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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Chega de choradeira no metal nacional

Categoria: comportamento, Heavy Metal, rock brasileiro

Marcelo Moreira

De vez em quando bate um ressentimento em algum músico brasileiro de heavy metal e aí começa um rosário de reclamações e queixas sobre a falta de apoio ao estilo no Brasil, sobre a preferência de parte do público aos artistas estrangeiros e de como eles são dedicados e “heróis” por “defenderem” o metal brasileiro e outras pataquadas.

Desta vez o autor das lamúrias é Thiago Bianchi, atual vocalista do Shaman e produtor musical bastante requisitado. Ele enviou uma carta há algumas semanas a vários sites e revistas especializadas reclamando do que chama de “fim de linha do heavy metal brasileiro”. Leia a íntegra da carta aberta aqui.

Em janeiro de 2oo9 a cantilena foi a mesma: alguns músicos brasileiros importantes do heavy metal choramingando a preferência do público por bandas estrangeiras, em vez de apoiar quem batalha pelos botecos da vida divulgando material próprio.

Eduardo Ardanuy, guitarrista do Dr. Sin, é um dos melhores que já vi ao vivo. O estupendo músico concedeu uma entrevista na edição de janeiro de 2009 à revista Roadie Crew, onde fala do lançamento de seu CD solo, “Electric Nightmare”.

No meio do texto, reclama de novo da falta de apoio aos músicos nacionais. “O público brasileiro continua ‘paga-pau’ de gringo, prefere gastar R$ 300 para ver o Judas Priest do que R$ 20 ou R$ 30 para assistir a uma boa banda nacional”, diz o músico, cheio de rancor.

Thiago Bianchi

Essa é uma batalha perdida e esse tipo de lamento já encheu a paciência. Se Thiago Bianchi e o Dr. Sin - banda maravilhosa – não fazem tantos shows quanto gostariam, não adianta culpar o público de shows internacionais. Por mais que o Dr. Sin seja bom – e, repito, é excelente – qual banda você veria se os shows fossem simultâneos? A citada Dr. Sin ou o AC/DC? Dr. Sin ou Black Sabbath? Dr. Sin ou Iron Maiden?

Parece que falta um pouco de bom senso a alguns músicos nacionais. Não é simplesmente uma questão de qualidade – as bandas de rock citadas e milhares de outras são melhores do que o Dr. Sin. É uma questão de oportunidade.

O AC/DC, por exemplo, já tocou mais de 30 vezes na cidade de Saint Louis, nos Estados Unidos, uma espécie de Belo Horizonte americana. E só vieram três vezes ao Brasil.

A América do Sul não é rota assídua de shows internacionais, embora a situação esteja melhorando bastante. Então é natural que, quando uma banda estrangeira aporte por aqui, mesmo que de porte médio, ganhe a atenção do público.

É o caso dos alemães do Grave Digger, metal tradicional dos melhores, mas que nunca passou de uma banda mediana em termos de público em seus 30 anos de carreira. Entretanto, quando vem ao Brasil – e já veio cinco vezes – lota seus shows.  

Por outro lado, é cada vez mais comum vermos shows do Dr. Sin no Brasil, assim como os do Angra, da banda de André Matos, do Almah de Edu Falaschi (Angra) e até mesmo do Krisiun. Todas essas bandas tocam com bastante regularidade e lotam seus shows. 

Bianchi escreveu muito, mas disse muito pouco. Clamar pela união do metal e blábláblá blá sobre a falta de apoio não resolve e não vai resolver. Conclamar os amantes do heavy metal brasileiro a entupir caixas de e-mails de emissoras de rádio, TV, jornais e revistas para que ampliem a cobertura do gênero também não é uma alternativa viável  – na verdade, é bisonha.

O próprio Bianchi cita várias bandas brasileiras de qualidade em sua carta. Então o que está errado? Culpar a mídia não ajuda, é só uma forma de transferir a responsabilidade por uma situação supostamente desastrosa – será que realmente é?

A cada dia aparecem bandas novas brasileiras e bandas antigas nas páginas de revistas e sites especializados anunciando o lançamento de seus novos trabalhos em CD e em formato digital. Não me consta que todas essas bandas façam isso apenas por hobby. Alguma luz ou alguma esperança de retorno, mesmo que pequeno, existe. Então por que continuar a choramingar?

É ilusão achar que o heavy metal brasileiro terá algum espaço compatível com a sua importância. E não adianta culpar a imprensa e o público. É de se perguntar o porquê de o próprio público do metal nacional ser tão infiel.

 O que acontece? Falta organização? Falta qualidade? Falta comunicação? Falta inteligência? Falta tudo isso ao mesmo tempo? Ora, se nem os produtores acostumados a trabalhar no meio investem, o que fazer então? Tentar encher casas de show por decreto?

O metal nunca será popular no Brasil como é na Europa e como já foi nos Estados Unidos – e é raro algum músico norte-americano renomado ficar reclamando de falta de apoio. Trabalhar muito e sempre é a única solução – e isso Bianchi e Ardanuy fazem e são referência no mercado. Reclamar em público sobre falta de apoio não passa, infelizmente, de choramingo inútil.

P.S.: Bianchi divulgou neste dia 18 de janeiro em vários sites especializados mais uma carta aberta onde continua desenvolvendo o tema que comentei acima, mas agora com várias propostas legais para incrementar o que ele chama de cena heavy metal brasileira. Todas as sugestões dele têm o meu total apoio e me antecipo em colocar à disposição este humilde espaço do Combate Rock para divulgar as iniciativas. Entretanto, não mudo uma vírgula do texto acima. Chega de choradeira e mãos à obra. Parece que é exatamente isso que Thiago Bianchi está fazendo.

Leia a nova carta aberta de Thiago Bianchi aqui.

36 Comentários Comente também
  1. Enviado por: ALEXANDRE GONZALEZ

    O Dr Sin teve até um americano nos vocais. Era o Mike Vescera! Que ja cantou
    com o Yngwie Malmsteen,Marshall Law,Obsession! Esses caras pagavam e ainda continuam pagando pau para as bandas gringas! Se eles tocam heavy metal…
    É por caeusa dessas bandas! Será que é dinheiro jogado fora para ver o JUDAS PRIEST ? O PRIEST É LIDER E NÃO SEGUIDOR !

