Tributo à Legião Urbana: botando a cara para bater
- 26 de maio de 2012|
- 22h30|
- Tweet este Post
Categoria: rock brasileiro
Emanuel Bonfim
Fã algum, em sã consciência, poderia pensar em reviver a Legião Urbana sem a presença de Renato Russo. Nem mesmo Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá cogitaram tal possibilidade. Desde que o cantor morreu, em outubro de 1996, nenhum movimento em torno da banda foi tão ousado quanto este que se sucederá na terça e na quarta, no Espaço das Américas.
Por mais que se reforce o tom de tributo, no palco estará a formação original do grupo, só que desta vez acompanhada de um único e novo vocal – não de vários, como foi a apresentação com a Orquestra Sinfônica Brasileira no Rock in Rio. Todo foco estará em Wagner Moura, eleito para interpretar os hinos de um dos fenômenos mais importantes do rock brasileiro nos últimos 30 anos. A ideia, aparentemente inusitada, partiu do ex-presidente da MTV, André Waisman, que é próximo a Dado.
Desconfiado, o guitarrista não vetou a proposta logo de cara, disse que “até torceu para que Wagner dissesse não”, mas foi surpreendido com a reação empolgada do ator. “A resposta dele foi tão entusiasmada e esfuziante que eu pensei: ‘Cara, a gente vai fazer’”, contou o músico durante uma pausa dos ensaios no Rio de Janeiro no início do mês. “Depois que a gente falou com ele, a gente chegou a uma conclusão: esse cara é corajoso pra caramba!”, emenda Bonfá.
Wagner estava participando do Festival de Berlim quando recebeu o convite e não hesitou em abraçar o projeto, mesmo diante do desafio de cumprir o papel de um de seus ídolos na juventude. “Eu não tinha como não aceitar. Eu sou muito fã da Legião Urbana. Se alguém te liga em casa e diz: ‘Quer fazer um show com Dado e Bonfá?’ O que você vai responder? É claro que sim!”, explica.
Apenas uma homenagem. A primeira preocupação dos responsáveis, tanto da MTV, quanto dos três artistas, foi deixar claro que se tratava de uma homenagem e não de uma retomada da banda, evitando, assim, reações mais indignadas de fãs. “É um negócio muito arriscado para todos nós. Todo mundo está botando a cara para bater”, admite Moura. “Eu vou funcionar como um porta voz dessas milhões de outras vozes que precisam ouvir essas músicas, que precisam ver esses caras juntos no palco de novo.”
Não é só o sucesso e ampla projeção nos cinemas que credenciou Wagner Moura para a difícil tarefa. Quando não está em cena, o ator canta com sua banda da época de colégio, Sua Mãe. O talento musical ainda permitiu que demonstrasse sua veneração pela Legião nos filmes Vips e Homem do Futuro, onde interpretou Será e Tempo Perdido, respectivamente.
Todo mundo. “O Wagner está cantando as músicas da forma que ele entende. Está sendo interessante de se acompanhar. Ele se coloca ali dentro, emana toda aquela força que a canção representa”, elogia Dado. “Tem essa coisa da Legião ser meio de todo mundo. A gente quer que a galera cante também e ele é o cara que vai fazer isso”, completa Bonfá.
O tributo vai virar CD e DVD, parte da série MTV Ao Vivo, além de ser exibido ao vivo na programação da emissora, na terça-feira à noite. No repertório, não faltarão hits que tocam e fazem sucesso até hoje nas rádios, além de alguns lados B e faixas dos últimos dois álbuns da Legião (A Tempestade e Uma Outra Estação), jamais executados ao vivo pela banda.
or sugestão de Wagner, o diretor teatral Felipe Hirsch assumiu a direção cênica e também ajudou na escolha das 25 músicas previstas para a noite. “Eu sugeri a entrada de cinco ou seis canções”, revela.
Com ele, o projeto ganhou recentemente outro chamariz: o guitarrista Andy Gill, do Gang of Four, irá se juntar ao grupo para tocar faixas da Legião e de sua banda de origem. O objetivo é apresentar ao público algumas das influências na formação do trio brasiliense. “Podia falar do Clash, dos Pistols, até do Buzzcocks, mas o Renato Russo falava muito era do Gang of Four. É uma banda extremamente sofisticada dentro do punk inglês”, avalia Hirsch.
Segundo Dado, Bonfá e o próprio Wagner, os shows funcionarão como uma espécie de “último ato” neste resgate da Legião Urbana, ainda que no plano comercial a banda nunca tenha deixado de mostrar sua força. São, afinal, mais de 15 milhões de discos vendidos, entre os de estúdio e diversas coletâneas feitas posteriormente.
“É um fenômeno extraordinário. Os artistas que eu mais gosto são os que conseguem ser populares e ao mesmo tempo muito coesos com a natureza de sua arte. A Legião conseguia este equilíbrio de uma forma muito bonita”, define Moura.
