Variação do tema pra discutir (vulgo botar mais lenha na fogueira hahahah, não ligo pra resposta porque os outros fatores envolvidos para avaliação de candidato foram amplamente discutidos anteriormente): Buscar emprego em Sampa capital tudo bem, o que manda é o rock. No Rio Grande do Sul o que manda é vanerão e outras músicas gaúchas, no Rio é samba e afins, no interior paulista é sertanejo ou caipira, enfim, acho que a cultura regional também puxa uma sardinha na hora do contratante avaliar, hein? Como fica o rock nessa história? Se eu passei a vida pesquisando de um estilo gringo e não entendo lhufas do som que minha família gosta (posso gostar ou não, mas também tem o fator cultural, imagina por exemplo que eu fosse descendente de italiano e todo mundo cantasse la bella polenta e outras coisas e eu ficasse a ver navios? Ia me sentir meio pelado culturalmente sabe, do tipo “conheço Paris mas não sei ir até a padaria do bairro”) :P Enfim, o interesse por rock sugere uma busca maior por conhecimento (nem vou entrar no mérito do gosto, isso é sempre discutível, especialmente se o seu contratante for das antigas) mas esse interesse cultural tem que ser consistente e não de uma especificidade cirúrgica.

  11. Enviado por: Robson

    o fato é que,não são todos estilos musicais que associamos ao modo da pessoa pensar, agir, e ser, isso esta ligado a poucos, nunca vi ninguém dizer algo relacionado a isso sobre pagode,sertanejo universitario e diversas modas atuais, até porque são ” modas” e essas pessoas daqui um mes, um ano, ou seja la quanto tempo, vai estar ouvindo outro tipo de musica, algo relacionado ao que a midia estiver mostrando/investindo. Isso porque na verdade, o rock consiste de mais musicalidade harmonia e melodia mais trabalhadas e letras que abrangem um amplo cenário, desde a sociedade, ao amor, muitas vezes, criticando-os.Pessoas que ouvem rock, apreciam isso,e talvez por isso, são tao fiéis ao estilo.
    O Rock, sem duvida, influencia na cultura e na personalidade dos que o ouvem, sempre buscam por inovação, e talvez até por um ideal mais definido, o que é muito difícil acontecer em outros estilos de musicais

  12. Enviado por: Artur

    Isso e relamente certo, eu so tenho 14 anos e adoro rock principalmente heavy metal, e isso nunca me atrapalhou em nada, sempre tirei notas altas e sempre disciplinado, ajuda sim ter um conhecimento mais apurado, cultura um pouco mais alem do que um simples funkeiro pode imaginar, isso e sempre bom.Sabemos ouvir e sabemos ragir. Obrigado

  13. Enviado por: Ysraewl

    Este artigo, pra variar tem a flagrante tendenciosidade de quem o escreve. O fato de gostar de rock foi um mero detalhe usado de forma capciosamente sofista pelo autor do referido artigo. É lamentável que esta profissão tenha como principal requisito a manipulação da opinião alheia; é lamentável que disso dependa o sucesso dessa profissão; é lamentável no que estão transformando está profissão. Ética transformou-se numa prosaica palavra grafada no nosso hermético dicionário brasileiro. Definitivamente Ética e mercado não rima com dignidade e ombridade.

    • Enviado por: Marcelo Moreira

      É lamentável ler um comentário recheado com tamanha indigência intelectual e cultural. É mais um incapaz de ler e enetender o que leu. E ainda é petulante ao tentar falar de ética, coisa que provavelmente não a menor ideia do que seja. Você não a menor condição de participar de qualquer fórum na internet, menos ainda aqui no Combate Rock.. Estava começando a ficar com dó de você, mas percebi que é inútil.

  14. Enviado por: Diogo

    Eu acho essa historia de biografia do Eric Clapton ser criterio de contratacao um verdadeiro conto de fadas. E o tom professoral, sinceramente…

    • Enviado por: Marcelo Moreira

      De onde você tirou isso de que a BIOGRAFIA é critério de contratação? Que tal ler com bastante atenção o texto – e ler pressupõe entender o que está escrito.

  15. Enviado por: cris

    Besteira…pelo que entendi o cara que estava entrevistando os garotos odeia Rock e gosta de música clássica. Sendo assim, ele estaria numa “casta” superior??? Eu conheço muita gente que gosta de rock e é totalmente alienada. Quanta bobagem…

  16. Enviado por: Eduardo

    Facíl é só não trabalhar!!! kkk

  17. Enviado por: Marco

    Parece que ficou meio brasa-pra-minha-sardinha, o negócio.
    Se um candidato a estágio de qualquer coisa aparece com qualquer livro, isto já me chamaria a atenção.
    A biografia poderia ser da Agatha Christie, e nada ter a ver com o conteúdo da RAM.
    Eu estaria interessado em saber se o sujeito estava mesmo lendo o livro, ou se só o estava usando como parte da roupa.
    E, principalmente, esteria interessado no que estaria achando do que estivesse lendo.
    Até mesmo a revista Caras.
    Então, parece que ligamos um fato corriqueiro (verificar, numa entrevista de emprego, se um candidato sabe ler, se se interessa por algum assunto a ponto de debate-lo, mesmo informalmente, e se expressa seus argumentos de maneira razoável) com um debate que nos interessa, por algum motivo (se ‘rock’ é ou não ‘válido’, de modo geral).
    A julgar pelo entrevistador, a ligação é boa porque o debate lhe interessa ao descrever a relação com a filha (‘ela gosta de rock, eu prefiro Mozart’).
    A julgar pelo colunista, a ligação é boa porque o debate é exatamente o que ele escreve: ‘combate rock’ é tão desnecessário quanto ‘respire já’, se o critério for gostar de tudo o que puder ser assobiado.
    Fica então a pergunta: kikotem okukaskalça?

  18. Enviado por: Rodrigo

    É verdade isso ai!!