  2. Enviado por: Ruiva

    Palmas ao Diogo! Klap klap klap! Como organizadora de evento, seu comentario reflete A REALIDADE. Não que o artigo também não reflita. Até tem alguma coisa a ver, mas não 100%. A grande dificuldade da cena não está no público. Está na propria sociedade como um todo. Um rodeio, por exemplo, consegue movimentar até 100 mil reais (to falando de rodeio tradicionais do interior de SP). Sabe quanto EU e meus amigos movimentamos em fests para apoiar a cena? Malemá uns 2 mil reais. Pra pagar cachê de uma ou duas bandas de nome da cena, transporte e agua para o resto das bandas e aluguel de equipamento e local. Isso qdo não temos que tirar do bolso. Fácil falar quando se esta sentado na frente do PC criticando. Dificil VIVER A CENA como ela realmente é.

    • Enviado por: Marcelo Moreira

      Trabalhar duro e cada vez mais e mais. É a única saída para o metal nacional ganhar mais visibilidade.

  3. Enviado por: Daniel

    Essa preferência pelas bandas estrangeiras existe mesmo, não tem jeito. Mas a origem desse problema está na própria essência do metal brasileiro, que consiste em venerar o metal gringo.
    Esse negócio de cantar em inglês é uma coisa que eu nunca entendi. Soa melhor? Por quê? Português é uma língua brega? Ou seria pra desviar a atenção da qualidade das letras?
    Por mais exímios que sejam os instrumentistas, por mais até que façam boas músicas, enquanto o metal brasileiro não se der a mesma importância que dá ao metal estrangeiro, nunca terá o mesmo peso. Mesmo aos olhos (e ouvidos) do seu próprio público.
    É como comprar um tênis falsificado. Por melhor que seja a qualidade, você nunca vai pagar o preço de um original.
    Com todo o respeito, foi só uma observação.

  4. Enviado por: Paulus C. Daemon

    Tem muito cara (muito mesmo) que chora de barriga cheia. Esse Thiago e a sua banda, fazem parte de um METAL bonitinho e perfumado, que tem sim, espaço na mídia. E ele, assim como outros que tocam Metal melódico e mais técnico deveriam dar graças aos Deuses por isso.
    Eu lembro, de quando comecei a tocar em bandas (isso lá pelos anos de 84/85), que era um ato de loucura tocar em uma banda. Primeiro, pq todos te viam como um verdadeiro pária da sociedade e até hoje, enfrentamos muito preconceito por causa dos cabelos compridos e das roupas pretas e calças apertadas. Outro problema, era a falta de grana. Comprar um instrumento musical razoável, era ver pelo menos 3 meses de seu salário de oficce boy ir embora num piscar de olhos. Assim como era dificíl comprar bons amplis, cabos, encordoamentos, palhetas etc… Lugar para ensaiar então, só se fosse um quartinho apertado com as paredes forradas de caixas de ovos. E no primeiro acorde, a vizinhança já chamava a polícia. Carregamos muitos instrumentos no lombo, tocamos em festivais de escola, showzinhos em pátios de escolas, fazendo milagres para naquela época, a banda (que era THRASH METAL), não soasse GRINDCORE… E no final, apesar de todos os nossos esforços, acabava soando GRIND mesmo, devido a ”emboleira” desgraçada do som e os caras lá embaixo se matando, sem entender (ou ouvir) uma note que seja. Mas isso era muito legal!!!!!!! Sabe por quê? Porque era UNDERGROUND!!!
    Hoje, está tudo mais fácil… A maioria da molecada tem cara. Tem grana para parcelar pelo menos em 10 vezes uma guitarra Jackson coreana na Playtech.
    E agora eles querem um lugar de destaque na mídia. Prá quê? Heavy Metal, é música de Elite. Não é para as grandes massas. Mas se ele reclama tanto de espaço, que vão tocar no Faustão… Na Xuxa… Gugu… Já pensou que ridículo? É a mesma coisa que aconteceu com o Ratos de Porão quando tocaram no “Viva a Noite”… Foi no mínimo boçal…
    A cultura brasileira não permite esse tipo de acesso a nós.
    Já passei por várias bandas, hoje toco teclados na banda PENTACROSTIC, e desde que eu iniciei minha jornada, sempre ouvi esse tipo de baboseiras… É uma luta inglória. Por isso é que à 20 anos eu não reclamo mais. Apenas deixo acontecer. Existe uma cena muito forte no UNDERGROUND, então para que vou reclamar e buscar novos espaços…
    Quer conquistar novos espaços para o ROCK e o METAL? Monta um banheiro na Praça da Sé e quando estiver tomando banho, cante embaixo do chuveiro… Quem sabe não é isso que essas bandas perfumadas estão querendo???

    Abraço ao Marcelo e a toda equipe, Curti prá caral… o blog…

    Paulus C. Daemon

    • Enviado por: Marcelo Moreira

      Obrigado pela audiência e valeu pelo depoimento.

  5. Enviado por: Diogo Sena

    Caro Marcelo Moreira, achei o seu texto tão equivocado, despreparado, bizarro e controverso, que resolvi perder ulguns minutos do meu domingão para respondê-lo parágrafo por parágrafo.

    “De vez em quando bate um ressentimento em algum músico brasileiro de heavy metal e aí começa um rosário que reclamações e queixas sobre a falta de apoio ao estilo no Brasil, sobre a preferência de parte do público aos artistas estrangeiros e de como eles são dedicados e “heróis” por “defenderem” o metal brasileiro e outras pataquadas.”

    Marcelo, você entendeu mal. Não se reclama da preferência do público por bandas internacionais. Ninguém é demasiadamente louco para discutir preferências. O que se destaca é a falta de apoio, incentivo, espaço, divulgação, etc, para as bandas nacionais quando são observados os valores astronômicos envolvidos em shows internacionais e, consequentemente, a presença do público (pois, este é que financia o citado numerário). Sou músico e já toquei em bandas e posso afirmar que, sim, estes músicos são heróis e defensores do metal nacional. Se você duvida disso é porque nunca ensaiou, correu atrás de espaço pra tocar, divulgou o show, carregou o equipamento nas costas, passou o som, tocou, recebeu um cachê simbólico (ou nem isso), desmontou o equipamento, comeu um hot-dog e foi pra casa.

    “Desta vez o autor das lamúrias é Thiago Bianchi, atual vocalista do Shaman e produtor musical bastante requisitado. Ele enviou uma carta há algumas semanas a vários sites e revistas especializadas reclanando do que chama de “fim de linha do heavy metal brasileiro”.

    Marcelo, sinto dizer que lamúria é a sua contradição. Ora, se o vocalista do Shaman (uma das maiores bandas do país) e “produtor musical bastante requisitado” inicia um movimento traçando um panorama do atual estado do heavy metal nacional e propondo ações, quem poderá questioná-lo com igual propriedade, um jornalista de site que fica sentado numa cadeira o dia todo?