TRIBUTO – À LEGIÃO URBANA
Espaço das Américas. R. Tagipuru, 795, Barra Funda. 3ª e 4ª, às 21 h. R$ 200 (dia 29, esgotados)
Tópicos Relacionados
Band of Horses volta ao Brasil
- 26 de maio de 2012|
- 17h00|
- Tweet este Post
Categoria: Anos 90

O grupo Band of Horses debutou no Brasil durante o festival Lollapalooza, no dia 8 de abril. Logo que apresentaram seu cartão de visitas, a canção For Annabelle, o público já demonstrava que eles teriam uma longa e amigável relação com o Brasil. Tanto que, pouco mais de um mês depois daquele show, já estão de volta – tocam esta noite no Beco 203, na Rua Augusta.
Garageiro, o grupo (que vem parte da Carolina do Sul, parte de Minnesota) faz um coquetel de folk, blues, rock e country com um ingrediente extra, uma explosão de guitarras, que tem poucos equivalentes atuais. Tem uma pinta meio hillbilly, mas com tatuagens tarantinianas. Ben Bridwell, que forma o exército Band of Horses com Creighton Barrett (bateria), Tyler Ramsey (guitarra) e Bill Reynolds (baixo), falou ao Estado sobre o retorno.
Como aconteceu o convite para voltar a São Paulo?
Rapaz, foi uma surpresa. Quando tocamos no Lollapalooza, tivemos uma conversa sobre voltar a São Paulo, foi tão bacana que queríamos voltar logo, talvez em um ano ou dois. Não tinha ideia de que seria tão rápido. Nosso agente foi rápido, fez um acerto e estamos a caminho. De certa forma, é bom porque voltamos com a memória daquele show ainda fresco entre as pessoas que viram, ao vivo ou pela TV.
Bom, vocês se saíram muito bem tocando para 20 mil pessoas. Como será agora, voltar para tocar num lugar pequeno?
Sempre nos sentimos muito bem tocando em lugares pequenos. Podemos tocar coisas mais lentas, experimentar coisas do álbum que não funcionariam tão bem numa arena, num estádio. Hoje em dia não temos mais essas escolhas de onde vamos tocar, porque os pedidos nos levam para muitos lugares distantes, muitos festivais.
Eu vi vocês em uma press conference para veículos especializados durante o festival e pareciam bem à vontade. Tiveram chance de conhecer algo da vida cultural paulistana?
Rapaz, é um lugar muito bonito. É um sonho poder viajar a lugares dos quais só ouvimos falar. Foi além da conta, muita gente interessante. Há um ambiente urbano muito fértil, muita coisa acontecendo. Desta vez quero ter mais tempo para explorar o centro de São Paulo.
Durante seu show, vocês agradeceram ao Foo Fighters. Não entendi muito bem. Por quê?
Nós todos voamos com eles. O Foo Fighters tem um jato, um Boeing 747, e convidou todos nós, incluindo as equipes, incluindo o grupo de Joan Jett, para voar com eles no mesmo avião pela América do Sul durante nossa turnê. Eles demonstraram real gentileza e hospitalidade, não foi só uma carona. São gente pé no chão, sem afetação, e nós ficamos realmente agradecidos pelo conforto que nos ofereceram, de forma espontânea, sem querer nada em troca. São muito cavalheiros.
Ouvi que estão em processo de gravar um novo disco…
Acabamos de finalizar, foi na semana passada. Está todo pronto. Não temos um nome ainda, é a parte mais difícil de um álbum novo para mim. É como batizar uma criança, não é fácil. Poderá ser o nome de uma das canções, ainda não sabemos. Escolher um título perfeito é uma experiência mais complicada até do que finalizar um álbum. Na verdade, já tocamos algumas canções em São Paulo durante o novo show. Podemos então inaugurar uma nova tradição em São Paulo: toda vez que formos à sua cidade, vamos tocar canções inéditas, que tal?
Muito bom. Estive no show do Bob Dylan há alguns dias, no Rio de Janeiro, e notei que vocês têm muitíssimo a ver com a abordagem da banda dele.
Sou um grande fã de Bob Dylan. Amo como ele toca e se apresenta ao vivo. E também a forma como ele nunca apresenta uma música do mesmo jeito, é sempre como se fosse algo novo. Nós incorporamos muito daquilo em nosso jeito de fazer shows.
Tópicos Relacionados
Horrors, outra atração do Festival da Cultura Inglesa
- 26 de maio de 2012|
- 12h00|
- Tweet este Post
Categoria: Anos 90
Jotabê Medeiros
Tom Cowan, tecladista dos Horrors, é irmão de Freddie Cowan, guitarrista dos Vaccines. Duas bandas admiradíssimas das safras recentes do rock inglês. Será que a família Cowan andou jogando seus filhos dentro do caldeirão do druida?
