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Combate Rock

A mesa-redonda para falar bem das bandas que a gente gosta e mal das bandas que gente odeia ficou séria, cresceu e virou referência. \O blog e programa de web rádio Combate Rock atraíram leitores e ouvintes que se divertiram e se irritaram com as brincadeiras e opiniões debochadas, mas sempre no intuito de informar e entreter. E o projeto Combate Rock deu certo, começando de forma informal e despretensioso, até evoluir a um combo multimídia de muita informação, opinião e prestação de serviços para quem gosta de rock.

Neste dia 1º de novembro a equipe Combate Rock se despede do Território Eldorado e do Estadão.com após três anos de blog – que começou no extinto Jornal da Tarde – e dois anos de programa de web rádio, com 108 edições. Foi um período rico, estimulante e altamente produtivo, e em breve o Combate rock reaparecerá em nova casa. Por esses três convivência ótima e relacionamento estreito com suporte e leitores/ouvintes, a equipe Combate Rock é imensamente grata pela acolhida com carinho e respeito. Obrigado ao Estadão.com, por acreditar no projeto do blog, iniciado em 2010 ainda no JT. Obrigado ao Território Eldorado, por viabilizar um programa de web rádio semanal diferente, bagunçado, mas informativo – agradecimento especial aos escudeiros Emanuel Bomfim e Luciano Borborema. E também agradecemos ao grupo original que iniciou o projeto – os jornalistas Marcos Burghi, Daniel “Morango” Fernandes”, Roberto “Capi” Capisano Júnior e Luciano “Coruja” Paço, que por razões diversas tomaram outros caminhos. Por último, agradecemos à cúpula do Jornal da Tarde – Cláudia Belfort e Décio Trujillo Júnior – que acreditaram no projeto desde o início.

O programa de despedida do Combate Rock, a edição de nº 108, traz a segunda parte do especial Super Peso Brasil, evento que vai reunir nomes do heavy metal brasileiro dos anos 80 em um show no dia 9 de novembro, em São Paulo. Além da entrevista com integrantes da banda Centúrias, que estará no evento, o programa abordará os álbuns “SP Metal 1″ e “SP Metal 2″, lançados em 1984 e que completarão 30 anos no ano que vem. Um abraço a todos e nosso muito obrigado. Combate Rock poderá ser acessado em breve no endereço www.combaterock.com.br.

Clique aqui para ouvir o último programa.

Lista de músicas

01. Missão Metálica (AVENGER)
02. Duas Rodas (CENTÚRIAS)
03. Matthew Hopkins (VÍRUS)
04. Cabeça Metal (SALÁRIO MÍNIMO)
05. Portas Negras (CENTÚRIAS)
06. Delírio Estelar (SALÁRIO MÍNIMO)
07. Cidadão do Mundo (AVENGER)
08. Batalha no Setor Antares (VÍRUS)09. SANTUÁRIO – Espártaco, Gladiador Rei (5:13)
10. KORZUS – Príncipe da Escuridão (5:41)
11. ABUTRE – Rock, Rock, Rock (3:54)
12. PERFORMANCES – Viajante Perdido (5:53)
13. ABUTRE – Quando o Fogo Começa a Arder (5:29)
14. PERFORMANCES – Guerreiro da Paz (6:56)
15. SANTUÁRIO – Santuário (5:31)
16. KORZUS – Guerreiros do Metal (4:40)
17. HARPPIA – Náufrago
18. HARPPIA – Asas cortadas
19. HARPPIA – Salém (A cidade das Bruxas)

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Marcelo Moreira e Maurício Gaia

Radicais e metaleiros contra moderninhos ecléticos. Uma simples discussão de boteco, em um momento de extremo tédio à espera do pronunciamento de um ministro da Fazenda, originou um projeto multimídia que ganhou respeito e reverência de leitores, ouvintes, músicos, empresários e jornalistas. Uma brincadeira que deveria ser tornar apenas um hobby, mas que evoluiu e cresceu. O Combate Rock ainda hoje é um dos poucos espaços na grande imprensa dedicados especificamente dedicados ao gênero musical que mudou a cultura popular do século XX – e a cultura em geral. E o que era hobby se tornou um empreendimento importante e interessante.

As discussões musicais de quatro jornalistas da editoria de Economia do extinto Jornal da Tarde deram origem a um blog aleatório em uma plataforma gratuita, em 2010, mas logo se tornou um espaço movimentado e atualizado diariamente na versão digital do JT e no Estadão.com, com apoio e incentivo da direção do veículo à época. Um ano depois estrearia o programa de web rádio Combate Rock no Território Eldorado, site da rádio Eldorado também hospedado no Estadão.com.

Com três anos de blog e dois de programa de web rádio, o Combate Rock cresceu e está partindo em busca de novos objetivos. Com muita informação, opinião e prestação de serviços, adquiriu credibilidade e mostrou que a grande imprensa pode sim tratar de rock’n'roll com seriedade e inteligência, mas também com bom humor, fazendo questão de incentivar as “pancadas”, “pontapés” e “debates acalorados”, no rádio e em texto. E as marcas Grupo Estado, Estadão.com, Jornal da Tarde e Território Eldorado foram fundamentais para atingir o atual patamar.