  19. Enviado por: Victoria

    Pessoas consomem produtos com os quais se identificam, e com música não é diferente. Acontece que quem ouve rock geralmente não curte estilos tais como sertanejo, pagode, funk, forró-malícia… Rock é um estilo musical bem mais elaborado do que os arranjos simples e as letras óbvias desses estilos. Minha tendência – repleta de preconceito, admito – é ver os fãs de sertanejo-pagode-forró-funk como pessoas com baixo nível de exigência. E quem não gosta, pra mim, é alguém mais crítico e mais difícil de agradar, que não consome qualquer coisa. Não vejo rock como som de elite econômica, mas de elite cultural.
    Dois exemplos:
    “Faço nosso o meu segredo mais sincero/ E desafio o instinto dissonante/ A insegurança não me ataca quando erro/ E o teu momento passa a ser o meu instante.”
    “Feito cobra mal matada, ela rebola eu passo mal/ Com o nariz empinado, ela é a tal/ Se eu mando um xaveco, ela finge não ouvir/ Mas se eu grito: “Olha bruxa!”, vem discutir/ (…) Você diz que não me ama, você diz que não me quer/ Mas fica pagando pau, qualé que é?/ Todo dia seu teatro é exatamente igual/ Você finge que me odeia, mas no fundo paga pau.”
    Diferenças gritantes na complexidade do texto, no linguajar. Você quer um funcionário que se identifique com qual delas…?

  20. Enviado por: José Renato

    Todo domingo, no Fantástico (TV Globo) quando um jogador de futebol faz 3 gols ou mais tem o direito de pedir uma música. No último programa, o jogador do Inter, Leandro Damião que tinha feito 3 gols na rodada pediu rock! (AC/DC). De imediato ele me passou a impressão de ser um cara com personalidade, diferenciado, acima da média dos jogadores que normalmente pedem o sucesso da banda de pagode/axé/sertanejo da última semana, ou a música evangélica do pastor da igreja dele.

  21. Enviado por: Ricardo

    Rock nunca foi musica de classe media, pelo contrario, rock tem suas raizes nas comunidades pobres. E so ler o livro da moça da reportagem. O que aconteceu aqui no Brasil foi que durante a ditadura a pobreza era muito maior, era dificil comprar um toca-discos e os discos eram caros para um adolescente classe C adquirir. Sem contar que era muito dificil importar qq coisa, so quem conhecia alguem que trabalhasse viajando conseguia novidades de fora. Geralmente quem tinha acesso ao que descrevi acima pertencia a classe media, dai o mito. Quando um amigo nosso conhecia alguem que conhecia alguem que tinha o tal disco, davamos um jeito de arrumar as famosas cassetes que eram copiadas milhares de vezes. Foi assim que o rock se disseminou no pais. Hj em dia com youtube, radios virtuis, etc, e uma festa!!!!

  22. Enviado por: reinaldo

    sempre acreditei nisso!!!

  23. Enviado por: Eduardo

    Bom, na minha opinião esse artigo tem um pouco de sentido, pois, é muito mais fácil uma pessoal gostar das músicas que na sua região são muito mais populares (como funk, pago, sertanejo, forró e etc). As pessoas que buscam coisas diferentes daquilo de que todos gostam, no mínimo são pessoas diferenciadas.

  24. Enviado por: Edu

    È como a vovó do Rock (Rita Lee),disse:-”Roqueiro Brasileiro,sempre teve cara de bandido”; E como dizia Raul Seixa:-”Sò vim curtir meu Rockzinho antigo que não tem perigo de assustar ninguem”

  25. Enviado por: Gabrielle

    Quanta asneira nesses comentários.
    Se não perceberam, isso é uma generalização. E nem toda generalização é burra ou preconceituosa, vejam bem.
    “Conheço pessoas que ouvem rock e são burras” – LÓGICO. “Meu amigo fulano só ouve sertanejo e é muito inteligente, passou em medicina em 1º lugar” – LÓGICO. “Conheço fulano da periferia tal que ouve rock” – LÓGICO. Mas o mundo não é só isso que você encerga ao redor do seu umbiguinho.
    Que preguiça, se eu fosse o autor estaria bocejando e nem ia ler mais esses comentários.

  26. Enviado por: Gilberto Strapazon

    Acho interessante o artigo, mas acho que a questão regional pesa um pouco também. Só para lembrar, rock é um estilo amplamente ouvido nos Estados Unidos, boa parte da Europa, tigres asiáticos e outros. Mas por lá também tem ritmos regionais. Só para pensar um pouco, não era o Steve Jobs que tocava numa banda de rock durante suas saídas da Apple? (só para citar um).

  27. Enviado por: Leandro

    (o fim dos tempos)
    O rock não é o mesmo…
    Credo, vou deixar de ser roqueiro… não quero isso não.

    Onde encontrar um pouco de irreverência agora? Quero quebrar as regras!
    Funk carioca!
    Ah não…
    Zeca pagodinho!
    Esse ainda me dá dor no estômago… Aliás, é conformado demais…

    Meu Deus, estou perdido…

    • Enviado por: Leandro

      Essa não! Perdi minha identidade, agora nem emprego mais eu arrumo… Mundo cruel!

  28. Enviado por: Renan Carvalho

    Muita infelicidade, escolher ou eliminar um profissional pela musica que escuta, está provado cientificamente que cada ser humano reage a musica de maneiras diferente. Então gosto musical é uma variável, e sempre será.

  29. Enviado por: Fatima Sanchez

    É justamente por possuir caracteristicas em suas letras que levam à varias interpretações de uma determinada musica , ou tambem por ser um estilo adorado e cultuado por todos os continentes , acabando por ser algo que exija do ouvinte um certo nivel de inteligencia para seu entendimento é que há realmente um filtro , trazendo para este genero pessoas diferenciadas com intelecto avançado e principalmente pessoas sem preguiça de “pensar” , que automaticamente serão as mesmas pessoas que gostam de leitura , de estar por dentro das coisas que acontecem no mundo , que estão preocupadas com o que fazer para ter um mundo melhor para todos , pessoas com uma mentalidade voltada para o coletivo e para a evolução , pessoas que despresam toda forma de comodismo ,pessoas proativas e por ai vai;
    Há uma pesquisa feita com varios tipos de pessoas e com variados gostos musicais que foi divulgada pela radio Kiss FM no ano passado onde se comprova que o nivel intelectual dos ouvintes de Rock era elevadissimo comparando com outras pessoas que gostavam de pagode , axé etc …
    E realmente se observarmos , faça você mesmo o teste , tente entrevistar escritores , professores , bibliotecarios e livreiros , você vera que o gosto em comum da maioria é do bom e velho Rock … Alias se alguem duvida disso vejam a letra e o arranjo da obra prima de uma banda genial chamada Led Zeppelin , a letra da Stairway to Heaven é a prova incontestavel de duas coisas : ou eles eram genios ou anjos que foram colocados na terra para fazer canções para os homens

  30. Enviado por: Marcelo R B

    Não acho nenhum mal que o rock seja de difícil entendimento ou aceitação, pelo contrário; com isso o gênero ganha um “filtro” que uma mente alienada ou modista não assimilará! (exemplo de pessoas como o tal Luis que comentou e que o próprio autor do blog, meu xará Marcelo Moreira teve de intervir).