    “Em janeiro de 2oo9 a cantilena foi a mesma, alguns músicos brasileiros importantes do heavy metal choramingando a preferência do público por bandas estrangeiras, em vez de apoiar que batalha pelos botecos da vida divulgando material próprio.
    Eduardo Ardanuy, guitarrista do Dr. Sin, é um dos melhores que já vi ao vivo. O estupendo músico concedeu uma entrevista na edição de janeiro de 2009 à revista Roadie Crew, onde fala do lançamento de seu CD solo, “Electric Nightmare”.
    No meio do texto, reclama de novo da falta de apoio aos músicos nacionais. “O público brasileiro continua ‘paga-pau’ de gringo, prefere gastar R$ 300 para ver o Judas Priest do que R$ 20 ou R$ 30 para assistir a uma boa banda nacional”, diz o músico, cheio de rancor.”

    Querido Marcelo, observe sua total falta de sanidade: se um músico da categoria de Edu Ardanuy (que dispensa elogios) não consegue apoio para lançar seu CD solo, você acha realmente, pelo amor de Deus, que não existe nada de errado com a nossa cena heavy metal?

    “Essa é uma batalha perdida e esse tipo de lamento já encheu a paciência. Se Thiago Bianchi e o Dr. Sin – banda maravilhosa – não fazem tantos shows quanto ele gostaria, não adianta culpar o público de shows internacionais. Por mais que o Dr. Sin seja bom – e, repito, é excelente – qual banda você veria se os shows fossem simultâneos? A citada Dr. Sin ou o AC/DC? Dr. Sin ou Black Sabbath? Dr. Sin ou Iron Maiden?
    Parece que falta um pouco de bom senso a alguns músicos nacionais. Não é simplesmente uma questão de qualidade – as bandas de rock citadas e milhares de outras são melhores do que o Dr. Sin. É uma questão de oportunidade.”

    1º) Não existe público de show internacional e público de show nacional. Existe público de rock.
    2º) Sua argumentação de show simultâneos é desprezível e nem irei comentá-la.
    3º)Se você acredita que é uma “batalha perdida” ausente-se dela. Quem não ajuda não atrapalha.

    “O AC/DC, por exemplo, já tocou mais de 30 vezes na cidade de Saint Louis, nos Estados Unidos, uma espécie de Belo Horizonte americana. E só vieram três vezes ao Brasil.
    A América do Sul não é rota assídua de shows internacionais, embora a situação esteja melhorando bastante. Então é natural que, quando uma banda estrangeira aporte por aqui, mesmo que de porte médio, ganhe a atenção do público.
    É o caso dos alemães do Grave Digger, metal tradicional dos melhores, mas que nunca passou de uma banda mediana em termos de público nos 30 anos de carreira. Entretanto, quando vem ao Brasil – e já veio cinco vezes – lota seus shows. “

    O que seria, meu Deus, uma “Belo Horizonte americana”? Marcelo, entenda meu filho, ninguém quer tirar público ou atenção dos shows internacionais. Nós queremos é público e atenção para os nacionais. Copiou ou quer que eu desenhe?

    “Por outro lado, é cada vez mais comum vermos shows do Dr. Sin no Brasil, assim como os do Angra, da banda de André Matos, do Almah de Edu Falaschi (Angra) e até mesmo do Krisiun. Todas essas bandas tocam com bastante regularidade e lotam seus shows.”

    Me desculpem mas este parágrafo acima não pode ter sido escrito por um brasileiro. Galera do Angra, Dr. Sin, Krisiun e outras bandas nacionais, perdoem esta pobre alma.

    “Bianchi escreveu muito, mas disse muito pouco. Clamar pela união do metal e blábláblá blá sobre a falta de apoio não resolve e não vai resolver. Conclamar os amantes do heavy metal brasileiro a entupir caixas de e-mails de emissoras de rádio, TV, jornais e revistas para que ampliem a cobertura do gênero também não é uma alternativa viável – na verdade, é bisonha.”

    Já estou me arrependendo… Mas vamos lá. Vê-se que o autor do texto só aponta o que “não resolve” e não apresenta nenhuma ideia ou proposta. Engraçado como ele ainda tem coragem de criticar o Bianchi, que é a pessoa que está apontando o problema, sugerindo ideias e tomando iniciativas… Quem será então o verdadeiro “bisonho” da estória?

    “O próprio Bianchi cita várias bandas brasileiras de qualidade em sua carta. Então o que está errado? Culpar a mídia não ajuda, é só uma forma de transferir a responsabilidade por uma situação supostamente desastrosa – será que realmente é?”

    Caro Marcelo, chamá-lo de bitolado, teleguiado e alienado seria pouco. A nossa mídia não é “supostamente desastrosa”, ela é terrivelmente, assustadoramente, inexoravelmente maléfica e desastrosa. Acorde, meu filho! Ou você acredita mesmo naquele slogan da Rede Bobo: “Cultura a gente vê por aqui” ????

    “A cada dia aparecem bandas novas brasileiras e bandas antigas nas páginas de revistas e sites especializados anunciando o lançamento de seus novos trabalhos em CD e em forato digital. Não me consta que todas essas bandas façam isso apenas por hobby. Alguma luz ou alguma esperança de retorno, mesmo que pequeno, existe. Então por que continuar a choramingar?”

    Não captei bem o que o Marcelo tentou escrever aqui mas garanto: todas ou a imensa maioria das bandas que lançam seus CD’s e fazem seus shows o fazem com o mínimo de apoio, patrocínio, divulgação ou qualquer outro tipo de suporte artistico/financeiro senão aquele advindo de recursos próprios.

    “É ilusão achar que o heavy metal brasileiro terá algum espaço compatível com a sua importância. E não adianta culpar a imprensa e o público. É de se perguntar o porquê de o próprio público do metal nacional ser tão infiel.
    O que acontece? Falta organização? Falta qualidade? Falta comunicação? Falta inteligência? Falta tudo isso ao mesmo tempo? Ora, se nem os produtores acostumados a trabalhar no meio investem, o que fazer então? Tentar encher casas de show por decreto?”

    Aqui ele mostra sua total ignorância acerca do público de metal nacional: “É de se perguntar o porquê de o próprio público do metal nacional ser tão infiel.” Me reservarei ao direito de não respondê-lo. Agora reparemos quantas perguntas o Marcelo faz neste parágrafo. Incrivel não? Como terá ele conseguido emprego neste site?

    O metal nunca será popular no Brasil como é na Europa e como já foi nos Estados Unidos – e é raro algum músico norte-americano renomado ficar reclamando de falta de apoio. Trabalhar muito e sempre é a única solulão – e isso Bianchi e Ardanuy fazem e são refe3rência no mercado. Reclamar em público sobre falta de apoio não passa, infelizmente, de choramingo inútil.