O Combate Rock em breve estará em nova casa, em um novo momento editorial e profissional. Somos imensamente  gratos aos leitores e ouvintes e os muitos milhares de amigos que nos acompanharam desde 2010. É um orgulho imenso ter compartilhado as “pancadas” com todos que nos acolheram nestes três anos. A partir de 2 de novembro, o Combate Rock poderá ser acessado no endereço www.combaterock.com.br e nas redes sociais - www.facebook.com e no twitter – @combaterock. Ainda hoje irá ao ar a última edição do programa Combate Rock, a de nº 108, no Território Eldorado, com a segunda parte do especial sobre o evento Super Peso Brasil – acesse em www.territorioeldorado.limao.com.br, clicando em Programas.

Além dos agradecimentos ao Grupo Estado, ao Estadão.com, ao Território Eldorado e ao extinto Jornal da Tarde, queremos lembrar, com muito orgulho, os amigos ajudaram a viabilizar o projeto. Obrigado ao Estadão.com, por acreditar no projeto do blog e sempre dar o suporte necessário, na equipe do jornalista Luís Fernando Bovo. Obrigado ao Território Eldorado, por viabilizar um programa de web rádio semanal diferente, bagunçado, mas informativo – agradecimento especial aos escudeiros Emanuel Bomfim e Luciano Borborema. E também agradecemos ao grupo original que iniciou o projeto – os jornalistas Marcos Burghi, Daniel “Morango” Fernandes”, Roberto “Capi” Capisano Júnior e Luciano “Coruja” Paço, que por razões diversas tomaram outros caminhos. Os quatro formaram a equipe com os jornalistas Marcelo Moreira e Mauricio Gaia, que permanecem á frente do empreendimento. Por último, agradecemos à cúpula do Jornal da Tarde – Cláudia Belfort e Décio Trujillo Júnior – que acreditaram no projeto desde o início.

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Marcelo Moreira

Rock deve ser cantado em inglês? É admissível que seja cantado em outra língua? Sempre defendi a primeira hipótese, e isso acabou incomodando alguns leitores do Combate Rock.

Em momentos de xiismo e radicalismo, não aceito ouvir rock sem ser em seu idioma oficial. Em outros momentos, até admito uma ou outra exceção. Já ouvi algumas coisas que chamaram a atenção em português, espanhol, italiano, sérvio, lituano, russo e húngaro. Mas nada que fosse realmente relevante nestas línguas.

Cresci atormentado pelo chamado rock brasileiro no final dos anos 70 e década de 80. Por mais que me esforçasse, meu interesse por bandas nacionais que cantavam em português era quase nulo. Ainda assim reconheço méritos grandes no trabalho de Paralamas do Sucesso, Golpe de Estado, Made in Brazil, Ira!, Titãs – assisti a milhares de shows destas bandas.

Eu me divertia com o Ultraje a Rigor, mas não os levava a sério. Gostava da pancadaria sonora de Cólera, Ratos de Porão e Garotos Podres, as únicas bandas, ao lado do Golpe de Estado, que me fizeram comprar LPs de rock brasileiro. Apesar de tudo isso, meu interesse por bandas de rock do exterior era infinitamente maior.

A partir de 2005 comecei a prestar um pouco mais de atenção a um certo movimento hard rock cantado em português no Brasil. Surgiam, ou ao menos despontavam, bandas formadas por excelentes músicos que não fariam feio na Inglaterra. Chamou-me a atenção o Bando do Velho Jack, de Mato Grosso do Sul.

Em seguida, achei bem interessante o hard funk do Mustang, liderado por Carlos “Vândalo” Lopes, guitarrista e vocalista do extinto Dorsal Atlântica.

As letras e temas das músicas dessas bandas não me agradam muito, até diria que não são lá essas coisas, mas musicalmente conseguiram fazer com que o rock em português ficasse palatável e audível, em nível muito superior ao tipo de música praticado por gente como RPM, Legião Urbana e toda uma série de grupos fracos dos anos 80.

Sendo assim seguem algumas impressões sobre o que existe de melhor no rock brasileiro atual em português – para o bem ou para o mal, nehuma delas toca no rádio ou faz sucesso ainda. São bem melhores do que os lixos que vemos na TV e ou nas emissoras de rádio, como as bandinhas emo, certas cantorazinhas que fazem um pop rasteiro achando que é rock e grupelhos com roupas coloridas:

Bando do Velho Jack

Bando do Velho Jack – São 15 anos de carreira de muito blues e southern rock. Ao contrário das porcarias sertanejas, que não passam de cópias malfeitas do pior country norte-americano, o grupo de Mato Grosso do Sul é o que há de melhor no rock em português atualmente. O quinteto aposta em releituras de músicas regionais do Mato Grosso do Sul, transformando-as em potentes rock – como o clássico pantaneiro “Trem do Pantanal” (Paulo Simões/ Geraldo Roca), sucesso na voz de Alimir Sater. É para quem gosta de Rolling Stones, Allman Brothers e Lynyrd Skynyrd. Já lançou quatro CDs.

Cracker Blues

Cracker Blues – Segue a mesma trilha do Bando do Velho Jack, mas com muito mais humor nas letras, embora estas não sejam tão inspiradas. O grupo paulistano já tem um CD na praça e começa a ganhar o circuito do interior do Estado, mostrando que tem um vasto mercado. Foi formado no ano 2000, fortemente influenciada pelo Blues Texano, Rock Sulista Americano e Country, além do blues acústico do Delta do Mississipi. No início, executava repertório composto por obras de Robert Johnson, ZZ Top, Allman Brothers, Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan, Sonny Boy Willianson II, entre outros, e posteriormente passou a incluir composições próprias em português.