    Lamento apenas pela discriminação que sofremos ao defendê-lo, pois muitas vezes, ao contrário do rapaz que conseguiu um emprego por ser diferenciado, em muitas ocasiões o próprio contratador elimina a pessoa pelo justo oposto: às vezes nem se trata de um cabelo comprido que desqualifica o entrevistado devido à função que exercerá, nem àquela tatuagem localizada visivelmente no corpo que o “prejudica” para uma imagem sóbria; brinco ou piercing… muitas vezes são esses “contingentes”, que não fazem a menor diferença no dia-a-dia do trabalhador e nem interferem nas suas competências que fazem a diferença – para pior.

    Mas existe um, em especial, que imcomada muito mais às pessoas que adotam um estilo de vida regular/comum: é o comportamento e a determinação. Pois nele é visto um adversário em potencial, um competidor, pois ele, ao contrário, não têm nenhuma vantagem competitiva, pois a sociedade quer formar pessoas REGULARES e niveladas intelectualmente. Obviamente vocês sabem como se dá esse nivelamento…

  31. Enviado por: Dimas Junior

    Concordo plenamente sou professor de Arte do ensino fundamental(6° ao 9° ano) e do ensino médio (1º ao 3º anos) e em minha experiência de 16 anos de sala de aula sempre notei que os alunos que gostam de rock e geralmente de várias tendências do rock desde dos Blues ao Hard Rock, esses tem mais informações sobre variados assuntos, visão mais critica da sociedade,bom senso ao se expressar, são menos violentos, etc, enquanto que aqueles que seguem os modismos são mais “tapados”, violentos, fazem brincadeiras mais ridiculas e não respeitam muito a autoridade do professor. AH! eu também gosto de Rock in Roll

  32. Enviado por: Eliseu Jr.

    Honestamente… Gostaria de ter sido beneficiado alguma vez por gostar de blues e de certa forma, até entender um pouco de rock! Sou “fanzaço” de Eric Clapton. Li essa mesma biografia 3 anos atras e fiquei fascinado com a história do cara. Enfim… Ja li várias outras biografias de artistas interessantes, leio quadrinhos regularmente e adoro uma ficção científica, mas nunca fui entrevistado por alguém que levasse essas coisas em conta, ou melhor, a favor! Quando falo numa entrevista que eu adoro cinema a pessoa deve pensar que eu gosto de ver filmes na tela quente ou sessão da tarde!
    Na maioria dos casos, a entrevistadora era alguma pagodeira ou ouvinte de Luan Santana totalmente avessa a arte, ou era um entrevistador “curtidor” de música eletrônica de balada cujo filme da vida é Jogos Mortais! Péssimo!

    Muito interessante o que o tal de Marcelo Moreira escreveu, mas seria mais interessante ainda ser entrevistado por um cara como esse da multinacional do ABC!

    • Enviado por: Fatima Sanchez

      Concordo Eliseu , infelizmente as vezes somos subjugados por pessoas com intelecto de ameba … eu , que ja li mais de 300 livros , amo rock , blues , musica classica desde que nasci ja fui entrevistada para emprego por uma pagodeira burra ( a garota estava ouvindo Belo na salinha dela ) que escreveu Brasil com Z no quadro negro em uma dinamica de grupo … o que dizer mais …

  33. Enviado por: Fernando Ramos

    Como muitas matérias na web com uma “pancada” de post com as mesmas marmeladas… cheio de vaidosos vítimas do preconceito ! adoro ler isso e ver como o ser humano se rebaixa pra qualquer coisa… kkkkkkkkkk sem contar com a falta de interpretação de texto… GZUIS ! vão ler um livro.

    • Enviado por: Célia Alonso

      Fernando, eu ri muito com o teu comentário…..boa.

  34. Enviado por: Fabiana

    “Cuidado para não chamar de inteligentes apenas aqueles que pensam como você”
    Ugo Ojetti

  35. Enviado por: Daniel

    Um adendo: sofisticação cultural nada tem a ver com QI, competência profissional ou capacidade de ficar sentado 8 horas por dia, na frente de um PC, mexendo no Excel.

  36. Enviado por: Daniel

    Gosto musical é algo que está inerentemente associado à sofisticação e bagagem cultural de uma pessoa. Se você teve o privilégio e sorte de ser bem educado e apropriadamente exposto, ao longo da sua vida, à produção artística de valor, isso certamente compôs o seu julgamento pra tudo que diz respeito a arte e te presenteou com a capacidade de apreciar manifestações de beleza artística mais complexa e sutil, sejam elas filmes, livros, musica etc. Dessa maneira, torna-se impossível chegar a idade adulta gostando de Sertanojo.

    Finalmente, gostaria de agradecer meu pai por me dar de presente uma fita K7 do Van Halen quando eu tinha 9 anos. Eu nem ouço mais Van Halen hoje em dia, mas aquela foi a pedra primordial. Valeu, pai!

  37. Enviado por: Thiago Dantas

    Trabalho com RH e Seleção há alguns anos e ultimamente tenho notado que cada vez mais os recrutadores e gestores indagam sobre a vida pessoal de candidatos a vagas de empregos. De certo modo isso faz sentido, uma vez que as organizações tomaram consciência de que não contratam apenas funcionários – e sim PESSOAS. O que eu nunca tinha me atentato é que um gênero em específico pudesse ser tão “benéfico” ao candidato que concorre a uma vaga. Ótimo texto!