    Marcelo, pense, meu filho. Use o seu neuroniozinho de estimação:
    1º) O metal não é popular no Brasil, porque iniciativas louváveis como a do Bianchi sempre esbarram em detratores com muito tempo disponível como você.
    2º) Músicos norte-americanos renomados não reclamam de falta de apoio porque não sofrem desse mal. Deu pra pegar ou quer que eu soletre?
    3º) Se trabalhar muito e sempre, fosse a solução, não teríamos o problema. Concorda? Pois é justamente isso que as bandas fazem. Deu pra entender ou quer que eu faça um refrão e cante pra você?
    4º)”Choramingo inútil” eu nem preciso dizer quem fez…. Ou preciso?

    “P.S.: Bianchi divulgou neste dia 18 de janeiro em vários sites especializados mais uma carta aberta onde continua desenvolvendo o tema que comentei acima, mas agora com várias propostas legais para incrementar o que ele chama de cena heavy metal brasileira. Todas as sugestões dele têm o meu total apoio e me antecipo em colocar à disposição este humilde espaço do Combate Rock para divulgar as iniciativas. Entretanto, não mudo uma vírgula do texto acima. Chega de choradeira e mãos à obra. Parece que é exatamente isso que Thiago Bianchi está fazendo.”

    Realmente mudar uma vírgula do seu texto não ajudaria em nada. O ideal seria que ele nunca tivesse existido… Que piada…

    • Enviado por: Marcelo Moreira

      Pela sua falta de educação, pelas provocações baratas e pelas tentativas inúteis ser “engraçado”, fiquei tentado a não publicar sua mensagem longa, cansativa e vazia. Entretanto, louvo a sua paciência e o seu interesse em escrever sobre o tema e defender o Bianchi. Não o fez com competência, pois você, deliberadamente, distorceu as coisas ao fazer uma tentativa de “interpretar” o meu texto. Parafraseando o que você escreveu, o ideal é que seu comentário jamais tivesse sido escrito – e pior, sendo enviado para postagem. Acho que você escreveu demais e disse quase nada. Mas reitero que louvo a sua tentativa de defesa do Bianchi. Como o mais importante aqui é a informação, sua manifestação tem o meu respeito, por mais mal educado e presunçoso que você seja – sem falar na forma bastante tortuosa de como você se expressa – para não dizer outra coisa.
      Ainda assim, obrigado pela consideração e pela audiência.

    • Enviado por: Eduardo Fabrizzi

      Esse assunto rende. Sério mesmo, o texto desse Diogo é hilário, deve ser algum tipo de brincadeira, sei lá. De qualquer forma, uma coisa eu posso falar: toco em banda, já carreguei equipamento nas costas, não recebi pagamento, não comi hot dog depois do show, mas pra que ficar reclamando? Eu aposto que o Sepultura também passou por tudo isso e veja onde a banda chegou. Pessoas como esse Diogo, Thiago, etc., querem ganhar público e sucesso na marra, chega a ser ridículo. Que papo é esse de herói? Quem são os heróis? Você? O Thiago Bianchi? O Eduardo Ardanuy? Heróis do que? De quem? Heavy Metal não é música para massas e nunca vai ser. A questão é que os caras querem ser tratados como um Iron Maiden. Vão arregaçar as mangas e tocar pelo Brasil, não só em SP. A questão não é fortalecer o Metal nacional? Então saiam por aí, abram mão de suas exigências fictícias e toquem, ponto final. Desculpem, mas este tipo de gente não faz falta ao Heavy Metal, à verdadeira filosofia da coisa. O Metal é fruto do underground, do “do it yourself”. Já que citaram os mestres do AC/DC, fica aí o nome de uma música deles que é bem sugestiva: “It’s a long way to the top if you want to rock n’ roll”.

      • Enviado por: Marcelo Moreira

        Assino embaixo. A resposta que eu não quis dar ao Diogo Sena por falta de tempo e de paciência, embora, repito, louvo a paciência e a disposição dele de participar do debate de forma supostamente meticulosa. Se alguém tiver interesse mesmo de saber o que é tocar heavy metal de forma engajada e profissional no Brasil, leia o texto publicado aqui mesmo neste Combate Rock sobre a banda Hangar e seus workshows – e leia também a biografia de Aquiles Priester, o baterista do Hangar, um relato bem fiel do que é ser músico do gênero no país.

  6. Enviado por: junior

    desculpe alguns erros meu tec esta com defeito em várias teclas

  7. Enviado por: junior

    Este cara não passa de um chorão.
    É engraçado como quando o calo aperta o povo pula deve estar com público baixo e poucos shows marcados para a banda dele e resolveu dar uma de salvador da pátria.
    As bandas que ele cita são bandas que já estão na mídia (pelo menos a dita especializada) quem acha que shaman , angra, krisiun, sepultura, korzus, dr sin etc, são bandas que não tem apoio que jogue a 1ª pedra, basta ir nos sites das bandas e verão a quantidade de patrocínio que eles tem ou acessar qualquer site de metal para ver se tem um mísero dia que as mesmas não são citadas, mesmo que seja por uma besteira a toa.
    Faça o teste agora entre em um site de metal e veja se ma delas não está sendo citada. Agora procure bandas do undergroud do metal procure as bandas que há 20 , 25 anos estão tocando em lugares pequenos e comprando equipamento do próprio bolso, vá procure ve se encontra.
    é muito fácil para quem sempre teve todo apoio reclamar quando o público começa a minguar, talvez porque estes realmente não consiguam se manter sem apoio da midia especializada é isso mesmo o metal não precisa de apoio da grande mídia não precisa de globo e outras o metal só precisa da mídia especializada em metal e infelizmnte esta tem falhado a nos comas bandas underground em detrimento de outras que sempre estão por cima.

    • Enviado por: Marcelo Moreira

      Não su tão duro quanto você, dá para entender o que passa na cabeça dos músicos, mas essa choradeira não resolve, só atrapaçha, em minha opinião.