“Rapaz, tem um tempão que não falo com meu irmão. Sei que ele andou por aí, tocando na América do Sul com os Vaccines, mas nem sei como foi, ainda não nos vimos. Está difícil encontrá-lo”, disse ao Estado Tom Cowan, que toca pela primeira vez no Brasil com The Horrors, nesse domingo, no 16º Festival da Cultura Inglesa (o povo vai atrás do Franz Ferdinand, mas vai pirar com The Horrors, é bandaça).
A entrevista foi curtinha, Cowan aproveitou apenas para esclarecer algumas questões que sempre pintam quando se defronta com o jornalismo musical. “Muita gente faz comparações da gente com Jesus and Mary Chain, mas tenho de confessar uma coisa: eu nunca ouvi muito Jesus and Mary Chain”, afirma. “Temos muita influência das coisas mais pesadas do Birthday Party. E Cramps. Amamos os Cramps, todo o espectro musical deles”.
The Horrors desembarca a bordo de seu terceiro e novíssimo disco, Skying (recém-lançado no Brasil pela Lab 344). Cheio de sintetizadores e aqueles climões pós-punks oitentistas (ecos de Psychedelic Furs, Echo and the Bunnymen, Simple Minds, algo também do kraut rock, bandas como Can e Neu), o disco tem combustível para fazer a tarde ficar incandescente no Parque da Independência.
Tópicos Relacionados
Julian Temple, o homem que colocou o rock na tela
- 26 de maio de 2012|
- 6h47|
- Tweet este Post
Categoria: Anos 70, Anos 80, Blues, classic rock, punk rock
Jotabê Medeiros
Ele fez o cinema se debruçar visualmente sobre as obras de David Bowie, Clash, Sex Pistols, Dr. Feelgood, entre outros astros do rock. Sua cinematografia resultou num neologismo que é amplamente utilizado hoje em dia, o rockumentary, um tipo de documentário que examina a mitologia do rock.
O cineasta britânico Julian Temple está no foco do 16.º Festival Cultura Inglesa, neste fim de semana – sua obra chave, o cult movie Absolute Beginners, de 1986, que teve David Bowie e Sade como estrelas, será reexibida na jornada.
Ele mesmo estava de malas prontas para vir, na semana passada, mas a morte repentina do seu pai o fez cancelar a palestra que faria. Antes de tudo, porém, ele falou ao Estado de S. Paulo sobre o retorno ao Brasil (esteve recentemente no Rio de Janeiro para escolher locações para a série Children of the Revolution, uma varredura fílmica de cidades musicais pelo mundo afora.
Em uma breve mas vibrante entrevista, Temple falou de muitos assuntos, do Rio de Janeiro ao agitador cultural Malcolm McLaren, que descobriu os Sex Pistols e morreu recentemente. “Ele podia combinar genialidade e tolice, esperteza e estupidez em poucos minutos”, afirmou.
Também falou da própria vida, e do orgulho com a filha atriz, a bela Juno Temple, de 21 anos, que está no elenco do novo filme do Batman. “O que é mais importante para mim é que ela sabe o que faz. Há péssimas experiências na indústria do cinema, mas ela tem convicção de suas escolhas”, garantiu.
Sobre o filme que o projetou como artista, Absolute Beginners, Temple é ambíguo em sua avaliação. Diz que o fracasso inicial do filme só foi mais evidente na Inglaterra, justo onde deveria ser um sucesso. Mas que o fato de ter se tornado um cult movie nos anos seguintes o redimiu.
“Sou feliz com o sucesso, mas ainda tenho problemas com o filme. Não é perfeito. Era um projeto ambicioso e funcionou, e visualmente é muito poderoso. De qualquer modo, veio do meu coração. Faço meus filmes como manifestos pessoais”, disse.
Absolute Beginners foi, para a Inglaterra, o equivalente a Ruas de Fogo para os americanos. Um filme inicialmente rejeitado que vai sendo redescoberto aos poucos, e logo é aceito como retrato de um período e de suas aspirações.
Baseado em livro de Colin MacInnes, o musical de Julian Temple parecia anacrônico em sua alegoria dos anos 1950, mas era apenas uma antevisão de anacronismos. Aos 59 anos, Julian Temple começou na vida filmando os primeiros shows dos Sex Pistols e nunca parou de fazer filmes.
16º CULTURA INGLESA
FESTIVAL
Programação completa: http://festival.culturainglesasp.com.br. De 25/5 a 30/6
ENTREVISTA
Você tem um projeto de um filme sobre o Rio de Janeiro, que integraria a série Children of the Revolution. Já começou a filmar?