Carlos Lopes, do Mustang (FOTO: MARCELO PEREIRA)

Mustang – Carlos “Vândalo” Lopes criou o seu power trio de hard soul e rhythm’n blues enquanto ainda era o líder da Dorsal Atlântica , banda pioneira no heavy metal nacional, nos anos 80. Quando percebeu que o Mustang tinha mais mercado e melhor aceitação, aos poucos foi deixando a banda original morrer de inanição. O novo trio nada tem de excepcional, mas a garra e a vontade de Lopes em permanecer na música – é jornalista e trabalha muito – merecem destaque. A música da banda pode não ser um grande trunfo, mas as letras das músicas são muito boas. Se o Los Hermanos tivesse o mesmo nível lírico – ou gravasse as músicas de Lopes – seria uma coisa de qualidade.

Baranga

Baranga – Quarteto explosivo de São Paulo que aposta em uma mistura de AC/DC e Motorhead, com letras óbvias relacionadas às duas bandas, ou seja, não espere nada de Bob Dylan. Não estaria errado dizer que é a banda mais barulhenta do Brasil hoje. Já lançou dois CDs, “Baranga” (2003) e “Whiskey do Diabo” (2005).

Matanza

Matanza – Não é um clone do Baranga, mas é mais pesada, com letras com um pouco mais de humor. Seu integrantes falam em mistura de country, hardcore e heavy metal. Prefiro dizer que um hard rock bem pesado e muito bem tocado, com uma timbragem que remete ao stoner metal. Já são 15 anos de carreira e cinco álbuns, sendo um dedicado completamente à obra de Johnny Cash – portanto, cantado em inglês.

Capa de CD do Carro Bomba

Carro Bomba – Mais AC/DC na parada. Está mais para o Baranga do que para o Matanza, seguindo uma linha hard mais pesada e não investindo muito em letras engraçadinhas. Também é som de festa, mas tem peso de sobra para agradar a qualquer metaleiro. Já gravou quatro CDs, e o mais novo deles é o melhor, “Carcaça”.

Motorocker

Motorocker – A mais AC/DC de todas, e também a mais antiga em atividade. Foi fundada em 1993, apesar de só ter dois álbuns lançados. O nome do primeiro, de 2006, “Igreja Universal do Reino do Rock”, já dá ideia do tipo de letras que eles cometem – embora a música-símbolo seja “Blues do Satanás”, bem sintomática. Para ouvir bem alto em festas, dirigindo em estrada boa ou simplesmente em casa para atormentar os vizinhos.

Pedra

Pedra – Mais próxima de uma MPB de qualidade e nem tão pesada, o Pedra tem o grande mérito de fazer um som versátil e inteligente, com letras acima da média do que se vê na pobreza do rock nacional atual e da MPB cada vez mais caindo para o samba de péssima qualidade. O quarteto de São Paulo, com dois CDs lançados, é proavelmente tudo o que Los Hermanos e Legião Urbana gostariam de ser, mas jamais serão.

Tomada

Tomada – Rolling Stones até a medula óssea, com DNA e tudo. Em seu primeiro CD, “Tudo Em Nome Do Rock & Roll”, que traz onze canções, eles mostram um rock limpo e muito bem executado, também com influências de blues e soul à la Stevie Wonder. Não tem o peso dass anteriores e nem a versatilidade do Pedra, mas faz um som dos mais agradáveis. Quem bom seria se o Skank soasse como o Tomada…

 

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do site Catraca Livre

Patrimônio da cidade e parada obrigatória para todos que se interessam por música, a loja de discos e selo Baratos Afins completa 35 anos de atividade, sob o comando do incansável Luiz Calanca. Para comemorar em grande estilo, o Sesc Consolação realiza uma série de shows exclusivos, entre os dias 15 e 21 de novembro, com artistas lançados ao longo de todos esses anos. Se apresentam Fábrica de Animais e Messias Elétrico, Cosmo Shock e 3 Hombres, Luiz Waack e Lanny Gordin, Radioativas e Mercenárias + Smack, com participação de Edgard Scandurra, e Salário Mínimo e Golpe de Estado, com participação de Serguei. Os shows têm ingressos de até R$ 20.

Fundada em 1978, mais do que vender discos, a Baratos Afins mantém também um selo, que iniciou na década de 1980 quando Arnaldo Baptista, ex-vocalista e baixista dos Mutantes, resolveu lançar seu segundo álbum solo de forma independente.

Daí em diante, passaram pela Baratos Afins vinis que marcariam a história da música brasileira, de artistas e bandas como Mutantes e Tropicália, Lanny Gordin, As Mercenárias, entre outros. Ampla e com um impressionante acervo total de 100 mil bolachões, a loja virou uma referência com o seu catálogo completo, incluindo muito rock, música brasileira, classic rock e títulos de novas bandas.

Dia 15 de novembro

Fábrica de Animais e Messias Elétrico (AL)

divulgação

Desde sua origem, em 2007, a banda Fábrica de Animais apresenta-se com grande frequência em São Paulo. Além de realizar o 1º Festival Fábrica de Animais no Juke Joint, antigo Sanja Jazz Bar, tocou no Bourbon Street, Sesc Vila Mariana, Centro Cultural São Paulo, Studio SP, e realizou temporadas em locais de destaque da nova cena do rock paulista, como Livraria da Esquina, Club Noir e Sarajevo.

As letras, escritas em sua maioria pela vocalista Fernanda D´Umbra e o guitarrista Sérgio Arara têm ainda três parcerias com o poeta Marcelo Montenegro. No show, além canções como Torto, Trôpego e Cambaleante, Tô Cansada, Honey, Ano Novo em Bagdá, Farra de Cicatriz, Pneumonia, But not today, entre outras, a banda apresenta sua versão punk-blues de Wang Dang Doodle, de Willie Dixon e uma versão de Hearth Attack & Vine, de Tom Waits.