    • Enviado por: Eduardo Fabrizzi

      Júnior: concordo plenamente. Vou discordar apenas com relação a algumas bandas, como o Krisiun, por exemplo, pois os caras ralaram (e ralam) muito para chegar onde estão hoje. Agora com relação a uma banda como o Shaman, seu texto está impecável. Primeiro que no primeiro “manifesto” do tal Thiago, ele considera sua banda um ícone do metal nacional. Não sei de onde ele tirou essa ideia, mas tudo bem, cada um acredita no que quer. Segundo, a banda dele sempre teve apoio da mídia especializada. Agora, se a intenção dele é ir no Faustão, então que mude de estilo, pois o Metal não se presta a esse tipo de vexame. Você está mais do que correto no seu comentário: quantas bandas underground estão por aí país adentro lutando, gastando, tocando em buracos e mantendo a chama viva? São várias, várias mesmo, mas não têm qualquer apoio, estão nessa pela paixão à música mesmo e a à filosofia da coisa. Para terminar, se o tal Thiago quer criar o “Dia do Heavy Metal”, então já que ele indica a data como o lançamento do disco do Stress, ele deveria propor de simbolicamente os “heróis” tocarem em Belém (PA) no estádio do Paysandu, assim como no passado e abrindo mão de seus cachês e 1000 exigência que têm. Será que o tal Thiago e seu Shaman abrem mão de seus ganhos?

  8. Enviado por: Alexandre Possessed

    Eles querem q o Metal seja um estilo comercial? Viável? No way dude! O Metal não nasceu e nunca vai ser um “embutido” qualquer. E é bom q ele permaneça assim para os verdadeiros fãs e midias especializadas. Não precisamos das grandes redes para promovê-lo. O Metal tem os fãs mais fieis de música que existem e isso para mim já basta. E assino em baixo do “manifesto” escrito pelo Eduardo fabrizzi.

  9. Enviado por: Marcelo Silva

    Shaman já teve música em trilha sonora de novela da globo; Dr. Sin participou do Hollywood Rock e Monster of Rock tendo apenas um álbum lançado, pela multinacional Warner Music, diga-se de passagem…Falta de apoio?!?!?!

    Cortem seus cabelos, vistam ternos pretos, silenciem suas guitarras e enviem currículos para bancos e multinacionais em busca de empregos normais.

    Beatles, Scorpions, Iron Maides, Sepultura e torture Squad também não tiveram amplo apoio em seus países de origem e, no entanto, foram lá e venceram, com trabalho e determinação, não com MUXOXOS…

    METAL UP YOUR ASS!!!

  10. Enviado por: André

    o Thiago diz que o público brasileiro só valoriza as bandas internacionais… mas é lógico! As bandas nacionais na sua grande maioria são apenas cópias das bandas internacionais, nada mais natural que o público se interesse pela sonoridade original, e não para o similar brasileiro. Por exemplo, pra que eu vou ouvir Erebo, banda de Minas Gerais que copia o Nile até na hora de dar o nome pra músicas, quando eu posso ouvir o próprio Nile? Para que eu vou ouvir Autarchy, que copia toda a estética das músicas do Children of Bodom, se eu posso ouvir o Children of Bodom original? Não digo nem que as bandas sejam “ruins” tecnicamente, porque muitas bandas de metal nacional têm músicos que são tecnicamente bons, como é o caso do próprio Shaman, o problema é que estes músicos se preocupam mais em fazer um trabalho dentro da estética já batida do metal ao invés de inovar. O Thiago tem que entender que APENAS tocar metal não é necessário para cobrar a atenção dos headbangears. Desde o Roots que nenhum disco realmente inovador e ousado foi lançado na cena brasileira (com exceção para o Temple of Shadows do Angra). Então fica a dica pro Thiago, se você reclama da falta de atenção tente lançar um disco tão inovador quanto o Roots, garanto que você receberá toda a atenção que deseja, agora se alguém me disser que os últimos álbuns do Shaman são tão inovadores quanto os do Sepultura eu peço a licença para ir pular da minha varanda.
    Eu citei dois exemplos escachados de bandas nacionais que copiam bandas de fora, mas o fato é que na sua maioria as bandas nacionais fazem um som bastante “básico” dentro do metal, tanto que musicalmente não há nada que caracterize a cena nacional.
    Por exemplo, se você pensa na cena sueca já vêm à cabeça bandas de Melodic Death Metal como Arch Enemy e In Flames (que até são chamadas de Gothenburg Sound); na Finlândia tem o metal melódico em maior destaque, onde o teclado ganha um destaque diferenciado, incomum em qualquer outro lugar; na Noruega a cena do Black Metal ganhou um destaque enorme no começo dos anos 90 que mudou totalmente a forma de se fazer Black Metal; a Polônia por sua vez está se tornando um expoente no Death Metal, com bandas como o espetacular Behemoth, Hate e Vader… em todos esses lugares vemos estilos que são extremamente característicos e que não vemos em nenhum outro lugar do mundo (a menos que sejam meras cópias, mas que não tem um real destaque).
    Agora no Brasil não há nada que realmente caracterize um estilo próprio… é lógico que há muitas bandas boas que tem uma identidade forte como o Krisiun e o Korzus, mas ainda assim, não é algo coletivo.

  11. Enviado por: Antonio Carnevale

    Posso estar equivocado mas é a minha opinião, o metal nacional é e sempre foi composto por bandas de extrema qualidade e que muitas vezes influenciaram bandas internacionais que hoje em dia são muito cultuadas vide o thrash metal mineiro. “Mas o que está errado?”, sem querer ser prepotente, arrogante ou afins vivemos no Brasil, um país onde o que dá certo é a dança da bundinha, filhos de “famosos” e bandas andrógenas para as garotas imbecis, sad but true, não podemos esperar que de uma hora para outra o estilo seja elevado a um patamar de massas – o que na minha opinião também não vai ajudar – devemos sim vestir a camisa do metal nacional, saber que a situação aqui não é lá as mil maravilhas e valorizarmos isso que temos, vejam bem, tenho 16 anos não peguei nenhuma era antológica do metal ou do rock ‘n’ roll mas, acredito que é melhor assim porque vejo hoje em dia pessoas tão vazias moral e intelectualmente que chego a me enojar, a musica seja ela nacional ou internacional, não é para o ouvido de muitos deixemos para ouvir por ouvir o funk ou coisa parecida.
    Só devemos valorizar, acreditar e lutar pelo que é nosso.

  12. Enviado por: Jorge Marchi

    Acho que é falta de apoio mesmo!
    O Brasil se desenvolve a passos lentos.
    Nossos próprios pais consideravam que o Brasil sería o eterno celeiro do mundo.
    Desenvolvimento cultural até hoje é coisa para poucos; e que nas cidades aínda impera o machismo e o coronelismo que comanda o destino sob a figura dos políticos.
    Em Curitiba estamos protestando contra o fechamento já a quatro anos da pedreira Paulo Leminsky. mais de 20 mil assinaturas para reabri-la e que se mantem fechada por causa de 140 moradores dos arredores
    Shows que eram programados em locais como a Arena da Baixada em Curitiba foram transferidos na última hora por causa de intervenção de autoridades.
    O que você acha que seus pais e avôs pensam quando vêem uma roda de roqueiros?
    Preferem atravessar a rua!
    Quem devería dar apoio?
    São patrocinadores, e grandes fabricantes de equípamentos e instrumentos e comandados por políticos pirados que sabem como fazer a coisa funcionar e dar dinheiro.
    Não tem de choromingar no colo alheio o problema é na sua casa mesmo!
    Nas nossas casas!!!