Ainda não. Estivemos visitando o Rio para escolher locações. A série é sobre cidades musicais, centros urbanos cuja história social seja permeada pela música, cujo desenvolvimento tenha se dado com o desenvolvimento musical. Escolhi algumas delas, como Detroit, nos Estados Unidos, e Londres. O Rio é uma das mais ricas cidades, musicalmente falando, do mundo. Pensei em partir de um grande evento musical, mas dei uma olhada no Rock in Rio e não acho que conte uma história da cidade. Estive também nos bailes funk, fui a algumas favelas. Estou mapeando o caminho.
Você está na origem do termo rockumentary, o documentário de rock. Mas seu primeiro filme do gênero, Absolute Beginners, foi um fracasso de bilheteria quando estreou, não foi?
Na Inglaterra foi. Na França e na Espanha foi bem. De qualquer modo, não faço filmes para fazer dinheiro, mas simplesmente porque é meu trabalho. Não fui para os Estados Unidos fazer filmes para poder desfrutar de uma jacuzzi em Hollywood. É claro que fiquei um pouco deprimido naquela época, o filme é parte da minha carreira. Creio que ele descreve muito bem como era a vida naquele período em Londres e sou feliz com o seu sucesso posterior, a reavaliação, mas ainda tenho problemas com ele. Não é perfeito. Era ambicioso e funcionou, e visualmente é muito poderoso. Vem do coração, isso eu posso dizer. Sempre faço meus filmes como manifestos pessoais.
Você examinou no cinema os Sex Pistols, o glam rock, o Clash. Não tem interesse em astros britânicos mais contemporâneos, como os irmãos Gallagher ou Amy Winehouse?
Em primeiro lugar, eu me interesso pela música. Acho que a Amy Winehouse é de fato fascinante do ponto de vista humano, mas não me ligo tanto no soul revivalista que ela escolheu. Penso que não há uma música realmente nova, só reciclagem. Eu sempre escolho a música que considero nova, que gera respostas sociais, que transmite uma poderosa energia.
Você abriu um caminho, mas hoje em dia há outros cineastas fazendo coisas opostas ao que você fez. Um exemplo é Todd Haynes, diretor de Não Estou Lá, sobre o Bob Dylan. Gosta do estilo dele?
Não estou certo se o filme do Dylan é um dos meus favoritos. Tem seu valor como obra experimental, mas não sei se gosto da ideia. Prefiro mais Scorsese filmando rock.
Parte da avaliação que se tem do produtor Malcolm McLaren veio de sua forma de examinar a participação dele nos eventos culturais de Londres nos anos 1970. No final, ele era um picareta ou um gênio?
Acho que ele era ambos. Ele podia combinar genialidade com tolice, alternar esperteza e estupidez em poucos minutos. Também era um homem intrigante, uma figura fascinante. Foi muito útil na época, fez com que muitos artistas explorassem suas capacidades e potencialidades e foi um pensador original, porque foi o primeiro a ser irônico com os meios de comunicação, a usar essa ironia em proveito próprio. Acho que ele ainda é o responsável por muito do que acontece na cultura inglesa de hoje em dia.
Tópicos Relacionados
Pela primeira vez em mais de 15 anos, Stone Roses sobe ao palco e leva fãs ao delírio
- 25 de maio de 2012|
- 22h20|
- Tweet este Post
Categoria: Anos 80

A seminal banda indie The Stone Roses fez a primeira performance ao vivo em mais de 15 anos para uma plateia de fãs em êxtase, na Grã-Bretanha. O quarteto fez um show-surpresa para cerca de mil pessoas em Parr Hall, em Warrington, no condado de Cheshire.
”Eles nunca tocaram tão bem juntos”, disse o fã Leme André, de 43 anos. Mas as opiniões foram controversas quanto à voz do cantor Ian Brown. “Ele não canta nada, mas ele nunca cantou”, disse Tom Six, 35, de Liverpool.
As caóticas performances vocais de Brown antes de o grupo se dividir, em 1996, se tornaram lendárias. ”Ele estava um pouco rouco, mas foi tudo bem”, disse Six. “Foram os Roses como eu me lembro deles.”
‘Clássicos e lados B’
Dennis Warriner, um gerente de supermercado de 50 anos de idade, de York, disse: “Ele começou um pouco meloso, mas depois ficou melhor, sem dúvida.” Outro fã, o funcionário público Paul Blaney, disse: “Eu vi Ian Brown quatro ou cinco vezes. Hoje o cara estava em chamas. Foi sensacional. A musicalidade me surpreendeu. Eles tocaram os clássicos e alguns lados B”.
Com uma hora de duração, o show teve 11 músicas e começou com I Wanna Be Adored. Também incluiu canções do álbum de estreia, de 1989, incluindo Made Of Stone, Waterfall e She Bangs The Drums. Mas a banda não revelou qualquer material novo.