No vocal, Fernanda, sem medo de soltar a voz e com grande domínio do repertório, conduz o show em uma performance segura e ousada. No instrumental, a banda traz para o rock da guitarra de Sérgio Arara, uma gaita nascida na terra do blues e tocada com extrema virtuose por Flávio Vajman, contando com uma “cozinha” firme e elegante formada pelo contrabaixo de Caio Goes e a bateria de Cristiano Miranda.

No show, a banda, que lançou recentemente seu primeiro CD pela Baratos Afins, mostra composições próprias nas quais a identidade musical construída pela mistura de blues, rock e soul destaca-se revelando uma maneira original de escrever e tocar rock´n´roll.

Messias Elétrico é um experimento musical fundado em meados de 2010. Um amálgama das diversas influências de cada integrante, lírica e musicalmente falando, o que resulta num caldeirão de possibilidades ilimitadas trabalhando a favor da música.

16 de novembro

Cosmo Shock e 3 Hombres

divulgação

Banda Cosmo Shock

Há cerca de seis anos surgiu a Cosmo Shock, banda que mescla blues elétrico com folk, rock, música experimental e baladas boogaloo, o que confere uma sonoridade única com doses de psicodelia. Formada por Cristiano nos vocais, órgãos e cordas; Fábio nas guitarras, Marcos no baixo; Mario – bateria.

3 Hombres foi formada em 1987, por Daniel Benevides -vocal e gaita; Minho K – guitarras; Thomas Pappon – guitarras; Jair Marcos – baixo; Walter Silva – bateria. O nome é uma alusão ao terceiro álbum do trio texano ZZ Top, que traduz a intenção musical da banda: um rock básico, pautado na trama do par de guitarras e no pelo da cozinha.

19 de novembro

Luiz Waack e Lanny Gordin

divulgação

Lanny Gordin

Luiz Waack é compositor, arranjador, guitarrista, violonista e instrumentista de cordas em geral. Também produtor e diretor musical atua no cenário musical brasileiro há trinta anos em shows, turnês nacionais e internacionais e gravações com artistas como Itamar Assumpção, Marisa Monte, Bocato, Ney Matogrosso e Luis Melodia. Tocou em bandas como Gang 90, banda Isca de Polícia (Itamar Assumpção), Turbilhão de Ritmos, entre outras. Como compositor tem dois trabalhos de música instrumental lançados pelo selo Baratos&Afins (Vidros&Trilhos e Maguari). Está em fase de produção de seu terceiro CD instrumental.

No repertório “Vidros e Trilhos”, Pá-Nela”, “Pro Hélio”, Marina “, Maguari”, “Onze”, “Pra Nina”, What a Wonderfull Louis! “, “Pra Sempre” e “Caminhando” serão tocadas em arranjos hora mais inimistas , hora mais pesados , em Baladas , Baião , Sambas , entre outros grooves, com muita improvisação e beleza. O show contará em seu final com a participação especial do guitarrista Lanny Gordin.

O guitarrista Lanny Gordin transita com muita propriedade pelo rock e o jazz. Nos anos 60 contribuiu para dar identidade à Tropicália. Recentemente gravou e lançou pela Baratos Afins, com direção de Luiz Calanca. O álbum conquistou elogios da crítica em todo o país e desde então tem realizado apresentações em diversos espaços divulgando este repertório, que é a base para o show especial deste projeto.

20 de novembro

Radioativas e Mercenárias + Smack – Participação de Edgard Scandurra

Radioativas traz à tona a cena musical do punk 77 através das guitarras do classic e hard rock, com influências que vão de Runaways a Beatles e Blondie, dos Rolling Stones a Ramones.

divulgação

As Radioativas

As Mercenárias é um grupo de pós-punk nacional que surgiu no início dos anos 80, com influências de bandas inglesas como Siouxsie and the Banshees, Joy Division, The Slits e Sex Pistols. Depois de um hiato musical, o grupo retorna com a integrante da formação original Sandra Coutinho acompanhada das novas integrantes Geórgia Branco (guitarra) e Pitchu Ferraz (bateria). O guitarrista Edgard Scandurra, integrante original das bandas Mercenárias e Smack, participa das duas apresentações.

As Mercenárias retornam como power trio e mostram o vigor post-punk de seu repertório que inclui clássicos como “Me Perco Nesse Tempo”, Santa Igreja e “Polícia”.

21 de novembro

Salário Mínimo e Golpe de Estado – Participação de Serguei

divulgação

Pioneira do Hard/Heavy brasileiro, a banda Salário Mínimo participou da primeira versão da histórica coletânea “SP Metal” (Baratos Afins, 1984) com as músicas “Cabeça Metal” e “Delírio Estelar”. Três anos depois, o grupo lançou seu primeiro álbum, “Beijo Fatal” (1987), ficando inativa em meados de 1990. O grupo paulistano vem promovendo o seu novo álbum, “Simplesmente Rock”, lançado pela gravadora Voice Music. Com China Lee – vocal; Daniel Beretta – guitarra; Junior Muzilli – guitarra e voz; Diego Lessa – baixo e voz; Marcelo Campos – bateria.

O Golpe de Estado é uma das principais bandas de hard rock do Brasil. Com quase 30 anos de carreira e atualmente com nova formação se dedica à divulgação do seu recém-lançado disco “Direto do Fronte”. Nos shows, além das recentes, embala novamente as canções dos anos 80. Com Dino Linardi – vocalista; Hélcio Aguirra – guitarrista; Nelson Brito – baixo; Roby Pontes -bateria.