    • Enviado por: Mauricio

      As boas empresas estão usando muito um negócio chamado “Gestão por Pessoas”, que ao meu ver, ela está à frente da gestão por competência e até mesmo da gestão de negócios e resultados.O resultado disso é a formação de bons líderes e a extinção de chefes com filosofia dos anos 50.
      Melhor ainda, que alguns líderes já estão colocando a “Gestão por Pessoas” em prática.

  38. Enviado por: Nilson Chavier

    A erudição abre portas ! As maioria das pessoas hoje em dia estão entre a especificidade monolítica e a rasa de cultura a lá Google. Resultado: pessoas com conhecimento humanístico mais profundo, em qualquer época, sobressaem-se. A liberdade experimentada pelo alto saber é de um nível diferenciado. Discutir jazz, rock, blues, cubismo, dadaísmo, viagens, cinema novo, estética, política, etc… com profundidade, jamais será considerado epenas exercício de vaidade de quem domina o riscado. A busca pela erudição deveria ser o alfa e o ômega de todo o cidadão deste planeta. Quem é culto busca humildemente aprender! Este jamais padece nas filas de desemprego!

  39. Enviado por: Rafael

    Gostar de rock, na minha opinião, está sim relacionado com “classe social”. Esse termo é ridículo, gente é gente em qualquer lugar do mundo, mas é só para ilustrar aqueles que tem acesso a um MP3 player, aparelho de som com CD em que a lente não está com defeito, etc. Quem não tem acesso ouve o que toca nas rádios e adivinha só: pagode, funk e sertanejo. Não entro no mérito se estes estilos de música são melhores ou piores mas o fato é que quem ouve música só no celular, no rádio de pilha ou assiste TV aberta nos fins de semana não escuta rock. Não gostamos daquilo que não conhecemos.

    Não é uma questão de discriminação (eu mesmo estou looonge de ser rico)
    mas tive quem me mostrasse o rock, ou seja tive acesso. Queria realmente
    que no celular do rapaz que senta ao meu lado no ônibus estivesse tocando rock mas nunca é assim…

  40. Enviado por: Mark

    Otimo post, parabéns! Isso ai tem de prevalecer e seguir adiante através das classes raças e cores! Metal Forever!

  41. Enviado por: Marco

    nunca vi tanto preconceito em uma matéria e seus seguidos posts! eu adoro rock, mas isso não faz de mim nem de ninguém uma pessoa mais culta do que os demais. Cultura não se mede, ninguém é mais culto que ninguém! Vocês (estou generalizando, pois não li todos os posts, é claro) se comportam como os europeus da idade média, que pensavam ser superiores aos índios, por exemplo. Tudo é cultura, camaradas. O fato do empregador ter dado o emprego a alguém que curte rock, não quer dizer nada, pelo contrário, ele dizer que isso vem aumentando e que quem curte rock, de maneira geral, é melhor preparado pq geralmente lê mais e etc., é puro preconceito e despreparo. Desde quando existe parâmetro pra se medir cultura? Tô vendo que ouvir rock deixam as pessoas mais “cultas” mesmo..

    • Enviado por: Marcelo Moreira

      Mais um que não leu o texto inteiro – se leu, não entendeu…

      • Enviado por: guilherme

        concordo! nao gosto apenas de rock! mas nao vejo a materia escrita pelo marcelo como preconceituosa nem tendenciosa! nao é uma critica especifica que faço ao marco e leandro! apenas pelo que li nos comentarios de outros no geral, é que me parece que x% das pessoas que comentam sobre a materia nao entenderam (desculpe me repetir isso), ou simplismente parecem “entender” aquilo que “querem entender”; ae alguns mal educados postam coisas que caso tivessem razao ou fundamento em suas criticas acabam por perde-las devido a maneira nada educada de manifestalas!

        =) abraço

    • Enviado por: Leandro

      Concordo com o Marco. (Acho que eu também não li o texto inteiro ou não entendi…) hehehehehe
      Marcelo, era muito difícil acabar não cedendo ao preconceito, uma vez que você escreveu um texto muito tentador… Acredito que a conclusão acabou cedendo um pouquinho.
      “(…)se beneficiar de situações em que é possível se mostrar diferenciado, mostrando uma cultura geral acima da média e mais versatilidade no campo profissional.” O cara que se diz roqueiro e busca isso é mais um escravozinho do sistema, um baixa cabeça, um covarde… Busque-se isso na MPB, em outros estilos onde se gabam por acharem que são culturalmente superiores. Roqueiros são do tipo… “Inútil! A gente somos inútil!” é a revolta, é a ação, é a ousadia, é o sarcasmo, é o orgasmo. É sangue nas veias e nunca será: “por favor, me contrate. Eu sou inteligente…”

  42. Enviado por: Elias

    Quando se trata de gosto musical as indiferenças aparecem pois eu mesmo sou fanático por Rock porém não gosto de algumas ramificações do proprio Rock, no entanto se focarmos a discursão dentro do que é cultura ou seja o conhecimento fica melhor pois assim não se perde o foco. Discutir sobre música é muito complicado tenho amigos que gostam de outros estilos porém não vou chama-los de burro, mas uma comparação entre os estilos musicais não da pra fazer, comparar ou querer igualar o Rock com axé, funk e pagode né não da, mas outros estilos também vejo qualidade musical embora não curto ex: mpb, jazz, sertanejo, (não esses de hoje como Luan Santana ou Michel Teló, entendem né, portanto não da pra taxar que esse ou aquele é melhor pelo seu gosto o conhecimento é que faz a diferença, I´love Rock´n roll.