Foi a primeira vez que Brown, o guitarrista John Squire, o baixista Gary “Mani” Mounfield e o baterista Alan “Reni” Wren tocaram juntos ao vivo desde 1990. Estrela do Oasis, Liam Gallagher estava em meio à multidão.
O show foi anunciado somente às 16h na quarta-feira e os ingressos estavam disponíveis para os fãs que apareceram no local com CD, LP ou camiseta do Stone Roses.
’Muita sorte’
Michelle McKay, neozelandesa que vive em Liverpool, disse que ouviu falar sobre o show no Twitter e foi direto, de ônibus. ”Cheguei aqui um pouco tarde para pegar a pulseira, mas tive muita sorte, um cara que eu nunca vi antes descolou uma para mim e entrei”, ela disse.
”Eu estava na terceira fila e, para trás, todo mundo estava cantando junto. A banda quase foi engolida pela plateia. She Bangs The Drums foi o destaque para a maioria das pessoas. Nunca vi uma banda se abraçar assim no final. Há muito amor no quarteto.”
O show de retorno da banda havia sido programado para Barcelona, no dia oito de junho. Eles não deveriam se apresentar no Reino Unido até o fim de junho, quando 225 mil pessoas são esperadas para assistir a três concertos no Heaton Park, em Manchester. Eles também vão circular por festivais no Reino Unido e embarcar em turnê mundial.
Tópicos Relacionados
Notas roqueiras nacionais
- 25 de maio de 2012|
- 20h15|
- Tweet este Post
Categoria: Heavy Metal, rock brasileiro
- Os 30 anos dos Titãs continuam rendendo. O disco “Cabeça Dinossauro”, do Titãs, cuja íntegra está sendo tocada na atual turnê do grupo, vai ser relançado na próxima segunda, 28, no iTunes, e em CD, no dia 1º de junho. O CD, duplo, vem com o material da demo apresentada à gravadora na época. O disco vem com uma faixa inédita, “Vai Pra Rua”, descartada à época. Depois de tocar a íntegra de “Cabeça Dinossauro”, o grupo vai fazer uma turnê de 30 anos, com a reunião da chamada “formação clássica”. Arnaldo Antunes e Charles Gavin já toparam participar em alguns shows, só faltando o antigo baixista e vocalista Nando Reis confirmar, o que ainda não ocorreu.
- O Viper confirmou mais três shows de sua turnê especial de celebração dos 25 anos do lançamento do disco “Soldiers of Sunrise”, em que executará os dois primeiros álbuns, “Soldiers of Sunrise” e “Theatre of Fate”, na íntegra, e com a presença do antigo vocalista André Matos. Os shows devem acontecer em Ribeirão Preto, São José do Rio Preto (ambas no interior do Estado de São Paulo) e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
- A banda paulista Gloria está lançando o seu novo álbum, “(Re)nascido”, exclusivamente pela internet e, por enquanto, disponibilizando de graça para download. Bem mais pesado do que os trabalhos anteriores e ainda colhendo a boa repercussão da apresentação insana e forte do Rock in Rio 4 no ano passado, o novo álbum foi produzido pela própria banda, com a ajuda de João Milliet, e contou na bateria com Eloy Casagrande, hoje no Sepultura.
- Após a boa receptividade obtida com o lançamento do primeiro álbum de estúdio, “Doa A Quem Doer” (2011), a banda de etal paulistana Project46 toca ao lado do Matanza em evento neste sábado no Clube Regatas Tietê.
Serviço:
Data: 26/05 (sábado)
Local: Clube Regatas Tietê, às 20h
Endereço: Av. Santos Dumont, 842, São Paulo/SP (entrada pela Marginal Tietê/próximo ao metrô Armênia)
- A exposição Let’s Rock foi prorrogada. O evento que já levou milhares pessoas à Oca no Parque do Ibirapuera, na capital paulista, foi prorrogada e agora fica em cartaz até o dia 3 de junho de 2012.
CPM 22 anuncia CD acústico com inéditas e sonha com carreira internacional
- 25 de maio de 2012|
- 18h10|
- Tweet este Post
Categoria: rock brasileiro
Gabriel Perline – E+
.jpg)
Após uma temporada turbulenta, provocada pela ruptura com a Universal e o retorno à cena independente, o quarteto do CPM 22 reuniu amigos e convidados nas dependências da produtora XYZ para anunciar a parceria com a empresa. Desta união, os primeiros frutos já estão anunciados: CD e DVD acústicos, a serem gravados ainda em 2012, com previsão de lançamento no início de 2013.