SERVIÇO

  • Sex 15/11
    • às 16:00
  • Sáb 16/11
    • às 16:00
  • Ter 19/11
    • às 21:00
  • Qua 20/11
    • às 20:00
  • Qui 21/11
    • às 21:00
PREÇO R$ 20
LOCAL Sesc Consolação -  Comente!

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Jotabê Medeiros – O Estado de S.Paulo

Nasi vestia uma camiseta preta onde se lia: “O que Johnny Cash faria?”.

Scandurra e Nasi, apresentação libertadora - Eduardo Nicolau/ Estadão
Eduardo Nicolau/ Estadão
Scandurra e Nasi, apresentação libertadora

Bom, certamente Johnny Cash faria o mesmo que Nasi e Scandurra: deixaria finalmente a toca, colocaria sua raiva no case do violão e empunharia sua música intacta e precisa goela abaixo da noite de São Paulo.

Na grande noite da reconciliação, quarta-feira (30), na Vila Olímpia, os dois homens de frente do Ira!, o vocalista Nasi e o guitarrista Edgard Scandurra, ressurgiram juntos, ombro a ombro, após 6 anos de litígio. O palco era num local insólito – o Traffô, um daqueles clássicos bufês de eventos de casamento e formatura, com seus salgadinhos iguais (a empanada de carne e o patê eram irmãos gêmeos), seu espumante igual, seu DJ com a mesma seleção igual de eighties.

Era uma noite beneficente, o show existia para assegurar ajuda a uma escola de crianças com dificuldades diversas de aprendizado, a Escola Nane.

Scandurra tem um filho que é aluno ali. O músico usou então sua agenda de telefones para chamar uns amigos para tocar consigo (além de sua própria banda de estrada, com o filho Daniel no baixo e Felipe Mello na bateria, além da ajuda preciosa do teclado do veterano Johnny Boy).

O primeiro convidado era Arnaldo Antunes. Ele trouxe um clássico dos Titãs ao palco, O Que, um paredão concretista que desfrutou da sorte de contar com a credibilidade da guitarra de Scandurra. Outro amigo era Paulo Ricardo, que nos anos 1980 integrou uma banda de “primos ricos”, como apresentou Scandurra: o RPM. Paulo começou com A Cruz e a Espada. O outro convidado penou com o microfone: era o trompetista Guizado.

A plateia adorou os dois estilos, o rock uspiano de Arnaldo e a velha fanfarronice de Paulo Ricardo, mas urrava cada vez que havia um intervalo: “IRA! IRA! IRA!”.

Até que Scandurra anunciou: “Vou chamar agora um amigo. Um amigo com quem eu não falava desde 2007. A gente botou tudo na balança e viu que o que vale… Qualquer sentimento é bom no coração. Que errar é humano. Vou chamar um amigo, um tremendo de um cantor. Com vocês, Nasi!”

Nasi está tão roliço que parece que se tornou dois, mas o mais louco é que, se você o olha bem, enxerga claramente o mesmo moleque dentro daquele rosto enorme.

Nasi entrou e os dois se abraçaram. O cantor parecia que ia dizer alguma coisa, mas o guitarrista não lhe deu chance: sugerindo ansiedade, iniciou rapidamente os riffs de Flores em Você. Havia mágoa ali ainda, era evidente, mas a música era maior, imperativa, condicionadora.

Nasi, é evidente, já teria que cuidar do famigerado colesterol alto, mas na metade do show já começa a acenar para todos os lados pedindo um cigarro com o gesto dos dois dedos na boca. “Quero fumar”, diz. “Quero fumar!”, repete, já impaciente. Tanto insiste até que lhe dão um cigarro, mas ele não chega a desfrutar, a bituca apaga antes que ele termine o verso. Daria certo depois.

Impressiona o número de hits que a banda, iniciada com alguns moleques da Vila Mariana em 1980 e bolinha, eternos meninos da Rua Paulo (hoje cinquentões), desfila em pouco mais de uma hora de show. Os refrões são admiráveis pelo que têm de concentrado. Soam como um bloco de argila muito compacto, harmonioso, indescolável. Embora produto de uma era adolescente, não são nunca pueris os versos. “Você pensa que sou louco mas estou só delirando/Você pensa que sou tolo mas estou só te olhando/La lala lalalala”, diz a letra de Núcleo Base, que é de 1985.

Cantados pela voz rouca e lamacenta de Nasi (que manteve a sua clássica expressão de ironia e êxtase do início ao fim da jornada), os refrões encontravam a lapidação na guitarra descomunal de Scandurra. Um complementa o outro de forma espantosa. O sotaque paulistano suburbano da dupla parece conferir um selo de autenticidade de cantina, com aquela conjunção chicletosa entre o N e o T na letra de Mudança de Comportamento ou o jeito Moóca que perpassava os versos de Envelheço na Cidade.

Tocaram duas versões: Foxy Lady, de Jimi Hendrix, e Você não Serve pra Mim, de Roberto Carlos (essa última com todo mundo junto no palco, momento irrepreensível e irrepetível do rock nacional).

O público não arredava pé, pedia bis o tempo todo. Já chegava perto da meia-noite e eles voltaram mais duas vezes. Ferozes e amistosos, Nasi e Scandurra ofertaram ali o que têm de melhor: sua simbiose compulsória, que os obriga a andar lado a lado mesmo quando parece que é a contragosto. Sua apresentação foi libertadora, como se tivessem serrado as grades de uma prisão. De agora em diante, não há mais fardo, só música.