  43. Enviado por: Fany

    É,não dá para generalizar,já conheci muitos imbecis que curtem rock,as vezes até bandas boas,mas dá para diferenciar um poser de alguém que realmente curte rock!
    Rock sem dúvidas é o meu genero musical favorito,apesar de eu não ter nenhum preconceito musical,curto muita coisa!
    mas quase sempre coisas que influenciaram o rock,ou se influenciaram pelo rock! sou muito inteligente,não vou dar uma de modesta,mas não me sinto mais especial do que os outros por isso,muita gente vive na ignorância por falta de opção,recursos e etc!
    acho que no meio de tanta música boa e ruim,o importante mesmo é o respeito e a informação,já fiz cds para vários amigos meus que ouviam musicas que nem deveriam ser consideradas musicas,e a maioria gostou bastante e teve mais curiosidade para encontrar um som bom!
    outra coisa que eu preciso dizer,é MTV,sei que muita gente não gosta do canal! mas cara,desde sei lá uns 12 anos de idade assisto mtv,e isso foi a uns 6 anos atrás,e eu sempre ouvi muita coisa bacana que descobri lá,como Nirvana,Ramones,Metallica enfim,diversas coisas mesmo! e hoje em dia eu me decepciono muito,não só hoje em dia,o canal se perde muito a um tempo,virou Moda Television,e não mais Music,ano passado você colocava na mtv no horario da tarde que antigamente tocava muita coisa boa,você via coisas infantis,coloridas e de baixissima qualidade musical!
    então eu me pergunto pq será que tem tantos adolescentes idiotas hoje em dia? aonde eles vão receber uma “educação musical” ou pelo menos um pouquinho de curiosidade por essas bandas tão incrveis que já passaram pela MTV! essa geração acomodada é triste!

  44. Enviado por: celso

    até que enfim o fato de gortar de ROCK ta ajudando.

  45. Enviado por: David Machado

    Concordo com algumas partes desse texto. Mas não dá pra não dizer: O autor é preconceituoso SIM! Mesmo tentando amenizar em algumas frases. A questão é a seguinte… Curto muito rock. Mas curto muito mais MÚSICA. Música boa torneia vários estilos. Existe muito som ruim. Do mesmo modo que existe muito rock ruim. A vantagem não está em ser roqueiro. Está em ser interessado em aprender. Em acumular e dissipar conhecimento. Bossa Nova, Jazz, Samba, Clássica, são outros estilos que colecionam pensadores e espetaculares artistas. Músicas do tipo: “Rala na boquinha da garrafa” são tão detestáveis qto a mente de quem tenta impor que rock é só o q presta. Longe… Mas muito longe disso. Parem de seguir o que outros dizem. Parem de dizer q gostam de rock só pq acham culto ouvir outros dizerem. Parem de defender um estilo sem ao menos saber as traduções das músicas. Música é melodia, antes de tudo. Melodias ultrapassam a barreira do estilo. Estudem, antes de levantar bandeira. E aí verão que não há bandeira alguma a ser levantada.

    • Enviado por: José. DIOGO H

      David, parabéns pela sua resposta, temos que curtir as coisas boas da musica, não importando o estilo, e não criarmos mais preconceito do que já temos,cultura mesmo e ser eclético.

    • Enviado por: Sthefany

      Você disse tudo,concordo plenamente!

  46. Enviado por: Guilherme Niehues

    Gostei da matéria, porém é abordado o rock, como um todo, e questões mais populares pulam a mente. AC/DC, Rolling Stones e Beatles. Concordo plenamente com a matéria, porém, por experiência, digo que, você dizer que ouve “metal” (death/black), que voltam suas letras a assuntos polêmicos, desde satanismo até violência, denotam uma intimidação e uma desaprovação perante ao entrevistador. Acredito que, muitas empresas ainda possuem um aquele carma de que o estilo de música, tatuagens ou piercings ampliam o julgamento do entrevistado para um lado negativo. Mas, voltando ao assunto mágico da matéria, por que o “rock” ou “metal” providenciam uma cultura mais ampla? Pelo simples fatos de 95% ser estrangeiro, e você precisa buscar informações em diversas midias, sendo diferente de pagode, axe ou etc, que é algo nativo e muitas vezes nem chega a chamar a atenção do público, por ser algo comum no Brasil.

  47. Enviado por: Jaqueline

    Realmente. O preconceito sempre vai existir.
    Eu escuto rock desde que nasci, pois meus pais também escutam. Isso jamais interferiu na vida profissional deles e nem na minha.
    Sou médica neurologista e meus pacientes, alguns, se sentem mais confortáveis ao saber que também escuto e gosto de rock/metal.
    Já outros veem os rockeiros como vandalos, rebeldes e não entendem nossas causas. Sim, ídolos do rock morrem de overdose por drogas, quase a maioria usa; alguns são satanistas e outros alcoolatras. Mas nós que escutamos não somos iguais a eles.

  48. Enviado por: Luiz

    Meu Deus. Esse post e a grande parte dos comentários feitos nesta postagem são as maiores abobrinhas que eu li nos últimos tempos.

    Quer dizer que gostar de um estilo musical nos torna mais bem informados?!? Ou mais bem qualificados para um emprego?!? Fala sério, culto-autor! O quanto de gente que eu não conheço que se orgulha por ouvir Pink Floyd, Eric Clapton, etc. e continua enjaulado nos anos 70, sem conseguir enxergar nada de novo e de interessante há 40 anos. E que apresenta as opiniões mais conservadoras, preconceituosas (vários dos leitores aqui tbm, pelo visto). E que não sabe nem quem é a presidente da Argentina.

    A verdade é que pessoas que se interessam por cultura (incluindo música) costumam a ser mais bem informadas. E mais cultas (olha só, culto/cultura parecem ter a mesma raíz etimológica… Curioso, não?). E quem gosta de música não pode deixar o rock de fora (Viva o Rock! Pode sorrir Sr. Cultura).

    Além disso, a manchete desse post é uma aberração. Cliquei pensando que haveria um estudo quantitativo, ainda que picareta, pra comprovar o título. Qual o quê… Tem dois exemplos! E o autor tem a pachorra de dizer que “Nâo é uma pesquisa, é uma constatação de alguns profissionais da área de recursos humanos da região do ABC. E como eles são bastante conhecidos na área e atuam tambpem na Grande São Paulo, pode-se dizer que o universo observados por eles não é pequeno. Mas o que chamou a atenção deles foi a atitude e o bom nível dos roqueiros.” Ou seja: alguns profissionais da região do ABC. AHAHAHAHA. Se eu pegar alguns profissionais da região do Itaim, provavelmente eu poderia dar a manchete de que “Gostar de Chiclete com Banana começa a pesar na avaliação profissional”. Num dos exemplos, ainda, o sujeito contratado gosta de Rock e de Jazz. Por que não se diz que “gostar de jazz” pesa na avaliação profissional?!? O culto-autor pega sua micro-realidade e extrapola para o mundo, como se fosse uma verdade absoluta. Tá aí um exemplo de atitude nada inteligente de uma pessoa que gosta de rock.