“O foco principal de a gente ter aceitado essa parceria é o CD e DVD Acústico que a gente vai fazer. Provavelmente lançaremos um novo single no segundo semestre deste ano. A XYZ é responsável pela venda dos shows do CPM 22, pelo gerenciamento da carreira, imagem e também está buscando a gravadora e emissora que vão entrar nessa empreitada com a gente”, disse Badauí, vocalista do grupo
Prestes a completar 18 anos de estrada, o CPM 22 garante ter atingido a maioridade e maturidade há anos e quer reunir amigos e grandes nomes da música para o novo trabalho. “Estamos pensando em algumas parcerias grandiosas, nenhuma está fechada ainda, mas as pessoas estão simpáticas ao projeto. São pessoas que têm um papel fundamental na música brasileira, principalmente no rock. A gente ainda precisa sentar e escolher as músicas do acústico, temos em mente o produtor, mas ainda vamos definir”, afirmou Badauí.
Para o acústico, estão prometidas releituras dos sucessos da banda e algumas músicas inéditas, que ainda estão em processo de seleção. “Foi difícil nossa saída da Universal e a ruptura com o (produtor) Rick Bonadio. Qualquer banda independente no Brasil tem dificuldade para colocar sua música nas programações das rádios. Rescindir o contrato com uma gravadora e voltar pra cena independente foi difícil, mas todas as dificuldades que passamos fizeram a imagem da banda crescer mais”, disse o guitarrista Luciano Garcia.
Embora o grupo esteja trabalhando para “fincar a bandeira no Brasil” – palavras de Luciano Garcia durante a entrevista -, o sonho de atingir o mercado internacional faz parte dos planos dos rapazes. “Já fizemos shows na Europa e Estados Unidos e o retorno foi muito bacana. Temos a ideia de ir para o mercado da América Latina, fazer shows na Argetina, Chile, Colômbia… quem sabe até gravar um rock em espanhol?”, disse Badauí.
Tópicos Relacionados
O fino da cultura inglesa em São Paulo
- 25 de maio de 2012|
- 16h32|
- Tweet este Post
Categoria: Anos 90, rock brasileiro
PEDRO ANTUNES
Entre hoje e 30 de junho, São Paulo falará inglês com um sotaque carregado. Transpirará arte britânica, seja na música, na dança e no cinema, numa constante busca pelo melhor produzido na Terra da Rainha. A 16ª edição do Cultura Inglesa Festival se inicia com uma interessante programação, tão cosmopolita quanto Londres (e São Paulo). Com destaque para os shows no Parque Independência, na zona sul da cidade, no domingo, a partir das 11h. E, o melhor, com entrada gratuita.
O festival traz o melhor do rock britânico, em seus diferentes braços: o eletrônico, o psicodélico e o dançante. We Have Band (no palco às 15h30), The Horrors (17h) e Franz Ferdinand (18h30) formam o aguardado trio de atrações internacionais. As divertidas Garotas Suecas, num tributo ao Rolling Stones, e Banda Uó, que leva um toque de tecnobrega ao repertório do The Smiths. Freech, King Crab, Broth3rhood e Sociopatas completam o line up. A entrada é sujeita à lotação do parque. Por isso, é aconselhável chegar lá cedo.
Dentre as atrações musicais, nenhuma se compara com o quinteto que vem de Southend-on-Sea, na costa leste da Inglaterra. Antes esquisitões, o The Horrors mudou, embarcou numa onda alucinógena e entregou, em julho do ano passado, o viajandão Skying (aqui lançado pela Lab 344, R$ 35), terceiro álbum da banda, devidamente selecionado nas listas de melhores do ano de publicações inglesas especializadas.
Em entrevista ao JT, o tecladista da banda Tom Cowan explica que a surpresa é o melhor elogio que eles poderiam ter. “Isso é ótimo, acho demais. Estamos trabalhando muito há 7 anos para chegar a isso. Até hoje, quando ouvimos nossa música no rádio, nos juntamos todos para ouvir. É só o começo.”
O álbum anterior, Primary Colours (2009), dava algumas pistas da sonoridade que viria por aí. “Encontramos o nosso som. Daquele disco, gostamos apenas de algumas coisas. Se eu pudesse, queria que Skying fosse nosso segundo álbum”, diz Cowan, com espantosa sinceridade.
O ponto central para o descobrimento de como eles gostariam de soar veio quando a banda decidiu que Skying seria produzido por eles mesmos, apenas lapidado por Craig Silvey, midas do indie inglês, que produziu o último disco do Arctic Monkeys, Suck It And See (2011), por exemplo. “Quando você faz o que ama, você vai melhorando. Eu, por exemplo, não tocava nada quando começamos a banda”, explica. Hoje, o novo The Horrors depende da criatividade de Cowan em seus teclados e sintetizadores. Ele, aliás, é irmão Freddie, guitarrista de outra banda inglesa, Vaccines, que veio aqui em abril.
Soando como se estivesse no fim dos anos 1980, a banda hoje aposta em despejar psicodelia: uma bateria em looping, repetindo a batida mecanicamente, com guitarras perdidas em notas longas embaladas pelo teclado e, no fundo, a voz rouca de Faris Badwan em eco. Como um sonho perdido no passado.