  13. Enviado por: Bruno Giacomelli

    Até concordo com o que foi pronunciado e que chorar não adianta nada, mas acredito que o pronunciamento do Bianchi foi uma mais explicitação do problema do que uma reclamação, até pq ele não ficou parado.
    Concordo SIM que a mídia tem seu papel na desvalorização do Metal nacional e não por causa do público já fiel, que como disseram não falta a um bom show nacional quando tem oportunidade, mas sim àqueles que tem que produzir esses shows os quais são necessários mão de obra e PATROCÍNIO.
    O fato é que a mídia não da oportunidade a todas as formas de arte divulgarem seu trabalho, elas divulgam o que vende mais e o bom senso morre ai pois um veiculo com o poder de uma televisão, por exemplo, tem uma responsabilidade social com o publico e não só financeira para si mesmos.(Com um grande poder, vem uma grande responsabilidade, dizia tio Ben =P)
    Um exemplo disso é a rede Globo que uma das empresas ligadas a seu grupo é a SOMLIVRE. Agora diga-me: Como outras gravadoras terão oportunidade de divulgar bem seu trabalho na emissora mais assistida do pais se isso causa concorrência para a mesma? Onde esta a valorização da diversidade da arte?
    Se vc fosse um empresario patrocinaria um show que não aparecerá em lugar algum?

    Logo afirmo que o problema não esta só nos artistas e no público, mas principalmente nos meios capitalistas de os dois se encontrarem.

    (What do you do for money, honey?)

    • Enviado por: Marcelo Moreira

      Não vou entrar no mérito de ideologizar o tema. O fato é que, se houver um produto interessante e vendável, os meios de comunicação vão se interessar. O cruzeiro do metal, que terá a presença do Sepultura, foi muito mal divulgado, já a gravação do novo CD do Sepultura transmitida a vivo pela internet foi notícia no mundo inteiro, e rendeu até citações, ainda que curtas, na TV Record e na Rede TV. Produtores, promotores e músicos precisam melhorar a divulgação, mas precisam também oferecer qualidade.

      • Enviado por: Bruno Giacomelli

        Bem, mesmo sendo músico e meio conspiracionista vou tentar expressar algo coerente aqui =D
        Marcelo, eu concordo contigo que um excelente produto vai receber atenção da mídia sem sombra de dúvida, mas vamos nos concentrar no Brasil. OK. No que se refere a Brasil o disco do Sepultura recebeu citações curtas! Se se imaginar uma banda como uma microempresa, o que é comum, citações curtas nao a sustentarão no concorrido mercado. Mas vamos considerar um exemplo meio absurdo. Vamos dizer que a própria SOMLIVRE fosse uma gravadora de rock/metal e que a 40 anos(?) viesse apresentando bandas do gênero como apresenta Luan Santana e o resto da parafernália. Na questão qualidade eu afirmaria sem duvida que muita banda de metal nacional é de qualidade musical melhor que Luan Santana(Sim, quero ser respeitoso =P). Se isso viesse sido feito a 40 anos vc acha q a cena metal estaria do jeito q esta?(Realmente espero saber sua opinião!)
        Eu ainda culpo a mídia amigo, vivo no meio de talentos incríveis da musica que eu enxergo mai a frente conquistando o Brasil e quando converso com eles só ouço –”Tenho que me concentrar na minha faculdade pq não quero passar fome” e fico muito triste.
        Óbvio que a oportunidade de viver de metal não é nula, mas é pouquíssima e bandas q entrar nessa pequena fenda não é só por muito trabalho, mas por muita sorte tbm.

        Quero ver algum dia TODOS os musicos do genero disputando o ouvido do público apenas por sua qualidade e por sua qualidade, sem depender de sorte ou de oportunidade.
        E nesse dia sorrirei.

      • Enviado por: Bruno Giacomelli

        Bem, mesmo sendo músico e meio conspiracionista vou tentar expressar algo coerente aqui =D
        Marcelo, eu concordo contigo que um excelente produto vai receber atenção da mídia sem sombra de dúvida, mas vamos nos concentrar no Brasil. OK. No que se refere a Brasil o disco do Sepultura recebeu citações curtas! Se se imaginar uma banda como uma microempresa, o que é comum, citações curtas nao a sustentarão no concorrido mercado. Mas vamos considerar um exemplo meio absurdo. Vamos dizer que a própria SOMLIVRE fosse uma gravadora de rock/metal e que a 40 anos(?) viesse apresentando bandas do gênero como apresenta Luan Santana e o resto da parafernália. Na questão qualidade eu afirmaria sem duvida que muita banda de metal nacional é de qualidade musical melhor que Luan Santana(Sim, quero ser respeitoso =P). Se isso viesse sido feito a 40 anos vc acha q a cena metal estaria do jeito q esta?(Realmente espero saber sua opinião!)
        Eu ainda culpo a mídia amigo, vivo no meio de talentos incríveis da musica que eu enxergo mai a frente conquistando o Brasil e quando converso com eles só ouço –”Tenho que me concentrar na minha faculdade pq não quero passar fome” e fico muito triste.
        Óbvio que a oportunidade de viver de metal não é nula, mas é pouquíssima e bandas q entram nessa pequena fenda não é só por muito trabalho, mas por muita sorte tbm.

        Quero ver algum dia TODOS os musicos do genero disputando o ouvido do público apenas por sua qualidade e por sua qualidade, sem depender de sorte ou de oportunidade.
        E nesse dia sorrirei.

