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Clayton Netz

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Salas para chefes estão fora de moda na Philips

8 de fevereiro de 2010 | 13h04

Clayton Netz

O QG da subsidiária brasileira da Philips vai mudar de endereço. A empresa deixa o prédio atual, na rua Verbo Divino, na zona sul de São Paulo, para ocupar quatro andares do Castelo Branco Office Park, a primeira das seis torres do condomínio verde de 110 mil metros quadrados de área que a Tishman Speyer está erguendo em Alphaville, nas imediações da capital paulista. Não se trata, porém, de uma mera mudança de CEP. Na verdade, os 800 funcionários do escritório central vão encontrar uma nova forma de trabalhar, que começa a ser adotada globalmente pelo grupo holandês. Batizado internamente de Workplace Innovation, o modelo privilegia o trabalho em equipe e a colaboração dos funcionários de diferentes divisões de negócios e áreas funcionais.

O uso dos espaços será feito em função da necessidade, em vez da posição hierárquica, como ocorre tradicionalmente no mundo corporativo. Com isso, saem de moda as salas exclusivas, com o nome do ocupante gravado na porta, as cadeiras e as estações de trabalho diferenciadas em função da posição funcional. Isso vale, inclusive, para a alta chefia. “A ideia é aproximar mais as pessoas e estimular o trabalho em equipe”, disse aos funcionários o presidente da Philips, Marcos Bicudo, que desde sua entrada na empresa, em julho do ano passado, reclamava da suntuosidade do espaço ocupado pela diretoria. “O novo modelo permitirá aos funcionários gerenciar melhor seu tempo e o equilíbrio de suas vidas.” Uma das ideias, por exemplo, é permitir e até estimular o trabalho em casa.
O anúncio da mudança, no final de 2009, não foi exatamente indolor para muitos funcionários, que residem nas imediações do atual endereço. Para convencê-los das vantagens do novo modelo e de ir trabalhar num local a 30 quilômetros de distância dali, entrou em ação a área de Recursos Humanos, que promoveu reuniões e seminários nos últimos meses.

Para chegar à definição pelo novo prédio, a Philips examinou 35 edifícios em São Paulo. Boa parte foi eliminada sumariamente por não atender às exigências de sustentabilidade: um ponto decisivo era que a construção tivesse o selo Green Building.

Definido o novo domicílio, o desafio para Bicudo e sua equipe, a partir de julho, é fazer com que o novo modelo de local de trabalho saia do papel e funcione na prática. Numa empresa hierarquizada como a Philips, dividida em setores de negócios que até aqui pouco se comunicavam entre si, na qual os sinais exteriores de poder costumam contar muito, a implantação do Workplace Innovation deverá exigir um grande esforço de persuasão e jogo de cintura.

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15 Comentários Comente também
  • 09/02/2010 - 11:44
    Enviado por: Daniela

    Oi CLayton, Achei muito legal a proposta da Philips, mas com licença poética, achei que ficou faltando uma imagem para ilustrar o ambiente que vc descreve. Abraço.

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  • 10/02/2010 - 12:58
    Enviado por: Clayton Netz

    De fato, não publicamos uma imagem que ilustrasse o que é o Workplace Innovation. Simplesmente, porque ainda não existe no Brasil. Será implantado a partir de julho, com a mudança da Philips para o novo prédio. As imagens existentes, eram de experiências na Turquia, Holanda e Índia, mas tinham baixa qualidade, sem condição de serem publicadas.

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  • 10/02/2010 - 14:24
    Enviado por: Lucas

    Tudo bem em procurar um prédio green para sede da empresa. Mas, não adianta de nada encontrá-lo a 30 km da cidade onde a maioria dos funcionários residem. São 800 carros consumindo combustível, gerando poluição e trânsito para se locomoverem a uma locação onde não há serviço de transporte público de qualidade. Sem contar no deterioramento da qualidade de vida dos funcionários que passarão 3 horas por dia no trânsito.

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    • 10/02/2010 - 16:00
      Enviado por: Clayton Netz

      É verdade. E é isso mesmo que muita gente na Philips está achando. Haja sustentabilidade.

  • 11/02/2010 - 11:49
    Enviado por: Fabiana

    E chamam isso de sutentabilidade? É muito antagônico exigir um prédio verde e mudar para um lugar distante, com acesso complicado, obrigando os funcionários utilizarem carros e reduzindo ainda mais o tão escasso tempo de lazer das pessoas. Por que não escolher um espaço no centro da cidade de SP, onde há uma excelente infraestrutura de transportes e ainda colaboraria com a revitalização da região? É muita hipocrisia….

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  • 11/02/2010 - 14:42
    Enviado por: Daniel

    Temos que tomar cuidado com o conceito.
    Para fazer uma afirmação de que 800 carros passarão a consumir maior quantidade de combustível ou até mesmo que essa quantidade de carros será deslocada é necessário conhecer a disposição dos funcionários. Ex: e os funcionários que vinham de Alpavileh para a Verbo Divino ? Hoje serão eles que não utilizarão mais os carros…
    Serão disponibilizados fretados, alguns jovens tem mobilidade e passarão a residir próximo a empresa, outros usarão a carona cidadã, etc…
    Acho que a sustentabilidade está presente na Philips sim, tome por exemplo a iluminação a Ponte Estaiada.
    Complementando meu comentário, acredito que temos que buscar pela “Pegada Ecológica Zero” e mudando de prédio para um que tenha o Green Label já é um grande passo, afinal sustentabilidade não é apenas economizar papel, combustível e água.