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da equipe Combate Rock

Banda durante apresentação no festival japonês Loud Park – crédito da foto: divulgação/Loud Park

Após excelente apresentação no renomado festival japonês Loud Park, o Angra, um dos pilares do metal brasileiro no exterior, já está de volta ao Brasil e anuncia mais uma apresentação pelo país. A Agência Sob Controle confirmou para o próximo dia 30 de novembro, nova apresentação da banda na cidade de São Paulo. O show será realizado no Espaço Victory, local que já recebeu diversas grandes atrações nacionais e internacionais.

Esta performance faz parte da turnê que celebra 20 anos de lançamento do clássico álbum “Angels Cry”. Kiko Loureiro (guitarra), Rafael Bittencourt (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Ricardo Confessori (bateria) tem encantado os fãs com um set list recheado de composições que coroam a carreira dos músicos, tendo como convidado especial, o vocalista italiano Fabio Lione.

Os ingressos estarão estão à venda na Galeria do Rock (loja Hellion), Santo André (Metal CDs) e no site da Ticket Brasil, a partir do próximo dia 31 de outubro, nos seguintes valores: R$ 30,00 (1° lote estudante/promocional), R$ 40,00 (2° lote estudante/promocional), R$ 60,00 (1° lote inteira) e R$ 80,00 (2° lote inteira).

Além do Japão, o grupo já se apresentou em diversas cidades da Europa e América Latina. Neste momento, eles se preparam para o lançamento de um novo DVD recentemente gravado na capital paulista.

Formada em 1991, a banda Angra já passou por algumas reformulações em seu lineup, mas nunca deixou de ser um dos nomes mais respeitados da música pesada nacional. Com sete discos na carreira, mais de 1 milhão de discos vendidos ao redor do mundo, o grupo excursionou por todas as Américas, Europa, Japão, Ásia e Oceania, conquistou vários prêmios e seus integrantes anualmente figuram na lista dos melhores músicos de cada ano devido a fidelidade de seus fãs.

Reconhecidos pelo instrumental altamente técnico e pela alquimia do metal com elementos regionais brasileiros, o Angra inclusive foi uma das atrações da primeira edição do festival Monsters of Rock, dividindo o palco com nomes do peso de KISS, Black Sabbath e Slayer.

Serviço São Paulo
Agência Sob Controle orgulhosamente apresenta Angra
Dia: 30 de novembro de 2013 – sábado
Horário: 20h
Abertura da casa: 2h00 antes do início do espetáculo
Local: Espaço Victory
End: Rua Major Ângelo Zanchi, 825 – ao lado do Metrô Penha

Valores Ingressos:
Estudantes: 1° lote: R$ 30,00 | 2° lote: R$ 40,00
Inteira: 1° lote: R$ 60,00 | 2° lote: R$ 80,00
Porta: a confirmar

Pontos de Venda (ingressos nas lojas disponíveis a partir de 31/10/2013)
Galeria do Rock: loja Hellion – 1° andar | 11 3223.8855
Santo André – Metal CDs: (11) 4994.7565 – R. Dr. Elisa Flaquer , 184
Ingressos online: www.ticketbrasil.com.br
Capacidade: 4.000 lugares
Censura: 14 anos (desacompanhados). Menores dessa idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis.
Duração: Aproximadamente 1h30
Abertura da Casa: 2h antes do espetáculo

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do blog Roque Reverso

MalmsteenO virtuoso guitarrista Yngwie Malmsteen voltará ao Brasil em novembro para apresentações em três capitais:  em Curitiba, no Teatro Positivo, no dia 7; em São Paulo, no Carioca  Club, no dia 8; e, em Porto Alegre, no Bar Opinião, no dia 9.

De acordo com a produtora Alive Concerts, o primeiro lote de ingressos para o show da capital paulista já está esgotado e o segundo lote já está disponível para os fãs.

Malmsteen está promovendo seu mais recente álbum, “Spellbound”, de 2012.

O guitarrista sueco terá na banda de apoio a companhia de Ralph Ciavolino (baixo), Mark Ellis (bateria) e Nick Marinovich (teclados).

Quem já viu uma apresentação de Malmsteen sabe que o sueco tem um dom impressionante e um domínio raro da guitarra. A despeito de ser uma figura polêmica e nem sempre simpática, o músico é garantia de um show com qualidade.

Em São Paulo, as entradas para a Pista custam R$ 180,00 e, para o Camarote, R$ 280,00. Estão à venda nos sites www.ingressorapido.com.br e www.clubedoingresso.com.br

Em Porto Alegre, os ingressos para Pista custam R$ 140,00. Estão à venda no site www.minhaentrada.com.br/evento/yngwie-malmsteen-668

Em Curitiba, as entradas para a Plateia Inferior custam R$ 256,00 e para a Plateia Superior custam R$ 186,00. Estão sendo vendidas no site www.diskingressos.com.br

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Giovanni Tonussi – Rádio Eldorado

A lista de discos mais vendidos da semana nos Estados Unidos, mantida pela Billboard, teve um duelo entre o rock e o pop. E quem venceu foi Pearl Jam, que atingiu o topo de vendas desbancando a cantora Miley Cyrus.

Por enquanto foram mais de 160 mil cópias vendidas do disco Lightning Bolt, recem lançado pelo Pearl Jam no último dia 14. Essa é a quinta vez que eles atingem o topo.