        • Enviado por: Marcelo Moreira

          Um comentarista aqui já citou que Dr Sin tocou Hollywood Rock e já teve o show transmiido pela TV Globo. Sepultura já tocou no Rock in Rio duas vezes, o Shaman eve musica em novela das sete na Globo. Espaço tem, oportunidade também, é preciso saber aproveitar. E consenso que o nível médio do público em geral, tanto no Brasil como nos Estados Unidos e na Europa, é baixo em termos culturais. É ente que se contenta com pouco, com coisas de baixa qualidade, produtos culturais de consumo rápido, de baixo valor cultural, que não resistem a uma temorada, como a nojeira do rebolation, qualquer lixo de pagode e axé, essa cisa chamada Luan Santana. Sepre foi assim e sempre vai ser. Agora, quando o próprio meio não apoia a cena, com patrocínios, a mídia vai se aventurar aivulgar coisas que não dão retorno? As coisas são bem mais simples do que parecem. Quem consume porcaria cultural compra, de uma maneira ou de utra, o produto. Aqui no Brasil o apreciador de heavy metal nunca foi comprador de CDs, de camisetas, de merchandising da banda e dos patrocinadores de eventos de metal – exceto por uma minoria de fanáticos. Por que ma empresa patrocinaria algo numa cena assim? Perda de tempo insisir nesta questão. Ou o metal nacional mostra que é um produto vendáel e de qualidade acima do que o mercado oferece, ou a choradeira vai continuar. Não é por outro motivo que a 97 FM, depois 97 Rock, de São Paulo, largou o rock e vai para a dance shit music. Qual foi a alegaçã do dono da emissora, Antonio Constantino? “Ninguém anuncia na minha rádio porque metaleiro não consome, por incrível que possa parecer. Quem gosta de pagode, sertanejo e música eletrônica consome bem mais, por isso rádios desses segmentos atraem patrocinadores. Minha rádio precisa sobreviver.” Acho que isso encerra a questão. A Kiss Fm está correta em investir em classic rock, um público mais velho e com poder aquisitivo alto. Mas é ela é a única, lamentavelmente.

  14. Enviado por: Eduardo Fabrizzi

    Quer saber? O Marcelo está correto na sua matéria. Esses caras só sabem ficar reclamando pelos cantos. O que eles querem? Que as pessoas gostem com a mesma intensidade da banda deles como gostam das “gringas”? Meus amigos, não é com “manifesto” e encheção de saco que as pessoas vão mudar suas percepções musicais. Talvez se alguém paga R$ 300,00 para ver o Judas Priest e não paga R$ 30,00 para ver o Dr. Sin deve ser porque a primeira banda citada é muito melhor e mais relevante do que a segunda. Veja bem, eu não estou discutindo a qualidade musical de cada integrante ou a formação que cada um tem ou quantas horas cada um se dedicou a aprender a tocar um instrumento ou se a música da banda X é mais “complexa” e “elaborada” do que a Y. Não é isso. Não entendo qual o pensamento por trás desse choro todo. O que querem? Que um belo dia o público pare e pense: “Beleza, eu gosto muito mais do Iron Maiden do que do Shaman, mas como esta última é brasileira, eu vou dar uma força e me proponho a pagar o mesmo valor para assistir qualquer uma das duas, afinal sou patriota”. Por favor, larga a mão. No fim, estes caras estão querendo atingir status de “rock star” pelo fato de serem daqui. Quer ser relevante? Vai ralar, vai trabalhar…ou alguém aí acha que o Judas Priest e o Iron Maiden já nasceram grandes? Sem esfoço não há recompensa e ponto final. Não tenho nada contra bandas nacionais, muito pelo contrário, pois eu curto muitas delas e garanto que há algumas para mim que estão no mesmo patamar das “gringas”, não vou citar nomes aqui para depois não falarem que estou fazendo publicidade. O que é o “fim da linha do Heavy Metal brasileiro”? Não ter bandas nacionais com relevância mundial? É isso? Volto a dizer: querem ter status de “rock star” à custa dos outros, é só isso. O Sepultura é um exemplo a ser seguido e olha que eu só curto a banda até o Arise, depois disso para mim eu nem considero mais a existência desse grupo, mas os caras ralaram, enfiaram a cara onde ninguém nunca tinha se arriscado e colheram os frutos, ponto final. Não sei se alguém aqui sabe, mas o Sepultura ainda na década de 80 tocou em Caruaru (PE), alguém aí tem ideia da ousadia que isso representa? Escolho também outra banda para citar e que fez um caminho totalmente contrário ao do Sepultura: o Sarcófago. A banda nem existe mais hoje em dia, mas será que boa parte das pessoas tem noção da relevância desta banda? Eles são considerados por muitos europeus como os precussores do Black Metal “Escandinavo”, basta ver quantos caras lá na Escandinávia pagam pau pra eles até hoje. Foi uma banda que nunca ficou chorando por aí, tocavam porque gostavam do som e não estavam nem aí pros outros. Fizeram o que acreditavam e se tornaram uma banda cult. Desculpe aí pelo longo comentário e desabafo, mas é que eu fico puto com essas lamentações, uns caras barbados e fazendo cena de criança. E falo mais: quando as tais bandas “gringas” vêm pra cá, aí esse sujeitos ficam todos alvoroçados e correndo atrás de fazer a abertura, não é? Se se sentem tão ofendidos com a falta de compromentimento do público com o “metal nacional”, então boicotem, mas não, preferem mostrar o nariz e tentar abrir para os “colonizadores”. Se quer ser respeitado, então saia pelo país tocando, sem frescura e mostrando seu valor. Eu garanto que tem muita gente que tem interesse em levar bandas para tocar nas suas cidades, mas os recursos são limitados, então que se adaptem à realidade da “cena nacional”. Para citar outro exemplo brasileiro, eu falo do Krisiun. Estes caras aí também estão de parabéns, sempre tocaram em qualquer lugar e já rodaram o Brasil várias vezes, mesmo depois de conseguir reconhecimento no exterior. Já conheci os caras pessoalmente em um show e são muito focados, gostam do que fazem e estão dispostos a ir aonde for para mostrar sua música pra quem curte, este é o espírito. Porém, enquanto isso, muita banda aí que se acha alguma coisa só vai tocar em outros lugares se forem preenchidos milhões de exigências, talvez esteja aí o problema, acham-se mais do que são. Desculpa de novo pelo texto longo, mas é que eu realmente fico puto com esse tipo de coisa. Valeu pelo espaço.