    Ou seja, estamos falando somente da empatia de alguns profissionais da região do ABC, não de rock ou de qualquer outra coisa. Mas tá bom, seguimos adiante.

    Ele tenta se redimir num dos comentários, no qual na verdade assume que seu texto é uma falácia: “O que houve sim, como repórter que sou, a constatação de que, em algumas empresas, o rock tem algum peso na avaliação – seja isso bom, ruim, certo ou errado.” Em algumas empresas, algum peso. Ou seja, bullshit (como se diz na terra do Rock).

    OS COMENTÁRIOS
    Outros rockeiros aqui nos comentários pegam o que há de pior em qualquer gênero musical para reafirmar a tese esdrúxula. Citam sertanejo (Vitor e Leo), Samba (há um que cita o Exaltasamba) e o Funk. Seria o equivalente a eu reduzir o Rock ao pop rock, ao último CD dos Titãs ou, pior ainda, ao Jota Quest.

    Sobre o samba, aliás valeria a pena conhecer a história de “Samba de uma nota só”, resposta de Tom Jobim à acusação de que o Samba era uma música pouco requintada.

    Mas isso deve ser cultura-geral, e aí o autor dá mais uma mostra de que, como roqueiro, possui grande versatilidade: “Quanto ao que você chama de “cultura geral”, fazemos questão de mantê-la longe daqui. Não temos tempo para esse tipo de pensamento vazio e essas músicas citadas no final da mensagem.” ou “Tocar cuíca exige o mesmo nível intelectual de um tocador de caixa de fósforo. Creio que seu futuro é nenhum, meu amigo. Emprego é uma coisa que está bem longe de sua realidade trágica.”

    Precisa comentar? Melhor não!

    Em tempo: adoro rock. Mas não me julgo mais inteligente, culto ou versátil que os outros por isso. Aliás, não é nem meu ritmo predileto hoje em dia.

    Em tempo 2: Viva a internet e a possibilidade de expressarmos as opiniões mais esdrúxulas. Ainda bem que aqui na rede existe este humilde espaço para comentários.

    Em tempo 3: A única frase que presta no post é: “Gostar de rock não torna ninguém melhor ou pior, mais ou menos competente, mais ou menos inteligente. Mas os casos acima mostram que o roqueiro pode se beneficiar de situações em que é possível se mostrar diferenciado, mostrando uma cultura geral acima da média e mais versatilidade no campo profissional. E o que é melhor, isso começa a ser reconhecido por um parte do mercado.”

    Ou seja, quanto mais culto, melhor! What a big finding!

    • Enviado por: Marcelo Moreira

      Você escreveu demais, mas o conteúdo é um vazio só. E sabe por quê? Não leu o texto. Ou leu apenas parte dele, ou só o que interessou. Ou pior ainda: se leu náo entendeu nada.

      • Enviado por: Luiz

        hahahaha.

        Sabia que sua resposta seria pobrinha e curtinha. Nem sei porque me dei ao trabalho de ver se você tinha respondido.

        Do ABC para o mundo, transformando casos concretos em regras gerais. Viva o rock!

        • Enviado por: Marcelo Moreira

          Você é ignorante demais para merecer a minha atenção. Nem dó de gente rasteira como você eu tenho.

    • Enviado por: Fernando Ramos

      existe uma frase assim… “quem fala demais, não sabe o que quer dizer”.

  49. Enviado por: Alê Lobo

    Se tratando de um contraste que não pode ser deixado de lado, o que se observa na história do blues e rock’n roll é que entre alguns poetas, beatniks, hippies, livre-pensadores e muitos que se inspiraram em momentos históricos (só um exemplo – 1968) para se escrever biografias e estudos, tanto pela mudança de atitude, pensamento, poesias e músicas pra expor sua própria carne crua, no Brasil em algum momento todos esse fatores foram lembrados e preservados por alguns.
    Enquanto isso, entre as pessoas por quem Cazuza rezou ao Senhor Piedade, surge em meados de 1995 um grande grupo musical, com uma frase que determinou a direção da cultura musical do Brasil:
    “Galo eu, galinha você” (JAMAICA, Beto)

    A ironia fica por conta da casa…kkkk

  50. Enviado por: Gabriel Moreira

    Eu seria mentiroso se afirmasse que adoro rock. Entretanto convivo com ele há mais de 30 anos, pois meu filho é um afixionado colecionador de tudo que envolva o rock e suas vertentes ( possui mais de 8000 dvs e/ou cds). O que eu questiono é o fato de que para identificar-se o roqueiro, em sua grande maioria e meu filho se enquadra neste fato, seria necessário o uso de roupas estravagantes; cabelos longos e sem qualquer trato; vocabulário pobre e muita das vezes ininteligivel e outras características que não somam nada? Isto tudo é necessário? eu só queria entender.

  51. Enviado por: Leandro Araujo

    Oras isso foi apenas uma constatação
    A cultura criada pelo rock ajuda na formação duma personalidade mais adequada, mais culta. Mas isso ñ qr dizer q os outros ritmos atrapalham (podem até atrapalhar, mas ñ pelo fato de q os mais cultos gostam de rock)
    Tenho 17 anos e moro em Parelheiros, aqui ninguém curte rock; as pessoas mais inteligentes q conheci ñ moram aqui. Percebi quando fui fazer um curso de inglês na cid.dutra/Interlagos, pessoas da minha faixa de idade eram muito mais cultas do q o pessoal daqui, e ñ é por classe social, já q a maiorias deles estudavam em escola pública q tinha um pouco de qualidade. Mas tbm isso deve-se a cultura dos pais
    O rock ajuda, mas ñ é determinante
    o rock como todas as coisas tem seu lado positivo e negativo
    Curto rock e isso me ajudou muito a formar minha mente.
    (Long live Rock’n’roll!)