Franz Ferdinand retorna com inéditas
Emergido da nova onda de pós-punk do início dos anos 2000, em Glasgow, Franz Ferdinand é a atração que fechará a noite musical no Parque da Independência, no domingo. Dançante, explosivo e divertido, o grupo liderado por Alex Kapranos subirá no palco às 18h30. Além dos hits de praxe, exibidos durante as quatro passagens da banda por aqui, o quarteto deverá mostrar aos fãs um pouco de seu quarto disco, sucessor de Tonight: Franz Ferdinand (2009), ainda sem nome, programado para ser lançado ainda este ano.
No sábado, eles quebraram o jejum de dois anos longe dos palcos com uma apresentação intimista em Limerick, na Irlanda. Ali, mostraram quatro músicas novas, que já se espalharam pela rede: Right Thoughts, Brief Encounters, Fresh Strawberries e Trees and Animals. Empolgados, eles ainda emendaram um cover da rainha da disco music, Donna Summer, I Feel Love, morta na semana passada. Sucessos da banda como Take Me Out, No You Girls, Ulysses e Do You Want It também foram tocados.
Antes disso, no começo do mês, Kapranos voltou a ser assunto ao aconselhar bandas novas em sua conta do Twitter. “Nunca faça cover do Oasis, nunca esqueça seus amigos e sempre dê risada”, escreveu. Quando perguntado sobre seu conselho relacionado ao Oasis, ele disse: “Nada pessoal. Só porque todo mundo faz isso. E eles são tão estupidamente chatos.” ::
Rolling Stones e The Smiths ganham tributos inusitados
Há na brasilidade da banda Garotas Suecas um pouco do soul do Rolling Stones, principalmente do disco Out of Our Heads (1965), com Brian Jones na guitarra. “Eles eram muito ligados em Marvin Gaye. E é a mesma coisa que a gente”, explicou Tomaz Paoliello, guitarrista da banda. O mesmo, no entanto, não pode ser dito sobre a melancolia dos The Smiths.
Toda a escuridão do cinzento céu de Manchester, tão explícito nas letras tristes de Morrissey, vai desaparecer com a interpretação da Banda Uó. “Vamos colocar o nosso tecnobrega”, explica Davi Sabbag, responsável pelas bases eletrônicas do trio. Com eles, canções como Ask Me e This Charming Man serão chamadas de Uísque e Meu Doce Mel.
OUTROS DESTAQUES
BALADAS
> > Para curtir uma boa noitada,
o comandante da gravadora Dissident, o DJ Andy Blake, mostra um set bem variado, todo em vinil, hoje, no Studio SP Vila Mariana. Já amanhã é a vez de Barry Fratelli, baixista da divertida banda The Fratellis, discotecar no Beco 203
TEATRO
> > A provocativa peça Órfãos, de Dennis Kelly, mostra uma narrativa precisa, com alguns toques de
humor (britânico, lembre-se disso).
Um ótimo thriller, dias 8, 9 e 10, no Teatro Cultura Inglesa-Pinheiros
CINEMA
> > A Mostra Bowie no Cinema
apresentará sete longas estrelados pelo Camaleão do Rock David Bowie. Inclusive Absolute Beginners, de Julien Temple, diretor que viria para São Paulo para um bate-papo, mas que cancelou sua participação na semana passada. Sempre no Cine Livraria Cultura
DANÇA
> > Farmácia é um espetáculo ousado em que artistas tentam recriar, por meio da dança, a tela LSD, de Damien Hist. A cada pílula ingerida, novos movimentos corporais e padrões são exibidos.
*Endereços e programação no site oficial do Cultura Inglesa Festival
Tópicos Relacionados
Cultuta Inglesa, Franz Ferdinand, Garotas Suecas, The Horrors
Especial: BMW Jazz Festival traz Charles Lloyd
- 25 de maio de 2012|
- 14h20|
- Tweet este Post
Categoria: Blues

O BMW Jazz Festival realiza a sua segunda edição e traz ao Brasil grandes nomes do gênero, além de apresentar o melhor do talento nacional. Os shows acontecem em São Paulo e no Rio de Janeiro entre os dias 8 e 13 de junho.
Produzido por Monique Gardenberg, idealizadora também dos extintos Free Jazz e Tim Festival, a nova edição terá algumas alterações e novidades. “O festival contará com um grande leque das vertentes do jazz. Teremos modernidade, fusion, soul, funk, classe, originalidade e, por fim, o destaque brasileiro através do acordeom, instrumento tocado em todas as regiões brasileiras, que vem se consolidando como o mais novo representante do jazz nacional”, afirmou Zuza Homem de Mello, curador desta edição.