Depois de Miley Cyrus, que caiu para segunda colocação, o rock volta com tudo com o disco New, novidade do Paul McCartney em terceiro lugar.

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da equipe Combate Rock

Banda curitibana está divulgando novo álbum. Ingressos para apresentação em SP já estão à venda

Após dividir o palco com os alemães do Destruction, o power trio curitibano do Imperious Malevolence terá uma nova grande responsabilidade. O grupo foi convidado pela produtora Showmaster para abrir duas das três apresentações que a virtuosa banda norte-americana Nile fará pelo Brasil.

Alexandre W.A (baixo/vocal), Danmented (guitarra/vocal) e Antonio Death (bateria) tocam em Curitiba (19/12 – Music Hall) e em São Paulo (21/12 – Carioca Club) visando divulgar seu mais recente registro fonográfico “Doomwitness”. Este trabalho é um lançamento Rock Brigade Records, distribuição física da Voice Music e digital da CD Baby. Confira o videoclipe da música “Doomwitness” em http://vimeo.com/55438730.

Já a banda norte-americana Nile, um dos nomes mais respeitados do technical death metal, encerra a passagem pelo país em Porto Alegre (22/12). Neste momento, Karl Sanders (guitarra/vocal), Dallas Toler-Wade (guitarra/vocal), Chris Lollis (baixo/vocal) e George Kollias (bateria) estão em plena turnê de divulgação do disco “At the Gate of Sethu”, lançado, no ano passado, via Nuclear Blast Records.

Os ingressos para a performance na capital paulista continuam à venda, e custam R$ 60,00* (pista meia-entrada), R$ 80,00* (pista promocional), R$ 150,00* (camarote meia-entrada) e R$ 200,00* (camarote promocional)*. Os fãs podem garantir presença no site da Ticket Brasil  https://ticketbrasil.com.br/show/nile-sp) e nos pontos autorizados pela empresa.

Com quase 20 anos de estrada, o Nile destila técnica a cada riff, sendo a mitologia egípcia, árabe e mesopotâmica suas principais fontes líricas. A primeira passagem da banda pelo país aconteceu em 2010, quando se apresentaram, no dia 18 de março, no Santana Hall, em São Paulo.

Serviço São Paulo
Showmaster apresenta Nile
Data: 21 de dezembro
Local: Carioca Club
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2.899 – Pinheiros
Hora: 18h
Ingressos online e pontos de venda: https://ticketbrasil.com.br/show/nile-sp…
Valores dos ingressos:
Pista (meia-entrada): R$60,00
Pista (promocional): R$ 80,00
Camarote (meia-entrada): R$150,00
Camarote (promocional): R$ 200,00
*acréscimo de 15% de taxa conveniência

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Marcelo Moreira

A capital brasileira dos duendes está em festa. Ao menos na música, vai expulsando os ETs com sabedoria e muita música boa e pesada. Depois do ótimo Tray of Gift, que lançou no ano passado seu álbum auto-intitulado, agora é a vez do Kernunna, que também lança seu trabalho de estreia, “The Seim Anew”.

As duas bandas são de Varginha, no sul de Minas Gerais,. e são filhotes diretos do Tuatha de Dannan, que está voltando à ativa inclusive. Totalmente mergulhadas no folk metal e no celtic metal, as três bandas mostram um som incomum no rock pesado abaixo da linha do Equador, mostrando que há “irlandeses” e “gaélicos escoceses” em um país latino-americano onde neve e frio congelante são raros de Santa Catarina para cima.

O Tuatha de Dannan é uma maluquice de meia dúzia de bardos que mineiros que não se conformavam em não ter nascido em Dublin, Belfast, Cork, Aberdeen ou nas Highlands escocesas. O som da banda era totalmente calcado em Jethro Tull e na banda que foi símbolo do fol metal dos anos 90, o Skyclad – seu ex-líder, o cantor Martin Walkyer, é presença constante no festival anual de metal da cidade, o ótimo Roça’n'Roll.

Com três álbuns muito bons na praça, o Tuatha decide dar uma parada por tempo indeterminado em meados da década passada, com seus integrantes partindo para outros projetos e atividades fora da música. O mais ativo deles, o vocalista Bruno Maia, que além de líder do combo é também o organizador do Roça’n'Roll, lançou em 2007 “Braia”, um CD mais voltado para a folk music, com a maioria das letras em português.

Kernunna

Com a indefinição do grupo, parte dos integrantes foi para o Tray of Gift, de orientação mais pesada e com mais guitarras, mas mantendo a pegada folk que caracteriza parte das bandas de rock da região. Pode-se dizer que é mais folk metal que a banda que a originou. Maia, cada vez mais ocupado com o Roça’n'Roll, só conseguiu pensar em música no ano passado, e o resultado é outra banda folk metal, incluindo outros integrantes do Tuatha.

O Kernunna impressionou logo que divulgou seus dois primeiros singles, a faixa-título do álbum e a que nomeia a banda, com arranjos simples, mas bem elaborados, e guitarras afiadas, mas sem o peso que a irmã Tray of Gift. O Kernunna, na verdade, é uma evolução natural do Tuatha de Dannan, seguindo a linha de apostar bastante em mais elementos celtas, com sonoridades que remetem diretamente à Irlanda e aos melhores momentos acústicos do Jethro Tull. “The Seim Anew”, a música, é empolgante por inteiro, com um timbre de guitarra equilibrado e solos instigantes.