  52. Enviado por: Emer simpson

    Sabem aquela história do “saiu numa revista de circulação nacional” uma pesquisa que confirma que a raspa da unha do cururu donzelo cura o câncer?
    Que multinacional é essa que contrata um cara por ser cabeludo e segurar uma biografia do Eric clapton? Esse gerente (se é que existe mesmo) deveria comprar um livro e deixar o cabelo crescer, pois tenho a impressão que ele vai precisar logo de um emprego novo.

  53. Enviado por: Eddie

    Não define mesmo, mas compare a cultura e a musicalidade Victor e Leo, com a de Lulu Santos para ser mais simples. Cultura quando maior ela for maior a competência sim, nos antigos vinnys já estava escrito disco é cultura! Aqui não tem nada de “se achismo” é uma questão cultural. Até vaca produz mais leite ouvindo música! Rock’n'roll já!

  54. Enviado por: Charles

    Ah, pronto… A prova completa de que gostar de rock não pressupõe inteligência está nos comentários deste artigo: nunca li tanta falácia e “se-achismo” num único lugar. As pessoas podem gostar do que quer que seja e serem inteligentes da mesma maneira, independentemente de ser rock o estilo musical favorito delas ou não.

    Mais humildade, gente. Gosto musical não define a competência de ninguém!

  55. Enviado por: Nautilus

    Hahahahaha. Que comédia!!!!
    Se fosse o Roberto Justus no programa Aprendiz; ‘Marcelo Moreira o senhor está demitido!’ ‘Gerente de tal multinacional o senhor está demitido!’ hahahaha.
    Fico imaginando o candidato preocupado em ser aceito, mas que gosta de música clássica, porém com o discurso pronto para convencer o entrevistador que gosta de Rock e o entrevistador, que na verdade gosta de samba, mas pronto para reportar aos seus superiores que aquele candidato é o mais apropriado para a vaga pois gosta de Rock e por isso é mais antenado e informado.
    Hahahahahaha. Pelo menos me diverti com essa coluna.

  56. Enviado por: Shirley Assunção

    É isso mesmo. Pessoas que gostam de Rock, tem o próprio senso crítico e não precisam da opinião dos outros para dizer se gostaram ou não de determinado assunto. Sâo “seres” originais. Tem estilo e modo de vida próprios. Não vão atrás da multidão. Os roqueiros são pessoas politizadas e cultas. Falam o que pensam e por isso, muitas vezes, são discriminados pela sociedade, pois é muito para a “cabeça” fraca dela. Por isso doa a quem doer, pessoas que gostam de Rock, não são as melhores, mas são sim, mais inteligentes. Vida longa ao Rock and Roll e aos que curtem este maravilhoso e eterno gênero musical!

  57. Enviado por: Glauco

    Marcelo, mandei um sambista embora da minha empresa hoje à tarde. Além de tudo, ele era corintiano.

    Agora, contratei um moleque que curte AC/DC e é palmeirense. Minha empresa virou um lugar melhor para trabalhar!

    Abraço

  58. Enviado por: Eduardo Jenner Walcacer de Oliveira

    Conheço audiófilos de classe alta que gastaram mais de 100 mil reais em suas salas de som que ouvem a Rock Progressivo. Eu mesmo tenho 20 anos de idade e sou da classe média baixa. Tenho um fone de R$ 500,00, um de R$300,00 e um de R$1000,00. Um player portátil importado de R$ 500,00 e um Home-Theater de R$ 1000,00. Estudo, estou desempregado. Não gasto dinheiro com festas, roupas de marca. Um gênero musical em hipótese alguma pode ser usado para definir uma pessoa. Isso se chama preconceito. Rock Progressivo é um gênero com complexidade musical maior que música clássica, que também aprecio.
    Existe uma grande diferença entre escutar e ouvir música. A pessoa que escuta música é a pessoa comum que não compreende a música como uma forma de arte que melhora nossas vidas. Quem ouve compreende, é atento, é informado e é crítico. Já que têm preconceito com Rock, talvez deveriam avaliar esses parâmetros pessoais em uma avaliação profissional.
    Preconceito total e desrespeito com o próximo dizer que quem ouve rock é da classe média.
    A pessoa se veste da forma que ela quiser e fala do jeito que ela quiser. Contanto que saiba manter um nível de serenidade em seu ambiente de trabalho isso não prejudicaria em nada. Vivemos em um mundo globalizado e as pessoas ainda insistem em manter o método tradicional das coisas.

    Esse comentário é uma resposta a vários outros aqui e não tem relação com o artigo.

    • Enviado por: Fatima Sanchez

      fAÇO MINHAS AS TUAS PALAVRAS AMIGO !!!

  59. Enviado por: Criativo de Galochas

    Faço as palavas de Joan Jett as minhas: I Love Rock and Roll!!!

  60. Enviado por: Joanes Lúcio Ferreira

    Music is the best. —> Frank Zappa
    It’s only rock’n'roll but I like it. The Rolling Stones.

  61. Enviado por: Ricardo Molla

    Parabéns pela materia.