Tópicos Relacionados
Leia a carta de Edu Falaschi anunciando a saída do Angra
- 25 de maio de 2012|
- 10h31|
- Tweet este Post
Categoria: Heavy Metal
Leia abaixo a carta de Edu Falaschi anunciando a sua saída do Angra:
“Caros amigos, fãs e parceiros,
Há alguns momentos na vida de um homem que é necessário tomar algumas decisões radicais para seguir em frente.
Vivo um momento muito feliz, onde hoje, aos 40 anos de idade, me sinto pleno e altamente satisfeito por ter conseguido realizar praticamente todos os meus sonhos pessoais e profissionais.
Tenho uma família linda, muitos amigos e fãs maravilhosos que me acompanham nesses mais de 20 anos de carreira, com mais de 15 álbuns gravados, diversas turnês mundiais e milhares de cópias vendidas no mundo todo.
Sou uma pessoa afortunada por ter conseguido chegar tão longe fazendo Heavy Metal no Brasil e desbravando o planeta fazendo a música que mais amo.
Venho pensando, já algum tempo, sobre os caminhos que devo seguir e finalmente cheguei a conclusão que é chegada a hora de tomar, o que talvez seja, a decisão mais difícil da minha vida.
É com um misto de alívio, paz e tristeza que venho declarar que a partir de hoje não sou mais a voz do ANGRA. Estou saindo da banda, já com muitas saudades de tudo o que construímos juntos, principalmente dos tempos alegres de ´Rebirth´ e ´Temple of Shadows´. Jamais esquecerei tudo o que vivemos, desde os bons até os maus momentos, afinal, sempre devemos ver o lado bom das coisas, sobretudo nas dificuldades.
Todos nós sabemos que nada é eterno e que as separações, uma hora ou outra, acontecem. Vivemos juntos por uma década, e isso é uma vida. Tivemos nosso momento, fizemos história, uma fase linda e inesquecível da qual serei eternamente grato por esses 10 anos de muitas vitórias e por todas as oportunidades que me foram dadas! Desejo-lhes sorte nos caminhos que decidirem trilhar.
Tenho e sempre terei muito orgulho da nossa história! Enfim, minha vida é a música e a música é meu alimento do espírito.
Tenho muitos planos e projetos para o futuro, e em breve todos saberão! Alguns deles já estão bem consolidados, crescendo a cada dia, fortes e gerando ótimos frutos que demandam e merecem a minha inteira dedicação. Sendo assim, precisarão da dedicação de outros envolvidos e, por razões óbvias de logística, ocorrerão algumas mudanças naturais nos meus trabalhos fora do ANGRA, como a saída do Felipe Andreoli do Almah, que se dedicará somente ao ANGRA e seus outros projetos.
Quanto ao Felipe, todos nós do Almah sentiremos muitas saudades e seremos eternamente gratos por sua essencial contribuição com nossa história, que continua firme e em frente.
Com essas grandes mudanças de ciclo e de renovação de energias, eu sigo para construir um futuro de paz e harmonia, com os meus ideais e minha carreira como cantor, compositor e produtor ao lado dos meus fãs e amigos.
Sempre primando pela amizade, humildade, união e igualdade!
Muito obrigado a todos!
Para um coração limpo nada é impossível!
Com carinho…”
Edu Falaschi
Tópicos Relacionados
Lista de Links
Lista de Links
Podcasts
- E-mail para contato e envio de material: marcelo.moreira@grupoestado.com.br
- Equipe Combate Rock: Marcelo Moreira, Daniel Fernandes, Roberto Capisano Filho, Marcos Burghi, Décio Trujillo e Maurício Gaia
- Podcast Combate Rock Especial – In-Edit – 3º Festival Internacional do Documentário Musical
- Podcast Combate Rock nº 01 – Os shows do segundo semestre de 2010
- Podcast Combate Rock nº 02 – Os 40 anos da morte de Jimi Hendrix
- Podcast Combate Rock nº 03 – O legado de Stevie Ray Vaughan
- Podcast Combate Rock nº 04 – O blues ainda é relevante?
- Podcast Combate Rock nº 05 – A qualidade dos festivais no Brasil em 2010
- Podcast Combate Rock nº 06 – O rock progressivo, amado e odiado
- Podcast Combate Rock nº 07 – O balanço dos shows internacionais de 2010
- Podcast Combate Rock nº 08 – A análise das atrações internacionais programadas para 2011
- Podcast Combate Rock nº 09 – Música eletrônica pode mesmo ser chamada de música?
- Podcast Combate Rock nº 10 debate a pirataria e alternativas artísticas para quem vive de música
- Podcast Combate Rock Nº 11 debate a guerra às guitarras por parte das emissoras de rádio
- Podcast Combate Rock nº 12 – As bandas da atualidade ainda têm ‘vida’?
- Podcast Combate Rock nº 13 debate as novas formas de se ouvir música

RSS