O álbum do Kernunna soa mais bem resolvido que o do Tray of Gift, provavelmente por conta da produção melhor e das faixas mais diversificadas. Dá para ousar dizer que, justamente pela boa produção, “The Seim Anew” soa melhor até mesmo que os álbuns do Tuatha de Dannan, o que soa como uma heresia em um primeiro momento.

Enquanto a banda irmã soa bem próxima do Skyclad, com uma sonoridade sem muitas novidades, o Kernunna optou por buscar algo mais nas raízes do próprio Tuatha, misturando com influências de bandas como a irlandesa Cruachan, a suíça Eluveitie e a finlandesa Korpiklaani. Há muita presença de teclados, bem mais do que nas músicas do Tuatha, sem que isso descaracterize o folk metal “mais folk”, como no caso da ótima “Snark”.

Para os puristas do gênero, “Póg Mo Thóin” é uma brincadeira que mistura folk irlandês e country music em uma letra bem humorada – o título brinca com a sonoridade do quase impronunciável gaélico, que ainda é falando em várias regiões da Irlanda, do País de Gales e da Escócia. E dá-lhe rabeca, sanfona (ou acordeon) e sons que simulam instrumentos de origem celta e irlandesa.

Se o som remete diretamente ao mundo celta, algumas letras, mesmo em inglês, fazem alusão a aspectos do folclore nacional. É o caso de duas músicas: “Em The Last of the Seven Ears”, o tema versa sobre o personagem mineiro “Sete Orelhas”, um justiceiro dos tempos do Império. Já “Curupira’s Maze” é baseada no mito do Curupira, o personagem com os pés invertidos protetor das florestas e dos animais.

“The Dreamer” bebe diretamente na primeira fase do Genesis e na fase “Aqualung” do Jethro Tull. É o grande do destaque, com seu solo maravilhoso de violino e uma linha de baixo quase inacreditável. Para completar, um jogo de vozes e backings elogiável, de muito bom gosto, tudo embalado por uma cama delicada de teclados. Ao final da música, mais referências progressivas, desta vez ao excelente Yes. Já pode ser considerado um dos melhores lançamentos do ano no metal nacional.

A paixão de Bruno Maia pela cultura anglo-irlandesa é evidente e espalhada por todo o álbum. O título é uma experimentação linguística das interrogações “The Same? A New?” do escritor irlandês James Joyce. Além da faixa título, as músicas The Keys to Given! e Ricorso também têm como referência a obra “Finnegans Wake” de Joyce. Já a faixa “Snark” é uma alusão ao poema “The Hunting of the Snark”, de Lewis Carroll, que escreveu nada menos do que “Alice no País das Maravilhas”.

As composições ficaram ao cargo de Bruno Maia, vocalista do Tuatha de Danann e Braia. O músico também produziu o álbum, juntamente com Marco Diniz. As gravações foram realizadas nos estúdios Teochi e Roça ‘n’ Roll Studios.

“Sem dúvida, este disco é o melhor trabalho musical com o qual já me envolvi. Este é, a meu ver, o grande objetivo de qualquer artista, se superar. Conseguimos elevar o Folk Metal que praticávamos antes a um novo patamar, tem muito de Rock Progressivo, de World Music e as influências celtas e irlandesas estão mais evidentes. O lance de termos três vocalistas principais colore muito nosso som e nos abre novos horizonte “, destaca Bruno Maia em entrevista recente a um site de música mineiro.

O Kernunna é formado por Bruno Maia (vocal, guitarra, whistle, bandolim, banjo, bouzouki), Edgard Brito (teclado) e Rodrigo Abreu (bateria), juntamente com Khadhu (vocal, baixo e cítara), Marco Diniz (guitarra e vocal), Alex Navar (gaita de fole) e Daiana Mazza (violino). Essa formação, segundo o mentor da banda, é um “timaço” de músicos.

“Do Tuatha vieram dois amigos e parceiros com quem toco há anos, o Rodrigo e o Edgard, que já sabia a qualidade que eles trariam. Na gaita de fole, Alex Navar, um grande amigo e grande pesquisador da música irlandesa, integrante do Braia. O Diniz, além de ter gravado o disco, entrou com lindas linhas vocais e na guitarra. Os violinos foram gravados pela Daiana Mazza, que tocou com o Marcus Viana. E o Khadhu destruiu! Ele é um monstro musical, suas linhas de baixo são ótimas e saltam no disco inteiro, ele introduziu a cítara em duas músicas que deram um brilho animal no disco, além dos vocais que impressionam. Quem conhece o Cartoon, já sabe”, ressalta.

Tuatha de Dannan versão 2013

O Tuatha de Danann, a despeito dos projetos que originou, voltou definitivamente em 2013. O retorno ocorreu em grande estilo, no Roça’n'Roll deste ano, e teve shows em várias cidades do Sudeste no segundo semestre. Maia diz que a volta é para valer depois de quase cinco anos e de apresentações raríssimas e esporádicas desde então.

“Foi ótimo fazer novamente um show com o Martin (Walkyier) e com o Tuatha. Obrigado pela atenção de todos que estiveram lá ontem. Logo o Tuatha estará tocando em outras cidades, pois a demanda está grande e ainda estamos negociando novas apresentações”, declarou o guitarrista Rodrigo Berne ao site Imprensa do rock. “Se tudo der certo, um novo CD. Estamos fazendo as coisas com calma; queremos fazer um grande material novo, que, se possível, supere o CD Trova di Danú, veremos. Vontade nossa é que não falta, só não queremos entrar em frias e situações problemáticas que desgastam qualquer banda.”

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    Marcelo Moreira

    Jornalista

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