    Qualquer tipo de preconceito é burro.
    É importante materias como estas para abrir os olhos daqueles que nao gostam deste estilo musical que faz parte da minha vida e formou parte do meu carater. Parte sim, pois ninguem é formado ou definido por apenas gosto cultural, ou religiosa, são diversos os fatores.
    Sempre fui rockeiro, e ja fui muito violento, expulso de escolas, e ate a febem ja me procurou mas nao me pegou. Essa fase ficou para traz, mas nao era o rock que me fez assim, foram muitos fatores. O rock continuou, mas algo mudou, entrei para o mundo dos esportes com o carate, o que aumentou minha autoestima e concentração. As brigas cessaram, passei a ter mais amigos e me envolver nos eventos sociais.
    Entao tenho uma constante, o rock, ja fui melhor ou pior com ele, mas nao por causa dele.
    O rockeiro tem por principio defender seu ponto de vista, e reclamar daquilo que o encomoda, pra isso temos que nos armar com conhecimento, afim de debater assuntos diversos e manter a razao. Dou a esse aspecto da personalidade deste estilo musical o credito ao maior conhecimento geral, mas nao para por ai, ele tem pelo menos mais uma qualidade que o torna fonte de conhecimento, as letras.
    Para mim o verdadeiro rock tem que mudar o mundo, ou ao menos tentar. Sao as pedras rolando, como em um vulcão que devasta a paisagem para que depois possa surgir uma renovada flora, com um solo enriquecido, dando assim vida a uma fauna por consequencia maior e mais forte. Assustamos as vezes com o jeito direto de falar, mas o ideal geralmente é bom, e deveria ser apreciado com maior atenção, antes de ser julgado e condenado.
    Sem querer fazer papel de santo inquisitor, com poder de julgar e condenar, pois é o que acabo de condenar, mas gostaria que todos pensassem sobre um outro estilo, o funk, patrimonio nacional, aclamado e difundido pela midia em geral. As letras sao pobres, sem informação alguma, e o pior, na maioria das vezes sao pejorativas ou praticam apologia ao crime. Mesmo assim é aceita e bem vinda.
    Viva a liberdade, viva ao respeito mútuo.

  62. Enviado por: Walter

    Acho errado…. o certo deveria alguém eclético ser diferenciado… pelo fato de saber ouvir mais, possuir maior flexibilidade em receber novidades entre outras características.

  63. Enviado por: alan pena

    Rock nao é so um genero musical,mas formador de opiniao e critica dentro de uma sociedade cada vez mais descável onde a arte nao é tratada com o devido merito.
    As vezes e preciso fazer separações sim,no sentido de retirar aqueles que tratam como modismo e que seguem como personalidade de vida.
    Nao nasci em uma familia com veia musical mas pendi para esse lado e me orgulho em saber que escolhi a melhor parte.
    pois o ROCK sempre transpos épocas e decadas as vezes com dificuldades mas nunca sem perder a identidade .

  64. Enviado por: ANDRESSA MARTINS

    O ROCK CLÁSSICO É DIGNO DE RESPEITO E CULTURA MUSICAL,NÃO O ROCK ATUAL,QUE É BASEADO EM JOVENS FALANDO DE RELACIONAMENTOS INFANTIS.MAS TAMBÉM,NA VERDADE, NEM SABEM FAZER UM ARRANJO,QUANTO MAIS UMA LETRA SIGNIFICANTE.EXEMPLO;”O RESTART DISSE QUE FEZ SEU CD EM UMA SEMANA,TANTO O SOM QUANTO A LETRA,ISSO QUE É DESRESPEITO A UM FÃ E A SI MESMO”.

  65. Enviado por: Flávio Teixeira

    Galera, não há como descrever aqui o quanto o rock n roll me faz bem, portanto, nessa sexta feira maravilhosa de muito trabalho, otimismo e produtividade, gostaria apenas de deixar uma mensagem a todos:

    “For Those About to Rock We Salute You”

    Saudações e Paz!
    Tenham todos um ótimo fim de semana!

  66. Enviado por: Bruno Campos

    Parabéns Marcelo, seu texto está ótimo! Não conhecia esse espaço mas vou começar a dar uma olhada por aqui de agora em diante! Na verdade, seu texto só não está melhor do que os comentários a respeito do mesmo: é interessante ver o debate provocado pelo choque de das mais distintas opiniões, então, se me permite, vou colocar a minha aqui também. Não acredito que alguma vez meu gosto musical tenha sido fator diferencial para minha contratação em qualquer das empresas que já trabalhei. Após você entrar no novo ambiente de trabalho, descobre-se que as pessoas ao redor tem gostos musicais distintos, ainda que existam alguns estilos unânimes. Independente desses gostos, são encontradas pessoas competentes em suas áreas. Mas, vou ser hipócritas e estaria mentindo para eu mesmo se não dissesse o que realmente tenho notado entre minhas experiências: pessoas que gostam EXCLUSIVAMENTE de gêneros como PAGODE, SERTANEJO, AXÉ e POP(do tipo Beyoncé e afins), realmente costumam apresentar uma certa carência de assunto e um vocabulário um pouco mais xulo. Não é algo que faça com essas pessoas devam ser repudiadas por pessoas que gostam de rock, mpb ou música clássica. É apenas uma situação que se percebe, é cultural, são as pessoas que também escutam, além de outros fatores, que acabam gerando esse tipo de postura nas pessoas que escutam esse tipo de gênero. Aliás, em tempos: toco em uma banda de bar e gosto, acima de tudo e de qualquer estilo, de MÚSICA! Apesar de me apresentar fortemente inclinado para o rock, tocamos várias músicas de Victor e Léo, Jorge e Mateus, Michel Teló, entre outros. E não é nenhum pesar nem vergonha. Tocamos também por gostar dessas músicas, não obrigatoriamente da discografia de todos esses artistas.
    Concordo com um comentário acima, do C MARCELO, que coloca o rock como contestador, o que também concordo, pois promove reflexão, move multidões em prol de um mesmo ideal, com pessoas que na maioria das vezes sabem sobre o que estão falando. Não se vê os outros estilos musicais dessa maneira, mas possivelmente esses estilos não queiram contestar nada, apenas fazer músicas de fácil absorção e repasse. Mas não precisamos recriminá-los por isso, certo?
    Acho que acima de tudo, podemos nos valer de respeito e liberdade de expressão sobre qualquer tipo de assunto, ainda mais sobre música, pois, acima do gênero, da banda ou dos instrumentos utilizados para tocar, todas são iguais: MÚSICAS!

    “Subiu a serra, me deixou no boqueirão, arrombou meu coração, depois desapareceu…”

  67. Enviado por: Neimar Ruthes

    gostei da matéria, apesar de que isso já é evidenciado de forma clara pois quem gosta de rock não aceita guela abaixo o que as grandes midias impõe para você ouvir, apenas isso já demostra que quem gosta de rock já tem um nivel de inteligencia acima da maioria

  68. Enviado por: Rafael Pereira

    Muito bom o texto!
    Parabéns cara, espero que mais pessoas pensem exatamente nisso.
    Um Abraço.

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