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  • 11/02/2010 - 14:44
    Enviado por: Iracy

    Olá.
    A idéia é fantástica, mas para variar, quem sai perdendo são os funcionários, que não terão como utilizar os meios públicos de transporte para aquela região, além de piorar muito a qualidade de vida dos mesmos, o que vai gerar uma tremenda insatisfação, e isso é algo cada vez mais comum nas grandes empresas deste país.
    Será que o novo local fica próximo da residência dos diretores e será super favorável aos mesmos????????

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  • 11/02/2010 - 15:33
    Enviado por: Igor Luiz

    Concordo com o Lucas e Clayton, de nada adianta criar um ambiente totalmente inovador e conceitual, sendo que na verdade os funcionários são os que mais se prejudicam com esta mudança. Por terem que passar de 4 a 6 horas por dia só no trânsito, a qualidade de vida destas pessoas diminui consideravelmente uma vez que estão indo para um lugar que fica a uma distância muito maior de suas casas, e não existe transporte de qualidade para que elas possam usar. PHILIPS FAIL!

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  • 11/02/2010 - 20:12
    Enviado por: Denaeb

    O local pode ser belíssimo e sustentável, e deve significar uma redução de custo enorme para a Philips. O que não está claro é quanto isso vai custar para os funcionários. Somando apenas os gastos com combustível e pedágios, e sem considerar o custo da perda de qualidade de vida (supondo um aumento médio de cerca de 2 horas diárias no trânsito, sem chuva), dá perto de R$ 8.000,00 por ano. Se considerarmos as 800 pessoas, dá mais de R$ 6.500.000,00 por ano. Haja sustentabilidade.

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    • 13/03/2010 - 10:03
      Enviado por: Ananda

      LAMENTAVEL ESSA SUA AÇÃO SR. MARCOS BICUDO.

  • 12/02/2010 - 10:00
    Enviado por: Reginaldo

    Concordo com o Daniel. Muita gente concentrada na Zona Oeste, centro oeste, e região de Alphaville será beneficiada. É complicado agradar a todos.

    Os novos prédios em São Paulo estão caros demais, e é difícil encontrar prédios mais antigos que poderiam atender a critérios da certificação Green Building.

    Sendo um pouco mais duro… Ao contrário do que alguns disseram, ninguém está “obrigado” a mudar com a Philips, isso seria um crime! O mercado de trabalho está aí basta ter um bom “produto” para oferecer…

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    • 22/02/2010 - 07:34
      Enviado por: Denaueb

      Concordo com o Reginaldo. Com certeza uma lista de critérios teve que ser atendida para a escolha do novo endereço. Com certeza, o desejo do novo presidente também deve ter sido um critério. Ele é conhecido no mercado como o homem que não aceita top-down. Pelo menos quando ele não é o down. O presidente anterior, com um ótimo discurso, reformou todo um prédio em Santo Amaro, com foco no térreo (por onde os amigos dele entravam) e no último andar (onde ele ficava).
      Vamos ser claros e transparentes: chega de top-down.

  • 17/02/2010 - 12:35
    Enviado por: Nina

    Que sustentabilidade é essa que escolhe um prédio com “green label” em uma região desprovida de transporte público, vítima de alagamentos e congestionamentos diários? E, por favor, não venham falar em ônibus fretados porque, como toda a população da cidade bem sabe, a restrição à circulação destes ônibus inviabiliza o uso deste tipo de transporte para muita gente. Esse tal prédio verde é uma ilha em um mar de falta de infraestrutura.
    Lamento profundamente que dirigentes de multinacionais como a Philips desprezem neste tipo de decisão o impacto negativo que causarão na vida dos funcionários – piora considerável na qualidade de vida, mais dinheiro gasto com o deslocamento até o trabalho.
    Daqui a 2 ou 3 anos, é provável que estes dirigentes já não estejam mais na empresa… mas a maioria do funcionários ficará. E terá de pagar a conta, como sempre, por decisões erradas que beneficiam uma fatia exígua da população corporativa, inclusive a reduzida minoria que mora em Alphaville…
    Lamentável!

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  • 22/02/2010 - 12:12
    Enviado por: Xavier

    Sustentabilidade? Sem duvida, esta decisão foi tomada pelos “líderes” visando SOMENTE redução de custo, de maneira alguma consideraram o impacto social que esta decisão ira trazer.

    Parabens, voces conseguiram desagradar 80% dos funcionarios da empresa.

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  • 10/03/2010 - 19:54
    Enviado por: luiz franco

    @@@@….Pra quem decidir a mudar para uma vida melhor, entre em contato com “business company” seja bem vindos pessoal da Philips, estamos de braços abertos para recebe-los, qualidade de vida é aqui em Barueri e Alphaville,parabéns pela decisão…www.businesscompany.com.br

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