  15. Enviado por: Vania Carla

    Se eu posso ver os originais, por que vou pagar para assistir a genéricos? Vou perder meu tempo assistindo a Shaman quando posso ver Stratovarius ou Blind Guardian? Vou perder Paul McCartney para ver qualquer coisa no Kazebre ou outro pulgueiro qualquer por aí? Acho que o tal de Thiago está se achando muito mais do que ele realmente é. O problema é outro, é realmente de qualidade. Se o metal brasileiro fosse tão bom assim, teríamos vários Sepulturas – e hoje até mesmo o Sepultura mal consegue agendar showzinho merreca na Europa. Muita choradeira, gente…

    • Enviado por: Ricardo The Thrasher

      Pois bem, acho que uma opinião deve ser sempre respeitada, mas nem sempre concordar, os genericos pra mim são bandas cover, simples assim, metal nacional tem qualidade? opa claro que tem, e muito mais doque muita banda gringa que vem pra ca,vamos la, krisiun : banda extrema de Death, não tocam tanto aqui? claro os europeus amam esses caras, ele ja tocaram com o Testament, e max é refencia em bumbo duplo nas batucadas, Torture Squad: banda de Thrash/death metal nacional, tocam aqui? sim, mas de contra ponto, fazem turnes avassaladoras la fora, e ganhou o metal battle do wacken , Sacofago, nunca saiu do pais e 90% da cena do black metal noruegues, e bandas norte americanas clamam the antichrist e companhia, chakal é considerado reis no chile, violator tem videos promocinais sobre a vinda deles para outros paises, Korzus virou uma impresa de thrash metal…….
      ou seja é aquela falsa ilusão que a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa, o claustrofobia destroi por todos os lados que vai, e é nacional, então falar que o metal nacional não é unido, blz concordo, é cada um por si, agora achar que o metal do brasil é fraco? jamais pra mim é triste ver pessoas achando isso , o vocal do shaman fala bonito, mas quero ver se ele sai da casa dele e vai num seven beer assistir uma banda underground, ele não vai, então ele é um mal exemplo ( até que se prove ao contrario).

  16. Enviado por: Renato B.G

    acho a ideia que vc deu de ter eventos mensais das bandas Brasileiras simplemente fantastica, assim o publico tem contato com essas bandas.

  17. Enviado por: Renato B.G

    Marcelo tem uma outra tambem, sera que isso nao acontece pq o Brsail nao tem nenhum evento de nome assim tipo o Wacken,acho que se o pais tivesse algo desse porte as bandas brasileiras apareceriam um pouco + para o peblico, todo ano começa a especulaçao de que teremos um Wacken brasileiro só que isso nuca acontece!.. pq? falta de espaço?.. nao!… entao oq seria?
    acho que se tivessemos um dia certo no ano e um local bom para colocar varias bandas a situaçao melhoraria, conseguindo assim aproximar + os brasileiros das bandas brasileiras, nao sei + eu depois de ver Sakira cantando no Rock in Rio nao confio + nesse evento, tinha que ser algo feito por um Metaleiro de verdade, oque vc acha?
    OBS: se nesse evento tivesse um espacinho para uma ou outra banda Gringa seria bom ^^.

    • Enviado por: Marcelo Moreira

      As bandas nacionais não podem apenas se contentar em abrir shows internacionais de médio porte – e muitas vezes pagar por isso. É preciso criar um cenário permanente nas grandes cidades para que haja sempre um evento com essas bandas. Não digo que Sepultura e Angra tenham de fazer isso, estar permanentemente em turnê, até porque já passaram desta fase, mas bandas médias têm de estar em atividade permanente, tocar pelo menos a cada dois o8u três meses em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre – talvez Goiânia – cidades onde têm um público fiel, mesmo que não seja grande. Um show para 500 pessoas é muito interessante para esse tipo de banda.

  18. Enviado por: Drika

    Marcelo, concordo contigo. Essa choradeira não melhora, so tende a piorar o estado praticamente terminal que o nosso cenário se encontra. Por exemplo, sou super fã do Shadowside, mas a banda não toca em São Paulo desde 2006. Será que a culpa é deles? É claro que não! Público aqui na capital eles tem até demais. O mais foda é ver o grupo fazendo um monte de turnê por Eua e Europa, ter seu nome valorizado e não ver os caras tocando por aqui. O que acontece é que as banads deveriam procurar espaço aonde o metal ou o rock ainda vivem e dão algum tipo de sustento.

    • Enviado por: Marcelo Moreira

      Quem reclama tem as suas razões, mas a choradeira só aumenta e nada acontece. São poucos os que arregaçam as mangas e trabalham duro e sério – e coloco o Thiago Bianchi nesta lista. O Shadowside, por exemplo, se quiser tocar em São Paulo ou em Santos, sua terra natal, terá de pagar para divulgar seu trabalho? Como assim, uma banda que faz turnês por Europa e Estados Unidos, ter de pagar para tocar aqui????? Pois é, essa é a miopia de quem se acha empresário/promotor de shows no Brasil. O mesmo acontece com bandas como Holiness e Hangar, as duas do sul do Brasil. Nem mesmo se estabelecendo em São Paulo as coisas começam a rolar como deveriam. Será que é inviável as próprias bandas se reunirem uma vez por mês em São Paulo, por exemplo, em um festival simples apenas para tocar? Fica aí uma sugestão.

    • Enviado por: Marcelo Silva

      Shaman já teve música em trilha sonora de novela da globo; Dr. Sin participou do Hollywood Rock e Monster of Rock tendo apenas um álbum lançado, pela multinacional Warner Music, diga-se de passagem…Falta de apoio?!?!?!

      Rock e metal são estilos musicais outsiders…não combinam com XORORÔ…

      Cortem seus cabelos, vistam ternos pretos, silenciem suas guitarras e enviem currículos para bancos e multinacionais em busca de empregos normais.

      Beatles, Scorpions, Iron Maides, Sepultura e torture Squad também não tiveram amplo apoio em seus países de origem e, no entanto, foram lá e venceram, com trabalho e determinação, não com MUXOXOS…

      METAL UP YOUR ASS!!!

  19. Enviado por: Renato B.G

    gosto muito do Metal brasileiro mas nao tem como comprar, as bandas gringas quase nunca vem para o Brasil ao contarrio ultimamente do Iron que esta aparecendo bastante ^^, vou dar um ex do Blind Guardian que ja nao passa poraqui nem para dar oi ja faz um bom tempo, esses dias saiu uma nota no whiplash dizendo que o Blind vira esse ano para o brasil, agora me diz que vai trocar o show o Blind Guardian pelo DR.sin ou Angra, eu nao e ja estou louco para que seja confirmada a data para comprar meu ingresso

  20. Enviado por: Mauricio

    Ainda bem que temos o Vitão do Back Stage, Stay Heavy,Whiplash…pois se dependermos de radios ou da Mtv, o metal ja´havia morrido na metade dos anos 90.
    Peguei a melhor fase do Metal no Brasil que foi no início dos anos noventa(comercialmente é claro),acho que faltam mais festivais, como o Philips Monsters of Rock, que tinham bandas nacionais também,lembro daquele show do Sepultura na praça Charles Miller em 91, Golpe de Estado no Abc em 92,Dorsal Atlantica…, mas tenho que reconhecer que as bandas internacionais sempre vão lotar estádios, agora que não fazem tanto sucesso lá fora e descobriram o Brasil depois de anos, para eles é uma pu..a fonte de lucro, e também reconheço que vou a esses shows, pois muitas dessas bandas que vão tocar nesse ano, vi uma ou nenhuma vez.

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